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Banda Sinfônica da Unicamp é agraciada com a Medalha Carlos Gomes

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Ton Torres/Ciddic/Unicamp. Local: Teatro de Arena da Unicamp.

A Banda Sinfônica da Unicamp – ELM/Ciddic será agraciada com a Medalha do Mérito Cultural Carlos Gomes, a maior honraria cultural concedida pela Prefeitura Municipal de Campinas. A cerimônia de entrega acontecerá no dia 11 de junho, às 20 horas, durante uma sessão plenária da Câmara Municipal de Campinas, com transmissão ao vivo pela TV Câmara.

A Medalha do Mérito Cultural Carlos Gomes é entregue anualmente no dia 14 de julho em comemoração ao aniversário de Campinas. A condecoração é destinada a cidadãos ou entidades que se destacam em atividades artísticas na cidade de Campinas ou que contribuem significativamente para enaltecer a figura e obra do maestro Carlos Gomes tanto no município quanto fora dele.

Para o coordenador da Escola Livre de Música, Fernando Hehl, o significado dessa honraria é muito importante para a ELM, “sobretudo porque a Escola passou por uma reestruturação recente em seus grupos. A Banda Sinfônica tem menos de dois anos e, em tão pouco tempo, conseguir receber tal reconhecimento é importantíssimo tanto para a Escola, quanto para os instrutores e alunos.”

Hehl comenta ainda que “a honraria traz especial importância para a Unicamp, onde se resgata um período de ouro para a Universidade sob a ótica cultural, resgatando a tradição da Universidade com esse tipo de formação, iniciado com a Unibanda na década de 90, uma das mais importantes instituições pedagógicas de ensino de banda sinfônica do Brasil. A medalha resgata o prestígio e orgulho para a Universidade”, destaca.

A Banda Sinfônica da Unicamp, corpo artístico vinculado ao Ciddic/Cocen, será homenageada por sua contribuição exemplar ao cenário artístico e cultural da cidade. A honraria é reconhecida tanto pelo Governo Municipal de Campinas quanto pelo Governo do Estado de São Paulo.

A entrega da Medalha será acompanhada de uma apresentação especial da Banda Sinfônica no dia 11 de junho, às 20h, durante uma sessão plenária da Câmara Municipal de Campinas, com transmissão ao vivo pela TV Câmara. Convidamos todos a prestigiar este evento, que será um marco na valorização da cultura e da arte em Campinas.

Serviço:

Banda Sinfônica da ELM recebe Medalha Carlos Gomes

Quando: 11 de junho de 2024, às 20h

Local: Câmara Municipal de Campinas, com transmissão ao vivo pela TV Câmara

Haverá apresentação especial da Banda Sinfônica durante a solenidade.

(Fonte: Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural da Unicamp – Ciddic)

Música, arte e gastronomia são destaques do Sampa Cat Fest

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Алексей Боярских/Pixabay.

Nos dias 8 e 9 de junho (sábado e domingo), apaixonados por gatos têm um encontro marcado no Beco do Batman, da Vila Madalena, na primeira edição do Sampa Cat Fest, festival que mixa saúde pública, bem estar animal, arte, música, gastronomia, aulas de catyoga e painéis, entre outras atividades com a temática felina. Promovido pela Vou de Nekô – um aplicativo de comida asiática que também organiza o NekoFest e o AuroraFest – em parceria com a Ziv Gallery, o evento deve atrair 30 mil pessoas, tamanha a popularidade do tema.

Entre as atrações musicais, no sábado (8/6), a animação começa com o DJ Pauluk, que tocará sucessos das baladas de Tóquio dos anos 70 e 80, além de rock nacional e internacional com Harada & Scabin. Presença também de Juliana Hooper, com seu repertório recheado de soul e blues. E, das 15h40 às 16h, Haikaa Yamamoto vai cantar pop autoral, incluindo uma canção que fez sobre gatos.

Foto: Michele Satie.

Ainda na programação musical, destaca-se a presença (das 13h às 14h do dia 9/6) da cantora Maria Preu, a ‘fadinha da voz doce’, com releituras de canções clássicas do cenário da música brasileira, estrangeira e autorais. Também no domingo, a Academia de Bateria de Rua levará animação pro Beco do Batman com muito samba, axé e vários sucessos do Carnaval de Rua. Além disso, haverá saxofonista e apresentação distinta ao som de shamissen e taiko, instrumentos tradicionais japoneses.

Arte & Gastronomia

O evento também contará com uma exposição de obras exclusivas de 12 artistas e suas CatArts, expostas Ziv Gallery, com temática de gatos. Cinthia Saty, Lygia Pires, Kleverson Mariano, Marmota vs Milky, Ots e Camila Gondo estão entre os artistas selecionados para criar pinturas que homenageiam e destacam os felinos, cada um em seu estilo único. Confirmada também as presenças de Luciano Ogura, com arte em xilogravura de gatos, e Ikinnayo, com máscaras de gatos no estilo japonês.

Obra ‘Neko Matsuri’, da artista Cinthia Saty Fujii. Foto: Divulgação.

No tocante à gastronomia, com curadoria da equipe do Vou de Nekô, estarão presentes estabelecimentos renomados como Thai e San, PandaYa, Omonah, Hidden by 2nd Floor, Nanaya, Chest of Wonders Maid, by Kim Confeitaria, Ícone Asiático e cerveja Prius, entre outros.

Serviço:

Sampa Cat Fest

Data: 8 e 9 de junho (sábado e domingo)

Horário: das 11h às 19h

Local: Beco do Batman – R. Medeiros de Albuquerque – Pinheiros – São Paulo, SP

Entrada: Gratuita

Instagram: www.instagram.com/nekofest_oficial

Programação completa:

8/6 | sábado

Ponto A

Rua Medeiros de Albuquerque

9h às 16h – Vacinação antirrábica de cães e gatos antirrábica em parceria com a Vigilância Ambiental Lapa Pinheiros

11h – Abertura oficial

11h às 11h30 – DJ Pauluk

11h30 às 12h30 –

12h30 às 13h – DJ Pauluk – Tokio anos 70 e 80

13h às 13h50 – Harada & Scabin – rock nacional e internacional

14h às 14h50 – Tama Negi – Shamissen e Taiko

14h50 às 15h40 – Harada & Scabin – rock nacional e internacional

16h00 às 16h30 Haikaa Yamamoto – pop autoral

16h30 às 18h30 – Juliane Hooper – soul e blues

18h30 às 19h30 – DJ Pauluk

Ponto B

Rua Gonçalo Afonso, s/n – portão azul

11 às 18h – Adoção com House of Cats (gatinhos de SP e RS) *lugar fechado, coberto, controle de som, temperatura e acesso.

Talks:

13h às 13h45 – Condições clínicas

15h15 às 16h – Nutrição felina

16h às 17h: O Poder Curativo dos Gatinhos

Oficinas

11h às 11h50 – CatYoga

14h às 15h – Oficina de arte, customização de máscara com o artista Kleverson Maariano

16h às 18h – Oficina de mangá

Ponto C

Galeria ZIV – R. Gonçalo Afonso, 119

11h às 19h – Exposição 12 Gatos – 12 artistas expressando sua arte e visão felina.

9/6 | domingo

Ponto A

Rua Medeiros de Albuquerque

11h às 12h – DJ

12h às 13h – Saxofonista

13h às 14h – Maria Preu

14h15 às 15h – Mattyan まっちゃん – shamissen

15h às 16h – Bateria de Rua

16h às 16h30 – Concurso de Fantasia de Gatos/Felinos

16h30 às 19h – DJ

Ponto B

Rua Gonçalo Afonso, s/n – portão azul

11h às 18h – Adoção com House of Cats (gatinhos de SP e RS) *lugar fechado, coberto, controle de som, temperatura e acesso.

Talks:

13h às 13h45 – Sinais corporais/comportamentais

14h às 14h45 – Como encontrar gatos perdidos

15h às 15h45 – Adoção responsável

16h às 16h45 – Gatinhos paraplégicos: como cuidar

Oficinas:

11h às 11h50 – CatYoga

15h às 17h00 – Oficina de Origami com a professora Thais Kato

Ponto C

Galeria ZIV – R. Gonçalo Afonso, 119

11h às 19h – Exposição 12 Gatos – 12 artistas expressando sua arte e visão felina.

Sobre Vou de Nekô

Aplicativo que se dedica ao delivery da autêntica culinária asiática criado pela empreendedora Marisol Kiyoko Guevara, que tem raízes japonesas e colombianas. Vou de Nekô tem como objetivo promover a cultura e a culinária asiáticas conectando restaurantes, clientes e entregadores em uma experiência única e autêntica. Com uma seleção cuidadosamente elaborada e que reúne mais de 60 restaurantes parceiros, o Vou de Nekô oferece uma variedade de pratos japoneses, indianos, taiwaneses, tailandeses, vietnamitas, chineses e coreanos, permitindo que o consumidor explore uma diversidade de sabores asiáticos em um só lugar.

Sobre a Ziv Gallery

Mais do que uma galeria de arte, a ZIV é um espaço. É um ambiente multicultural, produtora de eventos, curadora artística ou seu ponto de encontro mais legal com o universo da arte e da cultura. Está presente na Vila Madalena, no IED, nos hotéis Pullman de Guarulhos, Ibirapuera, Vila Olímpia. O céu é o limite e, por isso, também está presente no Sampa Sky.

(Fonte: Lilás Comunicação)

Balé da Cidade de São Paulo faz estreia de temporada nesta sexta-feira (7) com coreografia inédita de artista cubana

São Paulo, por Kleber Patricio

Piedad Salvaje. Foto: Rafael Salvador.

O Balé da Cidade de São Paulo, com direção artística de Alejandro Ahmed, inicia sua nova temporada de apresentações no palco do Theatro Municipal de São Paulo com a remontagem ‘Horizonte+’, de concepção e coreografia de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, criada a partir da relação entre as práticas corporais asiáticas e a filosofia oriental. Partindo de uma pesquisa sobre o movimento com corpos que operam em perspectivas diferentes, a obra trabalha com o universo artístico de Tomie Ohtake.

Na mesma noite será apresentada a peça inédita ‘Piedad Salvaje’, da artista cubana Judith Sánchez Ruíz, cujo trabalho é norteado por questões como casualidade e complexidade humana, improvisação, comunidade e ativismo. As apresentações acontecem nos dias 7, 8, 9, 11, 12, 13, 14 e 15 de junho e os ingressos variam de R$12 a R$87 (inteira), com classificação livre e 80 minutos com intervalo.

Horizonte+

A coreografia ‘Horizonte+’ foi criada a partir da partitura coreográfica, a princípio, feita e dançada por pelos dois coreógrafos paulistas Beatriz Sano e Eduardo Fukushima com música ao vivo do baterista Chico Leibholz. A peça foi composta na relação entre as práticas corporais asiáticas que os artistas vêm estudando e o universo de criação da artista visual nipo-brasileira Tomie Ohtake (1913–2015).

Ohtake é reconhecida por suas pinturas abstratas e geométricas e, também, pelas suas esculturas pendulares de cores vibrantes e escalas diversas. Para os 32 bailarinos do Balé da Cidade de São Paulo, foi possível alargar a escala da peça original somando e diversificando a partitura coreográfica. A obra acontece na paisagem horizontal dos corpos, que oscilam entre arranjos geométricos imperfeitos, formando espaços vazios. A trilha sonora foi composta simultaneamente à criação da partitura coreográfica e é executada ao vivo por Chico Leibholz. Repetições e variações são acentuadas e fazem vibrar, não só a pele das paredes da Sala de Espetáculo. “Transformamos essa coreografia para os vários corpos do Balé da Cidade. Essa criação fez um diálogo e teve um ponto de partida, que é o universo de criação da artista visual Tomie Ohtake, conhecida pelas suas formas geométricas, suas escalas, suas linhas, pelas esculturas e pelo balanço de esculturas pequenas. E é neste lugar entre o vazio, o círculo, a forma e imperfeição que vamos trabalhar com os corpos do Balé da Cidade”, afirmam os coreógrafos Beatriz Sano e Eduardo Fukushima.

A peça é resultado de um edital para coreógrafos lançado pela primeira vez também em 2023. O edital visa fomentar novas colaborações com coreógrafos que não necessariamente tenham coreografado grandes companhias anteriormente e a proposta da dupla foi escolhida por uma banca formada por representantes dos bailarinos, o diretor artístico Alejandro Ahmed e a integrante do comitê curatorial do Theatro Municipal de São Paulo, Ana Teixeira.

Piedad Salvaje

A artista Judith Sánchez Ruíz, ex-integrante da renomada companhia de dança norte-americana Trisha Brown Dance Company (2006-2009), faz a estreia mundial da coreografia ‘Piedad Salvaje’ no palco do Theatro Municipal. O espetáculo tem direção musical e composição original de Maria Beraldo.

A peça reconhece a importância das curvas, fases, alianças e padrões recorrentes em suas representações. Inspirada nas ideias de ⁠Henri Lefebvre (1901–1991), filósofo, sociólogo e geógrafo francês conhecido por sua crítica marxista da vida cotidiana, pela reflexão sobre o direito à cidade e sobre a produção do espaço social, Judith utiliza o espaço como meio de controle, uma vez que é um instrumento político poderoso na nossa sociedade.

A obra fabula como se dançaria a vida no fim do mundo e o absurdo que se criou em torno dos humanos. Em cena estarão 17 intérpretes, trazendo como base a técnica ‘breaking the house’, desenvolvida pela própria Judith, que trabalha com a ideia de quebrar os próprios hábitos do corpo e que parte de uma base de improvisação.

A coreografia traz estruturas como esqueletos que corroem, destilam e se dissolvem como o tempo e o espaço através de visões de danças. Corpos frisados, criaturas que viajam transportadas em grupos em constante relocação. Uma viagem finita busca por identidade, propósito e sentido do agora. Sabendo o quão homogêneo é o pensamento das pessoas, nesta peça as pessoas vivem flutuando, quanto mais longe do chão melhor. “Meu trabalho é a descoberta da natureza na arte. Piedad Salvaje é um hino ao sacrifício humano. A obra evoca uma fisicalidade da nossa existência”, conclui Judith Sánchez Ruíz.

Serviço:  

Balé da Cidade de São Paulo

Alejandro Ahmed, direção artística

Piedad Salvaje (estreia) e Horizonte +

7/6/2024 • 20h • sexta-feira

8/6/2024 • 17h • sábado

9/6/2024 • 17h • domingo

11/6/2024 • 20h • terça-feira

12/6/2024 • 20h • quarta-feira

13/6/2024 • 20h • quinta-feira

14/6/2024 • 20h • sexta-feira

15/6/2024 • 17h • sábado

Piedad Salvaje (estreia)

Judith Sánchez Ruíz, coreografia

Maria Beraldo, direção musical e composição original

Grissel Piguillen, design de luz

Vinicius Cardoso, cenografia

Karin Serafin, figurino  ‎

Horizonte +

Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, concepção e coreografia

Chico Leibholz, composição musical e performance ao vivo

Hideki Matsuka, luz e espaço cênico

Júlia Rocha, dramaturgia

Patrícia Savoy, assistente de iluminação

Vinícius Cardoso, assistente de projeto do espaço cênico

IRRITA – Rita Comparato, figurino.

(Fonte: Theatro Municipal de São Paulo)

Berço Imperial da Cerveja: Petrópolis (RJ) recebe título pela importância histórica na produção da bebida

Petrópolis, por Kleber Patricio

Foto: Peter H/Pixabay.

A importância histórica de Petrópolis, no Rio de Janeiro, como um dos mais importantes municípios brasileiros na produção cervejeira, foi reconhecida em lei. A cidade recebeu o título de Berço Imperial da Cerveja, registrado na Lei 14.868/2024, sancionada pelo presidente Lula e pela ministra do Turismo em exercício, Ana Carla Lopes. O reconhecimento é mais um motivo de comemoração para os fabricantes e amantes da bebida, já que na quarta-feira, 5 de junho, é lembrado como o Dia da Cerveja Brasileira.

Preservando as tradições antigas, mas também impulsionando o desenvolvimento econômico e turístico local, a cerveja se tornou símbolo de Petrópolis e se fortaleceu, contribuindo para a promoção de suas tradições e atraindo turistas de todo o Brasil. A produção de cerveja na cidade fluminense se destaca como um dos maiores atrativos turísticos da região.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, comemorou o título e parabenizou a cidade pela honraria. “É fundamental que os destinos se posicionem quanto a seus produtos gastronômicos, na medida em que se constituem importantes diferenciais competitivos e fatores de desenvolvimento e fortalecimento do turismo e dos produtos associados ao turismo. Petrópolis está de parabéns”, afirmou.

A cidade | Localizada a 65 km da capital carioca, Petrópolis fica na Região da Serra Verde Imperial. Conhecida pelas belezas naturais, a cidade é cercada por montanhas e os turistas podem aproveitar suas diversas cachoeiras, poços e trilhas. Para uma experiência voltada à cerveja, a cidade oferece uma visita à fábrica mais antiga do Brasil, construída em 1853. O passeio é uma viagem interativa pela evolução da cerveja com o passar dos anos.

Dia da Cerveja Brasileira | A data é uma homenagem a Rupprecht Loeffler, um dos mais importantes e influentes mestres-cervejeiros do Brasil. Criado em 2012, o Dia da Cerveja Brasileira visa divulgar a bebida, seu consumo moderado e destacar o trabalho dos fabricantes nacionais.

(Fonte: Ministério do Turismo – Governo do Brasil)

Peixes e praias de Ubatuba (SP) estão contaminados com microplásticos, revela estudo

Ubatuba, por Kleber Patricio

Pesquisadores investigaram vestígios de partículas sintéticas nas águas, areias e peixes de Perequê-Açú (na foto) e Barra Seca, em Ubatuba. Foto: Deyvesmartins/Wikimedia Commons.

Fragmentos de microplásticos estão presentes em peixes e nas águas e sedimentos das praias de Barra Seca e Perequê-Açú, no município de Ubatuba, em São Paulo. É o que constata um estudo da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicado nesta sexta (7) na revista científica ‘Neotropical Ichthyology’.

O trabalho, realizado ao longo do ano de 2021, coletou 120 peixes da espécie Atherinella brasiliensis, ou peixe-rei, em três regiões da costa ubatubense e encontrou partículas sintéticas de plástico no corpo de 38% dos peixes analisados. Além dos peixes, foram examinadas cinco amostras de água da superfície marinha e cinco porções de areia coletadas nas diferentes regiões no inverno e no verão. A ideia era comparar a presença de microplásticos no ambiente e no trato digestivo dos animais. Para completar as análises, os cientistas avaliaram variáveis como a temperatura, a acidez e a presença de sólidos suspensos ou turbidez da água, utilizando uma sonda.

O pesquisador George Mattox, da Ufscar, um dos autores do estudo, explica que o peixe-rei é uma espécie onívora, que se alimenta de plantas, algas e outros peixes, e pode consumir esses fragmentos de plástico por engano. “Muito provavelmente, ele ingere as partículas sintéticas porque elas têm o mesmo tamanho e a mesma cor do alimento natural”, destaca. A maior parte das partículas coletadas era transparente ou azul e contava com formato fibroso, enquanto o tamanho da fibra se mostrou relacionado com o porte do peixe.

Na água e no solo, a quantidade de detritos sintéticos variou entre as praias. O valor máximo ocorreu nas águas de Barra Seca, com 490 partículas por metro cúbico no verão. Para fins de comparação, o valor mínimo registrado pelo trabalho – 300 partículas por metro cúbico – ocorreu também no verão na porção da praia de Perequê-Açú, classificada como brava pela pesquisa.

Barra Seca também foi o local onde os peixes coletados apresentaram maior taxa de contaminação – cerca de metade dos indivíduos analisados tinham resquícios de material sintético no organismo. Isso indica a relação entre a concentração de partículas no ambiente e sua presença no organismo dos animais. Os pesquisadores explicam que a praia Barra Seca é mais calma e tende a acumular mais sujeira por conta do regime de correntes. Mattox pontua ainda que a praia de Barra Seca é o destino de desembocadura de rios, os principais aportes de resíduos e partículas plásticas que vêm do continente.

Segundo o autor, as consequências da presença de micropartículas sintéticas nesses ambientes têm efeitos muito além dos imediatos. “Quando ingeridos pelos peixes, esses plásticos não são digeridos e vão se acumulando no organismo. Eventualmente, o peixinho pode morrer entupido de plástico”, diz. Mattox também salienta que podem haver graves repercussões para o ecossistema e para os seres humanos. “Qualquer animal que coma esse peixe vai comer o plástico que está dentro dele, inclusive os pescadores artesanais, ribeirinhos e caiçaras, por exemplo”, completa.

Para evitar que esse cenário continue se perpetuando, os pesquisadores indicam que é necessário um esforço conjunto entre as autoridades e a população. “Esperamos que, com esses resultados, possamos fomentar políticas públicas no sentido de conscientizar a população e os tomadores de decisão para darem o destino adequado para o plástico e atuarem em prol dos famosos três Rs: redução, reutilização e reciclagem”, conclui Mattox.

(Fonte: Agência Bori)