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[Entidades do livro] Nota de repúdio à censura de livros

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Steve Buissinne/Pixabay.

As entidades do livro repudiam veementemente a censura a livros. A recente censura ao livro ‘Menino Marrom’, de Ziraldo, com publicação pela Editora Melhoramentos, nas escolas municipais de Conselheiro Lafaiete (MG), e o recolhimento da obra ‘Meninas Sonhadoras, Mulheres Cientistas’, da juíza Flávia Martins de Carvalho e publicada pela Editora Mostarda, das salas de leitura da rede municipal pela prefeitura de São José dos Campos (SP) são atos inaceitáveis que configuram um claro ataque à liberdade de expressão, pilar fundamental para a democracia e o desenvolvimento de um país.

Censurar livros é atacar a democracia, a liberdade de expressão e a formação de cidadãos e cidadãs. O futuro do Brasil e o combate às desigualdades sociais dependem do crescimento intelectual de sua população, no qual o livro desempenha um papel imprescindível.

A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 5º. A censura de livros, além de violar o direito à liberdade de expressão, também prejudica o acesso ao conhecimento e à cultura.

Ziraldo é um autor consagrado, que contribuiu significativamente, por décadas, para a consolidação da literatura infantil em nosso país, conquistando milhões de leitores. Sua obra ‘Menino Marrom’ aborda temas fundamentais como diversidade e inclusão, que são cruciais para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.

Da mesma forma, a obra ‘Meninas Sonhadoras, Mulheres Cientistas’, da juíza Flávia Martins de Carvalho, destaca a importância de promover a igualdade de gênero e incentivar meninas a perseguirem carreiras na ciência. A censura desta obra impede que jovens leitoras tenham acesso a histórias inspiradoras que podem influenciar positivamente suas vidas e escolhas profissionais.

As entidades reiteram seu compromisso com a defesa da liberdade de expressão e com a promoção de um ambiente literário em que todas as vozes possam ser ouvidas e respeitadas. Continuaremos a lutar contra qualquer tentativa de censura e a defender o direito ao livre acesso à cultura e ao conhecimento.

Abigraf – Associação Brasileira da Indústria Gráfica

Abrelivros – Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais

ANL – Associação Nacional de Livrarias

CBL – Câmara Brasileira do Livro

Libre – Liga Brasileira de Editoras

Snel – Sindicato Nacional de Editores de Livros.

(Fonte: Danthi)

Lenny Kravitz anuncia data no Brasil da turnê mundial Blue Electric Light Tour 2024

São Paulo, por Kleber Patricio

O escritor, produtor, multi-instrumentista vencedor de quatro prêmios Grammy® Lenny Kravitz anuncia seu retorno ao Brasil com a inclusão de uma apresentação em São Paulo da turnê mundial Blue Electric Light Tour 2024. O show acontece no dia 23 de novembro no Allianz Parque, em uma coprodução da 30e e Mercury Concerts, apresentada pelo Santander Brasil.

Os clientes Santander terão um período exclusivo de pré-venda com opção de parcelamento em até 3 vezes sem juros: clientes Visa Infinite (Unique, Unlimited, Decolar e Smiles), AMEX (Gold, Platinum e Centurion) e Mastercard Black (Unique, Unlimited e AA), a partir do dia 21 de junho, às 10h, até o dia 22 de junho, às 10h; todos os clientes Santander, do dia 22 de junho, às 10h, até o dia 23 de junho, às 10h. A venda geral de ingressos começa em 24 de junho, às 10h, no site da Eventim ou a partir das 11h na bilheteria oficial. Clientes Santander também terão desconto exclusivo nos preços dos ingressos (sujeito à disponibilidade e condições).

A Blue Electric Light Tour 2024 reforça um ano marcante para Lenny Kravitz, apelidado pela Billboard de ‘Lennaissance’. Em maio, o músico lançou seu 12º álbum de estúdio, ‘Blue Electric Light’ (2024), e foi aclamado pela crítica. A Associated Press descreveu o projeto como “glorioso… o melhor trabalho do astro do rock em anos”, enquanto a NPR o chamou de “um caleidoscópio de rock vibrante, funk psicodélico, soul suave e muito mais”. Este ano, Kravitz também foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, com o Prêmio Ícone da Música no People’s Choice Awards 2024, e com o Prêmio Ícone da Moda do CFDA (Council of Fashion Designers of America), por seu papel não apenas como um dos músicos mais respeitados do rock, mas também como uma grande influência na moda.

Lenny Kravitz inicia a turnê Blue Electric Light Tour 2024 em junho, com o primeiro show na Alemanha no dia 23. Depois de passar pela Europa e Estados Unidos, o artista chega a São Paulo no final do semestre. Sua última visita ao Brasil foi em 2019, no festival Lollapalooza.

A turnê promete aos fãs ao redor do mundo apresentações ao vivo imperdíveis, com favoritos do álbum Blue Electric Light (2024), além de clássicos de Kravitz ao longo de sua carreira.

Sobre Lenny Kravitz

Foto: Mark Seliger.

Considerado um dos músicos de rock mais proeminentes de nosso tempo, Lenny Kravitz transcendeu gênero, estilo, raça e classe ao longo de uma carreira musical que já dura mais de três décadas. Celebrando as influências de soul, rock e funk dos anos 60 e 70, o escritor, produtor e multi-instrumentista ganhou quatro prêmios Grammy®. Lenny Kravitz ainda foi recentemente homenageado com o Prêmio Ícone da Música no People’s Choice Awards 2024 e também foi indicado como integrante do Rock and Roll Hall of Fame 2024. Ele recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2024 e também foi reconhecido pelo CFDA (Council of Fashion Designers of America) com o Prêmio Ícone da Moda por seu papel não apenas como um dos músicos mais respeitados do rock, mas também como uma grande influência na moda. Além de seus onze álbuns, que venderam 40 milhões de cópias em todo o mundo, sua empresa criativa Kravitz Design Inc. possui um portfólio impressionante de projetos notáveis, incluindo propriedades hoteleiras, projetos de condomínios, residências privadas e marcas lendárias de luxo como Rolex, Leica e Dom Perignon. Em 2022, ele lançou sua própria marca de bebidas ultra premium, Nocheluna Sotol, um destilado de Chihuahua, México, derivado da planta sotol. Kravitz é autor de ‘Flash’, um livro que exibe fotografia única. Sua recente autobiografia, ‘Let Love Rule’, também o colocou na lista de best-sellers do The New York Times. O músico atualmente atua como embaixador da marca e rosto global do YSL Beauty’s Y cologne e é embaixador global da marca de relógios de luxo Jaeger-LeCoultre. Este artista multidimensional também se aventurou no cinema nos sucessos de bilheteria ‘Jogos Vorazes’ e ‘Jogos Vorazes: Em Chamas’, além de filmes aclamados pela crítica como ‘Preciosa’ e ‘O Mordomo’.

Serviço:

Lenny Kravitz – Blue Electric Light Tour 2024

Realização: 30e e Mercury Concerts

São Paulo

Data: 23 de novembro

Horário de abertura da casa: 16h

Local: Allianz Parque – R. Palestra Itália, 200 – Água Branca, São Paulo – SP

Setores e preços:

Cadeira Superior – R$190,00 (meia-entrada legal) | R$342,00 (cliente Santander) | R$380,00 (inteira)

Pista – R$240,00 (meia-entrada legal) | R$432,00 (cliente Santander) | R$480,00 (inteira)

Cadeira Inferior Sul – R$240,00 (meia-entrada legal) | R$432,00 (cliente Santander) | R$480,00 (inteira)

Cadeira Inferior Leste/Oeste – R$340,00 (meia-entrada legal) | R$612,00 (cliente Santander) | R$680,00 (inteira)

Pista Premium – R$425,00 (meia-entrada legal) | R$765,00 (cliente Santander) | R$850,00 (inteira)

Benefício exclusivo para Clientes Santander:

10% de desconto, no ingresso de inteira de qualquer setor, para cliente Santander e ingressos limitados na venda geral

3x sem juros para clientes Santander em todo período de venda (pré-venda e venda geral)

Venda de ingressos:

Pré-venda Santander – de 21 de junho às 10h até 22 junho às 10h

Clientes: Private e Select, portadores dos cartões: Santander Unique Infinite; Santander Unlimited Infinite; Decolar Santander Infinite; GOL Smiles Santander Infinite; American Express® Gold Card Santander; American Express® Platinum Card Santander; American Express® Centurion Card Santander; Santander Unique Black; Santander Unlimited Black; Santander / AAdvantage® Black

Pré-venda todos clientes Santander:  de 22 de junho às 10h até 23 junho às 10h

Venda limitada a 4 entradas por CPF/2 meias-entradas por CPF

*Datas e locais dos shows sujeitas a alteração. Verifique a classificação indicativa. Ingressos limitados. Consulte cartões elegíveis à pré-venda do dia 21 de junho de 2024 antes da compra.

Venda para o público em geral – dia 24 de junho às 10h na Internet através do link  eventim.com.br/LennyKravitz e a partir das 11h na Bilheteria do Allianz Parque – Avenida Francisco Matarazzo, 1705.

Venda limitada a 6 entradas por CPF/2 meias-entradas por CPF

Idoso: 1 ingresso por CPF

Bilheteria Oficial:

ALLIANZ PARQUE – BILHETERIA B (APENAS NA PRÉ-VENDA E ABERTURA DA VENDA GERAL) – Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Portão B – Água Branca – São Paulo/SP Funcionamento: terça a sábado das 10h às 17h |A bilheteria funcionará excepcionalmente na segunda-feira dia 24/06 para abertura geral de vendas.  *Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas. *Taxa ADM cobrada em todos os canais de venda

ALLIANZ PARQUE – BILHETERIA A (APÓS A ABERTURA DA VENDA GERAL) – MEDIANTE DISPONIBILIDADE Endereço: Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo/SP Funcionamento: terça a sábado das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas. *Taxa ADM cobrada em todos os canais de venda

Parcelamento:

Clientes Santander podem parcelar em até 3X sem juros durante o período de pré-venda

Público em geral em até 10X

Na bilheteria, apenas pagamento a vista.

Meia Entrada: Confira a política de meia entrada em https://help.eventim.com.br/hc/pt-br/sections/4409826548119-Leis-de-meia-entrada-e-documentos-necess%C3%A1rios

Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais.

(Fonte: Trovoa Comunicação)

Instituto Vladimir Herzog celebra 15 anos com exposição sobre a luta em defesa da democracia no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

A Cinemateca de São Paulo será palco no mês de julho da exposição ‘Sobre Nós – 60 anos de resistência democrática no Brasil’, organizada pelo Instituto Vladimir Herzog. A mostra celebra os 15 anos de atuação da entidade contando a trajetória da luta por justiça e democracia no País, de 1964 aos dias atuais.

A exposição conduzirá os visitantes a uma viagem pela história recente do Brasil, passando pelas jornadas de junho de 2013, a Comissão Nacional da Verdade e suas recomendações e a ocupação de escolas por alunos secundaristas em 2015, destacando também a coragem e a resiliência daqueles que resistiram ao regime militar e defenderam os direitos civis nos últimos 60 anos. Entre os destaques estão periódicos da imprensa de resistência ao regime militar e documentos que ilustram o enfrentamento de jornalistas e artistas à censura e manifestações artísticas e culturais na defesa dos direitos civis. Serão expostas bandeiras de movimentos sociais e trecho de obras videográficas, como a do diretor Eduardo Escorel, que exibe o cortejo e morte do secundarista Edson Luís, um símbolo da truculência militar no ano de 1968.

Com espaço especial dedicado ao cinema, a exposição exibirá de 11 a 14 de julho, a mostra ‘É preciso estar atento’, com quatro filmes que dialogam diretamente com as histórias contadas pelas obras. Serão exibidos 3 filmes documentários e um filme de ficção que abordam temas de resistência, como ‘Domingo no Golpe’, de Gisele Beiguelman e Lucas Bambozzi, sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ‘Torre das Donzelas’, de Susanna Lira sobre mulheres prisioneiras políticas na ditadura militar, ‘Memória Sufocada’, longa-metragem dirigido por Gabriel Di Giacomo, e ‘Espero tua (Re)Volta’, de Eliza Capai. As sessões serão seguidas de debate com presença dos diretores dos filmes e especialistas convidados.

[Diretas Já] 16 de abril de 1984. Foto: Alfredo Rizzutti/Agência Estado.

A escolha da Cinemateca para abrigar a exposição não foi casual. Além de ser um símbolo da preservação da memória cultural e cinematográfica do País, a Cinemateca possui uma forte ligação com a história do Instituto Vladimir Herzog. Foi ali que, há 15 anos, foi realizado o evento de fundação da entidade. Herzog já havia se aproximado da Cinemateca no início da década de 1960, onde colaborou com figuras como Rudá de Andrade, Paulo Emílio Salles Gomes e Jean-Claude Bernardet, contribuindo para a difusão cinematográfica por meio de cineclubes, mostras e cursos. Em 1963, ao lado de Maurice Capovilla, participou de um estágio no Instituto de Cinematografia da Universidad del Litoral, na Argentina, onde produziu seu documentário ‘Marimbás’. Esse período fortaleceu suas conexões com a Cinemateca e o cinema.

“A celebração dos 15 anos do Instituto Vladimir Herzog reafirma nosso compromisso com a defesa dos valores democráticos e dos direitos humanos”, diz Rogério Sotilli, diretor do Instituto Vladimir Herzog. “Desde a fundação, O IVH é considerado um farol na luta contra a violência, a desinformação e o esquecimento, dedicando esforços à educação em direitos humanos, à defesa da liberdade de expressão e em prol da memória brasileira, sobretudo dentro deste contexto recente que ainda carrega o legado nefasto do autoritarismo”.

A exposição é patrocinada pelo Itaú, através da Lei de Incentivo à Cultura, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal e apoio institucional da OAK Foundation.

Serviço:

Exposição Sobre Nós – 60 anos de resistência democrática no Brasil

Onde: Cinemateca Brasileira (Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo)

Quando: de 2 a 22 de julho | das 10h às 18h.

(Fonte: Kubix)

No Dia Nacional do Imigrante, o Museu da Imigração completa 31 anos e promove programação gratuita para comemoração

São Paulo, por Kleber Patricio

O Museu da Imigração (MI) celebrará, em 25 de junho, 31 anos de existência promovendo o diálogo entre passado e presente a partir de diversas camadas da temática dos deslocamentos humanos. Em comemoração, os visitantes poderão participar de diferentes atividades no decorrer da semana.

Localizado no complexo da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, o Museu resguarda a memória e a herança cultural dos primeiros migrantes que desembarcaram em São Paulo, criando um forte laço com as múltiplas comunidades migrantes e descendentes da capital e do interior paulista. Além da preservação da memória local, a instituição passou a priorizar as discussões sobre os processos migratórios atuais, como a questão do refúgio e dos deslocamentos por eventos climáticos extremos.

Olhando para a dicotomia entre memória e atualidade, a programação de aniversário do MI traz atividades que transitam entre os temas. Em 22 de junho (sábado), às 10h, as crianças poderão participar da ação Caça-Livros por meio de dicas escondidas no Museu. Além disso, o Núcleo Educativo promoverá duas visitas especiais, às 11h e às 15h, celebrando os 31 anos da instituição. Ele abordará a relação com a histórica Hospedaria e os processos migratórios na sociedade, trazendo uma perspectiva única que privilegia a preservação, a comunicação e a expressão do patrimônio cultural das várias nacionalidades e etnias que contribuem para a diversidade da formação social brasileira.

Pensando na preservação de memórias pessoais, o MI convida o público a trazer até cinco fotografias do acervo pessoal para realizar uma oficina de conservação de fotografias. A atividade propõe que o visitante aprenda, de maneira acessível, a conservar fotografias em casa, apresentando os princípios de preservação indicados para tal objeto e ensinando a forma correta de manuseio e higienização das fotografias, além das opções de acondicionamento e guarda – incluindo digitalização das fotos.

No jardim, um palco será montado para receber a apresentação do coletivo Forró das Minas, que destaca a pluralidade cultural do País, refletida nos processos migratórios entre Nordeste e Sudeste, com um repertório que exalta o forró pé de serra, a música e a cultura popular nordestina.

Já em 25 de junho (terça-feira), a visitação ao Museu será gratuita. A programação conta com as três exposições em cartaz: ‘Migrar: experiências, memórias e identidades’, ‘Mova-se! Clima e deslocamentos’ e ‘Pertencimentos transnacionais: movimentos e ritmos na música africana’. Na programação on-line, será promovido um bate-papo com a coordenação do MI sobre a história do Museu, destacando marcos importantes, desafios enfrentados e conquistas alcançadas. Além do debate em volta do impacto do Museu da Imigração na sociedade paulista, haverá uma discussão sobre seu papel na promoção da diversidade cultural, na educação histórica e na construção de pontes entre diferentes comunidades.

Serviço:

31 anos do Museu da Imigração | Caça-Livros

Data: 22 de junho

Local: Espaço de Leitura Infantil

Horário: 10h

Público: crianças a partir de 6 anos, acompanhadas de responsável

Vagas: 10 famílias

Inscrição: 10 minutos antes da atividade

31 anos do Museu da Imigração | Visita Educativa

Data: 22 de junho

Local: Sala da Maquete

Horários: 11h e 15h

Público: público espontâneo | crianças a partir de 12 anos, jovens e adultos

Vagas: 20 pessoas

Inscrição: 10 minutos antes da atividade

31 anos do Museu da Imigração | Oficina de Conservação de Fotografias

Data: 22 de junho

Local: Ateliê Educativo

Horário: 14h

Público: público espontâneo | crianças a partir de 12 anos, jovens e adultos

Vagas: 12 pessoas

Inscrição: 10 minutos antes da atividade

OBS.: o visitante deve trazer até 5 fotografias, preferencialmente no tamanho 10 × 15 cm ou menor, do acervo pessoal para realização da oficina.

31 anos do Museu da Imigração | Apresentação musical do grupo Forró das Minas

Data: 22 de junho

Local: Jardim do Museu

Horário: 16h

Público: público espontâneo

31 anos do Museu da Imigração | Bate-papo on-line com a equipe do Museu da Imigração

Data: 25 de junho

Local: Zoom (link disponível clicando aqui)

Horário: 11h

Público: público espontâneo

Obs.: os certificados serão emitidos em até 15 dias após a atividade.

A programação está sujeita a alterações sem aviso prévio.

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 17h

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição | Metrô Bresser-Mooca.

(Fonte: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo)

Galatea Salvador apresenta ‘Bahia Afrofuturista: Bauer Sá e Gilberto Filho’

Salvador, por Kleber Patricio

Bauer Sá 1950, ‘Olhos de Xangô’, da série Nós, por exemplo [Olhos de Xangô, from the series Nós, por exemplo], 1991. Foto: Cortesia Bauer Sá e Galatea.

No dia 4 de julho, a Galatea Salvador inaugura sua segunda exposição: ‘Bahia Afrofuturista: Bauer Sá e Gilberto Filho’. A mostra conta com dois núcleos expositivos distintos: no primeiro, um conjunto de 30 fotografias de Bauer Sá, produzidas entre os anos 1990 e 2000, que exploram a ancestralidade afro-brasileira por meio de temáticas raciais e divindades africanas; no segundo, a primeira exposição individual de Gilberto Filho, apresentando cerca de 15 esculturas em madeira que datam desde 1992 até o presente e retratam cidades utópicas e modernas nascidas da imaginação do artista. Tanto Bauer Sá quanto Gilberto Filho fizeram parte da exposição ‘Cais’, que inaugurou a sede da Galatea em Salvador.

A abertura da exposição coincide com a semana de uma data significativa: a Independência da Bahia, comemorada em 2 de julho. O episódio histórico, curiosamente, se inicia em Cachoeira, cidade natal de Gilberto Filho e pioneira na luta pela independência, e termina em Salvador, capital baiana onde Bauer Sá nasceu e que se tornou símbolo de resistência da população negra.

Bauer Sá 1950, ‘Offering’, da série Nós, por exemplo [Offering, from the series Nós, por exemplo], Década 1990 [1990s]. Foto: Cortesia Bauer Sá e Galatea.

O texto crítico é assinado pelo artista e curador Ayrson Heráclito, reconhecido por seu trabalho que aborda a cultura afro-brasileira e suas conexões históricas, e pelo escritor e historiador Beto Heráclito. Eles destacam que os trabalhos de Bauer e Gilberto, de naturezas distintas, dão a ver diferentes facetas do conceito de afrofuturismo: “A exposição ‘Bahia Afrofuturista: Bauer Sá e Gilberto Filho’, ao promover o diálogo entre dois artistas negros com poéticas distintas, busca apresentar diferentes abordagens dessa nova estética, comprometida com o ativismo negro. As linguagens eleitas pelos artistas — a fotografia e a escultura — servem como estratégia para experimentação de conceitos como a corporeidade e a espacialidade em perspectiva afirmativa e afrocentrada”.

Bauer Sá (1950) reforça a tradição dos negros baianos que se destacaram como fotógrafos ou fotojornalistas. O diferencial em sua obra é a inclusão de suas fotografias em um sofisticado circuito de instituições e coleções de artes visuais, que é predominantemente branco no Brasil. Explorando a as formas de representação do povo e do corpo negro, ele e Mário Cravo Neto, contemporâneos, integram uma geração que elevou a fotografia baiana ao status de arte, embora o racismo tenha interferido de maneiras diferentes na trajetória de cada um. Na nota biográfica que escreveu sobre o artista, Tomás Toledo, curador sócio fundador da Galatea, comenta: “As fotografias de Bauer Sá são composições conceituais e poéticas que articulam em imagens a ancestralidade e a cultura afro-brasileira, com grande enfoque para as divindades africanas e para temas sociais incontornáveis entre as populações negras, como o racismo. São imagens meticulosamente construídas e moldadas por meio de cenas ensaiadas e dirigidas em que ora um homem, ora uma mulher, sempre negros, interagem com objetos e elementos da natureza, comunicando-se com o espectador por meio de olhares e poses dramatizadas pela luz e sombra da fotografia analógica branca e preta.”

Bauer Sá 1950, ‘Djambê Abalê’, da série Nós, por exemplo [Djambê Abalê, from the series Nós, por exemplo], Década de 1990 [1990s]. Crédito: Cortesia Bauer Sá e Galatea.

Gilberto Filho (1953) iniciou sua carreira artística como aprendiz de marceneiro na oficina do pai em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, cidade histórica que foi sede da primeira aristocracia rural das Américas e um ponto de encontro de populações africanas escravizadas. Esta grande concentração de afrodescendentes fez da região uma referência importante na cultura afro-brasileira, abrigando inúmeros artistas negros que esculpem em madeira e são prestigiados por obras que retratam santos, deidades do candomblé e temas populares. Entretanto, Gilberto Filho se destaca por fugir dessas temáticas, desafiando a concepção tradicional de temporalidade e suspendendo a ideia linear do tempo com uma imaginação disruptiva que cria cidades futuristas. Ele redefine o futuro com uma modernidade ancestral, mesclando saberes e crenças do passado. Na paisagem colonial de Cachoeira, Gilberto provoca um estranhamento poético ao esculpir megalópoles afro futuristas em madeiras nobres e de demolição, construindo o futuro sobre as ruínas do passado em obras que lembram cidades de ficção científica. Na nota biográfica que escreveu sobre o artista, Alana Silveira, diretora da Galatea Salvador, comenta: “Gilberto afirma que sempre teve a ‘tendência para fazer arte’, que seu pensamento movia um desejo de criação de algo que não existia. ‘Na realidade é como se fosse um sonho, eu já tinha as ideias, mas, para transformar em arte, precisou muito tempo’, conta Gilberto. Inicialmente inspirado pela arquitetura histórica e religiosa de Cachoeira e São Félix, fez suas primeiras obras esculpindo casarios em madeira quando tinha por volta de 27 anos. A partir desses primeiros experimentos foi desenvolvendo sua técnica para conseguir executar o que via ao fechar os olhos. (…) A partir da década de 1990, a obra de Gilberto Filho recria a ideia de arranha-céus, complexos urbanos e cidades do futuro.”

Sobre Bauer Sá

(Salvador, 1950)

Por dez anos, Bauer Sá trabalhou como assistente do seu pai, o também fotógrafo Armando Sá, em Salvador. Frequentou o curso de Técnicas Avançadas de Laboratório e Conservação de Filmes e Papeis da Funarte do Rio de Janeiro (1983-1985). Trabalhou como fotógrafo e chefe do Setor Fotográfico do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia entre os anos de 1982 e 1992, tendo, durante esse período, participado de diversos projetos que marcaram a sua carreira. Ao longo da década de 1990, colaborou com a BBC de Londres, atuou na revista norte-americana Callaloo, organizada por professores negros da Universidade da Virgínia e expôs em diversas cidades no Brasil e no exterior.

Gilberto Filho 1953, Edifício Salvador, 1993, Assinado e datado [Signed and dated]. Crédito: Rafael Martins.

Entre as exposições que participou, destacam-se: 17º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte (1985, Belo Horizonte); ‘Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro’ (Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, 1994; Espaço Cultural 508 Sul, Brasília, 1995); ‘A Hidden View: Images of Bahia, Brazil’ (Concourse Gallery – Barbican Centre, Londres, 1994); ‘Novas Travessias: New Directions in Brazilian Photography’ (The Photographer’s Gallery, Londres, 1996); Brasil + 500 — Mostra do Redescobrimento. ‘Negro de Corpo e Alma’. (Fundação Bienal, São Paulo, 2000; Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2000); ‘Réplica e Rebeldia: Artistas de Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique’ (Museu Nacional de Arte de Maputo, Maputo, Moçambique, 2006; Centro Cultural Português, Luanda, Angola, 2006; Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM Bahia, Salvador, 2006; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – Mam Rio, Rio de Janeiro, 2006; Centro Cultural Banco do Brasil — CCBB Brasília, Brasília, 2007; Palácio Cultura Ildo Lobo, Praia, Cabo Verde, 2007); Coleção Pirelli/MASP de Fotografia – 18ª edição (Museu de Arte de São Paulo – MASP, São Paulo, 2010), Axé Bahia: ‘The Power Of Art In An Afro-Brazilian Metropolis’ (The Fowler Museum, Los Angeles, USA, 2018), ‘Histórias afro-atlânticas’ (Museu de Arte de São Paulo – MASP, São Paulo, 2018), entre outras. Sua obra faz parte de diversas coleções permanentes, tais como: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira – MUNCAB, Salvador; Museu de Arte Moderna da Bahia — MAM Bahia, Salvador; Museu Afro Brasil, São Paul; Coleção Pireli/MASP, São Paulo; Museu da Fotografia, Fortaleza.

Sobre Gilberto Filho

(Cachoeira, 1953)

Nascido na cidade de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, em 12 de novembro de 1953, Gilberto Dias Barbosa Filho é filho de Elza Oliveira Barbosa e Gilberto Dias Barbosa. A sua mãe trabalhava na fabricação de charutos, enquanto seu pai era marceneiro. Ele é casado com Zilma Nascimento Pessoa, professora; a filha do casal, Jamile Pessoa Barbosa, também é professora.

Gilberto Filho 1953, Santa Fé, 1995, Assinado, titulado e datado [Signed, titled and dated]. Foto: Rafael Martins.

Nos anos 1960, Gilberto (pai) inaugurou uma marcenaria na cidade de São Félix, posteriormente, a transferiu para Cachoeira. Aí trabalham Gilberto Filho e seus irmãos. Além de carpintaria e marcenaria de esquadrias, a família se especializou em móveis rústicos. Gilberto Filho é quem, normalmente, faz o design dos móveis.

Gilberto Filho lembra que, aos 27 anos de idade, começou a fazer esculturas, usando madeira e prego, representando edifícios arquitetônicos, sobretudo prédios religiosos. Nos anos 1990, Gilberto Filho foi experimentando composições com caixas de fósforo, cubos e paralelepípedos de madeira, o que resultou em formas da arquitetura moderna, que chamam a atenção pelo caráter experimental. Foi na mesma década que ele começou a mostrar as suas esculturas em exposições de arte locais.

Gilberto Filho 1953, Palace I, 1995, Assinado e datado [Signed and dated]
Crédito: Rafael Martins.

Gilberto comumente utiliza em suas esculturas madeiras como pau d’arco, sucupira, angelim e louro, que são cortadas, entalhadas e montadas, com o auxílio de formões, serrotes e martelos. Os blocos resultantes harmonizam formas, cores e tamanhos que chegam a 2,5 m de altura.

Para o escultor, “a madeira conduz o processo de criação, ela revela como a obra será realizada, é um gatilho para desenvolver a criatividade”. Ele faz questão de enfatizar o papel da imaginação na construção de sua arte: “Não faço cópias de prédios, mas utilizo a imaginação e a beleza da madeira para esculpir as minhas peças”. Diz também que seu processo é lento, dura meses até finalizar uma escultura (Entrevista, 9 mar. 2022).

Retrato Bauer Sá. Foto: Sergio Benutti.

Gilberto Filho compreende que a marcenaria abriu espaço para a sua prática artística (Entrevista, 9 mar. 2022). Ele traz uma contribuição significativa às artes visuais, por seu processo de ideação das estruturas e volumes a partir de seu olhar sobre o imaginário das grandes cidades, o que resulta em arte construtivista de qualidade. Assim, procede à metalinguagem, ao empregar a linguagem escultórica para evocar a estética futurista na arquitetura.

O escultor participou de várias mostras locais, algumas bienais do Recôncavo na cidade de São Félix, assim como das recentes coletivas ‘Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro’ (Sesc Belenzinho, São Paulo, 2023; Sesc Quitandinha, Petrópolis, RJ, 2024) e Cais (Galatea, Salvador, 2024).

Sobre a Galatea

A Galatea é uma galeria que surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin esteve à frente por quase uma década como sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita é marchand e colecionador, especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo é curador e contribuiu ativamente para a histórica renovação institucional do MASP, de onde saiu em 2022 como curador-chefe.

Tendo a arte brasileira moderna e contemporânea como foco principal, a Galatea trabalha e comercializa tanto nomes já consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Tal amplitude temporal reflete e articula os pilares conceituais do programa da galeria: ser um ponto de fomento e convergência entre culturas, temporalidades, estilos e gêneros distintos, gerando uma rica fricção entre o antigo e o novo, o canônico e o não-canônico, o erudito e o informal.

Além dessas conexões propostas, a galeria também aposta na relação entre artistas, colecionadores, instituições e galeristas. De um lado, o cuidado no processo de pesquisa, o respeito ao tempo criativo e o incentivo do desenvolvimento profissional do artista com acompanhamento curatorial. Do outro, a escuta e a transparência constante nas relações comerciais. Ao estreitar laços, com um olhar sensível ao que é importante para cada um, Galatea enaltece as relações que se criam em torno da arte — porque acredita que fazer isso também é enaltecer a arte em si.

Nesse sentido, partindo da ideia de relação é que surge o nome da galeria, tomado emprestado do mito grego de Pigmaleão e Galatea. Este mito narra a história do artista Pigmaleão, que ao esculpir em marfim Galatea, uma figura feminina, apaixona-se por sua própria obra e passa a adorá-la. A deusa Afrodite, comovida por tal devoção, transforma a estátua em uma mulher de carne e osso para que criador e criatura possam, enfim, viver uma relação verdadeira.

Serviço:

Exposição Bahia Afrofuturista: Bauer Sá e Gilberto Filho

Local:  Galatea Salvador

Endereço: R. Chile, 22 – Centro, Salvador – BA

Abertura: 4 de julho

Período expositivo: 4 de julho a 28 de setembro

Mais informações: https://www.galatea.art/.

(Fonte: A4&Holofote Comunicação)