Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Sinfônica de Campinas recebe Xande de Pilares na Praça Arautos da Paz dia 24

Campinas, por Kleber Patricio

Cantor e compositor Xande de Pilares diz que tocar com a Sinfônica de Campinas “é uma grande novidade”. Foto: Divulgação.

Show inédito e gratuito para a população de Campinas: no domingo, dia 24 de novembro, às 17h, na Praça Arautos da Paz, tem Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) com regência do maestro Carlos Prazeres, que convida, pela primeira vez, o cantor e compositor Xande de Pilares para tocarem juntos canções do seu repertório.

O evento é uma realização do Vivo Música, que leva shows gratuitos de grandes nomes da música para se apresentarem ao lado de orquestras em cidades de todo o país. Haverá transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/@vivomusicabr e interpretação simultânea em libras.

A Sinfônica de Campinas sobe ao palco com um repertório erudito que traz obras do compositor de ópera campineiro Carlos Gomes e também de Heitor Villa-Lobos e César Guerra-Peixe. E o cantor Xande de Pilares vai apresentar, com a sua banda, as músicas da turnê ‘Xande canta Caetano’. A abertura do show fica por conta do grupo Samba do Cosme, com um repertório de roda de samba e pagode.

Para o maestro Carlos Prazeres “é uma alegria e uma honra unir o som da orquestra à voz única de Xande de Pilares, um artista que transita com muita facilidade pela enorme diversidade da MPB. Esse encontro da Sinfônica de Campinas com Xande promete mostrar o poder da música de quebrar barreiras e unir a sociedade pela força da cultura”, afirma o regente titular da OSMC.

Já Xande de Pilares afirma estar feliz em voltar a Campinas. “É uma cidade que me conhece há bastante tempo. Já estive na cidade com o Revelação, com a minha carreira solo e agora o novo show ‘Xande toca Caetano’. Tocar com essa orquestra é uma grande novidade, gera bastante expectativa e um frio na barriga também. A nossa animação é grande e tomara que seja um dia inesquecível para todos nós”.

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas

A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas é considerada uma das mais antigas do país. Foi a primeira a surgir fora de uma capital de Estado. Em 2014, surgiram documentos que comprovaram que ela foi criada em 1929, como Associação Symphonica Campineira.

A presença da orquestra na cidade transformou Campinas em rota indispensável para os principais programas sinfônicos e operísticos do país. Atualmente, tem como regente titular e diretor artístico o maestro Carlos Prazeres.

Maestro Carlos Prazeres

Regência será do maestro titular da OSMC, Carlos Prazeres. Foto: Firmino Piton.

Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, Carlos Prazeres é um dos mais requisitados maestros brasileiros de sua geração. É também regente titular da Orquestra Sinfônica da Bahia desde 2011 e foi também regente assistente de Isaac Karabtchevsky na Orquestra Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro.

Já dividiu o palco com artistas eruditos como Antonio Meneses, Nelson Freire, Heléne Grimaud, Ilya Kaler, Gil Shaham, Maxim Vengerov, Ramón Vargas, Peter Donohoe, Jean-Louis Steuerman, Fábio Zanon e Augustin Dumay, entre outros. Convidado pelo maestro Wagner Tiso para atuar como maestro de sua série MPB & Jazz, passou a desenvolver uma extensa atividade na música popular, acompanhando artistas como Gilberto Gil, João Bosco, Ivan Lins, Stanley Jordan, Milton Nascimento, Hamilton de Holanda e Yamandú Costa, entre outros.

Xande de Pilares

Carioca, o cantor, compositor, instrumentista é um dos fundadores do grupo Revelação, criado em 1992, com o qual lançou nove álbuns e quatro DVDs. A partir de 2014, Xande seguiu em carreira solo, tendo já lançado seis álbuns. Em 2023, lança ‘Xande Canta Caetano’, uma homenagem ao compositor baiano, álbum indicado ao Grammy Latino nas categorias Melhor Álbum do Ano e Melhor Álbum de Samba/Pagode. O disco também foi agraciado com o Prêmio da Música Brasileira e o Prêmio Multishow e já soma 35 milhões de streams.

Ao todo, Xande tem mais de 780 milhões de reproduções nas plataformas digitais. Suas músicas já foram gravadas por Beth Carvalho, Caetano Veloso, Diogo Nogueira, Leci Brandão, Maria Bethânia, Maria Rita, e teve três sambas-enredo escolhidos para a sua escola de samba do coração, o Salgueiro.

Grupo Samba de Cosme

Grupo Samba de Cosme fará abertura do evento com repertório de roda de samba e pagode. Foto: Divulgação.

Inspirados pela música ‘Falange do Erê’, de Arlindo Cruz, o grupo Samba de Cosme começou a se formar em 2014. Formado por Marcelo Araújo, Leonardo e Guilherme, gravaram o primeiro EP em 2015, com participação dos sambistas Douglas Sampa e Marcelinho. Em 2017, gravaram o DVD ‘Meu Salve Pra 10’, com participações da Turma do Pagode, Xande de Pilares, Reinaldo, Serginho Madureira, Niva Partido, Samprazer e Ana Clara.

Já em 2019, gravaram ‘Solta a Voz Aí’, com participações de Miltinho, Pedrinho Black e Marquinho Sargento. Nessa gravação, também houve a participação da cantora Larissa, ainda como backing vocal. Dois anos mais tarde, ela se torna integrante oficial da banda e gravam ‘Meu Nome é Favela’. O quinto trabalho, ‘Do Nosso Jeito’, foi gravado em 2022, e conta com participações do Grupo Kamisa 10, Marquinhos Sensação e o Grupo Presença. O grupo conta com Marcelo Araújo (vocal e cavaquinho), Guilherme Vinícius (tantan), Leonardo (surdo) e Larissa nos vocais.

Serviço:

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas convida Xande de Pilares

Regência da Orquestra: Carlos Prazeres

Abertura: Samba do Cosme

Data: 24 de novembro, domingo

Horário do show: 17h

Local: Praça Arautos da Paz, na Vila Nogueira, Campinas

Entrada gratuita

Classificação indicativa: Livre

Transmissão ao vivo pelo link: https://www.youtube.com/@vivomusicabr

Interpretação simultânea em libras.

(Com Maria Finetto/Prefeitura de Campinas)

Rooftopemcasa recebe mostra coletiva ‘Na trama da percepção’

São Paulo, por Kleber Patricio

Cecília Walton, Sem título, série sobre percepção, 2023. Foto: Divulgação.

Entre 21 de novembro e 20 de dezembro, o Rooftopemcasa – clube social privado situado no Jardim América, em São Paulo – recebe a exposição ‘Na Trama da Percepção’, com obras de quatro artistas contemporâneos. Realizada pela Acessart, consultoria de arte especializada em mercado e carreira, a mostra tem curadoria do professor de história da arte e colecionador Fábio Faisal.

Na Trama da Percepção apresenta um conjunto de obras de artistas representados pela Acessart, como Andrea Bracher, Cecília Walton, Marcela Neves e Marília Bulhões. A exposição propõe uma reflexão sobre os múltiplos aspectos da percepção humana e suas interações com o espaço e o contexto contemporâneo. Para o curador Fábio Faisal, a proposta da mostra é desafiar o público a localizar o momento exato em que a percepção aparece. “Foi ela, a percepção, a grande responsável pela mudança completa que aconteceu na História da Arte a partir de 1850, com a chegada da modernidade. As quatro artistas desta mostra convidam o observador a identificar o preciso instante em que ela aparece”, comenta Faisal.

Uma das premissas dessa iniciativa idealizada pela Acessart é proporcionar ao público uma experiência que une apreciação estética e reflexão sobre o valor e o impacto da arte. Para isso, ao longo do período expositivo, a Acessart realizará uma série de conversas com especialistas para discutir colecionismo e investimento em arte e também sobre a importância da curadoria. Os encontros são gratuitos e acontecerão às quintas-feiras: 28/11, 5/12 e 12/12, às 19h.

O projeto ocorre em um momento de grande valorização do mercado de arte internacional. Segundo The Art Market Report 2024, relatório publicado pela Art Basel e UBS, o mercado de arte global atingiu aproximadamente US$65 bilhões em 2023, impulsionado pelo crescente interesse em obras contemporâneas e pelo papel da arte como investimento.

Alinhada a essas tendências, a mostra Na Trama da Percepção não só apresenta obras que dialogam com o cenário atual artístico, mas também reflete o objetivo da Acessart de construir pontes entre a criação artística e o mercado de forma relevante e estratégica. Desde sua fundação, em 2021, a Acessart tem se destacado no cenário das artes visuais por sua expertise em consultoria voltada ao mercado de arte e ao desenvolvimento de carreiras para artistas. Atuando como uma ponte entre artistas, colecionadores e instituições culturais, a Acessart busca potencializar o alcance e a valorização das produções artísticas brasileiras, entendendo o contexto e as demandas do mercado nacional e internacional. “A exposição Na Trama da Percepção é um exemplo do compromisso da Acessart com a expansão e com a valorização do mercado de arte brasileiro. Essa vocação é essencial para o crescimento sustentável das artes visuais no Brasil, uma vez que busca fortalecer o colecionismo e o investimento em arte como um setor estratégico para a cultura brasileira”, explica Alexandre Spinola, fundador da Acessart. “A realização da exposição em um clube social privativo como o Rooftopemcasa reforça a exclusividade da experiência e proporciona um espaço único para o diálogo sobre a arte como valor cultural e econômico. Acreditamos que o colecionismo e o investimento em arte têm papel fundamental no cenário atual e que iniciativas como essa ampliam a conscientização sobre o valor da arte no Brasil e no mundo”, ele completa.

A escolha do Rooftopemcasa como espaço para receber a exposição e como parceiro na realização dessa exposição deu-se pela experiência de ter realizado várias mostras anteriores, sempre privilegiando a arte contemporânea. Para garantir uma experiência personalizada na visita e na participação dos encontros, é necessário solicitar e agendar a visita previamente pelo e-mail caixetaspinola@gmail.com.

Serviço:

Na Trama da Percepção

Curadoria: Fábio Faisal

Artistas: Andrea Bracher, Cecília Walton, Marcela Neves e Marília Bulhões

Período expositivo: 21 de novembro a 20 de dezembro de 2024

Local: Rooftopemcasa

Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 11h às 21h

Endereço: Rua Groenlândia, nº 1564 – Jardim América – São Paulo/SP

Agendamentos: caixetaspinola@gmail.com

Realização: Acessart & Rooftopemcasa.

Sobre o curador Fabio Faisal| Palestrante nas feiras de arte de Madrid (ARCO), Paris (FIAC), São Paulo (SP-Arte) e Rio de Janeiro (ArtRio). Ministra o curso A história da formação do universo segundo a história da arte” e é colecionador de arte contemporânea há 31 anos.

Sobre a Acessart | A Acessart é uma consultoria de arte, especializada em mercado e carreira, que atua na profissionalização da arte e na formação de acesso aos mercados da arte. Utiliza uma metodologia própria – “Método ACESSE”, que compreende a gestão do negócio da arte, em suas soluções de consultoria, assessoria e serviços.

Sobre o Rooftopemcasa | O ROOFTOPEMCASA é um clube social privado localizado no coração do Jardim América, em São Paulo. Exclusivo para membros e convidados, o clube oferece um espaço cuidadosamente projetado para proporcionar experiências únicas e personalizadas.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

Juliana Mônaco destaca novos talentos em mais uma edição do Circuito Contemporâneo

São Paulo, por Kleber Patricio

Exposição reúne 44 artistas e cerca de 200 obras na Art Lab Gallery, em São Paulo. Obra de Carolina Lavoisier.

A Art Lab Gallery, sob direção e curadoria de Juliana Mônaco, inaugura no dia 21 de novembro, às 20h, mais uma edição do Circuito Contemporâneo. A exposição coletiva reúne 44 artistas, entre representados pela galeria e selecionados por edital público, consolidando-se como um espaço de diálogo entre diferentes trajetórias artísticas. A mostra estará aberta ao público de 22 de novembro a 7 de dezembro na sede da galeria, localizada na Vila Madalena, São Paulo.

Com cerca de 200 obras, o Circuito Contemporâneo apresenta um panorama diverso da produção artística contemporânea brasileira, incluindo pinturas, esculturas, fotografias e joias autorais. A proposta curatorial, idealizada por Juliana Mônaco, enfatiza a liberdade de expressão dos participantes, que apresentam obras em portfólio livre, destacando suas técnicas e identidades individuais.

Juliana reforça a importância de conectar novos talentos ao circuito cultural: “Esse projeto tem como missão abrir portas, formar pontes e criar um ambiente onde a arte possa acontecer de maneira democrática e acessível. A convivência entre artistas iniciantes e aqueles com trajetória consolidada é uma oportunidade rica de troca criativa e cultural”.

A exposição é composta por 22 artistas representados pela Art Lab Gallery, como Canudim, Maria Eduarda Comas, Flavio Ardito e Sadhana, e 22 artistas selecionados por edital, entre eles Tomaz Favilla, Isaac Sztutman e Maria Estrela Joias. A diversidade dos participantes reflete a abrangência da iniciativa, que busca incluir produções de diferentes contextos regionais e sensibilidades culturais.

Além de destacar os trabalhos expostos, o Circuito Contemporâneo promove a projeção de novos artistas a colecionadores, galeristas, arquitetos e outros profissionais do mercado de arte, contribuindo para a inserção de suas obras em coleções e espaços relevantes. Para Juliana, este é o papel central da galeria: “Ser um canal para que a arte alcance novos públicos, rompendo barreiras e expandindo oportunidades”.

Com mais uma edição, o Circuito Contemporâneo reafirma o compromisso da Art Lab Gallery com a valorização e democratização da arte contemporânea, consolidando-se como um evento de destaque no cenário cultural paulistano.

Serviço: 

Exposição Circuito Contemporâneo

Curadoria: Juliana Mônaco

Artistas representados: Canudim, Carlos Sulian, Carolina Lavoisier, Crys Rios, Emanuel Nunes, Evandro Oliveira, Flavio Ardito, Germano, Graça Tirelli, Gray Portela, Heitor Ponchio, Joana Pacheco, Junior Aydar, Lidiane Macedo, Lolla, Maria Bertolini, Maria Eduarda Comas, Mari Kirk, Maurizio Catalucci, Patricia Ross, Ricardo Massolini, Sadhana.

Artistas selecionados: Adriana Piraíno Sansiviero, Anne Walbring, Barrieu Wood Design, GUS, Isaac Sztutman, Leticiaà Legat, Jorge Herrera, Juliana Rimenkis, Maria Estrela Joias, Maria Figueiredo, Nancy Safatle, Narcizo Costa, Priscilä Boldrïni, Pamela Lahaud, Rapha Masi, Robson Victor, Rogerio Oliveira, Roger Mujica, Silvio Alvarez, Simone Fiorani, Tomaz Favilla, Yan.

Vernissage: 21 de novembro, às 20h

Visitação: 22 de novembro a 7 de dezembro de 2024 | terça a sexta, das 12h às 18h

Local: Art Lab Gallery

Endereço: Rua Delfina, 112 – Vila Madalena, São Paulo – SP

Horário: De terça a sexta-feira, das 12 às 18h; sábado, das 12 às 16h

Contato: (11) 9 7692 3050| curadoria.artlab@gmail.com | @artlabgal (Instagram).

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

Museu Paraense Emílio Goeldi recebe Instituto Tomie Ohtake com programação em diálogo com a COP 30 de 2025

Belém, por Kleber Patricio

Imagens: Divulgação.

Criado e desenvolvido pelo Instituto Tomie Ohtake para dialogar com os temas urgentes relacionados à 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que acontecerá em Belém (PA) em 2025, o projeto Um rio não existe sozinho tem sua segunda etapa, sob o título Diálogos Belém, confirmada para ocorrer de 21 a 23 de novembro de 2024, no Museu Paraense Emílio Goeldi, na capital paraense. Iniciado em agosto de 2024 com os Diálogos São Paulo, o projeto busca estabelecer uma rede nacional de conexões para o compartilhamento de experiências que apontem possibilidades de transformação em respeito às práticas sustentáveis, diante do contexto de intensificação da crise climática. O programa prevê ainda a realização de atividades e exposições ao longo dos próximos dois anos, como continuidade dos encontros realizados em São Paulo e Belém. A iniciativa tem curadoria de Sabrina Fontenele, curadora do Instituto Tomie Ohtake, e Vânia Leal, curadora convidada.

O projeto expressa a vocação da instituição na articulação de diferentes áreas do conhecimento na realização de trabalhos lúdicos, educativos ou políticos e no estímulo ao diálogo entre diferentes agentes de transformação cotidiana. A missão do Instituto Tomie Ohtake — de abrir caminhos na arte e na vida — se vale de projetos como este para articular as questões climáticas e ambientais à arte, à arquitetura, ao design e aos saberes tradicionais. Esta iniciativa conta com o patrocínio do Itaú e AkzoNobel, através do Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura e Governo Federal – Brasil, União e Reconstrução.

2ª FASE – DIÁLOGOS BELÉM

Denominada Diálogos Belém, a segunda etapa de Um rio não existe sozinho reúne no Museu Paraense Emílio Goeldi, entre 21 e 23 de novembro, arquitetos, artistas, lideranças comunitárias e pesquisadores de diversas regiões do Brasil e da América Latina para refletirem sobre iniciativas transformadoras que respondam à crise ambiental, social e cultural e que promovam revisões na maneira como estamos vivendo, criando memórias e percebendo o mundo.

No dia 21, às 9h, a superintendente artística do Instituto Tomie Ohtake, Ana Roman, e a coordenadora de Comunicação e Extensão do Museu Paraense Emílio Goeldi, Sue Costa, abrem o evento, seguidas pela primeira mesa Confluência de Saberes, com a participação do escritor e professor paraense João de Jesus Paes Loureiro, da artista e professora paraense Elaine Arruda, da arquiteta paraguaia Viviana Pozzoli e do artista manauara Alessandro Fracta. A mediação será de Lucia das Graças Santana da Silva, coordenadora de Museologia do Museu Paraense Emílio Goeldi.

No dia 22, às 19h, ocorre a mesa 2, Abrir caminhos em comunidade, reunindo Helena Lima, do Museu Paraense Emílio Goeldi, Noelia Monteiro, arquiteta argentina do Estúdio Flume e uma das contempladas na nona edição do Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake AkzoNobel, premiação que mapeou nos últimos anos as produções arquitetônicas de destaque na cena contemporânea brasileira nos seus mais variados contextos, e o artista paraense Francelino Mesquita e Viviane Fortes, coordenadora geral da Associação Tingui, do Vale do Jequitinhonha, MG. A mediação será de Regina Oliveira da Silva, do Museu Paraense Emílio Goeldi. Encerrando a segunda etapa, no sábado, dia 23, das 9h às 12h, acontece a oficina Novos começos para o fim: processos e usos com as fibras naturais de açaí, com a professora Lina Bufalino, da Universidade Federal do Pará e a arquiteta argentina Noelia Monteiro, do Estúdio Flume. Propondo uma reflexão sobre o uso da fibra natural do caroço do açaí, o encontro terá uma introdução teórica com apresentação de pesquisas acadêmicas recentes, seguida por atividade prática sobre as possibilidades de seu uso na produção de papéis, painéis e mobiliários. As atividades são abertas ao público, mediante inscrição prévia via formulário e gratuitas.

CLIMA E CULTURA NO INSTITUTO TOMIE OHTAKE

Desde a sua fundação, o Instituto Tomie Ohtake vem construindo um histórico de projetos e ações que buscam refletir sobre modos e condições de vida, hábitos, memórias e visões de mundo. Dentro deste contexto, seu entendimento programático busca promover a cultura lançando luz à forma como nos relacionamos com as temáticas do clima, da sustentabilidade e do meio ambiente.

Reforçando sua missão de abrir caminhos na arte e na vida, o Instituto se vale destas práticas para articular estes temas à arte, à arquitetura, ao design e aos saberes tradicionais, mobilizando programas educativos ou políticos e estimulando diálogos entre diferentes agentes de transformação cotidiana. Projetos de relevo como o longevo Prêmio de Arquitetura Tomie Ohtake AkzoNobel, cuja trajetória soma 9 edições, são pontos de partida que fundamentam as presentes discussões propostas para Um rio não existe sozinho. As edições do Prêmio mapearam, selecionaram e visibilizaram iniciativas que envolvem dinâmicas ambientais, sustentabilidade e impacto social.

“O prêmio de arquitetura, idealizado em conjunto com o Instituto Tomie Ohtake, se tornou uma referência em programas de premiação da área, então fez sentido evoluirmos a iniciativa, abraçando uma temática climática urgente. Durante mais de dez anos criamos uma relação muito próxima com os profissionais da arquitetura que foram, ano a ano, nos surpreendendo com projetos que aliavam estética ao respeito à cultura local e preocupação com um legado. E isso está em total consonância com o que acreditamos aqui na AkzoNobel, que inovação não pode existir sem sustentabilidade, sem se preocupar com o impacto que trazemos para as pessoas, as comunidades, o planeta e as futuras gerações”, analisa Karen Watanabe, head de Comunicação LATAM da AkzoNobel.

Em 2023, em consonância com a 9ª premiação do Prêmio de Arquitetura Tomie Ohtake AkzoNobel, a sequência de debates denominada Imaginar Futuros: formas do invisível contou com a presença de especialistas do Brasil e do mundo para discutir o desafio urgente da crise ambiental mundial e dos futuros possíveis. Estas ações pavimentam o caminho para que hoje o Instituto Tomie Ohtake possa convidar a todos para pensar coletivamente sobre estes temas, para criar uma rede de reflexões em diálogo direto com a COP 30 de 2025.

SOBRE A COP 30

A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP), evento anual onde líderes mundiais, cientistas, ativistas e representantes da sociedade civil se reúnem para discutir e negociar medidas para combater as mudanças climáticas, terá sua 30ª edição realizada no Brasil. A COP 30, que acontecerá em novembro de 2025 em Belém, no Pará, gera grandes expectativas devido à sua localização na Amazônia, um dos ecossistemas mais importantes do mundo para a regulação do clima global. Espera-se que a COP 30 traga uma atenção renovada para a proteção das florestas tropicais e para os direitos das populações indígenas e ribeirinhas, além de impulsionar ações mais ambiciosas e concretas para enfrentar a crise climática. A escolha de Belém como sede destaca a importância da região amazônica nas discussões globais sobre meio ambiente e sustentabilidade.

Sobre o Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake, fundado em 2001, é o único local da cidade dedicado às artes plásticas, arquitetura e design, com projeto arquitetônico especialmente desenvolvido para abrigar essas três expressões das artes visuais. Assim como nas outras áreas, no campo da arquitetura produz exposições, publicações e debates. Já fizeram parte de sua programação nomes como Álvaro Siza, Gaudí, Oscar Niemeyer, Ruy Ohtake, Soto de Moura, SANAA – Sejima + Nishizawa, Thom Mayne e Vilanova Artigas.

Serviço:

Um rio não existe sozinho | Diálogos Belém

Curadoria: Sabrina Fontenele e Vânia Leal

De 21 a 23 de novembro de 2024

Vagas limitadas

Inscrições aqui

Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi

Centro de Exposições Eduardo Galvão
Av. Gov. Magalhães Barata, 376 – São Braz, Belém – PA

Fone: (91) 3211-1700

Entrada mediante apresentação de documento com foto dos inscritos pelo portão de acesso dos servidores, na Av. 9 de Janeiro (próximo ao nº 1569).

(Com Martim Pelisson/Instituto Tomie Ohtake)

Pinacoteca de São Paulo debate figura do caipira em nova exposição

São Paulo, por Kleber Patricio

Detalhe ‘Saudade’ (1899).

A Pinacoteca de São Paulo apresenta Caipiras: das derrubadas à saudade’ no 2º andar do edifício Pinacoteca Luz. Com curadoria de Yuri Quevedo, a exposição reúne cerca de 70 obras de 35 artistas e faz uma análise histórica da construção da figura do caipira na arte. Em 2025, serão celebrados os 120 anos de fundação do museu, que foi criado em 1905 com a transferência de um conjunto de vinte obras vindas do Museu Paulista. Duas delas, Caipira picando fumo (1893) e Amolação interrompida (1894) – que completa 130 anos em 2024 – ambas de um dos artistas brasileiros mais importantes do século XIX, Almeida Júnior, podem ser vistas na exposição.

A figura do caipira se consolidou como um dos principais temas do acervo da Pinacoteca e os quadros de Almeida Júnior, realizados entre as décadas de 1880 e 1890, são os mais procurados pelo público do museu. “A comoção diante dessas obras – realizadas há mais de 100 anos – é a medida do quão abertas elas estão ao nosso tempo, ou seja, de como seus significados ainda tocam as pessoas e são negociados no presente. Mas se um futuro consciente é fruto da análise da história, precisamos reconhecer as origens dessas pinturas para poder considerar sua relevância na atualidade”, conta o curador.

Sobre a exposição   

A figura do caipira surge do projeto político de uma elite cultural empenhada na modernização de São Paulo e na construção de um lugar destacado para o estado frente as outras unidades da federação. O alinhamento com tendências modernas internacionais de arte no século XIX, o realismo e o naturalismo, faz do caipira a versão paulista dos trabalhadores do campo, à época colocado como tipo social fundador das culturas nacionais em diversos países. A primeira sala expositiva perpassa a construção desse personagem, a representação do ambiente rural e os fazeres que os caracterizam. Podem ser vistas obras como as duas versões de Caipira picando fumo (1893) e Amolação interrompida (1894), bem como obras dos italianos Carlo de Servi e Antonio Ferrigno e do catalão Lluis Graner – que foi companheiro de trabalho do famoso arquiteto Antoni Gaudí.

Detalhe ‘Amolação interrompida’ (1894).

Essa sala aborda a famosa transferência das telas dos caipiras do Museu Paulista para Pinacoteca em 1905, que acarretou a fundação do museu, hoje prestes a completar 120 anos. Com apoio do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, pela primeira vez em um século essas obras passaram por exames físicos e químicos. A equipe, liderada pela Profa. Marcia Rizzutto, conseguiu identificar como o artista trabalhava a relação entre a estrutura do desenho e a cor, além de levantar hipóteses sobre como as cores dos trabalhos podem ter mudado com o tempo. Segundo o curador da exposição: “As obras de Almeida Júnior são alvo de pesquisa há mais de um século; uma das funções da Pinacoteca e de uma exposição como essa é compreender o debate até agora e contribuir para que ele se mantenha”.

Na segunda galeria, estão reunidas obras que buscam apresentar os antecedentes do caipira, que pode ser entendido como a síntese de outras imagens produzidas ao longo do século XIX, seja a representação dos Bandeirantes, Tropeiros ou Degredados. Paralelas a essas figuras, algumas paisagens retratam as derrubadas das florestas num período de 70 anos, mostrando a longevidade desse modo de pintar a paisagem, mas também a atividade dos artistas para denunciar a destruição do ambiente natural brasileiro. Essa sala é uma oportunidade para ver reunidas obras importantes de outras coleções, como O derrubador brasileiro (1879), do Museu Nacional de Belas Artes, e Os descobridores (1899), do Museu Diplomático do Itamaraty.

A última sala se volta para a representação do sistema cultural em que a figura do caipira se insere, uma preocupação realista dos pintores modernos, como Almeida Júnior. Representando cenários que nos remetam ao universo caipira, as obras buscam refletir sobre suas relações com a natureza, com a vida doméstica, seus hábitos, trazendo ainda o elemento dramático para a narrativa. É nessa sala que está Saudade (1899), uma das obras mais emblemáticas de Almeida Júnior. Na pintura, uma caipira nos comove ao chorar sobre uma fotografia que lhe traz uma recordação. Aqui podemos ver mais fortemente como os caipiras brasileiros dialogam com a produção realista internacional. Há ainda pintores portugueses, espanhóis, franceses e italianos representando camponeses e trabalhadores, como no caso de: José Malhôa, Souza Pinto, L’Heremitte, Pinello Llul e Lluis Graner.

Caipiras: das derrubadas à saudade tem patrocínios de Bradesco, na cota Platinum, Nescafé, na cota Prata e Comolatti, na cota Bronze.

Sobre a Pinacoteca de São Paulo | A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. 

Serviço: 

Caipiras: das derrubadas à saudade

Período: 23/11/2024 a 13/4/2025

Curadoria: Yuri Quevedo

Pinacoteca Luz (2º andar)

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

Quintas-feiras com horário estendido B3 na Pina Luz, das 10h às 20h (gratuito a partir das 18h).

(Com Mariana Martins/Assessoria de imprensa Pinacoteca)