Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Flórida em família: confira 10 atividades com custos acessíveis

Florida, por Kleber Patricio

Os destinos da Flórida oferecem inúmeras atividades gratuitas ou com custos bem acessíveis, proporcionando às famílias a oportunidade de experimentar aventura, relaxamento e cultura sem gastar muito. De acomodações econômicas a paisagens naturais, passeios com desconto a eventos gratuitos, há opções para todas as idades. Para quem planeja celebrar o Dia das Crianças viajando, o Sunshine State tem tudo para garantir diversão e belas memórias para toda a família.

Praias e caça a dentes de tubarão, Amelia Island

Prepare a família para aventuras e desafios aquáticos. Enquanto desfruta de uma brisa refrescante e de belas vistas da costa atlântica, dirija-se às praias no extremo norte de Amelia Island, que são o sonho de todo caçador de dentes de tubarão. As únicas coisas necessárias são um olhar atento, espírito explorador e uma pequena bolsa para coletar tesouros naturais. A caça aos dentes de tubarão é uma atividade popular no Fort Clinch State Park, onde a entrada custa 6 dólares por veículo.

Fábrica de chocolate Angell & Phelps, Daytona Beach

Localizada no histórico Riverfront Shops, complexo de lojas no centro de Daytona Beach, a Angell & Phelps Chocolate Factory é uma tradição local desde 1925. As famílias podem fazer um passeio autoguiado gratuito pela fábrica, observar o processo de fabricação do chocolate do início ao fim e saborear uma deliciosa amostra. Visitantes de todas as idades ficarão maravilhados com a seleção de chocolates exclusivos e outras delícias de confeitaria feitas artesanalmente todos os dias.

Ellie Schiller Homosassa Springs Wildlife State Park, Homosassa

Conhecida como a Capital Mundial do Peixe-Boi, a região de Crystal River possui diversas áreas onde os visitantes podem avistar facilmente esses adoráveis gigantes. Os peixes-boi são encontrados durante todo o ano no Ellie Schiller Homosassa Springs Wildlife State Park, nas proximidades de Homosassa. Localizado ao redor da bela nascente de Homosassa, o parque abriga animais nativos reabilitados, como jacarés, ursos negros, lobos vermelhos, cervos, flamingos e grous, além de Lu, o hipopótamo mais velho em cativeiro. Uma experiência imperdível dentro do parque é o The Fish Bowl, um observatório subaquático que oferece visões únicas de peixes-boi e cardumes de peixes. A entrada no parque custa 13 dólares para adultos, 5 dólares para crianças de 6 a 12 anos e é gratuita para menores de 5 anos.

Orlando Science Center, Orlando

Com 5 mil metros quadrados de diversão educativa para crianças e suas famílias, o Orlando Science Center é uma das principais atrações STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) de Orlando há mais de 60 anos. São quatro andares de salas de exposição interativas, laboratórios e oficinas, teatros, um observatório e experiências que mudam de acordo com as estações do ano. As crianças podem descobrir fósseis no salão de exposições DinoDigs ou desafiar seus familiares a quebrar um recorde mundial na The Science of Guinness World Records, a mais nova exposição itinerante. A entrada custa 24 dólares para adultos, 18 dólares para crianças de 2 a 11 anos e é gratuita para menores de 2 anos.

Key Lime Sailing Club and Cottages, Key Largo

O Key Lime Sailing Club and Cottages é um refúgio descontraído em Key Largo, oferecendo sol, diversão e muitas atividades gratuitas. Pranchas de stand-up paddle, bicicletas, equipamentos de pesca e de mergulho com snorkel estão à disposição dos hóspedes gratuitamente, além de descontos para passeios de veleiro, caiaque e cruzeiros ao pôr do sol. Cada chalé à beira-mar é equipado com uma pequena cozinha para que as famílias possam preparar refeições. As crianças serão transportadas para um universo subaquático cercado por murais em escala real em acomodações temáticas como o Mermaid Cottage e o Manatee Cottage. As diárias em chalés começam em 225 dólares.

Wonder Gardens, Bonita Springs

Situada entre Naples e Fort Myers, no sul da Flórida, a cidade de Bonita Springs é lar do Wonder Gardens, uma atração que combina jardim botânico e zoológico. Criado em 1936 para abrigar animais resgatados, reabilitados e incapazes de voltar à natureza, o local rapidamente se tornou um centro educativo e inspirador para a comunidade e os visitantes. O Wonder Gardens oferece caminhadas guiadas, palestras semanais sobre os habitats e encontros com animais, como tartarugas e aves. Os ingressos variam de 10 a 15 dólares por pessoa.

Sir Henry’s Haunted Trail, Plant City

Celebrando 10 anos em 2024, o Sir Henry’s Haunted Trail, em Plant City, na Flórida Central, é a atração ideal para famílias que apreciam emoção com uma dose de susto. Diferente das tradicionais casas de terror dos parques temáticos, aqui as trilhas são ambientadas ao ar livre, em uma floresta. Uma das rotas homenageia a cidade de St. Augustine com uma réplica do imponente Castillo de San Marcos e inspiração na influência paranormal da cidade, além de sua rica história. O local ainda oferece escape games, performance de atores e arremesso de machado ao alvo. Os ingressos custam a partir de 27 dólares.

Naples Botanical Garden, Naples

Aprecie a beleza natural da Flórida no Naples Botanical Garden, na cidade de Naples, um verdadeiro paraíso para famílias amantes da natureza. Este jardim botânico exibe plantas de diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Os visitantes podem explorar os habitats naturais restaurados e trilhas para caminhadas, com atividades educativas para todas as faixas etárias. A entrada custa 25 dólares para adultos, 10 dólares para crianças de 4 a 17 anos, e é gratuita para crianças de até 4 anos.

Wynwood, Miami

Se a paixão da família é explorar Miami e se encantar com cultura e arte, o bairro de Wynwood é o destino ideal. A jornada começa no Wynwood Walls, um museu que oferece uma introdução ao mundo das artes, perfeito para crianças e adultos. Os ingressos custam 12 dólares para os visitantes maiores de 12 anos. Além disso, todo o bairro é decorado com incríveis murais coloridos, tornando a caminhada pelas ruas uma experiência única e instagramável. Clique aqui para mais informações sobre viagens em família na Flórida. Os visitantes são incentivados a sempre verificar os sites das atrações para obter as atualizações mais recentes, pois alguns detalhes estão sujeitos a alterações. Para mais informações relacionadas ao turismo na Flórida, acesse o site Visit Florida em português.

Royal Springs, Suwannee County

No norte da Flórida, a meio caminho entre Jacksonville e Tallahassee, o condado de Suwannee é perfeito para férias em família, com diversas atrações ao ar livre. Uma sugestão é visitar Royal Springs, onde nascentes e pequenas cachoeiras permitem atividades como mergulho, canoagem, caiaque e boia cross.

Sobre o Visit Florida | Visit Florida é o órgão oficial de marketing de turismo do Estado do Sol e de planejamento de viagens para visitantes de todo o mundo. Como a indústria número 1 da Flórida, o turismo foi responsável por receber mais de 140,6 milhões de visitantes em 2023, o maior número de visitantes da história do Estado. O Visit Florida promove o turismo por meio de vendas, publicidade, promoções, relações públicas e serviços ao visitante e trabalha com parceiros da indústria de viagens em todo o estado. Para saber mais sobre o Visit Florida, conecte-se no LinkedIn ou acesse o site corporativo. Para inspiração sobre o Estado do Sol, siga @visitflorida no Facebook e Instagram ou visite o site oficial. Para assuntos relacionados à mídia, visite a Sala de Imprensa.

(Fonte: Com Mitsi Goulias/Aviareps)

Unicamp recebe fórum sobre Gestão Orquestral e Compromisso Social

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação – Ciddic/Unicamp.

No dia 10 de outubro de 2024, o Centro de Convenções da Unicamp será palco do Fórum Gestão orquestral e compromisso social, evento gratuito que reunirá especialistas em música de concerto para discutir os desafios e o futuro da gestão orquestral no Brasil. Organizado pelo Ciddic (Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural) em parceria com a Cocen (Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa), o evento visa refletir sobre o papel das orquestras no cenário cultural brasileiro abordando questões como inovação, compromisso social e as demandas específicas de produção pós-pandemia. É uma oportunidade para músicos, gestores e o público se aprofundarem nas particularidades e nas responsabilidades de manter viva a tradição orquestral.

Criado em 2015, o Fórum já é referência no meio acadêmico e artístico, sendo um espaço de diálogo entre os bastidores e o palco da música clássica. O Fórum contará com mesas-redondas ao longo do dia com a presença de importantes convidados do meio da música de concerto, os quais estarão participando como debatedores e mediadores. A primeira mesa, às 9h15, discutirá os ‘Caminhos da Música Contemporânea nos Concertos Sinfônicos’, abordando como compositores e intérpretes têm lidado com as novas demandas de um público em transformação. À tarde, temas como a carreira de músicos em orquestras sinfônicas e o impacto da curadoria artística nos espaços de espetáculo serão explorados. Além de discussões teóricas, o evento também terá um foco prático, com sugestões de políticas culturais e estratégias para ampliar o acesso e a visibilidade das orquestras no Brasil.

Para garantir a participação no Fórum e o certificado, faça sua inscrição online. A programação completa oferece um panorama único do cenário orquestral brasileiro, sendo uma chance valiosa para estudantes, profissionais e interessados em música clássica e em sua gestão.

Serviço:

Fórum Gestão Orquestral e Compromisso Social

Quando: 10 de outubro de 2024, das 09h às 17h

Onde: Centro de Convenções da Unicamp | Avenida Érico Veríssimo, 500 Cidade Universitária Zeferino Vaz, Campinas, SP

Evento gratuito

Inscrição: clique aqui para se inscrever [link por extenso: https://extecult.proec.unicamp.br/evento/32/inscrito/novo]

Lembrete: Somente com a participação presencial haverá certificado.

Sobre o Fórum Gestão Orquestral e Compromisso Social

O Fórum Gestão Orquestral e Compromisso Social foi um evento em três edições criado em 2015 que se tornou referência no mundo da música de concerto. Os eventos reuniram na Unicamp grandes personalidades dos palcos e do backstage da música clássica para discussões sobre melhorias e esclarecimentos sobre o setor cultural brasileiro, principalmente no que diz respeito às orquestras regionais. Em 2024, o Ciddic e a Orquestra Sinfônica da Unicamp, em parceria com a equipe dos Fóruns Permanentes, retomam a organização do Fórum trazendo novas vozes e ideias atualizadas sobre o ecossistema da música de concerto brasileira em um contexto pós-pandemia com a missão de continuar a educar e conscientizar o público sobre as necessidades e os desafios da produção musical no Brasil.

Organizadores: Pesq. Dr.Tadeu Taffarello (Unicamp); Dra. Cinthia Pinheiro Alireti (Unicamp); Prof. Dr. Igor Leão Maia (UFMG); Prof. Dr. Abel Rocha (Unesp).

PROGRAMAÇÃO

10/10/2024 

9h – Abertura

9h15 – Mesa 1: Criadores e Intérpretes: caminhos da música contemporânea nos concertos sinfônicos

Paulo Zuben, compositor, diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura e autor do livro Ouvir o Som

Guilherme Bernstein, compositor e regente, Prof. Dr. de Regência, diretor artístico da Orquestra da UNIRIO

Dra. Cinthia Alireti, regente e diretora artística da Orquestra Sinfônica da Unicamp

Moderador: Prof. Dr. Igor Leão Maia, compositor e regente, professor adjunto da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, doutor em composição musical pelo King ‘s College London

10h30 – Coffee Break

10h45 – Mesa II: Novas Vozes na produção e gestão da música de concerto brasileira

Gisely Nascimento, Idealizadora e gestora do Projeto COB – Conectando Orquestras Brasileiras.

Victor Lessa, produtor cultural, diretor-executivo da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e coidealizador do EMIN – Encontro Musical de Indaiatuba

Maestra Natalia de Souzas Laranjeira, diretora artística da Camerata Filarmônica de Indaiatuba e idealizadora do FeCam – Festival Camerata

Raquel Rosa (Osesp)

Moderador: Nelson Kunze, diretor da Revista Concerto

12h – Almoço

14h – Mesa 3: A carreira do músico nas orquestras sinfônicas.

Maestro Wanilton Mahfuz, diretor executivo da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, Regente e produtor do Coral e Orquestra Chácara Primavera

Dr. Paulo de Paula. Fundador, diretor artístico e regente da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, idealizador e diretor artístico do EMIn – Encontro Musical de Indaiatuba

Eduardo Freitas, clarinetista da Orquestra Sinfônica da Unicamp e da Orquestra Rock, idealizador do Projeto Requinta Brasil

Dr. Ricardo Bologna, percussionista da Osesp, regente titular e diretor artístico da OCAM, diretor artístico do Percorso Ensemble

Moderador: Prof. Dr. Abel Rocha, diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Santo André, professor de Regência e Ópera do IA Unesp, coordenador do programa de extensão ‘Fábrica de Óperas – Unesp’, diretor artístico da Oficina de Música de Curitiba

15h15 – Coffee Break

15h30 – Mesa 4: Caminhos da Música de Concerto aos espaços de espetáculo: curadoria, desafios e repercussão

Prof. Dr. Luciano Camargo – professor de regência e canto coral do Instituto de Artes da Unesp; regente do Coro Acadêmico da Unesp; fundador e diretor artístico honorário da Orquestra Acadêmica de São Paulo/Uniopera

Maestro Eduardo Pereira, diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica de Sorocaba, diretor artístico da Banda Sinfônica do Exército Brasileiro, curador musical da série ‘A OSB do Brasil’ da Orquestra Sinfônica Brasileira e CEO da Life Concert Entretenimento

Dr. Ricardo Bologna, percussionista da Osesp, regente titular e diretor artístico da OCAM, diretor artístico do Percorso Ensemble

Guilherme Bernstein, compositor e regente, Pr. Dr. de Regência, diretor artístico da Orquestra da Unirio

Moderador: Prof. Dr. Abel Rocha, diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Santo André, professor de Regência e Ópera do IA Unesp, coordenador do programa de extensão ‘Fábrica de Óperas – Unesp’, diretor artístico da Oficina de Música de Curitiba.

17h – Encerramento.

(Fonte: Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural/Unicamp)

Três novas exposições são inauguradas no Inhotim em outubro com Pipilotti Rist, Rebeca Carapiá e Rivane Neuenschwander

Brumadinho, por Kleber Patricio

Pipilotti Rist. Foto: Keystone Anthony Anex.

A partir de 19 de outubro, sábado, o Instituto Inhotim recebe três novas exposições que destacam o trabalho das artistas Pipilotti Rist, com a exibição da instalação imersiva Homo sapiens sapiens (2005), a obra comissionada Apenas depois da chuva (2024), de Rebeca Carapiá, e a individual Tangolomango (2024), de Rivane Neuenschwander. Cada uma das mostras oferece uma visão única sobre relações entre arte, natureza, corpo e política, a partir de repertórios distintos da arte contemporânea, eixos basilares do programa artístico do Inhotim, que tem a criação como foco de sua atuação. Por meio de exposições e projetos de longa duração, o acervo artístico do Inhotim ganha ênfase, ao passo em que novos nomes são integrados, com comissionamentos e mostras inéditas. “Inhotim é um museu que rearticula e atualiza constantemente seu acervo de arte por meio da criação, junto a artistas, de experiências imersivas que singularizam cada visita”, diz Júlia Rebouças, diretora artística do Inhotim.

Na sequência da inauguração dos projetos, programas públicos desenvolvidos pela colaboração das curadorias de Arte, Educação e Natureza ativam as exposições e obras no curso de sua exibição. “Nesta segunda inauguração de 2024, convocamos três artistas de inconteste contribuição para a produção contemporânea e forte conexão com o projeto curatorial do Inhotim. A começar pela obra de Pipilotti Rist, que foi filmada no Inhotim há 20 anos, mas somente agora será apresentada no museu. Rivane Neuenschwander também é uma artista que perpassa o acervo, com uma obra em permanente exibição, cuja presença é amplificada por uma mostra individual inédita. Rebeca Carapiá, por sua vez, participou de exposições coletivas ao longo de 2023, mas neste momento apresenta uma obra desenvolvida no museu, em colaboração com suas equipes”, complementa Júlia Rebouças.

Imagem de Homo sapiens sapiens (2005), de Pipolotti Rist. Foto: cortesia de Atelier Rist GmbH.

A artista suíça Pipilotti Rist, uma das principais referências do vídeo no mundo, ocupa a Galeria Fonte do Inhotim com a obra imersiva Homo sapiens sapiens (2005). Reconhecida por suas instalações com vídeos e filmes que transformam espaços expositivos em experiências sensoriais e poéticas, a artista oferece ao público uma nova perspectiva sobre a interseção entre gêneros, o corpo humano, a natureza e o cosmos. Homo sapiens sapiens, filmada nos jardins do Inhotim, foi originalmente apresentada na Bienal de Veneza de 2005 e é exibida agora no museu adaptada para as características únicas da Galeria Fonte. Nesta montagem, as imagens do vídeo tomam o teto da galeria e os visitantes percorrem espaços sinuosos de cor e texturas podendo se acomodar em camas, pufes e tapetes para assistir e participar da obra. Nos trabalhos de Rist, para além da força das imagens e dos ambientes, a música é um elemento essencial. Nesta obra, a composição homônima Homo sapiens sapiens é assinada por Pipilotti Rist e Anders Guggisberg. Com curadoria de Douglas de Freitas, curador coordenador do Inhotim, e Lucas Menezes, curador assistente, a montagem dessa obra de Pipilotti Rist proporciona uma experiência que questiona e celebra a conexão entre o indivíduo e o universo, refletindo sobre temas como fantasia, sonho, humor e desejo.

Esta instalação de Homo sapiens sapiens no Inhotim conta com a Vale como mantenedora master, com o patrocínio ouro do Supernosso, patrocínio prata da C6Bank, e apoio da Pro Helvetia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Uma realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Rivane Neuenschwander. Foto: Jochen Volz.

Na Galeria Mata, Rivane Neuenschwander mostra porque é uma das vozes mais importantes da arte contemporânea brasileira, ao apresentar a individual Tangolomango (2024). Com trabalhos em diversas linguagens, como pintura, fotografia, instalação e vídeo, a exposição reúne obras de diferentes décadas que se atualizam nas pesquisas mais recentes da artista, ao lidar com questões relativas à infância, história, ecologia e política. A partir de uma abordagem sempre interseccionada, tais temas são discutidos em obras que evocam imagens e imaginários numa apresentação tão forte quanto poética. Na panorâmica Tangolomango, que tem curadoria da diretora artística do Inhotim Júlia Rebouças e dos curadores coordenadores Beatriz Lemos e Douglas de Freitas, são apresentadas obras de vários momentos de sua produção, tais como: V.G.T. (Ame-o ou deixe-o) (2023), J.B. (Piracema: uma transa pós- amazônica) (2023), Trôpego Trópico (2022), Eu sou uma arara (2022), O Alienista (2019), Alegoria do Medo (2018), Caça ao fantasma (2018), (WAR) (2017), Cabra-cega (2016), Zé Carioca e seus amigos (2005) e Andando em Círculos (2000).

No acervo do Inhotim, Rivane Neuenschwander apresenta desde 2009 Continente/Nuvem (2008), instalada numa casa que preserva parte importante da história do Inhotim em seu território. Datada de 1874, ela é uma das construções mais antigas da região, remanescente da fazenda que existia no terreno onde hoje funciona o museu.

Imagem da obra Eu sou uma arara (2022), de Rivane Neunschwander e Mariana Lacerda.

Tangolomango conta com a Vale como mantenedora master e com o patrocínio ouro da CBMM, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Uma realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Comissionada pelo Inhotim, Apenas depois da chuva (2024), de Rebeca Carapiá, é uma instalação escultórica composta de 20 peças com cerca de cinco metros cada exibida no lago próximo à Galeria Mata e à Galeria True Rouge, de Tunga, paisagem de destaque do museu e jardim botânico. Nascida em Salvador (BA), a artista é reconhecida por suas esculturas em ferro e cobre que revelam uma linguagem única e poética. A nova obra no Inhotim, fruto de uma imersão na Serra da Capivara, no Piauí, reflete sobre a relação entre a água e o território, explorando a abstrata ‘escrita’ encontrada nos seus desenhos e esculturas. Durante os dias da viagem de pesquisa, Carapiá desenvolveu desenhos que compõem Apenas depois da chuva. A instalação, com curadoria de Beatriz Lemos, curadora coordenadora, e Deri Andrade, curador assistente, fica em exibição por tempo indeterminado e é uma continuação da pesquisa de Rebeca Carapiá sobre a interação entre elementos naturais e escultóricos, formas e paisagens. Nesta obra, a artista parte para trabalhar com uma nova escala, mais monumental, a partir de um processo de experimentação que foi viabilizado por sua parceria técnica com as equipes de produção, ateliê e serralheira do Inhotim. De forma inédita no processo artístico de Carapiá, as 20 peças foram confeccionadas em colaboração entre ela e a equipe de Gabriel Silva Santiago, que coordenou a serralharia da instituição.

Apenas depois da chuva conta com a Vale como mantenedora master por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Uma realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

SOBRE AS ARTISTAS 

Pipilotti Rist (Grabs, Suíça, 1962) é uma artista suíça reconhecida internacionalmente por suas videoinstalações imersivas e experimentais. Atuante desde a década de 1980, Rist é uma referência para as discussões sobre gênero e feminismo. Seu trabalho muitas vezes transforma a arquitetura e o ambiente de galerias, comumente associados a um ‘cubo branco’, em experiências sensoriais táteis, visuais e auditivas. Suas instalações e conceitos expositivos são expansivos, encontrando na mente, nos sentidos e no corpo a possibilidade de infinitas descobertas e invenções poéticas. Homo sapiens sapiens (2005), filmada nos jardins do Inhotim, foi apresentada pela primeira vez na Bienal de Veneza de 2005, quando Rist foi representante oficial da Suíça.

Rebeca Carapiá. Foto: Ana Clara Martins.

Rebeca Carapiá (Salvador, BA, 1988) é artista e pesquisadora interessada pelas relações produzidas entre a linguagem, o encontro, o conflito, a geografia e suas narrativas. Em sua prática, cria e organiza um conjunto de reflexões em diferentes plataformas de exibição, formação e experimentação artística. Por meio de esculturas, cobre sobre tela, desenhos, instalações, gravuras, textos e objetos, sua pesquisa busca criar uma cosmologia em torno das materialidades e da pesquisa, além de ampliar um debate geopolítico que envolve memória, racismo ambiental, economias da precariedade, tecnologias ancestrais, dissidências sexuais e de gênero e as relações de poder entre o discurso e a palavra.

Rivane Neuenschwander (Belo Horizonte, MG, 1967), desde os anos 1990, elege como material de sua produção elementos das trocas sociais, das lembranças ou do consumo. Em suas instalações, Neuenschwander traduz o caráter intercomunicante dos sistemas vivos. Em desenhos, pinturas, tapeçarias e vídeos, a artista opera o cruzamento de seu repertório plástico com a ciência, a história e a psicanálise, a linguística e a literatura, de modo a articular assuntos prementes da política contemporânea. Acoplando a ação e a presença de corpos humanos e inumanos que participam da elaboração formal a substratos conceituais, a obra de Rivane inclui os grupos que levaram à forma que os trabalhos adquirem. O outro é sempre pressuposto na estrutura e na execução dos trabalhos, e o cuidado com a forma implica sempre o cuidado com o público.

CURADORIA DE ARTE DO INSTITUTO INHOTIM

Júlia Rebouças, diretora artística

Beatriz Lemos, curadora coordenadora

Douglas de Freitas, curador coordenador

Marilia Loureiro, curadora

Deri Andrade, curador assistente

Lucas Menezes, curador assistente

Varusa, assistente curatorial.

Serviço:

A partir de 19 de outubro de 2024, sábado, no Instituto Inhotim

Homo sapiens sapiens (2005), de Pipilotti Rist

Galeria Fonte

Em exibição até 2026

Classificação indicativa [12]

20’52”

Tangolomango, de Rivane Neuenschwander

Galeria Mata

Em exibição até 2026

Apenas depois da chuva (2024), de Rebeca Carapiá

Instalação no lago True Rouge

INFORMAÇÕES GERAIS

HORÁRIOS DE VISITAÇÃO

De quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30. Nos meses de janeiro e julho, o Inhotim abre também às terças-feiras.

ENTRADA 

Inteira: R$50,00 | Meia-entrada*: R$25,00. *Veja as regras de meia-entrada no site www.inhotim.org.br/visite/ingressos

ENTRADA GRATUITA

Inhotim Gratuito: acesse o guia especial sobre a gratuidade no Inhotim. Moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim; Amigos do Inhotim e crianças de 0 a 5 anos não pagam entrada

Quarta Gratuita Inhotim: todas as quartas-feiras são gratuitas

Domingo Gratuito Inhotim B3: último domingo do mês é gratuito.

LOCALIZAÇÃO 

O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP. Também é possível chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na entrada para o Retiro do Chalé.

INHOTIM LOJA DESIGN 

A loja do Inhotim, localizada na entrada do parque, oferece itens de decoração, utilitários, livros, brinquedos, peças de cerâmica, vasos, plantas e produtos da culinária típica regional. É possível adquirir os produtos também na loja online.

GASTRONOMIA 

O Inhotim oferece aos visitantes diferentes opções para alimentação. No tradicional Restaurante Tamboril, o público encontra um ambiente integrado aos jardins e ao acervo de arte contemporânea, com um cardápio a preço fixo, extensa carta de vinhos, além de uma mesa de sobremesas com doces diversos. Já o Restaurante Oiticica, localizado próximo à obra Invenção da cor, penetrável Magic Square #5, De Luxe (1977), de Hélio Oiticica, traz refeições self-service a quilo, com menu que inclui saladas e opções de caçarolas quentes. O Café das Flores, situado próximo à recepção do Inhotim, oferece em seu cardápio o clássico pão de queijo mineiro, além de opções de lanches, bolos e café. Mais opções de cafés, lanches rápidos, hambúrgueres e sobremesas são servidas nas imediações da Galeria True Rouge pelo OOP Café, na Galeria Miguel Rio Branco pelo Bayo, e na Galeria Galpão com a hamburgueria Hack. Completam as opções de alimentação no Inhotim a Casa de Sucos e a Pizzaria do Teatro.

O Inhotim tem a Vale como mantenedora master; a Cemig como parceira estratégica; Shell, Itaú e B3 como patrocinadores master e conta com o patrocínio ouro do Santander, da Volvo, do Supernosso e da CBMM. Os patrocínios são viabilizados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

(Fonte: Com Amanda Viana/Instituto Inhotim)

[TRANSE – Ato 1]: revelando a mesquinhez e a covardia de um burguês em decadência, peça estreia dia 3 de outubro no Sesc Belenzinho

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Ana Zumas.

Em pleno ABC Paulista, palco de conquistas operárias e da esquerda, conhecemos a trajetória decadente de um pequeno burguês em TRANSE – Ato 1, estrelado por Salloma Salomão e escrito e dirigido por Marcio Castro. O espetáculo tem uma temporada no Sesc Belenzinho entre 3 de outubro e 3 de novembro.

A peça foi lida em um ciclo de leituras dramáticas e publicada em livro em 2018 e 2019, na capital e região do ABC – a obra, inclusive, foi distribuída nas cidades angolanas de Luanda, Cazenga e Benguela por meio do intercâmbio cultural Brasil/Angola –Projeto Raízes. Em 2024, o projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo de Santo André e fez uma abertura de processo nesta cidade.

A montagem faz parte do Projeto TRANSE, que também conta com um Ateliê Aberto de Criação, no qual os artistas revelam aspectos do processo criativo ao longo de quatro oficinas de direção e dramaturgia, cenografia, figurino e dramaturgias musicais. As atividades ocorrem no Sesc Belenzinho no mesmo período em que a peça fica em cartaz por lá.

A trama narra a história de Ricardo, um pequeno burguês decadente de Santo André, herdeiro de diretores da General Electric. Ao levar um tiro, o personagem revive em flashback sua ignóbil vida. A covardia e mesquinhez desse homem são desnudadas a partir de imagens e lembranças reais de movimentos de esquerda e de imagens de Paulo Martins, personagem do filme ‘Terra em Transe’ (1967), de Glauber Rocha.

Em cena, Ricardo é visto através de uma janela, uma grande estrutura cênica móvel que gira no palco ao longo do espetáculo sugerindo mudanças de perspectiva e ângulos, além de provocar o voyeurismo do espectador. Permeado por um narrador disparador de cenas e contrarregras, que seriam seus empregados (e que agem também como fantasmas de sua cabeça), a montagem conta com uma trilha sonora tocada ao vivo, que favorece esse transe do protagonista. “A estrutura técnica do trabalho é erigida por meio de refletores expostos em tripés, sistemas de som aparentes e a presença dos técnicos de frente para o público. A cenografia é modificada pelos contrarregras composta pela própria equipe de trabalho (diretores de arte, figurinista, diretor, iluminadora, músico, técnicos de som e luz), oferecendo novos prismas sobre Ricardo, modificando os planos pelo qual podemos assistir o homem em sua rota de morte (frontal, lateral, panorâmica), tal como se constrói a fotografia de um filme, fortalecendo a ideia do voyeur, figura conceito no trabalho, que atravessa a peça. Tudo é visto pelo público”, revela o diretor Marcio Castro.

A encenação ainda conta com luzes e projeções de imagens vindas de bazucas poéticas, objetos como lunetas feitas de tubos telefônicos e lentes, e com um figurino monocromático criado a partir de upcycling de uniformes reais de operários da região do ABC paulista.

A cena é atravessada por escritos, diários, projeções de imagens de filmes, gravadores e fitas cassete. E o personagem central se divide em encontrar as suas memórias inscritas nestes suportes e relembrar sua vida em um contexto inebriante, construído pela ambiência musical que atravessa a perspectiva do sonho e pesadelo. “A presença de Salloma Salomão universaliza a interpretação de um personagem branco de classe média por uma pessoa negra. É uma provocação à indesejada prática hegemônica de atores brancos interpretarem personagens diversos, enquanto aos pretos relegam-se apenas figuras secundárias ou subservientes”, reflete Castro sobre a escolha do ator.

Sobre o Memorial de Conflitos

Para a temporada no SESC, a equipe traz uma proposta de composição no espaço cênico: Um ‘Memorial de Conflitos’. Trata-se de uma instalação com elementos que buscam proporcionar uma imersão dos espectadores logo ao entrarem na sala, onde irão se deparar com elementos que trazem a sensação de uma fábrica e, também, da casa de Ricardo, o protagonista da peça. Nessa instalação, além dos objetos cenográficos que remetem à indústria e seus patrimônios de exploração e controle dos operários (chapeiras e relógios de ponto, bandejas de refeitórios e placas alusivas à sinalização de perigos iminentes), também teremos a presença de reproduções de materiais referentes à lutas operárias, como faixas e cartazes de mobilização à época, fotos de momentos históricos, além de registros de luta contra a ditadura e pela redemocratização do país. Além disso, as oficinas do ateliê aberto serão desenvolvidas nesse espaço, em consonância com a experiência do projeto ‘Cenas Centrífugas’ realizada no Sesc Santo André no ano de 2019, que teve a presença tanto de Júlio Dojscar como de Marcio Castro.

Assim como a criação deste espetáculo se deu numa estrutura de ateliê aberto, tanto o público do espetáculo como das oficinas poderá vivenciar a experiência de imersão entre essas duas instâncias, a do espetáculo e das oficinas: experimentar a construção de um figurino e testá-la no espaço cênico. A música criada na oficina de dramaturgias sonoras ecoando pelo espaço cênico de representação, entre outras múltiplas possibilidades. Por fim, busca-se modificar a orientação da plateia/palco, aproximar a arquibancada do proscênio, aumentar em altura e largura a janela, assim como as tapadeiras de fundo, que também são telas de projeção. O recorte da luz criado por Camila Andrade também trará a ocupação do espaço ao evidenciar os refletores como elementos cênicos manipulados durante a cena pelos contrarregras.

Concluindo, ainda que o núcleo da cena esteja focado essencialmente numa sala de estar configurada como cenário de gabinete, tem todo um entorno que evidencia o backstage de uma gravação de um filme, algo que se aproxima do expediente do cinema e do teatro épico.

Sobre o Ateliê Aberto de Criação

Você já viu uma peça de teatro pelo lado de dentro? Antes da cortina se abrir e, do escuro, surgirem as luzes do palco, existe um elaborado processo criativo desenvolvido por artistas de áreas diversas, como o audiovisual, a música, a performatividade e a dramaticidade. As perguntas ‘Como se monta um espetáculo? Como se chega a uma cena final? Quem faz o quê no teatro? De onde vem essa trilha sonora?’ são reflexões que movimentam e impulsionam este ateliê. “Ao fazermos um paralelo com a ideia fabril e de divisão do trabalho, observar o processo seria mostrar cada uma das seções em que os trabalhadores exercem separadamente sua função para a formação de um produto final. Porém, no teatro, é tudo junto. Todas as funções se tocam, se transformam umas às outras, conversam. O trabalhador artista tem noção total do valor da sua função para a obra total. E a ideia de termos um Ateliê Aberto de Criação é permitir aos fruidores experimentar esse processo”, explica o diretor.

As oficinas do Projeto Transe têm como base o espetáculo TRANSE – ATO 1, apresentado como estreia no Sesc Belenzinho. Com o intuito de fortalecer a experiência de criação das obras pelos fruidores, o Ateliê aberto de criação propõe desvelar as diversas práticas artísticas desenvolvidas para o ensaio e montagem do espetáculo. Dentre essas vertentes, a pesquisa de interpretação, de dramaturgia, direção de arte, cenografia, figurinos, projeções analógicas, criações musicais e dramaturgias do som. Pegando de empréstimo o que Patrice Pavis – professor e pesquisador em semiologia no teatro – denominou de ‘desmontagem’, a ideia é descortinar os bastidores e permitir que as pessoas tenham contato com aquilo que antecede a obra.

Ficha Técnica

Concepção do Projeto: Marcio Castro

Direção e Dramaturgia: Marcio Castro

Atuação: Salloma Salomão

Direção de Arte: Julio Dojcsar

Cenografia: Julio Dojcsar e Cauê Maia

Projeções Analógicas e Bazucas Poéticas: Cauê Maia

Figurinos: Renata Régis

Direção Musical: Adonai de Assis

Dramaturgia Sonora: Adonai de Assis e Salloma Salomão

Iluminação: Camila Andrade

Contrarregras – Operários: Julio Dojcsar, Renata Régis, Cauê Maia, Marcio Castro e Adonai de Assis

Design Gráfico: Murilo Thaveira

Direção de Produção e Produção Executiva: Ana Zumas

Sinopse | Santo André – ABC, palco de conquistas operárias históricas. A obra narra a história de Ricardo, um pequeno burguês decadente da cidade, herdeiro de diretores da General Electric, que ao levar um tiro revive em flashback sua ignóbil vida.

Serviço:

TRANSE – Ato 1

Temporada: 3 de outubro a 3 de novembro | sextas e aos sábados, às 20h e, domingos e feriados, às 18h30; quintas 3 e 31/10 excepcionalmente às 20h – Nos dias 6 e 27/10 não haverá apresentações devido ao 1º e 2º turno das eleições

Sesc Belenzinho – Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho

Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada) e R$15 (credencial plena)

Venda online em sescsp.org.br

Classificação: 16 anos

Duração: 120 minutos

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Confira abaixo a programação das oficinas do Ateliê Aberto de Criação:

Oficina Dramaturgia, História e Interpretação Teatral, com Marcio Castro

Descrição: O intuito desta oficina é, por meio de atividades práticas, desenvolver um percurso de pesquisa em seus encontros que reverberem na relação dos participantes com suas perspectivas históricas pessoais e coletivas e o quanto essa relação pode estar presente em suas elaborações estéticas. Cada encontro trará como foco um aspecto de desenvolvimento. E a obra TRANSE aparece como material a ser destrinchado pelo coletivo como deflagrador inicial, para posteriormente se desenvolver em práticas individuais e coletivas dos participantes. TRANSE é um disparador que se coloca como material a ser estudado, criticado e reelaborado, inclusive.

Quando: 9 e 11 de outubro, das 14h às 17h

Inscrições: Entrega de senhas 30 minutos antes no local

Oficina Cenografia – Inventando o espaço, com Julio Dojcsar e Cauê Maia

Descrição: Poesias urbanas nas práticas da redução de danos. Depois de passar por longo período em uma zona de guerra humana, como potencializar o espaço de cena para dar conta de histórias de vida? Nesta oficina, vamos desconstruir o processo de desenvolvimento do espetáculo TRANSE – Ato 1, apresentando conceitos de encenação e compartilhando técnicas utilizadas.

Quando: 16 e 18 de outubro, das 14h às 17h

Inscrições: Entrega de senhas 30 minutos antes no local

Oficina Figurinos, reconstrução e ‘roupa de trabalho’ na cena, com Régis Soares

Descrição: Pensando que uniformes são peças de roupas padronizadas, que visam facilitar a identificação de um grupo, Renata Régis no figurino de TRANSE – Ato 1 desconstrói este objetivo. O uniforme da metalurgia, usado pelos contrarregras, se funde aos ternos e a pinturas, criando um terceiro vestir único, que carrega uma identidade e um objetivo claro da despadronização. Sendo assim, a oficina propõe que os uniformes tradicionais da metalurgia na cor cinza sejam customizados com pinturas com stencil por cada participante com o objetivo de mudar a visão de padronização e identificação para qual foi criado, tornando-os únicos e com identidade. Ela também propõe a costura de ecobags no mesmo tecido dos uniformes – tecido brim em tons de cinza, onde também haverá customização com pinturas em stencil. Os participantes poderão levar seus uniformes e bolsas para casa.

Quando: 23 e 25 de outubro, das 14h às 17h

Inscrições: Entrega de senhas 30 minutos antes no local

Oficina Dramaturgias Musicais, com Salloma Salomão e Adonai Assis

Descrição: Oficina de dramaturgia musical para cena autoral. Uma construção musical que esteja organicamente relacionada à elaboração cênica coletiva. Os objetos fônicos são aqueles disponibilizados pelos executantes, quais sejam: voz, flauta e tecnologias do disco físico e música digital, samplers e estética de discotecagem. Ruídos, barulhos de máquinas e sonoridades vindas de simulacros. Salloma vem da cena musical surgida de bandas de garagem dos anos 1980 e Adonai criado nas faixas de estética musical do Hip Hop, samba e música eletrônica. Vertentes de música negra que se encontram para pensar uma dramaturgia musical para uma cena autoral.

Quando: 30 de outubro e 1º de novembro, das 14h às 17h

Inscrições: Entrega de senhas 30 minutos antes no local

Estacionamento:

De terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$8,00 a primeira hora e R$3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$17,00 a primeira hora e R$4,00 por hora adicional

Transporte Público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | YouTube.

(Fonte: Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Canteiro recebe mostra ‘Cor em Deságue’ da artista visual Cristina Jacob

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A artista visual Cristina Jacob apresenta a mostra ‘Cor em Deságue’ no Canteiro – Campo de Produção em Arte Contemporânea, na Vila Madalena, em São Paulo. Com curadoria e texto crítico de Mario Gioia, a exposição – que é a segunda solo da artista – conta com cerca de 20 obras, entre pinturas recentes (óleo, água-óleo e diluente, óleo minerais e carvão sobre tela) e aquarelas (papel nanquim/grafite, aquarela/carvão) em médio e grande formato, onde explora a questão pictórica, a natureza e um expressionismo tardio.

Cristina Jacob nasceu em Lins/SP. Vive e trabalha em São Paulo/SP. Estudou artes na Escola Rudolf Steiner, de São Paulo e Inglaterra, em 1979;  Chateau beau-cèdre, Montreux, CA, em 1982/83 e Psicologia na Universidade Mackenzie, São Paulo, em 2001. Sua formação livre inclui a Mentoria e acompanhamento de produção com Elias Muradi, em 2022; curso de aquarela, em 2020 e curso de pintura, em 2017-22, todos na Gare Cultural, em São Paulo/SP.

Teve uma solo intitulada ‘Sinais’, com curadoria Elias Muradi, em 2022, e participou de duas coletivas com produção dos alunos em 2019 e 2018, todos na Gare Cultural, em São Paulo/SP. www.cristinajacob.com.br

Sobre o curador

Mario Gioia nasceu em 1974, em São Paulo/SP, onde vive e trabalha. Curador independente e crítico de arte, é graduado pela ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Foi crítico convidado de 2013 a 2015 do Programa de Exposições do CCSP (Centro Cultural São Paulo) e fez, na mesma instituição, parte do grupo de críticos do Programa de Fotografia 2012.

Em 2015, no CCSP, fez a curadoria de ‘Ter Lugar para Ser’, coletiva com 12 artistas sobre as relações entre arquitetura e artes visuais. Em 2011, passou a integrar o grupo de críticos do Paço das Artes, instituição na qual fez o acompanhamento crítico de Exercícios Cosmopolíticos (2023), de Gustavo Torrezan, Luz Vermelha (2015), de Fabio Flaks, Black Market (2012), de Paulo Almeida, e A Riscar (2011), de Daniela Seixas, além de Ateliê Fidalga no Paço das Artes (2010). Em 2019, iniciou o projeto Perímetros no Adelina Instituto, em SP, dedicado a artistas ainda sem mostras individuais na cidade, que contou com cinco exposições solo de artistas de BA, DF, RS e interior de SP. Em 2016, a mostra Topofilias, com sua curadoria, no Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre, foi contemplada com o 10º Prêmio Açorianos, categoria desenho. Na feira ArtLima 2017 (Peru), assinou a curadoria da seção especial CAP Brasil, intitulada Sul-Sur, e fez o texto crítico de Territórios forjados (Sketch Galería, 2016), em Bogotá (Colômbia).

Em 2018, assinou a seção curatorial dedicada ao Brasil na feira Pinta (Miami, EUA) e a curadoria de Esquinas que me atravessam, de Rodrigo Sassi (CCBB-SP). Já fez a curadoria de mostras em cidades como Brasília (Decifrações, Espaço Ecco, 2014), Porto Alegre (Fulgor na Noite, Galeria Mamute, 2022), Rio de Janeiro (Histórias Naturais, Caixa Cultural, 2014) e Salvador (Fragmentos de um discurso pictórico, Roberto Alban Galeria, 2017), entre outras. É colaborador de periódicos como Arte al Día.

Sobre o Canteiro – Campo de Produção em Arte Contemporânea

Com o início das suas atividades em agosto de 2022, o Canteiro é um espaço cultural gerido pelo artista Ivan Padovani e tem sua atuação voltada para a ampliação de iniciativas autônomas de produção e circulação de arte contemporânea na cidade de São Paulo.

O Canteiro conta com seis ateliês, sala de exposições, residência artística e promove ações formativas em artes visuais. Também abriga um estúdio multimídia de 65 metros quadrados que sedia projetos de exibição de vídeo arte, instalações sonoras e performances.

Seu espaço expositivo guarda uma forte identidade arquitetônica, o que faz dele um contexto propício para criação de site specifics, promovendo projetos que fogem da passividade de um cubo branco.

Atualmente os artistas com ateliês no Canteiro são: Ana Clara Muner, Davide Mari, Guta Galli, Ivan Padovani, Mariana Guardani, Mariana Vieira, Thiago Navas e Yohannah Oliveira. https://canteiro.art.br

Serviço:

Mostra Cor em Deságue de Cristina Jacob

Curadoria e texto crítico: Mario Gioia

O quê: pinturas e aquarelas

Visitação: até 5 de outubro de 2024, 14h às 19h – no dia 5/10, portas abertas; outros dias recebendo a portas fechadas

Local: Canteiro – Campo de Produção em Arte Contemporânea – Rua Purpurina, 434 – Vila Madalena – São Paulo – SP

Entrada gratuita

https://canteiro.art.br

Redes sociais:

Cristina Jacob @cristinasimeirajacob

Mario Gioia @mariogioia

Canteiro @canteiro___.

(Fonte: Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)