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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Orquestra Jovem do Estado interpreta obras de Rimsky-Korsakov e Guerra-Peixe na Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Concerto da Orquestra Jovem do Estado na Sala São Paulo. Foto: Heloísa Bortz.

A Orquestra Jovem do Estado, grupo ligado à Emesp Tom Jobim, se apresenta na Sala São Paulo no dia 17 de novembro, domingo, às 15h30. O concerto terá regência de Fabrícia Medeiros e iniciará com Capricho Espanhol, Op. 34, do compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov (1844–1908). “É uma obra vibrante e cheia de cor que explora a riqueza e o dinamismo da música espanhola, trazendo ritmos contagiantes e uma orquestração brilhante que irá envolver o público desde os primeiros acordes”, explica Fabrícia Medeiros.

Na sequência, o programa contempla Tributo a Portinari, de César Guerra-Peixe (1914–1993), compositor, arranjador e violinista nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro. “A peça celebra a cultura brasileira com inspiração nas obras de Candido Portinari, onde as raízes e a identidade nacional ganham vida por meio de melodias e harmonias únicas. É uma obra que emociona pela conexão com a nossa terra e pela maneira como captura o espírito brasileiro”, diz a regente.

Para finalizar o concerto, a Orquestra Jovem do Estado executa a composição Sheherazade, Op. 35, outra obra-prima de Rimsky-Korsakov, que transporta a plateia para o mundo das Mil e uma Noites com passagens de intenso lirismo e dramaticidade, segundo Fabrícia Medeiros.

“A peça conduz o ouvinte em uma jornada através de contos místicos e exóticos, explorando os talentos de cada músico com os diversos solos, como por exemplo o violino (spalla), que representa Sheherazade e encanta pela narrativa musical envolvente”, argumenta. Para ela, o público pode esperar uma apresentação rica em contrastes e intensidade, onde cada obra tem sua própria atmosfera e personalidade, mas todas se unem para proporcionar um concerto inesquecível. “Será um privilégio conduzir essas obras com a Orquestra Jovem e tenho certeza de que o público vai se emocionar e se encantar com esse repertório.”

Transmissão ao vivo

Para democratizar o acesso ao público, o concerto realizado na Sala São Paulo será também transmitido ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube da Emesp Tom Jobim em www.youtube.com/tjemesp.

A temporada da Orquestra Jovem do Estado conta com patrocínio do Bank of America, Desenvolve SP, Machado Meyer Advogados, Deutsche Bank, Crédit Agricole e Cultura Inglesa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e é uma realização da Santa Marcelina Cultura, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço:

Rimsky-Korsakov/Guerra-Peixe

Orquestra Jovem do Estado

Fabrícia Medeiros, regência

NIKOLAI RIMSKY-KORSAKOV (1844–1908)

Capricho Espanhol, Op. 34 – 16′

I. Alborada

II. Variazioni

III. Alborada

IV. Scena e canto gitano

V. Fandango asturiano

CÉSAR GUERRA-PEIXE (1914–1993)

Tributo a Portinari – 18′

NIKOLAI RIMSKY-KORSAKOV (1844–1908)

Sheherazade, Op. 35 – 46′

I. Largo e maestoso. Allegro non tropo

II. Lento. Andantino. Allegro molto. Con moto

III. Andantino quasi allegretto. Pochissimo più mosso. Come prima. Pochissimo più animato

IV. Allegro molto. Vivo. Allegro non troppo maestoso

Concerto: 17 de novembro, domingo, 15h30

Local: Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo/SP)
Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia), aqui.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Único artista vivo do Grupo Frente, César Oiticica apresenta obras históricas e inéditas no Paço Imperial

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

César Oiticica – Sem título, 1954-1955 – Guache sobre cartão. Foto: Divulgação.

Único artista vivo do Grupo Frente – importante movimento artístico criado há exatos 70 anos no Rio de Janeiro, considerado o marco do movimento construtivo no Brasil –, César Oiticica inaugura, no dia 13 de novembro de 2024, a exposição ‘Frente a Frente’ no Paço Imperial. Com curadoria de Paulo Venancio Filho, serão apresentadas 20 obras inéditas ou que estão há muito tempo sem serem vistas pelo público, grande parte delas criadas no período em que o artista integrou o Grupo Frente, fundado por Ivan Serpa (1923–1973) em 1954 e que teve a participação de importantes nomes, como Abraham Palatnik (1928–2020), Aluísio Carvão (1920 –2001), Hélio Oiticica (1937–1980), Lygia Clark (1920–1988), Lygia Pape (1927–2004), Franz Weissmann (1911–2005) e Rubem Ludolf (1932-2010), entre outros. Também farão parte da exposição obras recentes, apresentando ao público um panorama da trajetória do artista.

“O Grupo Frente foi definitivo, um momento importante que levou a nossa geração, pelas mãos do Ivan Serpa, que era um intelectual, um mestre, um visionário, a trilhar o caminho, a ter um entendimento artístico diferente. Ele abriu as portas para uma visão lúdica, abstrata, moderna, transformadora. Foi um momento fundamental para mim, para todos aqueles artistas jovens que estavam ali, revolucionando, sem saber, um olhar para a arte brasileira e especialmente para o Hélio”, afirma César Oiticica.

César Oiticica – Sem título, 1954-1955 – Guache sobre cartão. Foto: César Oiticica Filho.

Os trabalhos históricos – desenhos e cartões – foram produzidos entre 1954 e 1956, no período em que o artista fez parte do Grupo Frente, no qual ingressou com apenas 16 anos, sendo o mais jovem integrante do coletivo. “Nos seus desenhos, a superfície é organizada em sucessivos planos de cor em perfeita sincronia com obras de seus colegas do Grupo, artistas já experimentados. Ali já estão presentes as motivações, diríamos hoje clássicas, dos primórdios da abstração geométrica entre nós; a exploração planar das relações entre forma e cor, rigorosas sequências, repetições e contraposições manifestando uma livre polirritmia estrutural”, afirma o curador Paulo Venancio Filho no texto que acompanha a exposição.

César participou da 2ª e da 4ª exposição do Grupo Frente e da 1ª exposição de Arte Concreta no MAM Rio, em 1955. “Nos seus desenhos e cartões, sentimos o clima de uma época e a decidida intenção construtiva de um jovem no primeiro momento de sua trajetória; a livre estruturação das articulações, combinações e relações formais que caracterizava a abstração geométrica do Grupo, antecipando o neoconcretismo”, diz o curador. O artista participou, ainda, das últimas exposições do Grupo, que ocorrem em 1956, em Resende e em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, e da 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, organizada pelos concretos de São Paulo com a colaboração do grupo carioca, em dezembro de 1956 no MAM São Paulo e em fevereiro de 1957 no Ministério da Educação e Cultura (MEC) no Rio de Janeiro. Após a mostra, o Grupo Frente começa a se desintegrar. Dois anos depois, alguns de seus integrantes iriam se reunir no Movimento Neoconcreto, um dos mais importantes da arte moderna brasileira.

César Oiticica – Sem título, 2017-2018 – Tinta acrílica sobre tela. Foto: César Oiticica Filho.

A exposição Frente a Frente também trará relevos espaciais recentes do artista. Essas obras são estruturas tridimensionais geométricas, monocromáticas, com tons solares, como amarelos, vermelhos e laranjas, que se desenvolvem no espaço. Eles foram criados a partir de 2015, quando César Oiticica retomou seu trabalho artístico após quase 50 anos trabalhando como arquiteto em Manaus, onde dirigiu a Companhia de Habitação do Amazonas (Cohab-AM), e também dedicando-se ao Projeto Hélio Oiticica, associação sem fins lucrativos criada em 1981, após a morte de seu irmão, com o objetivo de preservar, estudar e divulgar a obra do artista.

“Sessenta anos mais tarde, observamos um salto. É de se pensar e analisar como uma pulsão artística permanece viva, capaz de retornar intacta depois de longa interrupção. Intacta, mas transformada, pois percebemos nos relevos de Cesar Oiticica realizados a partir de 2015 uma espécie de eclosão do espaço bidimensional impulsionada pela cor, tal é a energia cromática insubmissa quanto à forma, exigindo uma expansão e desdobramento no espaço – são relevos que se expandem como o disparo de uma mola”, diz Paulo Venancio Filho sobre os trabalhos recentes. “Tantas décadas depois de sua participação no Grupo Frente é uma determinação preservada que irrompe nessas obras tridimensionais dando um salto no tempo para se reencontrar com as de seus contemporâneos nos últimos momentos do neoconcretismo”, ressalta.

As obras históricas e recentes dialogam na exposição, apresentando um completo panorama da trajetória do artista. “Tanto nos trabalhos históricos quanto nos recentes, encontramos explorações plásticas neoconcretas, o seu momento histórico e os desenvolvimentos ulteriores”, afirma o curador Paulo Venancio Filho.

Sobre o artista

Foto: Divulgação.

César Oiticica nasceu no Rio de Janeiro em 1939, onde vive e trabalha. É artista, arquiteto e diretor do Projeto HO, no Rio de Janeiro, dedicado à preservação e divulgação da obra de seu irmão Hélio. Começou seus estudos de pintura em 1954 no Curso Livre de Pintura de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Integrante do Grupo Frente, César participa da segunda exposição do Grupo realizada em 1956 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, da terceira e quarta do Grupo, realizadas em Itatiaia e Volta Redonda e da 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, que ocorre em dezembro de 1956 no MAM SP e, em 1957, no MAM Rio. Em 2015 retoma seu trabalho artístico. Como curador, foi responsável pelas exposições ‘José Oiticica Filho: Fotografia e Invenção’ (Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, 2007) e ‘Hélio Oiticica: Penetráveis’ (Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, 2008), além de ter sua obra exposta, desde 1984 até 2017, em inúmeras exposições em importantes instituições no Brasil e no exterior. 

Serviço:

César Oiticica – Frente a Frente

Abertura: 13 de novembro de 2024, das 14h às 19h

Exposição: até 2 de fevereiro de 2025

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

Festival Fado traz a São Paulo shows de António Zambujo e Raquel Tavares

São Paulo, por Kleber Patricio

António Zambujo e Raquel Tavares se apresentam em São Paulo no próximo dia 19. Fotos: divulgação.

Um evento multicultural que celebra o melhor da tradição portuguesa em homenagem aos 50 anos da Revolução dos Cravos, o Festival Fado volta ao Brasil este mês trazendo música, cinema, exposição e conferências. O evento passa por três cidades brasileiras (Rio, São Paulo e Brasília), com o tema O Fado e a Liberdade. A programação inclui shows dos cantores António Zambujo e Raquel Tavares, duas das maiores vozes da música contemporânea portuguesa.

Em São Paulo, serão duas noites de festival. A programação começa no dia 18 de novembro no Teatro Arthur Rubinstein. Às 19h30, o fadista Rodrigo Costa Félix vai ministrar a conferência O Fado e a Liberdade, mostrando a interseção entre a música e a luta pela democracia em Portugal. Em seguida, será exibido o filme O Cônsul de Bordéus (de Francisco Manso e João Correa), no mesmo local. O filme narra a história de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus, na França, durante a Segunda Guerra Mundial. Ele desobedeceu às ordens de Salazar e concedeu vistos de entrada em Portugal a 30 mil refugiados.

No dia 19, Zambujo e Raquel Tavares sobem ao palco do Teatro Sabesp Frei Caneca, às 21h. Zambujo já é conhecido dos brasileiros desde 2008, quando começou a fazer carreira no país. Cantor, compositor e instrumentista, lançou recentemente o álbum Prenda Minha em parceria com o violonista Yamandu Costa. O setlist de Zambujo inclui canções como Sagitário, Lambreta, Zorro, Quando tu passas por mim, Foi Deus, Valsa de um pavão ciumento e Romance de Cordel.

Já Raquel Tavares tem uma longa carreira de sucesso como cantora e atriz. Fã de música brasileira, já gravou um álbum só com canções de Roberto Carlos. “Antes de ouvir falar em fado, eu já escutava Roberto Carlos. Tenho os discos dele na minha memória”, diz. No show, Raquel interpreta canções como Hei-de beijar-te, Lisboa, Mouraria, Sou tua, Sombras da Madrugada, Limão, Meu Corpo e Foi Deus.

O Festival Fado é considerado hoje a maior mostra do gênero em nível internacional. Desde sua estreia, em Madri, já marcou presença em 18 grandes cidades da Europa, África, América Latina e Ásia. O Festival Fado conta com o apoio da Presidência da República Portuguesa, do Ministério do Turismo de Portugal, do Consulado Geral de Portugal, da Fundação Luso-Brasileira, de Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, da Lisboa Cultura EGEAC e do Museu do Fado. O evento é uma produção da Alto e Bom Som Produções e Everything is New.

Sobre António Zambujo

António Zambujo é um dos maiores representantes da música, da língua e da cultura portuguesa da atualidade em nível nacional e internacional e há alguns anos segue quase que em uma turnê mundial ininterrupta. Ele construiu sólida carreira musical ao traçar um caminho único que se situa entre o Fado e o Cante Alentejano sem ficar preso a um único gênero.

Zambujo assumiu a influência da música brasileira de forma inequívoca ao lançar um disco em homenagem a Chico Buarque, em 2016 – Até Pensei que Fosse Minha – que lhe rendeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria Música Popular Brasileira. Recentemente, apresentou-se ao lado do violonista Yamandu Costa. Em 2018, batizou seu último álbum de gravações originais de Do Avesso (Of the Flip Side). Aqui, reinventou-se mais uma vez, ampliando o leque da sua linguagem musical ao trazer a Orquestra Sinfonietta de Lisboa e três dos mais talentosos músicos e produtores portugueses: Nuno Rafael, Filipe Melo e João Moreira.

Há muitos mundos dentro do universo de António Zambujo e, ao vivo, quer se apresente apenas acompanhado pela sua guitarra ou rodeado pelos seus músicos, há a certeza de que é um cantor e um músico de excelência com uma capacidade única de cativar o público. Em 2024, retorna ao Festival Fado para mais um concerto único e imperdível.

Sobre Raquel Tavares

A premiada Raquel Tavares é uma das vozes mais importantes do fado contemporâneo. Nascida em Lisboa no dia 11 de janeiro de 1985, desde os 10 anos já convivia com os muitos caminhos e espaços do Fado. Aos 12 anos, o seu futuro já se adivinhava quando venceu a Grande Noite do Fado, iniciativa da Casa da Imprensa.

Com apenas 14 anos, lançou o seu primeiro álbum, Porque canto o Fado e, poucos anos após, apresentou novo disco, Raquel Tavares, produzido por Jorge Fernando, que lhe garantiu o prêmio revelação Prémios Amália Rodrigues pela Fundação Amália Rodrigues. Em 2008 e já com toda a escola das grandes casas de Fado de Lisboa (Café Luso, Senhor Vinho, Arcadas do Faia, Adega Mesquita, Adega Machado, Casa de Linhares Bacalhau De Molho) lançou Bairro, produzido por Diogo Clemente. Seu terceiro álbum foi considerado pela crítica um dos melhores álbuns de Fado da história. Após oito anos, a cantora lançou o álbum Raquel, em 2016. O trabalho reuniu um conjunto de grandes canções e grandes fados que lhe valeram um disco de ouro.

A paixão pelas músicas de Roberto Carlos traduziu-se no convite da Sony Music Portugal e Brasil para gravar um álbum em homenagem ao Rei. O resultado foi um disco de platina e uma extensa turnê dentro e fora de Portugal. Após longa pausa na carreira, no início de 2020 foi convidada a participar como atriz em duas novelas exibidas em horário nobre no canal de TV #1 em Portugal (SIC TV) e numa série de humor na RTP1.

Pela primeira vez, se aventurou no mundo das dublagens de filmes de animação (Mr. Link e O Gato das Botas) e investiu numa das suas grandes paixões para além da música: a dança. Quatro anos depois, a saudade dos palcos falou mais alto e Raquel aceitou o desafio do Festival Internacional do Fado, onde já se apresentou em edições anteriores ao lado de nomes como Carlos do Carmo e Camané, entre outros.

Serviço:

Shows | Festival Fado – António Zambujo e Raquel Tavares

São Paulo

Data: 19 de novembro | Horário: 21h (abertura da casa às 20h)

Local: Teatro Sabesp Frei Caneca (R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo – SP)

Ingressos aqui.

(Com Gabriel Oliven/Lupa Comunicação

Emesp Tom Jobim abre inscrições para cursos gratuitos de música e seleção de bolsistas de grupos artísticos

São Paulo, por Kleber Patricio

Revirada Musical da Emesp Tom Jobim. Foto: Heloísa Bortz.

Com mais de 200 habilitações e cursos gratuitos de canto e instrumentos musicais, tanto no âmbito popular quanto no erudito, a Escola de Música do Estado de São Paulo – Emesp Tom Jobim abriu o processo seletivo 2025 para cursos regulares e grupos artísticos.

As inscrições são gratuitas e estão disponíveis no site da Emesp Tom Jobim até 21/11/2024. São contemplados quatro ciclos de cursos de formação e especialização e seleção de bolsistas para a Academia de Ópera, Orquestra Jovem do Estado, Banda Sinfônica Jovem do Estado, Orquestra Jovem Tom Jobim, Orquestra Jovem do Theatro São Pedro e Coral Jovem do Estado.

Confira a seguir as diversas oportunidades para fazer parte de uma escola de ensino de música de excelência que reúne em seu corpo docente profissionais com reconhecimento global e estabelece diversas parcerias internacionais, fomentando o intercâmbio entre alunos, professores e ideias dentro da escola e proporcionando um ambiente fértil em interações pedagógicas, artísticas e profissionais. “Venha fazer parte da nossa Escola. Estude música 100% gratuitamente em uma escola onde a prática instrumental e a vivência artística caminham juntas com a pedagógica musical. Aprenda com os(as) melhores docentes e se conecte com outros músicos nos cursos de formação, especialização e cursos livres em música erudita e popular da Emesp Tom Jobim”, destaca Ana Beatriz Valente, gestora pedagógica da Emesp Tom Jobim.

Cursos de formação

São 3 ciclos de cursos regulares destinados a crianças e jovens, em que cada ciclo tem duração de 3 anos. O 1º ciclo (para crianças de até 13 anos) oferece as opções de Canto erudito, Clarinete erudito, Contrabaixo acústico erudito, Eufônio, Fagote, Flauta transversal erudita, Harpa, Oboé, Percussão erudita, Piano erudito, Saxofone erudito, Trombone erudito, Trompa, Trompete erudito, Viola erudita, Violão erudito, Violino e Violoncelo.

No 2º ciclo, para jovens de até 16 anos, estão disponíveis os cursos de Acordeão, Bandolim, Bateria, Canto erudito, Canto popular, Cavaquinho, Clarinete erudito, Clarinete popular, Contrabaixo acústico erudito, Contrabaixo acústico popular, Contrabaixo elétrico, Eufônio, Fagote, Flauta transversal erudita, Flauta transversal popular, Guitarra, Harpa, Oboé, Percussão erudita, Percussão popular, Piano erudito, Piano popular, Saxofone erudito, Saxofone popular, Trombone baixo erudito, Trombone erudito, Trombone popular, Trompa, Trompete erudito, Trompete popular, Tuba, Viola caipira, Viola erudita, Violão erudito, Violão popular, Violão sete cordas, Violino e Violoncelo.

O 3º ciclo (com limite de idade de 21 anos) traz as opções de Acordeão, Bandolim, Bateria, Canto Barroco, Canto erudito, Canto popular, Cavaquinho, Clarinete erudito, Clarinete popular, Contrabaixo acústico erudito, Contrabaixo acústico popular, Contrabaixo elétrico, Cordas dedilhadas barrocas (Alaúde, Guitarra barroca e Teorba), Cravo, Eufônio, Fagote, Flauta Doce, Flauta Doce Barroca, Flauta transversal erudita, Flauta transversal popular, Guitarra, Harpa, Oboé, Percussão erudita, Percussão popular, Piano erudito, Piano popular, Saxofone erudito, Saxofone popular, Trombone baixo erudito, Trombone erudito, Trombone popular, Trompa, Trompete erudito, Trompete popular, Tuba, Viola caipira, Viola erudita, Violão erudito, Violão popular, Violão sete cordas, Violino e Violoncelo.

Cursos de especialização

Os cursos de especialização (4º ciclo) oferecem disciplinas específicas nas áreas de Prática Instrumental Avançada, Música Antiga, Composição e Regência Coral, sem limite de idade. Em Prática Instrumental Avançada, as habilitações são as seguintes: Acordeão, Bandolim, Bateria, Canto erudito, Canto popular, Cavaquinho, Clarinete erudito, Clarinete popular, Contrabaixo acústico erudito, Contrabaixo elétrico, Eufônio, Fagote, Flauta transversal erudita, Flauta transversal popular, Guitarra, Harpa, Oboé, Percussão erudita, Percussão popular, Piano erudito, Piano popular, Saxofone popular, Trombone erudito, Trombone popular, Trompa, Trompete erudito, Trompete popular, Tuba, Viola erudita, Violão erudito, Violão popular, Violão sete cordas, Violino e Violoncelo.Na especialização de Música Antiga, os cursos disponibilizados são Canto barroco, Cordas dedilhadas barrocas (Alaúde, Guitarra Barroca e Teorba), Cravo, Flauta doce barroca, Oboé barroco, Traverso, Violino barroco e Violoncelo barroco.

Revirada Musical 2024 da Emesp Tom Jobim. Foto: Robs Borges.

A especialização de Composição tem como requisitos a apresentação de currículo breve contendo os estudos e realizações musicais do(a) candidato(a) e partituras de duas composições próprias, sendo uma delas para mais de um instrumento. Já na especialização de Regência Coral, os requisitos são experiência em canto coral/repertório coral, conhecimentos básicos de regência, conhecimento básico de piano para execução de vocalizes, conhecimento de história da música, harmonia, percepção e solfejo musical.

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

Voltado para estudantes que tenham idade até 28 anos, a Academia de Ópera do Theatro São Pedro é um curso de especialização (4º ciclo) com duração de 2 anos contando com disciplinas práticas, individuais e coletivas. Além disso, a Academia de Ópera prevê uma programação artística junto à Orquestra Jovem do Theatro São Pedro, envolvendo montagens de ópera e recitais. Há vagas para os seguintes registros de vozes: soprano, mezzo-soprano, contralto, tenor, barítono e baixo.

Orquestra Jovem do Estado

Para a Orquestra Jovem do Estado, as bolsas são disponíveis para jovens de até 25 anos, em Clarinete/Clarone, Contrabaixo Acústico, Oboé/Corne Inglês, Fagote/Contrafagote, Flauta Transversal/Piccolo, Harpa, Percussão Erudita, Piano Erudito, Trombone Baixo Erudito, Trombone Erudito, Trompa, Trompete Erudito, Tuba, Violino, Viola Erudita e Violoncelo.

Banda Sinfônica Jovem do Estado, Orquestra Jovem Tom Jobim & Orquestra Jovem do Theatro São Pedro

Também com limite de idade de 25 anos, aqui as bolsas são paras os instrumentos: Bateria, Clarinete, Clarinete/Clarinete Baixo, Clarinete/Requinta, Contrabaixo Acústico Erudito, Contrabaixo Elétrico/Contrabaixo Acústico Popular, Eufônio, Fagote, Flauta Transversal, Flauta Transversal/Piccolo, Guitarra/Violão, Oboé, Percussão Erudita, Percussão Popular, Piano Popular, Saxofone Erudito Alto, Saxofone Erudito Barítono, Saxofone Erudito Tenor, Saxofone Popular Alto, Saxofone Popular Barítono, Saxofone Popular Tenor, Trombone Baixo Erudito, Trombone Baixo Popular e Trombo.

Coral Jovem do Estado de São Paulo | As bolsas disponíveis são para os seguintes registros de voz: soprano, contralto, tenor e baixo, destinadas a quem tem até 28 anos. Para mais informações sobre os processos seletivos, cargas horárias, requisitos e outros detalhes das atividades ofertadas pela Emesp Tom Jobim, clique aqui.

Escola de Música do Estado de São Paulo – Emesp Tom Jobim

Referência no ensino brasileiro de música, a Emesp Tom Jobim é uma escola do Governo do Estado de São Paulo gerida pela Santa Marcelina Cultura, Organização Social parceira da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Atende gratuitamente cerca de 2.000 alunas e alunos em seus cursos e habilitações em música popular e erudita, da teoria à prática musical. Em 2024, a Emesp Tom Jobim comemora 35 anos de atuação. A Escola tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a Emesp Tom Jobim vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a Emesp Tom Jobim oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A Emesp Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades. A Escola mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim, que oferecem bolsas para as alunas e os alunos da Escola.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Documentário ‘Terras Prometidas’ será lançado em dezembro em cidades pelo Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

‘Terras Prometidas – a Herança da Baronesa e do Barão de Hirsch’ é um documentário brasileiro que relata a incrível jornada de imigração vivida pela comunidade judaica do leste da Europa em direção às Américas no final do século XIX até início do século XX financiada por um casal de filantropos, até então, desconhecido da história.

O documentário resgata a história da Baronesa e do Barão de Hirsch e seu projeto visionário de libertar os primeiros imigrantes judeus que fugiam da miséria e da perseguição sofrida durante o Império Czarista, em busca de uma vida de liberdade em novas e desconhecidas terras prometidas.

Em formato de road movie, um descendente de uma das primeiras famílias que chegaram à colônia agrícola de Philippson, no Rio Grande do Sul, em 1904, embarca em uma jornada de descobertas e decide fazer um filme. Com uma mochila nas costas, ele refaz os passos de seus ancestrais 120 anos depois, ouvindo depoimentos, visitando locais históricos e investigando arquivos enquanto conecta o passado ao presente para desvendar o legado duradouro do Barão e da Baronesa de Hirsch e seu impacto para as novas gerações.

Sobre a história

Maurice de Hirsch (1831–1896) foi um judeu alemão que fez parte do nascimento da economia moderna na Europa. Casou-se com Clara Bischoffshein e, juntos, construíram fortuna e empreenderam uma enorme missão filantrópica. Por meio da participação na construção da icônica Orient Express, ao conectar Ocidente e Oriente, tomaram conhecimento da extrema miséria e perseguições sofridas pelos judeus na Europa Oriental durante o Império Czarista no final do século XIX.

Marcados pela morte precoce de seu único filho, Lucien, o casal decidiu eleger os judeus deserdados do mundo como seus herdeiros, se tornando responsáveis por um dos planos mais audaciosos de toda a história.

Em 1892, o Barão de Hirsch fundou a ICA – Jewish Colonization Association, considerada até 1978 a maior fundação filantrópica do mundo, que colocou em prática seu plano de comprar terras em países livres, sem histórico de antissemitismo, para instalar comunidades judaicas e financiar emigrações em massa. Desta forma, ao lado da esposa Clara, viabilizou a emigração de milhares de famílias da Rússia para estabelecimentos agrícolas inicialmente na Argentina, depois no Brasil, Canadá, EUA, entre outros países, se tornando conhecido como o ‘Moisés das Américas’.

A Herança dos Hirsches no Brasil

O Barão de Hirsch acreditava que oferecendo aos judeus perseguidos ferramentas para trabalhar na terra e estudo, estaria “libertando-os e transformando-os em cidadãos completos capazes de enriquecer a humanidade de uma maneira nova e preciosa”.

Em 1904, por meio da ICA, começava a chegada de judeus em uma nova Terra Prometida: o Brasil. Após quase 2 meses de viagem, desembarcaram em terras brasileiras as 11 primeiras famílias russas para viver em Philippson, no Rio Grande do Sul. A colônia de Quatro Irmãos, no mesmo Estado, foi fundada em 1912 e chegou a contar com mais de 350 famílias. Desta forma, este ano comemoram-se os 120 anos da Imigração Judaica no Brasil.

Buscando resgatar a memória desta ancestralidade e compreender a herança deixada pelos Hirsches e por estes imigrantes para as novas gerações, o documentário traz o depoimento de historiadores, especialistas e descendentes que ainda hoje são impactados pela força da generosidade e responsabilidade comunitária deste projeto, que mobilizou grande parte do mundo e permitiu que estas famílias pudessem também contribuir social, cultural e economicamente para o desenvolvimento de suas novas Terras Prometidas.

Sobre o filme

O documentário foi idealizado por Léo Steinbruch, descendente que parte em busca de resgatar esta história, com produção executiva de Viviane Lessa, direção de Olindo Estevam e roteiro de Sérgio Mello e Olindo Estevam, com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), patrocínio da CSN – Companhia Siderúrgica Nacional, realização da ViaViva – Projetos Inspiradores, Paiol Filmes, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Terras Prometidas – a Herança da Baronesa e do Barão de Hirsch será lançado em novembro de 2024 através de uma agenda de exibições especiais e estará disponível para o público por meio de plataformas de streaming e canais de TV em 2025. Instituições culturais, educacionais e sociais interessadas em realizar sessões direcionadas do filme podem entrar em contato com a produção.

Trailer: Trailer Doc Terras Prometidas

Mais informações: https://terrasprometidas.com.br/

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Recursos 

– Legendas: inglês, espanhol, francês

– Acessibilidade: libras, audiodescrição, legenda descritiva

Estes recursos poderão ser acessados através do aplicativo PINGPLAY a partir da exibição em qualquer plataforma.

Agenda de exibições

Dia 18/11 – 19h – Cine Belas Artes – São Paulo

Dia 26/11 – 20h – Cinemateca Capitólio – Porto Alegre

Dia 27/11 – Em Santa Maria

Dia 28/11 – Em Erechim

Dia 30/11 – 20h – Comunidade Israelita do Paraná Curitiba

Dia 3/12 – 19h – Museu de Imagem e Som – MIS São Paulo

Dia 8/12 – 16h – Unibes Cultural São Paulo

Breve datas em Brasília, Rio de Janeiro, Belém, Manaus e Florianópolis.

(Com Sérgio Lerrer/Press Manager Mail)