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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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UniMAX e CISM lançam aplicativo para acompanhamento de pacientes com depressão, ansiedade e insônia

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Lançamento do ConEmo. Foto: Eliandro Figueira.

O Centro Universitário Max Planck (UniMAX), lançou no último dia 30, em parceria com o Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), a Secretaria Municipal de Saúde e outras universidades federais, o ConEmo (Controle Emocional), aplicativo que promete acompanhar e oferecer apoio a moradores de Indaiatuba que apresentem sintomas de depressão, ansiedade e insônia.

O aplicativo de controle emocional por terapia não guiada foi desenvolvido pela equipe do CISM e, a princípio, está disponível para moradores das regiões atendidas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Parque Campo Bonito e do Jardim João Pioli.

Para a diretora geral da UniMAX, professora Luciana Mori, o lançamento de mais uma ferramenta demonstra a preocupação do centro universitário com o bem-estar da população. “Cuidar da saúde física e mental das pessoas, especialmente dos moradores de Indaiatuba, é uma das premissas da UniMAX. Prova disso é que diariamente buscamos novas parcerias que possam oferecer soluções efetivas e tecnológicas para que as pessoas possam usufruir da qualidade de vida que Indaiatuba oferece”, salienta.

Os interessados em contar com o app no celular devem comparecer às duas unidades de saúde para scanear o QRCode do ConEmo. Na sequência, o paciente preencherá um formulário online e um questionário para verificar se está dentro dos parâmetros exigidos para utilização. Caso atenda aos requisitos, imediatamente o aplicativo será liberado para ser baixado e utilizado.

O ConEmo também poderá ser indicado pelos profissionais de saúde dessas duas UBSs, desde que o paciente seja maior de idade, tenha sintomas significativos de ansiedade, insônia ou depressão (identificados em questionários), não tenha risco de suicídio moderadamente alto ou alto (constatado em questionários) e esteja apto a ler as instruções do aplicativo por meio de um smartphone ou tablet.

Além de melhorar o acesso ao tratamento para esses casos, espera-se que as terapias não-guiadas reduzam a sobrecarga nas unidades básicas de saúde. “Os transtornos mentais comuns, como a depressão, ansiedade e a insônia, provocam grande impacto na saúde, economia e qualidade de vida das pessoas e das comunidades. É impossível pensar em somente uma forma de cuidar quando falamos nestas questões”, ressalta a doutora Heloísa Garcia Claro, docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e co-pesquisadora responsável pelo ConEmo.

Como funciona o aplicativo

O aplicativo ConEmo baseia-se na ativação comportamental para pessoas acometidas por ansiedade, depressão e insônia a fim de auxiliá-las a diminuir esses sintomas. A ferramenta entrega uma intervenção de psicoterapia cognitivo-comportamental com jornadas de sessões e vídeos voltados ao tratamento de cada um desses sintomas e sugere atividades, dicas e estratégias que visam melhorar a saúde dos usuários.

O ConEmo faz parte de um projeto conduzido por psicólogos, médicos, enfermeiros e pesquisadores com experiência em estudos semelhantes. A equipe abordará o contexto de saúde e sociodemográfico dos pacientes e fará análises estatísticas a partir de questionários para avaliar a eficácia do tratamento com foco na redução dos sintomas.

Além disso, o grupo irá coletar dados qualitativos por meio de entrevistas para compreender as barreiras e os facilitadores da intervenção. Depois de três meses, os usuários do app responderão novamente os questionários para que os pesquisadores analisem e identifiquem quais foram suas evoluções depois do uso do aplicativo.

Equipes de saúde e psicólogos da própria rede de saúde também estão sendo treinados na utilização do aplicativo para incorporar o uso em sua prática de rotina. “A tecnologia alcança a muitos e nos ajuda a atingir de 70 a 80% das pessoas que estão nas comunidades em sofrimento e não chegam aos serviços de saúde para cuidar dessas questões de saúde mental”, afirma a co-pesquisadora responsável pelo app.

Sobre o CISM

O CISM é um centro de pesquisa e inovação em saúde mental que conta com o aporte e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Reúne um amplo número de pesquisadores, entre estudantes e professores ligados a universidades. É uma iniciativa da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) e possui, entre seus parceiros, o Centro Universitário Max Planck (UniMAX) e o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ).

O Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental atua com o propósito de avançar e disseminar o conhecimento sobre saúde mental no Estado de São Paulo até 2033 criando intervenções inovadoras para melhorar o bem-estar das comunidades. Os pesquisadores investigam os fatores genéticos e ambientais dos transtornos mentais em crianças e adolescentes, trabalham para implementar novas intervenções eficazes na prática clínica por meio da transferência de conhecimento e tecnologia em saúde mental para a sociedade e, ainda, incentivam o empreendedorismo social por meio do desenvolvimento de soluções digitais inovadoras voltadas ao cuidado da saúde mental.

(Fonte: Com Jean Martins/Assessoria de imprensa UniMax)

Turismo de observação de pássaros atrai visitantes ao Cerrado brasileiro

Cerrado, por Kleber Patricio

Foto: Curated Lifestyle/Unsplash.

Nos últimos anos, o turismo de observação de pássaros (birdwatching, em inglês) tem ganhado força no Brasil, especialmente no Cerrado, um dos ecossistemas mais diversos do mundo. Essa modalidade de ecoturismo atrai visitantes de várias partes do planeta para avistar espécies raras e desfrutar de paisagens únicas. Segundo a Secretaria do Entorno do Distrito Federal, já existem mais de 100 milhões de praticantes de ‘birdwatching’ ao redor do globo, sendo 42 mil deles apenas no Brasil.

O Cerrado, conhecido como ‘a savana brasileira’, é o segundo maior bioma do país e abriga cerca de 850 tipos de aves. Muitos delas endêmicos; ou seja, que não são encontrados em nenhum outro lugar. Entre as mais procuradas por observadores estão a arara-azul-grande, o papa-moscas-do-campo, o tapaculo-do-planalto e o raríssimo pato-mergulhão, uma das aves aquáticas mais ameaçadas do mundo.

Essa diversidade desperta o interesse tanto de observadores experientes quanto iniciantes. Eles buscam conhecer as características singulares dos pássaros do Cerrado, com cores vibrantes, cantos inconfundíveis e comportamentos fascinantes. A região oferece uma ampla gama de habitats, como veredas, campos de altitude, florestas de galeria e cerradões, cada um deles abrigando espécies distintas.

A Agência de Notícias do Turismo lista alguns dos principais destinos para praticar o ‘birdwatching’ no Cerrado do brasileiro. Confira:

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) – Conhecido por suas trilhas e paisagens deslumbrantes, o parque é um dos melhores locais para avistar espécies como a coruja-buraqueira e o caboclinho-de-chapéu-cinzento.

Serra da Canastra (MG) – A região abriga o pato-mergulhão e muitas outras aves ameaçadas, sendo um dos pontos mais importantes para a conservação de aves aquáticas no Cerrado.

Parque Nacional das Emas (Goiás/Mato Grosso do Sul) – Famoso pelas suas revoadas de aves, o parque é habitat de várias espécies migratórias e residentes, incluindo o emblemático urubu-rei.

Jalapão (TO) – Com paisagens exuberantes e relativamente intocadas, o Jalapão é um ótimo lugar para avistar espécies como o falcão-de-coleira e o carcará.

Outros destinos – Apesar da crescente prática no Cerrado, não é apenas nele que a prática de observação de aves gera encanto. O Brasil, com sua vasta diversidade de biomas, constitui um dos melhores países do mundo para a observação de pássaros, atraindo adeptos de todos os continentes. Conheça outros locais ideais à modalidade ao redor do país:

Pantanal (MS/MT) – O Pantanal é a maior planície alagável do mundo e um verdadeiro paraíso para os observadores de aves. O ecossistema abriga cerca de 650 tipos de pássaros, incluindo o tuiuiú (ave-símbolo do Pantanal), araras-azuis, garças, colhereiros, além de muitas outras espécies aquáticas e terrestres. Passeios de barco, trilhas e safáris fotográficos são ideais para avistar a rica avifauna local, além de mamíferos e répteis.

Parque Nacional de Itatiaia (RJ/MG) – O parque, em meio à Mata Atlântica, é famoso por suas trilhas que levam a diferentes altitudes, onde é possível avistar espécies como o beija-flor-de-topete-verde, a saíra-militar e o pavó (pavão-do-mato). Trilhas como a do Mirante do Último Adeus são excelentes para observar aves e florestas baixas.

Lençóis Maranhenses (MA) – Conhecido por suas dunas e lagoas sazonais, o parque também é um excelente ponto de observação de aves migratórias e residentes, como o maçarico-de-papo-vermelho e o gavião-carijó. A combinação de paisagens desérticas com áreas de manguezais e restingas faz do local um ambiente único para o ‘birdwatching’.

Floresta Nacional de Carajás (PA) – Área de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado, a Floresta Nacional de Carajás é um centro de biodiversidade, com diversas espécies de papagaios, araras e outras aves de floresta. Trilhas guiadas permitem observar aves em seu habitat, cercadas por impressionantes formações rochosas.

Ilha do Cardoso (SP) – Situada no litoral sul de São Paulo, a ilha preserva em um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica costeira no Brasil e abriga espécies raras, a exemplo do pica-pau-de-cara-canela e do papagaio-de-cara-roxa. Barcos e trilhas pela mata proporcionam uma observação de aves tranquila e imersiva.

(Fonte: Ministério do Turismo/Governo Federal)

Espetáculo ‘Witches – A História das Bruxas de Oz’, da Cia. Bravo de Teatro Musical, será apresentado no Teatro Castro Mendes nos dias 14 e 15/9

Campinas, por Kleber Patricio

Cena do espetáculo Witches. Foto: Juliana Hilal.

Campinas será invadida pela magia e emoção: nos dias 14 e 15 de setembro, no Teatro Castro Mendes, estreia ‘Witches – A História das Bruxas de Oz’, montagem inédita da Cia. Bravo Teatro Musical baseada no grande sucesso da Broadway ‘Wicked’. Os ingressos já estão disponíveis por este link ou diretamente na bilheteria do teatro (R$120 inteira, R$90 antecipado e R$60 meia). O elenco conta com 57 atores-cantores-bailarinos, todos artistas locais de Campinas e região, que darão vida às personagens e cantarão ao vivo e em português a exuberante trilha sonora do espetáculo. Lindas coreografias, cenário, figurino e efeitos especiais impecáveis, diálogos emocionantes e bem-humorados também fazem parte do espetáculo, que traz a direção geral de Juliana Hilal.

“Acredito que é um dos maiores desafios que já tivemos na Bravo, pois o musical original é muito delicado e complexo: tudo é interligado, as melodias, diálogos, movimentação cênica. Estamos muito felizes em realizar em Campinas, com elenco e equipe formados 100% por excelentes artistas da cidade, um trabalho com tanta qualidade técnica e emoção”, explica a diretora.

O musical, composto por Stephen Schwartz com libreto de Winnie Holzman, foi criado a partir do romance de Gregory Maguire ‘Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West’, e apresenta ao público o ‘outro lado’ do clássico ‘O Mágico de Oz’. O enredo traz a origem da improvável amizade entre Elphaba, a garota verde que depois viria a se tornar a Bruxa Má do Oeste, e Galinda, a popular, que depois ficaria conhecida como Glinda, a Bruxa Boa.

A história começa muito antes de Dorothy chegar a Oz, termina após a sua partida e conta com cenas bem humoradas e também momentos tocantes, levando o público ao riso e às lágrimas junto com suas protagonistas. Em meio a figurinos e cenários exuberantes, músicas espetaculares e muita magia, o espetáculo é também um convite à reflexão ao abordar temas atuais como empatia, bullying, preconceito, respeito às diferenças, mentiras e falsidades na luta pelo poder e a importância da amizade.

Tutu Morasi é o responsável pela direção coreográfica, trazendo à montagem números de dança poderosos baseados nas coreografias originais. A direção musical é de Danilo Demori e a preparação vocal, de Marília Andreani. Seguindo uma tradição da Bravo, o musical tem diálogos cheios de humor e uma encenação dinâmica e recheada de coreografias. Um programa diferenciado para o público de Campinas e região.

Sobre a Bravo Teatro Musical | A Bravo é uma companhia de teatro musical sediada em Campinas, SP. Criada em 2015, realiza montagens profissionais e acadêmicas, além de cursos, oficinas e performances, sempre com excelência e bom humor e acreditando no poder transformador da arte. A companhia já levou mais de 20 mil pessoas aos teatros em suas montagens: ‘Minha Mãe e Meus Pais’ (2015/16) – uma adaptação do musical ‘Mamma Mia!’, ‘Deu a Louca no Convento’ (2016/17) – uma adaptação do musical  ‘Mudança de Hábito’, ‘Godspell’ (2017/18), ‘A Pequena Loja dos Horrores’ (2018), ‘A  Família Addams’ (2018/19) e ‘Anna e a Rainha do Gelo’ (2019-2022) – baseada no musical Frozen, ‘O Mágico de Oz’ (2023) e ‘L’Amour en Rouge’ (2023/24).

Serviço:

Datas e horários: 14/9 às 20h e 15/9 às 19h

Local: Teatro Castro Mendes – Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial, Campinas – SP

Ingressos: R$60,00 a R$120,00

Link para a compra de ingressos: https://teatrocastromendes.com.br/evento/witches_a_historia_das_bruxas_de_oz_teatro_municipal_jose_de_castro_mendes_48810 (ou direto na bilheteria do teatro)

Duração: 150 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

FICHA TÉCNICA

Direção: Juliana Hilal

Direção musical e Sonoplastia: Danilo Demori

Direção coreográfica: Tutu Morasi

Preparação vocal: Marília Andreani

Iluminação: Dickson Resstel

Técnico de Som: Ônix Rossi

Microfonista: Caio Munhoz

Equipamentos de som e iluminação: Acústica Som

Cenários e Objetos de Cena: Juliana Hilal, Dickson Resstel, Vinicius de Oliveira, Paula Brolezi, Ana Carolina Madrigano, Beatrice Zaros, Beatriz Iurcic, Beatriz Moraes, Caio Dias, Cecilia Novais, Danielle Toledo, Gabriela Santos, Habner Gerotto, Iuri Lupetti, Juliana Gomes, Marília Andreani, Mateus Passos, Matheus Barbosa, Nathan Cezar, Rebeca Paiva, Veridiana Capone, Vitor Manzoli

Figurinos: Camila Viegas, Vânia Batista e equipe Bravo – Rebeca Paiva, Amanda Camargo, Matheus Barbosa, Veridiana Capone, Larissa Caixeta

Máscaras e Maquiagem Artística: Ana Cavazotto

Canhoneiros: Plinio Lara e Roberto Martins

Coordenação de Backstage: Ana Flavia Miliani e Natalia Jonas

Coordenação da equipe de Produção: Juliana Hilal, Caio Dias, Juliana Gomes, Rebeca Paiva

Equipe de Backstage: Ana Flavia Miliani, Natalia Jonas, Guilherme Ferragut, Marcos Bossolon, Danielle Toledo, Larissa Caixeta, Gabriela Moda, Juliana Gomes, Larissa Gimenez

Designer Gráfico: Habner Gerotto

Assessoria de Imprensa: Marina Franco

Mídias Sociais: Natália Jonas e Gabriela Moda

Fotografia (estúdio/divulgação): Juliana Hilal

Fotografia (palco e making of): Thais Mazzoco

Filmagem: Evidence Filmes

Musical Original (Wicked): composto por Stephen Schwartz com libreto de Winnie Holzman. A obra é baseada no romance de 1995 de Gregory Maguire, ‘Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West’

Versão das canções para o português: Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler

Apoio Cultural: Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas, Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguariúna, Juliana Hilal Fotografia, Espaço Paiol de Arte e Cultura

Agradecimentos: Secretaria de Turismo e Cultura de Campinas – Secretária Alexandra Caprioli, Diretor de Cultura Gabriel Guedes Rapassi, COTEA Ricardo Pereira da Silva; Equipe do Teatro Castro Mendes – Marcelo Alves de Oliveira, Valmir Alves do Carmo, Alexandre Faria de Oliveira, Andre Luiz Antero, Alzemar Fernandes, Mouraci dos Anjos Costa; Secretaria de Turismo e Cultura de Jaguariúna – Secretária de Turismo e Cultura Mariana Camargo Bruscato, Diretor de Cultura Vítor Pontes, Diretor de Eventos Marcos Paraba, Diretora Administrativa Monica Lisboa Nascimento; Vitor Manzoli; Vivien Fortes

Produção: Paiol Produções Artísticas

Realização: Bravo Teatro Musical.

(Fonte: Com Marina Franco/Mafranco Assessoria)

Arnaldo Antunes expõe no Instituto de Arte Contemporânea – IAC, em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Arnaldo Antunes. Foto: Julia Hallal.

O Instituto de Arte Contemporânea – IAC apresenta a exposição ‘Rascunhos – Arnaldo Antunes e a relação com o acervo IAC’ a partir do dia 14 de setembro de 2024 (sábado), das 11h às 16h, na Consolação, em São Paulo. A mostra faz parte do projeto Diálogos Contemporâneos – Acervo IAC, que tem como proposta o encontro de processos artísticos que desafiam a percepção espaço-temporal. A curadoria do evento fica por conta de Daniel Rangel – que reúne cerca de 500 itens, entre as obras de Arnaldo Antunes e do acervo.

Os escritos originais de Antunes se tornam o ponto de partida para diálogos visuais, processuais, materiais e temáticos com o acervo documental do IAC. Um conjunto composto por cadernos, anotações, desenhos, colagens, esboços e maquetes de Antonio Dias, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Luiz Sacilotto, Regina Silveira, Sérgio Camargo e Willys de Castro. A seleção cruzou nomes das artes visuais, da poesia e do design refletindo parte da riqueza do acervo do IAC e ainda a capilaridade da produção de Arnaldo.

Obra de Lothar Charroux. Foto: Julia Hallal.

“O Arnaldo é um exemplo claro de um grupo de artistas visuais e poetas (que envolvia também músicos e compositores) que produziu um conjunto de obras resultado do encontro de linguagens (poema, música, literatura, design) que ocorreram a partir da década de 1950”, afirma o curador Daniel Rangel, que já trabalhou com o músico em outras quatro ocasiões.

Os trabalhos inéditos são, na sua maioria, realizados em técnica pintura escrita, tendo como o suporte principal o papel, seja ele em sulfite, canson, sulfite off white e folha de moleskine, sendo que alguns têm no seu processo de finalização o computador. A seleção dos ‘rascunhos’ do IAC foi pautada pela similaridade, seja visual, seja rítmica, seja pelo ‘modus operandi’, seja pela abordagem desses achados. Experimentos, acasos, junções, metodologias, projetos, excessos e vazios compartilhados.

Obra de Luiz Sacilotto. Foto: Julia Hallal.

A exposição é uma realização do Instituto de Arte Contemporânea. O educativo é apoiado pelo Instituto Galo da Manhã. As atividades do IAC são amparadas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Governo Federal.

Sobre o artista

Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho, mais conhecido como Arnaldo Antunes, nasceu em 2 de setembro de 1960, em São Paulo. Filho de uma família numerosa, ele é o quarto de sete filhos. Desde cedo, demonstrou grande interesse pelas artes, especialmente pela música e poesia. Em 1978, ingressou na Universidade de São Paulo (USP) para estudar Linguística, mas acabou abandonando o curso devido ao sucesso crescente de sua banda, os Titãs, que fundou com amigos em 1982.

Nos Titãs, Arnaldo se destacou como letrista e vocalista, contribuindo significativamente para o repertório da banda, que se tornou um dos maiores ícones do rock brasileiro nas décadas de 1980 e 1990. Durante sua permanência no grupo, participou da criação de álbuns clássicos como Cabeça Dinossauro (1986) e Õ Blésq Blom (1989). Em 1992, ele deixou a banda para seguir carreira solo, mas continuou colaborando com seus ex-companheiros em diversos projetos.

Obra de Arnaldo Antunes. Foto: Julia Hallal.

Além de sua carreira musical, Arnaldo é um renomado poeta e artista visual, com forte influência da poesia concreta e da vanguarda artística brasileira. Suas obras poéticas e literárias, como Tudos (1991) e Agora Aqui Ninguém Precisa de Si (2015), o consagraram como um dos poetas mais relevantes do século XXI, ao lado de nomes como Adélia Prado.

Arnaldo também se aventurou nas artes plásticas, expondo seus trabalhos em diversas galerias e consolidando sua versatilidade artística. Seu impacto na cultura brasileira é vasto, abrangendo música, literatura e artes visuais, e sua obra continua a influenciar novas gerações de artistas e escritores.

Na música, lançou uma série de álbuns solo, como Nome (1993), O Silêncio (1996), Saiba (2004) e O Real Resiste (2020). Também participou de projetos de grande sucesso, como o grupo Tribalistas, ao lado de Marisa Monte e Carlinhos Brown. Na literatura, além de Tudos e Agora Aqui Ninguém Precisa de Si, publicou outras obras importantes, como Palavra Desordem (2002) e Melhores Poemas (2010).

Obra de Antonio Dias. Foto: Julia Hallal.

Em 2018, sua vida e obra foram retratadas no documentário Com a palavra, Arnaldo Antunes, dirigido por Marcelo Machado. Ele também atuou em filmes como Areias Escaldantes (1985) e Eu e Meu Guarda-Chuva (2010), mostrando mais uma faceta de sua criatividade artística. https://www.arnaldoantunes.com.br/

Sobre o curador | Daniel Rangel é diretor do Museu de Arte Contemporânea da Bahia. Ele foi curador geral do Museu de Arte Moderna da Bahia, diretor-artístico e curador do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo), em São Paulo, e diretor de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, da Secretaria de Cultura do Governo do Estado. Em curadoria, dentre os principais projetos realizados, destacam-se a mostra REVER_Augusto de Campos, as exposições Ready Made in Brasil, O Museu de Dona Lina, Encruzilhada e Utopias e Distopias. Desenvolveu projetos curatoriais para a 8ª Bienal de Curitiba, Brasil, a 16ª Bienal de Cerveira, em Portugal e a II Trienal de Luanda, em Angola. Realizou ainda curadorias de mostras individuais de importantes artistas brasileiros, como Tunga, Waltercio Caldas, José Resende, Ana Maria Tavares, Carlito Carvalhosa, Eder Santos, Marcos Chaves, Marcelo Silveira, Rodrigo Braga, e do próprio Arnaldo Antunes, quando receberam pela mostra Palavra em Movimento o prêmio APCA 2015 de Melhor Exposição de Artes Gráfica. https://nmaisum.com.br/

Sobre o IAC

O Instituto de Arte Contemporânea foi fundado em 1997, visando preservar e disponibilizar para pesquisa uma ampla coleção de documentos relacionados à trajetória e à obra de artistas visuais brasileiros. Com cerca de 100 mil itens atualmente, a coleção se compõe de estudos, cadernos de anotações, projetos, protótipos, fotografias, fotogramas, cartas, documentos pessoais, materiais gráficos, entre outros formatos. Um vasto conjunto que permite ao público tomar conhecimento sobre o processo de criação, sobre a vida desses artistas e suas relações com os movimentos artísticos em diferentes períodos.

Obra de Willys de Castro. Foto: Juliana Hallal.

Amilcar de Castro, Antonio Dias, Carmela Gross, Gregori Warchavchik, Franco Terranova/Coleção Petit Galerie, Hermelindo Fiaminghi, Iole de Freitas, Ivan Serpa, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Paulo Bruscky, Regina Silveira, Rubem Ludolf, Sergio Camargo, Sérvulo Esmeraldo, Ubi Bava, Waltércio Caldas, Willys de Castro e o arquiteto Jorge Wilheim são os nomes presentes no acervo até o momento. A cada ano, novos acervos são incorporados à coleção.

Para além de um centro de documentação e pesquisa, o IAC oferece também uma programação acurada de exposições, cursos, seminários, educativo voltado para escolas públicas com enfoque em inclusão social e acessibilidade. https://www.iacbrasil-online.com/

Serviço:

Mostra Rascunhos – Arnaldo Antunes

Projeto Diálogos Contemporâneos – Acervo IAC

Curadoria: Daniel Rangel

Abertura: 14/9/24 (sábado), 11h às 16h | Visitação: 17/9 a 7/12/2024

Horários de visitação: terça a sexta-feira, 11h às 17h, e sábados e feriados, 11h às 16h

entrada gratuita

Instituto de Arte Contemporânea – IAC

Avenida Dr. Arnaldo, 120/126 – Consolação – São Paulo, SP

Tel: + 55 (11) 3129-4973

e-mail: contato@iacbrasil.org.br

Site: https://www.iacbrasil-online.com/

Redes sociais:

Instituto de Arte Contemporânea – IAC @iacbrasil

Arnaldo Antunes @arnaldo_antunes

Daniel Rangel @daniel___rangel.

(Fonte: Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

Theatro Municipal de São Paulo e Fundação Donne realizam evento gratuito sobre a presença feminina na indústria musical

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

O Theatro Municipal de São Paulo realiza, juntamente com a Fundação Donne, Mulheres na Música, o fórum ‘Abram Alas: A Batalha por Equidade na Indústria Musical’, nos dias 14 e 15 de setembro, com abertura às 10h30, no Salão Nobre. O evento será dedicado a explorar e promover práticas que aumentem a equidade na indústria musical, além de contar com três apresentações musicais. O evento também tem correalização da jornalista Camila Fresca e da soprano brasileira Gabriella Di Laccio, criadora da Fundação Donne, Mulheres na Música. Os ingressos são gratuitos e a classificação é livre para todos os públicos.

Reunindo especialistas, artistas e líderes do setor, o evento irá discutir estratégias para enfrentar desigualdades e criar oportunidades, além de apresentar o recital Mulheres na música: compositoras através dos tempos. A programação será iniciada no sábado, dia 14, às 10h30 com Camila Fresca (jornalista), Gabriella Di Laccio (soprano, curadora e ativista), Elodie Bouny (violonista, compositora, produtora, orquestradora e professora) e Andrea Caruso Saturnino (superintendente geral do Complexo Theatro Municipal).

A primeira mesa tem como título As mulheres e a indústria musical: atualidades e será realizada às 10h45. A conversa contará com Gabriella Di Laccio apresentando o trabalho da Fundação Donne, Mulheres na Música e seu impacto na indústria musical, assim como os resultados da pesquisa anual com as orquestras e a indústria de filmes realizada pela fundação e Angela Johansen tratando da última edição da pesquisa Por elas que fazem a música, promovida pela UBC (União Brasileira de Compositores).

O primeiro concerto do dia será às 12h, com o título Mulheres na música: compositoras através dos tempos. O recital contará com Marília Vargas (soprano), Liuba Klevtsova (harpa) e Camila Fresca (comentários). O programa terá obras de Hildegard von Bingen, Francesca Caccini, Iara Coelho, Emilia de Benedictis e Nilceia C S Baroncelli, entre outras.

A segunda mesa do dia 14, às 14h, será uma rodada de perguntas e respostas com Gabriella Di Laccio e Elodie Bouny sobre carreira artística no exterior. Em seguida, às 15h15, a terceira mesa do primeiro dia de atividades terá como tema Palcos para artistas independentes: em tempos de streaming e álbuns digitais, a performance torna-se o espaço privilegiado para o artista independente garantir a sobrevivência. O bate-papo conta com Priscila Rahal (Sesc-SP), Anna Patrícia Lopes Araújo (Santa Marcelina Cultura e Theatro São Pedro-SP), e Ligiana Costa (pesquisadora e artista de projetos independentes).

Às 16h45 será realizado um bate-papo de Camila Fresca conversa com Camila Barrientos (clarinetista da Orquestra Sinfônica Municipal) sobre diversidade e inclusão no projeto La Sociedad Boliviana de Música de Câmara. Por fim, às 17h, o grupo se apresenta com Camila Barrientos (clarinete), Bruno Luiz Lourensetto (trompete) e participação especial de Erika Ribeiro (piano), Rosa Rhafa (voz e percussão) e Nelton Essi (percussão). No programa, obras de George Gershwin, Silvia Goes, Matilde Casazola e Hermeto Pascoal, entre outros.

O segundo dia de evento, dia 15, às 10h30, terá como título da mesa de abertura Passado e futuro: os estudos sobre gênero e seu reflexo na vida musical atual: a partir de quando a discussão sobre desigualdade de gênero na música realmente se colocou? A mesa conta com a presença de Camila Fresca, Juliana Starling (cantora do Coro Lírico e professora da Unesp), Maíra Ferreira (regente titular do Coral Paulistano) e Silvia Berg, (compositora e professora do Depto. de Música da USP Ribeirão Preto).

Em seguida, às 12h, será realizada a mesa Possibilidades e desafios: a música e o universo das artes. O debate terá Gabriella Di Laccio conversando com Anna Toledo. Atriz, cantora, compositora, escritora e roteirista, a artista compartilha suas experiências e dificuldades como autora e compositora no universo do teatro musical. Anna também discutirá a importância de se criar um portfólio diversificado, englobando múltiplas disciplinas artísticas, bem como estratégias para se criar e aproveitar oportunidades na indústria. O encontro visa oferecer alternativas para artistas que buscam expandir suas carreiras de forma inovadora e colaborativa.

Sob o título Publicar, gravar e sobreviver, às 14h15, será realizada uma mesa que parte da pergunta: como editar e publicar suas próprias obras? Para falar do assunto, o bate-papo contará com Elodie Bouny, Catarina Domenici (professora, pianista e compositora), Bárbara Leu (representante da gravadora Azul Music) e Cleuza Lopes (representante da Tratore, distribuidora de música independente). Por fim, às 16h, o evento Abram Alas: A Batalha por Equidade na Indústria Musical terá um concerto com Gabriella Di Laccio (soprano), Elodie Bouny (violonista) e Catarina Domenici (pianista) em obras autorais.

Serviço:

Abram Alas: A Batalha por Equidade na Indústria Musical

Salão Nobre do Theatro Municipal

Sábado, 14/9, às 10h30

Abertura (10h30-10h45)

Com Camila Fresca, Gabriella Di Laccio, Elodie Bouny e Andrea Caruso

Mesa 1 (10h45–12h)

As mulheres e a indústria musical: atualidades

Concerto 1 (12h–13h)

Mulheres na música: compositoras através dos tempos

Marília Vargas (soprano), Liuba Klevtsova (harpa) e Camila Fresca (comentários)

Mesa 2 (14h às 15h)

Gabriella Di Laccio e Elodie Bouny: carreira artística no exterior – com perguntas e respostas

Mesa 3 (15h15 às 16h30)

Palcos para artistas independentes

Bate papo (16h45 às 17h)

Camila Fresca conversa com Camila Barrientos, clarinetista da Orquestra Sinfônica Municipal, sobre diversidade e inclusão no projeto La Sociedad Boliviana de Música de Câmara

Concerto 2 (17–17h40)

Camila Barrientos apresenta La Sociedad Boliviana de Música de Câmara

Camila Barrientos (clarinete), Bruno Luiz Lourensetto (trompete) – Participação especial: Erika Ribeiro (piano), Rosa Rhafa (voz e percussão) e Nelton Essi (percussão)

Domingo, 15/9, às 10h30

Mesa 4 (10h30–11h45)

Passado e futuro: os estudos sobre gênero e seu reflexo na vida musical atual

Mesa 5 (12h–13h)

Possibilidades e desafios: a música e o universo das artes

Mesa 6 (14h15 às 15h40)

Publicar, gravar e sobreviver

Concerto 3 (16h–17h)

Encerramento: Concerto com Gabriella Di Laccio (soprano), Elodie Bouny (violonista) e Catarina Domenici (pianista)

Ingressos gratuitos

Classificação livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária

Mais informações disponíveis no site.

(Fonte: Com André Santa Rosa e Letícia Santos/Assessoria de Imprensa Theatro Municipal)

Sobre a Fundação Donne, Mulheres na Música

A Fundação Donne, Women in Music, com sede em Londres e alcance internacional, é uma força transformadora na promoção da igualdade de gênero na música. Criada pela soprano Gabriella Di Laccio, reconhecida pela BBC como uma das 100 mulheres mais inspiradoras de 2018, a fundação mantém The Big List, o maior banco de dados mundial de compositoras.

Com parcerias estratégicas com o Royal Albert Hall e Apple Music, a fundação ampliou a visibilidade feminina no cenário musical global. Em 2024, quebrou o recorde mundial do Guinness com a campanha Let HER MUSIC Play™, um concerto de 26 horas dedicado exclusivamente a músicas compostas por mulheres e pessoas não-binárias.

A pesquisa anual da fundação, citada inclusive pelo New York Times, revelou este ano dados alarmantes. A pesquisa analisou 111 orquestras em 30 países durante a temporada 2023-2024 mostrando que somente 7,5% das obras foram compostas por mulheres, sendo a maioria delas brancas. Homens brancos compuseram 89,3% das obras programadas.

Com essas descobertas cruciais, a Fundação Donne não apenas reafirma seu compromisso, mas lidera uma transformação radical rumo a uma indústria musical verdadeiramente inclusiva e diversa.

(Fonte: Com André Lima/Theatro Municipal)