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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Confraria da Dança faz temporada gratuita em Campinas com o espetáculo Maria Celeste no mês de outubro

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: João Maria.

Inspirada na cultura popular e com uma combinação envolvente de dança e histórias, o espetáculo ‘Maria Celeste’, livre para todas as idades, celebra a força e a energia do bicho-boi. A nova obra da premiada Confraria da Dança, de Campinas, promete encantar o público da cidade com uma temporada gratuita durante o mês de outubro comemorando os 28 anos de trajetória do grupo.  

As apresentações têm início no Centro Cultural Casarão, em Barão Geraldo, nos dias 4 de outubro, sexta-feira, às 14h30 e 5 de outubro, sábado, às 17h. A apresentação de sexta-feira contará com recursos de acessibilidade para os públicos surdo e com deficiência auditiva. A temporada segue com apresentação no CEU Mestre Alceu do Jardim Florence no dia 9 de outubro, quarta-feira, 14h30. Passa pelo CEU Estação Cidadania da Vila Esperança nos dias 16 de outubro, quarta-feira, 14h30, com intérprete de Libras, e 17 de outubro, quinta-feira, 9h30. Na última semana do mês é a vez do Espaço Cultural Maria Monteiro receber Maria Celeste com duas apresentações que contarão também com intérprete de Libras, dias 23 de outubro, quarta-feira, 14h30, e 24 de outubro, quinta-feira, 9h30. Escolas da Rede Pública de Ensino (Ensino Fundamental) podem agendar grupos de alunos pelo direct do Instagram @confraria.da.danca.

Em novembro, a Confraria da Dança também fará três apresentações em assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). “Maria Celeste é estrela bailarina que desponta pra brincar e celebrar a figura simbólica e mitológica do boi encontrada em lendas e histórias do nosso país e do mundo afora. E por meio desta história, queremos levar a cultura popular para todas as regiões de Campinas”, destaca a bailarina Diane Ichimaru.

Em Maria Celeste, o boi é o protagonista

O boi, símbolo de força e resiliência, aparece em diversas culturas ao redor do mundo, desde as pinturas rupestres até os rituais contemporâneos. Em Maria Celeste, o boi é o personagem central que carrega significados profundos e universais. A interação entre o boi e os humanos, presente no imaginário das festas e rituais, é explorada de forma poética e envolvente, criando uma conexão emocional com o público.

Maria Celeste tem dramaturgia e direção da bailarina, coreógrafa e artista plástica Diane Ichimaru, que também assina figurinos e criação das máscaras e bonecos. Diane divide a cena com o bailarino, iluminador e produtor artístico Marcelo Rodrigues nesta nova criação direcionada às crianças, dando continuidade a uma parceria de 28 anos. “Trata-se de uma obra autoral que reforça as características do repertório da Confraria da Dança trazendo elementos autobiográficos dos artistas, sobretudo as lembranças da infância, permitindo a expansão da força dramatúrgica da dança que se desdobra em palavras, sonoridades e manipulação de bonecos e máscaras”, comenta Diane.

A concepção de todos os elementos de Maria Celeste é pautada pela simplicidade e o fazer artesanal. Figurinos e cenografia foram desenvolvidos integrando o processo de criação, entrelaçando estes fazeres à direção e criação coreográfica, opção que proporciona extrema independência dentro do desenvolvimento do processo, reforçando o caráter autoral da obra.

Panôs bordados e com aplicações de retalhos de tecidos, máscaras e objetos construídos com papietagem integram a cena. Tantos brinquedos criados com carinho e detalhe pelas mãos de Diane ganham vida por meio dos corpos dos dois bailarinos dançando histórias do boizinho. Peças antigas de madeira foram ressignificadas para guarnecer a cena, como a base de uma de cômoda e os pés de uma mesinha de madeira torneada, caixas de ferramentas e banquinhos rústicos de ordenha. Instrumentos de percussão ganham a dança e costuram as histórias.

A trilha musical original é composta pelo violeiro e multi-instrumentista João Arruda, recriando várias vertentes de manifestações populares, utilizando instrumentos da família das cordas, e claro que não podiam faltar as rabecas e suas violas caipiras. Na percussão, uma mistura de caixas, tambores, pandeiros e pandeirões animam as cenas com seu colorido rítmico.

As apresentações de Maria Celeste integram o projeto Confraria da Dança – 28 anos em Trajetória, fomentado pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023 e que abrange a circulação em 10 apresentações pela Região Metropolitana de Campinas/SP oferecendo acessibilidade em Libras em 5 destas apresentações. O projeto viabilizou também a realização de oficinas de capacitação para os integrantes da Confraria da Dança com a caixeira Cristina Bueno e a cantora Titane. O projeto tem o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da cidade.

A ideia | A personagem Maria Celeste nasceu em 1991, criada por Diane Ichimaru na conclusão de sua graduação em dança pelo Instituto de Artes da Unicamp. Em 2016, Diane retomou Maria Celeste para desenvolver um novo espetáculo estreado em 2023, agora com dramaturgia e direção próprias e a parceria de Marcelo Rodrigues. Esta obra não só celebra a figura do boi, mas também reflete a história pessoal e artística de Diane, tecendo memórias de infância com a riqueza cultural brasileira.

Sobre a Confraria da Dança | A Confraria da Dança está sediada na cidade de Campinas/SP desde 1996 e acumula 27 anos de atividades relacionadas à pesquisa, criação e produção artística. Honrando o termo ‘confraria’ – conjunto de pessoas que se associam tendo em vista interesses e objetivos comuns –, realiza parcerias com artistas das áreas da dança, teatro, música e artes plásticas. Sua atuação artística ocorre, prioritariamente, fora da capital e seus projetos contemplam ações na própria cidade/sede e em outras cidades de pequeno e médio porte do interior do Estado de São Paulo, difundindo a dança por meio de atividades de formação e fruição artística, traçando um crescimento radial em seu campo de ação junto à comunidade, promovendo acessibilidade comunicacional e atingindo público leigo de todas as idades, estudantes de arte em processo de formação e artistas profissionais. A Confraria da Dança conquistou em seu percurso premiações da APCA, da Funarte/MinC, Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, Cultura Inglesa, Sesi SP e Itaú Cultural/Rumos Dança, entre outros.

Temporada Campinas

Espetáculo Maria Celeste – Confraria da Dança

Entrada Gratuita – liberada meia hora antes, respeitando o limite de capacidade de plateia.

Agendamento Escolas e Instituições – Para agendamento de grupos de alunos da Rede Pública de Ensino (Ensino Fundamental Ciclo I) e entidades assistenciais, entrar em contato pelo direct do Instagram @confraria.da.danca.

4 e 5 de outubro

Centro Cultural Casarão – Barão Geraldo

dia 4 de outubro – sexta-feira – 14h30 com acessibilidade em Libras

dia 5 de outubro – sábado – 17h

Endereço: R. Aracy de Almeida Câmara, 291 – Barão Geraldo.

9 de outubro

CEU Mestre Alceu – Jardim Florence

dia 9 de outubro – quarta-feira – 14h30

Endereço: R. Lasar Segal, 110 – Jardim Florence.

16 e 17 de outubro

CEU Estação Cidadania – Cultura Thaís Fernanda Ribeiro – Vila Esperança

16 de outubro – quarta-feira – 14h30 com acessibilidade em Libras

17 de outubro de 2024 – quinta-feira – 9h30

Endereço: R. Demerval da S Pereira, s/nº – Lot. Vila Esperança.

23 e 24 de outubro

Espaço Cultural Maria Monteiro

23 de outubro – quarta-feira – 14h30 com acessibilidade em Libras

24 de outubro – quinta-feira – 9h30 com acessibilidade em Libras

Endereço: R. Dom Gilberto Pereira Lopes, s/n – Conj. Hab. Padre Anchieta.

Ficha Técnica

Criadores-intérpretes | Diane Ichimaru e Marcelo Rodrigues

Dramaturgia, direção artística figurinos, bordados, máscaras | Diane Ichimaru

Trilha musical original | João Arruda

Desenho de luz e coordenação de produção | Marcelo Rodrigues

Operação técnica de luz e som | Presto Kowask

Assistência de montagem | Camilla Puertas

Oficinas de qualificação para os integrantes do grupo | Cristina Bueno e Titane

Projeto gráfico | Lucas Ichimaru

Registro fotográfico | João Maria

Interpretação em Libras | Keyla Ferrari Lopes e Verena Teixeira

Comunicação/imprensa | Leila Lemes Branco

Produção | Confraria da Dança

Classificação indicativa | Livre

Duração do espetáculo | 50 minutos.

(Fonte: Com Leila Branco/Assessoria de imprensa Confraria da Dança)

São Paulo Companhia de Dança realiza audição

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Iari Davies.

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) abre as inscrições para audição a fim de selecionar novos integrantes para seu elenco fixo. Os bailarinos e bailarinas interessados devem ter acima de 18 anos e DRT emitido e têm até às 17h do dia 4 de outubro para se inscrever gratuitamente no processo seletivo pelo link https://spcd.com.br/spcd/audicoes/.

Essa é a primeira fase do processo, cujo resultado dos selecionados será divulgado em 9 de outubro. Esses nomes seguem para uma audição virtual prática (aula de balé) que será realizada em 12 de outubro em horário a ser definido. Os que passarem para a última fase farão uma audição presencial no dia 20 de outubro na sede da SPCD, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo.

O resultado final será divulgado até 23 de outubro de 2024 às 18h e os escolhidos passam a integrar o elenco e já participam das apresentações de ‘O Quebra-Nozes no Mundo dos Sonhos’, de Márcia Haydée, que será apresentado entre 30 de novembro e 15 de dezembro no Teatro Sérgio Cardoso.

Serviço:

Audição para SPCD
1ª fase: Pré-seleção
Encerramento das inscrições: 4 de outubro de 2024 até às 17h

https://spcd.com.br/spcd/audicoes/
O que é: Etapa de avaliação do material enviado nas inscrições
Resultado: 9 de outubro até as 18h.

2ª fase: Audição virtual prática | Aula de balé
Realização: 12 de outubro de 2024, horário a confirmar
Resultado: 12 de outubro de 2024 até as 18h

3ª fase: Audição Presencial
Realização: 20 de outubro de 2024, horário a confirmar

Resultado pré-selecionados/as: 20 de outubro de 2024
Resultado selecionados/as e suplentes: até 23 de outubro de 2024, às 18h.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA | Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é um corpo artístico da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A São Paulo é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística que incluem trabalhos dos séculos XIX, XX e XXI de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada. Desde sua criação, já foi assistida por um público superior a 1 milhão de pessoas em 22 diferentes países, passando por cerca de 180 cidades em mais de 1.250 apresentações e acumulando mais de 50 prêmios e indicações nacionais e internacionais. Por meio do selo #SPCDdigital, criado em 2020, já realizou mais de 50 espetáculos virtuais e streamings de apresentações que somam mais de 1 milhão de visualizações. Além da difusão e circulação de espetáculos, a SPCD tem mais duas vertentes de ação: as atividades educativas e de sensibilização de plateia e registro e memória da dança.

DIREÇÃO ARTÍSTICA | Inês Bogéa é uma líder multifacetada na dança e na educação, com vasta experiência na gestão, criação e implementação de projetos culturais, sociais e educacionais de grande impacto. Desde 2008, atua como diretora artística da São Paulo Companhia de Dança, criada pelo Governo do Estado de São Paulo, onde já dirigiu mais de 1.300 espetáculos em 19 países e recebeu 38 prêmios e indicações internacionais. É diretora artística e educacional da São Paulo Escola de Dança, criada pelo Governo do Estado de São Paulo, que se destaca pela inclusão social e formação de mais de 1.300 estudantes, sendo 50% oriundos de vulnerabilidade social.  Colaboradora regular em veículos como a Revista Concerto, é cocriadora da coluna ‘Dança em Diálogo’. Na área acadêmica, leciona na USP e na FURB. Foi responsável por iniciativas inovadoras, como o curso Dança para Educadores do Sesc-SP e a Mostra Internacional de Dança de SP, em parceria com o Itaú Cultural. Reconhecida com a Medalha Tarsila do Amaral, foi também nomeada pela Critic’s Choice of Dance Europe e condecorada com o título de Chavalière de L’Ordre des Arts et des Lettres pelo Ministério da Cultura Francês. Acompanhe a SPCD: Site | Instagram | Facebook | LinkedIn | YouTube.

(Fonte: Com Renata Faila)

Parque Ibirapuera recebe apresentações de MPB, bossa nova e choro em outubro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Urbia Parques.

O Música no Parque, projeto da Escola de Música do Parque Ibirapuera, administrada pela Urbia, segue entregando uma agenda repleta de apresentações musicais gratuitas para os visitantes do espaço. Nos dias 5, 19 e 26 de outubro, no palco da Arena da Marquise do Parque Ibirapuera, os membros da instituição realizarão shows que prometem animar o público com os principais clássicos da MPB, bossa nova e choro. Além disso, o clarinetista estadunidense e premiado internacionalmente David Krakauer também marcará presença na programação. Confira o cronograma completo a seguir:

Orquestra Brasileira de Aprendizes da Escola de Música do Parque Ibirapuera

Data: 5 de outubro | Horário: 11h30

Descrição: a Orquestra Brasileira de Aprendizes é uma prática de conjunto pedagógica da Escola de Música do Parque Ibirapuera que proporciona aos estudantes uma experiência orquestral. Para a apresentação, a regente Bia Pacheco preparou um repertório que inclui canções de Geraldo Filme, Pixinguinha, Ary Barroso e outros artistas nacionais renomados.

Grupo ‘Você Vai Ver’

Data: 19 de outubro | Horário: 11h30

Descrição: formado por estudantes da Escola de Música do Parque Ibirapuera e coordenado por Airton Fernandes, o grupo Você Vai Ver explora a sofisticação da bossa nova. A apresentação será formada por grandes clássicos deste ritmo, como a canção ‘Chega de Saudade’, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Grupo Minha Gente e o clarinetista David Krakauer

Data: 26 de outubro | Horário: 11h30

Descrição: Minha Gente é um grupo de choro formado por músicos que integram a Orquestra Furiosa da Escola de Música do Parque Ibirapuera, que atua sob regência de Nailor Proveta. Neste espetáculo, haverá a participação especial do clarinetista estadunidense David Krakauer, que se juntará à banda para apresentar clássicos do choro. Em sua trajetória, David se tornou reconhecido internacionalmente por ter inovado o klezmer moderno, além de ser uma voz importante na música clássica. O artista já foi indicado ao Grammy como solista e foi agraciado na França com o Diapason D’Or, prêmio de álbum do ano na categoria jazz, pelo Preis der Deutschen Schallplattenkritik.

Para mais informações, acesse: Site | Instagram | Facebook | LinkedIn.

(Fonte: Com Mylena Zintl Bernardes/Máquina Cohn & Wolfe)

Maestro Heinz Holliger volta a encontrar Osesp em programa que terá também violinista russo Ilya Gringolts

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Mario Daloia.

O ano de 2024 marca as celebrações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, além dos 30 anos de atividades do Coro da Osesp e dos 25 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp, dos Coros e de seus Programas Educacionais, inaugurada em 1999 no edifício onde antes funcionava a Estrada de Ferro Sorocabana. Nesta semana, de quinta-feira (3/out) a sábado (5/out), a Osesp recebe novamente o regente alemão Heinz Holliger, um amigo de longa data de nossos músicos, para um programa que inclui obras de Robert Schumann (a Sinfonia nº 2), Alban Berg (o Concerto para violino, com o russo Ilya Gringolts como solista convidado), e a estreia latino-americana de Tonscherben [Fragmentos de sons], peça de autoria do próprio Holliger (que também é oboísta e compositor, além de maestro). Vale lembrar que a performance de sexta-feira (4/out) terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube.

Escrita por Heinz Holliger (1939-) em 1985, Tonscherben [Fragmentos de sons] ilustra alguns aspectos daquilo que o suíço traz para a composição (experimental, prático, centrado na ação). Como declara seu título, a música é composta de nove fragmentos sonoros tipificados por extremos em termos de dinâmica, registro e não continuidade e por sua forma altamente episódica. A obra reproduz o manuscrito do compositor com uma relativa sensação de idiossincrasia e espontaneidade (como ilustrações japonesas) que se encontra ausente na música reproduzida mecanicamente. Aqui, o intérprete deve ‘sentir’ seu caminho no momento, ao invés de ter todas as decisões traçadas e ensaiadas antes da performance.

O Concerto para violino de Alban Berg (1885–1935) foi escrito por encomenda do violinista norte-americano Louis Krasner. Na época, Berg recebeu a trágica notícia da morte de Manon Gropius, filha de Alma Mahler-Werfel e Walter Gropius, arquiteto fundador da Bauhaus. Muito amigo da família, Berg decidiu homenagear a jovem de 18 anos e incluiu na partitura do concerto a dedicatória ‘Em memória de um anjo’. Concebido e escrito em aproximadamente cinco meses, o concerto estreou em abril de 1936 no Palau de la Música Catalana, em Barcelona, sob regência de Hermann Scherchen, tendo Louis Krasner como solista. Essa foi a última peça completa escrita por Alban Berg, cujo falecimento, três meses antes da estreia, daria ainda um outro sentido para esse réquiem.

Sala São Paulo. Foto: Mariana Garcia.

Robert Schumann (1810–1856) casou-se em 1840 com a pianista Clara Wieck a contragosto de seu sogro, Johann Friedrich Wieck – com quem o próprio Schumann estudou piano. Em 1844, o casal se instalou em Dresden, onde ele teria uma crise das mais severas e criaria a Sinfonia nº 2. Com um longo histórico de hipomania, melancolia e alucinações, o gênio romântico se definiu em um terreno de introspecção e sofrimento. Biógrafos de Schumann dirão que todo o seu ser respira música e que em sua música se entranham fantasias, sonhos e delírios. Nos dois primeiros movimentos da Sinfonia nº 2, por exemplo, costuma-se ouvir uma luta titânica contra a insanidade.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. Possui quase 100 álbuns gravados (cerca de metade deles por seu próprio selo, com distribuição gratuita) e transmite ao vivo mais de 60 concertos por ano, além de conteúdos especiais sobre a música de concerto. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Heinz Holliger, regente

Heinz Holliger. Foto: Julieta Schildknecht.

O lendário compositor, regente e oboísta suíço Heinz Holliger tem estado à frente de importantes orquestras, como as Filarmônicas de Berlim, Estrasburgo, Viena e Londres, a Orquestra de Cleveland e do Concertgebouw de Amsterdam, as Sinfônicas de Frankfurt, de Viena e da Rádio da Baviera, além da Tonhalle de Zurique e da Orquestra de Câmara da Europa. Como compositor, suas obras têm sido publicadas exclusivamente pela prestigiosa editora de partituras Schott Music International. Dentre as honrarias recebidas por Holliger citamos o Prêmio de Composição da Associação de Músicos Suíços, o Prêmio Léonie Sonning de Música da Cidade de Copenhague, o Prêmio de Arte da Cidade de Basileia, o Prêmio de Música Ernst von Siemens, o Prêmio de Música da Cidade de Frankfurt e o Prêmio Abbiati na Bienal de Veneza, além de um doutorado honorário da Universidade de Zurique. Por suas gravações, disponíveis nos selos Teldec, Philips e ECM, recebeu o Diapason d’Or, o Midem Classical Award, o Edison Award e o Grand Prix du Disque.

Ilya Gringolts, violino

Ilya Gringolts. Foto: Kaupo Kikkas.

O violinista russo Ilya Gringolts já se apresentou com orquestras renomadas, como as Filarmônicas de Los Angeles, de Israel, de Oslo e de São Petersburgo, a Sinfônica NHK do Japão, as Sinfônicas de Viena, Alemã de Berlim, de Singapura, de Estocolmo, da Rádio da Finlândia, a Mahler Chamber Orchestra e a Tonhalle de Zurique. Em setembro de 2023, realizou uma extensa turnê pela Austrália e pela Nova Zelândia. Outras colaborações recentes incluem a Orquestra Nacional Húngara, a Orquestra Nacional Escocesa, a Sinfônica da BBC e a própria Osesp. Junto com Ilan Volkov, criou a Fundação I&I que concede encomendas a jovens compositores. Gringolts venceu o Concurso Internacional de Violino Paganini [1998] e ainda é o mais jovem vencedor da história da competição, aos 16 anos; também foi nomeado um Artista da Nova Geração da BBC logo no início da carreira. Toca um violino Stradivarius ‘ex-Prové’ de 1718.

PROGRAMA

OSESP
HEINZ HOLLIGER regente
ILYA GRINGOLTS violino
Heinz HOLLIGER | Tonscherben [Fragmentos de sons] [estreia latino-americana]
Alban BERG | Concerto para violino
Robert SCHUMANN | Sinfonia nº 2 em Dó maior, Op. 61.

Serviço:

3 de outubro, quinta-feira, 20h30
4 de outubro, sexta-feira, 14h30 [Osesp duas e trinta] — Concerto Digital
5 de outubro, sábado, 16h30
Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16
Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares
Recomendação etária: 7 anos
Ingressos: Entre R$39,60 e R$271; R$39,60 [Osesp duas e trinta] (valores inteiros)
Bilheteria (INTI): neste link | (11) 3777-9721 (de segunda a sexta, das 12h às 18h)
Estacionamento: R$35,00 (noturno e sábado à tarde | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.
A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn
(Fonte: Com Pedro Fuini/Fundação Osesp)

Entenda como a educação ambiental pode contribuir para a preservação dos oceanos

São Paulo, por Kleber Patricio

Ilha de lixo plástico. Foto: Divulgação/Prolata.

O dia 26 de setembro é dedicado internacionalmente ao Dia do Mar, que tem como principal objetivo alertar a população global sobre a importância dos oceanos e todo o seu ecossistema. Com a data, a Organização das Nações Unidas (ONU), responsável por sua criação, também busca promover a conscientização e mobilização de pessoas e empresas para a proteção dos oceanos dos resíduos gerados pela poluição humana. Isso porque estima-se que 80% dos plásticos presentes nos mares sejam originários da gestão incorreta do lixo urbano, das indústrias e dos comércios.

Deste volume de poluição marinha, grande parte são embalagens que, em sua maioria, são feitas de plástico, como sacolas, canudos e outras embalagens como as de alimentos. Por serem de difícil revalorização e custo de produção muito baixo – principalmente os plásticos flexíveis – esses materiais acabam não tendo destinação adequada e chegam aos oceanos, onde se acumulam ou acabam sendo ingeridos por animais marinhos e, consequentemente, pelo ser humano. “Em filmes e documentários, vemos imagens assustadoras das chamadas ‘ilhas de lixo’, que são compostas, de maneira geral, por plásticos. Se as embalagens metálicas fossem usadas em maior escala, por exemplo, o volume de resíduos dessas ‘ilhas’ provavelmente seria infinitamente menor, visto que os metais são altamente recicláveis e reciclados de fato. Logo, um maior uso desse material em embalagens de alimentos, por exemplo, pode ser uma das opções para a diminuição das ilhas de lixo e, consequentemente, da poluição marítima. Lembrando que 80% de todo o aço produzido no mundo ainda está em uso”, defende Thais Fagury, presidente-executiva da Prolata Reciclagem, associação sem fins lucrativos criada para o cumprimento das políticas de resíduos sólidos.

Por isso, parte da conscientização em relação à poluição marinha deve passar pela diminuição do consumo de materiais envasados em embalagens que não são facilmente recicláveis, como é o caso do plástico, ou que não são possíveis de serem reutilizadas ou revalorizadas, como é o caso dos flexíveis. “Uma forma de promover isso é por meio da educação ambiental. A partir do conhecimento passado nas escolas e para os jovens sobre a necessidade da reciclagem, de boas práticas e da logística reversa para resíduos, podemos fazer a diferença e começar a transformar o ambiente no qual estamos inseridos”, acrescenta Thais.

O Dia Mundial do Mar é uma data importante para reconhecer e apreciar a contribuição que a vida marinha tem para o ser humano, que vai desde a alimentação, com os peixes e algas, até o transporte e o turismo. Mas, acima disso, é um dia para que todos possamos cuidar melhor dos oceanos e garantir um ambiente marinho mais limpo e saudável.

Sobre a Prolata Reciclagem

Criada em 2012, a Prolata Reciclagem é uma associação sem fins lucrativos e uma iniciativa da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), com apoio da ABRAFATI (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei no 12.305/10, e demais políticas.

O Programa encontra-se ativo nas cinco regiões do Brasil e possui o objetivo de estimular a reciclagem de latas de aço no país, gerar estatísticas confiáveis a respeito, abrir um canal direto com os consumidores, fomentar centros de reciclagem e parcerias com cooperativas de catadores, assim como valorizar o preço da sucata de aço para embalagens. Além disso, também investe em plataformas de comunicação e na educação da sociedade sobre o tema.

Saiba mais sobre a Prolata acessando o site https://www.prolata.com.br/.

(Fonte: Press à Porter Gestão de Imagem)