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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Ópera ‘Carmen’, de Bizet, tem montagem de Jorge Takla e Ronaldo Zero ambientada no mundo da alta costura no Theatro Municipal de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Cenário de Nicolás Boni para a ópera ‘Carmen’. Foto: Divulgação.

Uma das obras mais celebradas da história, ‘Carmen’, ópera em quatro atos de Georges Bizet com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, estreia no Theatro Municipal de São Paulo em uma montagem inovadora e com todo impacto visual que o título merece. Com direção cênica do reconhecido diretor Jorge Takla (‘Mademoiselle Chanel’, ‘Rigoletto’, ‘La Traviata’, ‘Don Quixote’), direção associada de Ronaldo Zero (‘Ainadamar’, ‘María de Buenos Aires’) e direção musical de Roberto Minczuk, a ação cênica, nessa versão, se passa num ateliê de alta costura no contexto da ditadura franquista espanhola. É lá que uma sequência de ações que envolvem os temas universais do ciúme, da paixão, da possessividade e do empoderamento feminino acontecem dessa vez.

Conhecida por suas cores, exuberância e a quantidade de cantores, atores e dançarinos no palco (o elenco chega a 125 pessoas em todos os cenários ao mesmo tempo no palco), a versão – que será apresentada nas sete récitas em maio nos dias 3/5, às 20h, 4/5, às 17h, 5/5, às 17h, dia 7/5, às 20h, dia 8/5, às 20h, 10/5, às 20h, e 11/5, às 17h – contará com 400 figurinos especialmente desenhados pelo estilista argentino Pablo Ramírez, sob cenários com inspiração na obra de Goya do também argentino de Rosario Nicolás Boni (‘La Traviata’, ‘Madama Butterfly’). A obra tem duração aproximada de 180 minutos com intervalo, e ingressos disponíveis de R$12 a R$165 (inteira).

Croquis dos figurinos da ópera ‘Carmen’, assinados pelo estilista argentino. Foto: Reprodução/Pablo Ramírez.

Nos dias 3, 5, 8 e 11/4, o elenco contará com a mezzo-soprano italiana Annalisa Stroppa como Carmen, o brasileiro radicado na Itália Max Jota como Don José, a brasileira Camila Provenzale como Micaela e o barítono argentino Fabián Veloz como Escamillo. Já nos dias 4, 7 e 10, estarão no elenco a mezzo-soprano moldava Lilia Istratii como Carmen, o tenor ítalo-brasileiro Giovanni Tristacci como Don José, a soprano brasileira Marly Montoni como Micaela e o barítono sul-africano Bongani J Kubheka como Escamillo. Além da Orquestra Sinfônica Municipal, as apresentações terão a participação do Coro Lírico Municipal sob a regência da maestra Érica Hindrikson, e o Coro Infanto Juvenil da Escola Municipal de Música, regido pela maestra Regina Kinjo.

Muito mal compreendida em seu lançamento, em março de 1875, ‘Carmen’ foi vanguarda pelo caráter transgressor da protagonista e pelo tom realista da obra. Entretanto, o sucesso chegou apenas em outubro daquele ano. Encenada em Viena, recebeu os aplausos de Brahms, Wagner, Tchaikovsky e Nietzsche. Bizet, contudo, não conseguiu ver seu sucesso, pois faleceu quatro meses antes. “O aspecto trágico e sombrio da novela de Mérimée foi atenuado no libreto da ópera de Bizet, mas a partitura traz à tona todos os recantos mais densos camuflados nessa obra. A ‘Carmen’ original se passa numa fábrica de tabaco. A mudança para um ateliê de alta costura da Espanha Franquista dos anos 1940 e 1950 nos projeta em um clima que remete à leveza de uma verdadeira ópera-comique francesa, quase parisiense, precursora das operetas. Em um dos principais cenários vamos ter um painel imenso, de seis portas, com pinturas da escola de Francisco de Goya. Em outro, um imenso ateliê, que será um formigueiro de costureiras e bordadeiras”, explica o diretor Jorge Takla. “É tragédia e divertimento, champagne e sangue”, conclui.

Nessa versão, Carmen é uma famosa super modelo. As motivações para essa transformação são muitas e o diretor associado Ronaldo Zero explica: “Trazer a montagem para um ambiente relativamente contemporâneo nos faz também relacionar a Carmen, uma mulher linda e desejada, porém objetificada por Don José, a uma peça de roupa de grife que, para ele, deveria vestir somente o seu corpo”. Posse e objetificação de corpos, portanto, trazem um viés crítico, político e atual para ser discutido à novela de paixões tão marcante presente no texto e na música tão conhecidos e amados de todo o público. “A sensação de posse e consumo exacerbada pelo desejo do mundo moderno reflete uma busca desenfreada por validação externa e status social, muitas vezes às custas de valores mais profundos e genuínos. Don José, em sua obsessão por Carmen, ilustra os perigos desse tipo de mentalidade, na qual a posse se torna mais importante do que o amor verdadeiro e a liberdade individual”, afirma.

Croquis dos figurinos da ópera Carmen, assinados pelo estilista argentino.
Foto: Reprodução/Pablo Ramírez.

A força daquela que sofre um dos feminicídios mais famosos da história das óperas permanece indiscutível e retoma a eternamente atual discussão da autonomia e liberdade da mulher. “Aqui Carmen brilha nos holofotes da indústria fashion, desafia as normas sociais e quebra barreiras”, completa Ronaldo Zero, diretor-associado.

“Do ponto de vista musical e vocal, é possível ver que a música é excessivamente cromática, o que retrata bem seu caráter sensual e sua proficiência na arte da sedução”, diz Lilia Istraati, uma das intérpretes do clássico papel de Carmen. Sobre a montagem, comenta: “A produção do mestre Jorge Takla é simplesmente fabulosa e ela delineia bem o equilíbrio entre o fashion e o drama original”.

Desfilam no palco cantores e atores vestindo centenas de figurinos desenhados especialmente pelo estilista argentino Pablo Ramírez, responsável pela coleção desfilada no Teatro Colón em 2012 que deu a inspiração inicial para a parceria dele com Takla. Na ocasião, Ramírez, que o conheceu por intermédio de Nicolás Boni para uma montagem de ‘Tosca’, apresentou sua coleção que trazia diversas Carmens: uma mais sofisticada, uma mais cigana, uma mais ligada ao universo de Lorca, outra mais dramática, e, assim, Takla decidiu que esse era o título que deveriam eleger para seu projeto. Com o projeto adiado em função da pandemia, Ramírez se animou e desenhou todos os modelos inéditos. “Jorge Takla é um diretor e produtor com tantos anos de experiência no mundo do teatro que para mim é uma honra e um luxo ter sido convocado por alguém como ele e de ter feito uma montagem inspirada em minha coleção. Além disso, eu, Jorge e Boni compartilhamos uma paixão e obsessão pelas minúcias e detalhes. São mais de 400 figurinos criados e realizados especialmente para essas récitas. Cada ato foi pensado para ter sua própria paleta de cor, texturas, silhuetas e há pequenas histórias dentro da história original”, diz o figurinista e estilista argentino.

A música de Carmen é exuberante, melódica e brilhantemente orquestrada, destacando-se pela singular fusão de cores, melodias envolventes inesquecíveis, emoções humanas e vigor físico. Sua essência espanhola é palpável, e muito de sua fama é creditada a três árias que se tornaram verdadeiros clássicos: ‘L’amour est un oiseau rebelle’, popularmente conhecida como ‘Habanera’, ‘Toreador’ e ‘Seguidilla’. Será a primeira vez que o diretor musical, o maestro Roberto Minczuk, regerá esse título com a Orquestra Sinfônica Municipal.

Serviço:

Carmen – Ópera em quatro atos de Georges Bizet com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy

3/5/2024 • sexta-feira – 20h

4/5/2024 • sábado – 17h

5/5/2024 • domingo – 17h

7/5/2024 • terça-feira – 20h

8/5/2024 • quarta-feira – 20h

10/5/2024 • sexta-feira – 20h

11/5/2024 • sábado – 17h

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

CORO LÍRICO MUNICIPAL

CORO INFANTOJUVENIL DA ESCOLA MUNICIPAL DE MÚSICA

Roberto Minczuk, direção musical

Jorge Takla, direção cênica

Ronaldo Zero, direção associada

Érica Hindrikson, regente Coro Lírico Municipal

Regina Kinjo, regente Coro Infantojuvenil da Escola Municipal de Música

Nicolás Boni, cenografia

Mirella Brandi, design de luz

Pablo Ramírez, figurino

Katia Barros, coreografia

Malonna, visagismo

Thiane Lavrador, assistente de direção

dias 3, 5, 8 e 11

Annalisa Stroppa, Carmen

Max Jota, Don José

Camila Provenzale, Micaela

Fabián Veloz, Escamillo

Dias 4, 7 e 10

Lilia Istratii, Carmen

Giovanni Tristacci, Don José

Marly Montoni, Micaela

Bongani J Kubheka, Escamillo

Todas as datas

Raquel Paulin, Frasquita

Andreia Souza, Mercedes

Jean William, Remendado

Johnny França, Dancaire

Guilherme Rosa, Moralès

Sérgio Righini, Zuniga

Marcio Louzada, Lillas Pastia

Atores-bailarinos

Alessandra Helena | Andressa Corso | Angela Fonseca | Antonio Benega | Carla Zarzur | Daniel Suleiman | Daniela Malatesta | Eduardo Martins | Felipe Rio Ruas | Gabriel Felix | Isabella Oliveira | Jackson Murifran | Jennifer Rosa | Karina Cruz | Lucas Maia | Natália Antunes | Pina | Vita Christoffel | Vitor Rosa | Vivian Albuquerque

Duração aproximada 180 minutos (com intervalo)

Classificação indicativa – Não recomendado para menores de 12 anos – pode conter histórias com agressão física, insinuação de consumo de drogas e insinuação leve de sexo.

Ingresso de R$12 a R$165 (inteira).

(Fonte: Theatro Municipal de São Paulo)

Universo musical de Egberto Gismonti é tema de palestra do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: Paulo Rapport Popo.

As criações musicais de Egberto Gismonti (multi-instrumentista e compositor) são de dimensões universais. Profícuo criador e produtor, Egberto tem uma discografia extensa, uma produção vasta que engloba trilhas para cinema, dança e teatro. Considerado um dos principais nomes da música brasileira. Na palestra ‘Universo musical de Egberto Gismonti’, o músico Daniel Murray apresenta particularidades e discute aspectos das adaptações para o violão solo. Em 2019, o violonista lançou um álbum com 13 faixas – todas composições de Egberto. O bate-papo no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc acontece dia 9 de maio, quinta-feira, às 19h. Gratuito, com inscrições a partir de 25 de abril, vagas são limitadas.

O violonista Daniel Murray se dedicou a criar arranjos para composições do Egberto e, com o violão de 6 cordas e o violão de 11 cordas (também usado pelo compositor), o violonista mergulhou no universo de melodias, harmonias e polirritmias complexas. Fruto deste mergulho é o álbum ‘Universo Musical de Egberto Gismonti’, com produção do Egberto, lançado pelo selo Carmo do artista. São 13 faixas que percorrem uma carreira de quase seis décadas, músicas como ‘Palhaço’, ‘Forrobodó’ e ‘Maracatu’ são interpretadas por Murray. As músicas e alguns trechos são executados e comentados com a plateia durante a atividade no CPF.

Daniel Murray é bacharel em violão pela FASM e mestre em música pela Unicamp. Professor na EMM Escola Municipal de Música de São Paulo. Estabeleceu ao longo dos anos parcerias com importante músicos como Egberto Gismonti, Doron Salomon, Paulo Bellinati, Paulo Porto Alegre, Michala Petri, Marilyn Masur, Marco Pereira e Jamil Maluf, além da cantora e compositora Mirella Celeri, entre outros, tendo gravado mais de 15 álbuns. Daniel foi solista da OER e Israel Chamber Orquestra, entre outras orquestras no Brasil e no exterior. Atualmente é doutorando pela USP, onde desenvolve pesquisa em torno de repertório autoral e propostas de ensino ligadas ao violão, orientado por Edelton Gloeden.

O Centro de Pesquisa e Formação – CPF é um espaço do Sesc-SP que articula produção, formação e difusão de conhecimentos, por meio de cursos, palestras, encontros, estudos, pesquisas e publicações nas áreas de educação, cultura e artes.

Serviço:

Palestra Universo musical de Egberto Gismonti, com Daniel Murray

Dia 9 de maio – quinta-feira, das 19h às 21h

Inscrições: sescsp.org.br/cpf

Vagas: 40

Grátis

A partir de 16 anos

Centro de Pesquisa e Formação – CPF Sesc

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar

Horário: de terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, das 10 às 18h30

Telefone: (11) 3254-5600

Transporte gratuito para os participantes das atividades, do CPF Sesc à estação metrô Trianon-Masp, de terça a sexta às 21h40, 21h55 e 22h05.

(Fonte: Assessoria de Imprensa CPF)

Camerata Filarmônica apresenta “Concerto Orquestra Guarany – Uma Viagem Musical Através dos Séculos”

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Camerata Filarmônica de Indaiatuba realiza o ‘Concerto Orquestra Guarany – Uma Viagem Musical Através dos Séculos’ no próximo dia 27 de abril às 20h, no Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei). Os interessados em assistir à apresentação devem fazer a reserva de ingresso de forma on-line. O evento é realizado pela Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba (Acafi) com apoio da Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. A entrada é gratuita.

O repertório escolhido oferece ao público uma viagem emocionante através dos séculos da música clássica. Apresentando obras de alguns dos mais renomados compositores da história. Com obras de Carlos Gomes, Franz Schubert, Gioachino Rossini e Richard Wagner.

O concerto tem a regência da maestra Natália Larangeira, que também é responsável pela direção artística deste concerto, a Orquestra Guarany e fará sua primeira apresentação pública com esse nome, marcando o início de uma nova era de excelência musical e comprometimento artístico.

Serviço:

Concerto Orquestra Guarany – ‘Uma Viagem Musical Através dos Séculos’

Data: 27 de abril de 2024

Horário: 20h

Local:  Ciaei – Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3.665, Jardim Regina

Link para reserva de ingressos.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Projeto social oferece aulas presenciais e gratuitas de TI com certificação para quem não tem acesso a computadores

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A Escola da Nuvem, organização social sem fins lucrativos que busca a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica no mercado de Tecnologia e Computação em Nuvem, está oferecendo aulas presenciais gratuitas para certificação em Nuvem AWS. A iniciativa prioriza pessoas a partir de 16 anos que não tenham acesso ao computador em casa e atinge a capital de São Paulo; a cidade de Osvaldo Cruz, no interior; Ceilândia, no Distrito Federal; e Sumé, na Paraíba. Quem busca formação e desenvolvimento na área, mas ainda não teve oportunidade para estudar, está convidado a se inscrever.

No Brasil, a área de TI passa por alta demanda, mas faltam talentos qualificados. Segundo o relatório Panorama de talentos em tecnologia realizado pelo Google for Startups em parceria com Abstartups e Box 1824, até 2025 acontecerá um déficit de 530 mil profissionais de tecnologia no mercado. Além disso, até 2030, 85 milhões de empregos não serão preenchidos por falta de pessoas especializadas para ocupá-los. Enquanto isso, no país, 59% dos domicílios ainda não têm computador e 16% não têm acesso à internet, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2023.

Com o objetivo de diminuir essa disparidade social e chamar a atenção para o fato de que os talentos em potencial já existem, mas precisam ser formados na área e acolhidos pelo mercado de trabalho, a Escola da Nuvem, com a ajuda de parceiros, oferece a oportunidade. “As aulas serão online, ao vivo, feitas em laboratório [de informática], em universidades ou instituições parceiras. Durante o processo seletivo para as aulas, se o aluno não possuir notebook ou computador e internet em casa, o sistema apresentará para ele onde estão os laboratórios para as aulas presenciais e ele poderá escolher o local mais próximo de casa para estudar”, explica Ana Letícia Lucca, CRO da Escola da Nuvem. Interseccionalidades como gênero, raça e orientação sexual serão priorizadas na seleção dos alunos.

Para que as aulas presenciais aconteçam, a Escola da Nuvem conta com parcerias diversas, desde universidades e instituições, até outras ONGs que também atendem públicos em situação de vulnerabilidade. Algumas delas são Universidade Presbiteriana Mackenzie e FMU; EBDI e Camp Pinheiros, assim como Multiplic, o Fórum Permanente de Desenvolvimento Econômico e Social de Osvaldo Cruz; o Instituto do Carinho e a Fundação Julita. “Nós acreditamos que formar pessoas é um investimento. Queremos formar 280 alunos no ano de 2024 por meio dessa iniciativa, que está dentro do propósito da Escola da Nuvem de combater a vulnerabilidade social por meio do mercado de Tecnologia. Também estamos abertos a novas parcerias, como com empresas ou pessoas físicas que queiram apadrinhar algum desses alunos para estudar”, comenta Ana Letícia.

Com o intuito de preparar as pessoas para dar os primeiros passos na nuvem AWS e no mercado de trabalho e direcioná-los para a certificação digital AWS Certified Cloud Practitioner e AZ900, os cursos de capacitação da Escola da Nuvem são oferecidos por instrutores certificados e abordam conceitos gerais de tecnologia, incluindo rede, armazenamento e plataforma de Nuvem. Depois de formados, os alunos ainda possuem a chance de fazer parte da Jornada da Empregabilidade da Escola da Nuvem, que possui parceria com as maiores empresas do setor para indicação no mercado de tecnologia. Para participar do processo seletivo e fazer a inscrição para as aulas presenciais, basta acessar o site da Escola da Nuvem: https://escoladanuvem.org/cursospresenciais/.

(Fonte: Mondoni Press)

Policiais foram servidores públicos que mais receberam acenos de Bolsonaro durante mandato, aponta estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

Pesquisadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) publicaram nesta quarta (24) uma nota técnica sobre os acenos e ataques do ex-presidente Jair Bolsonaro a servidores públicos durante os quatro anos de seu mandato. De acordo com o levantamento, os policiais foram a categoria mais elogiada pelo ex-presidente, com menções em 80% dos discursos positivos. Já os servidores ambientais foram os mais atacados, recebendo menções em 28% dos conteúdos críticos.

O estudo analisou postagens na rede social X (antigo Twitter) e do canal do ex-presidente no aplicativo de mensagens Telegram, além de falas checadas pela agência de checagem Aos Fatos. Ao todo, foram contabilizados 19.802 conteúdos publicados durante a vigência do mandato do governo Bolsonaro, de 2019 a 2022. Eles passaram por uma filtragem automatizada com 37 palavras-chave relacionadas ao serviço e aos servidores públicos. Por fim, uma limpeza manual selecionou 521 conteúdos relevantes para a pesquisa.

Os cientistas identificaram seis categorias profissionais de servidores públicos: profissionais do judiciário, da saúde, da área ambiental e indígena, policiais e outros. O número de acenos, 380, é mais do que o dobro que o número de ataques, 141. Os policiais receberam acenos em 307 conteúdos e ataques em apenas 18 conteúdos. Por outro lado, os servidores ambientais foram atacados em 40 conteúdos desse tipo e não receberam acenos.

“Podemos pressupor que existem nichos com os quais o ex-presidente dialoga; então, quando ele acena para policiais, ele está dialogando com a sua base eleitoral, que defende aquela categoria profissional também”, afirma Ergon Cugler, coordenador do estudo e pesquisador na FGV EAESP. “O mesmo acontece quando ele critica trabalhadores da pauta do meio ambiente”, completa. Gabriela Lotta, também autora do estudo e professora da FGV EAESP, observa que os acenos a policiais contribuem para legitimar práticas como o uso abusivo da violência pela categoria.

Contra servidores do judiciário, o principal discurso foi a crítica às urnas eletrônicas e a uma suposta fraude eleitoral. “Ao criticar e atacar a credibilidade das urnas, o presidente dá espaço para que a parcela da sociedade que não quer aceitar os resultados das eleições se volte contra o governante eleito”, explica Lotta.

Já servidores da saúde e professores foram atacados e acenados quase igualmente pelo ex-presidente ao longo do mandato. Cugler ressalta que isso faz parte da estratégia de comunicação com a base eleitoral. No discurso de Bolsonaro, há os ‘bons servidores’ de saúde e os ‘maus’, assim como os professores, descreve o pesquisador. Tais discursos influenciam a percepção sobre os servidores e os serviços públicos no cotidiano. “Os servidores públicos são a porta de entrada aos serviços públicos, como acesso à saúde nos hospitais, e não são poucos os relatos de agressão verbal e até física de cidadãos a estes trabalhadores”, comenta Cugler.

As falas do ex-presidente reforçam uma narrativa de ‘nós contra eles’, que é a base do populismo, de acordo com Lotta. “Isso abala a credibilidade, a imagem e mesmo o moral destes servidores, além de colocá-los como inimigos a serem combatidos”, aponta a pesquisadora. Para Cugler, um governante não deveria comprar briga contra servidores públicos, pois isso dificulta a implementação de políticas públicas e o acesso da população aos serviços. A partir dos resultados do levantamento, o grupo pretende analisar os efeitos de discursos de ataque e acenos sobre a atuação dos servidores públicos.

(Fonte: Agência Bori)