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Paolla Soneghetti estreia como protagonista na ópera Rusalka no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Noelia Pirsic.

A cantora Paolla Soneghetti, que vem se destacando na cena lírica internacional, fará sua estreia como protagonista em uma produção de ópera no Brasil interpretando o papel-título de ‘Rusalka’, obra de Antonín Dvořák, em montagem dirigida por André Heller-Lopes, com regência do maestro Luiz Fernando Malheiro. O espetáculo será apresentado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Paolla subirá ao palco na récita principal do dia 22 de novembro, em horário nobre. Antes disso, a jovem participará de um ensaio geral aberto ao público no dia 13, como parte de um projeto voltado para escolas.

Com um papel que demanda não apenas domínio técnico, mas também uma ‘cor’ de voz de específica, a jovem cantora, Paolla, que atualmente cursa a pós-graduação em Ópera no Instituto Superior de Artes do Teatro Colón de Buenos Aires, destaca-se por sua trajetória ascendente.

Este ano, a soprano lírico debutou no Colón, durante a gala ‘Ópera en Zapatillas’, e participou também da gala lírica ‘Puccini 100’ no Teatro Coliseo. Sua estreia como Rusalka marca o início de uma nova fase em sua carreira, que já promete se consolidar como uma das vozes emergentes da ópera internacional. “Para mim está sendo uma grande honra poder interpretar este papel no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que além de ser o teatro de ópera mais importante do Brasil, é um lugar reconhecido por toda a América Latina, onde passaram grandes nomes”, conta Paolla.

Para a cantora, é um privilégio poder fazer este personagem em sua terra natal, Rio de Janeiro, cercada pessoas queridas: “Eu acredito que a Rusalka, não só por sua beleza, mas também por sua especificidade e grau de dificuldade técnica é a coroação de um processo de muitos anos de estudo e dedicação. É um momento único, um divisor de águas na minha vida pessoal e profissional”, finaliza.

Rusalka é uma ópera em três atos, com música de Antonín Dvořák e libreto em tcheco de Jaroslav Kvapil, originalmente concebida para a Ópera de Tenerife, na Espanha. A obra flerta com o romantismo alemão ao explorar crises existenciais, além de trazer um toque contemporâneo sob a direção de Heller-Lopes.

Ficha Técnica:

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Cenografia: Renato Theobaldo

Iluminação: Gonzalo Córdoba

Figurinos: Marcelo Marques

Concepção e Direção Cênica: André Heller- Lopes

Direção Musical e Regência: Luiz Fernando Malheiro

Direção Artística TMRJ: Eric Herrero. 

Serviço:

Rusalka, de Antonín Dvořák

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Datas: 14/11 (estreia), 16/11 e 22/11 – 19h, 24/11 – 17h

Projeto Escola – 13/11 às 14h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro

Duração: 2h30 + intervalo

Classificação: 12 anos

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$80,00

Balcão Superior e Lateral – R$50,00

Galeria Central e Lateral– R$20,00

Ingressos no site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro a partir do dia 5 de novembro, às 14h

Haverá uma palestra gratuita no Salão Assyrio uma hora antes do início de cada espetáculo

Patrocinador Oficial Petrobras. Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Fever, Consulado Geral da República Tcheca em São Paulo, Consulado Honorário da República Tcheca no Rio de Janeiro, Compatriotas e Amigos da Tchéquia no Rio de Janeiro

Realização Institucional: Associação dos Amigos do Teatro Municipal, Fundação Teatro Municipal, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Governo do Estado do Rio de Janeiro

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal, União e Reconstrução.

(Com Fernanda Misailidis/Mis Comunicação)

Sesc Copacabana recebe imersão literária ‘Saramago e o Mundo Contemporâneo’

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Mariana Pêgas.

De 13 a 16 de novembro, o Sesc Copacabana recebe a imersão literária ‘Saramago e o Mundo Contemporâneo’, que convida o público para uma série de encontros dedicados à discussão da obra e do pensamento de José Saramago, único autor em Língua Portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura e reconhecido como um dos maiores escritores contemporâneos. O projeto inclui debate, palestra, oficina e intervenção poética e contará com tradução em Libras. A entrada é franca.

“O pensamento e a obra de José Saramago são fundamentais para a compreensão das principais questões da atualidade. Vivemos em um contexto de degradação das relações humanas, hipervalorização do capital e do consumo. Saramago consegue denunciar, com maestria, as relações de poder e a cegueira própria de uma sociedade que nega a reflexão”. afirma Dilma Mesquita, coidealizadora do projeto.

A abertura, no dia 13, será com a palestra Saramago: caminhos críticos da contemporaneidade, ministrada por Dilma Mesquita (doutora em Teoria Literária), que analisará três obras de Saramago (Ensaio sobre a Cegueira, A Caverna e O Conto da Ilha Desconhecida), explorando temas como isolamento, coletividade e o papel da criação artística.

No dia 14, a oficina de escrita criativa será conduzida por Jorge Marques, doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ. A atividade inclui uma roda de apresentações, leitura e análise de trechos de Saramago, e a produção de poemas ou micro contos pelos participantes. Com vagas limitadas, as inscrições podem ser feitas online.

Já o debate Saramago e o Mundo Contemporâneo acontecerá no dia 15 e reunirá as professoras Cinda Gonda (UFRJ), Cláudia Amorim (UERJ) e Ceila Maria (UFF) para abordar as conexões entre as obras do autor e questões contemporâneas como decolonialidade, crise das formas democráticas e precarização do trabalho.

Encerrando o ciclo, a intervenção poética Da Caverna à Ilha Desconhecida, no dia 16, será uma performance literária com fragmentos das obras A Caverna e O Conto da Ilha Desconhecida, apresentadas por Dilma Mesquita, Nando Rodrigues e Rômulo Sá.

Todos os eventos acontecerão às 15h no Sesc Copacabana. A programação é gratuita, livre para todos os públicos e com entrada franca. Os ingressos poderão ser retirados na bilheteria do Sesc, uma hora antes das atividades.

A ação é uma realização do Zona Comum de Arte Pública, com produção da Romulo Sa Arte e Cultura e patrocínio do SESC-RJ, por meio do Edital Pulsar 2023/2024 de fomento à Cultura.

Serviço:

Imersão literária Saramago e o Mundo Contemporâneo
Data: 13 a 16 de novembro de 2024 | 15h
Local: Sesc Copacabana – Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)
Entrada: Franca
Atividades: Debate, oficina de escrita criativa, palestra e intervenção poética
Classificação etária: Livre
Acessibilidade: Tradução em Libras em todas as atividades

Mais informações e inscrições – Redes sociais (Instagram):

@saramago.mundocontemporaneo

@zonacomum.publica

E-mail para informações:zonacomum.publica@gmail.com.

(Com Marcela Canero/Aspas Comunicação)

HQ: Turma do Gabi faz 50 anos

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Imagens: Moacir Torres.

No mês de dezembro de 1974, o cartunista e escritor Moacir Torres teve um sonho com o Gabi e com o cãozinho Fred; um sonho onde eles faziam parte de algo maior, tinha eles no Circo, na TV e em muitas outras situações e, logo de manhã, Moacir começou a dar forma e vida ao Gabi e seu cãozinho. Suas primeiras tirinhas em quadrinhos foram publicadas no Jornal Diário de Bauru em 1975 e, depois, em dezenas de outros jornais do Brasil. Já em 1976 era lançada na região do ABC a primeira revistinha em quadrinhos da Turma do Gabi.

Com o tempo, novos personagens foram criados, como Serginho Bacana, Geninha, Lorenço, Malucats, Palhaço Piruquinha, Ciganinha Esmeralda, Bina, Tiãozin e muitos outros. E a turma não parou de ter novos amigos. Depois disso, o cartunista Moacir Torres começou a publicar ilustrações com a Turma no suplemento infantil Diarinho, do Jornal Diário do Grande ABC; nesse mesmo ano de 1984, começou a ilustrar o suplemento infantil Diário Criança do jornal Diário Popular de SP, Jornal de Piracicaba e o Jornalzinho do jornal República, de Itu, ficando por dez anos publicando as ilustrações da Turma no Diário Popular de SP.

No ano de 1994 saiu pela Editora Escala a primeira revista de atividades Gabimania, com brincadeiras, desenhos para colorir e passatempos da Turma do Gabi. Posteriormente, foram lançadas as revistas Atividades do Gabi, Turma do Bacana, Rabisco Legal, As Maluquinhas, Turma do Lorenço, Revista em quadrinhos da Turma do Gabi e muitas outras publicações do universo da Turma.

Durante esses anos, foram feitas animações, dezenas de livros infantis e novas revistas em quadrinhos foram publicados, além dos vídeos que mostram Moacir Torres desenhando a turminha no Youtube. (www.youtube.com/emtbrasil). Nesses 50 anos a Turma do Gabi fez e continua fazendo muito sucesso entre as crianças.

Para quem quiser saber mais sobre a turminha, é só colocar no site de busca do Google Turma do Gabi que aparecerão centenas de imagens dos nossos pequenos heróis do bem.

(Com Moacir Torres)

Estudo detecta novo tipo de hantavírus em morcegos em reserva ecológica na Paraíba

Paraíba, por Kleber Patricio

Coleta de novos morcegos na área deve avaliar a prevalência do vírus e possibilitar seu sequenciamento genômico completo. Foto: Patricio Rocha/Acervo pesquisadores.

Um novo vírus da família Hantaviridae, detectado em morcegos, foi identificado em espécies localizadas na Mata Atlântica brasileira. A descoberta pode ajudar na prevenção e no controle das infecções conhecidas como hantaviroses. A pesquisa, da Fundação Oswaldo Cruz em parceria com as universidades federais do Rio de Janeiro e da Paraíba, foi publicada na quarta (6) em artigo na revista científica ‘Memórias do Instituto Oswaldo Cruz’. O hantavírus identificado na espécie morcego-de-cauda-curta de Seba (Carollia perspicillata) na Mata Atlântica, provisoriamente chamado de vírus Mamanguape, é um achado inédito no bioma da Mata Atlântica.

Para a identificação genômica da espécie, foram analisadas quase 100 amostras de tecido pulmonar e renal de morcegos capturados na Reserva Biológica de Guaribas, na Paraíba, uma unidade de conservação da Mata Atlântica. Os pesquisadores concluíram que o vírus Mamanguape tem divergências genéticas significativas em relação a outros vírus identificados em morcegos e roedores silvestres, o que provavelmente representa uma nova linhagem de hantavírus.

O estudo alerta para a importância de ampliar os estudos sobre hantavírus transmitidos por morcegos, especialmente na Mata Atlântica, que abriga mais de 60% da população destes mamíferos no Brasil e engloba as principais metrópoles do país. A circulação desses vírus em morcegos associada a fatores como a crescente interação destes animais com o homem e os animais domésticos por alterações ambientais que levam à perda do seu habitat natural podem aumentar a vulnerabilidade da população às hantaviroses.

Hoje, duas doenças se enquadram como hantaviroses: a síndrome cardiopulmonar por hantavírus nas Américas e a febre hemorrágica com síndrome renal na Eurásia. Elas podem variar de doenças febris até quadros mais severos, como a insuficiência respiratória grave, chegando a 70% de letalidade em algumas regiões. “Embora as infecções humanas estejam associadas aos hantavírus transmitidos por roedores, as crescentes descobertas de novos hantavírus em morcegos, com imprevisíveis potenciais patogênicos, aumentam o risco de exposição humana ao vírus”, destaca Patrick Jesus de Souza, autor do artigo e aluno de doutorado no programa de Medicina Tropical da Fiocruz sob a orientação dos pesquisadores Renata Carvalho de Oliveira e André Santos.

De acordo com Souza, a parceria do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses da Fiocruz firmada com o Laboratório de Mamíferos (UFPB) e o Laboratório de Diversidade e Doenças Virais (UFRJ) possibilitará a investigação do novo vírus em novas amostras de morcegos da mesma área, trazendo um panorama mais atual sobre a prevalência desse vírus e a possibilidade do sequenciamento genômico completo. Isto elucidará suas relações de parentesco com outros hantavírus, inclusive os patogênicos ao homem. “A identificação genômica de um novo hantavírus possibilita o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico e até mesmo de vacinas que confiram proteção contra estes agentes, além do conhecimento acerca da diversidade viral e de hospedeiros animais, que auxiliarão a vigilância em saúde na adoção de estratégias de prevenção e controle da doença”, conclui o pesquisador da Fiocruz.

(Fonte: Agência Bori)

Espírito Santo lidera incidência de casos de malária fora da Amazônia em duas décadas, diz estudo

Espírito Santo, por Kleber Patricio

Malária é transmitida pela picada de mosquitos fêmeas do gênero Anopheles, que disseminam o parasita Plasmodium. Foto: Jim Gathany/CDC/Dr. William Collins.

Entre 2001 e 2022, os estados que estão fora da Amazônia registraram 18.633 casos de malária, com o Espírito Santo liderando em incidência – medida que avalia a frequência da doença em uma população específica. A taxa variou de 0,1 a 2,6 por 100 mil habitantes nos anos estudados. Os dados são de artigo publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical na sexta (8) por cientistas das universidades federais de Pernambuco (UFPE), de Sergipe (UFS), da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) e do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco).

Homens brancos de 20 a 39 anos e com ensino primário somaram a maioria dos casos. Porém, a taxa mais elevada de incidência foi entre a população indígena. Entre 2011 e 2022, a taxa de incidência para a população indígena foi de 26,4 por 100 mil habitantes, contra 1,3 de incidência por 100 mil habitantes para a população branca no mesmo período, por exemplo.

As informações de quantidade de casos e as características da população foram resgatadas na base do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), mantido pelo Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus). Já a escolha pela região foi motivada pelas taxas de mortalidade. Para se ter uma ideia, segundo estudos anteriores, apesar do conglomerado amazônico concentrar 99% dos casos, a letalidade fora dele pode ser até 40 vezes maior por fatores como demora no diagnóstico e falta de conhecimento dos profissionais de saúde para lidar com uma doença pouco comum nessas regiões.

Quase 14 mil casos – ou seja, três em cada quatro – foram importados de áreas endêmicas, aquelas que registram presença constante do vetor da doença, como a Amazônia. Já 1.980 casos foram autóctones; ou seja, com transmissão local. Espírito Santo, Minas Gerais e Piauí registraram maior risco para casos autóctones.

A pesquisa verificou diminuição nos casos com o passar dos anos. Porém, algumas áreas de ‘baixo risco’ – como partes de Minas Gerais, Piauí e da Bahia – evoluíram para ‘em transição’ ou até mesmo para ‘alto risco’. A incidência de malária também se manteve alta em estados do Centro-Oeste devido à proximidade com a região amazônica, apesar da redução no número de casos ao longo do período estudado.

Rosália Ramos, pesquisadora da UFPE e uma das autoras do estudo, espera que a pesquisa incentive políticas públicas voltadas ao controle da enfermidade e reforce a importância de estratégias com especificidades regionais. Em uma perspectiva mais ampla, a pesquisa também intenciona auxiliar o Plano Nacional de Eliminação da Malária até 2035, lançado há dois anos pelo Ministério da Saúde. A malária é uma doença transmitida pela picada de mosquitos fêmeas do gênero Anopheles, que são os vetores responsáveis pela disseminação do parasita Plasmodium. Somente em 2022, o Brasil registrou mais de 131 mil casos da doença.

Os cientistas agora desejam focar os estudos nos dados relacionados à mortalidade da doença. “Acreditamos que a análise aprofundada nos permitirá entender melhor os fatores que influenciam a letalidade da malária em diferentes contextos, especialmente em áreas onde o acesso a tratamentos pode ser mais limitado”. Além disso, a equipe planeja analisar outras doenças tropicais negligenciadas, como a leishmaniose e a doença de Chagas, que também afetam populações vulneráveis e, muitas vezes, recebem pouca atenção em termos de pesquisa e políticas públicas. “Nosso objetivo é contribuir para a criação de estratégias mais abrangentes de controle e prevenção que possam impactar positivamente a saúde dessas comunidades”, conclui Ramos.

(Fonte: Agência Bori)