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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Angostura celebra 200 anos com competição global de coquetelaria

Trinidad e Tobago, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

Para comemorar seus 200 anos, a Angostura, importante marca de bitter e rum de Trinidade e Tobago, lançou uma competição de coquetelaria que desafia bartenders de todo o mundo a criar o melhor drink Swizzle utilizando o rum e os bitters premium da marca. O concurso é destinado a profissionais, que devem atender a alguns pré-requisitos e se inscrever no site oficial.

Para que a bebida seja válida na competição, deve ser inovadora e cumprir os critérios específicos, como conter, pelo menos, 30 ml de Rum Angostura e um dos bitters (laranja, cacau ou clássico) e ter um máximo de 75 ml de bebida alcoólica com 40% ABV (80 graus) antes da diluição. Além disso, o drink pode ter até 6 ingredientes, excluindo o gelo.

Após o envio do formulário, os participantes deverão fornecer detalhes sobre sua criação, incluindo o nome do coquetel, a receita e o método de preparo. A pontuação será atribuída com base nas seguintes etapas: 30 pontos – Apelo de acordo com a descrição, 30 pontos – Estética, 30 pontos – História e 10 pontos – Bônus de sustentabilidade.

Os resultados serão divulgados até o início de janeiro de 2025 e o Brasil terá um ganhador que competirá na etapa regional na Cidade do México em fevereiro de 2025. Os vencedores de cada regional se enfrentarão na grande final internacional em Trindade e Tobago, no Caribe, em maio de 2025. Os prêmios finais são U$10.000,00 e a oportunidade de representar as marcas da casa da marca por dois anos.
Período de inscrição: 28 de outubro até 30 de novembro

Site para inscrição: www.angosturaglobalcocktailchallenge.com (consultar regras e regulamento no site).

(Com Marina Zimmermann/Press Pass Comunicação & Marketing)

‘Burle Marx Tapeceiro’: Livro apresenta faceta pouco conhecida do consagrado paisagista-artista

São Paulo, por Kleber Patricio

Tapeçaria Itamaraty, 1965-67. Foto: Graça Seligman.

Para além do paisagismo que o consagrou, há um segmento ainda pouco conhecido da multifacetada atividade de Roberto Burle Marx, que é a profícua produção de tapeçarias. ‘Burle Marx Tapeceiro’, livro escrito pelo arquiteto e historiador de arquitetura e artes visuais Guilherme Mazza Dourado, a ser lançado em novembro na Arte132 Galeria pela Luste Editores, explora esse perfil do consagrado artista e paisagista.

Fruto de uma extensa pesquisa do autor sobre as experiências de Burle Marx com a arte têxtil, a edição é o primeiro estudo dedicado unicamente às tapeçarias do artista, feitas principalmente em lã natural e teares manuais de alto liço (fio de metal com um elo usado para tear) por ateliês nacionais e internacionais, reconhecendo Burle Marx como um pioneiro da tapeçaria moderna brasileira e sendo, inclusive, o primeiro brasileiro a fazer uma tapeçaria moderna em Aubusson, na França.

Livro reúne a produção de tapeçarias materializadas ao longo de quatro décadas, de 1950 a 1980.

O livro nasce do desejo do autor de dar visibilidade ao domínio da arte e da técnica de Burle Marx que, até hoje, não recebeu a devida atenção. Em 2024, completam-se 30 anos da morte de Burle Marx e, em homenagem à história do paulistano pouco difundida, a publicação resgata a produção de tapeçarias materializadas pelo artista ao longo de quatro décadas, entre os anos 1950 e 1980, passando pelo início da trajetória têxtil de Burle Marx na região de Aubusson, na França — polo de ateliês de tapeçarias que teve diversos artistas convidados a se expressar por meio da técnica tecelã; entre eles, Calder, Picasso e Burle Marx —, até os registros da maior parte de sua produção, que ocorreu em São José dos Campos.

Trajetória na arte têxtil

O livro é dividido em três capítulos: ‘Ingresso na arte têxtil’; ‘Trabalhos em Brasília’ e ‘Parcerias com Clemente Gomes’. O primeiro capítulo aborda o início da trajetória do paisagista na tapeçaria, especialmente por meio do encargo comissionado em 1953 pelo empresário Ernesto Waller, no contexto de uma onda de interesse pelas tapeçarias modernas francesas, que chegaram ao Brasil em meados da década de 1940, após a atuação pioneira de Burle Marx em Aubusson, na França.

O capítulo seguinte, Trabalhos em Brasília, destaca as encomendas realizadas para os órgãos governamentais e residências oficiais da capital federal impulsionadas pelo diplomata Wladimir Murtinho, personagem fundamental na projeção internacional de Burle Marx e na contratação, em 1965, da grande tapeçaria do Palácio Itamaraty e do Congresso Nacional.

Tapeçaria do Centro Civico de Santo André, 1968-69. Foto: Cesar Barreto.

Uma das histórias exploradas neste capítulo versa sobre a tapeçaria encomendada a Burle Marx para ornamentar o Salão Negro do Congresso Nacional e que hoje integra o acervo do Museu do Senado. Medindo 4,83 de comprimento por 3,28 metros de altura, a peça foi urdida em 1973 e passou por um cuidadoso restauro em 2023, após ser danificada durante os ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

Por fim, o último capítulo, Parcerias com Clemente Gomes, narra a relação profissional entre o artista e o empresário, que dirigiu um próspero conglomerado de empresas originado a partir da Tecelagem Parahyba. Essa parceria acarretou a criação da Indústria de Trabalhos Manuais (ITM), em São José dos Campos, no estado de São Paulo, que funcionou como ateliê para a confecção do mais extenso elenco de tapeçarias do paisagista-artesão entre a segunda metade da década de 1960 e o fim dos anos 1980.

Burle Marx Tapeceiro apresenta um panorama dos painéis têxteis, cartões de produção, maquetes, estudos e obras de referência do artista, de modo a evidenciar o papel que Burle Marx teve também na tapeçaria moderna brasileira, para além da arquitetura e paisagismo.

Sobre Guilherme Mazza Dourado

Guilherme Mazza Dourado é arquiteto e historiador de paisagismo, arquitetura e artes visuais. O pesquisador tem pós-doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2016) e doutorado (2009) e mestrado (2000) pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. Foi articulista e ensaísta da revista Projeto, além de enviado especial da publicação no Brasil e no exterior (1988-1996).

Tapeçaria do Congresso Nacional, 1973. Foto: Ricardo Movits.

Entre outros livros impressos, é organizador de ‘Folha em Movimento. Cartas de Burle Marx’ (Luste Editores, 2022), autor de ‘Belle Époque dos Jardins’ (Ed. Senac SP, 2011) e de ‘Modernidade Verde. Jardins de Burle Marx’ (Ed. Senac SP/Edusp, 2009), os três laureados com o 1º Prêmio na categoria de Trabalhos Escritos Publicados do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, nas edições de 2009, 2011 e 2022, e o segundo também finalista na categoria de Arquitetura e Urbanismo do 54º Prêmio Jabuti, em 2012, e coautor de ‘Oswaldo Arthur Bratke. A arte de bem projetar e construir’ (PW Editores, 2012).

Sobre a Luste Editores

A Luste Editores é um Atelier Editorial & Multimídia com 14 anos de atuação no mercado editorial brasileiro, especializado em publicações especiais que abrangem temas diversos. Com um forte compromisso em fomentar a arte, a cultura e o trabalho de artistas contemporâneos, a Luste desenvolve projetos criativos autorais e sob medida, destacando-se em colaborações com grandes marcas, como a comemoração dos 45 anos da Ellus e dos 110 anos da marca de açúcar União.

A editora é reconhecida pela criação de livros-objeto que ajudam a consolidar novos posicionamentos de mercado, registrando e celebrando legados por meio de projetos que aliam arte e conteúdo. Cada trabalho é desenvolvido com tempo e dedicação, visando sempre a entrega de projetos de alta qualidade com um olhar atento ao valor atemporal do livro como registro do passado, presente e futuro.

Sobre a Arte132 Galeria

Fundada em 2021, por Telmo Porto, o propósito da Arte132 é expor e manter em acervo artistas brasileiros reconhecidos. Nascido em 1955, no Rio de Janeiro, Telmo viveu boa parte da vida na cidade de São Paulo. Formou-se engenheiro civil ferroviário, professor e doutor pela Escola Politécnica da USP, onde lecionou por mais de 30 anos. Exerceu a profissão de forma notável, tanto no âmbito público quanto privado, até o final de sua vida. Paralelamente à engenharia, foi amante e profundo conhecedor das artes, integrando conselhos de grandes instituições culturais, fomentando e participando ativamente da vida cultural de São Paulo.

Tapeçaria, 1980. Foto: Ding Musa.

Durante 30 anos, atuou como patrono do Museu de Arte Moderna de São Paulo [MAM-SP]. Nessa mesma instituição, exerceu o cargo de diretor administrativo, entre 2019 e 2022, ajudando a consolidar uma nova fase do MAM-SP. Membro do Conselho Deliberativo do Museu de Arte de São Paulo [MASP], no período entre 2014 e 2022, participou ativamente das atividades do museu como integrante do Comitê Cultural e do Comitê de Infraestrutura. Foi também diretor no Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia [MuBE] nos anos 2000. Ao longo de sua vida, Telmo realizou incontáveis doações de obras de arte para esses importantes museus e, principalmente, à Pinacoteca do Estado de São Paulo.

A Arte132 Galeria é fruto [e legado] dessa grande trajetória. Telmo apoiava diretamente artistas e músicos em suas produções e entendia que a arte de um país e de um período não é constituída apenas por alguns nomes definidos pelo mercado, mas por todos os artistas que desenvolveram um entendimento do mundo e do homem em determinado momento. Dessa forma, ele possuía particular interesse na produção menos conhecida dos mais reconhecidos, além da produção dos pouco consagrados pela História da Arte Brasileira, mas que demandam [e merecem] uma revisão.

Tapeçaria, 1973. Foto: Eduardo Barcellos/Fotocontexto.

Sua intenção inicial sempre foi privilegiar, mas sem exclusividade, as realizações mais autorais dos artistas, menos sujeitas às limitações materiais de execução ou de sobrevivência econômica dos autores. Nas suas palavras, “pretendemos reincluir nomes no cenário das galerias e instituições, sempre com orientação curatorial e escolhas motivadas.”

Até o momento, a casa serviu como um ponto de conexão entre vários tempos e as muitas manifestações artísticas. Das artes visuais à música, a Arte132 é um lugar de encontros, diálogos e descobertas onde todos são bem-vindos.

(Com Julio Sitto/A4&Holofote Comunicação)

Concerto da Orquestra Sinfônica da Unicamp traz Beethoven e Emilie Mayer quinta, 14, na FCM

Campinas, por Kleber Patricio

No dia 14 de novembro, às 19h30, o Auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp será o cenário de mais um concerto especial da Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU). Sob regência da maestrina Cinthia Alireti, o programa explora o romantismo expressivo de Emilie Mayer e o idílio pastoral de Beethoven, oferecendo ao público uma noite que promete uma imersão profunda na riqueza orquestral.

A abertura do concerto destaca a compositora alemã Emilie Mayer, com sua inspirada ‘Abertura Fausto’. Considerada uma das vozes femininas mais marcantes do romantismo, Mayer transformou sua paixão pela música em obras vibrantes, ainda que pouco conhecidas pelo público. ‘Abertura Fausto’ exibe sua habilidade de captar atmosferas dramáticas e complexas, transportando o ouvinte para os dilemas e profundezas emocionais do protagonista da obra literária de Goethe dentro da tradição da música programática alemã do século XIX.

A segunda parte do concerto traz uma das peças mais queridas de Ludwig van Beethoven, a Sinfonia n. 6, conhecida como ‘Pastoral’. Diferente das suas composições de tom mais dramático, a ‘Pastoral’ se destaca pela serenidade e pela celebração da natureza. Dividida em cinco movimentos, cada um evoca um aspecto do campo: da paz bucólica à força de uma tempestade, concluindo com um cântico de gratidão. Beethoven nos guia por um cenário idílico, onde a música se funde aos sons da natureza, refletindo seu amor pelo ambiente rural.

O evento, gratuito, é uma oportunidade única para aproveitar a interpretação da OSU em uma noite que une o dramático ao contemplativo.

Serviço:

Pastoral

14 de novembro de 2024, às 19h30

Auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) | R. Albert Sabin – Cidade Universitária, Campinas

Entrada gratuita.

(Fonte: Ciddic/Unicamp)

Instituto Fauna Brasil e Silvestres SC lançam parceria com BioParque do Rio para apoiar a conservação da fauna brasileira

Santa Catarina, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O BioParque do Rio, localizado na Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, anunciou uma nova campanha em parceria com o Instituto Fauna Brasil e o Silvestres SC visando arrecadar fundos para apoiar projetos de conservação da fauna brasileira.

A iniciativa traz camisas exclusivas para todas as idades, incluindo modelos para adultos, crianças e idosos. As estampas transmitem mensagens de conservação e preservação dos animais, reforçando a importância da proteção da biodiversidade. Vale ressaltar que os produtos estão disponíveis na loja do parque e cada compra contribui diretamente para a continuidade dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Fauna Brasil e o Silvestres SC.

O Instituto Fauna Brasil e o Silvestres SC se destacam pelo trabalho com manejo e reintrodução de espécies nativas ameaçadas em Santa Catarina, como o bugio e o papagaio-de-peito-roxo, com planos futuros de incluir felinos em suas atividades. A parceria com o BioParque do Rio reforça o compromisso das instituições com a sustentabilidade e a proteção da fauna brasileira.

(Com Juliana Sampaio/FSB Comunicação)

Menos da metade das crianças até dois anos estão com vacinação completa nas capitais do Centro-Oeste

Região Centro-Oeste, por Kleber Patricio

Campo Grande apresenta apenas 40% de vacinação completa aos 24 meses. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

Nas capitais da região Centro-Oeste do Brasil, sete entre dez crianças registraram a vacinação completa aos 12 meses. Aos 24 meses, somente cinco entre dez realizaram as vacinas recomendadas, como BCG, tríplice viral e hepatite B. É o que revela artigo publicado na Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde no último dia 1º. O estudo foi conduzido por pesquisadores de instituições como as universidades federais de Mato Grosso (UFMT), de Goiás (UFG) e de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Universidade de Brasília (UnB).

Campo Grande registrou o menor índice: aos dois anos, apenas quatro entre dez crianças estão totalmente imunizadas. Os resultados mostraram que nenhuma capital do Centro-Oeste atingiu a meta preconizada pelo Programa Nacional de Imunizações. Os pesquisadores analisaram entre setembro de 2020 e março de 2022 a cobertura vacinal de 5.715 crianças nascidas em 2017 e 2018, abrangendo as capitais Campo Grande, Cuiabá, Goiânia e Brasília. Os dados foram coletados por meio de questionários e das cadernetas de vacinação. As variáveis examinadas também incluíram fatores socioeconômicos, como renda e escolaridade do chefe da família.

O artigo destaca que, conforme aumenta a renda familiar, a cobertura vacinal das crianças diminui. A exceção é Cuiabá, que teve a melhor cobertura vacinal entre crianças do estrato social mais alto, marcado por características como melhores níveis de escolaridade do chefe de família e renda familiar superior a 8 mil reais. Na capital de Mato Grosso, a cobertura vacinal entre as crianças desse grupo foi de 55%, ante apenas 28% em Brasília e 25% em Campo Grande, por exemplo. “Isso demonstra que a região Centro-Oeste tem especificidades que necessitam de ações direcionadas”, diz Jaqueline Costa Lima, professora da Faculdade de Enfermagem da UFMT e líder do artigo.

A pesquisadora acredita que a análise de classes sociais abre novas discussões sobre vacinação e acesso à informação. Segundo a cientista, os mais ricos vacinam ou deixam de vacinar seus filhos por hesitação ou por recomendação equivocadas de profissionais de saúde, enquanto os mais pobres deixam de imunizar os filhos por falta de acesso aos serviços de saúde e por desconhecimento. A baixa adesão em todas as faixas etárias pode levar ao ressurgimento de doenças eliminadas ou controladas, como o sarampo, e ao retrocesso em conquistas sanitárias alcançadas ao longo das últimas décadas, alerta Lima.

Para os pesquisadores, os resultados podem subsidiar políticas públicas que considerem os estratos sociais e as vacinas com menor cobertura, principalmente até os 24 meses de vida. “O estudo avança no sentido de explorar as características do Centro-Oeste, pois temos bons indicadores sociais e econômicos, mas isso não se traduz necessariamente em melhores condições de saúde e altas coberturas vacinais para a população”, afirma Lima. No momento, a pesquisadora estuda a cobertura vacinal de adolescentes e a aceitação e confiança deles em vacinas, com previsão para coleta de dados em 2025.

(Fonte: Agência Bori)