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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Cristian Duarte em companhia apresenta ‘e nunca as minhas mãos estão vazias’

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Mayra Azzi.

O mais recente trabalho de Cristian Duarte em companhia, ‘e nunca as minhas mãos estão vazias’, usa o poema da portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen, declamado por Maria Bethânia, como ponto de partida: “Apesar das ruínas e da morte/ Onde sempre acabou cada ilusão/ A força dos meus sonhos é tão forte/ Que de tudo renasce a exaltação/ E nunca as minhas mãos ficam vazias”. Contemplado pela 32ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo — Secretaria Municipal de Cultura, a peça, que faz parte do projeto Kintsugi, se apresenta no Sesc Pompeia de 30 de maio a 9 de junho de 2024, de quinta a sábado, às 21h e aos domingos, às 18h; no dia 30, feriado de Corpus Christi, a estreia acontece às 18h.

Com nove artistas em cena – Aline Bonamin, Allyson Amaral, Andrea Rosa Sá, Danielli Mendes, Felipe Stocco, Gabriel Fernandez Tolgyesi, Leandro Berton, Maurício Alves e Paulo Carpino –, o diretor usa a experiência física e afetiva de cada um para trazer gestos e movimentos para a composição coletiva. Esses movimentos dão forma a construções, desconstruções e reconstruções, provocados pelo entorno de cada um e pela realidade em meio a guerras, devastação e desigualdades em diferentes esferas e escalas, mas que ainda assim percebem uma fresta. Apesar de várias e tantas mortes, ainda há vida.

“Busco fazer com a dança um momento de reflexão, de deleite ético e estético. Uma oportunidade de olhar e sentir o mundo sob outras perspectivas. Nesta peça, mãos é metáfora de corpo que compreende estar sempre impregnado de experiências, vícios, convicções e ficções. Não é possível começar do zero. Não existe zero. Não existe vazio. Estamos sempre fazendo escolhas a partir das coisas que nos compõem diariamente. Os livros, as séries, os filmes, os quadros, a rua, a família, o que comemos, as pequenas e grandes indignações diárias, sentimentos e emoções que desencadeiam afetos e consequentemente, gestos e escolhas. O elenco desta criação é formado por uma diversidade de pessoas com experiências de dança, de vida, distintas”, diz Cristian Duarte.

Em ‘e nunca as minhas mãos estão vazias’, o público acompanha três roteiros que acontecem simultaneamente com bastante rigor no palco: um roteiro para a trilha sonora, composta e executada ao vivo pelo elenco; ao mesmo tempo, os intérpretes também executam um roteiro coreográfico individual e em conjunto bastante orientado pela espacialidade; e, por fim, um roteiro de figurino que se transforma durante a peça.

Sobre o Projeto Kintsugi

A coreografia ‘e nunca as minhas mãos estão vazias’ faz parte do projeto Kintsugi. O termo foi difundido na internet nos últimos anos e, de modo geral, trata-se de uma arte japonesa na qual uma peça de cerâmica quebrada é reparada com um verniz contendo ouro. Nessa arte, não se escondem os remendos da cerâmica quebrada, destaca-se a visibilidade das fissuras, enaltecidas pelo ouro, salientando as imperfeições das trajetórias, as histórias percorridas pela peça de cerâmica e gerando significados singulares da existência ali presente.

O projeto Kintsugi adotou esse nome como uma metáfora aos processos de continuidade de Cristian Duarte em companhia para pensar memória, resiliência e perseverança. Olhar para os mais variados pedaços daquilo que já fizemos, tocando em perspectivas do que éramos e o do que somos, em gerúndio, como água, um rio-mar que não pára de correr ressignificando a cada instante onde você está e aquilo que é capaz de perceber. Kintsugi foi também metáfora propulsora para reencontrar a site-específica ‘Despedançada’ – uma coreografia realizada em modo virtual durante a pandemia de Covid composta por um site que abriga mais de 25 ‘pedaços’ de dança. Pedaços compostos por danças em áudios, vídeos e fotografias extraídas de diferentes referências artísticas, como Isadora Duncan, Linn da Quebrada, Maya Deren, Anna Halprin e Augusto Omolú, entre outros.

Kintsugi envolveu diversas ações e etapas; dentre elas, períodos de imersão apelidados de cacos. Foram 5 cacos, exercícios cênicos feitos pelo elenco dividido em partes. Diferente do habitual ensaio com todo o elenco, os cacos foram imersões feitas por 4 duplas e 1 trio, nas quais os performers vivenciaram um processo de criação intensificado junto da direção. Ao final de cada caco realizou-se uma abertura pública intitulada ‘Experimenta’. Além disso, as demais ações do projeto – Jams e Laboratórios – também estimularam o campo investigativo permitindo que outras corpas e subjetividades atravessassem esse contexto, vibrando suas possibilidades e potências.

Em companhia

Cristian Duarte em companhia é uma iniciativa do coreógrafo Cristian Duarte para estar, criar, produzir, difundir, co/mover o pensamento e excitar a percepção com dança junto de artistas que gostam, apoiam e promovem o trânsito entre as diversas áreas do conhecimento, entre linguagens, criando contextos de experimentação e formação em dança na cidade de São Paulo. É um organismo residente na Casa do Povo desde 2013, onde desenvolveu a residência LOTE e atualmente o contexto Z0NA.

Entendendo a força que o estatuto companhia possui, o ato simbólico de nomear não o ser, mas o estar em companhia, reflete uma realidade afetiva mais conectada e coerente com os sentidos. Estar em companhia pressupõe acompanhar o outro ao seu lado. Faz questão de estar, pois é na manutenção das presenças e do presente que este movimento persiste. Este exercício político e estético está escrito na trajetória de Cristian Duarte em companhia enquanto bando.

FICHA TÉCNICA

Uma produção de Cristian Duarte em companhia

Coreografia e Direção: Cristian Duarte

Criação e Dança: Aline Bonamin, Allyson Amaral, Andrea Rosa Sá, Danielli Mendes, Felipe Stocco, Gabriel Fernandez Tolgyesi, Leandro Berton, Maurício Alves e Paulo Carpino

Acompanhamento dramatúrgico: Júlia Rocha

Concepção sonora e Figurinos: em companhia

Performance sonora: elenco

Operação de som: Tom Monteiro

Iluminação: André Boll/Santa Luz

Fotografia: Mayra Azzi

Produção Executiva em 2023: Rafael Petri/MoviCena

Vídeo e Design: Iago Mati

Realização: 32a Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo — Secretaria Municipal de Cultura, Bonobos Produções e Z0NA

Apoio: Casa do Povo, Publica e Risotropical

Produção: Corpo Rastreado – Rodrigo Fidelis

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes

@crisduarte_

@zonafora_

cristianduarte.net.

Serviço:

e nunca as minhas mãos estão vazias, com Cristian Duarte em companhia

Sesc Pompeia – Teatro | Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP

De 30 de maio a 9 de junho de 2024

Horário: quinta-feira a sábado, às 21h; e domingo, às 18h

Dia 30/5, quinta-feira, feriado de Corpus Christi, a apresentação acontece às 18h.

Ingressos: R$50 (inteira); R$25 (meia entrada); R$15 (credencial plena)

Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Mee e Ristorante Hotel Cipriani, do Copacabana Palace são premiados com estrela Michelin

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Aniello Cassese, chef que lidera a cozinha do Cipriani. Fotos: Divulgação.

O Copacabana Palace, A Belmond Hotel, localizado no Rio de Janeiro, é o único hotel do país a ter dois restaurantes consagrados com uma estrela Michelin. O fato, inédito na história da hotelaria brasileira aconteceu pela primeira vez em 2019. E este ano, o hotel, que completou 100 anos em agosto de 2023, mantém o posto de maior destino gastronômico da cidade. Além do Copa, a lista de estrelados do grupo Belmond inclui os hotéis Le Manoir Aux Quat’Saisons, no Reino Unido, com duas estrelas; o Hotel Cipriani, em Veneza, com uma estrela; e o Reids Palace, em Portugal, também com uma estrela.

A volta do Guia Michelin ao Brasil, suspenso no fim de 2020, marca a conquista do MEE, pela sétima vez, como o único restaurante pan-asiático do Rio de Janeiro a ostentar uma estrela Michelin. Já o italiano Ristorante Hotel Cipriani, recebe, pela terceira vez, a almejada estrela.

A criação do MEE foi uma resposta a influência cultural da Ásia no Brasil, que refletiu especialmente no cenário culinário. Localizado no antigo espaço do renomado Bar do Copa, o restaurante rapidamente ganhou destaque como uma joia da culinária. O coração do MEE está em seu menu eclético. Os hóspedes e visitantes podem saborear deliciosos preparos inspirados em diferentes países como a Tailândia, Camboja, Malásia, Cingapura, Coreia, Vietnã, China e Japão. Sob o comando do talentoso chef Alberto Morisawa, o restaurante incorpora o espírito da cultura asiática em cada prato, desde os fornecedores até a apresentação.

O chef Alberto Morisawa, que comanda a cozinha do MEE.

O Ristorante Hotel Cipriani é liderado pelo chef italiano Aniello Cassese. Conhecido como Nello, o chef chegou ao restaurante em novembro de 2016, desde então, realiza um trabalho minucioso de pesquisa de ingredientes e busca pelos melhores produtos do mercado. Além do trabalho no Cipriani, Nello é hoje chef executivo do Copa e diretor culinário de todas as propriedades Belmond da América do Sul.

“Ganhar uma estrela Michelin, considerado o Oscar da gastronomia, tem um significado enorme. Muitos chefs, assim como eu, têm esse objetivo na vida profissional, almejam esse reconhecimento. Claro que essa caminhada não é fácil, é um longo processo no qual o restaurante e o chef precisam mostrar consistência. Além disso, outros pontos, como combinação de sabores e texturas, o serviço bem executado no salão, a harmonização dos vinhos etc., também contribuem para o resultado final. É, verdadeiramente, um trabalho em equipe, realizado de forma incansável e consistente, dia após dia”, revela o chef.

(Fonte: FSB Comunicação)

Dobradinha de Stravinsky: Theatro Municipal apresenta ‘Les Noces’ e ‘A Sagração da Primavera’

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Rafael Salvador.

O mês de maio será marcado pela presença de grandes concertos no Theatro Municipal de São Paulo. Nos dias 25 e 26 de maio, às 17h, o Coral Paulistano, regido pela maestra Maíra Ferreira, apresenta o Concerto Stravinsky, com ‘Les Noces’, e Jocy de Oliveira, com uma obra inédita da compositora brasileira. Os ingressos estão disponíveis por R$12 a R$33 (inteira), e a classificação é livre para todos os públicos. Já nos dias 31 de maio e 1º de junho, às 20h e 17h (respectivamente), o Theatro Municipal apresenta a Orquestra Sinfônica Municipal, regida por Roberto Minczuk, em ‘A Sagração da Primavera’, que carrega o nome da obra principal da noite, também de Igor Stravinsky. Além disso, será apresentada uma peça de Leokadiya Kashperova, compositora russa do romantismo que passou por apagamento de seu legado. O evento tem ingressos de R$12 a R$66 (inteira) e classificação livre.

Stravinsky e Jocy de Oliveira

Abrindo a noite, nos dias 25 e 26, serão apresentadas as obras inéditas Cantos Noturnos I e Cantos Noturnos III, de uma das compositoras mais prolíficas do Brasil, Jocy de Oliveira. Compositora, pianista e escritora, iniciou seus estudos de piano com José Kliass em São Paulo, em 1946. Lecionou na University of South Florida e na New School for Social Research, em Nova York. Em sua carreira como pianista, interpretou a peça ‘Capriccio’, de Igor Stravinsky, sob regência do compositor em St. Louis, nos Estados Unidos. O russo teve grande participação na carreira e formação de Jocy.

Em seguida, será apresentada ‘Les Noces’, uma obra de aproximadamente 25 minutos composta por Igor Stravinsky entre 1914 e 1923. A peça, também conhecida como ‘The Wedding’ (em português, As Bodas), destaca-se pelo uso inovador de instrumentos de percussão e quatro pianos, ao invés de uma orquestra completa, além de coro e solistas vocais.

O elenco de solistas, com regência de Maíra Ferreira, será composto por Gabriela Geluda, soprano; Juliana Taino, mezzo-soprano; Daniel Umbelino, tenor; Licio Bruno, baixo e, os pianos que serão utilizados para executar o obra do compositor russo, com Karin Fernandes, Renato Figueiredo, Rosana Civile e Cecília Moita.

A Sagração da Primavera

O concerto, realizado entre os dias 31 de maio e 1º de junho, será iniciado com a grandiosa Sinfonia em Si menor de Leokadiya Kashperova, pianista russa e compositora da escola do romantismo que foi professora de piano de Stravinsky. Kashperova já foi considerada uma das mais interessantes da vida cultural de São Petersburgo, mas passou pelo ostracismo e apagamento da importância da sua arte durante o fim de sua vida.

Em sequência, será apresentada a obra ‘A Sagração da Primavera’, um dos trabalhos mais revolucionários do século XX, de Igor Stravinsky. Sob regência do maestro Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Municipal executará essa peça, que se trata originalmente de um ballet em duas partes e coreografado por Vaslav Nijinsky. Stravinsky descreveu ‘A Sagração da Primavera’ como “uma obra musical coreografada, representando a Rússia pagã que é unificada por uma ideia única: o mistério e a grandeza do surgimento do poder criativo da Primavera”.

Mais informações disponíveis no site.

(Fonte: Assessoria de Imprensa do Theatro Municipal)

Prefeitura de Indaiatuba abre edital de chamamento público para Mostra de Artes Cênicas para Teatro e Circo

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, lança o Edital de Chamamento Público 033/2024 para participação na Mostra de Artes Cênicas de Indaiatuba, em sua nona edição na modalidade Teatro e terceira edição para Circo. Os interessados devem se inscrever até às 12h do dia 3 de junho pelo site da Prefeitura e os trabalhos selecionados serão divulgados no dia 11 do mesmo mês na Imprensa Oficial do Município.

Serão selecionados até 13 projetos na categoria Teatro e cinco projetos na categoria Circo, sendo que as apresentações devem contar com tempo mínimo de 45 minutos e máximo de 90 minutos. Não serão permitidas inscrições nas duas categorias e os projetos apresentados devem ser inéditos. Para validar a participação, pelo menos 50% dos integrantes dos grupos devem ser comprovadamente residentes em Indaiatuba. Caso o número desta divisão não seja inteiro, considera-se o número inteiro imediatamente superior ao resultado.

Linguagens

A Comissão Organizadora da Mostra de Artes Cênicas define de uma forma abrangente as modalidades participantes deste Edital. Em Teatro, estão incluídos teatro adulto, infantil, de animação (fantoche, mamulengo, marionete, sobra, lambe-lambe), musical e teatro de rua.

Já a categoria Circo engloba aérea (trapézio, tecido e lira), acrobáticas (cama elástica, acrobacias de solo, dupla, trio e grupo), equilíbrio (bola, arame, perna de pau e monociclos), números cômicos (clown, palhaço tradicional), malabarismo e contorcionismo, ilusionismo e mágica.

Os projetos serão selecionados mediante avaliação de uma curadoria externa composta por três membros contratada pela Secretaria Municipal de Cultura, que utilizará os seguintes critérios: qualidade artística e cultural, impacto cultural da proposta para o município, factibilidade, técnica e originalidade.

A relação dos selecionados será divulgada no dia 11 de junho no portal da Prefeitura de Indaiatuba e pela Imprensa Oficial do Município. Os contemplados deverão realizar duas apresentações de seu projeto, em dias, horários e locais disponibilizados pela Secretaria Municipal de Cultura.

Mais informações pelos telefones (19) 3875-6144 ou 3875-8383 ou pelo e-mail mostradeartescenicas@indaiatuba.sp.gov.br. A Secretaria Municipal de Cultura está localizada na Rua das Primaveras, 210, no Jardim Pompeia.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

80% das plantas utilizadas na produção de alimentos dependem da polinização das abelhas

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Aaron Burden/Unsplash.

Fundamentais para a conservação da vida na terra, as abelhas surgiram há mais de 135 milhões de anos e, dada a sua vital importância, 20 de maio foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial das Abelhas. Por meio da polinização, as abelhas permitem a reprodução das espécies vegetais e aumento da disponibilidade de frutos e sementes para a manutenção dos ecossistemas.

Atualmente, existem cerca de 20 mil espécies descritas no mundo, sendo 3 mil encontradas no Brasil. A maior parte das abelhas podem ser criadas e manejadas com técnicas adequadas em áreas rurais e urbanas. As mais procuradas, as abelhas nativas sem ferrão, contam com mais de 300 espécies brasileiras, sendo 60 no Estado de São Paulo, como jataí, mandaçaia, borá, mandaguari, manduri e guaraipo, entre outras.

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão de extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, atua na capacitação de produtores. “Com a conscientização ambiental e regularização da meliponicultura – criação racional de abelhas nativas sem ferrão –, a atividade está em expansão e vem ganhando visibilidade. No Estado de São Paulo, já são 2 mil meliponários regularizados”, afirma Carolina Matos, Ecóloga e Especialista Ambiental do Departamento de Extensão Rural (Dextru/CATI).

Para a criação de abelhas nativas, além do cadastro junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), também é solicitada a autorização do órgão ambiental para sua criação, por serem animais da fauna silvestre. A chamada Autorização de Uso e Manejo é obtida online pelo sistema GEFAU. Ao obter essas autorizações e cadastro, o produtor fica regularizado e sua atividade passa a constar no banco de dados do Estado, importante para a criação de políticas públicas para essas atividades.

A ecóloga Carolina Matos também reforçou a importância da participação da sociedade para a reprodução das espécies. “As pessoas podem contribuir com as abelhas, mesmo sem criá-las, como por exemplo, plantando frutos como maracujá, melão ou girassol e plantas como a lavanda, manjericão, cosmos e ora-pro-nobis”, ressalta. Outra atividade benéfica é a construção de hotéis para abrigar abelhas solitárias, que apesar de não produzirem mel, são as maiores responsáveis pela polinização. Elas ocupam as cavidades do hotel para botar os ovos.

Vale ressaltar que a cadeia produtiva do mel movimenta anualmente no Brasil mais de R$950 milhões. No ano passado, o setor bateu recorde de produção, com 61 mil toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao ano anterior, o crescimento foi de 9,5%, impulsionado pelo aumento na demanda por mel e derivados, como própolis e geleia real.

O consumo do mel também propicia a reprodução das abelhas e futuro repovoamento das áreas de mata. A CATI, por meio da campanha Mel Seguro, estimula a produção e o consumo do mel realizando ações e eventos sobre os benefícios. A CATI também conta com o Grupo Técnico de Apicultura e Meliponicultura, composto por extensionistas que trabalham junto aos produtores rurais e suas entidades para o desenvolvimento de ações e fortalecimento das cadeias produtivas de todo o Estado de São Paulo.

Dia do Apicultor

E esta semana, a cadeia produtiva do mel comemorou também o Dia do Apicultor (22/5). A data foi instituída para homenagear os profissionais que manejam abelhas para produção de mel, geleia real, própolis e cera. Vale destacar que, quando o apicultor investe em tecnologia, aumenta significativamente a produtividade das colmeias, bem como a rentabilidade dos negócios.

O Estado de São Paulo, principal consumidor de produtos apícolas do País, conta com pouco mais de cinco mil propriedades dedicadas à apicultura e meliponicultura, que juntas, produzem cerca de 4,8 mil toneladas de mel por ano, principalmente de apiários localizados na região de Botucatu, onde a florada do eucalipto resulta num mel diferenciado e de alta qualidade.

(Fonte: CDI Comunicação)