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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Associação Caatinga lança documentário sobre desenvolvimento sustentável no semiárido

Ceará, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A Associação Caatinga lançou em julho o documentário ‘NCC: Histórias de Mudança’. A trama, que está disponível gratuitamente no YouTube, conta a história do projeto ‘No Clima da Caatinga (NCC)’, uma iniciativa que realiza ações no semiárido nordestino para desenvolver comunidades rurais por meio da conservação do meio ambiente.

A obra é protagonizada por duas mulheres sertanejas: Elisabete Soares e Antonia Gomes. Ambas são participantes do projeto No Clima da Caatinga, que é realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Ao longo do tempo, por meio do projeto, elas foram apoiadas com a instalação em suas residências de tecnologias sociais de convivência com o semiárido, como as cisternas de placa, fogões ecoeficientes e sistema bioágua, equipamento que reutiliza a ‘água cinza’ que vem da pia, máquina de lavar e chuveiro para irrigar hortaliças, frutas e jardins. Além disso, participaram ativamente de outras iniciativas, como o programa de educação ambiental, que envolve um conjunto de ações que buscam, em sincronia com as outras linhas de atuação do projeto, contribuir para a criação de oportunidades socioeconômicas, além de promover a resiliência climática e o bem-estar dessas famílias.

Para o coordenador geral da Associação Caatinga, Daniel Fernandes, o documentário é uma ferramenta útil para mostrar ao público como os povos da Caatinga podem se desenvolver sem degradar o bioma. “O documentário traz um apanhado sobre como o projeto atua na conservação da Caatinga ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento local sustentável de famílias do semiárido, o que fica ainda mais especial, visto que a obra é apresentada por duas sertanejas incríveis”, afirma.

Dona Elisabete e Dona Antonia, como são mais conhecidas na região, moram em Jatobá Medonho, uma comunidade rural situada nos arredores da Reserva Natural Serra das Almas, unidade de conservação localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI). Essa área protegida tem 6.285 hectares de extensão e é gerenciada pela Associação Caatinga.

Dessa forma, tanto Dona Elizabeth quanto Dona Antonia estão no raio de atuação do No Clima da Caatinga, uma vez que as ações do projeto alcançam as 40 comunidades rurais que estão ao redor da Serra das Almas. A iniciativa é executada por meio de 7 linhas de atuação: criação e gestão de áreas protegidas, restauração florestal, fomento a políticas públicas, distribuição de tecnologias sustentáveis, educação ambiental, comunicação e pesquisa científica.

Projeto No Clima da Caatinga

Realizado pela Associação Caatinga e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto No Clima da Caatinga tem o objetivo de diminuir os efeitos potencializadores do aquecimento global por meio da conservação do semiárido, a partir do desenvolvimento de um modelo integrado de conservação da Caatinga.

O projeto vem sendo realizado desde 2011. O documentário, contudo, homenageia o encerramento da quarta fase do No Clima da Caatinga, que durou três anos, de 2021 a 2024. Durante esse período, a iniciativa alcançou diversos marcos para a região semiárida. Ao total, o projeto alcançou diretamente 33.309 pessoas por meio de ações socioambientais, criou duas unidades de conservação, realizou o plantio de 10.100 mudas, contribuiu para a proteção de espécies ameaçadas de extinção, como o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), a guariba-da-caatinga (Alouatta ululata) e a onça-parda (Puma concolor), bem como proporcionou, por meio da preservação da Reserva Natural Serra das Almas, 1.647.245 toneladas de carbono estocado e o escoamento evitado de 4.8 bilhões de litros de água por ano – o que equivale ao abastecimento de 300 mil cisternas de placa com capacidade de armazenamento de 16 mil litros cada uma.

Além disso, o projeto distribuiu tecnologias sociais como cisternas de placas, canteiros biosépticos e meliponários para os moradores das comunidades do entorno da Serra das Almas. “As tecnologias disseminadas não só contribuem para a conservação ambiental, como também trazem geração de renda e segurança hídrica e resiliência à crise climática para as famílias”, explica Daniel Fernandes. O projeto também realizou ações de educação ambiental, como exposições, sessões de cinema e teatros de fantoches, nas comunidades. Um dos destaques foram os Encontros de Suporte à Primeira Infância para pais e responsáveis, com o objetivo de auxiliá-los no desenvolvimento infantil de crianças e adolescentes. Os encontros foram conduzidos por uma psicóloga, que apresentou novas formas de lidar com questões familiares. Outro destaque foi o Curso de Empreendedorismo Feminino. A atividade teve como objetivo promover o empreendedorismo feminino e incentivar o debate sobre a equidade de gênero.

A incidência em políticas públicas também é destaque no projeto. Nesta fase, foi realizado a segunda edição do seminário Incentivos Econômicos para Conservação da Natureza, culminando na promulgação da Lei Estadual de Pagamentos por Serviços Ambientais no estado do Ceará.

Resultados do projeto

– 33.309 pessoas alcançadas diretamente pelas ações do projeto;

– 2 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) criadas;

– 4 RPPNs apoiadas com a implementação dos planos de manejo;

– 6.347,08 hectares protegidos;

– 1.647.245 toneladas de carbono estocado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA);

– 1 trilha acessível construída na RNSA;

– Proteção de espécies da fauna e da flora da Caatinga, como o tatu-bola, a guariba-da-caatinga e a onça-parda;

– 7 microbacias hidrográficas abrangidas;

– 11,7 hectares restaurados e enriquecidos;

– 10.100 mudas de espécies nativas plantadas;

– 118 tecnologias sociais implementadas (11 meliponários, 20 cisternas de placas, 75 canteiros biosépticos e 12 banheiros);

– 4,8 bilhões de litros d’água de escoamento evitado por ano na RNSA;

– 744.000 litros de água reutilizada por meio de sistema bioágua;

– 1.868.000 litros de água captados em cisternas de placa;

– 356 horas de formações diversas.

– 75 famílias envolvidas nos encontros de suporte à primeira infância;

– 36 mulheres capacitadas em gênero, meio ambiente e empreendedorismo, entre outros.

Sobre a Associação Caatinga | A Associação Caatinga (AC) foi fundada no Ceará em 1998 com o apoio do Fundo Samuel Johnson para a Conservação da Caatinga, tendo a missão de conservar a Caatinga, difundir suas riquezas e inspirar as pessoas a cuidar da natureza. É uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, que atua há 25 anos na conservação e valorização da única floresta exclusivamente brasileira, ameaçada e que concentra a maior biodiversidade entre as regiões semiáridas do planeta.

(Fonte: AD2M Comunicação)

Mostra imersiva explora o mundo de crianças com Síndrome de Down

Curitiba, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Eu Vejo Assim.

Uma exposição imersiva de artes visuais sobre o universo imaginativo de crianças com Síndrome de Down. Essa é a proposta do Eu Vejo Assim, projeto cultural apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Montenegro Produções por meio de Lei de Incentivo à Cultura que vai iniciar, em breve, sua segunda edição com possibilidade de uma turnê nacional. A exposição, que busca aproximar as pessoas e o universo dos portadores da rara condição, será construída a partir de vivências entre artistas e crianças com Síndrome de Down que se expressaram por meio de ilustrações e fotografias.

A primeira fase do projeto, que foi realizada em junho de 2024 na cidade de Curitiba, contou com oficinas de observação e o registro do dia a dia de 50 crianças, acompanhando seus sonhos e aventuras. Por meio da ilustração, da dança e da contação de histórias as crianças, elas mostraram como percebem o mundo a sua volta por meio de estímulos lúdicos, apresentando ao público visões particulares do seu mundo ideal.

Já na segunda fase, os desenhos que melhor traduzem o conceito da iniciativa serão escolhidos para intervenções artísticas nas imagens. “A mostra Eu Vejo Assim irá apresentar um recorte da imensidão de ideias, imagens, encantamentos e sorrisos que pudemos vivenciar nas oficinas criativas. O universo que eles nos mostraram é lindo, alegre e puro”, comenta Camila Guanabara, produtora executiva. “O projeto traz um recorte simbólico do imaginário infantil, trazendo em suas composições os sonhos, as alegrias, os medos e as grandes inspirações dessas mentes tão genuínas. Fazer parte desse processo criativo é um grande privilégio”, explica Carolina Montenegro, coordenadora geral do projeto.

Turnê nacional

A estreia da segunda edição do projeto Eu Vejo Assim, que conta com patrocínio da Coca-Cola, acontece entre os dias 5 de setembro e 5 de outubro no Shopping Mueller, em Curitiba (PR), com visitação gratuita. O público terá acesso a recursos de videoarte e animações. Existe a possibilidade de expansão do projeto para as cidades de Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), que receberiam todas as etapas de produção e execução da mostra, mediante a viabilização financeira. “Estamos em busca de parcerias que nos permitam levar o Eu Vejo Assim para novas cidades nos próximos meses”, destaca Camila Guanabara.

Para mais informações sobre o projeto Eu Vejo Assim, acesse o site ou o perfil oficial da produtora nas redes sociais: @montenegroproduções. O projeto conta com produção e idealização da Montenegro Produções Culturais por meio de Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio master Coca-Cola.

(Fonte: Com Jéssica Mattia/P+G Trendmakers)

Conheça sete ilhas e arquipélagos na costa brasileira

Brasil, por Kleber Patricio

Praias de Ilha Grande estão entre as mais belas do país. Fotos: Divulgação/Civitatis.

No território brasileiro, é possível encontrar diversas categorias de ilhas e arquipélagos. Dada a extensão do nosso litoral, o Brasil tem majoritariamente ilhas continentais, que são uma espécie de extensão do continente, e ilhas oceânicas, que estão localizadas a mais de 250 km da costa. Além disso, contamos também com as ilhas fluviais, formadas em áreas cercadas por rios.

Apesar das diferentes categorias e nomenclaturas, no Brasil não faltam opções de ilhas e arquipélagos para os viajantes que buscam se aventurar em meio à natureza exuberante. Estes destinos são verdadeiros tesouros e estão prontos para serem descobertos. De praias de areias brancas e águas cristalinas a trilhas deslumbrantes e ecossistemas únicos, cada uma dessas ilhas promete uma viagem repleta de paisagens incríveis, cultura local e momentos memoráveis.

A Civitatis, plataforma líder em passeios e atividades, fez uma seleção especial de experiências em sete ilhas e arquipélagos paradisíacos no Brasil. Embarque nesta jornada e veja a lista completa:

1 – Fernando de Noronha

Queridinho dos brasileiros e de estrangeiros que visitam o país, Fernando de Noronha é um dos destinos mais fascinantes do Brasil. Situado a cerca de 350 km da costa, o arquipélago tem praias espetaculares e natureza abundante. Na Civitatis, é possível encontrar mais de 20 opções de atividades e excursões em Noronha.

2 – Ilha de Boipeba

Localizada no litoral da Bahia, a Ilha de Boipeba é parte do Arquipélago de Cairu. Para chegar à ilha, é possível sair de diversas cidades como Salvador, Valença, Torrinha e Morro de São Paulo. É o lugar ideal para quem procura tranquilidade, contato com a natureza e belíssimas praias. A Civitatis tem 9 opções de atividades e excursões em Boipeba.

3 – Ilha dos Frades e Itaparica

As embarcações em direção à Ilha dos Frades e à Ilha de Itaparica saem do Terminal Marítimo de Salvador. Para quem tem menos tempo, é possível fazer uma travessia pela Baía de Todos os Santos e conhecer as duas em um mesmo passeio. Durante o dia, os viajantes têm direito a uma pausa para o almoço e algumas paradas para nadar em águas cristalinas. As reservas podem ser realizadas neste link.

4 – Ilha de Anchieta

Quem visita Ubatuba pode fazer um passeio de escuna para conhecer dois lugares impressionantes da costa de São Paulo. A ilha de Anchieta conquista os visitantes pela beleza de suas praias e pelo mistério das ruínas de um antigo presídio. E a praia das Sete Fontes, por sua vez, é uma das mais bonitas do litoral paulista e só pode ser acessada por mar ou trilha. As reservas podem ser realizadas neste link.

5 – Ilhas de Paraty

A baía de Paraty conta com cerca de 65 ilhas e algumas delas podem ser visitadas de barco. Durante a Excursão às ilhas de Paraty, são feitas quatro paradas: Praia Vermelha, Lagoa Azul, Saco da Velha e ilha do Algodão. É um passeio ideal para quem aprecia um banho de mar e gosta de fazer snorkel.

6 – Ilha Grande

A Ilha Grande é uma das ilhas mais conhecidas do Brasil e é parte do estado do Rio de Janeiro. Com natureza preservada, pousadas e restaurantes, este destino tem opções para todos os gostos e bolsos. Entre trilhas e passeios de barco, oportunidades de passear não faltarão. Na Civitatis, é possível encontrar mais de 25 opções de atividades na Ilha Grande.

7 – Ilhas do norte de Ubatuba

O Passeio de lancha pelas ilhas do lado norte de Ubatuba começa na famosa Ilha das Couves, onde é realizado um tour panorâmico com mergulho. Os viajantes também conhecem a Caverna da Bruxa e a Ilha dos Porcos. Para o almoço, é feita uma parada na Praia da Almada. A última Ilha do passeio é a Ilha do Prumirim.

Sobre a Civitatis | A Civitatis é a principal plataforma online de visitas guiadas, excursões e atividades em português nos principais destinos do mundo, com mais de 89.100 atividades em 3.800 destinos de 160 países.

(Fonte: Com Ananda Saori/Civitatis)

Peça ‘A Última Raposa do Mundo’ traz personagem solitária que coleciona celulares sem bateria na esperança que toquem

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Edu Figueiredo.

Uma raposa solitária sobrevivente ao apocalipse é a protagonista de ‘A Última Raposa do Mundo’, uma fábula contemporânea voltada para o público jovem que marca o primeiro trabalho do Grupo Fumaça. A peça estreia no dia 8 de agosto de 2024 na sala Ademar Guerra, no porão do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, Vergueiro, SP), onde segue em cartaz até 25 de agosto, com apresentações de quarta a domingo, às 20h.

A montagem adapta a fábula juvenil escrita em 2021 por Moisés Baião – que também está à frente da dramaturgia e direção – vencedora do Prêmio Cepe de Literatura Juvenil em 2022 e do Concurso Nascente USP em 2021. A obra também foi publicada em livro pela Cepe Editora em 2023. A estreia no palco é possível graças ao 18º Prêmio Zé Renato de Teatro, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. No elenco estão Jhennifer Peguim, Nuno José e Patrick Moreira Lima.

Esta é a segunda obra premiada do autor. Em 2020, ele venceu o Concurso Nacional Jovens Dramaturgos do Sesc com a peça Peixe Vivo. Além disso, Baião conquistou, em 2023, o segundo lugar no prêmio OffFlip de Literatura com o conto Luiza Capote, publicado e lançado na programação da Festa Literária de Paraty daquele ano.

Sobre o texto

A Última Raposa do Mundo acompanha os solitários dias de uma raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus). Essa sobrevivente vive no topo de um edifício alto e todos os dias desce até a rua para procurar livros e juntar smartphones que encontra pelo caminho na esperança de que um deles toque e ela não se sinta mais tão sozinha. Quase sem esperança, depois de mil dias vivendo nessa situação, ela finalmente recebe uma ligação.

A dramaturgia evoca o gênero da fábula – uma tradição milenar de contar histórias com personagens animais antropomorfizados que tem sua origem na Grécia Antiga – para discutir questões extremamente atuais e universais. Entre esses grandes temas trazidos pela obra estão a solidão contemporânea, a atmosfera de luto e incerteza em situações extremas (como aquelas vividas na pandemia de Covid-19), o valor da amizade, a importância do contato físico em um mundo cada vez mais virtual e os livros como portais para imaginarmos novos mundos.

“Somos uma companhia que pesquisa a fábula para diferentes idades. Acho que só de ter uma raposa no título, já carregamos muitos estigmas sobre que tipo de história é essa, mas a fábula é uma coisa ancestral. A nossa peça fala de temas de jovens e adultos e é legal que a obra tenha sido enquadrada como infanto-juvenil quando foi publicada, porque fala com um público em formação como leitor”, revela autor e diretor Moisés Baião. E, para atrair ainda mais a juventude, o grupo tem pesquisado sobre teatro contemporâneo e experimental.

Outra questão interessante é que o texto coloca em destaque um animal encontrado apenas no cerrado brasileiro, a raposinha-do-campo, que atualmente está ameaçada de extinção no mundo real. E a própria fumaça tóxica que ameaça a vida nesse ambiente apocalíptico é uma referência às queimadas que colocam a biodiversidade brasileira em xeque. Além disso, ao trazer esse animal para o centro da história, o grupo presta uma homenagem à presença recorrente de raposas em fábulas clássicas de diferentes tradições literárias ao redor do mundo.

Sobre a encenação

Para contar essa fábula, o grupo aposta em uma cenografia com alguns objetos envelhecidos, mostrando que a trama acontece em um cenário pós-apocalíptico. E o público está posicionado em um espaço não-convencional – no caso, o porão do CCSP – em um espaço sem coxias, onde tudo está exposto – quase como o deserto urbano onde a história se passa.

Já a trilha sonora é executada em sua maior parte ao vivo pelo clarinetista Patrick Moreira Lima e reflete uma pesquisa sobre gêneros musicais tipicamente brasileiros, como samba, choro, seresta e bossa nova. Elas são usadas para marcar os diferentes estados emocionais presentes no espetáculo.

Sobre essa investigação musical, Baião explica: “a maior parte das músicas que o Patrick toca no clarinete são de repertório em domínio público. Fizemos questão, eu e ele, de fazer uma pesquisa musical destas obras. Tem coisas muito antigas, melodias clássicas que as pessoas vão reconhecer. Só que com arranjos que modificam essa estrutura. Então, até nisso tem uma experimentação”.

Sobre a Fumaça

A Fumaça é composta pelos artistas Jhennifer Peguim, Moisés Baião, Nuno José e Patrick Moreira Lima, cujas trajetórias artísticas passeiam por teatro, literatura, dança, música, design gráfico e produção cultural. O grupo investiga dramaturgia autoral, humor e interação de diferentes linguagens artísticas. Em seu primeiro trabalho, A Última Raposa do Mundo, o coletivo pesquisa a criação de uma fábula contemporânea para o público jovem e adulto, subvertendo a associação comum desse gênero narrativo apenas ao universo infantil.

Sobre Moisés Baião

Artista de teatro, escritor, violinista e designer gráfico. Como escritor, produz dramaturgia teatral, roteiro de cinema e conto. Formado em Letras na USP, integrou o curso de atuação da SP Escola de Teatro e o Núcleo de Iniciação Teatral da Escola Livre de Teatro de Santo André. Foi ator, dramaturgo e designer gráfico da Cia Clandestina, coletivo cênico paulistano com pesquisa voltada para poéticas de gênero e sexualidade, atuando nos espetáculos Sujeito Clandestino e Lampião. Participou de inúmeros conjuntos musicais no interior do estado; entre eles, a Orquestra Sinfônica de Limeira, a Orquestra Sinfônica Jovem de Paulínia e a Camerata Mahle. Atuou como músico no espetáculo Estudo Para o Encontro, com direção de Key Sawao.

Sinopse | Uma raposinha-do-campo sobreviveu a um apocalipse. Sozinha há mil dias e sem esperança de encontrar outro ser vivo, ela coleciona os smartphones sem bateria que encontra pelo caminho. Um dia, um smartphone toca.

Ficha Técnica

A Última Raposa do Mundo

Fumaça

Elenco: Jhennifer Peguim, Nuno José e Patrick Moreira Lima

Direção e dramaturgia: Moisés Baião

Pesquisa musical: Patrick Moreira Lima e Moisés Baião

Treinamento de humor: Thais Melo

Cenografia: Julio Vida

Luz: Dida Genofre

Figurino: Acacio Mendes

Design de objetos: Leon Henrico Geraldi

Concepção de maquiagem: Thais Valentin

Arranjo musical de ʽPeixe Vivoʼ: Bruno Avoglia

Operação de luz: Dida Genofre

Operação de som: Moisés Baião

Design gráfico, ilustração e mídias sociais: Larissa da Cruz e Moisés Baião

Fotos digitais: Edu Figueiredo

Fotos analógicas: Larissa da Cruz

Assessoria de imprensa: Canal Aberto

Produção: Lud Picosque — Corpo Rastreado.

Serviço:

A Última Raposa do Mundo

Data: de 8 a 25 de agosto de 2024 | quarta a domingo, às 20h

Local: Centro Cultural São Paulo – Sala Ademar Guerra – Rua Vergueiro, 1.000, Liberdade, São Paulo, SP

Ingresso: Entrada gratuita

Classificação: 12 anos | Duração: 75 minutos.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Conservatório de Tatuí celebra 70 anos com música, teatro e artistas de renome

Tatuí, por Kleber Patricio

Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí. Foto: Peterson Paes/Arquivo Conservatório de Tatuí.

O Conservatório de Tatuí comemora, em agosto, 70 anos de fundação e anuncia uma programação especial de aniversário, com shows, concertos e espetáculo de seus grupos artísticos – todos com participação de convidados, como Lenine, Spok, Renato Teixeira, Hamilton de Holanda, Hércules Gomes e John Boudler, entre outros. Os eventos serão realizados entre os dias 11 e 18 no Teatro Procópio Ferreira com entrada gratuita. Considerada a maior escola de música e artes cênicas da América Latina, é reconhecida nacional e internacionalmente por sua excelência de ensino, pertence à Secretaria da Cultura, Indústria e Economia Criativas do Estado de São Paulo e é gerida, desde dezembro de 2020, pela Sustenidos Organização Social de Cultura.

“As comemorações dos 70 anos do Conservatório não apenas celebram a história da instituição, mas também projetam os desejos para o futuro. Neste ano, consolidamos uma série de inovações que vêm sendo implementadas desde 2021: reformas nas instalações físicas, reformulação do Projeto Político-Pedagógico, a oferta de novos cursos, o fortalecimento do setor de Artes Cênicas, a retomada do Festival Estudantil de Teatro do Estado de São Paulo, o fortalecimento do programa de bolsas de estudo e dos grupos artísticos de estudantes, uma nova e diversificada programação para o Teatro Procópio Ferreira e, finalmente, a revisão da marca do Conservatório. Tudo isso converge para um novo caminho que combina tradição e inovação, apoiando cada vez mais jovens para que se insiram no mercado de trabalho da Cultura e das Indústrias Criativas”, destaca a diretora executiva da Sustenidos, Alessandra Costa.

Semana de aniversário

As comemorações começam no dia 11 de agosto, domingo, às 20h, com o concerto da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí e dois convidados ilustres: o cantor Lenine e o Maestro Spok. Cantor com longa trajetória musical e sucessos como ‘Paciência’ e ‘Hoje eu quero sair só’, Lenine acumula seis prêmios Grammy Latino e registrou álbuns importantes da música brasileira, como Falange Canibal (2002), Acústico MTV (2006) e Chão (2011). Já Spok integrou bandas de Fagner, Elba Ramalho, Alceu Valença e Antônio Nóbrega e, há quase 20 anos, é instrumentista, arranjador e diretor musical da SpokFrevo Orquestra. O repertório promete uma seleção especial de música popular, com arranjos escritos especialmente para esta apresentação. A coordenação é de Marco Almeida Júnior.

No dia 12 de agosto, segunda-feira, às 20h, Orquestra Sinfônica, Coro e Madrigal do Conservatório de Tatuí se unem no palco para acompanhar Thaina Souza (soprano) e Carlos Eduardo Santos (tenor), ambos premiados no 2º Concurso de Canto Lírico Joaquina Lapinha, realizado em 2023. Thaina já se apresentou no Brasil e na Europa e, recentemente, executou repertório de célebres canções de Strauss, De Falla, Obradors e Villa-Lobos no 36° Festival Internacional de Música do Pará. Carlos, por sua vez, foi finalista da 20ª edição do Festival Brasileiro de Canto Maria Callas e registrou obras como ‘Oratório de Santo Antônio’ e o EP ‘Afrolirismos’. Neste concerto, eles interpretarão obras de Mozart, Rossini, Carl Orff, Puccini e Verdi, entre outros. A regência é de Emmanuele Baldini, em coordenação conjunta com Marcos Baldini (Coro e Madrigal).

Na terça-feira, dia 13 de agosto, às 20h, os grupos Jazz Combo e Big Band do Conservatório de Tatuí recebem Hamilton de Holanda. O show terá algumas das músicas escritas pelo consagrado compositor carioca, com arranjos estruturados para destacar instrumentos como trompete, trombone, saxofone e piano. Hamilton de Holanda é considerado um dos principais bandolinistas do mundo e interage com outras tradições musicais, conjuntos e instrumentos. Ele é solista convidado de Wynton Marsalis e sua Jazz at Lincoln Center e já realizou apresentações como convidado de orquestras e vários festivais de pop rock. A coordenação é de Everton Barba (Jazz Combo) e Diego Garbin (Big Band).

No dia 14 de agosto, quarta-feira, às 20h, o Grupo de Música Raiz do Conservatório de Tatuí sobe ao palco acompanhado de Renato Teixeira. Com uma trajetória musical que começou nos idos de 1960 e composições icônicas como ‘Romaria’ e ‘Tocando em frente’, ele volta ao palco do Teatro Procópio Ferreira, onde gravou, em setembro de 1992, um de seus mais importantes álbuns: ‘Renato Teixeira & Pena Branca e Xavantinho – Ao vivo em Tatuí’. Neste concerto, grupo e convidado apresentarão algumas das mais conhecidas obras deste importante representante da música caipira. A coordenação é de Zeca Collares.

Já no dia 15 de agosto, quinta-feira, às 20h, o Grupo de Percussão do Conservatório de Tatuí traz como convidado John Boudler. Percussionista, com longa carreira na formação de músicos, Boudler atuou também como regente convidado da Osesp (Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo), Orquestra Bachiana-SESI, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica da USP, da Unicamp, da UFBA, Orquestra Nova Sinfonieta e da Camerata Fukuda (esta última, como principal regente convidado durante vários anos). A coordenação é de Luis Marcos Caldana.

Na sexta-feira, dia 16 de agosto, às 20h, será a vez da Camerata de Violões e do Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí, com participação do pianista Hercules Gomes. Com parte do repertório em homenagem às compositoras Chiquinha Gonzaga e Tia Amélia, pioneiras do choro, o convidado vai mostrar um pouco da sua trajetória musical em diversas vertentes da música brasileira, passando pelo choro, jazz e música erudita. A coordenação é de Diego Salvetti (Camerata de Violões) e Alexandre Bauab Júnior (Grupo de Choro).

No sábado, dia 17 de agosto, às 20h, a Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí estreia o espetáculo ‘A vaca virou um rádio’, escrito de forma colaborativa pelos bolsistas da companhia, sob coordenação do grupo convidado Coletivo Cê – formado pelos atores Bruna Moscatelli, Hércules Soares e Julio Cesar Mello. Na história, uma família tradicional migra do interior para a capital entre as décadas de 1940 e 1950, em busca de melhores condições. Suas vidas são transformadas ao conhecerem a mais nova tecnologia: o rádio. Paralelamente, surge uma emissora de rádio atemporal que, invadindo as frequências, pirateia o sistema para contrapor pensamentos, hackear a linguagem e oferecer uma visão alternativa do enredo. Classificação indicativa: 14 anos.

Para fechar a semana de aniversário, no domingo, dia 18 de agosto, às 20h, um concerto da Big Band de Professores do Conservatório de Tatuí, com o show ‘Big Bands Americanas e sua influência no cenário musical Brasileiro’. A proposta é retratar, por meio das músicas, um pouco da história das principais big bands norte-americanas e como elas influenciaram as big bands brasileiras. No repertório, Duke Ellington, Count Bassie, Maria Schneider, Banda Savana, Banda Mantiqueira e muito mais. A coordenação é de Diego Garbin e Claudio Sampaio.

A programação do Conservatório de Tatuí continua durante todo o mês de agosto com master classes, encontros, workshops e muito mais. Acompanhe na Agenda Cultural da instituição.

Serviço:

Agenda Cultural do Conservatório de Tatuí

Mais informações: (15) 3205-8434

Conservatório de Tatuí e Sustenidos Organização Social de Cultura agradecem aos patrocinadores do que apoiam as atividades por meio da Lei Federal de Incentivo e por verba direta:

Patrocinador platina: Visa

Patrocinador ouro: Rede Itaú

Patrocinadores cobre: Drogal

Patrocinadores bronze: Sicoob e Cipatex.

Sobre o Conservatório de Tatuí | Fundado em 11 de agosto de 1954, o Conservatório de Música e Teatro de Tatuí é uma das mais respeitadas escolas de música e artes cênicas da América Latina, importante equipamento de formação e difusão artística da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Oferece mais de 100 cursos regulares, livres e de aperfeiçoamento, todos gratuitos, nas áreas de Artes Cênicas, Música Erudita, Música Popular e Educação Musical. Atende cerca de 2.700 estudantes anualmente, vindos de todas as regiões do Brasil e também de outros países, como Argentina, Chile, Coreia do Sul, Equador, Estados Unidos, Japão, México, Peru, Portugal, Síria, Uruguai e Venezuela. É considerado uma das mais bem-sucedidas ações culturais do Estado, oferece ensino de excelência, com a missão de formar instrumentistas, cantores, atores, regentes, educadores e luthiers de alto nível. Sua importância no cenário musical é tão acentuada que garantiu à cidade de Tatuí o título de Capital da Música, aprovado por lei em janeiro de 2007. A instituição é gerida pela Sustenidos Organização Social de Cultura.

(Fonte: Máquina Cohn & Wolfe)