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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Galeria Lume apresenta nova exposição do projeto Alumiar, ‘Calorcito’, da artista Mari Nagem

São Paulo, por Kleber Patricio

A Galeria Lume inaugura no sábado, 14 de setembro, no espaço expositivo II, a individual ‘Calorcito’, de Mari Nagem, como parte do projeto Alumiar, que tem o intuito de dar luz a pesquisa de artistas que ainda não possuem representação. Usando diversas mídias, cores vibrantes e contornos marcantes, as obras de Mari destacam a artificialidade das paisagens, a subjetividade dos dados e a busca capitalista pela felicidade. Com texto curatorial de Ana Roman, a mostra traz uma seleção de obras inéditas que colocam em cheque a crise climática mundial – mais especificamente as ondas de calor que são cada vez mais devastadoras e frequentes.

O calor é uma energia essencial para moldar as paisagens terrestres e impactar as relações humanas, atuando como uma força transformadora que afeta formações geológicas e potencializa fenômenos naturais extremos. É a partir desta força de criação tecnológica e destruição que se materializa a exposição de Nagem.

O aquecimento global é uma realidade sentida, cenários que antes pertenciam à ficção científica agora são vividos por grande parte da população mundial. A questão que a artista coloca é o que restará do planeta – e não de nós – com o avanço das mudanças climáticas. Quais seres, fenômenos e vestígios ainda existirão? Estaria nossa crescente dependência de dispositivos eletrônicos contribuindo para o aumento das temperaturas globais? “Em ‘Calorcito’ Nagem habita com coragem a sua realidade e busca, por meio da ficção, construir uma alternativa para o momento de catástrofe climática e para a terra arrasada dominada pela internet e pelas tecnologias digitais. A exposição nos leva a considerar cenários pós-catástrofe, em que ruínas tecnológicas e novas paisagens emergem sugerindo que a Terra continuará a se transformar, mesmo sem a presença humana”, completa a curadora Ana Roman.

Sobre a artista Mari Nagem

Belo Horizonte, 1984. Vive e trabalha entre NY e Brasil.

Mari Nagem é uma artista multidisciplinar que investiga as transformações do meio através da tecnologia, os estados emocionais na era digital e explora a artificialidade das paisagens a partir das intervenções humanas. Ao explorar cores fortes, bordas bem definidas e títulos minuciosamente selecionados, Mari propõe questões existenciais (e virtuais) com certa irreverência. Com uma abordagem conceitual, Mari combina diferentes mídias – pinturas, objetos, luzes e experimentos digitais – de maneira austera e concisa para criar instalações que reinterpretam nossa relação com fenômenos naturais e culturais. Cada material ou mídia utilizados, assim como os esquemas de cores, possui um significado físico, semântico ou simbólico para os projetos. A artista investiga maneiras de iluminar nossa percepção de aspectos críticos da era da informação em uma incerteza ambiental, como a artificialidade das paisagens, a subjetividade dos dados e a corrida capitalista pela felicidade. Em uma fluidez constante entre materiais e mídias, ela ocasionalmente colabora com artistas, arquitetos e fabricantes com habilidades diversas para propor obras visualmente cativantes.

Em 2023/24 Mari Nagem foi contemplada com a menção honrosa no Sferik.Art Award, com o prêmio da Mostra 3M de Arte e com a bolsa de estudos Celia & Wally Gilbert, para uma pesquisa no Centro de Humanidades e História da Biologia Moderna, em Nova York. Foi nomeada ao Prêmio Pipa e ao Cifo-Ars Eletronica. Em 2022, foi laureada com o primeiro lugar no Prêmio Marcantonio Vilaça, com a Temporada de Projetos do Paço das Artes e com o Ox-Bow Program Fellowship (EUA).

Expôs na Bienal Sur, no Museu de Arte Contemporânea de Rosário e na Bienal de Arte Digital no CCSP. Expôs em instituições como SESC, Farol Santander, MAC Niteroi, MIS, Sea Foundation e participou de festivais como o Die Digitale Dusseldorf, Athens Art e FILE, entre outros. Foi artista residente no Museu das Minas e dos Metais, na SomoS Art House em Berlim, em Vatélon, no Uruguai e também na Casa das Caldeiras.

Graduada pela UFMG, é Mestre em Artes Visuais pela Haute École d’Art et Design de Genéve. Vive e trabalha entre Belo Horizonte e Nova York.

Sobre a Galeria Lume

A Galeria Lume foi fundada em 2011 com a proposta de fomentar o desenvolvimento de processos criativos contemporâneos ao lado de seus artistas e curadores convidados. Dirigida por Paulo Kassab Jr. e Victoria Zuffo, a Lume se dedica a romper fronteiras entre diferentes disciplinas e linguagens, através de um modelo único e audacioso que reforça o papel de São Paulo como um hub cultural e cidade em franca efervescência criativa.

A galeria representa um seleto grupo de artistas estabelecidos e emergentes, dedicada à introdução da arte em todas as suas mídias, voltados para a audiência nacional e internacional, através de um programa de exposições plural e associado a ideias que inspiram e impulsionam a discussão do espírito de época. Foca-se também no diálogo entre a produção de seus artistas e instituições, museus e coleções de relevância.

A presença ativa e orgânica da galeria no circuito resulta na difusão de suas propostas entre as mais importantes feiras de arte da atualidade, além de integrar e acompanhar também feiras alternativas. A galeria aposta na produção de publicações de seus artistas e realização de material para pesquisa e registro. Da mesma forma, a Lume se disponibiliza como espaço de reflexão e discussão. Recebe palestras, performances, seminários e apresentações artísticas de natureza diversa.

Sobre o Projeto Alumiar

Alumiar: dar luz a, iluminar ou ficar iluminado; tornar(-se) claro. fazer surgir a luz; acender. Como o nome sugere, o Projeto Alumiar, desenvolvido pela Galeria Lume, tem o intuito de dar luz, acender, iluminar e deixar clara a pesquisa de artistas em início de carreira (até 10 anos de produção) que ainda não possuem representação e tampouco fizeram uma exposição individual na cidade de São Paulo.

Convidados a expor durante um mês no espaço anexo da Lume, o(s) artista tem a oportunidade de vivenciar a relação direta com curadores, artistas, galeristas e colecionadores do início ao fim do projeto. Além disso, a exposição sempre ocorre em paralelo à exposição de algum artista representado pela galeria, o que incentiva a troca e uma maior visibilidade dos trabalhos expostos.

Serviço

Calorcito, de Mari Nagem

Texto curatorial: Ana Roman

Local: Galeria Lume, espaço expositivo II

Período expositivo: 14 de setembro de 2024 a 19 de outubro de 2024

Horário de visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 15h

Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa, São Paulo – SP

Entrada gratuita

Informações para o público: tel. 55 (11) 4883-0351

e-mail: contato@galerialume.com

www.instagram.com/galerialume/

www.facebook.com/GaleriaLume

www.galerialume.com/

(Fonte: Com Isabella Boyadjian/Galeria Lume)

MinC prestigia cerimônia de outorga da medalha Oswaldo Cruz

Brasília, por Kleber Patricio

Fotos: Filipe Araújo/MinC.

O secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, participou na quarta-feira (11), da cerimônia de outorga da medalha Oswaldo Cruz no Palácio do Planalto. A solenidade, conduzida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teve como tema a vacinação. Neste ano, foram agraciadas as pessoas que atuaram para enfrentar a queda da cobertura vacinal nos últimos anos por meio do Movimento Nacional pela Vacinação, lançado pelo Governo Federal em 2023.

O presidente Lula destacou que, mesmo compondo 3% da população mundial, o Brasil foi responsável por 10% das mortes durante a pandemia do Coronavírus. “E se não morreram mais de 700 mil, a gente deve à capacidade de trabalho e à honradez de mulheres e homens que trabalham no SUS e que acreditam que a saúde pública pode ser a salvação”.

“Hoje, a medalha Oswaldo Cruz honrou o trabalho dos que lutam pela universalização da vacinação em nosso país. O trabalho de pessoas e instituições que enfrentaram o negacionismo merecem o nosso reconhecimento por sua luta pela saúde pública”, ressalta Márcio Tavares.

Premiação | Instituída em 1970, a Medalha de Mérito Oswaldo Cruz é concedida a brasileiras, brasileiros ou pessoas estrangeiras que, no campo das atividades científicas, educacionais, culturais e administrativas relacionadas com a higiene e a saúde pública em geral, tenham distinguido de forma notável ou relevante e tenham contribuído, direta ou indiretamente, para o bem-estar físico e mental da coletividade brasileira.

Oswaldo Cruz

Oswaldo Cruz foi um médico, bacteriologista e sanitarista brasileiro reconhecido por suas contribuições à saúde pública no Brasil no combate a epidemias e na melhoria das condições sanitárias do país.

Desenvolveu vacinas e soros para combater doenças como a febre amarela e a peste bubônica. Seu trabalho foi fundamental para o controle dessas epidemias, que ameaçavam a saúde da população. Um dos marcos mais notáveis de sua carreira foi a campanha de vacinação contra a varíola, realizada no início do século XX. Também foi um defensor da reforma sanitária no Brasil. Criou a Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, em 1900, uma das principais instituições de pesquisa e desenvolvimento em saúde no país.

Foram contempladas 22 pessoas e 10 instituições. Confira a lista:

Aparecida dos Santos Bezerra, Enfermeira com atuação na saúde indígena e vacinadora no Polo Base Baía da Traição, Paraíba;

Atila Iamarino, Biólogo, doutor em microbiologia e pesquisador brasileiro;

Cristiana Maria Toscano Soares, médica, vice-chefe do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Goiás – UFG e membro do Comitê Crise Covid-19 da UFG;

Daiane Garcia dos Santos, Ginasta e embaixadora do Movimento Nacional pela Vacinação do Ministério da Saúde;

Dorinaldo Barbosa Malafaia, deputado federal e coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Vacina da Câmara dos Deputados;

Esper Georges Kallás, diretor do Instituto Butantan;

Fabio Baccheretti Vitor, Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde – Conass e Secretário Estadual de Saúde de Minas Gerais;

Fernando Zasso Pigatto, Presidente do Conselho Nacional de Saúde – CNS e Diretor de Saúde da Confederação Nacional das Associações de Moradores – Conam;

Francisco de Assis de Oliveira Costa, deputado federal e Presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados;

Hisham Mohamad Hamida, Presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde – Conasems e Secretário Municipal de Saúde de Pirenópolis (GO);

Humberto Sérgio Costa Lima, Senador da República e Presidente da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal;

Ivan Baron, Pedagogo, influenciador e ativista anticapacitista potiguar;

Jayme Martins De Oliveira Neto, Juiz Titular do Tribunal de Justiça de São Paulo – TJSP e membro da Comissão de Saúde do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP;

José Cassio de Moraes, Médico e Professor Titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo;

Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, Empresária;

Margareth Maria Pretti Dalcolmo, Pesquisadora e membro da Academia Nacional de Medicina – ANM;

Maria da Graça Xuxa Meneghel, atriz, apresentadora, cantora, empresária e embaixadora do Movimento Nacional pela Vacinação do Ministério da Saúde;

Mario Santos Moreira, Presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz);

Meiruze Sousa Freitas, Farmacêutica e Diretora da Segunda Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – (Anvisa);

Renato Kfouri, Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm e Presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP;

Rosangela Lula da Silva, primeira-dama do Brasil;

Rosileia Maria de Souza, Presidente da Associação do Quilombo Lagoinha, no município de Gentio do Ouro, Bahia e

Sirlene de Fátima Pereira, Enfermeira em atuação no Programa Nacional de Imunizações da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

Agência de Notícias Das Favelas – ANF;

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco;

Associação Brasileira de Enfermagem – ABEn;

Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde – Conacs;

Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef);

Instituto Todos Pela Saúde – ITpS;

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS);

Rotary Clubs;

Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP;

Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm.

(Fonte: Com Nathalia Neves/Ministério da Cultura)

Coral Jovem do Estado apresenta concertos no Theatro São Pedro e Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

O Theatro São Pedro. Foto: Reprodução/website Governo do Estado de São Paulo.

O Coral Jovem do Estado, grupo artístico ligado à Emesp Tom Jobim, terá duas apresentações em setembro. No dia 21, o grupo estará no Theatro São Pedro, com o programa Estrela, interpretando obras de Luiz Iruarrizaga, Dinorah de Carvalho, Cécile Chaminade, Kerry Andrew, Kim André Arnesen, Arvo Pärt, Chico Buarque e José Penalva. Marília Vargas será a regente do concerto, que conta com participação da pianista Juliana Ripke. Os ingressos custam R$25 (meia-entrada) e R$50.

Já no dia 22 de setembro, na Sala São Paulo, o Coral mostra ao público o programa Rio Mar, sob regência de Tiago Pinheiro, com composições de Rodrigo Lima, Gilberto Mendes, Josyara, Chico Buarque, Djavan, Caetano Veloso, Lenine, Luan Augusto e Gilberto Gil. O concerto terá como convidados Juliana Ripke, no piano e acordeon, e João Paulo Amaral, na viola caipira. A apresentação integra a programação de matinais da Sala São Paulo e terá entrada gratuita.

Com 45 anos de atividades, o Coral Jovem busca desenvolver as habilidades dos bolsistas em uma proposta artístico-pedagógica que abrange performance, interpretação vocal, expressão corporal e sensibilidade musical. Sob a regência de Tiago Pinheiro de Souza e preparação vocal de Marília Vargas, o coro estabeleceu um importante tripé artístico: além do fundamental repertório lírico, passou a explorar a música antiga e a popular.

Transmissão ao vivo | Para democratizar o acesso ao público, o concerto do dia 21 de setembro, no Theatro São Pedro, será também transmitido ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube da Emesp Tom Jobim, em www.youtube.com/tjemesp.

Serviço:

Coral Jovem do Estado 

Estrela

Coral Jovem do Estado

Marília Vargas, regência e preparação vocal

Juliana Ripke, piano

Anônimo

Libro Vermeil de Montserrat

Stella Splendens

Maria Matrem

Luiz Iruarrizaga (1891–1928)

Cantigas de Afonso el Sabio, de Santa Maria

Se muito non amamos

Salve Virgem

Minueto

Dinorah de Carvalho (1905–1980)

Ave Maria  

Cécile Chaminade (1857–1944)

L’etoile, Op. 99, nº 1 – 3’20

Kerry Andrew (1978-)

O nata lux – 4′

Kim André Arnesen (1980-)

Even when he is silent – 6′

Arvo Pärt (1935-)

Summa – 5′

Chico Buarque (1944-) / José Penalva (1924–2002)

Gente Humilde – 2’30

José Penalva (1924–2002)

Mini suite Arlequim – 8’45

Concerto: 21 de setembro (sábado), 20h

Local: Theatro São Pedro (R. Barra Funda, 171 – São Paulo/SP)

Duração: 60 minutos (sem intervalo)

Classificação: Livre

Ingressos: R$25 (meia-entrada) e R$50, em Link

Coral Jovem do Estado

Rio-mar

Tiago Pinheiro, regência e preparação vocal

Juliana Ripke, piano e acordeon

João Paulo Amaral, viola caipira

Rodrigo Lima

Cantos do médio São Francisco

Gilberto Mendes

Vila socó, meu amor

Josyara

Ouro e lama [arr. Juliana Ripke]

Josyara

Apreciação [arr. Carlos Bauzys]

Chico Buarque

Brejo da Cruz [arr. Damiano Cozzella]

Chico Buarque / Djavan

Tanta saudade [arr. Xavier Bartaburú]

Caetano Veloso

O ciúme [arr. Luiz Gayotto]

Lenine

Marco Marciano [arr. Daniel Reginato]

Gilberto Gil

Expresso 2222 [arr. Daniel Reginato]

Luan Augusto / Winnie Minucci

És deste mundo [arr. Juliana Ripke]

Chico Buarque

O velho Francisco [arr. Paulo Serau]

Josyara

Mansa fúria [arr. Juliana Ripke]

Concerto: 22 de setembro, 10h50

Local: Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16 – São Paulo/SP)

Duração: 50 minutos (sem intervalo)

Classificação: Livre

Ingressos grátis, disponíveis aqui.

Coral Jovem do Estado

O repertório eclético e o dinamismo das apresentações do Coral Jovem do Estado refletem uma proposta artístico-pedagógica que vai além do canto. O grupo artístico da Emesp Tom Jobim trabalha não apenas a voz humana, mas também expressão corporal e sensibilidade musical. O Coral Jovem mantém um importante tripé artístico: além do repertório lírico, o grupo explora a música antiga e popular. Tiago Pinheiro é regente titular do Coral Jovem do Estado desde fevereiro de 2015, em parceria com Marília Vargas na preparação vocal. O Coral é um dos grupos de difusão e formação musical da Emesp Tom Jobim, escola do Governo de São Paulo gerida pela Santa Marcelina Cultura.

Theatro São Pedro

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país. Agora o Theatro São Pedro inicia uma nova fase, respeitando sua própria história e atento aos novos desafios da arte, da cultura e da sociedade.

(Fonte: Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

20/9 – 10 anos depois, Rubem Robierb retorna ao Brasil com exposição inédita em Santos

São Paulo, por Kleber Patricio

Pinacoteca recebe a exposição Raízes para Voar, de Rubem Robierb. Fotos: VGCOM – Arte na Pinacoteca/Henrique Luz.

A Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, terá a honra de apresentar a mais recente exposição do aclamado artista Rubem Robierb, que volta ao Brasil após uma década no exterior. ‘Raízes para Voar’ estará aberta à visitação de 20 de setembro a 27 de outubro.

Nascido em Bacabal, Maranhão, e residente nos Estados Unidos, Robierb é reconhecido internacionalmente por suas obras provocativas, que exploram as complexidades da vida moderna por meio de metáforas visuais e técnicas inovadoras.

Rubem Robierb ganhou destaque globalmente com a escultura ‘Dream Machine – Dandara’, instalada no Tribeca Park, em Manhattan, em 2019, como um poderoso tributo à comunidade transgênero e não binária. A escolha da Pinacoteca de Santos para sua nova exposição reflete um profundo reconhecimento de suas raízes brasileiras que continuam a influenciar sua arte e visão de mundo.

Raízes para Voar, 2024 – madeira, resina, metal e fibra de vidro (400 x 60 x 250 cm).

A exposição reúne uma seleção das principais fases da carreira de Robierb, desde suas experimentações em Wynwood até suas séries impactantes como Bullet-Fly Effect. Suas obras, como ‘Heart’ e ‘Power Flowers’, desafiam a violência e a instabilidade global através de combinações impressionantes de beleza e inquietação.

Rubem criou especialmente para a Pinacoteca de Santos a instalação ‘Raízes para Voar’. Nela, se autorretrata em uma escultura realista como menino de 7 anos segurando um lampião aceso. O menino está em uma canoa de madeira de quatro metros onde uma árvore seca de mangue tenta alcançá-lo, mas são separados por uma rede cheia de borboletas. Ao lado, uma enorme tela de 5 metros representando um mangue convida os visitantes a encontrarem uma série de brinquedos do pequeno Rubem, que são seus sonhos de criança.

Suas propostas artísticas não apenas refletem sua maestria em metáforas visuais, mas também sua capacidade de traduzir temas complexos em linguagens acessíveis e emocionalmente ressonantes. Os curadores Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho destacam que a obra de Robierb transcende classificações convencionais, explorando fronteiras entre plataformas artísticas e técnicas tradicionais e modernas. O artista, ao longo de sua carreira, tem consistentemente provocado o público a refletir sobre temas universais através de sua arte cumprindo assim a vocação do garoto que, com uma lanterna em mãos, ilumina o caminho em sua canoa pelas águas mágicas do mangue maranhense.

A entrada é gratuita e o horário para visitação é de terça a domingo, das 9h às 18h.

Rubem Robierb.

Sobre o Arte na Pinacoteca | Arte na Pinacoteca tem se destacado como um vetor importante para a democratização do acesso à cultura em Santos por meio de uma variedade de atividades educativas, incluindo exposições, palestras, oficinas, recitais e visitações especiais para alunos de escolas municipais, fortalecendo o papel educativo e inclusivo da arte.

A 2ª Edição do Projeto Arte na Pinacoteca é uma realização do Ministério da Cultura, com o patrocínio da Brasil Terminal Portuário (BTP), MSC, MEDLOG, Ecovias, Rumo e G. Pierotti, apoio institucional TV Tribuna, promovido pela Fundação Benedicto Calixto. A direção executiva do projeto é de Leila Gazzaneo, da Weimar Cultural, empresa que atua e desenvolve projetos relacionados à arte e cultura, educação, desenvolvimento social e sustentabilidade. A produção executiva é de Fabio Luiz Salgado.

Serviço: 

Exposição A Arte de Rubem Robierb Entre Metáfora e Transformação

Quando: de 20 de setembro a 27 de outubro de 2024 | terça a domingo | das 9h às 18h

Entrada gratuita

Local: Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto – Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15 – Boqueirão – Santos – SP

Website: www.pinacotecadesantos.org.br.

(Fonte: Com Vanessa Gianellini/VGCOM)

Brigada Indígena protege agroflorestas no Sul do Amazonas

Amazonas, por Kleber Patricio

O trabalho da Brigada tem conseguido evitar que focos de incêndio atinjam SAFs e roçados do povo Apurinã. Fotos: Brigada Indígena de Incêndio TI Caititu.

“Nós precisamos proteger nosso território. Se a gente não cuidar do que é nosso, daqui uns tempos vamos estar que nem na cidade, porque na cidade a gente não tem mais o que respirar, é só fumaça”, desabafa Raimundinha Rodrigues de Souza, chefe da recém formada Brigada Indígena de Incêndio da Terra Indígena Caititu. Isso porque Lábrea, cidade localizada no sul do Amazonas e próxima da Terra Indígena Caititu, lar do povo Apurinã, está em terceiro lugar no ranking dos municípios com mais focos de incêndio em 2024. Segundo levantamento do INPE, 2.064 alertas foram emitidos no município até agosto deste ano.

Com a intensificação do desmatamento e das queimadas ilegais, os impactos foram sentidos na Terra Indígena Caititu, onde o povo Apurinã desenvolve suas roças tradicionais e Sistemas Agroflorestais (SAFs). Através do projeto Raízes do Purus, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) e patrocinado pela Petrobras e Governo Federal, o povo Apurinã implementou 37 unidades de SAFs, distribuídas em 21 aldeias e somando uma área de 41,6 hectares que estão em plena produção de frutos, feijões, tubérculos e outros alimentos. Saiba mais: ‘Povo Apurinã cultiva 41,6 hectares de agrofloresta na Terra Indígena Caititu, no Amazonas’.

Brigada Indígena de Incêndio TI Caititu começou a ser criada em 2022.

Importantes para a segurança alimentar e geração de renda dos Apurinã, os SAFs sofreram perdas relevantes em anos anteriores devido a queimadas ilegais que ocorreram no entorno do território e acabaram adentrando a Terra Indígena durante o período de seca.

“Eu perdi meu SAF por causa de fogo e em outras aldeias sofremos perdas também. Foi aí que a gente, junto com a OPAN e o projeto Raízes do Purus, teve a intenção de organizar um curso para formar os indígenas como brigadistas”, relata Tata Apurinã, tesoureiro da Associação de Produtores Indígenas da Terra Indígena Caititu (APITC) e um dos pioneiros na implementação de agroflorestas no território Apurinã.

A criação da 1ª Brigada Indígena da TI Caititu

O processo de criação da Brigada da Terra Indígena Caititu começou em 2022. Na época, Francisco Padilha, indígena do povo Apurinã que já tinha formação na área de combate a incêndios, ofereceu uma formação básica a um pequeno grupo. “Eram sete pessoas e já fizeram um bom trabalho. Agora são 23 brigadistas que estão atuando dentro da nossa terra”, conta Tata Apurinã. No mesmo ano, os Apurinã também fizeram a aquisição de equipamentos necessários para o trabalho, como abafadores, bomba costal, rádio comunicadores e equipamentos de proteção individual.

Brigadistas fazem rondas diárias na Terra Indígena para identificar e combater possíveis focos de incêndios.

Em 2023, em uma articulação liderada pela APITC e OPAN, foi solicitado ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por intermédio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), a aplicação de um curso técnico avançado para aprimoramento e formalização da Brigada Indígena de Incêndio da TI Caititu. O curso foi finalmente aplicado em 2024, formando os 23 indígenas que já estão atuando voluntariamente no combate aos focos de incêndio.

Tata Apurinã conta que, mesmo com a alta ocorrência de queimadas ilegais no entorno da Terra indígena Caititu, não houve perdas nos plantios graças ao trabalho realizado pela Brigada. “Nós dependemos da nossa floresta em pé, dependemos dos nossos plantios em pé, então não vamos deixar que nada de ruim aconteça. Essa Brigada está sendo fundamental para dentro da nossa terra. A gente quase não perdeu nada esse ano, muito pelo contrário, a gente só ganhou. Foi um avanço”.

O dia a dia do combate aos focos de incêndio

Atualmente, a Brigada Indígena de Incêndio TI Caititu é formada por 23 pessoas, sendo 19 brigadistas, três chefes de esquadrão e uma chefe geral da brigada. Para otimizar o atendimento das ocorrências, as pessoas que integram a brigada são divididas em três grupos, chamados de esquadrões. “Como a gente trabalha com três esquadrões, cada dia a coordenadora geral orienta que um esquadrão faça a rota dentro da terra, principalmente para ficar de olho aqui nos limites da terra indígena”, explica Tata.

Curso de Formação para Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais oferecido pelo Ibama/PrevFogo formou 23 indígenas do povo Apurinã.

Os brigadistas atuam em ações emergenciais e também nas ações de queima controlada de pequenas áreas para abertura dos roçados. Do dia 24 de julho até 27 de agosto, o grupo contabilizou 22 ações no total, demonstrando que o trabalho é intenso e exaustivo. “A gente vem sendo pego de surpresa aqui na Terra Indígena Caititu. Do nada a fumaça está subindo e temos que largar tudo e imediatamente correr para combater”, relata a chefe da brigada.

Raimundinha conta que há dias em que o trabalho dos brigadistas dura o dia inteiro e adentra a noite. Devido à alta demanda, alguns já pensaram em desistir, mas Raimundinha sempre incentiva o grupo, destacando a importância do trabalho de proteção. “Hoje a brigada é muito importante para a proteção não só da terra, mas dos SAFs e das pessoas. Porque o indígena se alimenta do que ele planta. Então se um fogo desses acaba com todos aqueles SAFs que o indígena plantou ali para ser sua sobrevivência, como será que vai ficar a vida desse indígena?”, reflete a chefe da brigada.

(Fonte: Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)