Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Escola de Dança Maria Olenewa, do Municipal do Rio, abre novas inscrições para seleção de crianças e jovens

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Daniel Ebendinger.

A mais antiga instituição pública de ensino de dança clássica do país, a tradicional Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (EEDMO), vai abrir suas inscrições de novos alunos para o ano de 2025 no período de 14 a 30 de outubro deste ano. A Escola tem o ensino gratuito e durante seus nove anos de curso, o aluno terá acesso a aulas práticas e teóricas até a sua formação. Responsável por revelar grandes nomes da Dança, a EEDMO dá a oportunidade a esses jovens bailarinos de seguirem a carreira profissional, tanto ingressando em renomadas companhias, como a do Theatro Municipal do RJ, quanto seguirem a carreira acadêmica.

Durante o processo seletivo, a criança ou jovem serão avaliados por suas aptidões técnicas, físicas e artísticas, começando assim o grande sonho de se tornar um profissional da dança. Juliana Valadão, Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, formada pela EEDMO, fala da importância da Escola em sua vida. “Ser formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa é um grande privilégio. Tive professores maravilhosos, que me ensinaram tudo e me prepararam para entrar em qualquer companhia profissional do mundo. Aprendi sobre ballet, aprendi a ter disciplina, pontualidade, sobre agir com profissionalismo e respeito. Respeito aos profissionais e principalmente à arte. E a arte mudou a minha vida”, conclui Juliana Valadão.

Hélio Bejani, diretor da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, destaca: “A Escola Estadual de Dança Maria Olenewa é uma instituição quase centenária que vem, ao longo desses anos, aprimorando seus ensinamentos e acompanhando a evolução dos tempos sempre mantendo o pensamento e o propósito da Mestra Maria Olenewa de transformar a EEDMO num celeiro de bailarinos para atender, principalmente, ao Ballet do Theatro Municipal. Importante destacar que, juntamente com um ensino de excelência em ballet clássico, estamos, acima de tudo, preparando e formando novos cidadãos. Nossa equipe de educadores, extremamente capacitada, tem o compromisso de transformar vidas através da arte.”

Serviço:

Amadança promove inscrições para o processo seletivo EEDMO 2025

Período de inscrições: 14 a 30 de outubro de 2024

Moças e rapazes com idade entre 8 e 21 anos

Documentos necessários:

2 fotos 3 x 4

Certidão de Nascimento (Xerox)

Atestado Médico (Original)

Atestado de Escolaridade (Original)

Comprovante de Residência (Xerox)

Taxa de inscrição: R$50,00 (pagamento da taxa de inscrição do preliminar ao pré-técnico via PIX – Associação dos Amigos da Escola de Dança Maria Olenewa – PIX (CNPJ): 29.411.618/0001-26)

Endereço: Avenida Almirante Barroso, nº 14 – 3º andar

Prédio Anexo do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 16h

Para mais informações, acesse o Instagram da EEDMO (@mariaolenewa).

(Fonte: Com Claudia Tisato/Assessoria de imprensa TMRJ)

Gecal: investigação aponta poluição e ameaças ambientais em Pains (MG)

Pains, por Kleber Patricio

Pedra do Cálice, em Pains. Foto: Divulgação.

A cidade de Pains, localizada no Centro-Oeste de Minas Gerais, a cerca de 217 km de Belo Horizonte, está no centro de uma polêmica ambiental que envolve a mineradora Gecal. Uma investigação exclusiva revela fatos alarmantes sobre a atuação da empresa, que incluem a poluição do ar, ameaças a cavernas e possíveis irregularidades em procedimentos ambientais.

O ar em Pains está visivelmente carregado de partículas. De acordo com denúncias recebidas, a Gecal emite uma quantidade preocupante de poluentes, seja por meio de suas chaminés ou pelas movimentações em seus pátios. As imagens capturadas durante a investigação mostram claramente as emissões de particulados se espalhando pela região e tingindo a vegetação de uma cor acinzentada, o que pode comprometer todo o ecossistema local.

Distante apenas 4 km do centro urbano, essa poluição pode afetar diretamente a saúde dos moradores. O incômodo é evidente, como relatam os habitantes da cidade, que convivem diariamente com o pó que se acumula sobre suas casas, jardins e ruas.

Ameaça às cavernas

Reunião na Câmara Municipal/Reprodução Portal Pains Últimas Notícias.

Pains é internacionalmente conhecida por suas cavernas, que são verdadeiros tesouros geológicos e arqueológicos. No entanto, de acordo com a investigação, há grutas localizadas no perímetro da mineradora e não há informações públicas sobre os cuidados necessários para preservar essas formações.

A falta de controle de particulados pode causar danos irreversíveis às estruturas das cavernas, tanto na bioespeleologia quanto na geoespeleologia. Além disso, a drenagem da água nas dependências da mineradora tem sido alvo de denúncias, que indicam que o sistema é insuficiente, permitindo que partículas de calcário sejam transportadas para os cursos d’água da região, que alimentam afluentes da bacia do Rio São Francisco.

Enquanto gravava uma reportagem na cidade, a equipe foi abordada por moradores que denunciaram a supressão de cavernas pela Gecal sem os devidos estudos de impacto ambiental. A gravidade das denúncias motivou a produção a iniciar uma investigação mais aprofundada. Imagens de satélite, disponíveis ao público, comprovam que uma cavidade de alta relevância teria sido suprimida, o que é uma violação grave das leis ambientais.

Pedra do Cálice em risco

Outro ponto crítico da investigação envolve a Pedra do Cálice, um monumento natural e cartão-postal da cidade de Pains. Esse patrimônio, tombado pelo município, corre o risco de desaparecer devido às atividades de mineração da Gecal. Na primeira vez em que a equipe esteve na região, foi impedida de registrar imagens do local, o que levanta questionamentos sobre a transparência das operações da mineradora. Assista à reportagem que mostra a equipe sendo impedida de registrar o monumento natural.

Questionamentos sobre licenciamento ambiental

A polêmica envolvendo a Pedra do Cálice e as cavernas suprimidas chegou à Câmara Municipal de Pains. Durante uma reunião convocada por um vereador, a secretária municipal de Meio Ambiente, Ana Luisa Silva Rodrigues, e um representante da Gecal estiveram presentes para discutir as questões ambientais relacionadas à mineradora. O licenciamento de novos empreendimentos na cidade está nas mãos do município, o que levanta ainda mais questionamentos sobre a atuação das autoridades locais.

Comissão pede paralisação das atividades

Em agosto, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais solicitou a paralisação imediata das atividades da Gecal em Pains. O pedido foi encaminhado à Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Pains e à Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais. A comissão também solicitou a suspensão dos efeitos do licenciamento até que todas as questões pendentes sejam devidamente analisadas pelos órgãos competentes.

Falta de resposta

Procuradas pela equipe para comentar as informações apresentadas nesta reportagem, a Gecal e a Secretaria de Meio Ambiente de Pains, até o fechamento desta matéria, não se manifestaram.

Bastidores da Mineração

O quadro Bastidores da Mineração integra o Programa André Show, exibido aos sábados na TV Band Minas, e se estabelece como uma referência para os interessados no setor mineral. Com um canal exclusivo no YouTube, o quadro se dedica a explorar os fatos, notícias e curiosidades do segmento da mineração, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. A iniciativa busca informar e engajar o público com conteúdo relevante sobre um dos setores mais importantes da economia, trazendo especialistas e reportagens especiais que destacam as inovações, desafios e impactos da mineração no mundo contemporâneo. Confira a reportagem veiculada no quadro Bastidores da Mineração.

(Fonte: Com Heberton Lopes/Grupo Balo)

Como se forma um bom cidadão dentro do espaço educacional público?

Distrito Federal, por Kleber Patricio

Foto: Unseen Studio/Unsplash.

O papel da escola na formação de cidadãos críticos e ativos é essencial para o bom funcionamento da sociedade. Afinal, as crianças de hoje estão se preparando para se tornarem os cidadãos adultos de amanhã e boa parte dessa preparação se dá no ambiente escolar.

Valorizar a profissão pedagógica é crucial nesse contexto. Segundo o OECD (Programme for International Student Assessment), os professores são o fator intraescolar que mais impacta a aprendizagem dos alunos, transformando a educação brasileira. Além disso, são os principais implementadores das políticas públicas formuladas para gerar impacto nas salas de aula.

A formação de um bom cidadão dentro do espaço educacional público é um processo que inclui a educação em valores, o desenvolvimento de habilidades sociais e a participação ativa. As escolas públicas desempenham um papel vital ao integrar essas práticas em seu currículo incentivando a reflexão ética, o respeito às diferenças e o engajamento cívico. Professores capacitados e valorizados são essenciais para implementar essas estratégias, tornando a educação um agente transformador na construção de uma sociedade mais justa e ética.

Com o objetivo de combater a corrupção e tornar a nova geração mais justa, honesta e íntegra, a APP Brasil (Associação de Profissionais de Propaganda), em parceria com o Projeto NaMoral do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), lançou o prêmio de comunicação NaMoral – Jovens Talentos.

A premiação é destinada à criação de peças para redes sociais e produtos com fins publicitários e pedagógicos que promovam integridade, ética, cidadania e valores fundamentais para a prevenção primária à corrupção. Com o tema ‘Esperto mesmo é ser honesto’, o prêmio busca incentivar a produção de campanhas que enfatizem a intolerância à corrupção e à impunidade, destacando a integridade como uma necessidade primordial para a sociedade brasileira. Podem se inscrever jovens universitários regularmente matriculados em uma instituição de ensino superior e jovens formados entre 2022 e 2024.

Sobre o Na Moral | O NaMoral é um projeto nacional de educação para a integridade criado pelo MPDFT para difundir o conceito de cidadania plena, o valor da integridade e colaborar na formação de cidadãos responsáveis. Por meio de metodologias ativas, participa da formação de crianças e jovens para a integridade destacando a importância de suas escolhas individuais e seu papel no bem estar social na construção de uma sociedade mais justa, equânime e solidária.

Sobre a APP Brasil | Fundada em 29 de setembro de 1937 como Associação Paulista de Propaganda e rebatizada como Associação de Profissionais de Propaganda em 1989, a APP Brasil ajuda a fazer da propaganda uma das atividades profissionais de maior expressividade em nosso país oferecendo preciosas colaborações técnicas, profissionalizantes e de desenvolvimento ético da profissão.

(Fonte: Com Pamela Barbosa/Agência ERA)

Clássico brasileiro: conheça sete restaurantes que servem a versão original e releituras da rabada

São Paulo, por Kleber Patricio

Um dos pratos mais tradicionais do Brasil, a rabada é um clássico que continua conquistando paladares. Conhecida por seu sabor intenso e textura suculenta, a carne é comumente servida com arroz, polenta e agrião. Mas encontramos não só essa versão do prato, como também petiscos e até mesmo molhos de uma bela massa feitos com o rabo do boi. Por isso, selecionamos sete restaurantes com diferentes receitas para você experimentar esse tradicional – e delicioso – corte. Confira:

BEC Bar

Rabada braseada com polenta e agrião. Foto: Rodolfo Regini.

Na casa mais alto astral de Pinheiros o ambiente é aberto e acolhedor, com direito a uma laje. Tudo é envolto de muito verde, sendo ideal, inclusive, para levar o pet. Nos fins de semana, a casa oferece no almoço a clássica Rabada Braseada, feita com um preparo lento em caldo de carne com cerveja preta e acompanhada de polenta e agrião (R$58 individual). Para petiscar, há também a Rabada com pão para chuchar no molho (R$83 para compartilhar).

Rua Padre Garcia Velho, 72 – Pinheiros, São Paulo – Telefone (11) 95660-2065 | Horário de funcionamento: quarta a sexta das 18h à 1h, sábado das 12h à 1h, domingo das 12h às 19h | @bec_bar.

Gaarden Bar

Arroz com rabada.

O bar é dedicado a boas cervejas e também aposta em coquetéis, sobretudo os clássicos. O cardápio é assinado pelo chef Enrique Paredes e traz sugestões como o Arroz com Rabada Gaarden (R$68). Trata-se de um arroz cremoso preparado com rabada e legumes e servido com ovo frito.

Rua Fernão Dias, 672 – Pinheiros, São Paulo – Telefone (11) 91744-2138 | Horário de funcionamento: terça a quinta das 12h às 15h e das 17h à 0h, sexta das 12h às 15h e das 17h à 1h, sábado das 12h à 1h e domingo das 12h às 19h | @gaardenbar.

Piccini Cucina

O restaurante tem cozinha comandada pelo chef Ney Alves e conta com ambiente acolhedor. Os pratos e massas frescas trazem inspiração de diferentes regiões da Itália. Para começar a refeição, experimente o Gnocchi Fritti di Manioca (R$64), um gnocchi de mandioquinha dourado recheado com rabada e finalizado com queijo pecorino. Dos principais, a sugestão é o Gnocchi de mandioquinha com ragu de rabada e mini agrião (R$94).

Rua Vitório Fasano, 49 – Jardim Paulista, São Paulo – Telefone: (11) 96481-7877 | Horário de funcionamento: segunda das 12h às 15h e das 19h às 23h, terça a quinta das 12h às 15h e das 19h à 0h, sábado das 12h às 17h e das 19h às 0h, domingo das 12h às 17h e das 19h às 22h | @piccinicucina.

Belô Restaurante

Rabada, tucupi e mandioca.

O restaurante, recém inaugurado nos Jardins, traz as raízes mineiras da chef Andreza Luisa com um toque de modernidade e delicadeza. A casa funciona todos os dias e é possível encontrar sugestões para todas as ocasiões, do brunch ao jantar. O menu oferece uma releitura da clássica rabada: a Rabada, Tucupi e Mandioca (R$92), que leva mandioca cremosa, hollandaise de tucupi, salada de folhas amargas e rabada prensada.

Rua Padre João Manoel, 881 – Jardins, São Paulo – Telefone: (11) 95321-2347 | Horário de funcionamento: segunda a sábado das 9h às 17h45 e das 19h à 0h, domingo das 9h às 20h | @belorestaurantesp.

Esquina do Souza

Rabada com polenta e agrião. Foto: Paulo Naciff.

Eleito o melhor boteco de São Paulo pela revista Veja em 2021, a Esquina do Souza tem um cardápio de comidinhas clássicas. Vale provar o Lá de Casa (R$70), uma rabada com polenta e agrião servida aos domingos e feriados. Para acompanhar, além das famosas – e caprichadas – caipirinhas, tem chope Brahma Claro (R$11,90) ou o Brahma Black (R$15).

Vila Leopoldina: Rua Carneiro da Silva, 185 – Telefone: (11) 3641-4759 | Horário de funcionamento: terça a sexta das 17h às 23h30; sábado das 12h às 23h30 e domingos e feriados das 12h às 18h |@esquinadosouza.

Pompeia: Rua Coronel Melo de Oliveira, 1066 – Telefone: (11) 2538-1861 | Horário de funcionamento: terça a sexta das 17h às 23h30; sábado das 12h às 23h30 e domingos e feriados das 12h às 18h | @esquinadosouza.

Bar Original

Rabada com polenta.

Inaugurado há quase três décadas, o Original inspirou toda uma geração de bares. Isso se deve em parte ao chope, que acumula prêmios em publicações especializadas. Além dos tradicionais Claro (R$12) e Black (R$13), há como opção o artesanal Session IPA (R$20, com 240ml). No almoço de sexta-feira, a casa serve a tradicional Rabada com Polenta (R$75), servida quase desmanchando de tão macia com polenta cremosa e uma generosa camada de agrião por cima.

Rua Graúna, 137 – Moema, São Paulo – Telefone: (11) 2299-5336 | Horário de funcionamento: segunda a quarta das 17h à 0h, quinta das 17h à 1h, sexta das 12h às 2h, sábado das 12h às 2h e domingo das 12h às 19h | @baroriginal.

Nonna Rosa

Comandado pelo chef Gabriel Marques, o restaurante tem ambiente intimista, perfeito para um almoço ou jantar a dois. O menu reúne receitas clássicas e criações da casa, como o Casarecce alla Coda di Bue (R$89), uma massa grano duro com ragu de rabada feita na cerveja preta e servida com flocos de milho crocante.

Rua Padre João Manuel, 950 – Jardim Paulista, São Paulo – Telefone: (11) 2369-5542 | Horário de funcionamento: segunda a quarta das 12h às 16h e 19h às 23h, quinta e sexta das 12h às 16h e 19h à 0h, sábado das 12h à 0h e domingo das 12h às 17h | @osterianonnarosa.

(Fonte: Com Ligia Prestes Fernandes/Comida Mídia)

Série Hóspede leva obras de Mônica Coster e Estela Sokol à Casa Museu Ema Klabin

São Paulo, por Kleber Patricio

Natureza morta com flores, frutas e cachorro, Séc. XVII. 1677. Abraham Brueghel. Foto: Arquivo Coleção Ema Klabin.

De 28 de setembro a 20 de outubro, a Casa Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, recebe duas novas edições da série de arte contemporânea Hóspede, com curadoria de Gilberto Mariotti. Serão expostos trabalhos das artistas Mônica Coster e Estela Sokol, em diálogo com as obras ‘Natureza Morta com Flores, Frutos e Cachorro’, de Abraham Brueghel (séc. XVII) e ‘No Campo (à La Campagne)’ e ‘Noivos com Trenó e Galo Vermelho’, de Marc Chagall (séc XX), que pertencem à Coleção Ema Klabin.

Desde 2015, a série Hóspede convida artistas contemporâneos a expor suas obras na casa museu, propondo uma relação entre trabalho hospedado e obra anfitriã. A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados e uma importante coleção que abrange 35 séculos de arte e cultura.

Sobre as obras:

Ordenha (2024) de Mônica Coster

A obra estará no pátio interno da Casa Museu Ema Klabin em diálogo com o quadro ‘Natureza Morta com Flores, Frutos e Cachorro’ (1677) de Abraham Brueghel, exposto na sala de jantar. A escultura, composta de cerâmica e ferro, remete à teta de uma vaca e ficará constantemente gotejando leite, simulando uma ordenha. Doutoranda em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Mônica Coster reflete sobre a alimentação humana e o consumo de produtos animais, destacando a desconexão entre os consumidores urbanos e a origem dos alimentos. A artista é ganhadora do I Prêmio Vozes Agudas para mulheres artistas.

Alvorada (2011) de Estela Sokol

Esta obra será exposta no salão da casa, em interação com as obras ‘No Campo (à La Campagne)’ (1925) e ‘Noivos com Trenó’ e ‘Galo Vermelho’ (1957) de Marc Chagall, que ficam na sala de música, ao lado do salão. Estela Sokol centra sua pesquisa em cor e luz transformando materiais para aproximar o raciocínio pictórico de esculturas e objetos.

Ao lado das obras hospedadas, um texto de Gilberto Mariotti, curador da série Hóspede, explica a relação entre as criações contemporâneas das artistas Mônica Coster e Estela Sokol e as obras de Abraham Brueghel e Marc Chagall.

Sobre as artistas:

Mônica Coster (1995) é artista visual com foco em processos de digestão e decomposição, explorando o interior digestivo humano e suas conexões biossociais com a comida. Cerâmica, alimentos e materiais vivos são elementos recorrentes em sua produção. Doutoranda em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com mestrado em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e graduação em Escultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou intercâmbio na Universidade de Málaga estudando cerâmica contemporânea. Atualmente, é professora substituta no Instituto de Artes/UERJ. Premiada pelo I Prêmio Vozes Agudas para mulheres artistas. Realizou a exposição individual Fábrica Ruminante na Galeria Asfalto (RJ) em 2024 e participou de diversas exposições coletivas, incluindo Siete Performances, o nueve, na Galeria Isabel Hurley, Málaga, Espanha, e Abre Alas 18, na Galeria A Gentil Carioca (RJ/SP).

Estela Sokol (1979) é uma artista que centra sua pesquisa em cor e luz, transformando materiais para aproximar o raciocínio pictórico de esculturas e objetos. Utiliza uma variedade de materiais, como cera de abelha, resina, espuma, pigmento, pedra, parafina, concreto, latão, madeira, cobre, grafite, tecidos e plásticos diversos e cerâmica. Combina esses materiais com procedimentos e técnicas de pintura como encáustica, tingimento, veladuras, spray e esmaltes, buscando um novo estatuto para a cor. As nuances e mudanças de tonalidade são características recorrentes em seus trabalhos, especialmente em arte pública e intervenções na natureza, bem como em pinturas sem o uso de tinta. Nessas obras, manipula folhas de plástico, feltros, tecidos fotoluminescentes e outros materiais sintéticos, criando novas matizes por meio da sobreposição de camadas de materiais industriais que, esticados sobre chassis de madeira, dialogam com a tradição da pintura e a história da arte.

Sobre a Casa Museu Ema Klabin

Casa Museu Ema Klabin. Foto: Nelson Kon.

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

Acesse o site e redes sociais:

Site: https://emaklabin.org.br

Instagram: @emaklabin

YouTube: https://www.youtube.com/c/CasaMuseuEmaKlabin

Google Arts & Culture: https://artsandculture.google.com/partner/fundacao- ema-klabin

Facebook: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Linkedin: https://www.linkedin.com/company/emaklabin/?originalSubdomain=br

Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU

*Como em todos os eventos gratuitos, a Casa Museu Ema Klabin convida quem aprecia e pode contribuir para a manutenção das atividades a apoiar com uma doação voluntária via pix: 51204196000177.

Serviço:

Hóspede com Mônica Coster e Estela Sokol

Curadoria Gilberto Mariotti

Período: 28/9/2024 a 20/10/2024 | De quarta-feira a domingo, das 11h às 17h

Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo

(Fonte: Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação Integrada)