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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Teatro do Fim do Mundo faz temporada do espetáculo ‘O Caso Meinhof’ no TUSP Butantã

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Cacá Bernardes.

De 4 a 13 de outubro de 2024, sextas-feiras e sábados às 20h, domingos às 18h, com entrada gratuita, o Teatro do Fim do Mundo (@teatrodofimdomundo) apresenta o espetáculo ‘O Caso Meinhof’ no Teatro da Universidade de São Paulo – TUSP Butantã, que fica no Butantã, Zona Oeste da cidade de São Paulo.

‘O Caso Meinhof’ discute o fracasso e a herança dos movimentos revolucionários do século XX, além de debater a presença das mulheres na liderança de processos políticos, entre outros temas que se mostram urgentes no Brasil de hoje. O espetáculo é livremente inspirado no texto ‘Ulrike Maria Stuart’, da ganhadora do Nobel de literatura Elfriede Jelinek. Lançada logo após a premiação com o Nobel em 2004, a peça é considerada como a mais importante de Elfriede Jelinek, autora fundamental para a dramaturgia contemporânea apesar de sua obra ainda ser pouquíssima encenada no Brasil.

A narrativa parte da história da RAF (ou Grupo BaaderMeinhof), grupo terrorista alemão dos anos 70 liderado por duas mulheres: Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin. Entre os momentos curiosos que rondam essa organização, está o fato de que seus quatro principais integrantes tiveram seus cérebros retirados para estudos após morrerem na prisão. Houve inclusive quem afirmasse que uma lesão no cérebro de Ulrike teria sido responsável pelo comportamento violento e consequentemente sua atividade de terrorista. Somente décadas depois, a filha (já adulta) de Meinhof conseguiu na justiça reaver e enterrar o cérebro da mãe. Ocasião em que também se descobriu que os três outros haviam desaparecido misteriosamente.

A partir desses estranhos fatos, a peça do Teatro do Fim do Mundo inventa o misterioso roubo do cérebro de Ulrike por parte de seus filhos, que o teriam preservado em um vidro para se comunicar com ele a fim de investigar a verdade sobre a morte da mãe. Nesta investigação, eles criam um podcast e, a cada episódio, confrontam um entrevistado envolvido na história usando meios pouco convencionais de comunicação, inclusive com os mortos.

Ao tratar de temas fundamentais para pensar o tempo em que vivemos – o aparente fracasso dos projetos revolucionários, o perigo da violência autoritária por parte de quem deseja mudar o mundo, e ao mesmo tempo a impossibilidade de se conformar a uma ideia de que o mundo não pode ser transformado – a peça se faz urgente em um contexto brasileiro de crise profunda, em que a imaginação política se vê travada pelo peso excessivo dos vícios históricos do país.

Para narrar essa história, o Teatro do Fim do Mundo transformou a trajetória de vida da terrorista Ulrike Meinhof em um podcast que é apresentado em cena pelos filhos da guerrilheira. A história é dividida em três episódios com 50 minutos cada e o público escolhe se quer ver cada um deles de maneira independente ou assistir a todos juntos em um espetáculo de quase 3 horas de duração com dois intervalos. Mas a peça também pode ser lida como uma disputa entre três figuras – um pai, uma mãe e a rival desta – pela influência sobre os filhos do casal.

Essa trama aparentemente banal, digna de um drama familiar, é na verdade metáfora para os rumos da esquerda no fim do século XX e início do XXI. E o grupo parte desse conflito de gerações para criar uma proposta de encenação. Para tal, reuniram duas gerações de artistas de teatro, materializando assim a disputa travada na peça.

A apresentação faz parte do projeto contemplado pelo Edital ProAC Nº 02/2023 – Teatro / Circulação de Espetáculo. Informações: www.instagram.com/teatrodofimdomundo  e www.facebook.com/teatrodofimdomundo.

Ficha técnica: livremente inspirado em Ulrike Maria Stuart, de Elfriede Jelinek. Direção: Clayton Mariano e Maria Tendlau. Tradução e dramaturgismo: Artur Kon. Elenco: Artur Kon, Carla Massa, Clayton Mariano, Maria Tendlau, Mariana Otero e Marilene Grama. Direção de arte e material gráfico: Renan Marcondes. Cenotecnia: Matias Arce. Desenho de luz, direção e operação técnica: Cauê Gouveia. Trilha original: Renato Navarro. Confecção das golas: Antonio Slusarz. Fotografia: Cacá Bernardes. Registro em vídeo: Bruta Flor Filmes. Assessoria de imprensa: Luciana Gandelini de Souza. Assistente de produção: Mariana Pessoa. Direção de produção: AnaCris Medina – Jasmim Produção Cultural.

Serviço:

Espetáculo ‘O Caso Meinhof’ com Teatro do Fim do Mundo

Sinopse: Livremente inspirada no texto ‘Ulrike Maria Stuart’, da ganhadora do Nobel de literatura Elfriede Jelinek, a peça parte de uma história curiosa do RAF, grupo terrorista alemão dos anos 70. Após a morte na prisão de seus principais integrantes, seus cérebros foram retirados para estudos, incluindo o de Ulrike Meinhof, que acabou sendo enterrado após muitos anos de investigação, sendo que os outros três desapareceram. A partir desses estranhos fatos, a peça do Teatro do Fim do Mundo inventa o misterioso roubo do cérebro de Ulrike por parte de seus filhos, que o teriam preservado em um vidro para se comunicar com ele a fim de investigar a verdade sobre a morte da mãe. Nesta investigação, eles criam um podcast e, a cada episódio, confrontam um entrevistado envolvido na história e usam meios pouco convencionais de comunicação, inclusive com os mortos.

Duração: 120 minutos

Quando: 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de outubro de 2024 – Horário: sextas-feiras e sábados às 20h, domingos às 18h

Onde: Teatro da Universidade de São Paulo – TUSP Butantã – Endereço: Rua do Anfiteatro, 109 acesso pela lateral direita do prédio, ao lado do bloco C – Butantã – São Paulo (SP) – Informações: (11) 3123-5222

Grátis – Distribuição de ingressos uma hora antes do espetáculo na bilheteria do teatro

Classificação: 14 anos

Acessibilidade: Sim – Capacidade: 60 lugares. Estacionamento: sim.

(Fonte: Com Luciana Gandelini)

Galatea apresenta individual de Bruno Novelli

São Paulo, por Kleber Patricio

Bruno Novelli 1980, Jardim dos daimons, 2024, Assinada, datada e localizada no verso. Foto: Ding Musa.

A Galatea inaugura, no dia 3 de outubro, a exposição inédita ‘Bruno Novelli: Tudo se transforma na terra’, a maior individual já apresentada pelo artista. Com texto crítico assinado pelo curador Thierry Freitas, a mostra é um convite ao universo tropical e fantástico de Novelli, reunindo 10 pinturas em grande formato criadas especialmente para a ocasião.

Com uma trajetória que soma quase duas décadas, o artista apresenta telas povoadas por seres fantasiosos elaborados em densas composições, cores e grafismos. Entre as obras expostas está a maior pintura que Novelli já produziu: Jardim dos daimons (2024), com 2,70 metros de altura por 4 metros de largura.

Fortemente inspirado pela exuberância do mundo amazônico e em diálogo de longa data com os artistas indígenas Huni Kuin, do coletivo Makhu, Novelli traz em suas pinturas composições ricas em cor e complexas padronagens nas quais figuram animais fantásticos e visões oníricas da natureza. Ele também explora a tensão entre o olhar europeu sobre a paisagem tropical e o embate entre a natureza e sua dominação pelo homem. Outra importante influência para Novelli é o pintor de ascendência indígena Chico da Silva (Alto Tejo, 1910 – 1985, Fortaleza), de quem absorveu o imaginário fantástico durante sua primeira infância em Fortaleza, onde o legado do artista é significativo.

Bruno Novelli consegue mobilizar em seu trabalho uma imagem pulsante da natureza, ou melhor, dos ‘mundos vivos’, parafraseando o título da exposição organizada pela Fondation Cartier pour l’art contemporain da qual participou: Les vivants (Living Worlds), realizada em 2022 no Tripostal, em Lille, França. Em 2023, Novelli participou de outra importante mostra organizada pela Fondation Cartier, dessa vez na Triennale de Milano, em Milão, Itália, sob o título Siamo Foresta.

Bruno Novelli 1980, Uarí, 2024, Assinada, datada e localizada no verso.

Sobre seu processo criativo, Novelli comenta: “A minha pintura parte de um estado mental de fascínio, de mistério. A partir de um fundo imaginário universal relacionado ao que é tropical, ao que é místico, ao que é paradisíaco, brutal, eu me deparo com diversas imagens, desde um monumento de pedra da Mesopotâmia até um mito amazônico ou o imaginário de um bestiário medieval. Tudo isso forma um banco de dados de onde extraio essas referências e elaboro uma síntese pessoal que levo para a pintura”.

Para o curador Thierry Freitas, que assina o texto crítico, “as imagens de Novelli resultam em figurações de um meio ambiente sinestésico e fantástico, cada vez mais influenciadas pelas vivências recentes do artista na floresta amazônica e junto aos povos originários. Desde 2017, ele se aproximou do coletivo de arte indígena Mahku, grupo de artistas Huni Kuin, cuja pintura se constitui principalmente por representações das tradições e histórias desse povo, além de traduções visuais das mirações provocadas pela cerimônia do nixi pae, com o uso do chá de potencial psicodélico conhecido como ayahuasca”.

Sobre o artista

Bruno Novelli nasceu em 1980, em Fortaleza, onde passou a primeira infância; cresceu em Porto Alegre e atualmente vive e trabalha em São Paulo. Com foco na pintura, Novelli estudou desenho no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre, em 2003, e formou-se em design gráfico pela ESPM, em 2014, em São Paulo. No início de sua carreira artística, criou a Universidade Autoindicada por Entidades Livres, uma série de encontros e programas coletivos que promoveram abordagens interdisciplinares entre 2003 e 2007, em Porto Alegre.

Ao longo de suas duas décadas de produção, Novelli exibiu suas obras em diversas instituições nacionais e internacionais, com destaque para: Siamo Foresta (coletiva, Fondation Cartier pour l’art contemporain na Triennale Milano, Milão, Itália, 2023); Les Vivants (Living Worlds) (coletiva, Fondation Cartier pour l’art contemporain na Lille3000, Lille, França, 2022); Tesouro das feras (individual, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul — MACRS, Porto Alegre, Brasil, 2021); e 1981/2021: Arte contemporânea brasileira na coleção de Andrea e José Olympio Pereira (coletiva, CCBB Rio de Janeiro, Brasil, 2021).

Sobre a Galatea

Bruno Novelli 1980, No sonho dos daimons, 2024, Assinada, datada e localizada no verso.

Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manoel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.

A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador-chefe.

Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.

Serviço:

Bruno Novelli: tudo se transforma na terra

Local: Galatea

Endereço: Rua Oscar Freire, 379 – Jardins, São Paulo – SP

Período expositivo: 3 de outubro a 1º de novembro

Horários: segunda à quinta das 10h às 19h | sexta das 10h às 18h | sábado das 11h às 17h

Mais informações: https://www.galatea.art/ | Instagram: @galatea.art.

(Fonte: Com Edgard França/A4&Holofote Comunicação)

André Lucas revive humor de Chico Anysio em ‘Show da Escolinha’

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

No dia 5 de outubro de 2024, o humor brasileiro ganhará vida novamente com a apresentação da peça Show da Escolinha, uma homenagem ao icônico Chico Anysio. Dirigido por Tininha Araújo, com quase 40 anos de carreira, o espetáculo promete levar o público a uma viagem nostálgica ao universo da Escolinha do Professor Raymundo, um dos maiores clássicos da comédia nacional. O evento será realizado no Centro de Convenções Chico Anysio, localizado no E Suítes Hotel Recreio Shopping, na Avenida das Américas. Classificação: a partir de 12 anos. Vendas pela plataforma Sympla.

O ator André Lucas, filho de Chico Anysio, assume o desafio de interpretar dois dos personagens marcantes do humor nacional: o divertido Seu Aranha, um policial cuja apresentação dispensa o distintivo. “Puliça! P-U-L-I-C Cedrilha – A otoridade mauxima”, personagem que o próprio André deu vida, na original Escolinha, e o inesquecível Professor Raymundo, personagem icônico de seu pai. Outro destaque do espetáculo será a participação de Chico Anysio feita in memoriam por meio de um vídeo especial, garantindo que a essência do humorista esteja presente no espetáculo.

André revela que se sente feliz em ver novos talentos brasileiros do humor e acha importante incentivá-los, assim como resgatar a memória de grandes humoristas que fizeram a história do humor no Brasil, como seu pai. “Mais do que uma homenagem a meu pai, esse show é uma forma de recuperar no palco a essência do humor brasileiro e dar chance a novos comediantes que estão despontando por todo Brasil”.

Conheça o elenco:

André Lucas: muito cedo começou a conquistar o público com seu talento. Primeiro, ainda adolescente, na rádio Globo, no Rio. Na época, André fazia um quadro chamado a Galera do Chico, onde interpretava todos os personagens criado pelo pai. Na TV Globo, o humorista começou em 1984 com pequenas participações em quadros no programa Chico Anysio Show. Seu primeiro papel de destaque foi o assistente Simpson, do Xerife Branco Billy, e logo em seguida, o filho Ted do Pastor Tim Tones, ambos personagens criados e imortalizados por Chico Anysio. Mas a consagração de André Lucas viria mesmo em 1994, quando estreou na Escolinha do Professor Raymundo. Na Escolinha, André ficou conhecido pelo personagem Seu Aranha. Foi com ele que o bordão “Para com ilsso! Deixa Dilsso!” ganhou as ruas de todo o país.

Diogo Bonfim: Ator, humorista e comunicador. A versatilidade de Diogo chama atenção de vários veículos. Sendo convidado para comandar e participar de reportagens, ser apresentador em eventos corporativos ou mestre de cerimônia em palestras e simpósios. Atualmente, atua em reportagens externas levando entretenimento ao público e atua no estúdio com suas personagens no Programa Vem com a gente, apresentado por Gardênia Cavalcanti, sendo transmitido ao vivo pela Band Rio.

Thiago Chagas: talentoso ator e comediante carioca. Reconhecido pela sua versatilidade nas artes cênicas, Thiago se destacou na internet com sua personagem Dona Fernandona, uma homenagem divertida à icônica Fernanda Montenegro. Thiago deu início à sua trajetória profissional ainda na adolescência nos anos 2000. Além de seu talento como ator, destaca-se como roteirista, autor e produtor, consolidando-se como uma figura influente e multifacetada nas artes brasileiras.

Dani Fontenelle: Atriz de formação há mais de 20 anos, com diversas participações em TV e teatro. Comunicadora formada pela Escola de Rádio do Rio de Janeiro, tendo vasta experiência no ramo de apresentação de programas, eventos, lives, reportagens etc. Com 11 anos de carreira na música, DJ Dani Fontenelle já passou por diferentes casas de shows, apresentando-se ao lado de grandes artistas como Péricles, Ludmilla, Marília Mendonça, Wesley Safadão, Maiara e Maraísa, Léo Santana, Jota Quest, Xande de Pilares, Banda Melim, Vintage Culture, Tiago Martins, Melanina Carioca, Naiara Azevedo, Tony Garrido, João Gabriel, Naldo Benny, DJ Marlboro e outros, além de passar por rádios como Beat 98, Transamérica, Costa Verde e FM O Dia.

Miguel Marques: atua como Rádio Ator desde 2012. Miguel Marques se encontra nos programas da Super Rádio Tupi com os seus personagens: Show do Antônio Carlos, Show do Clóvis Monteiro e Patrulha da Cidade, com o quadro Piada da hora, no Show do Antônio Carlos, Silvio Santos da Tupi no Show do Clóvis Monteiro e o Nem Lamatraca. Miguel Marques é conhecido como o ‘Gigante da Comédia’.

Gama Produção: Léo Gama, à frente da Gama Produção, realizador de Festivais e também de grandes produções teatrais.

Tininha Araújo – Direção Geral: Diretora com quase 40 anos de profissão, dos quais quase 20 na TV Globo. Já dirigiu no SBT, Record, Band RJ e SP, Rede TV, GNT, SIC, em Portugal – Tpa, em Angola.

Os ingressos para o Show da Escolinha já estão disponíveis, com valores que variam entre R$35,00 (meia-entrada) e R$70,00 (inteira), além de uma promoção antecipada por R$30,00.

Agenda da temporada:

5 de outubro de 2024 – Centro de Convenções Chico Anysio, que fica no E Suítes Hotel Recreio Shopping na Av. das Américas 19.021. Ingressos: Inteira R$70,00 |meia R$35 | promocional antecipado R$30 (vendas Sympla).

18 de outubro de 2024 – Teatro Raul Cortez, que fica na Praça do Pacificador – Centro de Duque de Caxias. Ingressos: Inteira R$70 | meia R$30 | promocional antecipado R$30 (vendas Sympla).

25 de outubro de 2024 – Teatro Dr. Átila Costa, que fica na Rua Francisco Santos Silva, 555 – Vila São Pedro, São Pedro da Aldeia. Ingressos: Inteira R$70 | meia R$35 | promocional antecipado R$30 (vendas Sympla).

Serviço:

Show da Escolinha em homenagem a Chico Anysio – Recreio

Dia: 5 de outubro – sábado | Horário: 21h

Local: Centro de Convenções Chico Anysio

Endereço: Av. das Américas, 19.021 – Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ

Venda de ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/97548/d/274213/s/1873665.

(Fonte: Ferraz Comunicação)

Dançar no Sol, Descansar na Lua: A intimidade pintada por Samara Paiva

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Exposição revela a poética do cotidiano e a subjetividade do corpo negro na galeria Nonada ZS. Fotos: Samara Paiva.

A Nonada ZS, localizada em Copacabana, RJ, apresenta a mostra ‘Dançar no Sol e Descansar na Lua’, da artista visual Samara Paiva. Composta por 12 trabalhos, a exposição oferece um mergulho nas investigações da artista sobre o comportamento do corpo negro na intimidade dos espaços domésticos, utilizando a pintura a óleo como meio de explorar essas relações. A visitação vai até o dia 16 de novembro.

A prática artística de Samara Paiva se caracteriza pela investigação da espacialidade e pela subjetividade do corpo negro, explorando como o ambiente doméstico possibilita humanização e contemplação. Por meio de uma paleta de cores quentes e suaves, suas obras borram as fronteiras entre o concreto e o abstrato criando um universo em que as figuras retratadas encontram descanso e intimidade. O uso do baixo contraste da noite e das sombras serve como ferramenta para libertar seus personagens da rigidez cotidiana.

Autodidata, a artista começou a desenhar e pintar após sua formação em arquitetura, utilizando a pintura como uma forma de traduzir experiências de intimidade e solitude. Nascida em 1995, em Maués, AM e atualmente residente em São Paulo, busca retratar cenas do cotidiano capturando emoções e a relação entre o corpo e o espaço. Suas obras convidam o público a refletir sobre a vulnerabilidade e a complexidade da experiência humana, especialmente do ponto de vista de uma mulher negra.

O texto crítico da exposição, assinado por Ariana Nuala, faz um paralelo entre as obras de Samara e a música brasileira, especialmente o samba de Clara Nunes. Nuala utiliza a canção ‘Juízo Final’ como referência para compreender a dicotomia entre o bem e o mal, relacionando-a com a paleta e os temas explorados pela artista e sugere que suas obras transcendem o conflito, oferecendo uma narrativa visual que privilegia o repouso, o afeto e a convivência harmoniosa com o espaço e com o outro.

Com ‘Dançar no Sol e Descansar na Lua’, Samara Paiva não apenas apresenta seu olhar singular sobre a espacialidade do corpo, mas também abre um caminho de diálogo sobre como a arte pode ser um território de resistência e liberdade. A exposição reafirma o papel da Nonada ZS como um espaço de inovação e representatividade na cena artística contemporânea, promovendo novos talentos e incentivando discussões que refletem as pluralidades do Brasil atual.

Serviço:

Exposição Dançar no Sol e Descansar na Lua, de Samara Paiva

Texto crítico: Ariana Nuala

Visitação: até 16 de novembro de 2024 | terça a sexta-feira, das 11h às 19h; sábado, das 11h às 15h

Local: Nonada ZS – @nonada_nada | http://nonada-nonada.com/

Endereço: Rua Aires Saldanha, 24 – Copacabana, Rio de Janeiro, RJ

A galeria

Nonada, um neologismo que remete ao não lugar e à não existência. Como o próprio significado de Nonada diz, ela surge com o intuito de suprir lacunas momentâneas, ou permanentes, com um novo conceito. A galeria, inclusiva e não sectária, enquanto agente promotor de encontros e descobertas com anseio pela experimentação, ilustra possibilidades de distanciar-se de rótulos enquanto amplia diálogos. “Nonada é um híbrido que pesquisa, acolhe, expõe e dialoga. Deixa de ser nada e passa a ser essência por acreditar que o mundo precisa de arte… e arte por si só já é lugar”, definem João Paulo, Ludwig, Luiz e Paulo. A Nonada mostra-se necessária após a constatação, por seus gestores, da imensa quantidade de trabalhos de boa qualidade de artistas estranhos aos circuitos formais e que trabalham com os temas atuais, sem receio nem temor em abordar tópicos políticos, identitários, de gênero ou qualquer outro assunto que esteja na agenda do dia; que seja importante no hoje. “Queremos apresentar de forma plural novos talentos, visões e força criativa”. O processo de maturação da Nonada foi orgânico e plural pois “abrangeu desde nossa experiência como também indicações de artistas, curadores, e de buscas aonde fosse possível achar o que aguardava para ser descoberto”, diz Paulo Azeco. Ludwig Danielian acrescenta: “não queremos levantar bandeiras, rótulos, e sim valorizar a boa arte, que independe de estereótipos. Queremos ter esta proposta de galeria em Copacabana, bairro popular, e na Penha, no subúrbio, na periferia do circuito de arte, para que se leve excelentes trabalhos a todos”.

(Fonte: Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

Estudo liderado por pesquisadores da Unesp, UFPA e Embrapa sequencia o genoma do cupuaçu

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Reprodução/Divulgação/Brasil Escola.

O cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) é uma planta de alta relevância econômica nas regiões norte e nordeste; porém, até hoje há relativamente poucos estudos que se debruçaram sobre sua folhagem e seus frutos. Essa constatação instigou o biólogo Alessandro Varani, docente da Faculdade de Ciências Agráras e Veterinárias da Unesp, campus de Jaboticabal, a propor parceria com Vinicius Abreu, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Rafael Alves, da Embrapa Amazônia Oriental, para realizar pela primeira vez o sequenciamento do genoma da planta.

Nativo da região amazônica, o cupuaçu é bastante apreciado por seu sabor e versatilidade, exercendo um papel destaque na bioeconomia do Brasil. Sua polpa é aproveitada na produção de sucos, geleias, cremes, sorvetes, biscoitos e licores. Das sementes extrai-se manteiga, que é usada para culinária e também na fabricação de pomadas, batons e xampus. De acordo com os dados mais recentes acerca da produção da fruta em território nacional, coletados em 2019 pelo IBGE, o total chega a 20 mil toneladas, que geraram uma renda de cerca de R$26 milhões. Estima-se que, da produção total, 97% foram cultivados no sistema de agricultura familiar.

“Um trabalho nestes moldes exige a colaboração de profissionais com diferentes capacidades e formações para atuarem em cada uma das etapas”, diz Varani, que é um experiente pesquisador na área de análise genômica e bioinformática. Entre seus trabalhos anteriores estão o sequenciamento genético de uma espécie silvestre de maracujá conhecida como maracujazinho (Passiflora organensis) e a investigação do genoma das plantas presentes no chá ayahuasca. Vinicius Abreu entrou na colaboração para auxiliar na parte computacional e Rafael Alves ficou encarregado de fornecer as amostras de cupuaçu para realização das análises.

A pesquisa que resultou no mapeamento contou com financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os pesquisadores mapearam 31.831 genes distribuídos em 10 cromossomos. Os resultados foram publicados na revista científica Giga Science em junho deste ano. Também assinam o artigo pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, do Centro de Energia Nuclear da Agricultura, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e de diversas unidades da Unesp.

Um dos resultados mais relevantes do levantamento foi a constatação de que o cupuaçu possui uma semelhança genética superior a de 65% com o cacau (Theobroma cacao), uma aproximação já suspeitada pelos acadêmicos da área. Essa similaridade abre a possibilidade de que as pesquisas com o cupuaçu possam ser serem extrapoladas para o cacau e o eventual desenvolvimento de estudos em conjunto com ambas as plantas.

Há outros motivos para que a constatação desta aproximação seja vista como bastante promissora para futuros estudos. O sequenciamento genético também revelou que o fruto do cupuaçuzeiro possui uma região no genoma que pode ser associada a resistência à vassoura-de-bruxa, uma doença causada pelo fungo Moniliophthora perniciosa muito comum em plantações de cacau. Esse patógeno já foi responsável por erradicar 398 mil toneladas da produção brasileira de cacau em 1988 e a busca por um tratamento ou cura mobiliza pesquisadores e agricultores até hoje. “O mapeamento identificou os genes relacionados à resistência para a vassoura-de-bruxa. Então, conhecemos os genes que são importantes para que se possa trabalhar pelo melhoramento do fruto, mas também os que podem ser estudados para compreender sua resistência contra patógenos”, conta o pesquisador.

Além do aspecto genético, a resistência do cupuaçu ao fungo é reforçada pela presença de certas bactérias naturais em suas folhas, chamadas de endofíticos (Actinomycetota). “Durante o processo de pesquisa do genoma do cupuaçu foram sequenciados também os genes das bactérias que vivem nas folhas. E isso foi uma surpresa”, relata Varani. Graças a esse sequenciamento, os pesquisadores puderam constatar que esses microrganismos produzem compostos antifúngicos e antibióticos responsáveis por combater a vassoura-de-bruxa. Essas substâncias podem apresentar um promissor ponto de partida para a futura produção de medicamentos capazes de manter a salvo as plantações de cacau. Estes outros resultados foram publicados na revista científica Molecular Genetics and Genomics em julho deste ano. Leia a reportagem completa no Jornal da Unesp.

(Fonte: Unesp)