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Sesc Santo Amaro recebe peça ‘Quarto de Despejo’, baseada na vida e na obra de Carolina Maria de Jesus

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena do espetáculo “Quarto de despejo” com Evoé Cia de Teatro. Foto: Gil Oliveira.

O Sesc Santo Amaro recebe a peça Quarto de Despejo’ baseada na vida e na obra de Carolina Maria de Jesus. O espetáculo, que integra o projeto Literatura em Cena, terá duas apresentações no dia 11 de setembro: às 15h e 20h.

Inspirado na obra homônima de Carolina Maria de Jesus, o espetáculo conta a história da autora, mulher negra moradora da favela do Canindé e mãe solo de três filhos que não conseguia dormir sem ler um livro. Seu diário, escrito em papéis encontrados nas ruas de São Paulo, narra a existência poética de uma mulher que sonhou ser escritora.

Apesar de ter cursado apenas dois anos da educação básica, Carolina Maria de Jesus registrou um mundo desconhecido para muitos. Seu projeto literário encontrou dificuldades, devido à ausência de políticas públicas para os mais vulneráveis, mas sobreviveu.

A peça, com direção de Rodrigo Ximarelli, leva em consideração os problemas da fome, desigualdades sociais e miséria no país, direcionando o olhar para o universo poético contido em ‘Quarto de Despejo’ e à leitura de mundo de uma autora marginalizada e menos presente nos cânones literários.

O ponto principal da montagem está na potência artística e literária da obra de Carolina Maria de Jesus, sem deixar de lado a difícil realidade das favelas. Dessa forma, palavra, corpo, voz, acessórios, música, iluminação, cenário, figurinos, foram inspirados nessa poética e ressignificados. “Desejamos que o espectador conheça a Carolina escritora, envolvida com música, poesia, teatro e muita arte, a mulher que é amável com os filhos, mas também repreende, que se revolta por não ter sabão e andar sempre suja, mas também faz amor”, conta a Evoé.

‘Quarto de Despejo’, primeiro livro de Carolina Maria de Jesus, publicado em 1960, foi sucesso de vendas e de público. Traduzido para treze idiomas, ganhou o mundo. No Brasil, os exemplares alcançaram uma tiragem de mais de 100 mil livros vendidos em um ano.

Sobre Carolina Maria de Jesus | Carolina Maria de Jesus, apesar de ter cursado apenas dois anos da educação básica, registrou um mundo desconhecido para muitos, em papéis quase sempre retirados de cadernos que encontrava nas ruas de São Paulo. Mulher negra, nascida em 1914 em Sacramento/MG, residiu na favela do Canindé de 1948 a 1961, no bairro de Santana de 1961 a 1969 e, de 1969 até 1977, em Parelheiros, onde veio a falecer. Quarto de Despejo, seu primeiro livro, publicado em 1960, foi sucesso de vendas e de público. Traduzido para treze idiomas, ganhou o mundo. No Brasil, os exemplares alcançaram uma tiragem de mais de 100 mil livros vendidos em um ano.

Sobre a Evoé Cia de Teatro

Cia de Teatro sediada na cidade de São Paulo desde o ano de 2009. O coletivo é formado por artistas com cursos técnicos, graduação e pós-graduação na área artística e, em sua grande maioria, arte educadores. Para seus membros, o teatro deve atender a todos, sem exceção, pois acreditam que ele pode influenciar na formação das crianças, jovens e adultos, tornando-os mais atentos a sua realidade e, dessa forma, aptos a modificá-la, contribuindo para a construção de uma sociedade melhor para todas e todos.

O coletivo apresenta-se regularmente na cidade de São Paulo, Grande São Paulo e interior, totalizando mais de 390 apresentações com um público estimado em mais de 60 mil pessoas. As cidades visitadas até o momento foram Bragança Paulista, Sorocaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Campinas, São José dos Campos, Santos, Jaú, Franca, Salto, Itu, Ilhabela, Ubatuba, Caraguatatuba, Mogi das Cruzes, São Joaquim da Barra, Taubaté, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra, São Caetano do Sul, Praia Grande, Botucatu, Guarulhos e Caconde, entre outras, além de participações pontuais na cidade de Florianópolis, em Santa Catarina.

Ficha Técnica

Elenco: Arce Correia, Lucas Barbugiani, Luana Tonetti, Maggie Abbreu, Wesley Salatiel e Shanny Segade

Músicas e letras: Arce Correia

Produção VS: Thiago Siqueira e Gustavo Perri

Preparação para voz cantada: Roberto de Paula

Iluminação: Carlos Marroco

Figurinos Fotos e Visagismo: Gil Oliveira

Confecção de Cartazes: Alessandro Rodrigues

Produção Audiovisual: Ícarus

Designer Gráfico: Dimas Stecca

Produção executiva: Bruna Silvestre

Adaptação, cenário e direção: Rodrigo Ximarelli

Sinopse | Espetáculo de teatro musical baseado na vida e na obra de Caio Fernando Abreu, em especial no conto ‘O Marinheiro’, do livro ‘Triângulo Das Águas’, e em trechos das inúmeras cartas que escreveu durante a vida, publicadas no livro ‘Para Sempre Teu, Caio F.’.

Serviço:

Literatura em cena: Quarto de Despejo

Com Companhia Evoé Teatro

Dia 11 de setembro de 2024, quarta, 15h e 20h | Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (meia entrada) e R$15 (credencial plena). Disponíveis no aplicativo Credencial Sesc SP ou no site www.sescsp.org.br/programacao/literatura-em-cena-quarto-de-despejo/ e nas bilheterias das Unidades Sesc SP

Sesc Santo Amaro  

Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro, São Paulo (SP)

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h30 | Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h30

Transporte Público: 300m a pé da Estação Largo Treze (metrô), 900m a pé da Estação Santo Amaro (CPTM), 350m a pé do Terminal Santo Amaro (ônibus)

Acessibilidade: A praça dá acesso a todos os andares (subsolo | térreo | 1º pav. | 2º pav.) do prédio e aos espaços de atividades por meio de dois elevadores. A Unidade possui banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, espaço reservado no Teatro e conta com seis vagas especiais no estacionamento.

(Fonte: Com Lucy Matos/Assessoria de imprensa Sesc Santo Amaro)  

Flávia Junqueira apresenta ‘Extasia’ no Centro Cultural Fiesp

São Paulo, por Kleber Patricio

Flávia Junqueira, Real Gabinete Português de Leitura #1, 1837 (2021).

O universo onírico da produção artística de Flávia Junqueira ocupa o espaço expositivo do Centro Cultural Fiesp a partir do dia 18 de setembro com a mostra intitulada ‘Extasia’, neologismo que mescla o sentimento de êxtase com o delírio da fantasia. A exposição apresenta desdobramentos da pesquisa da artista, passando pela cenografia, fotografia, escultura e iluminação. Com curadoria de Bianca Coutinho Dias, o público acessa um recorte de obras que percorre os últimos cinco anos de sua produção e que será exposto em conjunto pela primeira vez.

Pautada na criação de narrativas visuais que conectam a infância, o tempo e a memória, Flávia Junqueira faz de Extasia uma grande instalação imersiva, com uma atmosfera de magia e encantamento. “Estou continuamente buscando maneiras de conectar o público com suas próprias experiências emocionais utilizando a arte como uma ferramenta para explorar esse complexo desejo”, afirma a artista.

Flávia Junqueira, Parque Henrique Lage #2, 1957 (2021).

A mostra abriga nove fotografias encenadas, sempre com a presença de balões de látex, produzidas dentro e fora do país, em ambientes internos e externos, como parques, teatros, bibliotecas, salas de palácios e monumentos icônicos. É o caso do Parque Henrique Lage, do Theatro Municipal de Niterói e Real Gabinete Português de Leitura, todos no Rio de Janeiro; do Teatro de Ouro Preto, em Minas Gerais; e de um parque de diversões na cidade paulista de Amparo. Também estão em cena edificações espanholas como o Palacio de Fernan Nuñez, Palacio de Santoña, Liceu Opera Barcelona e Palacio de Linares.

Nesse mergulho sensorial proposto na exposição, os elementos presentes nas fotografias – luzes de parque de diversão, cortinas de teatro, cavalos de carrossel e os próprios balões de látex – se materializam no espaço, ganhando tamanho real e intensificando a sensação nostálgica da infância nos visitantes. É como se estivessem dentro da obra ao mesmo tempo em que a observam. “O público não será só espectador da arte, mas também vai estar no meio dela, sentindo o que está na foto para além da imagem fotográfica”, explica.

A inventividade da artista é revelada, ainda, na série Magic Carnival, uma instalação formada por um conjunto de cavalos de carrossel em miniatura. Colocados em cúpulas separadas sobre uma mesa giratória, a obra faz referência a esse brinquedo encontrado nos parques.

Flávia Junqueira, Palacio de Linares #3, 1873, Madrid (2024).

Extasia conta também com duas obras audiovisuais. Uma em formato de making of, sobre o processo de criação das fotografias encenadas, concebidas de forma analógica e com técnicas da cenografia teatral. A outra, é um videoarte que projeta no espaço um carrossel criado pela artista em uma instalação em Piracicaba (SP).

A gerente executiva de cultura do Sesi-SP, Débora Viana, traz a importância de exposições como Extasia integrarem a programação do Sesi-SP: “Reiteramos o compromisso da nossa instituição em ofertar um ambiente cultural e artístico proporcionando ao público projetos de qualidade, acesso a obras e ao processo criativo de artistas de diversas origens e incentivando a reflexão e a experimentação. No Sesi-SP, consideramos crucial a formação de novos apreciadores das artes, promovendo a difusão e o acesso à cultura de maneira gratuita. Por isso, concebemos e executamos projetos em uma ampla gama de áreas convidando o público a mergulhar de cabeça no universo do conhecimento e da expressão artística”.

Serviço:

Extasia, por Flávia Junqueira

Local: Centro Cultural Fiesp

Endereço: Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô

Período expositivo: 18 de setembro a 26 de janeiro

Visitação: terça a domingo, 10h às 20h

Entrada gratuita.

(Fonte: Com Marianna Rosalles/A4&Holofote Comunicação)

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan aprova três propostas de tombamento

Brasília, por Kleber Patricio

Conjunto Arquitetônico, Histórico e Paisagístico da Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Gov.br.

O primeiro dia da 105ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) finalizou com a aprovação, por unanimidade, do tombamento definitivo do Conjunto Arquitetônico, Histórico e Paisagístico da Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro (RJ), e do Conjunto das fortificações de Santa Cruz, Praia de Fora e Imbuhy, em Niterói (RJ). Os dois conjuntos abrangem 29 elementos, dentre fortificações e acervos, número recorde de locais tombados num único dia. Também recebeu proteção definitiva a Capela de Nossa Senhora da Conceição do Tamanduá, localizada em Balsa Nova (PR).

Representativo do processo de ocupação da região Sul do país, o Conjunto da Capela de Nossa Senhora da Conceição do Tamanduá (PR) inclui a igreja, seu acervo de bens móveis e integrados e pelo bosque que a circunda. O conjunto será inscrito no Livro do Tombo Histórico, no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico e também no Livro do Tombo de Belas Artes.

Já o Conjunto Arquitetônico, Histórico e Paisagístico da Fortaleza de São João, localizado no Rio de Janeiro (RJ), compreende 12 edificações auxiliares de defesa: o Forte São José, o Reduto São Teodósio, a Bateria do Pau do Bandeira, a Praia de Fora, a Praia de Dentro, Forte São José, Reduto São Teodósio, remanescente das muralhas do Forte São Diogo, Ponte da Praia de Dentro, Bateria Marques Porto e Bateria Mallet, com as estruturas anexas. O conjunto será inscrito no Livro do Tombo Histórico, no Livro do Tombo de Belas Artes e no Livro de Tombo Paisagístico, Etnográfico e Arqueológico.

O Conjunto histórico, arquitetônico e paisagístico formado pelas fortificações de Santa Cruz, Praia de Fora e Imbuhy, localizado em Niterói (RJ), abrange 17 elementos, incluindo o conjunto de fortificações conhecido como Fortaleza de Santa Cruz, o acervo de artilharia e o acervo religioso da Capela de Santa Bárbara, situada em seu interior.

Também fazem parte do complexo elementos do esquema defensivo extramuros da Fortaleza de Santa Cruz e os fortes localizados nas proximidades. Entre eles estão o Reduto do Pico, e os fortes de São Luís, da Praia de Fora, Barão do Rio Branco, do Pico, da Tabaíba e Imbuhy, incluindo os acervos de artilharia. O tombamento abrange, ainda, os morros e praias a eles associados, que se encontram sob tutela do Exército e que constituem a paisagem de entrada da Baía de Guanabara. Com isso, o conjunto passa a ser inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, no Livro do Tombo Histórico e no Livro do Tombo de Belas Artes. “Eu quero fazer o registro sobre a importância que essas fortificações têm para o Brasil e sobre os encaminhamentos que o Iphan, nesses últimos anos, principalmente, tem conseguido dar, na figura dos seus servidores, para esses espaços, com a construção de programas de Educação Patrimonial”, destacou o presidente do Iphan, Leandro Grass. “Esses espaços têm um potencial muito grande de mobilizar a comunidade, para além da própria memória militar, das guerras, com usos dialogados com o território e com a comunidade. Nós temos diante de nós uma ferramenta interessante que, se bem preservada, pode proporcionar a garantia de direitos, o desenvolvimento do território, oportunidades econômicas e culturais, dentre outros”, concluiu.

Para o diretor de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente do Exército Brasileiro, Jorge Luís O. de Almeida Filho, o reconhecimento é importante para a preservação da história brasileira e, em particular, a história militar de defesa do Rio de Janeiro. “Ali é um sítio riquíssimo, obras magníficas da arquitetura militar, tanto da época da colônia, quanto da época republicana, que nós temos que preservar. Então ficamos muito felizes com o encaminhamento dado hoje e temos certeza que será muito útil para a população brasileira e, em particular, para o Rio de Janeiro e Niterói”, pontuou.

(Fonte: Ministério da Cultura – Governo Federal)

Praça Durval Pattaro recebe 1º Festival de Inverno de Barão Geraldo

Campinas, por Kleber Patricio

Evento tem o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Campinas. Foto: Divulgação.

Neste sábado, 7 de setembro, ocorre o primeiro Festival de Inverno de Barão Geraldo, na Praça Durval Pattaro. O evento terá início às 11h e se estenderá até às 21h, oferecendo programação cultural que inclui apresentações musicais, opções gastronômicas, cervejas artesanais e uma feira de economia criativa, de forma gratuita. O evento é organizado por artistas, produtores, comerciantes e agentes culturais do distrito de Barão Geraldo.

A programação musical contará com três bandas e quatro DJs. Começará com a discotecagem do coletivo Discomina, seguida pelo Grupo Zabalê, que apresentará um show de música brasileira a três vozes. O Marcelo Gomes Quarteto, com um repertório de jazz funk, se apresentará às 16h, e o grupo Sacicrioulo encerrará o festival com um show que mistura manguebeat, reggae e outros estilos brasileiros. Durante os intervalos, DJ Digão realizará uma apresentação variada.

Na área gastronômica, oito empresas locais estarão presentes oferecendo uma variedade de opções como pizza, hambúrgueres artesanais, comida vegetariana, mexicana, espetos, lanches, açaí e doces. As cervejarias do distrito também marcarão presença com mais de 30 sabores de cervejas artesanais autorais. A feira de economia criativa contará com aproximadamente 30 expositores independentes locais oferecendo produtos de arte, moda, gastronomia e discos de vinil.

O festival é promovido pela produtora Zumbido Cultural com o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Campinas. Os organizadores esperam que o evento proporcione uma integração entre diferentes manifestações culturais e artísticas, aproveitando o espaço público para reunir a comunidade e visitantes em um ambiente de diversidade e cultura.

Serviço:

1º Festival de Inverno de Barão Geraldo

Data: 7 de setembro | Horário: das 11h às 21h

Local: Praça Durval Pattaro

Endereço: Rua Francisco de Barros Filho, s/nº, Barão Geraldo – Campinas (SP)

Entrada gratuita.

(Fonte: Com Denise Assis/Prefeitura de Campinas)

Sobe para 2.300 número de animais da pecuária mortos em incêndios no interior de SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Agência Brasil.

Milhares de animais da pecuária perderam a vida nos incêndios, neste fim de semana, no interior de São Paulo. Focos de fogo possivelmente criminosos se alastraram rapidamente entre canaviais e propriedades rurais, devido ao forte vento e à estiagem. Em um único assentamento na área rural de Pradópolis, as chamas vitimizaram diretamente 217 porcos, frangos e galinhas. E em Santo Antônio do Aracanguá, ao menos 43 bois morreram carbonizados em uma fazenda.

Além das consequências diretas, os incêndios também causaram problemas logísticos e de infraestrutura que já impactaram milhares de animais. Na estrada entre Batatais e Ribeirão Preto, 2.000 frangos morreram em três caminhões parados nos bloqueios causados pelo fogo. A situação foi agravada pela alta temperatura. “Confinados por cercas ou em caminhões, muitos desses animais sequer tiveram a chance de fugir. Em casos como esse, é crucial destacar que os animais criados pela pecuária são tão vítimas quanto os animais silvestres. Eles também são capazes de sentir dor e medo. As suas mortes não são apenas números, são vidas que foram perdidas em meio a um sistema que já negligencia seus direitos mais básicos”, lamenta a diretora da ONG Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz.

Em uma fazenda em Itirapina, cerca de 70 bois conseguiram romper a cerca para fugir do fogo. Outros não tiveram a mesma sorte – em Ribeirão Preto, a Defesa Civil relatou que vacas e porcos presos em um curral não conseguiram escapar das chamas. O mesmo ocorreu em Boa Esperança do Sul, onde 10 porcos e um bezerro foram mortos pelo incêndio que se alastrou rapidamente. Casos semelhantes foram registrados em Santa Isabel e em um haras tomado pelo incêndio em Guapiaçu.

“Abram suas porteiras, é uma questão de vida”, suplicou a prefeita do município de Lucélia, Tati Guilhermino, em um apelo feito aos produtores rurais no rádio. A Defesa Civil declarou que ainda está levantando o número total de animais impactados pela tragédia nas cidades da região. “Mesmo os animais que sobreviveram agora correm risco de sofrer com a falta de alimento em áreas de pasto amplamente devastadas pelo fogo, como já vem ocorrendo no Pantanal”, alerta Diniz.

Em apenas dois dias, segundo o Inpe, São Paulo registrou quase 7 vezes mais incêndios do que em todo o mês de agosto de 2023 e mais focos do que todos os meses de agosto desde 1998. Foram 2.300 focos de incêndio só no fim de semana, queimando mais de 20 mil hectares e deixando 48 cidades do interior de São Paulo em alerta máximo para queimadas.

“Estamos diante de uma tragédia de proporções imensuráveis. Lamentavelmente, este não é um caso isolado – como vimos nos incêndios no Pantanal e nas enchentes no Rio Grande do Sul, onde mais de um milhão de animais da pecuária foram impactados. É preciso urgentemente estabelecer planos de contingência eficazes que incluam esses animais em casos emergenciais e repensar os nossos sistemas alimentares para combater a crise climática”, conclui a diretora da Sinergia Animal no Brasil.

Sobre a Sinergia Animal | A Sinergia Animal é uma organização internacional que trabalha em países do Sul Global para diminuir o sofrimento dos animais na indústria alimentícia e promover uma alimentação mais compassiva. A ONG é reconhecida como uma das mais eficientes do mundo pela renomada instituição Animal Charity Evaluators (ACE).

(Fonte: Com Jessica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)