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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Literatura: Raquel Alves leva palestra ‘Literatura infantil e segurança emocional’ para Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Escritora apresenta, em encontro com educadores e mães, um histórico de sua vida e sua missão de ajudar crianças a vencerem obstáculos e amar a vida apesar dos desafios. Fotos: Kleber Patricio.

A noite desta quinta-feira, 26 de setembro, marcou um seleto público com a realização da palestra Literatura infantil e segurança emocional, com a escritora e palestrante Raquel Alves. A palestra aconteceu na Sala Mendoza, que faz parte da unidade local da Grand Cru, e reuniu cerca de 35 pessoas, entre educadores e mães interessadas no assunto.

Raquel é filha de ninguém menos que o psicanalista, educador, teólogo, escritor, palestrante e pastor presbiteriano Rubem Alves, de quem herdou o humanismo e o encantamento com a vida. Dotada de uma personalidade encantadora, dotada de uma sensibilidade que se manifesta de forma verdadeira e envolvente– em todos os aspectos, mas mais marcadamente com relação ao ser humano –, honestidade e um otimismo muito bem fundamentado, graças, em parte, ao fato de ter nascido filha de um homem que marcou sua geração pela forma de ver o mundo.

Metade da palestra, de cerca de duas horas (contando o tempo de conhecimento e interação individual com o público), se desenrolou, como não podia deixar de ser, em torno do contexto de sua infância. Raquel compartilhou com o público coisas marcantes desse período, que já começaram no nascimento, marcado pelo lábio leporino, fator que foi central em sua percepção da vida, já que, tão logo adquiriu a percepção do outro, fez com tivesse que lidar com a dificuldade humana de lidar com as diferenças. E aí entra o xis da questão: tão marcante foi o nascimento temporão de Raquel, que, a partir dele e de suas circunstâncias, Rubem se visse levado a uma simplificação não apenas de seu vocabulário, até então, marcantemente acadêmico, como também dos seus conceitos, de maneira a torná-los compreensíveis pela filha que, desde cedo, se viu lutando pela vida. Daí a tornar-se escritor de livros – entre os quais, o mais emblemático foi Ostra feliz não faz pérola – foi um passo.

Raquel emocionou a plateia de modo especial em dois momentos: o primeiro foi quando narrou uma fala do pai: “Eu não poderei poupar você das dificuldades da vida, mas prometo que estarei ao seu lado em todas elas”, não sei se exatamente com essas palavras. O segundo foi quando ele confessou que, diante das dificuldades antevistas, ele precisaria mostrar a ela o quanto a vida é rica e que viver é uma experiência maravilhosa, mesmo com os obstáculos. Segundo ela, suas palavras teriam sido algo como “Preciso fazer com que ela goste de viver, já que só se luta por aquilo que se gosta”. Fatos que, desconhecidos da maioria das pessoas, ilustram de maneira terna e inequívoca a personalidade de Rubem Alves.

Alexandre Gama, Raquel Alves, Alessandra Balthazar dos Santos e Renata Prenstetter Gama.

Instrumentalizada pelo apoio sistemático dos pais e pela inevitabilidade da necessidade de processar de maneira mais determinada a vivência desses desafios, a simplificação dos conceitos, a exemplo do que ocorreu como o pai, seguiu um caminho inevitável até desembocar na carreira de escritora de livros infantis. E a isso foi dedicada a outra metade da palestra.

Raquel demonstrou, por meio de casos de sua infância, a forma como foi simplificando esses desafios até digeri-los, até perceber que outras crianças, em maior ou menor grau, compartilhavam a grande maioria desses desafios e, assim, assumiu essa missão, que cumpre com amor, dedicação e prazer. Ao final da palestra, a escritora autografou os livros adquiridos pela plateia.

Para o diretor da Grand Cru Indaiatuba, Alexandre Gama, “Receber a Raquel, com toda sua história, seu talento e disposição, foi uma grande honra. A Grand Cru Indaiatuba está comprometida com o bem-estar da comunidade e, por isso, promovemos eventos culturais que enriquecem o ambiente ao nosso redor, como esta palestra e, no primeiro semestre, com a inauguração da exposição permanente da artista plástica Cristiane Maschietto.

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[Artigo] É preciso mudança da cultura no topo da pirâmide, caso contrário não conseguiremos combater os incêndios florestais

Belo Horizonte, por Kleber Patricio

Foto: Matt Palmer/Unsplash.

Nesta última semana de agosto, foi noticiado pelos principais veículos de comunicação que o Brasil precisa reduzir em 92% as emissões de gases do efeito estufa até 2035, para contribuir de forma justa com a proposta de limitar em 1,5 graus Celsius (ºC) o aquecimento global. Quem diz isso é o Observatório do Clima, que fez um estudo a respeito. Para esta meta ser atingida, os pesquisadores que participaram do estudo apontam que o país precisará atingir outras ambições. Desmatamento zero até 2030, recuperação de 21 milhões de hectares de vegetação nativa, combate à degradação e aumento da proteção de seus biomas, bem como investir nas transições energéticas e na prática de agropecuária de baixa emissão, além de uma gestão adequada dos resíduos no país. Essas são as principais ambições que os pesquisadores se referem. O percentual tem como base as emissões de 2005 e avança limitando em 200 milhões de toneladas líquidas a emissão anual, que era de 2,4 bilhões de toneladas líquidas há 19 anos.

Paralelamente, nos deparamos na mesma última semana de agosto com outra notícia que, infelizmente, vai para o lado oposto: a grande quantidade de queimadas que aconteceram em diversas localidades do território nacional. O clima está muito seco porque faz muito tempo que não chove. Porém, vale reforçar que existe entre os especialistas a concordância de que a seca prolongada não justifica tantos focos de incêndio.

Curiosamente, desta vez o foco não foi a floresta Amazônica. A região Centro-Oeste e o interior do Estado de São Paulo foram as áreas mais afetadas. Vale lembrar que o interior paulista praticamente não tem mais floresta nativa – apenas alguns poucos resíduos de mata selvagem que sobraram e que são importantes para a tentativa de recuperação do bioma. Infelizmente, parte foi queimada junto com plantações de cana-de-açúcar e de laranja, principalmente. O que também chama a atenção porque fazendas são áreas já desmatadas.

É provável que o Observatório do Clima tenha de refazer seus estudos. A quantidade de incêndios é tão grande que não só a meta de redução de desmatamento ficou mais difícil como é fato que o que foi consumido pelas chamas são justamente as plantas que contribuiriam para a absorção do carbono na atmosfera. Aliás, ao serem queimadas, elas próprias se transformaram em gases nocivos à saúde e responsáveis pelo aquecimento global.

Em um mundo que é importante dar cada vez mais importância para o ESG, o que está acontecendo no Brasil é catastrófico. Embora, algumas empresas, entidades e cidadãos busquem, individualmente, soluções para mitigar emissões e frear as mudanças climáticas, no conjunto da nossa sociedade acontece o contrário. Emitimos mais fumaça ao mesmo tempo em que destruímos o verde que ainda resta, a ferramenta de descarbonização mais eficiente que existe.

Considerando o contexto das ocorrências, em que a maioria dos focos são resultado da ação humana, parte por criminosos e parte por pessoas irresponsáveis, fica evidente que a solução depende de uma mudança radical na forma como o Estado brasileiro gerencia seus recursos naturais. Também é preciso uma forte mudança na visão de negócios dos donos do agronegócio, o mais importante segmento econômico do Brasil. Muitos desdenhavam do trabalho contra o desmatamento, mas agora eles próprios se tornaram vítimas do mesmo fogo que destruiu gigantescas áreas de florestas nativas.

O que mais chama a atenção nisso tudo é que o Congresso brasileiro se mostra totalmente indiferente ao problema. Pior que isso: eles trabalham justamente para destruir o pouco que resta. Não bastasse perder tempo para aprovar projetos que autorizam a jogatina eletrônica e a comercialização de cigarros eletrônicos, os congressistas trabalham para aprovar o ‘pacote da destruição’ formado por mais de 25 projetos de lei três propostas de emendas à Constituição (PECs), que permitem absurdos com derrubada de mata nativa em áreas de preservação permanente e redução de 80% para 50% a reserva legal na Amazônia, entre outros.

Projetos que visam beneficiar economicamente os donos do agronegócio – muitos deles, agora vítimas desses incêndios, mas que não enxergam além de seus próprios bolsos. Isso tem que mudar antes que seja tarde. Poder público e agropecuaristas precisam se reunir, se entenderem e, juntos, criarem um plano em prol da sustentabilidade. Os governos municipais, estaduais e o federal, assim como os legislativos nas três esferas, devem avaliar os gargalos que dificultam a fiscalização para corrigi-los, assim como deve haver mudança na legislação para que a punição passe a ser verdadeiramente temida.

Já os proprietários das fazendas precisam melhorar procedimentos e criar meios de monitorar toda a área produtiva e os resquícios de florestas que restaram em suas propriedades. As perdas não são só deles e nem são apenas animais selvagens que estão morrendo e perdendo seus habitats. O lucro deles está sendo queimado. Compaixão com o primeiro grupo é respeito com o próprio bolso ou conta bancária. É respeito com a sociedade como um todo.

O conceito ESG tem de ser mais bem disseminado na sociedade. Mas isso só será possível se os que estão no topo da pirâmide política e econômica aprenderem e a aceitarem que é preciso mudar. Querendo ou não, eles são o exemplo para a sociedade. Se a cultura lá em cima não mudar, na base também não mudará. E aí o Brasil perderá a batalha para o aquecimento global. Todos nós seremos penalizados. Vai mais um aviso: para a natureza não existe classe social nem cargo de maior importância. Quando ela revidar, ninguém vai se salvar com ‘carteirada’.

Roberto Gonzalez é consultor de governança corporativa e ESG e conselheiro independente de empresas. É autor do livro ‘Governança Corporativa – O Poder de Transformação das Empresas’.

(Fonte: Com Caíque Rocha/Compliance Comunicação)

Primavera: conheça o ciclo renovador das abelhas durante a estação mais florida do ano

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A primavera, estação mais charmosa do ano, que, em 2024, terá início em 22 de setembro, marca o início de um ciclo vibrante na natureza. É a estação em que muitas espécies de plantas entram em um período mais intenso de floração, impulsionado pelo aumento das chuvas e temperaturas mais elevadas que o inverno. Para as abelhas, essa mudança sazonal representa uma oportunidade crucial para intensificar suas atividades de coleta de pólen e néctar, já que o período oferece um ambiente mais favorável para que elas possam desempenhar seu papel vital no ecossistema. “As abelhas são polinizadores essenciais para a biodiversidade e para a agricultura. Com o aumento das temperaturas e a maior disponibilidade de flores na primavera, há um crescimento significativo na atividade de voo das abelhas, o que significa que elas começam a sair mais cedo e a trabalhar de forma mais intensa, visitando uma maior quantidade de flores. Esse comportamento intensifica a polinização, processo vital que contribui para a produção de aproximadamente 75% das culturas alimentares globais, assegurando não apenas a produção de frutas, legumes e sementes, mas também garantindo a saúde dos ecossistemas naturais”, destaca Daniel Cavalcante, engenheiro de alimentos e CEO da Baldoni, marca eleita por cinco vezes como o Melhor Mel do Brasil, segundo o Congresso Brasileiro de Apicultura.

Preparativos estratégicos para a primavera

Para os apicultores e meliponicultores, a nova estação é uma época estratégica que exige preparação e planejamento cuidadoso. Cavalcante explica que, com o aumento da atividade das abelhas, o período é ideal para instalar caixas-isca para capturar enxames de Apis mellifera e abelhas sem ferrão. “A enxameação é mais comum nesta estação, oferecendo uma oportunidade única para aumentar o povoamento de colmeias e expandir as operações. Além disso, a primavera marca o fim da necessidade de alimentação suplementar de subsistência, que é geralmente praticada durante o inverno para manter as colônias alimentadas quando há escassez de recursos naturais. Com a chegada da floração abundante, os apicultores podem focar na preparação das colônias para a produção de mel. Esse processo inclui a avaliação da saúde das colmeias, a adição de quadros de mel e o monitoramento constante da florada para otimizar a colheita”, detalha.

Impacto ambiental

Além do valor econômico e agrícola, as abelhas desempenham um papel decisivo na preservação do meio ambiente. A intensificação das atividades de voo e coleta durante a primavera não só promove a biodiversidade, mas também apoia a regeneração dos habitats naturais. As abelhas ajudam a manter o equilíbrio dos ecossistemas, garantindo a sobrevivência de diversas espécies vegetais e animais. “A conservação das abelhas é, portanto, vital. Políticas de proteção ambiental, práticas agrícolas sustentáveis e a conscientização sobre o uso de pesticidas são medidas importantes para garantir a saúde e a sobrevivência das abelhas. Na primavera, mais do que nunca, devemos reconhecer e valorizar o trabalho incansável desses pequenos polinizadores e refletir sobre como podemos apoiar suas populações em crescimento. Na Baldoni, temos o cuidado de manter os biomas intocados nos entornos de nossos apiários espalhados pelo Brasil, o que traz melhora da qualidade dos produtos e impacto positivo para a qualidade de vida das abelhas”, finaliza.

Lembrando que a marca também incentiva o trabalhador rural investindo na formação de jovens apicultores que, após experiência teórica e prática, recebem a oportunidade de contratação imediata na empresa. Para conhecer as floradas que compõem os méis da Baldoni, acesse www.loja.baldoni.com.br.

(Fonte: Com Jéssica Bordin/Press à Porter Gestão de Imagem)

34ª edição do Natal do Palácio Avenida já tem data marcada

Curitiba, por Kleber Patricio

34ª edição do Natal do Bradesco, sob o tema ‘AbraLaços’, promete emocionar o público nos dias 13 (ensaio geral), 14 e 15 de dezembro, com apresentações a partir das 20h15. Foto: Divulgação.

O Natal já começou a ganhar vida no prédio histórico do Palácio Avenida, no Centro de Curitiba, cujas janelas recebem um dos eventos natalinos mais aguardados do Brasil. A 34ª edição do Natal do Bradesco, sob o tema ‘AbraLaços’, promete emocionar o público nos dias 13 (ensaio geral), 14 e 15 de dezembro, com apresentações a partir das 20h15.

Desde 2016, o Bradesco é responsável pelas apresentações do mais querido e tradicional coral natalino do País, que neste ano recebe 90 crianças e adolescentes de instituições de acolhimento. A regência continua sob o comando da renomada maestrina Dulce Primo, que há 31 anos assina a direção musical do projeto.

“Anunciar mais uma edição do Natal do Bradesco é sempre um momento especial. Com o tema ‘AbraLaços’, queremos reforçar a importância das conexões que nos fortalecem e marcam nossa história. Estamos ansiosos para ver as ruas de Curitiba, mais uma vez, repletas de emoção e olhares atentos e fixos em mais um espetáculo que preparamos com muito carinho para o público que todos os anos lota o centro da capital paranaense”, afirma Nathália Garcia, diretora de Marketing e CRM do Bradesco.

Serviço:

Natal do Bradesco no Palácio Avenida

Tema: AbraLaços

Data do ensaio: 13 de dezembro de 2024

Data das apresentações: 14 e 15 de dezembro de 2024

Horário do ensaio e das apresentações: 20h15

Onde: Palácio Avenida – Centro de Curitiba/PR.

(Fonte: Com Adolfo Morais/Máquina Cohn & Wolfe)

Theatro Municipal estreia a ópera Nabucco, de Verdi, com direção de Christiane Jatahy

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Carole Paradi/Divulgação.

Com um enorme sucesso de público e crítica no Grand Théâtre de Genève, na Suíça, ‘Nabucco’ terá temporada no Brasil em apresentação no Theatro Municipal de São Paulo. A ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi, escrita em 1842, conta a história do rei Nabucodonosor II da Babilônia em uma narrativa com pano de fundo nacionalista e celebrada pelo coro ‘Va, Pensiero’, também conhecida como o Coro dos Escravos Hebreus, uma das grandes composições da história da música. As récitas contam com Roberto Minczuk na direção musical e Christiane Jatahy na direção cênica com participação do Coro Lírico Municipal e Orquestra Sinfônica Municipal.

Em seu elenco de solistas, nos dias 27/9, 29/9, 2/10 e 5/10, a ópera contará com Alberto Gazale como Nabucco, Marsha Thompson como Abigaille, Savio Sperandio como Zaccaria, Enrique Bravo como Ismaele e Luisa Francesconi como Fenena. Já nos dias 28/9, 1/10 e 4/10, Brian Major como Nabucco, Marigona Qerkezi como Abigaille, Matheus França como Zaccaria, Marcello Vannucci como Ismaele e Juliana Taino como Fenena. Em todas as datas, Lorena Pires como Anna, Rafael Thomas como Il Gran Sacerdote e Eduardo Goés como Abdallo. A ópera tem duração aproximada de 160 minutos (com intervalo) e ingresso de R$31 a R$200 (inteira).

Para Andrea Caruso Saturnino, superintendente geral do Complexo Theatro Municipal, o espetáculo é uma oportunidade para o público assistir um clássico remontado pelas mãos de uma grande artista contemporânea brasileira. “Estamos muito felizes em trazer a Christiane Jatahy para dirigir uma ópera pela primeira vez no Theatro Municipal, de modo especial por ser Nabucco, um clássico do repertório que toca em temas importantes de serem tratados, como a imigração e a opressão”, pontua.

O enredo da ópera segue a situação dos judeus exilados de sua terra natal pelo rei babilônico Nabucodonosor II. Com libreto de Temistocle Solera e baseada em passagens bíblicas do antigo testamento, Nabucco é uma trama complexa sobre as ocupações, guerras, violência política e poder. A obra foi criada durante a época da ocupação austríaca no norte da Itália e acabou sendo utilizada como hino não-oficial e símbolo cultural da luta de libertação nacional que desembocou no processo de unificação italiana.

Nabucco foi um sucesso imediato quando teve sua estreia no Teatro alla Scala, em Milão, o que estabeleceu a grandiosidade de Verdi como compositor em um momento conturbado tanto para o autor, quanto para seu país. Musicalmente, passeia entre ritmos energéticos e propulsivos, contrastados com momentos mais líricos em um fervor musical comovente. Vários trechos da ópera ganharam bastante autonomia, sendo o principal deles o Va, Pensiero, que coloca o coro como peça fundamental da dramaticidade da obra.
Do ponto de vista da direção cênica, em Nabucco Jatahy revigora a metáfora bíblica de Verdi ao apresentar as palavras daqueles que enfrentam tiranos e extremistas pelo mundo todo, ainda hoje. A autora é diretora de teatro e cineasta, formada em teatro, jornalismo e com pós-graduação em arte e filosofia, sendo premiada com o Leão de Ouro da Mostra de Teatro de Veneza em 2022. Seus trabalhos, desde 2003, dialogam com distintas áreas artísticas.

Sobre os temas abordados, Christiane Jatahy explica que não foi realizada qualquer alteração no texto, que por si só levanta questões inerentes à história e à liberdade humana em diversos períodos. “Não mudamos o libreto. Mas foi central para mim retratar a questão nos dias de hoje. Por isso, a montagem traz elementos como os figurantes que representam, junto com o coro, o povo exilado que será formado por pessoas refugiadas. Pessoas que fugiram das guerras de hoje e estão ali junto com o coro e os solistas para contar essa história”, explica a diretora cênica.

Entre os destaques da montagem, a relação entre teatro e cinema, típica do trabalho da diretora, será utilizada para contar a história em outros pontos de vista. “A utilização das câmeras em cena, e também da projeção, tem, para mim, uma função dramatúrgica. Elas não são só imagens para mostrar de perto o que está acontecendo, elas vão possibilitando outros pontos de vistas sobre o que não está tão visível”, finaliza.

Serviço:

Nabucco

Ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi, com libreto de Temistocle Solera. Antonino Fogliani, compositor do interlúdio final. Montagem original do Grand Théâtre de Genève.

27/9/2024 • 20h
28/9/2024 • 17h
29/9/2024 • 17h
1/10/2024 • 20h
2/10/2024 • 20h
4/10/2024 • 20h
5/10/2024 • 17h

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

CORO LÍRICO MUNICIPAL 

Roberto Minczuk, direção musical

Christiane Jatahy, direção cênica

Érica Hindrikson, regência do Coro Lírico Municipal

Antonino Fogliani, compositor do interlúdio final

Thomas Walgrave, Marcelo Lipiani e Christiane Jatahy, cenografia

An D’Huys, figurinos

Thomas Walgrave, iluminação

Batman Zavareze, vídeo

Paulo Camacho, direção de fotografia

Júlio Parente, desenvolvimento do sistema de vídeo

Pedro Vituri, designer de som

Marcelo Buscaino, assistente de direção

Henrique Mariano, coordenador de produção audiovisual

Dias 27, 29, 2 e 5

Alberto Gazale, Nabucco

Marsha Thompson, Abigaille

Savio Sperandio, Zaccaria

Enrique Bravo, Ismaele

Luisa Francesconi, Fenena

Dias 28, 1 e 4

Brian Major, Nabucco

Marigona Qerkezi, Abigaille

Matheus França, Zaccaria

Marcello Vannucci, Ismaele

Juliana Taino, Fenena

Todas as datas

Lorena Pires, Anna

Rafael Thomas, Il Gran Sacerdote

Eduardo Goés, Abdallo

Duração aproximada 160 minutos (com intervalo)

Classificação indicativa livre para todos os públicos

Ingresso de R$31 a R$200 (inteira).

(Fonte: Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa do TMSP)