Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Projeto Ponto Ideia oferece oficinas gratuitas e evento cultural em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Oficina de arte e autoconhecimento. Fotos: Catarina Glória.

O projeto Ponto Ideia volta a Campinas no mês de outubro contemplando 40 pessoas, a partir de 15 anos, com 2 oficinas gratuitas de contação de histórias e atuação e de musicalização para cena. Cada uma das oficinas oferecerá 20 vagas, sendo 60% delas voltadas para pessoas pretas, trans, indígenas e com deficiência, que receberão ajuda de custo para participarem das oficinas. As inscrições para as oficinas devem ser feitas por meio de formulários específicos para cada uma, disponíveis no perfil do Instagram @ideiacoletivacultura.

Fernanda Jannuzzelli e Daniel Miranda serão os arte-educadores responsáveis pela oficina de contação de histórias e atuação. Os participantes farão a leitura das histórias criadas na oficina de escrita criativa durante a primeira etapa do projeto. Eles passarão por dinâmicas de grupo, jogos teatrais, experimentações cênicas corporais, de voz, e com adereços cênicos. A oficina é voltada para artistas, amadores e pessoas interessadas em geral. Para a oficina de musicalização para cena, os arte-educadores responsáveis serão Clara Rodriguez e Leandro Serizo. Nesta oficina, os participantes farão exercícios de voz, percussão corporal, criação de trilha sonora para apresentação cênica, criadas na oficina de contação de histórias. Ela é voltada para artistas, amadores e pessoas interessadas em geral.

Oficina de arte e autoconhecimento.

As oficinas serão realizadas em dois dias e os participantes terão mais dois dias para os ensaios. As apresentações serão realizadas durante o evento de encerramento na Casa de Cultura Fazenda Roseira. Será gratuito e aberto ao público, também terá a distribuição dos livros escritos pelos participantes das oficinas da primeira etapa do projeto, bem como a distribuição dos certificados de participação.

Criação e experimentação definem a jornada dos participantes do Ponto Ideia, que tem duração de um ano, é dividido em três etapas e contempla diversas áreas da cultura, como contação de histórias, musicalização, fotografia, figurino e dança. A terceira etapa trará oficinas de fotografia, figurino e dança, além do evento de encerramento com exposição. Kora Prince reforça que todas as atividades serão apresentadas aos participantes, de modo a que eles possam mergulhar em cada uma delas. “Esse é o princípio da criação e da experimentação, que nós estamos querendo destacar neste projeto, fazendo com que eles possam se apropriar daquelas vivências”, finaliza Kora.

O projeto Ponto Ideia é realizado pelo Instituto Ideia Coletiva via Lei Paulo Gustavo (LPG), da Secretaria da Cultura, Indústria e Economia Criativas do Estado de São Paulo. As oficinas contam com apoio da Casa de Cultura Fazenda Roseira, Fábrica de Histórias e Inclusa Soluções em Acessibilidade.

Oficina de musicalização para cena.

Sobre o Instituto Ideia Coletiva | O Instituto Ideia Coletiva é um ponto de cultura, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e possui reconhecimento do Ministério da Justiça e demais órgãos públicos, para atuar na formação e difusão cultural, através de diversas linguagens artísticas, idealizando e executando projetos em todo território nacional.

PROGRAMAÇÃO

Oficina de contação de histórias e atuação

Data: 9 e 16/10 | Horário: das 13 às 17 horas

Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira – Rua Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda – Campinas/SP

Inscrições: https://forms.gle/HKp7ofVcL3sEqVvj8

Ensaios: 23 e 24/10, das 13 às 17 horas.

Oficina de musicalização para cena

Data: 10 e 17/10

Horário: das 13 às 17 horas

Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira – Rua Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda – Campinas/SP

Inscrições: https://forms.gle/UKBrGujQoHUk5Tcd6

Ensaios: 23 e 24/10, das 13 às 17 horas.

Evento de encerramento

Data: 24/10

Horário: das 19 às 21 horas

Local: Casa de Cultura Fazenda Roseira – Rua Domingos Haddad, 1 – Residencial Parque da Fazenda – Campinas/SP

Apresentação dos participantes das oficinas começará às 19 horas.

(Fonte: Com Carolina Cerqueira/Fábrica de Histórias)

‘Maria Callas’, de Pablo Larraín, abre 48ª Mostra Internacional de Cinema na Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: Cena do filme/Reprodução/Divulgação.

O longa-metragem ‘Maria Callas’, de Pablo Larraín, indicado ao Leão de Ouro do Festival de Veneza, vai abrir a 48ª edição da Mostra Internacional de Cinema. A cerimônia de abertura acontece na quarta-feira, 16 de outubro, às 20h, na Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, nº 16 – Campos Elísios), com apresentação de Renata de Almeida e Serginho Groisman. O evento vai contar com a presença de profissionais do setor audiovisual, autoridades e patrocinadores.

Maria Callas faz um relato fictício dos últimos dias de vida de Maria Callas, uma das mais celebradas cantoras de ópera da história. Angelina Jolie interpreta a soprano greco-americana neste longa que mostra sua última semana na Paris dos anos 1970 e perpassa memórias, retratando seus amigos, seus amores e sua voz. O longa é o terceiro de Larraín que faz um retrato de um ícone feminino do século 20, seguindo ‘Jackie’ (2016) e ‘Spencer’ (2021). O cineasta chileno também dirigiu ‘No’, que abriu a 36ª Mostra em 2012.

Vinicius Pagin, diretor-geral da Diamond Films Brasil, distribuidora do filme no país, comenta: “O terceiro ano consecutivo com um filme de abertura na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo reforça o compromisso da Diamond Films de trazer histórias relevantes e universais para o público brasileiro. ‘Maria’ celebra uma das vozes mais icônicas de todos os tempos, com Angelina Jolie no papel principal e direção de Pablo Larraín. É uma honra abrir a Mostra com essa produção. Seguimos comprometidos em oferecer ao público brasileiro grandes e premiados filmes do cinema independente.”

Além de ser exibido na abertura, Maria Callas também será apresentado durante o evento, que acontece entre 17 e 30 de outubro.

PATROCINADORES DA 48ª MOSTRA

Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da Petrobras, patrocínio do Itaú, a parceria do Sesc e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo e da Lei Paulo Gustavo, o apoio da Spcine e do Projeto Paradiso, da colaboração do Telecine, da Ancine, do Instituto Galo da Manhã e da Netflix, a promoção da Globofilmes, do Canal Brasil, da Folha de S.Paulo, da TV Cultura, do Arte 1, da Rádio Band News e da Revista Piauí, o apoio técnico da Velox, Conjunto Nacional, Quanta e Cinemateca Brasileira, o transporte oficial do Metrô e da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de São Paulo e hotéis oficiais Meliá Paulista e Mercure Hotels.

(Fonte: Trombone Comunicação)

Galerias Luisa Strina e Galatea anunciam colaboração inédita com exposições simultâneas de Cildo Meireles

São Paulo, por Kleber Patricio

Cildo Meireles (Luisa Strina) Tenda de Chão [Ground Tent], da série [from the series] Camuflagem, 1987 – 2023.

Após um hiato de cinco anos sem uma exposição robusta de Cildo Meireles no Brasil, as galerias Luisa Strina e Galatea unem forças para inaugurar, de maneira coordenada, duas mostras individuais do artista em São Paulo. A partir do dia 3 de outubro, a Luisa Strina, galeria que representa o artista, apresenta ‘Uma e algumas cadeiras/Camuflagens’, com obras inéditas de Cildo no país, enquanto a Galatea exibe uma seleção de desenhos em ‘Cildo Meireles: desenhos, 1964-1977’. Juntas, as mostras oferecem uma visão ampla e complementar do trabalho de Cildo Meireles, para quem o desenho muitas vezes é a gênese da sua prática no campo tridimensional. Esta primeira colaboração entre as galerias vizinhas — localizadas frente a frente na Rua Padre João Manuel — sela uma parceria que fortalece o cenário artístico local.
Luisa Strina reúne trabalhos de Cildo Meireles originalmente idealizados nas décadas de 1980-90. Cildo Meireles realizou sua primeira exposição na galeria Luisa Strina em 1981, onde apresentou sua última individual de obras inéditas, Pling Pling, em 2014.  A nova mostra acontece dez anos depois, no ano de celebração do aniversário de 50 anos da galeria.

Exibida pela primeira vez na Galeria Lelong, em Nova York, em 2023-4, a instalação Uma e Sete Cadeiras (1997-2023) faz referência à obra One and Three Chairs (1965), do artista Joseph Kosuth, considerada uma das obras seminais da arte conceitual. A instalação começa com a estrutura de uma cadeira simples de madeira; esse objeto é replicado e modificado em outras seis variações de uma cadeira construídas com materiais diversos: vidro, serragem e cinza, entre outros. Uma sétima variação, posicionada ao lado do conjunto central, consiste de uma torre de lâminas de acrílico em cujo interior distinguimos a forma imaterial de uma cadeira, destacando a ideia de vazio.

Cildo Meireles 1948, Sem título, da série Brasília [Untitled, from the series Brasília], 1977.

O vazio é um elemento constantemente abordado pelo artista em sua prática, como acontece na obra Esfera Invisível (1996) e na instalação Desaparecimentos (1982). Segundo Meireles, “me interessa essa coisa evanescente, ou seja, uma espécie de dissolução do objeto. Existe o desejo de jogar com a visão, uma espécie de invisibilidade da invisibilidade. São trabalhos que possuem uma autonomia quase de objeto semântico. É como a Esfera Invisível, que trata de uma existência constituída de inexistências”.

Em diálogo com a instalação, Cildo apresenta duas pinturas da série Épuras, conceito derivado da geometria descritiva para designar a representação planificada de objetos tridimensionais. Nessas obras, o artista combina representações do objeto cadeira em diferentes perspectivas, sendo uma delas um políptico de quatro partes, e a outra um tríptico que replica a estrutura tridimensional das reconhecidas obras de sua série Cantos.

Na sala 2 da galeria, o grupo de obras apresentadas em Camuflagem também lida com questões relativas ao objeto e à representação. Nesses trabalhos, a pintura é feita diretamente sobre objetos como guarda-sóis, cadeiras de praia e tendas. Algumas dessas pinturas-objeto são dedicadas a importantes artistas da história: uma cadeira de praia listrada homenageia Jasper Johns; o guarda-chuva monocromático negro, Malevich; e o banquinho de pescador, Volpi.

Sobre a série de pinturas inéditas que será exibida na mostra, o artista comenta: Camuflagem é um projeto anterior à instalação Uma e Sete Cadeiras e está sendo realizado trinta e seis anos depois. São basicamente pinturas sobre chassis diversos, que remetem a uma funcionalidade. Pintura camuflada em bancos, cadeiras, guarda-chuvas, objetos comuns de uso diário. Sempre utilizando um objeto que seja constituído de um tecido e uma estrutura.”

A cadeira reaparece na série Camuflagem, dessa vez acompanhada por um banco, um guarda-sol, um guarda-chuva, uma maca e tendas. “Essa parte da exposição, que chamo de Camuflagem, teria outro nome: Pintura de Chão. Pois todas as obras estão pousadas nele.”

Cildo Meireles 1948, Sem título [Untitled], 1973, Assinado no verso [Signed on the reverse]. Ficha Técnica: Guache sobre cartão [Gouache on card], 48 x 64 cm [18 7/8 x 25 1/4 in],(CM-0140). Crédito: Ding Musa.

A Galatea traz uma seleção de desenhos produzidos desde 1964, quando o artista tinha apenas 17 anos, até 1977. A mostra coloca em destaque o Meireles desenhista, faceta menos explorada em comparação a outras vertentes do seu trabalho. Por outro lado, é essa a sua prática mais constante e longeva. Em entrevista ao curador Hans Ulrich Obrist no número que lhe é inteiramente dedicado da revista francesa Cahiers d’Art, o artista afirma: “Parei de desenhar por cinco anos, de julho de 1968 a junho de 1973. Quando voltei, me senti um idiota por ter parado, porque os desenhos são como pontes entre o pensamento e o papel.”

A seleção realizada pela galeria reúne obras tanto dotadas de aspectos figurativos quanto de experimentações abstratas com campos de cor, formas orgânicas, rabiscos e círculos criados a partir das digitais do próprio artista. No âmbito da figuração, as cenas de interiores domésticos e suas linhas, seus mobiliários e personagens evocam temas recorrentes na produção de Meireles, como o espaço, a escala e o objeto; o projeto e a arquitetura; e a crítica à ditadura militar. O diálogo com importantes obras tridimensionais, como as da série Cantos (1967-1968/2008), também é evidente em vários desses desenhos.

O texto crítico de ambas as exposições é assinado pelo curador Diego Matos, um dos editores convidados para o número da Cahiers d’Art dedicado a Cildo Meireles, publicado em 2022; além de co-curador da mostra Entrevendo, individual de Meireles realizada em 2019 no Sesc Pompeia.

Sobre as exposições apresentadas pela Luisa Strina e a Galatea, Matos comenta: “A exposição ‘Uma e algumas cadeiras/Camuflagem’ traz um conjunto de trabalhos inéditos no Brasil que sublinham um dos caminhos bifurcados da já incontornável trajetória de Cildo Meireles: a subversão dos objetos mais ordinários de nossa vida cotidiana, submetendo-os à reestruturação de seus signos, tanto em termos linguísticos como do próprio uso. Ao mesmo tempo, o artista também atualiza uma das primeiras discussões adquiridas pelo debate contemporâneo da arte: o conceito, a ideia e a materialidade do readymade. Ao mesmo tempo, trazer ao público uma seleção generosa de desenhos de Cildo Meireles é tornar visível e acessível a prática mais onipresente na trajetória de mais de 60 anos do artista. Prática, aliás, indissociável de sua produção objetual e instalativa. Feitos em um quarto de hotel, na calada da noite; na calmaria caseira da manhã; ou em ateliê, num momento intervalar de trabalho — seus desenhos nos contam muito de um repertório poético e conceitual que ele encadeou desde o início da sua produção.”

Sobre o artista

Cildo Meireles Épura – Cadeira 2 [Épura – Chair 2], 2023.

Cildo Meireles tem um papel crucial na esfera da arte conceitual do país. Sua prática multifacetada explora as possibilidades da participação do público, destacando-se por elaborar as primeiras experimentações instalativas no campo da arte brasileira.

Em 1963, estudou com o artista peruano Félix Barrenechea em Brasília e morou em Nova Iorque entre os anos 1971 e 1973. É representado pela Luisa Strina desde 1981, onde vem realizando exposições individuais que marcam importantes inflexões de sua prática artística.

Sua obra foi exposta no mundo todo, incluindo as Bienais de Veneza, São Paulo, Istambul, Lyon, Festival Internacional de Arte de Lofoten, Documenta, em Kassel, Alemanha. Em 2023, Meireles foi contemplado com o Prêmio Roswitha Haftmann, o mais conceituado da Europa, sendo o primeiro latino-americano a recebê-lo em 22 anos. Dentre os demais prêmios nacionais e internacionais com os quais foi contemplado ao longo de sua carreira, estão Prêmio Faz Diferença, O Globo (2019); Prêmio ABCA (2015); Velázquez Prize for Visual Arts, Madrid, Espanha (2008); Prêmio APCA (2007); Honorary Doctorate of Fine Arts, San Francisco, EUA (2005) e Officier de L’Ordre des Arts et des Lettres, Paris, França (2005), entre outros.

Realizou exposições individuais em importantes instituições nacionais e internacionais. Dentre as coleções públicas que possuem seu trabalho, estão Museum of Modern Art – MoMA, Nova York, EUA; Tate, Londres, Reino Unido; Stedelijk Museum voor Actuele Kunst, Gent, Bélgica; Instituto Inhotim, Brumadinho, MG; MAC – Niterói; 21st Century Museum of Contemporary Art, Kanazawa, Japão; Fundação Serralves, Porto, Portugal; MACBA, Barcelona, Espanha; Centre Georges Pompidou, Paris, França; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha; Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, Portugal; Museum für Moderne Kunst, Frankfurt, Alemanha; Los Angeles County Museum of Art – LACMA, EUA; Art Institute of Chicago, Chicago, EUA; New Museum, Nova York, EUA; MASP, São Paulo; MAM-SP, São Paulo; MAM-Rio, Rio de Janeiro; Pinacoteca de São Paulo.

Sobre a Luisa Strina

Fundada em 1974, a Luisa Strina, que comemora 50 anos de sua fundação no próximo 17 de dezembro, ajudou a promover as carreiras de uma geração de novos artistas conceituais do Brasil, incluindo Antonio Dias, Cildo Meireles, Tunga e Waltercio Caldas. Em 1992, a galeria foi a primeira da América Latina a participar da feira Art Basel.Luisa Strina começou a trabalhar com artistas brasileiros emergentes, como Alexandre da Cunha, Fernanda Gomes e Marepe. Ao longo dos anos 2000, o grupo foi ampliado para incorporar nomes latino-americanos — Jorge Macchi, Juan Araujo e Pedro Reyes — e artistas mulheres já estabelecidas, como Laura Lima, Leonor Antunes e Renata Lucas. Na última década, a consolidou a sua trajetória com a representação de nomes influentes incluindo Alfredo Jaar e Anna Maria Maiolino, assim como artistas mais jovens, como Bruno Baptistelli e Panmela Castro.

Sobre a Galatea

Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manoel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.

A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador-chefe.

Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.

Serviço:
Cildo Meireles: uma e algumas cadeiras/Camuflagens
Local: Galeria Luisa Strina

Abertura:  3 de outubro, quinta, das 19h às 21h

Endereço: Rua Padre João Manuel, 755 – Cerqueira César, São Paulo – SP

Período expositivo: 3 de outubro a 30 de novembro

Horários: segunda-feira à sexta-feira, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 17h
Mais informações: www.luisastrina.com.br

Instagram: @galerialuisastrina 

Cildo Meireles: desenhos, 1964-1977

Local: Galatea

Endereço: Rua Padre João Manuel, 808 – Jardins, São Paulo – SP

Abertura: 3 de outubro | 18h às 21h

Período expositivo: 3 de outubro a 1 de novembro

Horários: segunda à quinta das 10h às 19h | Sexta das 10h às 18h | Sábado das 11h às 17h

Mais informações: https://www.galatea.art/
Instagram: @galatea.art_.

(Fonte: Com Edgard França/A4&Holofote Comunicação)

MAM São Paulo anuncia abertura do 38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus

São Paulo, por Kleber Patricio

Rop Cateh Alma pintada em Terra de Encantaria dos Akroá Gamella (Território Indígena Taquaritiua, MA, Brasil). Em colaboração com Gê Viana (Santa Luiza, MA, 1986).

O Museu de Arte Moderna de São Paulo inaugura em 5 de outubro o 38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus, exposição com curadoria de Germano Dushá e Thiago de Paula Souza e curadoria-adjunta de Ariana Nuala, cujo  título evoca a ideia de um ‘calor-limite’, onde tudo se transforma, fazendo referência às condições climáticas e metafísicas intensas que desafiam e conduzem a processos inevitáveis de transmutação. Nesta edição, a mostra bienal do MAM apresenta 34 artistas de 16 estados brasileiros. Acesse aqui mais informações sobre a lista de artistas.

Em função da reforma da marquise do Parque Ibirapuera no trecho em que o MAM está sediado, esta edição do Panorama será apresentada no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, instituição parceira e que divide uma mesma origem com o MAM. A exposição vai ocupar partes do térreo e o terceiro andar do MAC USP com mais de 130 obras, sendo 79 inéditas, realizadas para o 38º Panorama. “Faz alguns anos que o MAM tem estabelecido parcerias com as instituições do eixo cultural do Parque Ibirapuera. Realizar o 38º Panorama da Arte Brasileira do MAM no MAC, além de uma aproximação histórica entre as duas instituições, é um momento de integração e soma de esforços em benefício da arte”, comentam Elizabeth Machado e Cauê Alves, respectivamente presidente e curador-chefe do MAM.

Para José Lira, diretor do MAC USP, “é com enorme satisfação que o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo acolhe o 38º Panorama da Arte Contemporânea Brasileira, tradicionalmente realizado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo. Desde 2018, tem sido um traço fundamental da gestão do MAC USP estabelecer parcerias institucionais para realização de exposições e eventos culturais em geral”.
Mil graus

A proposta curatorial do 38º Panorama da Arte Brasileira é elaborar criticamente a realidade atual do Brasil sob a noção de calor-limite — conceito que alude à uma temperatura em que tudo derrete, desmancha e se transforma. O projeto busca traçar um horizonte multidimensional da produção artística contemporânea brasileira, estabelecendo pontos de contato e contraste entre diversas pesquisas e práticas que, em comum, compartilham uma alta intensidade energética.

A pesquisa da curadoria foi norteada a partir de cinco eixos temáticos: Ecologia geral, Territórios originários, Chumbo tropical, Corpo-aparelhagem, e Transes e travessias. Os eixos não funcionam como núcleo ou segmentos da exposição, mas sim como fios condutores que instigam reflexões e leituras, traçando possíveis relações entre os trabalhos a partir dessas perspectivas.

Em Ecologia geral, são destacadas noções ecológicas e práticas ambientais ampliadas que se orientam por uma visão de interconectividade total. Já em Territórios originários, estão narrativas e vivências de povos originários, quilombolas e outros modos de vida fora da matriz uniformizante do capital, capazes de refletir visões alternativas sobre a invenção e a atual conjuntura do Brasil. Chumbo tropical, por sua vez, trará leituras críticas que subvertem imaginários e representações do Brasil, colocando em xeque aspectos centrais da identidade nacional.

Corpo-aparelhagem é a linha que busca evidenciar intervenções experimentais e reflexões sobre a contínua transmutação corpórea dos seres e das coisas, com seus hibridismos e suas inter-relações, enquanto Transes e travessias aborda conhecimentos transcendentais, práticas espirituais e experiências extáticas que canalizam os mistérios vitais.

As obras

O corpo formado por 34 artistas e coletivos apresenta obras que abordam questões ecológicas, históricas, sociopolíticas, tecnológicas e espirituais, e utilizam tanto tecnologia avançada quanto materiais orgânicos, como o barro.

Advânio Lessa construiu uma série inédita de esculturas que aludem a uma rede formada por diferentes polos e conectadas em diferentes espaços: o MAC USP, o Museu Afro Brasil Emanuel Araujo, o Caserê e a UMAPAZ. Adriano Amaral criou uma instalação comissionada para o térreo do MAC USP, a obra Cabeça-d’água (2024), uma estrutura arquitetônica, espécie de cápsula octogonal, que traz em suas paredes peças inéditas da série Pinturas protéticas (2022).

Ana Clara Tito apresenta uma instalação comissionada que ocupa o piso do campo expositivo com uma composição de peças em diferentes escalas, como uma ecologia rizomática. Com a obra comissionada Ascendendo o silêncio (2024), Antonio Tarsis toma o centro de uma das alas do campo expositivo.

Davi Pontes apresenta um trabalho comissionado no qual segue elaborações anteriores, envolvendo a criação de um repertório em conjunto com uma dupla de performers. Um registro documental inédito do centro espiritual e das obras de Dona Romana, líder espiritual da Serra de Natividade, uma das cidades mais antigas do Tocantins, será exibido em larga escala no campo expositivo.

Com duas obras inéditas, frutos de processos anteriores, mas que culminaram em projetos comissionados para o 38º Panorama, Frederico Filippi aborda a colisão e o atrito como ferramentas conceituais para reelaborar criticamente o imaginário social do Brasil e da América do Sul sob as marcas indeléveis do capitalismo avançado. Gabriel Massan apresenta um novo desdobramento de sua obra Baile do terror (2022-2024), no qual traça um paralelo entre a escalada de tensões e violências em âmbito global e os traumas da “guerra às drogas” no eixo Rio-São Paulo.

Ivan Campos apresenta a obra que marcou sua trajetória como seu projeto mais desafiador: uma pintura sem título (2008 – 2010), de sete metros horizontais, que levou um ano para ser concluída e traz os principais aspectos de sua obra. Em tons de verde e azul, o artista dá vida a uma selva intrincada, onde tudo está em movimento.

Falecido durante a concepção do 38º Panorama, Jayme Fygura é o único artista não vivo a compor a exposição, e sua participação é uma homenagem à sua trajetória e à sua obra que combina a pintura, com a tradição da escultura em metal, da poesia marginal, do rock e das denúncias de opressões cotidianas.

A colaboração entre Jonas Van e Juno B. resultou na videoinstalação imersiva Visage (2024), uma experiência ambiental envolvente que combina esculturas e mobiliários feitos com peças automobilísticas, luz, som e vídeo. José Adário dos Santos traz ao 38º Panorama um conjunto de esculturas que se referem a divindades e entidades das religiões de matriz africana, como Ogum Oniré, Oxossi Odé, Agué, Padilha e Exu, e Joseca Mokahesi Yanomami apresenta dez obras inéditas.

Lais Amaral participa com duas pinturas da série Como um zumbido estrelar, um pássaro no fundo do ouvido, Sem título I e Sem título II, ambas de 2024, enquanto Labō e Rafaela Kennedy apresentam uma série de fotografias em que mergulham no entrelaçamento entre fenômenos naturais e cenários urbanos do Norte do Brasil.

Lucas Arruda exibe uma série de pinturas que sugerem um espaço entre o real e o imaginário, com paisagens que caminham entre o figurativo e o abstrato. Com uma obra comissionada, Marcus Deusdedit desdobra sua investigação sobre a edição de objetos, reformulando um equipamento de exercício físico para discutir questões sociais e políticas.

Marina Woisky apresenta uma instalação formada por uma série de peças inéditas, nas quais toma como ponto de partida as ilustrações científicas e representações idealizadas, que combinam diferentes eras e regiões para demonstrar o movimento ou a evolução da vida biológica na superfície terrestre.

Maria Lira Marques leva uma série com mais de dez desenhos sobre pedras e Marlene Almeida apresenta duas obras com dinâmicas distintas: Derrame (2024), uma instalação inédita feita com recortes de algodão cru tingidos com pigmentos originários do basalto e rocha vulcânica, e Tempo voraz II (2012), obra em que a artista reflete sobre questões existenciais diante da fugacidade da vida. O grupo MEXA traz, em apresentação única, a peça inédita no Brasil A Última Ceia (2024).

Mestre Nado, como ficou conhecido Aguinaldo da Silva, apresenta três obras inéditas, esculturas de grande escala — raras na sua produção — que parecem espécies de torres de sopro, remetendo a instrumentos como a gaita de foles. Melissa de Oliveira apresenta duas obras ligadas a suas vivências no universo do “grau”. As imagens, produzidas com conhecidos e familiares, retratam a prática de empinar moto em manobras exibicionistas e arriscadas.

Noara Quintana exibe duas obras inéditas comissionadas para o 38º Panorama. A primeira, Satélite esqueleto âmbar (2024), da série Futuro fóssil, configura uma reprodução de um objeto espacial gravitando sobre o campo expositivo. Na segunda obra, intitulada Gengiva de fogo (2024), uma grande massa rubra e disforme paira sobre nossas cabeças. Rafael RG apresenta duas obras comissionadas que se conectam e se complementam em suas naturezas: uma objetual e outra performática. Em uma delas, De quando o céu e o chão eram a mesma coisa (2024), o artista resgata grafias imemoriais inspiradas na observação do céu.

Rebeca Carapiá apresenta uma grande peça comissionada para a exposição, que remete tanto a uma escrita urbana quanto a códigos de outros tempos. Solange Pessoa traz à exposição uma constelação de quase uma dúzia de esculturas de pedra-sabão, e um conjunto composto por três peças de cerâmica e lã (2019-2024), que remetem a fragmentos de rochas escuras, que guardam a potência de tempos imemoriais.

O povo Akroá Gamella, em colaboração com Gê Viana e Thiago Martins de Melo, participa sob o nome de Rop Cateh – Alma pintada em Terra de Encantaria dos Akroá Gamella, e exibe um grande painel multimídia que expressa a identidade e espiritualidade articuladas pela comunidade. Com um conjunto de vinte esferas cerâmicas com marcações gráficas feitas com óxido de ferro, Sallisa Rosa dá vida a seu exercício contínuo de vínculos com a terra e os territórios.

Paulo Nimer Pjota apresenta uma obra inédita, em cinco telas, no qual cria um mar de chamas atravessado por raios de sol difusos, em que animais e seres fantásticos se misturam a lendas e elementos da natureza-morta de diferentes culturas. Paulo Pires participa com quatro obras que denotam seu estilo e, simultaneamente, a versatilidade de suas composições. Entre os trabalhos, estão a escultura de grande formato Os desejos da pedra (2023 -2024) e O namoro da pedra (2021).

A Tropa do Gurilouko, uma turma de “bate-bolas” criada em 2023 no bairro carioca de Campo Grande, marca sua presença no 38º Panorama por meio da indumentária criada para o Carnaval de 2024, e de uma saída do grupo por São Paulo, nas imediações do MAC USP e do Parque Ibirapuera.

Zahỳ Tentehar apresenta sua pesquisa mais recente por meio da videoperformance Ureipy (Máquina Ancestral) (2023), e Zimar, como é chamado Eusimar Meireles Gomes, apresenta uma série de máscaras oriundas de sua ligação com a Bumba meu boi —, manifestação cultural de maior importância na região onde vive, a Baixada Maranhense.

Projeto expográfico 

Nesta edição em que, pela primeira vez, o Panorama da Arte Brasileira acontece fora da sede do MAM, o projeto expográfico assinado pelo arquiteto Alberto Rheingantz foi repensado e adaptado para os espaços do MAC USP. O objetivo foi assimilar tanto os conceitos curatoriais quanto as questões visuais e formais das obras em exposição.

A adaptação envolveu o desafio de conectar os pavimentos do MAC que recebem o 38º Panorama – parte do térreo e todo o terceiro andar -, espaços não contíguos, o que levou à adoção de três partidos expográficos principais.

O primeiro partido é a ocupação espelhada entre as alas A e B do edifício, com elementos que se complementam em cada uma. O segundo é o uso de painéis metálicos como base estrutural, permitindo variações de combinações e materiais em suas superfícies. Por fim, o terceiro partido envolve a instalação de obras comissionadas em locais estratégicos, incluindo sob a marquise de entrada e em áreas específicas do museu.

Para ampliar suas formas de uso e flexionar as possibilidades de exibição das obras bidimensionais, foi definida uma cartela de materiais para as superfícies expositivas, e foram consideradas opções para estruturas complementares aos painéis principais, desempenhando a função de “próteses” que transformam sua configuração original. Há, também, dispositivos expográficos e mobiliários feitos com metal e madeira desenhados para atender diversas demandas específicas.

Programação pública 

Tradicionalmente, o Panorama da Arte Brasileira promove uma série de atividades abertas ao público. São ativações de obras e apresentações de performances, conversas com curadores, visitas mediadas com educadores do MAM e outras ações educativas. A agenda será divulgada em breve no site e redes sociais do MAM.

Projetos especiais 

A proposta do 38º Panorama da Arte Brasileira envolve uma série de projetos especiais, são desdobramentos da conceituação de Mil graus em diferentes plataformas e linguagens.

O ambiente 3D, que estará acessível de forma gratuita durante toda a exibição, visa ampliar o alcance da mostra e criar um espaço de experimentação curatorial. A ideia não é reproduzir no digital os espaços da exposição física, mas sim trazer um espaço imaginado pelos curadores e proporcionar uma experiência imersiva que desafia a percepção da materialidade e reflete criticamente sobre a integração das infraestruturas digitais no que entendemos como ‘mundo real’.

Composta por obras digitais e representações tridimensionais de criações físicas de alguns dos artistas participantes, reúne vídeos, objetos 3D e sons que formam um espaço de interação. Os visitantes podem navegar livremente, explorando novos imaginários e conexões que questionam as convenções tradicionais de produção e interpretação de imagens no campo artístico. A proposta também reflete o dinamismo e a criatividade cibernética do Brasil contemporâneo.

Disponível nos principais tocadores a partir de 30 de setembro, o podcast Mil graus vai apresentar, em seis episódios, os temas abordados no 38º Panorama da Arte Brasileira e contar a história de alguns dos coletivos e artistas que integram esta edição da mostra bienal do MAM. O objetivo é apresentar histórias e discussões sobre arte com temas atuais, mostrando como elas refletem questões sociais, políticas e culturais da contemporaneidade.

Em uma série de cinco episódios disponível nas redes sociais do MAM, o público pode conhecer mais a prática artística e o ateliê de Advânio Lessa, Adriano Amaral, Marina Woisky, Marlene Almeida e Zimar.  A série revela conexões singulares entre os processos e os territórios em que cada um dos artistas vive e trabalha.

Em uma colaboração inédita com uma marca, o MAM lança uma linha de produtos do 38º Panorama. Mais detalhes sobre cada projeto serão divulgados em breve.

Sobre o Panorama da Arte Brasileira do MAM São Paulo

A série de mostras Panorama da Arte Brasileira foi iniciada em 1969 e coincidiu com a instalação do MAM São Paulo em sua sede na marquise do Parque do Ibirapuera. As primeiras edições do Panorama marcaram a história do museu por terem contribuído direta e efetivamente na formação de seu acervo de arte contemporânea. Ao longo das 37 mostras já realizadas, o Panorama do MAM buscou estabelecer diálogos produtivos com diferentes noções sobre a produção artística brasileira, nossa história, cultura e sociedade. Realizado a cada dois anos, sempre produz novas reflexões acerca dos debates mais urgentes da contemporaneidade brasileira.

Sobre o MAM São Paulo 

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas. O MAM tem uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono para abriga obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Serviço:

38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus
Curadoria: Germano Dushá, Thiago de Paula Souza
Curadoria-adjunta: Ariana Nuala
Período expositivo: 5 de outubro de 2024 a 26 de janeiro de 2025
Realização: Museu de Arte Moderna de São Paulo
Exibição em: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, MAC USP
Locais: térreo e terceiro andar
Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 21h
Gratuito
Mais informações em: mam.org.br/38panorama.

(Fonte: Com Victoria Louise/A4&Holofote Comunicação)