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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Grupo Magiluth comemora 20 anos com estreia de Édipo REC no Sesc Pompeia

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Estúdio Orra.

Para celebrar duas décadas de uma pesquisa continuada, o grupo recifense Magiluth propõe uma reflexão sobre o mundo de hoje a partir de um grande clássico da literatura. O espetáculo ‘Édipo REC’, uma releitura do texto de Sófocles, faz sua temporada de estreia entre 27 de setembro e 26 de outubro no Teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo. As sessões acontecem de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 17h. Além disso, no dia 12 de outubro, sábado, a apresentação é às 17h, e há sessões extras nos dias 9 e 23 de outubro, às quartas-feiras, às 20h. Atenção: nos dias de eleição, 6 e 27 de outubro, não haverá apresentações.

A peça, a 15ª da companhia, reforça a parceria do grupo com o encenador paulista Luiz Fernando Marques. “É o nosso quarto trabalho dirigido por ele. Brincamos que, na verdade, ele é um integrante de honra do Magiluth”, conta Giordano Castro, que assina a dramaturgia de Édipo REC.

No elenco estão Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner. Há também a presença da atriz Nash Laila, parceira do Magiluth em trabalhos audiovisuais, como a série Chão de estrelas e o filme Tatuagem. “Para esta nova montagem, queríamos fazer algum trabalho diferente do que vínhamos fazendo. Então, revisitamos a nossa trajetória e, tendo em mente a experiência com o Dinamarca, quisemos nos aproximar de outro clássico. Como nunca flertamos diretamente com uma tragédia grega, o Édipo foi a nossa escolha”, acrescenta Castro.

O REC do título faz uma referência direta ao Recife e à nomenclatura do audiovisual que significa ‘gravando’. Isso porque a peça explora um certo imaginário do Recife de 2024 e a logística de gravação presente desde o cinema da Era de Ouro. “E um dos aspectos que nos atrai nas pesquisas do Luiz Fernando Marques é justamente essa ponte com a Sétima Arte”, complementa.

Sobre a encenação

Édipo REC brinca com a cronologia, ou seja, os acontecimentos não seguem uma ordem linear. O grupo também optou por este caminho para questionar a noção de tempo no teatro: como dimensionar algo que não é palpável?

Tudo começa com a alegria de um reino que vive seu momento de renascimento, marcado aqui pelo exagero, em um paralelo com a contemporaneidade, em que existe a produção excessiva de imagens, tanto as de câmeras de segurança quanto às capturadas pelos celulares para o compartilhamento nas redes sociais. Por isso o Coro é a câmera. Durante esse momento de descontração, muitas pequenas situações trágicas podem acontecer. E, em 2024 alguém, em algum lugar, pode estar gravando. Nesse contexto, talvez seja melhor não investigar o passado e seguir vivendo. Por que, afinal, quanto tempo dura uma tragédia? 20 anos? Uma vida inteira? Por toda a eternidade?

Em meio a uma tensão sutil, mas crescente, apresentam-se aqueles personagens que estão no imaginário literário há séculos: Édipo, Jocasta, Creonte, Tirésias, Corifeu, Coro e Mensageiro. Mas eles não estão sós. Na verdade, estão todos na convivência com outros corpos, de outros tempos, com suas pestes, seus enigmas, suas sinas.

Assim, o espectador acompanha um jogo cruzado de tempo e espaço. Tebas transforma-se em uma Recife-Pompéia fantasmagórica e presentificada. “O público vivencia duas experiências: a primeira é essa grande celebração, quando Édipo tem esperança de fugir do próprio destino. Depois, as pessoas passam a acompanhar a tragédia em si, junto com o protagonista”, afirma Giordano.

Édipo e o cinema 

Como a linguagem audiovisual era fundamental para a construção do espetáculo, o grupo logo foi buscar referências no cinema. E uma das primeiras e mais importantes inspirações foi o longa-metragem Édipo Rex (1967), do italiano Pier Paolo Pasolini (1922–1975). O filme também atualiza o mito de Sófocles, transferindo a história para a agitação urbana da Bolonha dos anos 1960, além de estruturar a narrativa na forma de flashbacks, mesma estratégia utilizada na peça.

O experimentalismo era outra questão importante para o Magiluth. Por isso, as pesquisas evoluíram para o cinema underground japonês. Assim, Funeral das Rosas (1969), de Toshio Matsumoto (1932–2017), serviu como uma referência poética para Édipo REC. A obra faz um mergulho no deslumbrante mundo noturno das drags e divas de Tóquio na década de 60.

Outros filmes que serviram de base para o trabalho foram Hiroshima, meu amor (1959), de Alain Resnais (1922–2014); Cinema Paradiso (1990), de Giuseppe Tornatore (1956-) e Cabaret (1972), de Bob Fosse (1927–1987).

“Quando fizemos essa intersecção com a Sétima Arte, pudemos pensar sobre o poder da imagem. O Édipo acredita tanto nessa projeção que criou para si mesmo, de que é um tirano, que não consegue mais enxergar a sua verdadeira essência”, fala Luiz Fernando Marques. “O mesmo acontece hoje, já que as pessoas montam as suas vidas para as redes sociais, independente daquilo que elas estejam de fato vivendo. E quanto mais elas editam o seu cotidiano, mais acreditam nessas imagens, deixando também de perceberem a si próprias”, reflete.

Édipo REC questiona o papel do teatro e do cinema nos dias de hoje. “Nos perguntamos se essas artes são capazes de dar conta de tantas dores e tragédias. E ao mesmo tempo, queríamos entender por que as pessoas sairiam das suas casas para assistir a uma história tão antiga. Acreditamos que isso tenha a ver com uma necessidade humana de reproduzir e até de reviver grandes traumas”, completa o diretor.

Parceria com o FETEAG

Além das parcerias artísticas, o Magiluth contou com o apoio do FETEAG, festival internacional de teatro realizado anualmente na cidade de Caruaru, Pernambuco, desde 1981. O idealizador do evento, Fábio Pascoal, possibilitou uma residência do grupo, garantindo não só um local de ensaio como um pagamento para os artistas durante o período.

O grupo aproveitou a oportunidade para desenvolver um processo pedagógico durante os ensaios. “Passávamos o dia todo criando e, à noite, recebíamos pessoas interessadas que acompanhavam nossa evolução”, diz Giordano.

Sinopse | “Um determinado momento da vida em que surgem memórias repentinas, involuntárias e vívidas de experiências pessoais passadas. Em muitos casos, essas memórias poderosas estão intimamente ligadas a eventos traumáticos.” Esse é o conceito de Flashback, mas poderia ser sobre a vida de Édipo, não é? Então será! Vamos a Édipo REC, a tragédia à la Magiluth.

Ficha Técnica:

Criação: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques

Direção: Luiz Fernando Marques

Dramaturgia: Giordano Castro

Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Nash Laila e Pedro Wagner

Design de Luz: Jathyles Miranda

Design Gráfico: Mochila Produções

Figurino: Chris Garrido

Trilha sonora: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques

Cenografia e montagem de vídeo: Luiz Fernando Marques

Cenotécnico: Renato Simões

Vídeo Mapping e Operação: Clara Caramez

Captação de imagens: Bruno Parmera, Pedro Escobar e Vitor Pessoa

Equipe de Produção de vídeos: Diana Cardona Guillén, Leonardo Lopes, Maria Pepe e Vitor Pessoa

Produção: Grupo Magiluth e Corpo Rastreado.

Serviço:

Édipo REC

De 27/9 a 26/10 | quinta a sábado, às 20h; domingos, às 17h – exceto dias 6 e 27/10. Dia 12/10, sábado, às 17h. Dias 9 e 23/10, quartas, às 20h

Ingresso: R$60 (inteira), R$30 (meia-entrada), R$18 (credencial plena) e grátis para crianças até 12 anos

Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP

Duração: 105 minutos

Classificação etária: 18 anos.

(Fonte: Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Banda soteropolitana Flerte Flamingo apresenta novos trabalhos no palco do MIS

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Bruno Castro.

Na edição de setembro, o programa Estéreo MIS recebe a banda soteropolitana Flerte Flamingo, que apresenta uma formação de rock clássico misturada com referências brasileiras, em especial baianas, como o samba-reagge, o ijexá e o samba raiz. O show acontece no dia 27, às 21h, e os ingressos custam de R$15 (meia) a R$30 (inteira), com vendas pela bilheteria física do Museu e pela plataforma online Megapass.

A banda movimentou a cena de música independente em Salvador, com o seu show Festa do Sindicato, onde dividiu o palco com outras bandas baianas até os músicos se mudarem para São Paulo para produzir seu novo álbum. No MIS, o grupo apresenta seus trabalhos mais recentes, nos quais brincam com os elementos do psicodélico e do carnavalesco. As músicas inéditas compõem seu novo álbum, ainda sem data de lançamento.

“Tocar no MIS nos deixa muito honrados, principalmente pela oportunidade de deixar guardado no acervo da instituição o pequeno legado da nossa trajetória até aqui”, afirma Passovi, vocalista da banda. “Agora que estamos no início de uma nova fase, renovando o repertório, finalizando um álbum, dar o pontapé inicial dessas novas canções no Estéreo MIS dá uma sensação de solidez a esta etapa. Torna tudo mais especial do que seria se fosse apenas um primeiro show com repertório novo.”

A banda, formada pelos músicos Leonardo Passovi, Igor Quadros, Bruno Mattos e Gustavo Cravinhos, está bem curiosa para a reação do público às músicas novas, que trazem um som bem diferente do que eles já apresentaram até hoje. “É lá no auditório do museu que a gente vai pela primeira vez medir a temperatura dessas canções no ouvido do público”, afirma Passovi, que garante que o repertório não deixará de fora canções mais antigas do grupo. “A gente vê essa apresentação como uma oportunidade de registrar o que significou Flerte Flamingo até aqui, em matéria de som, mantendo a coesão dentro de toda sua pluralidade.”

Sobre o Estéreo MIS | Criado em 2011, o Estéreo MIS fortalece a cena musical nacional independente trazendo artistas que estão despontando no cenário musical e abrindo espaço para novas sonoridades e concepções musicais. Já fizeram shows no Auditório MIS nomes como Sophia Chablau, Jaloo, Xênia França, Potyguara Bardo, Rincon Sapiência, Tuyo, Mc Tha e Rodrigo Alarcon. Em 2019, o projeto passou a incluir uma entrevista, realizada em estúdio, que passa a integrar o acervo do MIS junto com o show completo, podendo ser acessado online.

Serviço:

Estéreo MIS – Flerte Flamingo

Local: Auditório MIS (172 lugares)

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Data: 27/9, às 21h

Ingresso: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia) | Venda de ingressos na bilheteria do MIS e pela plataforma online Megapass

Classificação indicativa: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

O MIS tem patrocínio institucional das empresas Livelo, B3, John Deere, NTT Data, Vivo, TozziniFreire Advogados, Grupo Comolatti e Sabesp e apoio institucional das empresas Grupo Travelex Confidence, PWC, Colégio Albert Sabin, Unipar e Telium. O apoio operacional é Kaspersky, Pestana Hotel Group, Quality Faria Lima, Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças, Renaissance São Paulo Hotel, Pipo Restaurante, illycaffè, Sorvetes Los Los e Água Mineral São Lourenço.

(Fonte: Com Diego Andrade de Santana/Museu da Imagem e do Som)

Nando Reis lança álbum ‘Uma Estrela Misteriosa Revelará o Segredo’ por completo nas plataformas digitais

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Lorena Dini.

Com mais de quatro décadas de uma carreira sólida, o cantor e compositor paulistano Nando Reis se reinventa mais uma vez e apresenta o ambicioso álbum quádruplo ‘Uma Estrela Misteriosa Revelará o Segredo’. A unificação dos discos (que foram lançados em etapas nas plataformas de áudio) ocorreu no mesmo dia do início da turnê, 20 de setembro. Nando escolheu um caminho ousado para divulgar seu novo trabalho, desafiando as tendências do mercado fonográfico. Ele optou por disponibilizar por completo os quatro álbuns em um box especial em vinil, mas lançou gradualmente em formato digital, para que o público absorvesse com calma cada detalhe de sua obra. Agora, os quatro álbuns chegam finalmente às plataformas de streaming de áudio de forma completa e unificada (ouça aqui).

“Finalmente estou lançando um trabalho com músicas inéditas. É um projeto robusto, com 30 músicas. Esses discos têm uma coisa muito interessante porque as músicas são de diferentes épocas, de 1988 a 2024, mas, ao mesmo tempo, ele não é uma compilação. Todas as canções foram trazidas para o meu momento atual, não só em relação à sonoridade, mas também à minha pessoa, cabeça”, explica Nando. Sobre o quarto disco, Revelará o Segredo, que chega como um bônus para os ouvintes, ele acrescenta: “O segredo foi revelado. Era secreto pois não era esperado, vem oculto pra quem gostar do conjunto das composições e das prateleiras. Um disco bônus que foi gravado e concebido depois do disco triplo. Ele foi inesperado, tem três regravações e coordena canções recentes com canções antigas achadas em uma demo. Tem uma sonoridade única e muito adequada para as próprias canções”.

O terceiro álbum, Misteriosa, começa com ‘O Muro’. Nela, o cantor explora uma sonoridade dançante e envolvente onde o eco torna-se um elemento central, como se sua voz surgisse através de um muro. A melodia cuidadosamente composta pelo baterista e produtor dos álbuns, Barrett Martin, conta com a colaboração de Matt Cameron, baterista do Pearl Jam. Em ‘Ginger e Red’, Nando mergulha em um universo roqueiro para narrar a história de um casal cujas diferenças se destacam apesar da semelhança de seus cabelos ruivos. A paixão que os une supera os desencontros, permitindo que a intimidade prevaleça. Esta faixa recebe a participação de Lenny Kaye, renomado guitarrista de Patti Smith.

‘Na Lagoa’ nasce a partir de uma fotografia que reacendeu memórias antigas. Nando dedicou dois dias para escrever esta canção, em uma reflexão sobre a profundidade emocional da imagem. Em contraste, ‘Enfim’ surgiu de forma quase espontânea: o artista levou apenas uma hora para criar a letra e a melodia a partir de uma demo de Barrett e do guitarrista Peter Buck, cofundador da banda R.E.M., que gravou as canções e participa dos shows da turnê. “É uma música de geração espontânea, feita em uma tarde. É como se eu tivesse adentrado em um campo magnético que me permitiu fazer a letra e a melodia da canção”, explica.

Junto de um arranjo de instrumentos e das vozes de Pedro Lipa e Sebastião Reis, ‘Diz pra Mim’ apresenta um texto familiar aos fãs de Nando. Um poema que já ressoou em outras ocasiões, como na turnê com ANAVITÓRIA, em 2018. A música ganha uma nova versão, mantendo sua essência emocional. ‘Macapá’, uma das quatro regravações do álbum, foi feita durante um voo de Nando para a cidade em questão. ‘Tudo Está Aqui Dentro’, criada a partir de uma demo feita por Peter, fala sobre um vínculo de amizade e da saudade de uma pessoa que não está mais presente. Já ‘Tome O Seu Lugar’, que finaliza o terceiro disco, conta com contribuições de Krist Novoselic, lendário baixista do Nirvana, tocando acordeom. A canção explora o paradoxo de amar alguém com características que inicialmente não atraem, ou não deveriam atrair. Nando deixa o significado final para a interpretação dos ouvintes, convidando-os a descobrir esse lugar especial por conta própria.

Nando inicia o álbum Revelará o Segredo com a música ‘Corpo e Colo’, uma das quatro regravações do projeto. Escrita durante um voo, a música foi primeiramente usada no disco Novela (2024), da cantora e compositora paulistana Céu. A segunda canção, ‘Rhipsalis’, aborda uma história pessoal que surgiu após a trágica perda de uma cantora com quem Nando tinha um encontro marcado. Inicialmente com outro nome, a música foi adaptada para explorar a perda e o desencontro apenas do ponto de vista do autor. ‘Aparição’ destaca-se pela melodia feita por Pedro Baby, que inspirou Nando Reis a compor uma letra mais rápida e fluida. A composição é marcada por acordes inovadores que fogem da sintaxe usual do cantor. Já a música bônus, ‘Depois de Amanhã’, feita em 1996 e recuperada de uma demo original, foi finalmente gravada após ser revisitada durante a pandemia. Ela, que se manteve sempre na memória de Nando, mesmo nunca tendo sido gravada, apresenta uma letra evocativa e conta com a participação especial de Fernando Magalhães – o que é muito significativo, já que Fernando é quem está tocando com ele na demo em questão. ‘Firmamento’ combina duas partes distintas e uma letra incompleta. ‘Finalizada em Maceió, essa música explora a ideia do firmamento como um símbolo de desejo, de quando uma pessoa te promete o céu’, explica. ‘Para Voar’, a quarta regravação do disco, foi concebida originalmente com uma melodia destinada a uma voz feminina. A faixa representa bem o caráter curioso do disco bônus, sendo uma escolha adequada para refletir o espírito leve e exploratório do álbum.

Produzido por Barrett Martin, com coprodução de Felipe Cambraia, produção executiva de Diogo Damascena e mixado por Jack Endino, os álbuns contam com Nando na voz e violão, junto de Barrett (bateria), Cambraia (baixo), Walter Villaça (guitarra), Peter Buck (guitarra) e Alex Veley (teclados), além de participações de outros músicos ao longo das faixas, como Mike McCready (guitarra) e Matt Cameron (bateria), ambos integrantes do Pearl Jam; Duff McKagan (baixo), do Guns N’ Roses; Sebastião Reis (violão de 12 cordas), da banda Colomy; e Krist Novoselic (baixo), ex-integrante do Nirvana. “Esse trabalho é realmente uma obra-prima em termos de composição e experimentação musical, com 30 músicas que transitam por diversos gêneros, como rock, soul, R&B, samba e música clássica. Ironicamente, as origens desse álbum gigante são bastante humildes”, afirma Barrett.

Uma Estrela Misteriosa surgiu de forma despretensiosa. A princípio, Nando e sua banda se reuniram no estúdio Da Pá Virada, em São Paulo, para a gravação de duas músicas inéditas para o programa ‘Singing Earth’, idealizado por Barrett. “Fomos tão bem que acabamos gravando dez músicas. Nesse meio tempo, ele escreveu outras dez. Apesar de não termos planejado, quando nos demos conta, estávamos gravando um álbum. Foi tudo muito rápido e natural”, lembra Barrett. Uma Estrela Misteriosa é como um autorretrato, uma antologia, um passeio pelo zoológico-cósmico que vai da memória ao sonho, da realidade à utopia.  Sou eu vezes eu, somado a todos que estão ao meu redor”, explica Nando. O registro do processo de criação e gravação das canções, inclusive, se transformou em um documentário homônimo com direção de Raimo Benedetti.

Além do lançamento quádruplo, Nando se prepara para viajar pelo país apresentando o novo trabalho. O guitarrista Peter Buck (cofundador da banda R.E.M) e o produtor e baterista Barrett Martin (da Screaming Trees) participarão de boa parte dos shows confirmados da turnê Uma Estrela Misteriosa, que teve início pela região Amazônica em 20 de setembro, em Macapá, para celebrar o Equinócio de Primavera, e também tem passagem confirmada por Belém, Manaus, Belo Horizonte, Fortaleza, São Paulo, Salvador, Recife, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, entre outras (confira as demais datas e cidades no final deste texto). Os ingressos já estão disponíveis (acesse aqui).

Nando fundamenta a nova turnê em quatro pilares centrais: inclusão, superação, sustentabilidade e autenticidade. O projeto terá uma pessoa dedicada a pensar em todas as frentes para a inclusão de portadores de necessidades especiais, com intérprete de libras em todas as apresentações, buscará fornecedores locais para produção de itens exclusivos por onde a turnê passar e selecionará artistas regionais para gravarem uma música de sua escolha do álbum Uma Estrela Misteriosa em colaboração com Nando Reis. Já o viés de superação diz respeito à luta do cantor durante anos contra o alcoolismo e as drogas. Uma Estrela Misteriosa é o primeiro projeto feito pelo artista completamente sóbrio. A preocupação com o meio ambiente é uma das principais bandeiras levantadas pelo músico e, por isso, a turnê respeitará protocolos e indicadores alinhados aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Ouça Uma Estrela Misteriosa Revelará o Segredo aqui.

FICHA TÉCNICA – Misteriosa

1 – O Muro

Voz e violão: Nando Reis

Bateria: Barrett Martin e Matt Cameron

Baixo: Felipe Cambraia

Guitarra: Walter Villaça e Peter Buck

Teclados: Alex Veley

Backing vocals: Eva Walker, Alex Veley e Barrett Martin

Arranjo de metais: Barrett Martin

Trompete: Dave Carter

Sax Tenor e Barítono: Skerik

Percussão: Kainã do Jêje, Márcio Brasil, Cara de Cobra e Ícaro Sá

Composição: Nando Reis, Peter Buck e Barrett Martin

2 – Ginger e Red

Voz e violão: Nando Reis

Bateria: Barrett Martin

Baixo: Felipe Cambraia

Guitarra: Walter Villaça, Peter Buck e Lenny Kaye

Teclados: Alex Veley

Cowbell: Lisette Garcia

Arranjo de metais: Barrett Martin

Trompete: Dave Carter

Sax Tenor e Barítono: Skerik

Composição: Nando Reis

3 – Na Lagoa

Voz: Nando Reis

Violão: Nando Reis e Sebastião Reis

Bateria: Barrett Martin

Baixo: Felipe Cambraia

Guitarra: Walter Villaça e Peter Buck

Teclados: Alex Veley

Bells: Lisette Garcia

Composição: Nando Reis

4 – Enfim

Voz e violão: Nando Reis

Bateria: Barrett Martin

Baixo: Felipe Cambraia

Guitarra: Walter Villaça e Peter Buck

Teclados: Alex Veley

Bells: Lisette Garcia

Arranjo de metais: Barrett Martin

Trompete: Dave Carter

Sax Tenor e Barítono: Skerik

Composição: Nando Reis, Peter Buck e Barrett Martin

5 – Diz pra mim

Voz: Nando Reis, Sebastião Reis e Pedro Lipa

Violão: Nando Reis

Bateria: Barrett Martin

Baixo: Felipe Cambraia

Guitarra: Walter Villaça e Peter Buck

Teclados: Alex Veley

Violão de 12 cordas: Sebastião Reis

Backing Vocals: Alex Veley e Barrett Martin

Vibraphone e Pandeirola: Barrett Martin

Viradas de bacteria: Matt Cameron

Arranjo para Orquestra e regência: Ruriá Duprat

Violinos 1: Flávio Geraldini (Spalla Violinos I), Kleberson Cristiano Figueira Buzo, Gerson Nonato de Sousa, Andréa de Araújo Campos e Thais de Souza Morais

Violinos 2: Gabriel Gorun, Cintia Zanco, Sílvia Velludo, Ebenezer Florencio e Tiago Paganini

Violas: Davi Caverni (Spalla Violas), Rafael Martinez e Natalia Visoná

Violoncelos: Sérgio Schreiber (Spalla Violoncelos), Marisa Silveira e Gustavo Lessa

Flauta Transversal: Marta Ozzetti

Clarinete: Michel Moraes

Trompas: Francisco Duarte e Leanderson Ferreira

Composição: Nando Reis

6 – Macapá

Voz e violão: Nando Reis

Bateria: Barrett Martin

Baixo: Felipe Cambraia

Guitarra: Walter Villaça e Peter Buck

Teclados: Alex Veley

Violão 12 cordas: Sebastião Reis

Backing Vocal: Eva Walker, Alex Veley e Barrett Martin

Vibraphone, Arranjo de Metais: Barrett Martin

Trompete: Dave Carter

Sax Tenor e Sax Barítono: Skerik

Composição: Nando Reis

7 – Tudo Está Aqui Dentro

Voz e violão: Nando Reis

Bateria: Barrett Martin

Baixo: Felipe Cambraia

Guitarra: Walter Villaça e Peter Buck

Teclados: Alex Veley

Backing Vocals: Sebastião Reis, Pedro Lipa, Alex Veley e Barrett Martin

Bells: Lisette Garcia

Composição: Nando Reis, Peter Buck e Barrett Martin

8 – Tome O Seu Lugar

Voz e violão: Nando Reis

Bateria: Barrett Martin

Baixo: Felipe Cambraia

Guitarra: Walter Villaça e Peter Buck

Teclados: Alex Veley

Acordeon: Krist Novoselic

Triângulo: Barrett Martin

Composição: Nando Reis

Álbum mixado por Jack Endino no estúdio Soundhouse, em Seattle (EUA)

Masterizado por Chris Hanzsek no estúdio Hanzsek Audio, em Snohomish (EUA)

Gravado por Thiago ‘Big’ Rabello no estúdio Da Pá Virada, em São Paulo

Assistente de gravação Gustavo Foppa

Gravações adicionais:

Brad Laina no estúdio Strange Earth, em Seattle (EUA)

Barrett Martin no estúdio Sunyata Sound, em Olympia (EUA)

Jack Endino no estúdio Soundhouse, em Seattle (EUA)

Joshua Evans no estúdio Hockeytalkter Studios, em Seattle (EUA)

Pedro Luz e Alexandre Fontanetti no estúdio Space Blues, em São Paulo

Rodies: Michel Harley e Alexandre Duayer

Co Produção: Felipe Cambraia

Produção executiva: Diogo Damascena

Business Controller: Marcelo Rodrigues

Relicário Produções: Paloma Lima, Beatriz Martinz, André Santos, Renata Megale, Fabiana Clemente, William Oliveira e Bruno Furtado

FICHA TÉCNICA – Revelará o Segredo

1 – Corpo e Colo

Voz: Nando Reis

Guitarra: Nando Reis e Andy Coe

Órgão Hammond: Joe Doria

Baixo: Evan Flory-Barnes

Bateria, Vibrafone, Shaker, Sinos e Pandeiro: Barrett Martin

Arranjo de Trompa e Trombone: Antonio Neves

Saxofone Tenor: Eduardo Neves

Saxofone Alto: Eduardo Neves

Trompete: Eduardo Santana

2 – Rhipsalis

Voz e violão: Nando reis

Órgão Hammond: Joe Doria

Guitarra: Andy Coe

Baixo: Evan Flory-Barnes

Bateria, Sintetizador, Pandeiro e Backing Vocals: Barrett Martin

Trompete: Dave Carter

Saxofones tenor e barítono: Skerik

3 – Depois de Amanhã

Voz e violão: Nando Reis

Órgão Hammond: Joe Doria

Guitarra: Andy Coe – 1º Solo | Fernando Magalhães – 2º Solo

Baixo: Evan Flory-Barnes

Bateria, Congas, Shaker, Cowbell e Pandeireta: Barrett Martin

Trompete: Dave Carter

Saxofone Tenor e Barítono: Skerik

4 – Firmamento

Voz e violão: Nando Reis

Órgão Hammond: Joe Doria

Guitarra e Solo: Andy Coe

Baixo Elétrico: Evan Flory-Barnes

Bateria e Pandeiro: Barrett Martin

Clavinet: Alex Veley

Ganza, Tamborim e Congas: Pretinho da Serrinha

Trompete: Dave Carter

Saxofone Tenor e Barítono: Skerik

5 – Para Voar

Voz e violão: Nando Reis

Piano: Joe Doria

Guitarra: Andy Coe

Baixo vertical: Evan Flory-Barnes

Bateria, Vibrafone e Pandeiro: Barrett Martin

Trompete: Dave Carter

Saxofone tenor e barítono: Sherik

Produzido por Barrett Martin

Mixado por Jack Endino no Soundhouse, em Seattle (EUA)

Gravado por Jack Endino no Avast Studios, em Seattle (EUA)

Gravação adicional por Brad Laina e Barrett Martin no Sunyata Sound,  em Olympia (EUA)

Masterizado por Chris Hanzsek no Hanzsek Audio, em Snohomish (EUA)

Datas da turnê Uma Estrela Misteriosa:

28/9 – Belo Horizonte, no Palácio das Artes

4/10 – Fortaleza, na Arena Iguatemi

5/10 – Teresina, no Theresina Hall

12/10 – São Paulo, no Espaço Unimed

19/10 – Natal, no Teatro Riachuelo

20/10 – Salvador, na Concha Acústica

24/10 – Recife, no Teatro Guararapés

26/10 – Aracaju, no Salles Multi Eventos

2/11 – Ribeirão Preto, no Theatro Dom Pedro

8/11 – Vitória, no Espaço Patrick Ribeiro

23/11 – Curitiba, no Teatro Guaíra

30/11 – Rio de Janeiro, na Farmasi Arena

3/12 – Caxias do Sul, no Teatro UCS

4/12 – Novo Hamburgo, no Teatro FeeVale

5/12 – Pelotas, no Teatro Guarany

6/12 – Porto Alegre, no Auditório Araújo Viana

7/12 – Chapecó, no Centro de Eventos Camino 110

8/12 – Passo Fundo, no Gran Palazzo

13/12 – Brasília, no Ulisses

15/12 – Goiânia, no Teatro da PUC

22/12 – Campinas, no Royal.

(Fonte: Com Carol Pascoal/Trovoa Comunicação)

Espetáculo ‘Monga’, de Jéssica Teixeira, cumpre temporada no Sesc Avenida Paulista

São Paulo, por Kleber Patricio

Monga. Foto: Camila Rios.

“Quando te contarem, um dia, sobre algum mito de que ‘a vida é assim’, de que ‘foi assim desde que o mundo é mundo’, de que ‘sempre foi assim e sempre será’. É mito! Lembre-se disso.” Trecho da dramaturgia de Monga, de Jéssica Teixeira.

“Você se imagina com 100 anos?” Essa é a primeira pergunta do espetáculo Monga’, criado, interpretado e dirigido por Jéssica Teixeira e a partir dela, a artista usa múltiplas ferramentas teatrais para, a um só tempo, propor um mergulho no passado – na história de Julia Pastrana (1834–1860), mexicana que ficou conhecida vulgarmente como mulher-macaco e se tornou uma das grandes inspirações para os freak shows espalhados pelo mundo – e questionar, por meio de sua própria história, os padrões de nosso imaginário. A estreia acontece no Sesc Avenida Paulista no dia 26 de setembro, e segue em temporada até 26 de outubro, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 18h. No domingo, dia 6 de outubro, não haverá apresentação. Nas quartas 16 e 23 de outubro, às 20h, haverá exibição do espetáculo. As apresentações em São Paulo fazem parte da Extensão MIRADA, realizada pelo Sesc SP.

“Não sou um animal selvagem para que você, escondido, tire foto minha sem autorização prévia. Também não sou um animal doméstico para que você venha falar comigo, querendo tocar em mim.” Trecho da dramaturgia de Monga, de Jéssica Teixeira.

Foto: Fernanda Luz.

Dando continuidade à pesquisa iniciada no seu primeiro solo, ‘E.L.A.’, nesse novo trabalho, a artista segue fazendo do seu corpo a matéria bruta para a construção dramatúrgica, mas, desta vez, Jéssica usa o estranhamento como guia do roteiro. “A diferença principal entre as duas montagens é que a primeira era sobre o meu corpo e eu queria me comunicar muito com adolescentes. Já Monga é voltada ao público adulto e eu quero falar sobre o que há de mais invisível em mim, aquilo que eu desejo e acredito”, comenta.

Dessa forma, a partir da história da mexicana Julia Pastrana (1834–1960) – uma grande intérprete, cantora e bailarina, uma mulher poliglota e à frente do seu tempo, mas que ficou mundialmente conhecida apenas como ‘a mulher macaco’ –, a performance revisita o passado na tentativa de criar imaginários. “Eu não tenho a intenção de apresentar uma biografia dessa importante multiartista e nem reconstruir o número que a deixou famosa e foi adotado em tantos circos. Meu maior objetivo é aumentar as chances de futuros mais dignos de corpos como os nossos na sociedade, no mercado de trabalho, na arte e na indústria cultural”, acrescenta. Dessa forma, ela evoca os 26 anos de vida de Julia em condições desumanas de trabalho como bailarina, performer e cantora, e seus 153 anos após morte, expondo a ganância e exploração do mercado da cultura e do entretenimento sobre seu corpo e sobre a sua arte.

Sobre a encenação

Para o cenário, a ideia da intérprete foi criar um ambiente semelhante a um estúdio de fotografia, onde elementos como luzes e tripés estão em movimento. Assim, a equipe técnica manipula todos esses aparatos bem as vistas do público. “Eu não queria usar simplesmente uma iluminação aérea característica do teatro. Então, em cena estão bastões de LED, um ring light e um grande softbox, que dão um contorno muito bonito para o corpo”, comenta Jéssica.

Além disso, compõe a cena um elemento visual fundamental para a performance: um globo de espelhos. Segundo a artista, este item contribui para dar a noção de espetáculo ao trabalho. E, ampliando ainda mais a plasticidade das cenas, o chão carrega um elemento extra: um tipo de material cenográfico que simula espelhos quebrados, que transmitem a sensação de que a artista está andando sobre a água. Monga é um espetáculo feito a muitas mãos com muita maestria e qualidade. Foram muitos anos de estudo; na verdade, uma vida inteira. Então, montamos essa performance da maneira como esta trajetória merece”, afirma Jéssica.

O jogo cênico se completa com a participação dos espectadores. Enquanto dança, canta e se movimenta no espaço, sempre nua, a artista faz perguntas para a plateia, como “Se eu tivesse medo do meu corpo, vocês ficariam mais à vontade?”. Nesse espetáculo, Monga não corre atrás do público para capturar o que não consegue correr, o que cai ou o mais fraco – a multiartista devolve os olhares, espelhando e desnudando aqueles que assistem, trazendo à tona um terror psicológico com doses de riso nervoso e constrangimento.

Sobre a performer | Jéssica Teixeira é atriz, produtora, diretora e dramaturga. Graduada em Teatro – Licenciatura pela Universidade Federal do Ceará (2010-2013) e Mestre em Artes pelo Programa de Pós Graduação em Artes (2016-2018), também pela UFC. Trabalha com as artes da cena desde os 7 anos e, atualmente, faz do seu corpo estranho matéria prima da sua pesquisa que gerou seu primeiro solo ‘E.L.A.’ (2019), que segue circulando pelos principais festivais internacionais do Brasil e com passagem também por Istambul/Turquia.

Foto: Fernanda Luz.

Sinopse | Jéssica Teixeira ocupa um cenário inspirado em um estúdio de fotografia, com luzes em movimento, como bastões de LED, ring light, TVs digitais e um grande softbox, que destacam seu corpo nu em cena. Um globo de espelhos e um chão que simula espelhos quebrados dão a sensação que a artista está andando sobre a água. Durante a performance, a artista interage diretamente com o público dançando, cantando e fazendo perguntas provocativas enquanto circula pelo espaço, gerando um desconforto psicológico com pitadas de humor nervoso. Ela oferece cachaça ao público acreditando que talvez seja necessário para chegar ao fim do espetáculo.

FICHA TÉCNICA
Direção geral, dramaturgia e atuação: Jéssica Teixeira

Direção de arte e identidade visual: Chico Henrique

Direção musical: Luma

Direção técnica e iluminação: Jimmy Wong

Videoartista e operação de câmeras: Cecília Lucchesi

Montador e contrarregra: Aristides de Oliveira

Preparação Corporal: Castilho

Luz da primeira abertura de processo: Aline Rodrigues

Música do início: Real Resiste, de Arnaldo Antunes

Músico parceiro: Victor Lopse

Fotos oficiais: Camila Rios

Texto gravado: Entre Fechaduras e Rinocerontes, de Frei Betto

Produção: Rodrigo Fidelis, Gabs Ambròzia, Gabi Gonçalves e Corpo Rastreado

Criação: Catástrofe Produções e Corpo Rastreado

Agradecimentos: Acauã Shereya, Andreia Duarte, Dinho Lima Flor, Daphne, Edgar, Edson Vogue, Edson Teixeira, Edu O, Fausto Morales, Gerson Greco, Guilherme Marques, Ivana Moura, João Barreto, Joaquina Carlos, Jorge Alencar, Luqueta, Marcio Piccoli Marta Pelucio, Neto Machado, Orlando Luiz Araujo, Pollyanna Diniz, Rodrigo Mercadante, Tainá Medina, Thiago Nascimento, Thomaz Aragão, Vera Carvalho, Victor Di Marco, Yasmin Gomes.

Serviço:
Monga
Data: 26 de setembro a 26 de outubro de 2024 | quinta a sábado, às 20h; domingos, às 18h

*Não haverá apresentação no dia 6/10. Sessões extras nos dias 16 e 23/10, às 20h
**Todas as sessões contam com Libras. Audiodescrição nos dias 17, 18, 19 e 20/10
Local: Arte II – Sala de Espetáculos (13º andar) – Sesc Avenida Paulista – Av. Paulista, 119 – Bela Vista
Ingressos: R$60 (inteira), R$30 (meia-entrada) e R$18 (credencial plena)
Link de compra de ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/monga-brasil-ceara/

*Venda de ingressos online a partir de 17/9, 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 18/9, 17h

Classificação indicativa: 18 anos

Duração: 80 minutos.

(Fonte: Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Acafi e Rosa de Saron concorrem na 25ª edição do Grammy Latino na categoria de Música Cristã

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Lillian Larangeira.

A Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba (Acafi) concorre a 25ª edição do Grammy Latino, junto com a banda Rosa de Saron, na categoria Melhor Álbum de Música Cristã (Língua Portuguesa) com o projeto In Concert (Ao vivo). O álbum de DVD indicado para a premiação foi escrito pela orquestra e realizado pela Lei de incentivo do Programa de Ação Cultural de São Paulo (ProAc), selecionado por meio de Edital de Chamamento Público, pela Secretaria de Cultura.

De acordo com a banda Rosa de Saron, o projeto proporcionou o envolvimento com muitos artistas e a parte orquestrada foi um diferencial. “O in Concert foi um projeto artisticamente ambicioso que só se viabilizou com a participação de muita gente talentosa. Podemos entre muitos destaques contar com uma orquestra de 90 músicos formados pela Acafi, regida pela maestra Natália Larangeira, que possibilitaram o caráter sinfônico do espetáculo”, pontua Rosa de Saron.

Após a criação do In Concert (Ao vivo), a Rosa de Saron demonstrou interesse no repertório e decidiu fazer a gravação do DVD de 35 anos da banda com cantores como Gustavo Mioto, Padre Fábio de Melo, dentre outros artistas. “Nós, da Acafi, estamos muito felizes com a indicação junto com a Rosa de Saron. Foi uma grande oportunidade fazer parte da gravação do DVD dos 35 anos da banda. Nós participamos com o propósito de entregar o nosso melhor e tivemos muito apoio de todos e esse projeto só se tornou possível porque todos estavam envolvidos com os mesmos objetivos e sonhos”, relata a diretora artística da Acafi, Natália Larangeira.

Com o apoio do ProAC, o grupo conquistou parcerias que permitiram a viabilidade do DVD no dia 6 de agosto de 2023 e toda a parte orquestrada foi feita pela Acafi. Para a secretária da Cultura, Tânia Castanho, é uma conquista muito importante para o município. “Após a gravação do DVD no Teatro Municipal de São Paulo, o álbum foi apresentado pela primeira vez no Maio Musical 2024. Um festival que fomenta a música de vários gêneros e, principalmente tem o enfoque de incentivar a cultura local. Então, ver que algo que foi levado ao público de maneira inédita no palco da cidade e com artistas locais chegar a uma premiação deste porte é emocionante. Fico alegre com a indicação e estou na torcida para que eles conquistem a premiação e levem o nome de Indaiatuba para o mundo”, comenta.

Na categoria em que a Camerata Filarmônica de Indaiatuba e a banda Rosa de Saron foram indicadas estão concorrendo mais quatro álbuns, que são Ele É Jesus – Ao Vivo, da Bruna Karla; Deixa Vir – Vol II (Ao Vivo), de Thalles Roberto; Vida (Ao Vivo), de Eli Soares e Temporal, do grupo Vocal Livre. A premiação acontece no dia 14 de novembro de 2024, em Miami, nos Estados Unidos.

(Fonte: Com Renata Lippi A. Lemuchi – Secretaria de Relações Institucionais e Comunicação/Prefeitura de Indaiatuba)