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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Galeria Lume apresenta exposição individual ‘Ágora’, de Claudio Alvarez

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Claudio Alvarez. Fotos: Divulgação/Galeria Lume.

No sábado, 14 de setembro, a Galeria Lume inaugura a exposição individual ‘Ágora’, do artista plástico Claudio Alvarez, com curadoria de Paulo Kassab Jr. A mostra apresenta 10 obras em aço inoxidável, acetato, tecido e espelhos, além de estudos destacando o interesse de Alvarez pela interação entre movimento e percepção visual por meio de esculturas que provocam e envolvem o espectador na dúvida. “Persegui a ideia de criar no trabalho uma ponte ou passagem que conectasse o real ao ilusório de maneira que estes mundos fossem percebidos de forma contínua, sem divisão entre real e fictício”, relata. E há distinção?

Para o curador, Claudio Alvarez é um disseminador de incertezas. Sua obra sugere uma perspectiva de mundo indefinida em que a consciência está em constante interação com uma realidade fluida, como se a dúvida fosse inseparável da experiência humana – lugar da perplexidade que nos arrasta ao abismo da existência.

Em suas obras, a interação com o visitante é essencial; ora desafiam os sentidos com jogos de espelhos e ilusões ópticas, ora encantam pela leveza e fluidez dos materiais. Ao confrontar estes espelhos, não encontramos nosso reflexo; somos fragmentados em outras verdades que nos desorientam e fascinam.

Em ‘Ágora’, Claudio continua a desafiar a percepção tradicional. Ao propor dispositivos que colocam em conflito os dados da sensibilidade com a apreensão racional da realidade – seja ela o que for, – Alvarez cria uma metáfora poderosa de como vemos a realidade social. “A sua Ágora também é uma gaiola, sugerindo que, por mais que busquemos fugir de certos aspectos da realidade, todos estamos presos a uma realidade social e política, mesmo no simples ato de olhar para um espelho dentro de uma caixa”, conclui o professor Fabrício Vaz Nunes.

Sobre o artista:

Claudio Alvarez (Rosario, Argentina, 1955. Vive e trabalha em Curitiba, Brasil)

Pesquisador do movimento e da percepção, Claudio Alvarez propõe desafios ao olhar, construídos como mecanismos em que aquilo que vemos entra em contradição com aquilo que sabemos. Ilusões de ótica, jogos de espelho e iluminação, objetos móveis e formas dinâmicas são elementos que formam seu amplo repertório de jogos visuais. Alvarez desenvolve construções que ativam uma percepção que alia análise e fascínio, raciocínio e ilusão – dois modos fundamentais da relação humana com o mundo. Em suas obras, estruturas geométricas são relativizadas, colocadas em movimento através de situações de equilíbrio oscilante e dinâmico. A ilusão de ótica, presente em outras, provoca questionamentos sobre nossa própria percepção, o mundo real e o mundo das aparências. Unindo fluidez, ilusão e materialidade, as obras de Alvarez estabelecem uma racionalidade em que a sensação também é pensamento.

Sobre a Galeria Lume

A Galeria Lume foi fundada em 2011 com a proposta de fomentar o desenvolvimento de processos criativos contemporâneos ao lado de seus artistas e curadores convidados. Dirigida por Paulo Kassab Jr. e Victoria Zuffo, a Lume se dedica a romper fronteiras entre diferentes disciplinas e linguagens, através de um modelo único e audacioso que reforça o papel de São Paulo como um hub cultural e cidade em franca efervescência criativa. A galeria representa um seleto grupo de artistas estabelecidos e emergentes, dedicada à introdução da arte em todas as suas mídias, voltados para a audiência nacional e internacional, por meio de um programa de exposições plural e associado a ideias que inspiram e impulsionam a discussão do espírito de época. Foca-se também no diálogo entre a produção de seus artistas e instituições, museus e coleções de relevância.

A presença ativa e orgânica da galeria no circuito resulta na difusão de suas propostas entre as mais importantes feiras de arte da atualidade, além de integrar e acompanhar também feiras alternativas. A galeria aposta na produção de publicações de seus artistas e realização de material para pesquisa e registro. Da mesma forma, a Lume se disponibiliza como espaço de reflexão e discussão. Recebe palestras, performances, seminários e apresentações artísticas de natureza diversa.

Serviço:

Ágora, de Claudio Alvarez

Curadoria: Paulo Kassab Jr.

Local: Galeria Lume

Abertura: 14 de setembro, sábado, das 11h às 17h

Período expositivo: 14 de setembro de 2024 a 19 de outubro de 2024

Horário de visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 15h

Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa, São Paulo – SP

Entrada gratuita

Informações para o público: tel.: 55 (11) 4883-0351

WhatsApp: (11) 93281-3346

e-mail: contato@galerialume.com

www.instagram.com/galerialume/

www.facebook.com/GaleriaLume

www.galerialume.com/.

(Fonte: Com Isabella Boyadjian/Galeria Lume)

Rio de Janeiro recebe mostra de cinema em homenagem às grandes estrelas do cinema

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Bette Davis. Fotos: Divulgação.

A jornalista e crítica de cinema Luciana Costa apresenta ‘Divas – As Musas da Era de Ouro de Hollywood’, um tributo apaixonado às maiores estrelas do cinema clássico hollywoodiano. De 11 a 18 de setembro, a mostra de cinema homônima toma conta do Estação NET Rio. Para os cinéfilos, os eventos prenunciam ser uma celebração da história e do legado das maiores estrelas do cinema americano.

Após o lançamento do livro, no dia 9 , agora chega a hora da mostra de cinema. A pesquisa sobre o assunto durou 10 anos. E a ideia do livro nasceu durante a pandemia, em que aproveitou o isolamento para conceber e produzir o trabalho. “Estas atrizes maravilhosas conquistaram espaço único no público, história do cinema, cultura pop, imaginário popular e cadeira cativa no coração das pessoas. Tudo que você vai ler no livro, terá um exemplo visual dentro da sala de cinema do Estação NET Rio”, explica Luciana Costa, que assina a curadoria da mostra e do livro.

Audrey Hepburn.

A jornalista celebra a trajetória das icônicas atrizes cobrindo a vida e a carreira de grandes nomes como Marlene Dietrich, Joan Crawford, Claudette Colbert, Greta Garbo, Bette Davis, Judy Garland, Katharine Hepburn, Ingrid Bergman, Rita Hayworth, Ava Gardner, Esther Williams, Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Grace Kelly, Elizabeth Taylor e Sophia Loren.

Dentro da mostra, cada Diva ganhou seu destaque na programação com filmes que marcaram uma época – considerada a Era de Ouro da cinematografia americana, o período que se estendeu dos anos 1920 aos anos 1960. Serão 16 filmes – um para cada atriz. Clássicos como ‘Jezebel’, ‘À Meia Luz’, ‘Torrentes de paixão’, ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf?’, ‘Duas mulheres’, entre outros, estão na grade.

Sobre a curadora | Luciana Costa é jornalista, crítica de cinema e membro da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) e da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci). Mestranda em Comunicação pela UERJ, é autora do livro ‘Um Amor de Gênio’ e criadora do site Cinematizando (http://cinematizando.com/).

Serviço:

Mostra Divas – As Musas da Era de Ouro de Hollywood

Temporada da mostra: de 11 a 18 de setembro de 2024

Estação NET Rio – Rua Voluntários da Pátria, 35

Ingressos a R$18

Programação Mostra Divas – As Musas da Era de Ouro de Hollywood

12/9 – quinta-feira

18h30 Marlene Dietrich – O diabo feito mulher (89 minutos)

20h30 Judy Garland – Nasce uma estrela (154 minutos)

13/9 – sexta-feira

18h30 Esther Williams – Escola de sereias (101 minutos)

20h30 Ava Gardner – A condessa descalça (128 minutos)

14/9 – sábado

18h30 Marilyn Monroe – Torrentes de paixão (92 minutos)

20h30 Audrey Hepburn – Um clarão nas trevas (108 minutos)

15/9 – domingo

18:30 Grace Kelly – Amar é sofrer (104 minutos)

20:30 Elizabeth Taylor – Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (131 minutos)

16/9 – segunda-feira

18:30 Sophia Loren – Duas mulheres (101 minutos)

20:30 Katherine Hepburn – Núpcias de um escândalo (112 minutos)

17/9 – terça-feira

18h30 Claudette Colbert – Cleópatra (100 minutos)

20h30 Joan Crawford – Amor de dançarina (92 minutos)

18/9 – quarta-feira

18:30 Rita Hayworth – A trilha de Salina (96 minutos)

20:30 Greta Garbo – Ninotchka (110 minutos).

Sinopses

Jezebel (Jezebel), de William Wyler, (EUA, 1938). Com Bette Davis, Henry Fonda, George Brent. Drama/Romance. Sinopse: Na Louisiana da década de 1850, uma bela sulista de espírito livre perde seu noivo devido à sua teimosa vaidade e orgulho, e jura reconquistá-lo. 104 minutos. 14 anos.

À meia luz (Gaslight), de George Cukor, (EUA, 1944). Com Ingrid Bergman, Charles Boyer, Joseph Cotten. Drama. Sinopse: Anos depois que sua tia foi assassinada em sua casa, uma jovem mulher retorna à casa com seu novo marido. No entanto, ele tem um segredo que fará qualquer coisa para proteger, mesmo que isso signifique enlouquecer sua esposa. 114 minutos. 14 anos.

O diabo feito mulher (Rancho Notorious), de Fritz Lang. Com Marlene Dietrich, Arthur Kennedy, Mel Ferrer. Western. Sinopse: Após o assassinato de sua noiva, um peão de uma fazenda do Wyoming sai em busca do assassino. 89 minutos. 14 anos.

Nasce uma estrela (A star is born), de George Cukor, (EUA, 1954). Com Judy Garland, James Mason, Jack Carson. Drama/Musical. Sinopse: Uma estrela de cinema ajuda uma jovem cantora e atriz a encontrar a fama, mesmo quando a idade e o alcoolismo enviam sua própria carreira para o abismo. 154 minutos.

Escola de sereias (Bathing beauty), de George Sidney, (EUA, 1944). Com Esther Williams, Red Skelton, Basil Rathbone. Comédia/Musical. Sinopse: Um mal-entendido planejado leva ao rompimento de um compositor e sua noiva. Ela volta a trabalhar como professora de educação física em uma escola só para meninas, mas uma brecha legal permite que o homem se matricule como um de seus alunos. 101 minutos. 14 anos.

A condessa descalça (The barefoot contessa), de Joseph L. Mankiewicz, (EUA, 1954). Com Ava Gardner, Humphrey Bogart, Edmond O’Brien. Drama/Romance. Sinopse: A história de Cinderela sobre como um diretor em declínio revive sua carreira depois de descobrir a bela dançarina espanhola e a torna uma estrela de Hollywood. 128 minutos. 14 anos.

Torrentes de paixão (Niagara), de Henry Hathaway, (EUA, 1953). Com Marilyn Monroe, Joseph Cotten, Jean Peters. Suspense. Sinopse: Como dois casais estão visitando as Cataratas do Niágara, as tensões entre uma esposa e seu marido atingem o nível de assassinato. 92 minutos. 14 anos.

Um clarão nas trevas (Wait until dark), de Terence Young, (EUA, 1967). Com Audrey Hepburn, Alan Arkin, Richard Crenna. Suspense. Sinopse: Uma mulher que ficou cega recentemente é aterrorizada por um trio de bandidos enquanto procuram uma boneca recheada de heroína que eles acreditam que está em seu apartamento. 108 minutos. 14 anos.

Amar é sofrer (The country girl), de George Seaton, (EUA, 1954). Com Grace Kelly, Bing Crosby, William Holden. Drama. Sinopse: Um diretor contrata um ex-alcoólatra e inicia um relacionamento tempestuoso com a esposa do ator, que ele acredita ser a causa de todos os problemas do homem. 104 minutos. 14 anos.

Quem tem medo de Virginia Woolf? (Who’s afraid of Virginia Woolf?), de Mike Nichols, (EUA, 1966). Com Elizabeth Taylor, Richard Burton, George Segal. Drama. Sinopse: Um casal amargo e envelhecido, com a ajuda do álcool, usa seus jovens hóspedes para alimentar angústia e dor emocional um pelo outro durante uma noite angustiante. 131 minutos. 14 anos.

Duas mulheres (La ciociara), de Vittorio De Sica, (Itália/França, 1960). Com Sophia Loren, Jean-Paul Belmondo, Raf Vallone. Drama. Sinopse: Na Segunda Guerra Mundial, a Itália, uma viúva e sua filha solitária estão buscando distância dos horrores da guerra. 101 minutos. 14 anos.

Núpcias de um escândalo (The Philadelphia story), de George Cukor, (EUA, 1940). Com Katharine Hepburn, Cary Grant, James Stewart.Comédia/Romance. Sinopse: Quando o ex-marido de uma mulher rica e um jornalista aparecem logo antes do novo casamento da mulher, ela começa a aprender a verdade sobre si mesma. 112 minutos. 14 anos.

Cleópatra (Cleopatra), de Cecil B. DeMille, (EUA, 1934). Com Claudette Colbert, Warren William, Henry Wilcoxon. Drama. Sinopse: A rainha do Egito engana Júlio César e Marco Antônio. 100 minutos. 14 anos.

Amor de dançarina (Dancing lady), de Robert Z. Leonard, (EUA, 1933). Com Joan Crawford, Clark Gable, Franchot Tone. Comédia/Romance. Sinopse: Uma dançarina atraente é resgatada da prisão por um homem rico que a ajuda a ter sua primeira grande oportunidade em uma peça musical na Broadway. 92 minutos. 14 anos.

A trilha de Salina (La route de Salina), de Georges Lautner, (França/Itália, 1970). Com Rita Hayworth, Mimsy Farmer, Robert Walker Jr. Drama. Sinopse: Um hippie se muda para a casa de uma dona de café que age como sua mãe, e de sua filha, que não age como sua irmã. 96 minutos. 16 anos.

Ninotchka (Ninotchka), de Ernst Lubitsch, (EUA, 1939). Com Greta Garbo, Melvyn Douglas, Ina Claire. Comédia/Romance. Sinopse: Uma mulher russa intransigente é enviada a Paris para tratar de assuntos oficiais e sente-se atraída por um homem que representa tudo o que ela supostamente detesta. 110 minutos. 14 anos.

(Fonte: Com Alexandre Aquino)

Carol Carmin se apresenta no Raiz Club

São Paulo, por Kleber Patricio

Carol Carmin. Foto: Divulgação.

No dia 13/9, a partir das 21h, acontece no Raiz Club uma experiência musical única com Carol Carmin and The New Vintage Band, uma jornada encantadora através das décadas de elegância e sofisticação musical. Carol Carmin, cantora focada em jazz, rhythm and blues e soul, lidera este grupo excepcional que promete transformar sua noite em um verdadeiro espetáculo de estilo e classe.

Com um repertório cuidadosamente selecionado que combina músicas clássicas e contemporâneas com um toque vintage, Carol Carmin e sua banda trazem uma abordagem moderna e vibrante a cada nota. Seja reimaginando hits atuais com um toque retro ou revitalizando clássicos atemporais com sua voz única, Carol Carmin é mestra em criar uma atmosfera envolvente que atrai todos os públicos.

A energia contagiante e a habilidade técnica de Carol Carmin são complementadas pela destreza instrumental dos talentosos músicos que compõem The New Vintage Band. Juntos, eles oferecem uma performance memorável que transcende gerações, unindo o melhor do passado e do presente em um espetáculo deslumbrante.

Site | Youtube | Instagram.

(Fonte: Com Ebert Biasoli/Acervo Comunicação)

‘Dido & Enéas’ encerra I Festival Unicamp de Ópera Ciddic/GGBS no dia 13 às 20h

Campinas, por Kleber Patricio

Na próxima sexta, 13 de setembro, às 20h, o Auditório da Faculdade de Ciências Médicas será palco da segunda récita do I Festival Unicamp de Ópera, com a apresentação de ‘Dido & Enéas’, de Henry Purcell. A produção reúne a Orquestra Sinfônica da Unicamp, o Ópera Estúdio Unicamp e solistas do Coro Contemporâneo de Campinas para uma performance única e imperdível.

‘Dido & Enéas’ é uma das obras-primas do barroco inglês, composta por Henry Purcell. Estreada no final do século XVII, a obra narra a trágica história de amor entre Dido, rainha de Cartago, e o herói troiano Enéas, que se vê forçado a deixá-la para cumprir seu destino de fundar Roma. Em uma fusão poderosa de música e drama, a ópera explora temas como o poder do destino, a honra e o sacrifício, deixando uma marca profunda nos ouvintes com sua beleza melódica e emoção intensa.

Para assistir, não é necessário retirar ingressos – a entrada será feita por ordem de chegada. Por isso, recomenda-se que se chegue cedo para garantir o seu lugar e não perder essa oportunidade de vivenciar essa grande obra da música clássica.

O I Festival Unicamp de Ópera, que teve início em 1º de agosto e termina em 13 de setembro, oferece ao público uma série de 10 atividades dedicadas ao universo da ópera. Organizado pelo Ciddic (Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural) em parceria com o GGBS (Grupo Gestor de Benefícios Sociais), o festival tem como objetivo aproximar a comunidade universitária e o público externo deste fascinante gênero artístico, desvendando suas complexas nuances e trazendo à tona o poder transformador da música e da interpretação.

Serviço:

Ópera Dido & Enéas

13 de setembro de 2024, às 20h

Auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM) – R. Albert Sabin – Cidade Universitária, Campinas, SP

Entrada gratuita.

(Fonte: Ciddic/Unicamp)

Estrela-das-montanhas: nova espécie de margarida é descoberta no ES e já está ameaçada de extinção

Espírito Santo, por Kleber Patricio

Encontrada na Mata Atlântica do Espírito Santo, a Wunderlichia capixaba vive em locais acima dos 900 metros de altitude. Foto: Dayvid Couto/Arquivo Pesquisadores.

Uma nova espécie de margarida, nomeada cientificamente como Wunderlichia capixaba, foi descoberta no município de Castelo, no sul do Espírito Santo. Restrita aos afloramentos rochosos dessa região, ela já está ameaçada de extinção e corre o risco de desaparecer se não for protegida. A sua descrição está em artigo publicado na segunda (9) na revista científica Phytotaxa por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). A estrela-das-montanhas, como foi apelidada pelos cientistas, é um achado importante porque não havia nenhuma descrição de uma nova espécie do gênero Wunderlichia na Mata Atlântica, em cinco décadas. As últimas foram descritas pela ciência em 1973: Wunderlichia azulensisW. bahiensis e W. senae.

Wunderlichia capixaba foi encontrada em maio de 2023 nas proximidades das comunidades de Barra Alegre e Estrela do Norte durante expedição científica para documentação da flora dos inselbergues, ecossistema rochoso bastante comum no Espírito Santo. A região é conhecida pelas paisagens de falésias verticais que atraem praticantes de esportes radicais de várias partes do mundo.

Apesar de sua importância biológica, a biodiversidade dos inselbergues ainda é pouco conhecida. Muitas áreas permanecem inexploradas pela ciência, com baixo esforço de amostragem de sua flora. Foi em um desses afloramentos rochosos capixabas que a estrela-das-montanhas foi descoberta. “Percebemos imediatamente que era uma espécie nova, devido ao seu pequeno porte, características das flores e folhas persistentes, diferentes das conhecidas no gênero”, relata Dayvid Couto, pesquisador do INMA e coautor do estudo.

Essa suspeita foi confirmada quando o especialista no grupo, Aristônio Teles, durante a sua estadia como pesquisador visitante na mesma instituição, viu as fotografias da planta feitas no campo e amostras coletadas. “Assim que vi o material e as imagens da planta, soube que se tratava de um novo táxon”, relata Teles, que também assina o estudo e é professor e pesquisador da UFG. “A partir daí, unimos esforços para retornar ao seu habitat, complementar a documentação da população e descrever a nova espécie”.

A estrela-das-montanhas vive sobre as encostas rochosas expostas a pleno sol, misturada com bromélias, orquídeas, quaresmeiras e tantas outras plantas que compõem a vegetação dos inselbergues. Os especialistas classificaram a nova espécie como criticamente ameaçada de extinção, segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que mapeia globalmente espécies da fauna e da flora com risco de serem extintas.

“Até onde sabemos, Wunderlichia capixaba é restrita aos inselbergues da região sul do Espírito Santo, em locais acima dos 900 metros de altitude”, explica Vitor Manhães, pesquisador do INMA e também coautor do estudo. “Esses afloramentos rochosos, originalmente rodeados pela floresta, funcionam como ilhas terrestres, pois estão isolados na paisagem, de forma que as espécies que ali ocorrem têm suas populações isoladas umas das outras por um ‘mar de floresta’, atualmente representada por pastagens e plantios agrícolas”.

O grupo de pesquisadores tem feito esforços para documentar a biodiversidade das ilhas rochosas da Mata Atlântica do Espírito Santo, para subsidiar políticas públicas para a conservação e uso sustentável desses ambientes. A descoberta de uma nova espécie, já ameaçada de extinção, demonstra a necessidade dessas políticas. “Sem elas, muitas espécies de planta podem desaparecer antes mesmo de serem conhecidas pela ciência”, destaca Couto.

(Fonte: Agência Bori)