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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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MIS traz olhar contemporâneo sobre Frida Kahlo na exposição ‘Frida: uma visão singular de beleza e dor’

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem da mostra Frida: uma visão singular de beleza e dor. Foto: Julia Fullerton-Baten.

Em 1º de outubro, o Museu da Imagem e do Som – MIS inaugura a exposição ‘Frida: uma visão singular de beleza e dor’, de Julia Fullerton-Baten. Inédita no Brasil, a mostra, que tem curadoria de João Kulcsár, apresenta 18 imagens em homenagem a Frida Khalo aos 70 anos após sua morte produzidas na Cidade do México pela alemã Julia Fullerton-Baten, fotógrafa reconhecida por suas narrativas visuais de estilo cinematográfico e técnicas sofisticadas de iluminação.

Para criação dessas fotografias, Julia contou com a colaboração de modelos, de um figurinista de cinema local – empenhado em encontrar autênticos trajes artesanais de Oaxaca – e de produtores mexicanos (que lhe forneceram acesso a locais ocultos e secretos, como uma mansão abandonada no coração da Cidade do México, uma residência privada projetada pelo arquiteto de renome internacional Luis Barragán, antigas fazendas repletas de história e a enigmática Ilha das Bonecas, em Xochimilco, famosa por seus jardins flutuantes e permeada de misticismo).

“O resultado que vemos é uma série imagética que captura a vibrante energia e a força inconfundível de Frida por meio de cenários e figurinos mexicanos contemporâneos”, diz João Kulcsár curador da exposição. “Quando olho para suas pinturas, sinto-me inspirada a ser corajosa. Quando olho para suas pinturas, sinto seu amor pelo México”, afirma Julia.

Oficina especial

Dentro da programação da exposição, acontece a oficina gratuita Retratos como Frida (Somos Frida), no dia 17 de outubro. Durante a atividade, ministrada por Taiane Ferreiras e João Kulcsár, o público é convidado a fazer um retrato em um fundo infinito colorido e com adereços que a/o participante pode escolher, tendo como referência as imagens de Frida Kahlo. A oficina acontece às 18h no foyer térreo do MIS e tem 30 vagas (a serem preenchidas por ordem de chegada).

A artista mexicana permanece uma das figuras mais emblemáticas e revolucionárias da arte do século XX. Frida Kahlo produzia obras com cores vibrantes e emocionantes, mas também viveu de forma intensa e profunda, enfrentando a dor, o amor, a perda e a paixão de forma visceral. Suas pinturas capturaram não apenas sua imagem, mas a essência de uma mulher que desafiou convenções rompendo barreiras culturais e de gênero e afirmou sua identidade com coragem e autenticidade. Hoje, 70 anos após sua morte (1954), sua obra continua absolutamente contemporânea e ressoa profundamente com o espírito do nosso tempo.

Sobre a fotógrafa | Julia Fullerton-Batten (Bremen, Alemanha, 1970) é uma fotógrafa de belas artes renomada por sua narrativa visual altamente cinematográfica. Seus projetos em larga escala são baseados em temas específicos. Mora em Londres. Cada imagem no projeto embeleza seu assunto em uma série de ‘histórias’ narrativas instigantes usando quadros encenados e técnicas sofisticadas de iluminação. O uso de Julia de locais incomuns, cenários altamente criativos, modelos de rua, acentuados com iluminação cinematográfica são marcas registradas de seu estilo. Ela insinua tensões visuais em suas imagens e as imbui com uma mística que provoca o espectador a reexaminar continuamente a imagem; algo novo vem à tona a cada vez.

Sobre o curador | João Kulcsár é professor visitante na Universidade de Harvard e possui mestrado em artes pela Universidade de Kent, Inglaterra, além de coordenador do Bacharelado em Fotografia do Senac por 30 anos. Curador de mais de 80 exposições fotográficas no Brasil e exterior. Desenvolve o projeto de fotografia com pessoas deficientes visuais desde 2008. Coordenador do projeto de formação de professores para uso de fotografia em sala de aula no Brasil e exterior.  Diretor do Festival de Fotografia de Paranapiacaba e Festival de Fotografia de São Paulo. Editor do site www.alfabetizacaovisual.com.br.

Serviço:

Frida, uma visão singular de beleza e dor, por Julia Fullerton-Batten e curadoria de João Kulcsár

Abertura:  1/10 às 19h | Visitação: até 27/10

Local: Sala Maureen Bisilliat

Horários: terças a sextas, 10h às 19h; sábados, 10h às 20h; domingos e feriados, 10h às 18h

Ingresso: Grátis

Classificação:  Livre

A programação é uma realização da Alfabetização Visual, com apoio do Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo.

O MIS tem patrocínio institucional das empresas Livelo, B3, John Deere, NTT Data, TozziniFreire Advogados, Grupo Comolatti e Sabesp e apoio institucional das empresas Vivo, Grupo Travelex Confidence, PWC, Colégio Albert Sabin, Unipar e Telium. O apoio operacional é Kaspersky, Pestana Hotel Group, Quality Faria Lima, Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças, Renaissance São Paulo Hotel, Pipo Restaurante, illycaffè, Sorvetes Los Los e Água São Lourenço.

(Fonte: Com Diego Andrade/Assessoria de Imprensa MIS)

Laboratório da Imagem e Som da Unicamp recebe Mostras de Animação Beija-Flor

Campinas, por Kleber Patricio

Larissa Duarte e Wilson Lazaretti. Foto: Divulgação.

Contemplado pelo Edital 02/2023 da Lei Paulo Gustavo de Campinas, o projeto Beija-Flor envolve a produção de um roteiro de longa-metragem de animação por estudantes indígenas da Unicamp, sob orientação dos animadores Wilson Lazaretti e Maurício Squarisi, do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas. O argumento central do roteiro é a relação de desequilíbrio do homem branco com a natureza, que traz a urgência de se refletir sobre ancestralidades. Assim, quatro grupos étnicos – os Tikuna, da região do Rio Solimões, os Tukano, Piratapuya e Tariano, da região do Rio Negro – se unem para recontar suas histórias, apresentando as origens de cada etnia.

Realização da Diálogos Produções Culturais, o projeto Beija-Flor vai realizar duas mostras abertas e gratuitas de filmes autorais nos dias 3 e 10 de outubro, sempre no LIS, o Laboratório de Imagem e Som do Instituto de Artes da Unicamp, que foi a sede das reuniões e encontros da equipe de roteiristas e também é o espaço onde Wilson Lazaretti  ministra disciplinas de animação na Universidade.

Beija-Flor. Imagem: Ailton Sampaio.

Com curadoria de Mauricio Squarisi, a mostra do dia 3 de outubro inclui os curtas ‘Quem Sabe’ (2001) e ‘Um Novo Começo’ (1997) de Wilson Lazaretti. O primeiro é um clipe lírico da canção de Carlos Gomes, famosa modinha composta pelo grande maestro e compositor campineiro em 1859. O segundo trata da reciclagem de papel a partir dos personagens de São Jorge e seu inseparável amigo dragão.

Completando a sessão do dia 3, estão ‘1500’ (2000) e ‘Quarks & Léptons’ (2019), de Maurício Squarisi, além de ‘Wirandé’ (1992), uma produção coletiva realizada em oficina do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas com jovens estudantes. ‘1500’ é uma adaptação livre da carta de Pero Vaz de Caminha. Já ‘Quarks & Léptons’ foi desenvolvido como parte do AnimaFísica, um projeto de divulgação científica ligado ao Instituto de Física ‘Gleb Wataghin’ da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), para tratar de temas científicos de forma acessível ao público não especializado.

A sessão do dia 10 de outubro, também às 19h30 e com entrada franca, tem curadoria de Wilson Lazaretti, que elegeu produções do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas com temáticas relacionadas à saúde. Estão na lista ‘Nascidos para Amar’ e ‘Prontos para Amar’, sobre HIV/AIDS, ‘Quando tudo isso passou’ e ‘Tempo PrA Ciência’, produzidos dentro da iniciativa ‘Unicamp Contra a Covid’ e uma série de curtas da série ‘Tão Longe, Tão Perto’, produzidos durante a pandemia em parceria com o Sesc Campinas integrando projeto voltado à terceira idade.

Quarks e Léptons – Mauricio Squarisi.

“Há tempos que o Núcleo de Cinema de Animação trabalha com os povos originários, indo inclusive a territórios indígenas para ministrar oficinas de desenho animado. E a ideia do projeto para o desenvolvimento do roteiro veio para fortalecer ainda mais essa relação, sempre com o objetivo de que os próprios roteiristas contem suas histórias e falem de sua cultura através da animação. Para nós, é motivo de orgulho poder contribuir para promover a diversidade cultural e apoiar vozes indígenas através do cinema”, comenta Janice Castro, executiva da Diálogos Produções Culturais, proponente do projeto. “Agora o roteiro está concluído e vamos em busca de recursos para que o filme seja concretizado”, completa.

Sobre o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas | Com direção dos animadores Wilson Lazaretti e Maurício Squarisi, o Núcleo se prepara para chegar em 2025 aos 50 anos de atividade. Além das obras autorais de cada diretor, tem forte atuação no ensino, pesquisa e divulgação de técnicas de animação, por meio da realização de oficinas. Entre obras autorais e produzidas em oficinas, já são mais de 300 filmes, o que situa o Núcleo de Animação de Campinas como um importante e dos mais atuantes polos de produção no segmento no país e do mundo neste segmento. Em 2017, foram lançados seus dois longas-metragens de animação: ‘História Antes de uma História’, de Wilson Lazaretti, e ‘Café, um dedo de Prosa’, de Maurício Squarisi.

Sobre a Diálogos Produções Culturais | Sediada em Campinas/SP, a Diálogos Produções Culturais se destaca pelo desenvolvimento e produção de projetos culturais, gestão de inscrição em leis de incentivo e editais e oferta de cursos e consultoria. A empresa também atua na criação de soluções em audiovisual, cinema, vídeo e fotografia. Além disso, desenvolve estratégias de marketing digital voltadas para a área cultural, incluindo desenvolvimento de sites, criação de conteúdo e gestão de redes sociais com foco em eventos, artistas, instituições de arte, cultura e educação, literatura, e projetos biográficos e alternativos.

Serviço:

Mostra Contrapartida Beija-Flor de filmes autorais

Data: 3/10/2024

Horário: 19h30

Entrada Franca

Classificação Livre

Local: Auditório do LIS-Laboratório de Imagem e Som do Instituto de Artes da Unicamp

Endereço: Avenida Érico Veríssimo, 500 – Cidade Universitária. O acesso ao LIS é pelo jardim do Centro de Convenções da Unicamp (prédio do Ginásio de Esportes)

Programação:

Quem Sabe/Wilson Lazaretti (2001)

1500/Maurício Squarisi (2000)

Um Novo Começo/Wilson Lazaretti (1997)

Quarks & Léptons/Maurício Squarisi (2019)

Wirandé/Realização coletiva em oficina (1992)

Data: 10/10/2024

Horário: 19h30

Entrada Franca

Classificação Livre

Local: Auditório do LIS-Laboratório de Imagem e Som do Instituto de Artes da Unicamp

Endereço: Avenida Érico Veríssimo, 500 – Cidade Universitária. O acesso ao LIS é pelo jardim do Centro de Convenções da Unicamp (prédio do Ginásio de Esportes)

Programação:

Nascidos para Amar (Tema: Aids/1992)

Prontos para Amar (Tema: Aids/1994)

Quanto tudo isso passou (Unicamp Contra a Covid/2020)

Tempo Pra Ciência (Unicamp Contra a Covid/2021)

Tempo em nós (Wilson Lazaretti/2021)

Projeto tão Longe, tão perto – Vários curtas solicitados pelo SESC Campinas, durante a pandemia, para a turma da melhor idade (2020)

Mais informações: instagram.com/beijaflor_roteiro.

(Fonte: Com Andréa Alves/A2N Comunicação)

Casa Museu Ema Klabin recebe recital da pianista Eudóxia de Barros

São Paulo, por Kleber Patricio

Pianista Eudóxia de Barros realizará recital na área de eventos da Casa Museu Ema Klabin. Foto: Leandro Armbrust.

No dia 28 de setembro (sábado), às 17h, a pianista Eudóxia de Barros realizará um recital de piano com entrada franca na Casa Museu Ema Klabin, localizada no Jardim Europa, em São Paulo.

Com 31 discos gravados ao longo de sua carreira e apresentações ao redor do mundo em palcos prestigiados como o Carnegie Hall e o Town Hall, em Nova York, Eudóxia ocupa a 14ª cadeira da Academia Brasileira de Música e, aos 86 anos, continua se apresentando pelo Brasil.

No repertório do recital que será realizado na Casa Museu Ema Klabin destacam-se peças clássicas de Bach, Chopin e Schumann, além de obras de compositores brasileiros como Osvaldo Lacerda, Camargo Guarnieri, Fernando Cupertino e Ernesto Nazareth.

O evento conta com a parceria da Piano Fritz Dobbert e apoio da Klabin S.A.

PROGRAMA

Prelúdio para órgão, J. S. Bach (ed. Boskoff)

Estudos Sinfônicos op. 13, R. Schumann

Polonesa op. 53, F. Chopin

Valsa nº 2, D. Shostakovich (ed. F. Noack)

Valsinha brasileira, Osvaldo Lacerda

Estudo nº 4, Osvaldo Lacerda

Valsa nº 9, Camargo Guarnieri

Ponteio nº 45, Camargo Guarnieri

Primeira Valsa, Fernando Cupertino

Eponina (valsa), Ernesto Nazareth

Dança de Negros, Fructuoso Vianna.

Sobre a Casa Museu Ema Klabin

Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon.

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

Acesse o site e redes sociais:

Site | InstagramYouTubeFacebook | LinkedIn

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Vídeo institucional

Vídeo de realidade virtual

*Como em todos os eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das atividades a apoiar com uma doação voluntária via pix: 51204196000177.

Serviço:

Recital da pianista Eudóxia de Barros

Sábado, 28 de setembro de 2024 | 17h

100 vagas por ordem de chegada

60 minutos

Classificação livre

Rua Portugal, 43 – Jardim Europa – São Paulo, SP

Entrada franca*

(Fonte: Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação)

Envolvimento de comunidades locais viabiliza restauração de manguezais em SC, destaca livro

Grande Florianópolis, por Kleber Patricio

Iniciativa de reabilitação de manguezais já retirou mais de 7 mil plantas invasoras e plantou mais de 3 mil mudas nativas em SC. Foto: Alroos/Wikimedia Commons.

Uma iniciativa de restauração de áreas de mangue na Grande Florianópolis mostra que ações de educação ambiental são aliadas para a recuperação de ambientes degradados. Com a participação da comunidade local, a equipe do Projeto Raízes da Cooperação retirou cerca de 7 mil pinheiros invasores, introduzidos na região para produção de madeira. A área abrangida é equivalente a quase 8 hectares. Os participantes também plantaram mais de 3 mil mudas nativas de mangue e restinga.

O estudo de caso está incluído na versão brasileira do e-book ‘Reabilitação Ecológica de Manguezais: Um Guia Prático de Campo’, lançada nesta quarta (25), pelo Raízes da Cooperação, projeto executado pela Ação Nascente Maquiné (Anama) na Grande Florianópolis que tem entre parceiros instituições como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Petrobras. A obra é um dos principais manuais para a restauração de manguezais no mundo.

A intervenção relatada no livro consiste em quatro pilares: derrubada e manejo de Pinus elliottii, plantação de mudas de espécies nativas, educação e mobilização da população que vive no entorno dos mangues e pesquisas sobre a resiliência climática desses ecossistemas. De acordo com Dilton de Castro, ecólogo e coordenador do Raízes da Cooperação, até agora, mais de 2 mil pessoas das comunidades e escolas locais participaram de uma série de atividades como oficinas, cursos e seminários.

Para ele, a adesão das comunidades locais tem sido essencial para o projeto. “Havia lugares que só eram acessíveis de barco, e nisso os pescadores ajudaram muito. As comunidades auxiliam no plantio de mudas, identificação e levantamento de espécies nativas”, observa.

O Raízes da Cooperação atua desde maio de 2023, através de pesquisas científicas e de ações de restauração ecológica, em três Unidades de Conservação: o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e as federais Reserva Extrativista do Pirajubaé e Estação Ecológica Carijós. Os mangues da região são estratégicos para a mitigação de eventos climáticos extremos e a sobrevivência de comunidades tradicionais. Na Grande Florianópolis, esses ecossistemas funcionam como barreiras naturais contra a erosão costeira, enchentes e ciclones. Também abrigam importantes fontes de sustento para pescadores artesanais e povos indígenas.

Em pouco mais de um ano de projeto, segundo o livro, os resultados mais notáveis são o aumento da biodiversidade e a recuperação natural de áreas degradadas, com novas espécies de plantas nativas emergindo nas áreas restauradas. “Observamos o crescimento de sementes que estavam dormentes no solo pela falta de luz, que era bloqueada pelos pinheiros invasores”, exemplifica De Castro. “Mas o envolvimento da sociedade é o que dura. Sensibilizar a população significa mais influência para a proteção desses ecossistemas, podendo encaminhar para impactos em políticas públicas de proteção e conservação”.

O lançamento do ebook consolida o papel da iniciativa brasileira como um modelo a ser seguido, aponta Paulo Pagliosa, professor de Oceanografia da UFSC e tradutor da obra. “O registro deixa uma forte evidência que uma restauração ecológica efetiva só é atingida quando ela tem base comunitária, quando a comunidade entende da importância e deseja que o manguezal seja restabelecido”, finaliza.

(Fonte: Agência Bori)

Mais da metade dos jovens não faz gestão do tempo, aponta estudo

São Paulo, por Kleber Patricio

Redes sociais, jogos e apps de conversa são principal empecilho, seguido por falta de concentração e excesso de tarefas; curso da Junior Achievement e da Verizon auxilia jovens na organização do tempo e tarefas. Foto: Divulgação.

Levantamento da Junior Achievement Brasil mostra que 61,9% dos jovens da sua rede não fazem a gestão do tempo no dia a dia, 55,7% não planejam as atividades diárias e 45,1% não separam momentos para o lazer. Ainda assim, 60,2% dizem se considerar organizados e 71,6% afirmam cumprir prazos e horários. O estudo foi feito por meio de consulta on-line com 113 alunos da organização não-governamental, que há mais de 40 anos se dedica à educação empreendedora, financeira e preparação para o mercado de trabalho no país. A pesquisa levou em consideração as respostas de pessoas de 15 a 30 anos, dos quais 36,4% são estudantes, 32,7% têm trabalho formal, 16,8% trabalham informalmente e 14,1% não trabalham e não estudam.

Entre as principais dificuldades para a gestão do tempo, os jovens apontam as redes sociais, os jogos e os apps de conversa (63,7%), seguido pela falta de concentração (51,3%) e o excesso de tarefas (44,2%).

Para Alexandre Mutran, diretor-executivo da JA Brasil, a pesquisa reflete a dificuldade que os jovens – assim como muitos adultos – têm de se apropriar do tempo e elencar prioridades em meio a muitas demandas e convites para a distração, sobretudo com os meios digitais. “A falta de organização impacta a produtividade tanto na escola quanto no trabalho, com reflexos na vida pessoal. Fazer a gestão do tempo é um exercício, que deve estar no dia a dia, mas de maneira equilibrada, sem cobranças em excesso”, diz Mutran.

A JA Brasil, em parceria com a Verizon, empresa norte-americana de telefonia celular, oferece curso de Gestão de Tempo na plataforma online Inspira JA (https://inspiraja.org.br/). Em três módulos, profissionais voluntários da multinacional falam sobre a definição e a importância da gestão do tempo (considerando questões como autocobrança e procrastinação) e sobre como aplicá-la na rotina. “Os alunos aprendem que é possível ter uma rotina mais saudável e produtiva, mantendo o foco nas atividades e ainda reservando tempo para a diversão”, afirma Mutran.

Além do Gestão do Tempo, a plataforma online Inspira JA oferece outros 20 cursos gratuitos com temas valorizados no mercado de trabalho: autoconhecimento, marketing digital, tecnologia e empreendedorismo e educação financeira. Em todos os cursos, que podem ser feitos por celular, os alunos são avaliados e recebem um certificado sobre seu desempenho na plataforma.

Há 40 anos no Brasil, a Junior Achievement é reconhecida por promover educação empreendedora e financeira e preparação para o mercado de trabalho para jovens. Em 2024, a meta da JA Brasil, junto à sua rede em 19 estados e no Distrito Federal, é entregar um milhão de experiências de aprendizagem em todo o país.

Sobre a Junior Achievement

Fundada em 1919 nos Estados Unidos, a JA dissemina educação empreendedora por meio do método ‘aprender-fazendo’ em mais de 100 países. É pioneira na América Latina em levar conhecimento sobre empreendedorismo, educação financeira e mercado de trabalho para jovens. No Brasil, a JA está há quatro décadas e já entregou mais de 6 milhões de experiências de aprendizagem, com o apoio de mais de 200 mil voluntários.

Os programas de educação financeira são reconhecidos pela ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira). Pelo trabalho que desempenha, a Junior Achievement Worldwide é reconhecida como a 5ª ONG mais influente do mundo e neste ano de 2024 foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelo terceiro ano consecutivo. Saiba mais em jabrasil.org.br.

(Fonte: Com Giovanna Consentini/Ovo Comunicação)