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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Autismo em mulheres: conheça as dificuldades do diagnóstico

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Pouco tem se falado do autismo em mulheres e suas complexidades. Então, vamos hoje tentar desmitificar esse fato? Quem vai nos ajudar é a Dra. Gesika Amorim, neuropsiquiatra, expert no assunto. O autismo é um transtorno onde se tem características próprias e níveis de suporte. Nos níveis 2 e 3 de suporte as diferenças, as características do espectro, são mais marcantes tanto em homens como em mulheres. Existe a dificuldade na comunicação, o prejuízo na socialização, além da preferência por rituais e rotinas rígidas. A grande dificuldade do diagnóstico e a maior diferença, entre homens e mulheres, se dá no nível 1, que é o autismo com menor necessidade de suporte, antigamente chamado de Síndrome de Asperger.

“A diferença de diagnóstico entre homens e mulheres é que, nas mulheres, a dificuldade do diagnóstico é mais aparente. Geralmente as meninas são mais falantes, pode se encontrar pacientes mulheres que não têm dificuldade na construção da linguagem, mas pode se observar uma dificuldade na compreensão do que é dito; ou seja, na compreensão do discurso. Essas pacientes não conseguem compreender piadas de duplo sentido, metáforas. Elas não conseguem compreender e se inserir bem nos jogos sociais. Isso é muito visto principalmente na adolescência; inclusive essas meninas, quando sofrem bullying na escola, nem sabem que estão sofrendo bullying porque não conseguem entender a piada, não conseguem entender o motivo ou porque elas não são bem aceitas”, diz a Dra. Gesika Amorim, Mestre em Educação Médica, pediatra pós graduada em Neurologia e Psiquiatria com especialização em tratamento integral do autismo, saúde mental e neurodesenvolvimento, entre outros.

O autismo de nível 1 é o que apresenta maior dificuldade de realizar o diagnóstico, principalmente em mulheres. As mulheres por si só, têm uma necessidade de agradar e de se sentirem acolhidas e isso é inerente no sexo feminino. “Eu costumo dizer que uma das características principais, o que chama mais atenção nessas mulheres dentro do espectro autista, é a capacidade de vestir várias máscaras para se sentir acolhida nos diferentes grupos sociais, nas diferentes tribos. Conversando com minhas adolescentes, descobri que se você tiver na escola tribos que falem, por exemplo, sobre música sertaneja, elas vão se esforçar ao máximo para serem aceitas naquele grupo. E se essa adolescente sai desse grupo e entra em um outro em que os indivíduos gostam de rock, ela vai mudar de personagem para ser aceita no novo grupo. Ela passa por diferentes grupos tentando ser aceita nessas diferentes características”, explica a médica.

E essa necessidade de ser aceita passa por uma maior probabilidade de envolvimentos abusivos. Essas mulheres têm dificuldade de serem assertivas nos relacionamentos e de dizer não. Elas costumam se envolver em relacionamentos ruins, que acabam trazendo prejuízo. E essa necessidade de aceitação acaba levando essas mulheres a um esgotamento emocional e psíquico.

“É comum que essas mulheres passem pela vida inteira com muitos diagnósticos de transtornos psiquiátricos, quando na realidade o que se tem é uma mulher dentro do espectro autista, mas que não foi diagnosticada e não consegue se inserir socialmente, não consegue se entender e nem se aceitar como ela é, porque no fundo ela não sabe quem ela é. E ela é considerada depressiva, histérica, bipolar, Borderline, quando na realidade ela é autista, mas está tentando vestir essas diferentes fantasias para tentar se encontrar. Mas na verdade, ela não tem uma doença, mas uma condição que a faz tentar agir dentro de uma normalidade que não é a dela”, ressalta a especialista.

A demora do diagnóstico é porque, como já foi falado, na maioria das vezes essas mulheres, na infância, passam pelo TDAH, pelo TOD, pelo transtorno de ansiedade, pelo transtorno bipolar e depressão, entre outros transtornos. E, assim, passam por diferentes diagnósticos, tomam inúmeros medicamentos e não conseguem se tratar. Para um diagnóstico assertivo, a pessoa precisa passar por um profissional especializado e com experiência em autismo.

Dra. Gesika faz um alerta: “Hoje se fala muito em autismo; porém, existem muitos pseudoespecialistas. É preciso buscar um profissional qualificado, passar por uma avaliação neuropsicológica com um neuropsicólogo com referência; de preferência, com um psiquiatra. Autismo em adultos é um transtorno comportamental. Neurologistas pouco experientes em TEA podem não conseguir dar conta desse diagnóstico. Então procure um psiquiatra experiente, com referência; ele vai indicar uma neuropsicóloga e ela vai reiniciar uma testagem longa para esse diagnóstico ser bem fundamentado.”

Dra. Gesika Amorim.

“Sobre o tratamento, após a avaliação neuropsicológica, se identificam os diagnósticos e as comorbidades para daí entender o que é passível de tratamento. O que é tratado no TEA são as comorbidades; não existe medicamento para o TEA. Então são tratadas a ansiedade e a depressão, entre outros transtornos. Essas mulheres realmente têm comorbidades comportamentais e psiquiátricas que precisam ser tratadas. O mais importante é você acreditar nessa paciente. Eu trabalho e convivo com autismo há vinte anos e o que eu tenho visto hoje são mulheres e pacientes que muitos profissionais não acreditam nesse diagnóstico. O mais importante é fazer um diagnóstico com profissional sério e competente. É necessário procurar profissionais, psiquiatras e neurologistas, sérios e competentes para poder fazer e dar sequência nessa abordagem”, finaliza a médica.

Dra. Gesika Amorim é Mestre em Educação Médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo. Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental e Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular (Medicina Integrativa) e Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.

Site: https://dragesikaamorim.com.br | Instagram: @dragesikaautismo.

(Fonte: Com Mateus Ma’ch’adö/ADIM – Assessoria de Imprensa Médica)

São Paulo sediará a segunda edição do maior Festival da Lua Chinês dias 14 e 15 de setembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Nos dias 14 e 15 de setembro, a capital paulista sediará a segunda edição do maior Festival da Lua Chinês no País. É uma celebração de grande importância na cultura chinesa e, no Brasil, a comunidade promoverá a festividade na Rua 25 de Março, uma área emblemática e movimentada da grande metrópole, a fim de compartilhar sua rica tradição com a sociedade brasileira. O evento é gratuito e promete uma imersão na cultura chinesa com atividades que vão das 10h às 21h no sábado e das 10h às 18h no domingo.

Após o sucesso de visitantes na edição inaugural em 2023, que atraiu um público diversificado e marcou a Rua 25 de Março como um novo epicentro cultural na cidade, o festival retorna com novidades e um significado especial: a comemoração dos 50 anos de Relações Diplomáticas entre Brasil e China.

Uma das atrações inéditas confirmada no festival será a apresentação de um grupo artístico de Jinhua, trazendo performances que prometem ser um espetáculo à parte. Outra grande novidade será a realização da maior dança do dragão da América Latina e a dança dos leões com 50 caracterizações simbolizando a amizade duradoura entre Brasil e China.

Além das performances, o Festival da Lua Chinês oferecerá uma gama de atividades culturais que inclui artes marciais, danças folclóricas e a oportunidade de saborear a culinária típica chinesa, com destaque para os tradicionais Bolos da Lua.

A decoração temática também será uma atração envolvente para os visitantes. Ela transformará a Rua 25 de Março em um pedaço da China, com lanternas chinesas e adereços tradicionais proporcionando um ambiente imersivo e festivo.

Bolo da Lua.

O Festival da Lua Chinês não é somente uma celebração cultural – é um momento de encontro, troca e valorização das diversas culturas presentes no Brasil. E a escolha da Rua 25 de Março, conhecida por sua diversidade e multiculturalismo, destaca a importância de promover a compreensão mútua e a inclusão. “Nosso desejo com o Festival da Lua Chinês na Rua 25 de Março é que ele seja mais do uma simples celebração. Promova um momento de encontro, aprendizado e respeito mútuo entre as diferentes culturas presentes em nosso país. E que seja uma oportunidade para fortalecer os laços entre a comunidade chinesa e a sociedade brasileira, estimulando a diversidade, a convivência e a valorização das tradições culturais de ambas as partes”, ressalta Vitor Zhu, vice-presidente da Associação de Caridade China-Brasil.

Sobre o Festival da Lua e a lenda chinesa

A origem do Festival da Lua remonta à antiga Dinastia Tang (618–907), quando os chineses começaram a reconhecer a relação entre o movimento da lua, as estações do ano e a produção agrícola. Como expressão de gratidão pela colheita abundante, eles passaram a fazer oferendas à lua nos dias de outono, quando ela se apresenta mais brilhante e redonda na China.

Assim como muitas festividades orientais, o Festival da Lua tem suas raízes em lendas transmitidas ao longo das gerações. Uma das histórias mais conhecidas está ligada à figura da Senhora Chang’e, a deusa da lua. Segundo a lenda, em um passado distante, a Terra sofria com a presença de dez sóis que escaldavam tudo e privavam as pessoas de água e vida. Um herói chamado Hou Yi subiu ao topo da Montanha Kunlun e, com seu arco e flechas, abateu nove dos dez sóis, salvando assim a humanidade.

Após essa proeza, Hou Yi encontrou a Rainha Mãe, que lhe presenteou com o elixir da imortalidade. Ele confiou o elixir à sua esposa, Chang’e, para que o guardasse. Porém, um vizinho invejoso descobriu a existência do elixir e tentou roubá-lo de Chang’e na ausência de Hou Yi. Desesperada, ela tomou o elixir e imediatamente se transformou em uma deusa, voando em direção ao céu. Porém, seu amor por Hou Yi a fez pousar na lua, o lugar mais próximo da Terra, onde reside junto de Yùtù (Coelho de Jade). Nesta noite de lua cheia e brilhante é possível ver a sombra de Chang’e junto ao Coelho de Jade.

Quando Hou Yi retornou e descobriu o desaparecimento de sua esposa, ficou devastado. Ao olhar para o céu e chamar pelo nome dela, viu que a lua estava particularmente brilhante e cheia, avistando Chang’e e o Yùtù do Coelho de Jade. Em homenagem à sua amada esposa, Hou Yi começou a oferecer os bolos favoritos de Chang’e como uma forma de oração para receber as bênçãos celestiais. Desde então, tornou-se uma tradição chinesa adorar o céu e celebrar o Festival da Lua com os bolos lunares.

Durante as festividades, os chineses acreditam que a lua cheia simboliza reuniões familiares, ocasiões para compartilhar momentos em família e com pessoas queridas. É comum presentear os entes com os bolos da lua. Em algumas comunidades, o Festival da Lua é celebrado com desfiles pelas ruas, onde lanternas são acesas e danças do leão e do dragão são realizadas trazendo sorte e prosperidade para o ano vindouro.

2º Festival da Lua Chinês em São Paulo

Gratuito – para toda família

Data: 14 e 15 de setembro de 2024 | sábado, das 10h às 21h; domingo, das 10h às 18h

Local: Rua 25 de março, esquina com a Ladeira Porto Geral – Metrô São Bento, Centro Histórico de São Paulo – SP

Instagram: @festivaldaluachines

Site: www.festivaldaluachines.com.br.

Sobre os realizadores | O Festival da Lua Chinês é realizado pela comunidade Chinesa, coordenada pela Associação Geral de Jinhua do Brasil, e pela Associação de Caridade China Brasil, que são entidades sem fins lucrativos com o objetivo de promover o intercâmbio cultural, econômico e educacional entre a China e o Brasil. A associação trabalha para fortalecer os laços entre os dois países por meio de eventos, atividades e parcerias que incentivam o entendimento mútuo e a cooperação. Seu foco abrange desde a filantropia, promoção de negócios e investimentos, até a realização de atividades culturais, contribuindo para a ampliação das relações sino-brasileiras.

(Fonte: Com Leila Peres/Infato Comunicação)

Apresentação de orquestra jovem em São Paulo terá lucro destinado a fundo que apoia estudantes com altas habilidades

São Paulo, por Kleber Patricio

No dia 6 de setembro de 2024, às 19h, o Teatro B32, em São Paulo, será palco de um evento que promete não só encantar, mas também transformar vidas. O Alpha in Concert é uma oportunidade para você assistir a uma apresentação emocionante da Orquestra Órion, composta por jovens talentos de escolas públicas e do Instituto Alpha Lumen e, ao mesmo tempo, contribuir para uma causa nobre: a educação de jovens brasileiros com altas habilidades.

Evento realizado pelo Instituto Alpha Lumen em parceria com o Instituto Stone e a DKS Eventos, uma ONG dedicada a identificar e apoiar jovens talentosos, especialmente aqueles provenientes de escolas públicas e contextos vulneráveis, o Alpha In Concert tem como objetivo arrecadar fundos para o fundo de apoio aos talentos. Esse fundo é essencial para que esses jovens possam desenvolver plenamente suas habilidades e alcançar seus sonhos.

Imagine poder contribuir para que um jovem talentoso que talvez nunca tivesse a oportunidade de mostrar seu valor possa seguir seus sonhos, estudar em uma universidade de ponta ou mesmo se tornar um líder em sua comunidade – isso é o que o Alpha in Concert possibilita: uma chance de investir em um futuro melhor para todos.

Conheça a Orquestra Órion

A Orquestra Órion é formada por estudantes que encontraram na música uma forma de expressão. Esses jovens são a prova viva de que o talento, oportunidade e dedicação podem construir grandes resultados:

Leandro Caprini: aos 19 anos, é o spalla da Orquestra Órion. Foi bolsista do Clube dos Sonhos, já passou pela Emesp Tom Jobim e aprendeu com a violinista Elisa Fukuda, atualmente estudando com o violinista da Osesp, Wellington Guimarães. Além de tocar violino, Leandro dá aulas no Instituto Alpha Lumen. Seu grande sonho é compartilhar sua arte com grandes públicos.

Mirella Braga: de 17 anos, é uma talentosa violinista da Orquestra Orion do Instituto Alpha Lumen, onde estuda desde 2020 e é bolsista do Clube dos Sonhos. Já participou de importantes festivais como Música nas Montanhas, em Poços de Caldas, e o Festival de Música de Curitiba. Atualmente, estuda com a renomada professora Elisa Fukuda em São Paulo e sonha em seguir carreira na música.

Cauã Melo: aos 16 anos, também bolsista do Clube dos Sonhos, encontrou sua paixão pela música no Instituto Alpha Lumen. Além de ser destaque em olimpíadas de robótica e astronomia, Cauã sonha em seguir carreira musical, aprofundar seus estudos e integrar uma grande orquestra.

Sobre o Instituto Alpha Lumen

O Instituto Alpha Lumen é uma ONG que busca soluções de impacto social por meio de ações educativas. Tem projetos que abrangem desde a educação STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) até as artes e o desenvolvimento socioemocional. O Instituto se dedica a formar líderes que podem transformar suas comunidades e o mundo.

Garanta seu ingresso e venha viver uma noite de música, educação, cultura e solidariedade no Alpha in Concert.

Detalhes do evento:

Data: 6 de setembro de 2024 | Horário: 19h00

Local: Teatro B32 – Av. Brigadeiro Faria Lima 3732, São Paulo, SP

Ingressos: Todo o valor arrecadado será revertido para o Fundo de Apoio ao Talento do Instituto Alpha Lumen. Adquira seu ingresso. Sua contribuição será totalmente revertida para o fundo de apoio aos talentos, garantindo que mais jovens como Leandro, Mirella e Cauã possam continuar seus estudos e desenvolver suas habilidades.

(Fonte: Com Larissa Magalhães/O Mundo que Queremos)

Cursos de setembro no MAM São Paulo abordam diálogos entre fotografia e literatura, história da arte na América Latina e produção de exposições

São Paulo, por Kleber Patricio

Arte à mão armada (2015), de Carmella Gross. Foto: Coleção MAM São Paulo.

Durante o mês de setembro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo promove quatro cursos, todos online, sobre temas como fotografia, produção de exposições em museus e história da arte na América Latina. Indicados para um público amplo, os cursos têm inscrições abertas no site do MAM (mam.org.br/curso/).

O curso Fotografia pode ser poesia?, ministrado por Juliana Monteiro, promove diálogos entre a fotografia e a literatura que servirão como base para construir caminhos de compreensão sobre a experiência leitora e o texto visual. O que acontece quando acolhemos, em um mesmo livro, fotografia e literatura? As narrativas fotográficas e as literárias apresentam elementos em comum? De que forma essas linguagens são articuladas para provocar, no leitor, uma experiência costurada entre foto e palavra? Fotografia pode ser poesia? Esses questionamentos conduzirão os quatro encontros em que obras de Orides Fontela, Natália Ginzburg, Adolfo Navas, Luciana di Leone, James Wood, Marvel Harris, Annie Ernaux, Maureen Bisilliat, Byung-Hun Min e Graciela Iturbide serão ponto de partida.

A artista Katia Canton ministra o curso A arte cura? – uma história das potências curativas da arte, que demonstra como o potencial de cura por meio da arte tem se destacado cada vez mais nas discussões contemporâneas, especialmente após a pandemia. Mas de que tipo de cura estamos falando e a que arte estamos nos referindo? Partindo destas perguntas, as aulas buscam explorar narrativas diversas relacionadas a esse tema percorrendo construções que articulam a ideia de transformação por meio da produção e apreciação de diversas expressões artísticas. As quatro aulas propostas servirão como estruturas panorâmicas para estimular debates sobre as diferentes interpretações do termo ‘cura’ analisando a arte de uma maneira transdisciplinar.

O processo de desenvolvimento de exposições é o objetivo do curso Produção de exposições nos museus de arte, ministrado por Cláudia Vendramini, que apresenta os desafios das etapas de pré-produção, produção e pós-produção. Do projeto curatorial à experiência de visitar exposições de arte, os participantes do curso vão descobrir o passo a passo da produção artística e executiva. As aulas serão expositivas com conteúdo em formato digital, indicações de leituras e tempo reservado para estudos de casos e troca de experiências.

Reflexões sobre as narrativas visuais produzidas na América do Sul, no Caribe e no México entre os séculos XVIII e XXI são o foco de Mirella Maria, que ministra no curso História da Arte na América Latina. Quais imagens vêm à mente quando você pensa na América Latina? Se aprofundarmos essa reflexão, conseguimos evocar cenários visuais ligados a artistas, exposições e obras de arte da região? Este curso propõe explorar essas questões com o objetivo de analisar e apresentar as diversas narrativas visuais dos territórios geopoliticamente identificados como latinos.

Serão apresentados diálogos interdisciplinares a partir de uma variedade de mídias, como leituras acadêmicas e materiais audiovisuais criados por estudiosos, ativistas, pensadores e artistas. A proposta é oferecer múltiplas perspectivas sobre a América Latina enriquecendo a compreensão visual e promovendo um olhar além do senso comum. O público-alvo deste curso são estudantes, profissionais das áreas de Humanas e todos que se interessam por debates interdisciplinares, especialmente aqueles relacionados às Artes Visuais, Ciências Sociais, História, Geografia e afins. Confira a programação completa:

Curso Online | Fotografia Pode Ser Poesia?, com Juliana Monteiro

Datas: 16, 23, 30 de setembro e 7 de outubro | segundas-feiras | das 19h às 21h

Duração: 4 encontros

Público: interessados em geral

Investimento: R$320,00

Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência

Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado

Curso contempla certificado no final

Programação

Aula 1: Olhar Entre

– Fotografia e poesia

– A imagem do poeta, a palavra do fotógrafo

– Reflexões da literatura sobre a fotografia

Aula 2: Olhar para

– Perspectivas poéticas, cruzamento de olhares

– Livros em diálogo

– Reflexões sobre fotos dos participantes

Aula 3: Olhar com

– Narratividade

– Fotografia com narrativa

– Reflexões da literatura sobre a fotografia

Aula 4: Olhar para

– Perspectivas narrativas, cruzamento de olhares

– Livros em diálogo

– Reflexões sobre fotos dos participantes.

Sobre a professora | Juliana Monteiro investiga a poética dos dias, das relações e da existência humana a partir de diferentes mídias e suportes. O caráter universal do que é íntimo, a impermanência e a dinâmica entre palavra e imagem são eixos presentes em sua observação artística, que se vale da fotografia e da palavra como principais instrumentos do dizer. Nascida no Rio de Janeiro em 1981, vive e trabalha em São Paulo, onde se formou em Linguística e em Comunicação e, desde então, tece relações entre diferentes linguagens. Além de participar de exposições coletivas, publicou os livros de artista Pandora (2020), Aprendiz (2021) e Queira receber como recordação (2022), entre outros. Em 2017, juntamente com o escritor João Anzanello Carrascoza, publicou o livro Catálogo de Perdas (SESI-SP), composto por 40 fotografias e 40 contos. Essa obra foi finalista do prêmio Jabuti e vencedora do prêmio FNLIJ nas categorias leitor adulto e projeto editorial. Pela Maralto, em 2023, publicou Fronteiras visíveis, também com o escritor João Carrascoza.

A Arte Cura? – Uma História das Potências Curativas da Arte, com Katia Canton

Datas: 18, 25 de setembro, 2 e 9 de outubro | quartas-feiras | das 18h às 20h

Duração: 4 encontros

Público: interessados em geral

Investimento: R$350,00

Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência

Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado

Curso contempla certificado no final

Programação

Aula 1

– Arte-cura e o zeitgeist do agora

– Estética, cuidado de si, política e liberdade

– Narrativas enviesadas de um uso da arte em pesquisas recentes nas áreas de saúde e neurociência

– O surgimento da neuroestética e seus desdobramentos

– Reflexões pós-pandêmicas sobre os lugares da arte

Aula 2

– Uma pequena história da arte como história de cura e transcendência

– A Grécia Antiga e seus métodos de cura

Aula 3

– O pioneirismo de Osório César

– A revolução de Nise da Silveira

– O surgimento da arte-terapia e suas interfaces com a arte-educação: experiências, invenções e a arte como política de liberdade

Aula 4

Apresentação de artistas, inventores-sobreviventes, protagonistas de uma arte curativa, olhando para a produção de Hilma von Klimt, Leonora Carrington, Jean Dubuffet, Arthur Bispo do Rosário, Aurora Cursino, Ann Halprin, Maria Fux, Marina Abramović, Lygia Clark, Tunga e Ernesto Neto, entre outros.

Sobre a professora

Katia Canton é artista visual, escritora, jornalista, professor e curadora. Psicanalista em formação pelo Instituto Brasileiro de Ciência e Psicanálise e Fórum do Campo Lacaniano. Estudou arquitetura, dança e formou-se jornalista pela ECA-USP, em São Paulo. Também estudou literatura e civilização francesas no curso de estudos superiores dado pela Aliança Francesa juntamente com a Universidade de Nancy II. Em 1984 transferiu-se para Paris, com uma bolsa de estudos de dança moderna no estúdio Peter Goss.

Viveu em Nova York por oito anos, onde trabalhou como repórter para vários jornais e revistas e realizou mestrado e doutorado na New York University. Sua pesquisa acadêmica é interdisciplinar e relaciona as artes e os contos de fadas, de várias épocas e culturas do mundo. Trabalhou um ano e meio como bolsista no MoMA, de Nova York, criando projetos de arte e narrativa no departamento de educação. De volta ao Brasil, ingressou como docente na Universidade de São Paulo, sendo professora associada do Museu de Arte Contemporânea (onde foi vice-diretora) e do programa de pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte.

Seu trabalho artístico é multimídia, incluindo desenho, pintura, fotografia e objetos, e conceitualmente se liga a questões sobre sonho, desejos e narrativas. Tem realizado exposições em museus, galerias e instituições culturais no Brasil e no exterior, desde 2008.

Como autora, além de escrever livros sobre arte, criou mais de 50 livros ilustrados para o público infantil e juvenil, tendo recebido vários prêmios, no Brasil e no exterior. Entre eles, recebeu por três vezes o prêmio Jabuti, prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Produção de Exposições nos Museus de Arte, com Cláudia Vendramini Reis

Datas: 10, 12, 17, 19, 24 e 26 de setembro | Terças e quintas-feirast | das 10h às 12h

Duração: 6 encontros

Público: interessados em geral

Investimento: R$480,00

Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência

Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado

Curso contempla certificado no final

Programação

Aula 1: Introdução sobre museus de arte e a diversidade de exposições

– Apresentação do conteúdo do curso, da professora e dos participantes

– Indicação de bibliografia

– Introdução: museus de arte e exposições de longa, média e curta duração

– Projeto curatorial e expográfico

– O produtor de projetos artísticos e culturais: área de atuação com foco nas exposições de arte nos museus

Aula 2: Quando inicia e termina a produção artística e executiva?

– As relações do produtor com profissionais, equipes e instituições: curadores, arquitetos, artistas, colecionadores, designers, museólogos e educadores, entre outros

– Da elaboração do projeto a sua realização: pré-produção, produção executiva e pós-produção

Aula 3: Pré-produção

– Acompanhamento de pesquisa, produção de conteúdos e elaboração de lista de obras

– Documentação de empréstimo temporário de obras de arte, obras comissionadas, banco de dados e seus desafios

– Carta de apresentação da exposição, carta convite, solicitação de empréstimos e seguro de obras de arte

– Documentação referente aos espaços expositivos e condições de exibição de obras de arte (Facility Report)

Aula 4: Produção executiva

– Elaboração de orçamentos, cronogramas, fluxos de desembolso

– Processos de tomada de preços/cotações, contratação de prestadores de serviços, aquisição de materiais, equipamentos e/ou locação

– Logística de transporte, embalagem de obras de arte, seguro e acompanhamento museológico e laudos de estado de conservação das obras

Aula 5: Produção executiva | Interface com equipes

– Interface com as equipes responsáveis pela concepção e execução de projetos expográfico, luminotécnico, identidade visual, design gráfico, comunicação e publicações

– Montagem, desmontagem e manutenção de exposições

– Interface com equipes de projetos educativo, acessibilidade, orientação de públicos, segurança e outros serviços

Aula 6: Pós-produção

– Pesquisas de opinião e processos de avaliação do projeto executado

– Prestação de contas durante e ao final do projeto

– Elaboração de relatórios parciais e finais

– Avaliação do curso junto aos participantes.

Sobre a professora | Cláudia Vendramini Reis é professora na pós-graduação do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação, CELACC – núcleo de apoio a pesquisa da ECA-USP, no qual ministra a disciplina Gestão de Projetos Culturais, desde 2016. É mestre em Museologia pelo PPGMUS-USP, na linha de pesquisa História dos processos museológicos, coleções e acervos. Foi coordenadora de produção da 29a Bienal de São Paulo (2010) e gerente do programa educativo da Fundação Bienal de São Paulo (2017-2019). É membro do ICOM Brasil e da Comissão de Ética Profissional do Conselho Regional de Museologia da 4ª Região – Corem 4R.

História da Arte na América Latina, com Mirella Maria

Datas: 10, 17, 24 de setembro e 1º de outubro | terças-feiras | das 19h às 21h

Duração: 4 encontros

Público: interessados em geral

Investimento: R$350,00

Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência

Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado

Curso contempla certificado no final

Programação

Aula 1: De que História da Arte e América Latina estamos falando?

– Breve discussão sobre os conceitos de América Latina, Abya Yala e Améfrica Ladina

– Produção artística no período colonial nas Américas: arquitetura, pintura e escultura (foco em Brasil, Peru e México)

Aula 2: Narrativas visuais em instituições culturais e educacionais na América Latina

– Análise de museus, coleções e curadorias; construção de museus comunitários e virtuais

– Escolas e currículos, movimentos de integração de arte e educação em espaços educacionais

Aula 3: Movimentos de luta e resistência na História da Arte na América Latina

– Produções artísticas nos períodos de ditaduras no Brasil e Chile: Cildo Meirelles, Ilê Ayê, Arpilleras no Chile

– Mudanças climáticas e artes visuais: o contexto do Caribe

– Artistas em Cuba: Celia y Yunior

– Artistas em Porto Rico: Sofía Galissá Muriente e Javier Román

– Arte política: Tania Bruguera, Carlos Martiel, Vink Art y Torch Místico e Mori Vivi

Aula 4: As Relações do Brasil com o contexto latino-americano

– Compreensão e visualização das discussões sobre América Latina/Améfrica Ladina no contexto artístico brasileiro

– Análise das produções artísticas e artistas no Brasil nos séculos XX e XXI (artistas como Hélio Oiticica, Salissa Rosa e Paulo Nazareth).

Sobre a professora | Mirella Maria é artista visual, pesquisadora e professora. Graduada em Artes Visuais e mestre em Arte Educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), atuou como arte-educadora e formadora em instituições como o Museu Afro Brasil, Sesc, Instituto Adelina e Sparks School (África do Sul). Também foi professora convidada na Universidade de Belas Artes da Áustria e no ISCTE, em Lisboa. Como artista visual, participou da XII Bienal do Mercosul. Atualmente, é doutoranda em História da Arte na Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA. Sua pesquisa foca na produção artística contra hegemônica, alinhando epistemologias do Sul Global com questões étnico-raciais, de gênero e estudos pós-coloniais.

Serviço:

Museu de Arte Moderna de São Paulo

Cursos de setembro no MAM

Inscrições disponíveis pelo site https://mam.org.br/curso/

Quem integrar o programa de fidelidade Amigo MAM tem 20% de desconto. Estudantes, professores e aposentados têm 10%.

Dúvidas: cursos@mam.org.br  | WhatsApp: (11) 99774-3987

Telefone: (11) 5085-1300

Acesso para pessoas com deficiência | Restaurante/café | Ar-condicionado

Mais informações:

MAM São Paulo

www.instagram.com/mamsaopaulo/

https://www.facebook.com/mamsaopaulo/

www.youtube.com/@mamsaopaulo/.

(Fonte: Com Victoria Louise/A4&Holofote Comunicação)

Rio de Janeiro e Brasília recebem homenagens ao renomado cineasta espanhol Bigas Luna

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Betty Bigas.

O Bigas Luna Tribute (https://bigaslunatribute.wordpress.com/), uma celebração internacional em homenagem ao aclamado cineasta espanhol Bigas Luna, desembarca no Brasil entre os dias 4 e 10 de setembro de 2024. Durante o evento, o público brasileiro terá a oportunidade de participar de exibições cinematográficas e palestras dedicadas à obra do diretor, que foi um dos nomes mais influentes do cinema espanhol nas últimas décadas.

O tributo incluirá cinco sessões de cinema e duas palestras, em colaboração com os Cinemas Estação Net Rio, os Institutos Cervantes do Rio de Janeiro e de Brasília, o Ministério da Cultura da Espanha e as universidades de Durham e Costa Rica. A programação destaca a aclamada trilogia de ‘retratos ibéricos’ de Bigas Luna, composta pelos filmes ‘Jamón Jamón’ (1992), ‘Huevos de Oro’ (1993) e ‘La Teta y la Luna’ (1994). Esses filmes, além de seu sucesso internacional, são considerados obras-primas do cinema pós-franquista, refletindo uma Espanha em transição.

O evento no Brasil faz parte de uma série de homenagens organizadas pelo professor Santiago Fouz Hernández, da Universidade de Durham, e por Betty Bigas, filha do cineasta, que estará presente no festival. Desde 2015, o Bigas Luna Tribute já passou por quase 30 cidades em 10 países; entre eles, Austrália, Áustria, Costa Rica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Itália, México, Reino Unido e agora Brasil. No site do Grupo Estação (RJ), a programação e sinopses estão em https://grupoestacao.com.br/experimente/mostra-bigas-luna/.

PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira, 4 de setembro – 18h30

Auditório do Instituto Cervantes RJ

Bigas x Bigas (2016)

Mesa-redonda com Betty Bigas, Santiago Fouz e Carolina Sanabria.

Quinta-feira, 5 de setembro – 21h00

Estação Net Rio, Sala 2 – RJ

Jamón Jamón (1992)

Apresentado por Betty Bigas, Santiago Fouz e Carolina Sanabria.

Sexta-feira, 6 de setembro – 21h00

Cinemas Estação Net Rio, Sala 2 – RJ

Ovos de Ouro (1993)

Apresentado por Carolina Sanabria (Universidade da Costa Rica).

Sábado, 7 de setembro – 21h00

Cinemas Estação Net Rio, Sala 2 – RJ

A teta e a lua (1994)

Apresentado por Santiago Fouz (Universidade de Durham, Reino Unido).

Terça-feira, 10 de setembro – 19h00

Instituto Cervantes Brasília – DF

Bigas x Bigas (2016)

Palestra de Santiago Fouz Hernández (Universidade de Durham).

Os eventos são financiados pelo Ministério da Cultura da Espanha e pela Universidade de Durham, em parceria com os Institutos Cervantes do Rio de Janeiro e de Brasília, e os Cinemas Estação Net.

Serviço:

Bigas Luna Tribute

Cinemas Estação Net Rio (Sala 2): Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ

Instituto Cervantes Rio: Av. Visc. de Ouro Preto, 62 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ

Instituto Cervantes Brasília: SEPS Q 707/907 – Asa Sul, Brasília – DF

Classificação: 18 anos

Apoios: Ministério da Cultura da Espanha, Instituto Cervantes Rio & Brasília, Cinemas Estação Net, Durham University, Universidade da Costa Rica, Bigas Luna Tribute, Baltazar Produção & Conteúdo

Redes Sociais e Sites Oficiais:

Instagram: @bigaslunahomage, @grupoestacao, @CervantesRio, @IC_Brasilia

Bigaslunatribute.info – https://bigaslunatribute.info

Grupoestacao.com.br –  https://grupoestacao.com.br

riodejaneiro.cervantes.es https://riodejaneiro.cervantes.es

brasilia.cervantes.es – https://brasilia.cervantes.es.

(Fonte: Com Alexandre Aquino Assessoria de Imprensa)