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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Sobe para 2.300 número de animais da pecuária mortos em incêndios no interior de SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Agência Brasil.

Milhares de animais da pecuária perderam a vida nos incêndios, neste fim de semana, no interior de São Paulo. Focos de fogo possivelmente criminosos se alastraram rapidamente entre canaviais e propriedades rurais, devido ao forte vento e à estiagem. Em um único assentamento na área rural de Pradópolis, as chamas vitimizaram diretamente 217 porcos, frangos e galinhas. E em Santo Antônio do Aracanguá, ao menos 43 bois morreram carbonizados em uma fazenda.

Além das consequências diretas, os incêndios também causaram problemas logísticos e de infraestrutura que já impactaram milhares de animais. Na estrada entre Batatais e Ribeirão Preto, 2.000 frangos morreram em três caminhões parados nos bloqueios causados pelo fogo. A situação foi agravada pela alta temperatura. “Confinados por cercas ou em caminhões, muitos desses animais sequer tiveram a chance de fugir. Em casos como esse, é crucial destacar que os animais criados pela pecuária são tão vítimas quanto os animais silvestres. Eles também são capazes de sentir dor e medo. As suas mortes não são apenas números, são vidas que foram perdidas em meio a um sistema que já negligencia seus direitos mais básicos”, lamenta a diretora da ONG Sinergia Animal no Brasil, Cristina Diniz.

Em uma fazenda em Itirapina, cerca de 70 bois conseguiram romper a cerca para fugir do fogo. Outros não tiveram a mesma sorte – em Ribeirão Preto, a Defesa Civil relatou que vacas e porcos presos em um curral não conseguiram escapar das chamas. O mesmo ocorreu em Boa Esperança do Sul, onde 10 porcos e um bezerro foram mortos pelo incêndio que se alastrou rapidamente. Casos semelhantes foram registrados em Santa Isabel e em um haras tomado pelo incêndio em Guapiaçu.

“Abram suas porteiras, é uma questão de vida”, suplicou a prefeita do município de Lucélia, Tati Guilhermino, em um apelo feito aos produtores rurais no rádio. A Defesa Civil declarou que ainda está levantando o número total de animais impactados pela tragédia nas cidades da região. “Mesmo os animais que sobreviveram agora correm risco de sofrer com a falta de alimento em áreas de pasto amplamente devastadas pelo fogo, como já vem ocorrendo no Pantanal”, alerta Diniz.

Em apenas dois dias, segundo o Inpe, São Paulo registrou quase 7 vezes mais incêndios do que em todo o mês de agosto de 2023 e mais focos do que todos os meses de agosto desde 1998. Foram 2.300 focos de incêndio só no fim de semana, queimando mais de 20 mil hectares e deixando 48 cidades do interior de São Paulo em alerta máximo para queimadas.

“Estamos diante de uma tragédia de proporções imensuráveis. Lamentavelmente, este não é um caso isolado – como vimos nos incêndios no Pantanal e nas enchentes no Rio Grande do Sul, onde mais de um milhão de animais da pecuária foram impactados. É preciso urgentemente estabelecer planos de contingência eficazes que incluam esses animais em casos emergenciais e repensar os nossos sistemas alimentares para combater a crise climática”, conclui a diretora da Sinergia Animal no Brasil.

Sobre a Sinergia Animal | A Sinergia Animal é uma organização internacional que trabalha em países do Sul Global para diminuir o sofrimento dos animais na indústria alimentícia e promover uma alimentação mais compassiva. A ONG é reconhecida como uma das mais eficientes do mundo pela renomada instituição Animal Charity Evaluators (ACE).

(Fonte: Com Jessica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Mães pretas têm quase o dobro de dificuldade em relação às brancas para vacinar crianças de até 2 anos

Brasil, por Kleber Patricio

Falta de tempo e de transporte são alguns dos obstáculos enfrentados por mães pretas para vacinarem seus filhos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

No Brasil, crianças cuja mãe, pai ou responsável é preta são as mais prejudicadas por atrasos no calendário vacinal e falta de acesso à vacinação nos primeiros anos de vida. As mães pretas enfrentam quase o dobro de dificuldades para vacinar seus filhos em comparação com mães brancas, segundo mostra pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Os dados estão em artigo publicado no dia 23 de agosto na Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde. O estudo observou que 23% dos responsáveis relataram que já deixaram de vacinar a criança apesar de tê-la levado ao posto de vacinação, taxa que chega a 17% entre brancos e ultrapassa 29% entre pretos.

Os dados alertam para a alta frequência de atrasos e falhas na vacinação no Brasil – segundo os dados, a maioria (86%) das crianças nascidas em 2017 e 2018 não foi vacinada no tempo correto por problemas como dificuldade de acesso, falta de imunizantes e salas sem profissionais ou materiais necessários. Ela também revela a existência de uma desigualdade racial na cobertura vacinal oportuna de crianças no quinto, no décimo segundo e no vigésimo quarto mês de vida, quando são aplicadas doses como tríplice viral contra sarampo, rubéola e parotidite, hepatite A e rotavírus, entre outras.

O levantamento contou com informações do Inquérito Nacional de Cobertura Vacinal de mais de 37,8 mil nascidos vivos em 2017 e 2018, além de entrevistas feitas com mães e responsáveis pelas crianças e análise das cadernetas de vacinação em todas as 26 capitais do Brasil, no Distrito Federal e em mais 12 cidades com mais de 100 mil habitantes.

Os obstáculos mais comuns foram falta de vacina, sala de vacina fechada e falta de profissional de saúde. Além disso, 7% dos responsáveis enfrentaram dificuldades para levar seus filhos para a vacinação, por motivos que vão da falta de tempo à dificuldade de transporte. Essa probabilidade foi 75% maior entre população preta comparada à branca. Outro dado mostra que cerca de metade das crianças tiveram atraso em alguma vacina até os 5 meses e 61% até o primeiro ano. A pesquisa aponta que entre crianças de mães pardas/pretas os números foram maiores.

Para Antonio Fernando Boing, professor da UFSC e autor do estudo, a disparidade racial da vacinação de crianças e nos obstáculos enfrentados para vacinar é injusta, reproduz as desvantagens materiais vivenciadas pela população preta no Brasil e mostra falhas no cumprimento do princípio de equidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “As dificuldades para se chegar aos postos de vacinação e, depois, para garantir a vacina no braço, não se distribuem de forma aleatória no país; elas são mais comuns quando mães, pais ou responsáveis são pretos e isso é inaceitável”, diz.

Segundo ele, o trabalho mostra que, além da discussão sobre disseminação de notícias falsas sobre vacinação, é necessário debater e agir sobre como condições materiais de vida e falhas estruturais dos serviços de saúde ampliam desigualdades sociais e interferem na queda de taxas de vacinação. “Pessoas que reconhecem os benefícios das vacinas e desejam aplicá-las em seus filhos estão tendo dificuldades de acesso a elas, sobretudo se forem pretas”. Para Boing, modificar esse contexto exige melhorar as condições de vida da população, qualificar o SUS e investir em ações de monitoramento e enfrentamento de desigualdades em saúde.

(Fonte: Agência Bori)

Conheça cidades brasileiras aonde os ipês chamam a atenção e atraem turistas

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Unsplash.

Uma das mais belas manifestações da natureza nesta época do ano, os ipês se transformam também atrativos turísticos. Essas árvores, nativas do Brasil e de algumas regiões da América do Sul, encantam pelas suas lindas flores coloridas e vibrantes que florescerem de uma só vez, deixando de lado os galhos aparentemente secos em questão de dias.

Muitas cidades no Brasil aproveitam essa floração para promover eventos culturais e turísticos, dando foco para a beleza das árvores e atraindo visitantes para apreciar o espetáculo das flores. São eventos que ajudam a valorizar a cultura local, incentivam o turismo sustentável e proporcionam momentos de lazer e conexão com os atrativos naturais. Confira algumas cidades conhecidas pela beleza de seus ipês.

Brasília (DF) – A capital do país é famosa pela grande quantidade de ipês, especialmente os amarelos, que abrilhantam as ruas da cidade. Durante a floração, Brasília fica ainda mais bonita e convida os turistas a aproveitarem para tirar fotos e participar de caminhadas fotográficas. A floração dessas árvores fica ainda mais intensa na época da seca, quando a cidade está quase sem vegetação, destacando, ainda mais, a beleza colorida dessas árvores.

Campo Grande (MS) – A capital do Mato Grosso do Sul é conhecida como a ‘Cidade dos Ipês’ devido à grande quantidade dessas árvores espalhadas por seus espaços urbanos. Eles são parte essencial da identidade da cidade, ajudando a definir a paisagem e a enriquecer a cultura. A floração dos ipês, especialmente entre os meses de julho e setembro, transforma Campo Grande em um cenário de cores vibrantes, que encantam vários locais como ruas, praças e parques. Especialmente as de cores amarelas, roxas, rosas e brancas formam túneis coloridos que dão um charme especial e um chamado para aquele registro incrível da natureza sul-mato-grossense.

Curitiba (PR) – Conhecida como a ‘Capital Ecológica’ do Brasil, a capital do Paraná tem uma forte relação com os ipês, que se destacam como um dos elementos mais encantadores da paisagem urbana da cidade. Amplamente plantados em parques, praças, ruas e avenidas, essas árvores reforçam o compromisso da cidade com a arborização e a preservação ambiental.

A floração dos ipês em Curitiba é um convite não só às fotografias, mas às caminhadas pelos parques e ruas. Além disso, a cidade organiza eventos e atividades culturais que incentivam a população a valorizar e cuidar dessas áreas.

São Paulo (SP) – A terra da garoa, nessa época, abraça os ipês com uma relação especial. Eles se destacam no meio da paisagem urbana como um dos símbolos de beleza natural. A capital paulista, conhecida por sua selva de pedra, encontra nessas árvores um contraste encantador, especialmente durante os meses de inverno e início da primavera, quando elas florescem e transformam a paisagem cinza da cidade em um colorido de encher os olhos.

Parques como o Ibirapuera, Parque do Carmo e Parque Villa-Lobos são famosos por seus ipês, que se tornam grandes atrações durante a floração. Avenidas movimentadas, como a 23 de Maio, a Avenida Paulista e a Avenida Brasil, também são marcadas pela presença dessas árvores.

Goiânia (GO) – É outra cidade que se transforma durante a floração dos ipês, especialmente nos parques urbanos, onde acontecem eventos que incentivam o contato com a natureza e a fotografia. Essas árvores são tão integradas à paisagem urbana de Goiânia que se tornaram um de seus maiores símbolos. A cidade muitas vezes é chamada de “Capital dos Ipês”, exatamente devido à grande quantidade dessas árvores espalhadas por avenidas, parques e praças, o que reforça a identidade ecológica e paisagística da capital goiana.

Rota dos Ipês – O projeto, que começou a se tornar realidade no ano de 2018 no Espírito Santo, é fruto de uma parceria entre o poder público e privado com o objetivo de fomentar o turismo local e proporcionar a chegada de novos empreendimentos na região de Soído, no centro de Domingos Martins (ES). A atração conta com 7km de trajeto margeados por uma densa vegetação nativa e mais de 500 mudas dessas árvores em fase de crescimento. A intenção é que, futuramente, o percurso seja um dos cartões-postais da cidade.

Incentivo | O Ministério do Turismo desenvolve várias ações para estimular os brasileiros a viajarem mais pelo país. Uma delas é o Conheça o Brasil: Voando, uma parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos e empresas aéreas. O programa envolve, por exemplo, o aumento da oferta de voos e a opção de ‘stopover’, já disponível em cidades como São Paulo (SP), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Recife (PE), Manaus (AM) e Belém (PA). Na modalidade, com uma mesma passagem área o turista pode visitar um local intermediário antes de seguir ao destino final.

Já o Conheça o Brasil: Realiza permite que correntistas do Banco do Brasil tenham acesso a uma linha de crédito voltada à aquisição de serviços turísticos com condições diferenciadas. O trabalho do MTur também abrange o Conheça o Brasil: Cívico. A iniciativa visa incentivar estudantes, professores e pesquisadores a visitarem destinos conectados à história nacional com um projeto-piloto desenvolvido em Brasília (DF) e cidades do entorno da capital.

(Fonte: Ministério do Turismo/Governo Federal)

Feriado de 7 de setembro em São Paulo tem abertura de exposição sobre as ditaduras brasileiras e argentinas com entrada gratuita

São Paulo, por Kleber Patricio

Exposições Uma Vertigem Visionária – Brasil: Nunca Mais e Memória argentina para o mundo: o Centro Clandestino ESMA apresentam processos de luta e resistência em ambos os países.

São Paulo abriga o principal museu de história dedicado à memória política das resistências e da luta pela democracia no Brasil, que tem como missão a valorização da cidadania, da pesquisa e da educação a partir de uma perspectiva plural e diversa sobre o passado, o presente e o futuro. O Memorial da Resistência de São Paulo é um museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, aberto em 2009, e fica exatamente no mesmo prédio onde operou entre 1940 e 1983 o Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops/SP). No feriado de 7 de setembro, o museu apresenta a abertura de duas exposições concomitantes: ‘Uma Vertigem Visionária – Brasil: Nunca Mais’ e ‘Memória argentina para o mundo: o Centro Clandestino ESMA’.

A mostra argentina é uma itinerância realizada pelo Museu Sítio de Memória ESMA – ex-centro clandestino de detenção, tortura e extermínio em Buenos Aires – e explora a história do edifício desde a ocupação pelas Forças Armadas, durante a última ditadura argentina (1976–1983), até seu reconhecimento como Patrimônio Imaterial da Unesco, em 2023. As violações de direitos humanos cometidas contra mulheres no período também são revisitadas a partir dos testemunhos das sobreviventes.

Em paralelo, com curadoria do pesquisador e professor Diego Matos, a exposição Uma Vertigem Visionária – Brasil: Nunca Mais é dedicada à memória do projeto homônimo, responsável pela mais ampla pesquisa já realizada pela sociedade civil sobre a tortura no Brasil durante a Ditadura Civil-Militar (1964–1985).

Brasil: Nunca Mais (1991). Editora Vozes. Foto: Memorial da Resistência de São Paulo.

Com as duas mostras, o Memorial explora as últimas ditaduras brasileira e argentina ao apresentar diferentes processos de luta e resistência protagonizados em ambos os países latino-americanos. A partir da história oral, coloca ambas as exposições em diálogo para a construção de uma memória coletiva sobre os períodos de repressão.

A abertura contará com a presença de Mayki Gorosito, diretora técnica do Museu Sítio de Memória ESMA, e do curador Diego Matos.

Uma Vertigem Visionária – Brasil: Nunca Mais

Em 400m², a mostra resgata a memória do projeto Brasil: Nunca Mais, empreendida entre 1979 e 1985. A iniciativa foi responsável por sistematizar e produzir clandestinamente cópias de mais de 1 milhão de páginas contidas em 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM), revelando a extensão da repressão política do Brasil no período.

A história do projeto e seus desdobramentos é apresentada junto a testemunhos de advogados, jornalistas e defensores de direitos humanos envolvidos no projeto, que, por anos, tiveram seus nomes mantidos no anonimato: Paulo Vannuchi, Anivaldo Padilha, Ricardo Kotscho, Frei Betto, Carlos Lichtsztejn, Leda Corazza, Petrônio Pereira de Souza e Luiz Eduardo Greenhalgh.

Alípio Freire. Série a partir de fotografia de Rita Sipahi (1973) – Coleção Alípio Freire/Acervo Memorial da Resistência de São Paulo.

O arquivo de 707 processos judiciais, expõe os depoimentos de presos políticos sobre as ações de repressão, vigilância, perseguição e tortura do aparato estatal. As cópias desse conteúdo, que por anos foram mantidas em segurança em acervos preservados na Suíça e nos EUA, tiveram repatriamento e retornaram ao Brasil em 2011, onde atualmente encontram-se sob salvaguarda do Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp, em Campinas.

O projeto teve apoio do Conselho Mundial de Igrejas e da Arquidiocese de São Paulo, com participação de Dom Paulo Evaristo Arns (1921–2016), arcebispo de São Paulo, e do Rev. James Wright (1927–1999), da Missão Presbiteriana do Brasil Central.

Além dos arquivos do projeto Brasil: Nunca Mais, a exposição apresenta obras da Coleção Alípio Freire, sob salvaguarda do Memorial da Resistência, realizadas por ex-presos políticos como Artur Scavone, Ângela Rocha, Rita Sipahi, Manoel Cyrillo, Sérgio Ferro, Sérgio Sister e o próprio Alípio Freire, durante a permanência em presídios de São Paulo na Ditadura.

Também compõem a mostra obras de arte de artistas como Carmela Gross, Regina Silveira, Artur Barrio, Antonio Manuel, Rubens Gerchman, Claudio Tozzi e Carlos Zílio, do Acervo da Pinacoteca de São Paulo, e obras externas de Rivane Neuenschwander, Claudio Tozzi e Carlos Zilio. Rafael Pagatini apresentará uma obra, comissionada para a exposição, ocupando um mural de 100m² na área externa do museu.

A exposição também lança luz sobre o tempo presente, oferecendo indícios da importância desse debate hoje na perpetuação das permanentes violências do Estado contra suas minorias e populações vulneráveis.

Memória argentina para o mundo: o Centro Clandestino ESMA

Museu Sítio de Memória ESMA – ex-centro clandestino de detenção, tortura e extermínio. Foto: Divulgação.

O lugar de memória, antiga sede da Escola Superior de Mecânica da Armada (ESMA), foi o maior centro clandestino da última ditadura civil-militar argentina (1976–1983), onde foram detidas ou desaparecidas cerca de 5 mil pessoas, entre militantes políticos, estudantes e artistas. Com dois eixos principais divididos em 210m², a exposição apresenta a história do edifício junto a depoimentos com diferentes histórias de luta, lançando um olhar sobre o passado e conectando-o ao tempo presente e as reinvindicações por justiça, verdade e reparação.

O núcleo Patrimonio do Nunca Mais contém um vídeo institucional sobre a ESMA e seis painéis com textos e imagens que abordam a história do edifício. Já Ser mulheres na ESMA aborda as violências específicas a quais mulheres sofreram durante seus sequestros e detenções, como a maternidade durante a prisão, a solidariedade entre as presas e os caminhos adotados para a recuperação física e psicológica das vítimas.

Também compõe o espaço expositivo uma ocupação com fotografias documentais do acervo Memoria Abierta, aliança de organizações argentinas de direitos humanos que promove a memória sobre as violações de direitos no passado recente, ações de resistência e lutas pela verdade e justiça, para refletir sobre o presente e fortalecer a democracia. A fim de apresentar ao público brasileiro a memória visual do período, a ocupação traz registros dos fotógrafos Daniel García e Eduardo Longoni e duas imagens sem autoria definida.

Além de reforçar a importância da história oral, a mostra busca valorizar a preservação e a musealização de lugares de memória difícil – em estreito diálogo com a exposição temporária dedicada ao projeto Brasil: Nunca Mais.

Sobre o museu

Prédio do Memorial da Resistência de São Paulo. Foto: João Leoci.

O Memorial da Resistência de São Paulo é o principal museu de história dedicado à memória política das resistências e da luta pela democracia no Brasil, e tem como missão a valorização da cidadania, da pesquisa e da educação a partir de uma perspectiva plural e diversa sobre o passado, o presente e o futuro.

Aberto ao público em 2009, o museu é um lugar de memória dedicado a preserva a história do prédio onde operou entre 1940 e 1983 o Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops/SP), uma das polícias políticas mais truculentas da história do país.

Por meio de exposições temáticas de grande impacto social, ações educativas, atividades para pessoas com deficiência e programações culturais gratuitas, o museu se consolidou como referência em Educação em Direitos Humanos, promovendo o pensamento crítico e desenvolvendo atividades sobre direitos humanos, repressão, resistência e patrimônio.

Serviço:

Largo General Osório, 66 – Santa Ifigênia, São Paulo, SP

Telefone: 55 (11) 3335-5910

Aberto de quarta a segunda (fechado às terças), das 10h às 18h

Entrada gratuita:  os ingressos do Memorial estão disponíveis no site e na bilheteria do prédio. Todas as pessoas, inclusive menores de idade, precisam reservar seus ingressos em https://memorialdaresistenciasp.org.br/horarios-e-ingressos/

Acesso Seguro: A Pinacoteca conta com uma saída exclusiva da CPTM a Pina Estação que faz integração com a linha 4 – Amarela do metrô. O acesso exclusivo pelo Boulevard João Carlos Martins oferece segurança para os visitantes que acessam os equipamentos culturais do Complexo Júlio Prestes, onde está a Pinacoteca Estação. Para acessar este caminho, basta seguir as sinalizações da plataforma 1 da CPTM na Estação da Luz.

(Fonte: Com Juliana Victorino/Agência Jacarandá)

Liniker anuncia estreia da turnê de ‘Caju’ em parceria com Coala Music

São Paulo, por Kleber Patricio

Liniker no videoclipe de ‘Tudo por Rony Hernandes’.

Liniker compartilhou algumas vezes que ela fez ‘Caju’, seu segundo trabalho solo, para se divertir. O álbum chegou como um furacão: gerou elogios, memes, engajamento, comoção e muitos plays. Foram mais de 30 milhões de streams em apenas 10 dias de lançamento (e até o boné com o título do disco teve todas as unidades colocadas à venda esgotadas em menos de 5 minutos). Após esse primeiro contato com a obra, está chegando o momento de levar a diversão proposta pela cantora e compositora araraquarense para fora do ambiente digital e exponencializar Caju por meio da catarse que só os shows e o contato ao vivo conseguem proporcionar. A turnê de Caju será resultado de uma parceria de Liniker com o Coala Music (ecossistema que tem como objetivo potencializar a música brasileira e nome responsável pelo Coala Festival), sendo que a estreia do espetáculo acontecerá em São Paulo no dia 8 de novembro no Espaço Unimed. No dia 5 de setembro, quinta-feira, os ingressos estarão disponíveis no site da Ticket360.

“Eu fiquei emocionada pela maneira que o público recepcionou Caju. É um disco longo e que não obedece às regras do mercado, com músicas e instrumentais extensos. Já estou na fase de concepção do show e acho que os fãs também serão surpreendidos pela experiência de Caju ao vivo. Não vejo a hora desse encontro”, comenta Liniker. “Cantei a faixa-título em uma apresentação na semana de lançamento do álbum e todo mundo sabia a letra inteira. Até a estreia da turnê, que vai rodar o Brasil, as músicas vão ficar ainda mais latentes na vida das pessoas. Será algo grandioso”, promete.

A parceria de Liniker com o Coala Music surge para tornar o momento do ao vivo ainda mais especial. Responsável pelo Coala Festival e pelas bem-sucedidas turnês da banda O Terno e do rapper BK’, o Coala Music é reconhecido por fortalecer a música brasileira priorizando a arte e os projetos que ajudam a delinear o que é a verdadeira cultura do país. “Estamos muito animados com essa parceria e a possibilidade de produzir a turnê de uma das maiores artistas do Brasil na atualidade, ainda mais se tratando dessa obra prima que é Caju. O Coala Music sempre teve um olhar humano e de longo prazo na relação com o público e com os artistas. A confiança da Liniker e de toda equipe no nosso trabalho mostra que estamos no caminho certo”, diz Victor Senedesi, diretor das áreas de Management e de Turnês do Coala Music.

Em breve, Liniker anunciará as primeiras datas da turnê de Caju e aí, sim, será a hora de decorar quantos shows a artista tem em sua agenda. Ouça Caju.

Serviço:

Liniker em São Paulo

Data: 8 de novembro de 2024 (sexta-feira)

Local: Espaço Unimed – R. Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP

Venda de ingressos: a partir de 5 de setembro no site da Ticket360.

(Fonte: Com Carol Pascoal/Trovoa Comunicação)