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Mais de 300 animais da pecuária morrem em incêndios no interior de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

Centenas de animais da pecuária perderam a vida nos incêndios, neste fim de semana, no interior de São Paulo. Focos de fogo possivelmente criminosos se alastraram rapidamente entre canaviais e propriedades rurais devido ao forte vento e à estiagem. Em um único assentamento na área rural de Pradópolis, as chamas vitimizaram 217 porcos, frangos e galinhas. E em Santo Antônio do Aracanguá, ao menos 43 bois morreram carbonizados em uma fazenda. “Confinados por cercas ou em galpões, muitos desses animais sequer tiveram a chance de fugir. Em casos como esse, é crucial destacar que os animais criados pela pecuária são tão vítimas quanto os animais silvestres. Eles também são capazes de sentir dor e medo. As suas mortes não são apenas números, são vidas que foram perdidas em meio a um sistema que já negligencia seus direitos mais básicos”, lamenta a diretora da ONG Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz.

Em uma fazenda em Itirapina, cerca de 70 bois conseguiram romper a cerca para fugir do fogo. Outros não tiveram a mesma sorte — em Ribeirão Preto, a Defesa Civil relatou que vacas e porcos presos em um curral não conseguiram escapar das chamas. O mesmo ocorreu em Boa Esperança do Sul, onde 10 porcos e um bezerro foram mortos pelo incêndio que se alastrou rapidamente. Casos semelhantes foram registrados em Santa Isabel e em um haras tomado pelo incêndio em Guapiaçu. “Abram suas porteiras, é uma questão de vida”, suplicou a prefeita do município de Lucélia, Tati Guilhermino, em um apelo feito aos produtores rurais no rádio. A Defesa Civil declarou que ainda está levantando o número total de animais impactados pela tragédia nas cidades da região. “Mesmo os animais que sobreviveram agora correm risco de sofrer com a falta de alimento em áreas de pasto amplamente devastadas pelo fogo, como já vem ocorrendo no Pantanal”, alerta Diniz.

Em apenas dois dias, segundo o Inpe, São Paulo registrou quase 7 vezes mais incêndios do que em todo o mês de agosto de 2023 e mais focos do que todos os meses de agosto desde 1998. Foram 2.300 focos de incêndio só no fim de semana, queimando mais de 20 mil hectares e deixando 48 cidades do interior de São Paulo em alerta máximo para queimadas. “Estamos diante de uma tragédia de proporções imensuráveis. Lamentavelmente, este não é um caso isolado — como vimos nos incêndios no Pantanal e nas enchentes no Rio Grande do Sul, onde mais de um milhão de animais da pecuária foram impactados. É preciso urgentemente estabelecer planos de contingência eficazes que incluam esses animais em casos emergenciais e repensar os nossos sistemas alimentares para combater a crise climática”, conclui a diretora da Sinergia Animal no Brasil.

Sobre a Sinergia Animal | A Sinergia Animal é uma organização internacional que trabalha em países do Sul Global para diminuir o sofrimento dos animais na indústria alimentícia e promover uma alimentação mais compassiva. A ONG é reconhecida como uma das mais eficientes do mundo pela renomada instituição Animal Charity Evaluators (ACE).

(Fonte: Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Justiça italiana ordena detenção de navio de resgate de Médicos sem Fronteiras por 60 dias

Itália, por Kleber Patricio

Foto: Stefan Pejovic/MSF.

As autoridades italianas emitiram na última segunda-feira, 26 de agosto de 2024, uma ordem de detenção de 60 dias para o Geo Barents, um navio de busca e resgate operado por Médicos Sem Fronteiras (MSF), por supostas violações dos regulamentos de segurança marítima.

A ordem de detenção foi emitida após várias operações de resgate que ocorreram nas primeiras horas da madrugada de 23 de agosto no Mediterrâneo Central. A acusação é de que o Geo Barents supostamente não forneceu no prazo informações exigidas pelo Centro de Coordenação de Resgate Marítimo Italiano (MRCC, na sigla em inglês) e teria colocado em risco a vida de pessoas. MSF refuta as alegações, que se baseiam em informações fornecidas pela Guarda Costeira da Líbia. “A Guarda Costeira da Líbia, que as autoridades italianas consideram um ator confiável e é apoiada pela União Europeia, foi documentada e acusada pelas Nações Unidas de cumplicidade em graves violações dos direitos humanos na Líbia, o que equivale a crimes contra a humanidade, conluio com contrabandistas e traficantes e de ser responsável por ataques violentos no mar”, diz Juan Matias Gil, representante de busca e resgate de MSF. “Fomos sancionados por simplesmente cumprir nosso dever legal de salvar vidas.”

Naquele dia, as equipes de MSF no Geo Barents realizaram cinco operações de resgate. A terceira operação, na qual MSF é acusada de não fornecer informações oportunas, ocorreu depois que a equipe testemunhou um número significativo de pessoas caindo no mar nas proximidades do navio. “Foi no meio da noite; vimos pessoas pulando de um barco de fibra de vidro, caindo ou sendo empurradas para a água. Nossas equipes não tiveram escolha a não ser ir, estabilizar as pessoas e retirá-las da água o mais rapidamente possível”, diz Riccardo Gatti, líder da equipe de busca e resgate de MSF. “Havia um perigo iminente de elas se afogarem ou se perderem na escuridão da noite.”

A decisão de reter a embarcação tem um impacto muito significativo não apenas por ser a terceira vez que o Geo Barents é detido, mas também porque este é o período mais longo. Trata-se da vigésima terceira ocasião em que um navio de resgate humanitário é detido desde a entrada em vigor, no início de 2023, do decreto-lei italiano conhecido como ‘Decreto Piantedosi’. Esse decreto foi especificamente concebido para impedir as atividades vitais de busca e salvamento de organizações não-governamentais (ONGs) no mar.

“Este é mais um exemplo do quanto o Decreto Piantedosi não apenas viola as leis internacionais e europeias, mas também é contraditório com as obrigações de agir diante de um estado de necessidade quando vidas humanas estão em risco”, afirma Gil. “As autoridades estão nos forçando a escolher entre priorizar o salvamento de pessoas no mar ou a liberdade do navio de resgate. A preservação da vida humana está no centro da missão social de MSF e, portanto, contestaremos essa detenção ilegal pelos meios jurídicos apropriados”.

O Geo Barents está atualmente incapacitado de realizar resgates no Mediterrâneo devido à detenção acima mencionada. Isso agravará ainda mais a já insuficiente capacidade de busca e resgate no mar, tornando o Mediterrâneo Central – uma das rotas de migração mais perigosas do mundo – ainda mais mortal. MSF insta as autoridades italianas a liberarem o Geo Barents dessa detenção para que possa cumprir seu dever de resgatar vidas e cessem imediatamente de obstruir a assistência humanitária no mar. Apelamos também à UE e aos seus Estados-Membros para que suspendam todo o apoio material e financeiro à Guarda Costeira da Líbia e às autoridades com um histórico de violações dos direitos humanos.

Em 23 de agosto de 2024, as equipes de MSF realizaram cinco operações de resgate diferentes no Mediterrâneo Central. No total, 191 pessoas foram resgatadas, incluindo mulheres e crianças. Depois, o MRCC italiano primeiro designou Nápoles como o local de segurança (POS, na sigla em inglês) para desembarcar as pessoas e isso foi posteriormente alterado para o porto de Civitavecchia e, em seguida, para Salerno.

MSF está ativo e envolvido em atividades de busca e resgate desde 2015, já tendo trabalhado em oito diferentes embarcações (sozinho ou em parceria com outras ONGs), resgatando mais de 91 mil pessoas. Desde o lançamento das operações de busca e resgate a bordo do Geo Barents em maio de 2021, as equipes de MSF resgataram mais de 12.300 pessoas, recuperaram os corpos de 24 pessoas, providenciaram a evacuação médica de 4 pessoas e ajudaram no parto de um bebê.

(Fonte: Com Danielle Bastos/Assessoria de Imprensa MSF)

Paladar lisboeta: a autêntica culinária que encanta turistas

Lisboa, por Kleber Patricio

Meia desfeita Bacalhau. Fotos: Turismo de Lisboa.

Visitar Lisboa é muito mais que apreciar um rico patrimônio cultural envolto por lindas paisagens numa natureza exuberante. Cosmopolita e multifacetada, a cidade, que está sempre aberta a novas experiências, é um destino dos sonhos para os amantes da boa gastronomia, sejam eles gourmet, foodies ou simplesmente curiosos, ávidos não só por explorar a oferta turística local, mas também por descobrir seus sabores genuinamente deliciosos, sempre recheados de muita história.

Apesar de tanta variedade, não há dúvidas de que o bacalhau é o prato mais famoso e apreciado da culinária regional. Além disso, é o mais testado também, já que há 365 maneiras diferentes de se preparar um legítimo bacalhau português. Mas o destaque aqui vai para o tradicional Bacalhau à Brás, servido em praticamente todos os restaurantes lisboetas. Na meia desfeita, outro prato tradicional, o bacalhau lascado é misturado ao grão de bico cozido e temperado com cebola, salsa e alho picados e regado com azeite, vinagre e pimenta já misturados. Exclusiva, a receita foi enaltecida por grandes nomes da literatura nacional e promete surpreender novos visitantes. Para saber mais sobre o fiel amigo, o Centro Interpretativo da História do Bacalhau, no Terreiro do Paço, é uma visita imprescindível.

Meia desfeita Bacalhau.

Depois do rei bacalhau, as Sardinhas Assadas são as que mais se aproximam da coroa. Considerada um dos grandes ícones de Lisboa, a iguaria é encontrada nos menus, especialmente durante as tradicionais Festas dos Santos Populares, em junho. Preparadas em assadores espalhados por diversos bairros da capital, seu cheiro inconfundível espalha-se pelas ruas convidando a saboreá-las ali mesmo, geralmente sobre uma fatia de pão ou acompanhadas de pimentões grelhados e batatas cozidas. No prato ou no pão, vale a pena experimentá-las e entender o motivo pelo qual, para muitos lisboetas, elas representam os ‘fabulosos dias de verão’.

Do Atlântico para o prato

Já que estamos falando de um país litorâneo, a qualidade de seus peixes e mariscos também impressiona, bem como a forma sofisticada com que muitos deles são servidos. Do camarão à lagosta, passando por mexilhões, ameijoas, búzios e sapateiras, há infinitas opções, todas frescas e deliciosamente surpreendentes.

Choco Frito.

Outra especialidade imperdível é o Choco Frito. Característico de Setúbal, apesar de servido em vários restaurantes da área metropolitana, é acompanhado com salada e batatas fritas. Cortado às tiras, o choco é envolvido por uma massa fina e regada com sumo de limão, promovendo ainda mais sabor aos passeios pelas praias da Arrábida e pelo rio Sado.

Bebidas

Para acompanhar tantas maravilhas gastronômicas, nada melhor que um bom vinho. A região oferece uma imensa variedade entre brancos, tintos, rosés e espumantes, todos de qualidade singular. Mas é na Península de Setúbal que o vinho mais doce de Lisboa é produzido. Acumulando entusiastas no mundo inteiro, o Moscatel caracteriza-se como uma sobremesa encorpada, aveludada e muito intensa, que se faz obrigatória em qualquer degustação. Fortificado, o licoroso é envelhecido em barricas de carvalho e possui aroma de flores de laranjeira. Ainda na região, mais precisamente na vila de Palmela, são fabricados vinhos premiados, como o tinto picante Castelão e o branco florido Fernão Pires.

A bebida mais popular e original de Lisboa é a Ginjinha, licorosa cuja história remonta ao século XIX. Quem passa pelo Largo de S. Domingos, pelo Terreiro do Paço, pela Rua das Portas de Santo Antão ou pelo Carmo deve parar e prová-la. Feita com cerejas ácidas, ela pode ser consumida gelada ou natural, ‘com ou sem elas’ (ginjas), num copinho de chocolate ou de vidro, pois de qualquer um dos jeitos, essa tradicional bebida consegue aquecer o corpo e a alma, seja dia ou noite.

As sobremesas

O emblemático Pastel de Nata

A doçaria conventual é, indiscutivelmente, uma das maiores tradições culinárias portuguesas. Com uma base rica de ovos e açúcar, foi desenvolvida nos conventos a partir do século XV. São muitas as teorias sobre o seu desenvolvimento, desde o açúcar cultivado no Brasil a partir dos seculos XVI e XVII e que teria sido responsável pelo seu requinte, até o aproveitamento das gemas dos ovos, já que as claras seriam usadas para engomar os hábitos religiosos. Nas proximidades de Lisboa, há diferentes sabores criados por essa arte histórica. O mais emblemático é o Pastel de Belém, ou simplesmente, Pastel de Nata. Esse verdadeiro tesouro lisboeta é preparado com ingredientes simples, como farinha, açúcar, leite e ovos, mas a proporção e os detalhes são guardados a sete chaves. A única informação sabida é que, quanto mais quente e mais polvilhado com açúcar e canela, melhor, principalmente se acompanhado de uma ‘bica’, o café expresso da cidade.

Assim como o pastel mundialmente famoso, a doçaria apresenta outras especialidades irrecusáveis, como os Fradinhos de Mafra, semelhantes aos tradicionais pasteis de nata, porém à moda dos frades; os Travesseiros de Sintra, com creme de ovos e amêndoa, tão reconfortantes quanto sugere o seu nome; e a Torta de Azeitão, com sabor de limão e canela. Destacam-se, ainda, as Nozes de Cascais, a Marmelada Branca de Odivelas, o Toucinho do Céu, e claro, o indispensável e único Bolo-Rei, que deve o seu nome aos Três Reis Magos, popularizado a partir do século XIX e servido anualmente às mesas lisboetas na celebração de Natal.

Por fim, ainda que não seja doce, o Queijo de Azeitão também merece ser provado. Servido, geralmente, como entrada com pães ou torradas ou ainda no lanche e na sobremesa, é obtido do leite de ovelhas e uma das iguarias da região. Com aroma intenso, caracteriza-se por sua pasta mole e seu sabor forte e inconfundível.

Sobre a Associação Turismo de Lisboa (ATL)

Fundada em 1998, a ATL é uma organização sem fins lucrativos constituída através de uma aliança entre entidades públicas e privadas que operam no setor do turismo. Atualmente conta com cerca de 900 associados, tendo como principal objetivo melhorar e incrementar a promoção de Lisboa como destino turístico e, consequentemente, aprimorar a qualidade e competitividade.

Informações:

www.visitlisboa.com

https://www.instagram.com/visit_lisboa/

https://www.facebook.com/visitlisboa

https://twitter.com/TurismodeLisboa.

(Fonte: Com Lívia Aragão/Mestieri Relações Públicas)

Orquestra Jovem de Indaiatuba apresenta concerto temático

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Orquestra Jovem se apresenta nesta sexta-feira em Indaiatuba (SP). Foto: Felipe Gomes.

Dando continuidade à programação da Orquestra Jovem de Indaiatuba (OJI), no próximo dia 30 acontece o Cinema in Concert, um encontro que reunirá trilhas sonoras de filmes que marcaram história no cinema. O concerto será realizado no Centro Cultural Hermenegildo Pinto – O Piano, a partir das 20h, com entrada gratuita e por ordem de chegada.

Sob a direção do maestro Felipe Oliveira, a orquestra interpretará a trilha de musicais da Disney como ‘Frozen’ e ‘A Bela e a Fera’, além de longas como ‘Forest Gump’, ‘O Poderoso Chefão’, ‘Gladiador’, ‘Cinema Paradiso’ e ‘Piratas do Caribe’, entre outros.

Para conferir a apresentação, recomenda-se chegar 30 minutos antes, pois a disponibilização dos lugares é por ordem de chegada. O Piano fica na avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 5924 – Jardim Morada do Sol – Indaiatuba (SP). A apresentação é uma iniciativa da Amoji (Associação Mantenedora da Orquestra Jovem de Indaiatuba).

Serviço:

Cinema in Concert

Regência: Felipe Oliveira

Ingresso gratuito

Data 30/8 | Horário 20h

Local Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano) – Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 5924 – Jardim Morada do Sol – Indaiatuba (SP) – mapa aqui

Classificação livre.

(Fonte: Armazém da Notícia)

Coro da Osesp canta serenatas e os mistérios da noite na Sala São Paulo com regência de Pierre-Fabien Roubaty

São Paulo, por Kleber Patricio

Coro da Osesp em apresentação. Foto: Gabriel Hirga.

O ano de 2024 marca as celebrações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, além dos 30 anos de atividades do Coro da Osesp e dos 25 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp, dos Coros e de seus Programas Educacionais, inaugurada em 1999 no edifício onde antes funcionava a Estrada de Ferro Sorocabana. Neste domingo (1/set), às 18h, o Coro da Osesp, conduzido pelo regente suíço Pierre-Fabien Roubaty, apresenta ‘Sob as estrelas do destino’, um programa especial que promete fazer o público sonhar com serenatas e os mistérios da noite. Os pianistas Ricardo Ballestero e Fernando Tomimura, a soprano Natália Áurea e a mezzo soprano Clarissa Cabral (os três últimos, membros do Coro) serão os solistas do espetáculo, o quarto apresentado pelo Coro neste ano.

O repertório tem início com ‘Canção do destino’, peça coral de Johannes Brahms. Na sequência, serão apresentadas duas obras francesas: ‘Les Djinns’, de Gabriel Fauré, e ‘Soir sur la Plaine’, de Lili Boulanger. A Serenata de Schubert (compositor que é um dos eixos da Temporada 2024) é a peça que vem a seguir. O programa continua com ‘Calmaria das noites’, de Camille Saint-Saëns, e se encerra com excertos do salmo sinfônico ‘O Rei Davi’, de Arthur Honegger. Com preço único de R$39,60, os ingressos podem ser adquiridos aqui.

Sobre o programa

A Sala São Paulo. Foto: Mariana Garcia.

A ‘Canção do Destino’, de Brahms (1833–1897), sobre texto do romancista Friedrich Hölderlin, contrapõe a vida afortunada dos deuses à dos homens, sujeitos a frequentes quedas e a um destino desconhecido.

O francês Gabriel Fauré (1845–1924) explora em ‘Les djinns’ [Os gênios], baseada em poema do escritor Victor Hugo, uma narrativa de criaturas da mitologia árabe que se aproximam gradualmente do narrador, tentam tomar de assalto sua morada e, sem sucesso, afastam-se até desaparecer.

O poema simbolista ‘Soir sur la plaine’ [Noite na planície], de Albert Samain, musicado por Lili Boulanger (1893–1918), associa a noite ao Oriente e à morte. A compositora responde ao poema com motivos melancólicos e cita o tema de ‘Prelúdio à Tarde de um Fauno’, de Claude Debussy, evidenciando sua compreensão da relação entre o poema de Samain e o texto de Stéphane Mallarmé que inspirou Debussy.

Em ‘Ständchen’ [Serenata], Franz Schubert (1797–1828) utiliza o texto do poeta Franz Grillparzer para retratar o amor, a intimidade e a ternura de um amante que faz uma serenata para sua amada.

Coro da Osesp. Foto: Mario Daloia.

A tranquilidade da noite é retratada poeticamente em oposição ao ambiente diurno por Camille Saint-Saëns (1835–1921) na peça ‘Calme des Nuits’ [Calmaria das noites]. Escrita para coro a cappella em 1882, o compositor conclui que os verdadeiros poetas seriam as únicas almas capazes de se encantar com as coisas tranquilas.

Por fim, o tema do destino reaparece no encerramento deste programa através de excertos de ‘O Rei Davi’, de Arthur Honegger (1892–1955) com texto de René Morax. O compositor combina sonoridades variadas como o canto gregoriano e o jazz para retratar a história bíblica de Davi, pequeno pastor que derrotaria o gigante Golias e se tornaria rei de Israel.

Coro da Osesp

Criado em 1994, o grupo aborda diferentes períodos e estilos, com ênfase nos séculos XX e XXI e nas criações de compositores brasileiros. Gravou álbuns pelo Selo Digital Osesp, Biscoito Fino e Naxos. Entre 1995 e 2015, teve Naomi Munakata como coordenadora e regente. De 2017 a 2019, a italiana Valentina Peleggi assumiu a regência, tendo William Coelho como maestro preparador — posição que ele mantém desde então. Em 2020, o Coro se apresentou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, sob regência de Marin Alsop, repetindo o feito em 2021, em filme virtual com Yo-Yo Ma e artistas de outros sete países. Em 2022, fez turnê com a Osesp nos Estados Unidos, apresentando-se, novamente liderados por Alsop, no Music Center at Strathmore, em North Bethesda, e em dois concertos no Carnegie Hall, em Nova York. Na Temporada 2024, o grupo celebra seus 30 anos com programação especial.

Pierre-Fabien Roubaty, regente

Pierre-Fabien Roubaty. Foto: Jacques Beaud.

Pierre-Fabien Roubaty é diretor artístico e musical do Ensemble Vocal de Lausanne desde 2019. Sob sua direção, o conjunto levou ao palco projetos importantes, incluindo as comemorações do centenário do ‘Rei David’ de Arthur Honegger, a estreia do oratório ‘Splendor’ de Theo Flury e performances prestigiadas como parte de ‘La Folle Journée’ de Nantes. Ele também regeu o conjunto durante sua participação no Festival Via Aeterna no Mont St. Michel, para marcar o milênio desse emblemático local. Como regente coral e preparador vocal, auxiliou coros e solistas para inúmeras produções de ópera e oratório, como como Michel Corboz, Jean-Claude Malgoire, Raphaël Pichon, Marc Minkovski, Daniel Reuss, Christa Ludwig e Ramón Vargas. Em 2006, lançou sua carreira como regente coral fundando o coro Arsis. À frente deste conjunto, dedicado à música dos séculos XVIII e XIX, ele se destaca na interpretação das grandes obras do repertório oratório, vencendo o Concurso Coral de Friburgo em 2011.

Fernando Tomimura, piano

Premiado com o 2º lugar no Grande Concurso Magda Tagliaferro, atuou como concertista à frente de inúmeros grupos sinfônicos brasileiros, como a Brasil Jazz Sinfônica, a GRU Sinfônica, a Sinfônica Municipal de Campinas, a Orquestra Experimental de Repertório (OER), a Orquestra do Theatro São Pedro, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e a própria Osesp. Gravou, sob regência de Celso Antunes, o álbum comemorativo Camerata Fukuda 20 anos (Paulus, 2010). Foi regente do Coral Jovem do Estado. Atua como pianista correpetidor do Coro da Osesp desde 1994.

Ricardo Ballestero, piano

Professor do Departamento de Música da USP, tem mestrado pelo Westminster Choir College e doutorado pela Universidade de Michigan e atuou como professor-visitante na Universidade do Colorado-Boulder. É pianista correpetidor do Studio da Houston Grand Opera. Recebeu o Prêmio Eldorado de Música [1995]. Foi pianista regular do Coro Masculino da Universidade de Michigan e pianista oficial da Sphinx Strings Competition [2000]. Tem colaborado com músicos das orquestras sinfônicas de Baltimore, Porto Rico, São Paulo e da Ópera de Frankfurt.

Natália Áurea, soprano

No Coro da Osesp desde 2006, Natalia Aurea nasceu em São Paulo. Laureada em 2016 com o 2º lugar do grande prêmio feminino do Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, apresentou-se como solista à frente do coro de música sacra Audi Cœlum, da Camerata Fukuda, da Orquestra de Câmara Engenho Barroco, da Camerata Antiqua de Curitiba e da Camerata Aberta. Também foi solista junto à Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) e à própria Osesp. Além de canto, é formada em Pedagogia pela Universidade Anhembi Morumbi.

Clarissa Cabral, mezzo soprano

Natural de Santos, em São Paulo, a mezzo soprano Clarissa Cabral integra o Coro da Osesp desde 2007. deu início a seus estudos artísticos e musicais na Escola Municipal de Iniciação Artística e na Escola Municipal de Música de São Paulo (EMMSP), onde leciona teoria musical e solfejo desde 2017. Integrou o Coral Jovem do Estado de São Paulo, o grupo de música sacra Audi Cœlum e a Camerata Fukuda. Gravou Clara Schumann: Lieder e Piano Solo (Audições Especiais, 2012), em parceria com a pianista Eliana Monteiro da Silva, com quem mantém o Duo Ouvir Estrelas.

PROGRAMA

SOB AS ESTRELAS DO DESTINO

CORO DA OSESP

PIERRE-FABIEN ROUBATY regente

FERNANDO TOMIMURA piano

RICARDO BALLESTERO piano

NATÁLIA ÁUREA soprano

CLARISSA CABRAL mezzo soprano

Johannes BRAHMS | Canção do destino, Op. 54 [versão Friedrich Hölderlin]

Gabriel FAURÉ | Les Djinns [Os gênios], Op. 12

Lili BOULANGER | Soir sur la plaine [Noite na planície]

Franz SCHUBERT | Ständchen [Serenata], D. 920

Camille SAINT-SAËNS | Calme des nuits [Calmaria das noites], Op. 68, nº 1

Arthur HONEGGER | O Rei Davi.

Serviço:

1º de setembro, domingo, 18h00

Endereço: Sala São Paulo – Praça Júlio Prestes, 16

Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares

Recomendação etária: 7 anos

Ingressos: R$39,60 (valor inteiro)

Bilheteria (INTI)

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h

Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners

Estacionamento: R$35,00 (noturno e sábado à tarde) e R$20,00 (sábado e domingo de manhã) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Fonte: Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)