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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Com texto e direção de Rodrigo França, espetáculo ‘Angu’ combate estereótipos ao contar histórias de pessoas pretas e gays

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Charles Pereira.

Buscando subverter o olhar social fetichista que objetifica, coisifica, criminaliza e hiperssexualiza as ‘bixas pretas’, o espetáculo ‘Angu’, idealizado por Alexandre Paz e Nina da Costa Reis, faz sua primeira temporada em São Paulo. Com direção e dramaturgia de Rodrigo França, a peça fica em cartaz no Sesc Ipiranga entre os dias 25 de maio e 23 de junho, com sessões às sextas e aos sábados, às 20h, e, aos domingos, às 18h. No feriado do dia 30 de maio, quinta-feira, tem sessão às 18h.

Na trama, histórias de ‘bixas pretas’ se entrelaçam mostrando ao público que as vidas dessas pessoas não se resumem apenas às situações de violência. “Nos meus trabalhos, gosto de mostrar que existem outras realidades possíveis. Ficção e documental se misturam no trabalho, gerando empatia dos espectadores”, afirma França. O texto concorreu ao Prêmio Shell de 2024 pelo Rio de Janeiro.

Foto: Rai do Vale.

Além de evocar narrativas passíveis e possíveis envolvendo negros gays, a montagem celebra e agradece ícones como Madame Satã, Gilberto França; o bailarino Reinaldo Pepe; Rolando Faria e Luiz Antônio (Queer Les Étoiles) e Jorge Laffond. Em cena estão Alexandre Paz, João Mabial e Orlando Caldeira.

Sobre a encenação

“Angu é um grito. Não necessariamente de socorro, porque acima de tudo existe potência, amor, desejo e intensidade na vida. O espetáculo é um Ebó. Que saiamos do teatro limpos e reequilibrados daquilo que nos oprime, nos aliena, nos engessa de sonhar”, acrescenta o diretor.

A peça tem a missão de enaltecer esses corpos que estão lutando por sua felicidade e existência. Os espectadores acompanham um sargento da Polícia Militar que honra a sua farda, mas tem a sua sexualidade como alvo de piadas para seus colegas; um jovem estudante de enfermagem que se deslumbra com a classe média branca e deseja ser por ela incluído, porém, é somente hiperssexualizado; um sonhador que fica diariamente sentado no banco da rodoviária e se envolve numa tarde de amor em um banheiro público; um menino encantando com o que dizem do seu tio Gilberto, um homem negro gay que desapareceu no mundo para fazer a sua arte longe da família homofóbica; Madame Satã – transformista que teve que largar a arte para viver à margem como malandro da Lapa; e uma homenagem ao Les Étoiles, icônica dupla queer negra brasileira que abriu as portas da Europa para a MPB.

Foto: Rai do Vale.

Todos os personagens subvertem o esperado: não haverá um homem negro performando a sua masculinidade ultra, mega viril e heteronormativa. “Muito do que vivemos no nosso cotidiano foi incorporado aos personagens, o que enriquece a montagem”, diz Alexandre.

Ao retomar as referências artísticas da negritude, o espetáculo configura-se como um resgate à ancestralidade preta e gay. “Estamos homenageando pessoas que morreram apenas por ser quem são. Gente que foi pioneira e acabou embranquecida, abandonada ou esquecida, principalmente quando se fala na luta LGBTQIAPN+, que costuma ter como protagonista o homem gay e branco”, comenta Rodrigo.

O cenário de Clebson Prates, que concorreu ao Prêmio Shell de 2024, é uma grande metáfora para tudo isso. “Em cena está um grande armário, mas a provocação que fazemos é: quem realmente pode ficar ‘dentro do armário’? Usamos essa ideia para discutir o que é o patriarcado no aspecto cultural, econômico e filosófico. É esse pensamento que mata tudo o que foge dessa estrutura de poder”, defende França.

Foto: Rai do Vale.

Já a trilha sonora assinada por Dani Nega contribui na criação de uma ambiência ritualística para o espetáculo. “Queremos que o público seja transformado pelo nosso Angu. E que celebre as bixas pretas, já que ser bixa preta tem consternado muita gente”, defende Orlando.

Sinopse | A trama conta seis histórias paralelas vivenciadas por pessoas negras gays, ou bixas pretas, buscando subverter o olhar social fetichista que as objetifica, criminaliza e hiperssexualiza.

Ficha Técnica

Idealização: Alexandre Paz e Nina da Costa Reis

Dramaturgia e direção: Rodrigo França

Diretor assistente: Kennedy Lima

Elenco: Alexandre Paz, João Mabial e Orlando Caldeira

Direção de movimento e preparação corporal: Tainara Cerqueira

Direção de imagens: Carol Godinho

Cenário: Clebson Prates

Figurino: Tiago Ribeiro

Visagismo: Diego Nardes

Trilha sonora: Dani Nega

Iluminação: Pedro Carneiro

Operação de som e vídeo: Igor Borges

Contrarregragem: Wil Thadeu

Fotos e vídeos: Charlinhus

Programação visual e mídias sociais: Júlia Tavares

Produção: MS Arte e Cultura

Assistentes de produção: Igor Borges e Wil Thadeu

Produção executiva: Anne Mohamad

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques e Daniele Valério

Coordenação de produção: Alexandre Paz e Orlando Caldeira

Direção de Produção: Aline Mohamad.

Masculinidades Negras: ciclo de bate-papos

Dialogando com o espetáculo Angu e fazendo parte da programação do Festival Sesc Culturas Negras, o Sesc Ipiranga realiza um ciclo de bate-papos sobre Masculinidades Negras. Organizado em quatro encontros, pessoas convidadas especialistas desenvolvem, a cada dia, discussão de um tema específico sobre Masculinidades Negras, expandindo a compreensão sobre as diversas relações étnicas/raciais, de gênero e orientação sexual, que constituem a humanidade dos homens negros em relação à sociedade.

Serviço:

Angu

Data: 25 de maio a 23 de junho, às sextas e aos sábados, às 20h, e, aos domingos, às 18h | No feriado do dia 30 de maio, quinta-feira, tem sessão às 18h

Local: Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – Ipiranga – São Paulo – SP

Ingresso: R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada) e R$15 (credencial plena)

Compre aqui: https://www.sescsp.org.br/programacao/angu/

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 90 minutos

Masculinidades Negras: ciclo de bate-papos

Dia 23/5 – Homens Pretos, Masculinidades e Relações Raciais, com Henrique Restier e Vinicius Zacarias

Dia 6/6 – Masculinidades Negras: uma questão de saúde, com Thiago A. S. Soares, Daniel de Souza Campos e Leonardo Peçanha

Dia 13/6 – Masculinidades Negras, Educação e Gênero, com Douglas Araújo e Mônica da Silva Francisco

Dia 20/6 – Masculinidades Negras, cultura e arte, com Douglas Iesus e Nego Lipão

Data: 23 de maio a 20 de junho, às quintas, às 20h, exceto dia 30 de maio. Grátis.

Não é preciso retirada de ingressos.

Classificação indicativa: Livre

Duração: 90 minutos.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

‘Léa Garcia – 90 Anos’: retrospectiva inédita de uma das figuras mais icônicas do cinema nacional chega ao CCBB SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Com o objetivo de celebrar a obra de uma das figuras mais icônicas do cinema nacional e a sua importância histórica mundial, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresenta a mostra inédita ‘Léa Garcia – 90 anos’, que acontece de 25 de maio a 23 de junho.

A retrospectiva apresenta 15 longas protagonizados por Léa Garcia, dentre os quais ‘Orfeu Negro’, de Marcel Camus, pelo qual a atriz foi indicada ao prêmio de melhor interpretação feminina no Festival de Cannes, e que abre a mostra no dia 25/5, sábado, às 17h. Baseado na peça de Vinícius de Moraes, o filme – vencedor da Palma de Ouro em Cannes e ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro pela França – conta a trágica história romântica entre a jovem Eurídice e o motorista e músico Orfeu.

Com a curadoria de Leonardo Amaral e Ewerton Belico, a programação traz ainda os longas ‘Ganga Zumba’, de Cacá Diegues, ‘Compasso de Espera’, de Antunes Filho, ‘O Forte’, de Olney São Paulo, ‘Feminino Plural’, de Vera de Figueiredo, ‘M8 – Quando a morte socorre a vida’, de Jeferson De, ‘Ladrões de Cinema’, de Fernando Coni Campos, ‘A Deusa Negra’, de Ola Balogun, ‘A noiva da cidade’, de Alex Viany, ‘Cruz e Souza – poeta do desterro’, de Sylvio Back, ‘Mulheres do Brasil’, de Malu di Martino, ‘Um dia com Jerusa’, de Viviane Ferreira e ‘O Pai da Rita’, ‘A Negação do Brasil’ e ‘As Filhas do Vento’, de Joel Zito Araújo.

Além das projeções, a Mostra também traz três sessões comentadas por pesquisadores, realizadores e realizadoras que trabalharam com Léa Garcia e que irão explorar a importância de sua trajetória e seu pioneirismo como protagonista negra no cinema brasileiro.

A primeira será no dia 1/6, sábado, às 14h, com o realizador Joel Zito Araújo logo após a exibição do filme ‘As Filhas do Vento’ e a segunda no dia 8/6, sábado, às 14h, com a pesquisadora Mariana Queen Nwabasili após a exibição do filme ‘Compasso de Espera’. Já no dia 21/6, sexta-feira, às 16h, acontece o bate papo com o professor e cineasta Juliano Gomes após a exibição do filme ‘Ladrões de Cinema’.

Um catálogo online será disponibilizado ao público com crítica inédita, artigos raros dedicados à trajetória de Léa Garcia, seu ativismo, sua personalidade criativa e os filmes em que atuou.

Ao realizar esta mostra, o Centro Cultural Banco do Brasil oferece ao público a oportunidade de se aprofundar na carreira de uma artista brasileira conhecida por sua versatilidade e talento, além de valorizar a produção cinematográfica nacional, reafirmando seu compromisso de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura.

Serviço:

Mostra de cinema ‘Léa Garcia – 90 Anos’

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Período: 25 de maio a 23 de junho

Ingressos gratuitos, disponíveis em bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB SP

Classificação indicativa: de Livre a 16 anos (consultar programação)

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo, SP

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal

Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

bb.com.br/cultura | instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

LÉA GARCIA – 90 ANOS

25 de maio (sábado)

15h30 Abertura com Leonardo Amaral

16h Orfeu Negro, Marcel Camus (1959, 100′), 14 anos

26 de maio (domingo)

14h Ganga Zumba, Cacá Diegues (1963, 100′), 14 anos

16h O Dia de Jerusa, 12 anos

16h25 Feminino Plural, Vera de Figueiredo (1976, 72′), 12 anos

30 de maio (quinta)

17h A Negação do Brasil, Joel Zito Araújo (2000, 92′), livre

31 de maio (sexta)

18h Billi Pig, José Eduardo Belmonte (2011, 98′), livre

1º de junho (sábado)

15h As Filhas do Vento, 14 anos/Bate-papo com o realizador Joel Zito Araújo logo após a exibição do filme, 14 anos

17h30 O Pai da Rita, Joel Zito Araújo (2022, 97′), 12 anos

2 de junho (domingo)

14h Ladrões de Cinema, Fernando Coni Campos (1977, 127′), 12 anos

16h30 M8 – Quando a morte socorre a vida, Jeferson De (2020, 84′), 16 anos

6 de junho (quinta)

17h Cruz e Souza – O Poeta do Desterro, Sylvio Back (1988, 86′), livre

7 de junho (sexta)

17h A Deusa Negra, Ola Balogun (1978, 96′), 12 anos

8 de junho (sábado)

15h Compasso de Espera, Antunes Filho (1973, 94′) /Bate-Papo com Mariana Queen Nwabasili após a exibição do filme, 12 anos

18h Mulheres do Brasil, Malu di Martino (2006, 106′), 12 anos

9 de junho (domingo)

14h Ganga Zumba, Cacá Diegues (1963, 100′), 14 anos

16h15 O Pai da Rita, Joel Zito Araújo (2022, 97′), 12 anos

13 de junho (quinta)

16h As Filhas do Vento, Joel Zito Araújo (2005, 85′), 14 anos

14 de junho (sexta)

18h Mulheres do Brasil, Malu di Martino (2006, 106′), 12 anos

15 de junho (sábado)

15h O Forte, Olney São Paulo (1974, 90′), 12 anos

17h Cruz e Souza – Poeta do Desterro, Sylvio Back (1988, 86′), livre

16 de junho (domingo)

14h A Noiva da Cidade, Alex Viany (1978, 130′), 12 anos

16h30 M8 – Quando a Morte Socorre a Vida, Jeferson De (2020, 84′), 14 anos

20 de junho (quinta)

17h Feminino Plural, Vera de Figueiredo (1976, 72′), 12 anos

21 de junho (sexta)

16h Ladrões de Cinema, Fernando Coni Campos (1977, 127′) /Bate-Papo com Juliano Gomes após a exibição do filme, 12 anos

22 de junho (sábado)

14h O Forte, Olney São Paulo (1974, 90′), 12 anos

16h Compasso de Espera, Antunes Filho (1973, 94′), 12 anos

23 de junho (domingo)

14h A Noiva da Cidade, Alex Viany (1978, 130′), 12 anos

16h30 A negação do Brasil, Joel Zito Araújo (2000, 92′), livre.

(Fonte: Assessoria de Imprensa CCBB SP)

ANTÔNIOS: arte e fé unem Brasil e Portugal em exposição internacional

Salvador, por Kleber Patricio

Margarita – Obra Autoral 1. Foto: Divulgação.

O projeto ANTÔNIOS está prestes a marcar um novo capítulo em sua história com uma programação especial em sua 9ª edição. Este ano, a mostra será realizada em duas localidades distintas: Salvador, no Brasil, e Porto, em Portugal. A exposição, que presta homenagem ao santo casamenteiro, será apresentada entre maio e julho, respectivamente.

A abertura oficial da mostra em Porto está agendada para o próximo dia 25 de maio, com visitação aberta ao público entre os dias 26 de maio e 13 de junho, na Galeria Atelier Geraldes da Silva, na Rua Santo Ildefonso. Será possível visitar a exposição de segunda a sexta das 10h às 13h e das 14h30 às 18h. No sábado, das 15h às 20h. Enquanto isso, em Salvador, a abertura ocorrerá no dia 31 de maio, com a exposição disponível para visitação de 1º de junho até 15 de julho, no ateliê ME Fotografias, situado no bairro do Santo Antônio Além do Carmo.

ANTÔNIOS tem como missão honrar e dar voz à devoção local, o que levou à criação deste projeto que se tornou uma tradição para o bairro e para a cidade. Além dos artistas baianos que exibirão suas obras em Portugal, artistas portugueses também marcarão presença com suas obras no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, promovendo um intercâmbio cultural entre os dois países.

Em sua 9ª edição, ANTÔNIOS apresentará uma variedade de ações com foco na devoção e imagem de Santo Antônio. Os artistas terão liberdade para expressar sua admiração pelo santo seguindo a linha tradicional, assim como também a contemporânea, proporcionando uma diversidade de perspectivas e estilos.

Em Salvador, a mostra coletiva ocupará três salas do Ateliê:

Sala Frans Krajcberg: abraçará fotografias

Sala Tati Moreno: exporá obras plásticas

Sala Ariano Suassuna e Jardim Frida Kahlo: apresentará intervenções diversas.

Foto: Luzimar Azevedo.

Uma novidade empolgante para esta edição é o desafio lançado aos colaboradores: a criação de um andor para Antônio. Treze artistas plásticos receberão um andor em madeira para construir e finalizar, de acordo com sua visão artística, utilizando técnicas e elementos que lhes são familiares.

Embora os icônicos andores brasileiros não estejam presentes na versão portuguesa do projeto devido a questões logísticas, a exposição apresentará uma seleção diversificada de fotografias, telas e caixinhas com elementos em 3D, promovendo reflexões sobre a devoção e a arte, e contará também com uma instalação especialmente criada pela artista plástica Ana Uzêda para a versão de Portugal.

Desde sua concepção, o M.E. Ateliê da Fotografia tem buscado avançar na divulgação da arte brasileira e o convite para apresentar o projeto ANTÔNIOS no Porto é uma oportunidade única de projetar os artistas brasileiros no exterior.

Mario Edson, fotógrafo e curador cujas obras serão expostas em Portugal e no Brasil, destaca a importância do projeto: “Ao compartilhar a devoção a Santo Antônio em um contexto artístico, estamos honrando nossa história e tradição. Esta será a primeira vez que levaremos o projeto ANTÔNIOS para além das fronteiras brasileiras e estamos extremamente felizes e honrados por essa oportunidade especial”.

A exposição no Porto marca não apenas o início de uma nova fase para o projeto ANTÔNIOS, mas também uma celebração da arte brasileira e da devoção a Santo Antônio em um cenário internacional. Dentre os artistas participantes, destacam-se Ana Uzeda, Arthur Fraga, Bernardo Tochilovsky, Daniel Luz, Edna Caldas, Jô Nascimento, Léo Furtado, Lucas Rodrigues, Luzimar Azevedo, Margarita Arize, Mário Edson, Pablo Araújo, Reinaldo Giarola, Filomena Parra, Rita Pinheiro, Teka Portela, Vanderlei Oliveira e Zezé Origamis.

A realização desta mostra só foi possível graças à parceria com a produtora e curadora Cristina Bernardini e a Associação Cultural Atlas Violeta, em Portugal, sinalizando um intercâmbio cultural que se fortalecerá em futuros projetos e da SOLE Produções, em Salvador. Este evento conta com o apoio valioso da Prefeitura de Salvador por meio da Secretaria Municipal da Cultura e Turismo.

(Fonte: Criativos Assessoria de Imprensa)

Mulheres indígenas têm maior ocorrência de mortes durante a gravidez e o pós-parto, evidencia pesquisa

Brasil, por Kleber Patricio

Mortalidade materna indica falhas no atendimento pré-natal de indígenas; na foto, mulher indígena yanomami em Boa Vista (RR). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

As mulheres indígenas morrem mais durante a gravidez e o puerpério que mulheres de outras etnias. Elas tiveram uma maior quantidade de mortes maternas em comparação a de mulheres não indígenas, no período de 2015 a 2021. Os dados são de estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) publicado na última quarta (15) na revista científica “International Journal of Gynecology and Obstetrics”.

O grupo avaliou os 13.023 casos de morte materna de 2015 a 2021 registrados na base de dados DataSUS do Ministério da Saúde (MS). Deste total, 1,6% eram mortes de indígenas. Para comparar mortes maternas de mulheres indígenas e não indígenas, os pesquisadores calcularam a razão de morte materna, índice recomendado pela Organização Mundial da Saúde que divide o número de mortes pelo número total de 100 mil nascidos vivos de determinado grupo.

Segundo os resultados, entre as indígenas, a razão de morte materna foi de 115 mortes a cada 100 mil nascidos vivos – muito mais alta que a taxa observada entre não indígenas, de 67 por 100 mil nascidos vivos. O número está bem acima da meta da Organização das Nações Unidas (ONU) de chegar a menos de 30 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos no Brasil até 2030. A mortalidade de mães indígenas se manteve estável durante todo o período, acima de 100 mortes por ano na maior parte dos anos avaliados.

O trabalho aponta, ainda, que a maior parte das mortes maternas entre indígenas aconteceu após o parto. “Isso evidencia que o cuidado às mulheres indígenas no pós-parto está sendo negligenciado”, afirma o coautor do estudo, José Paulo Guida, da Unicamp.

Segundo os dados, a principal causa dessas mortes foi a hemorragia, diferente dos dados gerais de morte materna no Brasil, causados por hipertensão. A hemorragia após o parto é uma causa comum de mortalidade de mulheres em países da África subsaariana, apontam os especialistas. “Tanto a hemorragia quanto a hipertensão são potencialmente tratáveis e evitáveis com medidas de vigilância do sangramento após o parto, uso de medicações para controle de pressão arterial e identificação precoce e oferta de antibióticos nos casos de infecção”, destaca Guida.

Os resultados mostram o contexto de vulnerabilidade da população indígena, que se traduzem em mais perdas de vidas neste grupo, com consequências para o contexto familiar e comunitário. “Uma morte materna provoca desestruturação familiar, perda de confiança da comunidade no sistema de saúde”, comenta o pesquisador. Além disso, elas evidenciam falhas nos sistemas de saúde e nas políticas públicas, incapazes de preservar vidas maternas de indígenas.

(Fonte: Agência Bori)

Espetáculo ‘Cuidando de Quem Cuida’ se vale da música e da dança para promover inclusão

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Lucas Zago.

A arte como ferramenta de inclusão. Esta é a proposta de ‘Cuidando de Quem Cuida’, espetáculo interativo que mescla música, dança, instalação cênica, textos e performances para levar lazer e diversão aos trabalhadores da saúde e promover a inclusão de estudantes, idosos e pessoas com deficiência (PCDs). Coordenado pelo Coletivo e Espaço Cultural Janacek System em parceria com o Coromim, coral formado por pais, professores e amigos da Escola Curumim, o espetáculo faz nova apresentação no Centro Cultural CIS Guanabara no dia 24 de maio, sexta-feira, às 20h, com entrada gratuita. No repertório, obras de Adoniram Barbosa, Caetano Veloso, Beatles, Roberto Carlos, Cantos dos índios Kraôs, Rita Lee e Jackson do Pandeiro, entre outros sons universais.

A concepção e direção do espetáculo são de Coré Valente, arranjador e multiartista, regente do Coromim e diretor do Janacek Sistem, coletivo que trabalha, desde 2015, com pesquisa continuada na fusão de linguagens de vídeo/performance/música/dança, propondo ações artísticas que ampliem as percepções mais humanizadas dos espaços e convivência social.

Nesta proposta de inclusão, o projeto conta com a orientação da pedagoga Keyla Ferrari Lopes, que faz a interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) das apresentações. Keyla é especialista em educação especial e Libras, mestre e doutora em atividade motora adaptada, autora de livros e artigos sobre o tema inclusão. De acordo com Keyla, que conversou com coordenadores de instituições de apoio a idosos e PCDs, a proposta inclusiva atingiu seu objetivo. “Todas as pessoas com quem conversei acharam o espetáculo interativo, divertido, alegre, que agrada pessoas de todas as idades, e que é muito inclusivo”, afirmou. “A interpretação em Libras permite que pessoas surdas entendam o contexto, as músicas. Essa interação é mágica, é muito importante”, completou.

Valquiria Lima, mãe do adolescente Leandro Cassemiro Lima, que tem paralisia cerebral e faz aula de dança no projeto Dance com Ele, coordenado por Keyla, veio de Hortolândia com o filho e adorou a experiência. “O Leandro gostou muito. Ele ama música, dança, então achou muito legal o espetáculo, os sons diversos, as vozes, os instrumentos. Ele aproveitou muito. No final, quando o coro convida o público a dançar, a Keyla nos levou para o palco, dançamos, ele curtiu muito. Eu amei também. Nós amamos, foi muito gostoso assistir”, comentou.

‘Cuidando de Quem Cuida’, com direção de Coré Valente, tem participação especial da cantora e dançarina Iara Medeiros, do coro cênico Coromim, uma trupe de 17 pessoas acima de 60 anos, e do grupo de forró Xote do Peixe.

No total, serão cinco apresentações até julho. As duas primeiras ocorreram em 25 de março e 22 de abril e reuniram em torno de 100 pessoas por apresentação, entre PCDs, cuidadores, profissionais de saúde, idosos e estudantes do ensino médio. As apresentações do espetáculo ‘Cuidando de Quem Cuida’ são gratuitas. A próxima será dia 24 de maio, as 20h, no CIS Guanabara (Rua Mario Siqueira, 839, Botafogo, Campinas). Estacionamento interno gratuito.

(Fonte: Delma Medeiros Assessoria de Imprensa)