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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Ópera “Madama Butterfly” é destaque do Theatro Municipal em março

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra Sinfônica Municipal. Foto: Rafael Salvador.

Em março o Theatro Municipal de São Paulo tem como destaque o início da temporada de óperas de 2024. A ópera Madama Butterfly, de Puccini, tem estreia a partir de 15 de março e homenageia o centenário de morte do compositor. A Orquestra Sinfônica Municipal toca a Segunda Sinfonia de Mahler sob a regência de Roberto Minczuk nos dias 29 e 30 de março e a Orquestra Experimental de Repertório apresenta no dia 30 de março obra da compositora inglesa Doreen Carwithen e a Quinta Sinfonia de Shostakovich sob a regência do maestro Guilherme Rocha.

A montagem da ópera Madama Butterfly aporta no Theatro Municipal de São Paulo depois de uma bem-sucedida montagem no Teatro Colón, de Buenos Aires (Argentina). Quem assina a direção cênica é a premiada Livia Sabag, que ressalta o declínio social e o empobrecimento que acontecem na vida de Cio-Cio-San, evidenciando aspectos socioculturais e de gênero que desembocam no desfecho trágico. O machismo, tanto da cultura japonesa quanto americana, podem ser vistos sob os comportamentos racistas de Pinkerton, marinheiro com quem tem o filho e por quem é abusada repetidamente. Nesta montagem também se explicita a tragédia anunciada da situação dramática e o público compreende a situação de risco que a jovem, que se converte ao cristianismo e assume cegamente que seu casamento é real e que é amada, enfrenta já no início do espetáculo, tendo nesse casamento não mais que um simulacro.

A regência é dividida pelos maestros Roberto Minczuk e Alessandro Sangiorgi. A cenografia fica a cargo de Nicolàs Boni; a iluminação, de Caetano Vilela; o figurino, de Sofia Di Nunzio; Matísas Otálora no vídeo e Mercedes Marmorek, na assistência de direção cênica. Participa ainda da montagem o Coral Paulistano, sob a regência de Maíra Ferreira. Como a protagonista Cio-Cio San, as sopranos Carmen Giannattasio e Eiko Senda se dividem nas sessões. No primeiro elenco, que se apresenta nos dias 15, 17, 20 e 23 de março, Celso Albelo interpreta Pinkerton, Ana Lucia Benedetti é Suzuki e Douglas Hahn interpreta Sharpless. Nas récitas de 16, 19 e 22 de 23, Enrique Bravo é Pinkerton, Juliana Taino, Suzuki e Michel de Souza, Sharpless. Todas as récitas contam com Elaine Martorano como Kate Pinkerton; Jean William como Goro; Carlos Eduardo Santos como Príncipe Yamadori, Andrey Mira como Bonzo, Márcio Marangon como Yakuside, Leonardo Pace como Comissário Imperial, Sebastião Teixeira como Notário, Magda Painno como mão de Cio-Cio-San, Caroline de Comi como Prima de Cio-Cio-San e Graziela Sanchez como Tia de Cio-Cio-San. Cenografia, figurinos e adereços serão os mesmos apresentados no Theatro Colón em 2023, de modo que o público poderá conferir a personalidade deste trabalho agora em São Paulo. A duração aproximada é de 170 minutos com intervalo; a classificação indicativa, de 12 anos e os ingressos vão de R$12 a R$165.

Circo Preto da República Bantu. Foto: Sanele Thusi.

Integrando a programação da Mostra Internacional de Teatro (MIT), importante evento do calendário anual dramatúrgico da cidade que acontece em inúmeras unidades do SESC-SP, o espetáculo sul-africano de Albert Ibokwe Khoza, “O Circo Preto da República Bantu” (The Black Circus of The Republic of Bantu) contará com três apresentações na cúpula do Theatro Municipal entre os dias 8 e 10 de março. No espetáculo, a história vergonhosa e violenta dos zoológicos humanos, exposições etnológicas da Europa entre 1870 e 1960 nas quais as pessoas eram exibidas como animais exóticos. Nesta performance, o artista e diretor investiga o impacto do olhar imperial e colonial sobre os corpos negros tanto no passado, como no presente e testemunha a dor contínua causada pelo racismo histórico e persistente ao mesmo tempo em que abre espaço para a cura coletiva e a reivindicação da dignidade. Os ingressos custam R$50, a classificação indicativa é 14 anos e a duração do espetáculo, de 55 minutos.

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo em três espetáculos

O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo conta com três apresentações no mês de março. No dia 7 de março, quinta-feira, às 20h, Betina Stegmann, Nelson Rios (violinos), Marcelo Jaffé (viola) e Rafael Cesario (violoncelo) se juntam ao pianista Marcos Aragoni no segundo espetáculo do ano da série Grandes Quintetos. No repertório, Johannes Brahms, com Quinteto Op. 34 (40’) e o italiano Ottorino Respighi, com seu Quinteto em fá menor. O espetáculo acontece às 20h na Sala do Conservatório, na Praça das Artes. Os ingressos custam R$33 (inteira), a duração é de 60 minutos e a classificação indicativa, livre.

Já na quinta-feira, dia 21 de março, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto, junto à mezzosoprano Keila de Moraes, apresenta obras de três compositores brasileiros ilustres, dois deles ainda vivos. De Ricardo Tacuchian, a formação interpreta Quarteto nº6 (15’), e de Clarice Assad, “Canções da América” (15’). O programa traz ainda 25 minutos da obra Quarteto nº 6 de Heitor Villa-Lobos, em seus quatro movimentos. Os ingressos custam R$33, o espetáculo é livre para todos os públicos e tem 60 minutos de duração.

O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo se apresenta ainda no dia 23 de março, sábado, no Museu Catavento, obras de seus contemporâneos brasileiros Silvia Goes – Suíte Chiquinha Gonzaga (10´), Kleberson Buzo – Suíte Brasileira (20´) e Hercules Gomes – Cantiga, Baião e Frevo (15´). O espetáculo terá 60 minutos e é gratuito para todos os públicos.

Samba de Sexta celebra mulheres negras no Dia internacional da Mulher e Salão Nobre recebe debate sobre Mário e Oswald de Andrade

Celebrando as lutas que marcam o dia 8 de março e a força das mulheres – em especial as negras – na cultura brasileira, o Samba de Dandara convida Yayá Massemba no Projeto Samba de Sexta, que acontece no Vão Livre da Praça das Artes, às 19h. O projeto, que traz mensalmente os principais grupos da cidade de São Paulo para uma animada roda de samba gratuita, tem apresentação de Daniele Abelin. Abrindo as apresentações do ano, no dia internacional da Mulher, o Samba de Dandara, fundado em 2012, que exalta as empoderadas grandes compositoras, intérpretes e lutadoras do samba, passeia pelos ritmos afro-brasileiros, sobretudo vertentes diversas do samba, como ijexá, afoxé, pontos de candomblé e umbanda. Nesta apresentação, eles se unem ao grupo Yayá Massemba, surgido em 2018 na Chapada Diamantina, na Bahia, e que tem como destaque o samba de roda, seja em composições autorais, trazendo o legado das Mestras Aurinda do Prato, Bete de Arembepe e Drª Dalva Damiana, entre outras afluências dessa matriz musical. Mãe (Yayá, em Yorubá), Umbigada (Massemba, do Kimbundu), casa e ancestralidade em união, valorizando mulheres, ancestralidade, natureza e cultura afro-brasileira. Os ingressos são gratuitos, a classificação é livre e a duração, de aproximadamente 180 minutos.

Samba de Dandara. Foto: divulgação.

Dois dos grandes agitadores culturais desta casa de espetáculos e da vida artística da cidade de São Paulo, Mário de Andrade e Oswald de Andrade terão o lançamento da publicação de sua correspondência, parceria entre Edusp e Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) lançada em bate-papo que acontece no sábado na Sala do Conservatório, espaço onde Mário deu aulas, às 15h. Na ocasião, a organizadora da correspondência que abarca o período entre 1919 e 1928, Gênese de Andrade, media uma conversa entre os professores universitários Carlos Augusto Calil, Marcos Antonio de Moraes e Roberto Zular. Os ingressos são gratuitos, a classificação livre e a duração, de 180 minutos.

Balé da Cidade em turnê mundial

O Balé da Cidade de São Paulo inicia o ano em turnê por Suíça e Alemanha sob a direção de Alejandro Ahmed. No repertório, as coreografias Adastra, de Cayetano Soto, Transe, de Clébio Oliveira, e Fôlego, de Rafaela Sahyoun.

Orquestras trazem grandes obras de Mahler e Shostakovich

O terceiro concerto do ano da Orquestra Sinfônica Municipal junto ao Coro Lírico Municipal e ao Coral Paulistano acontece nos dias 29 e 30 de março, na sexta, às 20h e, no sábado, às 17h. Com regência de Roberto Minczuk, da soprano Marly Montoni e da mezzo-soprano Carolina Faria, será apresentada na Sala de Espetáculos da casa uma das Sinfonias mais célebres de Gustav Mahler, a de nº2, “Ressurreição”. Com um percurso que passa por passagens poderosas, tons suaves, momentos melodiosos e momentos com mais dissonâncias, a obra é uma das maiores e mais longas obras sinfônicas e foi escrita pelo compositor austríaco ao longo de seis anos, até serem reunidas nesta suntuosa peça entregue aos editores em 1891. Os ingressos custam de R$12 a R$66 (inteira), a classificação é livre e a duração do concerto, de 80 minutos (sem intervalo).

Já no domingo, 31 de março, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório, sob a regência de Guilherme Rocha, apresenta na sala de espetáculos do Theatro um concerto que reúne Bishop Rock, obra da compositora inglesa Doreen Carwithen e a Sinfonia número 5, de Dimitri Shostakovich. Os ingressos vão de R$12 a R$33 (inteira), a classificação indicativa é livre para todos os públicos e o concerto terá duração de 60 minutos (sem intervalo).

Serviço:

Theatro Municipal de São Paulo

Praça Ramos de Azevedo, s/nº – Sé – São Paulo, SP

Capacidade Sala de Espetáculos: 1503 pessoas.

(Fonte: Theatro Municipal de São Paulo)

Sesc Belenzinho recebe Banda Hotelo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Amanda Sartor.

Em fevereiro, o Sesc Belenzinho recebe a Banda Hotelo. O show acontece na sexta, dia 23 no Teatro, com ingressos de R$15 (Credencial Sesc) a R$50 (inteira).

Nesta apresentação, o grupo mostra as 11 faixas inéditas do novo disco ‘Reviravolta’ (2023), que é uma retomada das origens e influências musicais da banda, que é a fusão do rock com o pop, punk e o reggae.

Ao longo dos 10 anos de carreira, já lançou mais de 50 títulos autorais e se apresentou em grandes festivais, como Planeta Brasil e Nômade, além de shows por todo o Brasil. Já realizou parcerias com grandes artistas nacionais; entre eles, Vitor Kley, Ana Caetano, Vitória Falcão, Di Ferrero, Tati Quebra Barraco e Ana Gabriela.

Com Deco Martins (voz), Júlio Petterman (guitarra e voz), Tito Caviglia (guitarra e voz) e Conrado Banks (baixo e voz).

Banda Hotelo

Dia 23 de fevereiro de 2024 – sexta, 20h30

Local: Comedoria (612 lugares)

Valores: R$50 (inteira); R$25 (Meia entrada), R$15 (Credencial Sesc). Ingressos à venda no portal Sesc e nas bilheterias das unidades Sesc.

Classificação: 14 anos

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: de terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$5,50 a primeira hora e R$2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$12,00 a primeira hora e R$3,00 por hora adicional.

Transporte Público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m).

(Fonte: Assessoria de Imprensa Sesc Belenzinho)

Águas-vivas: pesquisador explica aumento acelerado destes animais em 2024

Rio Grande do Sul, por Kleber Patricio

Foto: aravakense/Pixabay.

No verão de 2024, o litoral gaúcho teve um aumento de 734% nos registros de queimaduras por água-viva em comparação ao ano anterior. Para o professor do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade da PUC-RS e diretor do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Nelson Fontoura, este aumento pode estar relacionado com as mudanças da cadeia alimentar ocorridas por conta das alterações no ecossistema pela ação humana, mas também nas mudanças marítimas naturais.

“Isto pode acontecer devido a alterações do sistema de correntes, trazendo mais nutrientes de águas profundas favorecendo, por exemplo, o desenvolvimento de plâncton. Mais plâncton presente na água pode permitir o desenvolvimento de populações mais densas de águas-vivas. O mesmo pode ocorrer devido ao aumento de nutrientes causados pela atividade humana, como adubos nitrogenados ou esgoto doméstico chegando em águas oceânicas”, destaca o professor.

Além disso, uma das principais causas para maior aparecimento crescente de águas-vivas no litoral gaúcho se dá também pelos ventos e pela temperatura da água. “As águas-vivas são trazidas para as praias principalmente quando ocorrem dias sucessivos de ventos do quadrante sul, que, por meio da Força de Coriolis, fazem com que águas superficiais quentes e translúcidas do mar aberto se aproximem da praia, trazendo as águas vivas”, explica Fontoura.

Esses animais são importantes para a configuração do cenário de vida marinha e terrestre, pois são predadoras de espécies planctônicas e de pequenos peixes. Por outro lado, servem de alimento para tartarugas marinhas, mas também raposas, crocodilos e onças. Por isso, alterações na abundância de alimentos podem causar pressões no equilíbrio das cadeias alimentares.

As temidas “queimaduras” 

A água-viva, na verdade, não causa queimaduras, mas quando seus tentáculos tocam a pele, é liberado um líquido tóxico urticante, causando a falsa sensação de queimadura. Esse líquido é parte fundamental do processo de alimentação da água-viva, pois é responsável por injetar substâncias tóxicas que auxiliam na captura de presas, além de ser um mecanismo de defesa. Para além das “queimaduras”, os impactos também são percebidos pelas populações locais que sobrevivem do turismo e pesca.

“Um excesso de águas-vivas diminui a atividade pesqueira, pois elas predam pequenos peixes. Podem também se acumular nas redes de pesca, tornando-as mais visíveis aos peixes, que podem evitá-las, representando também trabalho adicional para a limpeza das redes. Em alguns balneários, podem representar uma experiência negativa para os turistas, que podem optar por não retornar em novas temporadas”, elenca o diretor do IMA.

(Fonte: PUC RS)

Prefeitura e SAAE realizam revitalização do córrego Barnabé

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Thomaz Edson DCS/SAAE.

Uma iniciativa conjunta entre o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE) e a Prefeitura de Indaiatuba, por meio das Secretarias de Urbanismo Meio Ambiente (Semurb) e de Obras (Semop), está promovendo a revitalização no Córrego Barnabé, no trecho localizado no Parque Ecológico entre a Avenida Ário Barnabé e a Rua Antônio Angelino Rossi (Rua 80), no Jardim Morada do Sol.

O SAAE está encarregado da execução da recuperação das margens do córrego, além de realizar serviços de terraplanagem e desassoreamento na área. Essas ações são necessárias não apenas para o aspecto visual e ambiental, mas também para mitigar problemas como enchentes e assegurar a saúde da vida aquática nos mananciais.

A Semurb e Semop farão a urbanização deste trecho do Parque Ecológico e melhorias no sistema de drenagem de águas pluviais. Essas medidas visam controlar a erosão nas margens do Córrego do Barnabé.

A iniciativa está alinhada com as ações da administração pública para garantir práticas sustentáveis e integradas no gerenciamento de recursos hídricos e conservação do meio ambiente urbano.

(Fonte: SAAE Indaiatuba)

Luiz Arthur promove apresentação única do premiado espetáculo “Homem-Bomba” em Araxá

Araxá, por Kleber Patricio

Foto: Catarina Paulino.

Viabilizado por meio do patrocínio da Cemig via Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, o solo Homem-Bomba, escrito por Cynthia Paulino e dirigido e protagonizado por Luiz Arthur, conta com um projeto de circulação que inclui apresentações em diversas cidades mineiras. A montagem é vencedora dos prêmios de melhor ator (Luiz Arthur), diretor (Luiz Arthur) e melhor texto (Cynthia Paulino) do 10º Festival Nacional de Teatro do Piauí, realizado em setembro de 2022 na cidade de Floriano (PI) e foi eleito entre os espetáculos preferidos do público numa votação organizada pelo perfil Atores da Depressão, comunidade que reúne mais de 100 mil pessoas.

“Para definir os locais das apresentações, acabei fazendo uma mistura de cidades em que eu ainda nunca havia me apresentado e também algumas outras onde já tive oportunidade de levar trabalhos anteriores, obtendo bastante êxito junto ao público local. Tem sido uma experiência incrível poder circular o estado com este espetáculo”, destaca Luiz Arthur. A proposta do projeto é descentralizar a programação percorrendo diversas regiões de Minas com o espetáculo.

A temporada teve início em Juiz de Fora, na região da Zona da Mata. Depois o espetáculo seguiu para Varginha, Pouso Alegre, Ipatinga, Teófilo Otoni, Montes Claros, Uberlândia, Araguari, Belo Horizonte e Guarani. Depois de Araxá, a montagem segue para Patos de Minas (17/2), encerrando a programação de circulação.

Foto: Guto Muniz.

“O que tem feito, em especial, a diferença na turnê são as pessoas que vamos encontrando ao longo dessas cidades. Só nesta turnê atingimos mais de 3.000 pessoas, alcançando todas as regiões do estado. Estou muito grato por ter a Cemig como parceira viabilizadora dessa grande circulação. O público tem lotado os teatros e ovacionado muito o espetáculo, o que me deixa muito feliz e realizado. O espetáculo chega em Araxá ainda melhor, porque foi se humanizando ainda mais com as histórias de todas essas cidades por onde passamos. Cada cidade escolhida possui características muito distintas uma das outras. É como se fossem vários países dentro de Minas Gerais”, destaca Luiz Arthur.

Histórico

Luiz Arthur, fundador e integrante da Companhia Teatro Adulto, estreou a peça em 2018 na Mostra Solos e Monólogos do CCBB de São Paulo. Logo na estreia, contou com a presença do professor e crítico teatral Welington Andrade na plateia, que exaltou as qualidades do espetáculo no caderno de críticas do evento: “Tomado de assalto pelo ritmo vertiginoso imposto pela dicção clara e enervada de Luiz Arthur, o espectador se conscientiza de que está diante de um complexo e multifacetado repertório de significados épicos, poéticos, dramáticos e até mesmo melodramáticos, todos penetrantes em sua perspectiva fantasiosa ou crítica, significados esses cada vez mais raros de serem veiculadas pela indústria cultural nos dias de hoje”.

No ano seguinte à estreia, Homem-Bomba cumpriu temporada em São Paulo. Na ocasião, o solo colheu críticas entusiasmadas. Uma delas, com o título “Entre fragmentos e fricções, Homem-Bomba constrói intenso trabalho de ator”, foi publicada pelo respeitado site Observatório do Teatro, do portal UOL. Nela, o jornalista e crítico Bruno Cavalcanti enfatiza que “o desempenho irretocável de Luiz Arthur enche Homem-Bomba de som e fúria num dos grandes desempenhos da temporada”.

Sobre o espetáculo

Foto: Catarina Paulino.

O solo se passa em um mundo desigual cada vez mais parecido com um grande abatedouro. Nesse lugar inóspito, um homem tenta compreender os vários eus que o habitam e, para tal, adota métodos nada convencionais. “É um personagem provocador que busca intimamente a compreensão dos monstros que existem escondidos em todos nós”, comenta Luiz Arthur.

Para discutir essa dualidade do ser humano, a peça busca como referência o romance “O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde”, popularizado como “O Médico e o Monstro”, do britânico Robert Louis Stevenson (1850–1894). “O monstro não é alguém distante de nós. É nosso duplo. O monstro nos habita e cabe a cada um saber cuidar, compreender e educar a sua própria sombra”, revela Luiz Arthur.

Em cena, esse monstro se materializa em uma figura que se aproxima a de um açougueiro. “Esse personagem foi se firmando durante todo o processo de construção da dramaturgia. Mas não podia ser um açougueiro qualquer. Precisava ter o lado do cientista, do médico. E que faz de si a sua própria cobaia”, acrescenta o ator e diretor.

Encenada em uma área de paletes brancos (daqueles utilizados em câmaras frigoríficas), com apenas 2m² de área, a peça investiga a restrição do espaço de atuação, característica marcante na trajetória da Teatro Adulto.

Além da obra de Stevenson, a montagem tem citações de vários escritores, poetas e pensadores, como Aldous Huxley, Shakespeare, Carl Jung, Franz Kafka, HP Lovecraft, Tadeusz Kantor, Augusto dos Anjos, Samuel Beckett e William Blake, entre outros. “São autores extraordinários que nos fazem refletir sobre a condição humana, sobre quem somos de verdade. E a trilha também surpreende, porque vai de Beethoven e Aretha Franklin até um trecho de Pagliacci no gogó”, revela Luiz Arthur. “É um desafio e tanto”, conclui.

Sobre Luiz Arthur

Foto: Catarina Paulino.

Luiz Arthur é ator, diretor, produtor, professor de teatro e jornalista. É integrante e fundador da Companhia Teatro Adulto (MG). Com “A Morte de DJ em Paris” (1999), venceu os prêmios de melhor ator no 12º Concurso de Monólogos Ana Maria Rego (Teresina) e no III Festival Nacional de Monólogos (Vitória). Venceu os prêmios Sesc/Sated-MG e Usiminas/Sinparc 2003 de melhor ator por “Noites Brancas”, no qual atuou ao lado da atriz Débora Falabella sob a direção de Yara de Novaes, e Sesc/Sated e Amparc/Bonsucesso 1996 por “O Beijo no Asfalto”, com direção de Wilson Oliveira. Produziu e atuou em “Fala Comigo Como a Chuva”, eleito pela crítica nacional como o melhor espetáculo do Fringe no Festival de Curitiba 2009, dirigido por Cynthia Paulino. “Homem-Bomba” é seu segundo solo.

Atuou na novela “Fascinação” (1998), no SBT. Na TV Globo, participou de “Belíssima” (2005), “JK” (2006), “Caminho das Índias” (2009), “Passione” (2010) e “Rocky Story” (2017). É coordenador e professor de interpretação da Escola de Teatro PUC Minas.

Sobre a Companhia Teatro Adulto

A Companhia Teatro Adulto cria e produz espetáculos desde 1996. Destacam-se: “A Morte de DJ em Paris” (1999), “A Falecida” (2004), “Fala Comigo Como a Chuva” (2008), “A Última Canção de Amor Deste Pequeno Universo” (2010), “Entre Nebulosas e Girassóis” (2013), “Coisas Boas Acontecem de Repente” (2016), “Horror Vacui Hamlet” (2016) e “Homem-Bomba” (2018).

Sinopse | Em um mundo desigual, cada vez mais parecido com um grande abatedouro, um homem quer compreender os vários eus que o habitam e utiliza, para realizar o seu intento, métodos nada convencionais. Texto de Cynthia Paulino, livremente inspirado no clássico “O médico e o monstro”, título original “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, de Robert Louis Stevenson.

FICHA TÉCNICA

Direção, trilha sonora e atuação: Luiz Arthur

Texto: Cynthia Paulino

Cenário: Cynthia Paulino e Luiz Arthur

Coordenação técnica e Iluminação: Marina Arthuzzi

Figurino: Cynthia Paulino

Adereços: Mauro Gelmini

Maquiagem: Linda Paulino

Assistente de produção e designer gráfico: Samara Martuchelli

Fotos: Catarina Paulino e Guto Muniz

Assessoria de Imprensa: A Dupla Informação

Realização: Companhia Teatro Adulto

Classificação: 12 anos

Duração: 50 minutos.

Serviço:

Espetáculo Homem-Bomba, com Luiz Arthur

Data: 16 de fevereiro – sexta-feira | Horário: 19h

Local: ACIA Araxá (Av. Getúlio Vargas, 365 – Centro – Araxá – MG)

Ingressos: R$20 inteira e R$10 meia

Vendas: Bilheteria do teatro ou pelo site da Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/homem-bomba/2329665)

Classificação etária: 12 anos. Menores de 14 anos entram acompanhados de responsável legal ou maior em posse de autorização reconhecida em cartório.

(Fonte: A Dupla Informação)