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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Eva Funari lança ‘Rozaspina’ dia 16/2 na Livraria da Vila da Fradique Coutinho

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa. Foto: Divulgação.

Depois de 20 anos, a escritora e ilustradora Eva Furnari lança seu primeiro livro juvenil, ‘Rozaspina’, pela editora Moderna. O lançamento será realizado na Livraria da Vila da Fradique Coutinho no dia 16 de fevereiro, das 15h às 18h.

Sinopse | “Quando um passarinho bordado por Lalin ganha vida de forma inesperada, ela descobre segredos guardados há tempos por sua avó, segredos sobre sua mãe e sobre si mesma. Enquanto investiga o mistério de sua própria vida, ela conhece Luc e Mirko, dois amigos que vão acompanhá-la numa aventura cheia de suspense em uma misteriosa sociedade mágica chamada Rozaspina.”

Sobre a Livraria da Vila

A Livraria da Vila nasceu no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, em 1985. Desde seu início, há quase 40 anos, tornou-se conhecida e reconhecida por possuir um conceito e filosofia únicos no mercado livreiro. Presente nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Campinas, São Caetano, Ribeirão Preto, Curitiba, Londrina, Goiânia e Brasília, atualmente a Vila conta com 22 lojas físicas e um site para vendas online.

Serviço:

Data: 16 de fevereiro (domingo)

Horário: das 15h às 17h

Local: Livraria da Vila — Rua Fradique Coutinho, 915 – Pinheiros, São Paulo, SP.

(Com Julio Sitto/A4&Holofote Comunicação)

IMS Paulista apresenta primeira exposição individual de Zanele Muholi no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Bester I, Mayotte, 2015 © Zanele Muholi, cortesia Yancey Richardson, Nova York.

“Eu uso a fotografia para confrontar e curar, por isso me denomino ativista visual” – desta forma, Zanele Muholi (1972, Umlazi, África do Sul) descreve sua trajetória, em que arte e política são inseparáveis. Um dos principais nomes da arte contemporânea, seu trabalho pode ser visto a partir de 22 de fevereiro (sábado) na retrospectiva ‘Beleza valente’, primeira individual de Muholi no Brasil, exibida no IMS Paulista (Av. Paulista, 2424). Com curadoria de Daniele Queiroz, Thyago Nogueira e Ana Paula Vitorio, a mostra traça um panorama da carreira de Muholi, com obras que documentam e celebram a comunidade negra LGBTQIAPN+ na África do Sul e no mundo.

Muholi estará presente na programação do dia de abertura (22/2): às 15h, participa de uma conversa com o público, acompanhada pela equipe curatorial, e, às 17h, de uma sessão de autógrafos do catálogo da retrospectiva, lançado na ocasião. Todos os eventos são gratuitos (confira mais detalhes sobre a programação e o catálogo no serviço).

Muholi nasceu em 1972, em Umlazi, Durban, durante o regime do apartheid na África do Sul. O fim do apartheid e a nova Constituição, implementada por Nelson Mandela em 1996 – que proibiu a discriminação racial, sexual e de gênero – não foram suficientes para deter o racismo, o preconceito e os crimes de ódio. A fim de lutar contra essa realidade, Muholi estudou fotografia e passou a fazer reportagens que expunham episódios de violência. Em 2004, seu trabalho ganhou atenção nacional. Com o passar do tempo, trocou as fotografias de denúncia por retratos e autorretratos, criando um vasto arquivo de imagens que confrontam e subvertem os olhares e narrativas coloniais.

A exposição reúne mais de 100 obras produzidas ao longo de sua carreira, de 2002 até hoje. O conjunto inclui fotografias, vídeos e pinturas, além da escultura de bronze A portadora das águas (Mmotshola Metsi), de 2023. São apresentadas suas principais séries, como Faces e fases (Faces and Phases), Somnyama Ngonyama e Bravas belezas (Brave Beauties). A mostra traz também obras inéditas feitas no Brasil em 2024, quando Muholi veio a São Paulo para participar do Festival ZUM e conheceu organizações e instituições LGBTQIAPN+, num diálogo entre a história da luta por direitos no seu país e no contexto brasileiro.

Tudo o que eu quero ver é apenas a beleza. E beleza não significa que você tenha que sorrir, mostrar os dentes ou se esforçar mais. Basta existir”, afirma Muholi. O título da retrospectiva − Beleza valente − evidencia que, na obra de Muholi, a beleza é uma forma de luta e afirmação em oposição à violência contra pessoas negras LGBTQIAPN+. Também sobre essa característica central do trabalho, a curadoria comenta: “Identificada como uma pessoa de gênero não binário, Muholi constrói fotografias que desmontam os padrões de masculino e feminino em busca de liberdade e fluidez. Seu trabalho valoriza a beleza comum, cotidiana e comunitária, transformada em experiência extraordinária. Sua luta por justiça e dignidade engrandece todas as pessoas.”

Muitas das séries de Muholi são fruto de um envolvimento com as pessoas fotografadas, buscando retratá-las com suas roupas e poses preferidas, em situações que valorizem sua imagem e aparência. Muholi evita o olhar objetificante, que marca grande parte da história da fotografia, em especial o registro de pessoas negras. Com isso, cria um grande álbum dessa família escolhida, um arquivo de fotografias de pessoas que historicamente foram excluídas das representações oficiais.

Apinda Mpako e Ayanda Magudulela, Parktown, Joanesburgo, África do Sul, 2007 © Zanele Muholi, cortesia Yancey Richardson, Nova York.

A formação desse conjunto de registros, da documentação da história de sua comunidade, é essencial na atuação de Muholi, pontua Daniele Queiroz: “Muholi ainda luta diariamente pelo reconhecimento desse sólido arquivo da comunidade negra e LGBTQIAPN+ e da relevância de fazê-lo perdurar na história, por meio de fotografias, exposições e publicações. Nomear e arquivar se tornam maneiras de sobreviver à morte física e, não menos importante, resistir à morte simbólica, psicológica e intelectual que o sistema patriarcal branco e heterossexual tenta insistentemente imputar à comunidade.”  

Exibida no 6º andar do IMS, a mostra pode ser percorrida por diferentes caminhos. Na entrada, o público se depara com uma imagem ampliada de Somnyama Ngonyama, uma das principais séries de Muholi, iniciada em 2012 e ainda em construção. Em autorretratos tirados em diversas cidades do mundo, Muholi aparece usando objetos rotineiros, como cobertores, almofadas e cinzeiros, que remetem a contextos sociais e políticos da história sul-africana e dos países por onde passa. Em zulu, língua materna de Muholi, ‘Ngonyama’ significa ‘leão/leoa’. A palavra também nomeia o clã de sua mãe, Bester, que trabalhou durante toda a vida como empregada doméstica para famílias brancas sul-africanas. No título da série, Muholi saúda sua mãe e sua ancestralidade.

Em outra fotografia da série, Muholi veste pneus de bicicleta vazios. Símbolo da resistência negra nas townships sul africanas, as bicicletas eram um meio de locomoção importante para as populações não brancas durante o apartheid, em razão do transporte público limitado. Nas fotografias, Muholi incorpora personagens distintas – com frequência, em posição de encarar quem observa – em imagens que tratam de traumas individuais e coletivos, mas que também criticam a fotografia colonial e positivista, reivindicando e criando novos imaginários, como afirma Ana Paula Vitorio: “Muholi, em cada um desses autorretratos, comunica sarcasmo, raiva, valentia, dor, vulnerabilidade, questionamento e muitas outras coisas. Essa é uma interpretação que pode variar de acordo com a imagem, com as circunstâncias e com quem observa cada uma dessas fotografias. Algo indiscutível, entretanto, é que, em todos esses casos, e em dezenas de outros da série, Muholi nos olha nos olhos e sustenta esse olhar.”  

Somnyama Ngonyama traz agora fotos feitas por Muholi durante sua residência artística em São Paulo, exibidas pela primeira vez nesta retrospectiva. Outros trabalhos consagrados, as séries Bravas belezas (Brave Beauties) e Faces e fases (Faces and Fases) também incluem fotografias feitas no Brasil. Em Bravas belezas, iniciada em 2013, Muholi criou um contraponto aos concursos tradicionais de beleza feminina, fotografando participantes do concurso Miss Gay RSA. A série se expandiu e inclui dezenas de retratos posados, muitos deles em preto e branco. Exibindo o corpo inteiro, ou meio corpo, as pessoas participantes são convidadas a posar da maneira como se veem mais bonitas.

O mesmo processo, de convidar cada participante a escolher a forma como deseja aparecer nas fotografias, orienta a série Faces e fases (Faces and Fases), a mais conhecida de Muholi, iniciada em 2006 e também em construção. O projeto reúne centenas de retratos de pessoas negras lésbicas, não binárias e transgêneros masculinos, construindo um recorte específico dentro da própria comunidade. As faces são a imagem que cada participante deseja produzir de si, muitas vezes em várias fotografias feitas ao longo de anos; as fases registram o transcorrer do tempo.

Muholi iniciou Faces e fases para construir um arquivo da comunidade LGBTQIAPN+ sul-africana, registrando também suas próprias faces e fases. “Repetidas ao longo dos anos, suas fotografias também permitem narrar as transformações individuais e os processos de afirmação de gênero de cada indivíduo, construindo a memória pessoal com a qual pavimenta a história coletiva. Cada retrato é o elo de uma corrente, mais sólida e articulada que a soma individual das partes”, afirma Thyago Nogueira.

Miss Lésbica VII, Amsterdã, Países Baixos, 2009 © Zanele Muholi, cortesia Yancey Richardson. Nova York.

Na retrospectiva, o público encontra também trabalhos do início da carreira de Muholi, como Apenas meio quadro (Only Half the Picture), série realizada de 2002 a 2006, que documenta pessoas que sofreram violência de gênero ou racial, como agressões e estupros ‘corretivos’. Nos registros, Muholi fotografa as vítimas com afeto e delicadeza; o enquadramento expõe as cicatrizes, mas protege as identidades. Também produzida no começo da carreira, a série Ser (Being), registra casais de mulheres lésbicas negras sul africanas em espaços privados, compartilhando momentos de intimidade.

A exposição traz ainda trabalhos como Miss Lésbica (Miss Lesbian), em que Muholi encena sua participação em um concurso de beleza, e Beulahs (Bonitas), com retratos coloridos. Também é exibida uma cronologia da vida de Muholi, da luta por direitos na África do Sul, da história do movimento LGBTQIAPN+ no Brasil, produzida pelo Museu da Diversidade Sexual, além de um documentário dirigido por Muholi, entrevistas e livros.

Em cartaz até 23 de junho, a exposição contará com uma ampla programação de eventos. Ao visitar a mostra, o público é convidado a se aproximar da obra de Muholi, de sua comunidade e resistência, como enfatiza em suas próprias palavras: “Quero projetar publicamente, sem vergonha, que somos indivíduos ousados, negros, belos e orgulhosos”.

Mais sobre Zanele Muholi

Zanele Muholi (Umlazi, África do Sul, 1972) é artista e ativista visual. Publicou os livros Faces and Phases (2014), Somnyama Ngonyama, v. 1 e 2 (2018/2024), entre outros. Fundou Inkanyso, um portal de mídia visual queer. Participou da Documenta 13 (2012), em Kassel, da 55ª Bienal de Veneza (2013) e da 29ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo (2010). Em 2016, foi capa da ZUM #11, revista de fotografia do IMS.

Sobre o catálogo

Por ocasião da retrospectiva, o IMS lança o catálogo Zanele Muholi: Beleza valente. Com 256 páginas, a publicação traz todas as obras de Muholi apresentadas na mostra, textos da equipe de curadoria, das professoras Bárbara Copque e M. Neelika Jayawardane, um conto da artista Castiel Vitorino Brasieiro, um poema do escritor floresta, e depoimentos de Busi Sigasa e All Ice, pessoas registradas por Muholi na série Faces e fases, além de uma extensa cronologia construída em parceria com o Museu da Diversidade Sexual. O livro estará à venda na unidade da Livraria da Travessa do IMS Paulista, e na loja online do IMS.

*Todas as citações de Zanele Muholi mencionadas no release estão referenciadas no catálogo da exposição.

Serviço:

Zanele Muholi: Beleza valente

Abertura: 22 de fevereiro, às 10h

Visitação: até 23 de junho. 6º andar do IMS Paulista | Entrada gratuita

A exposição conta com recursos de acessibilidade, como pranchas táteis, audiodescrição e legendas

Conversa com Zanele Muholi e a equipe curatorial

22 de fevereiro, das 15h às 16h30

Cinema do IMS Paulista

Entrada gratuita, com distribuição de senhas a partir das 14h. Limite de 1 senha por pessoa.

Lançamento do catálogo da exposição e sessão de autógrafos

22 de fevereiro, das 17h às 18h30

Entrada gratuita.

IMS Paulista | Avenida Paulista, 2424, São Paulo, SP

Tel.: (11) 2842-9120

Horário de funcionamento: terça a domingo e feriados (exceto segundas), das 10h às 20h.

(Com Mariana Mimoso/Pine RP)

Theatro Municipal do Rio de Janeiro abre audição para bailarinos temporários para opereta ‘A Viúva Alegre’

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Daniel A. Rodrigues.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o patrocínio oficial Petrobras, abre inscrições para bailarinos temporários participarem da opereta ‘A Viúva Alegre’, do compositor Franz Lehár, que acontecerá no primeiro semestre do ano. Serão 14 vagas, sendo sete masculinas e sete femininas, com os seguintes perfis: Masculino – experiência em show e/ou teatro musical;

Feminino – aptidão vocal e experiência em show e/ou teatro musical.

O cachê individual oferecido para as vagas será de R$3.000,00 brutos (três mil reais) para a temporada de A Viúva Alegre. A convocação feita pela Associação dos Amigos do Teatro Municipal será no dia 18/2, a audição, no dia 21/2 e o resultado, no dia 24/2.

Podem participar da seleção pessoas de todas as identidades de gênero que tenham 18 anos completos até a data da audição. Os candidatos devem possuir CNPJ válido (próprio ou passível de representação artística por contrato assinado em cartório). Será exigida a apresentação da Certidão Negativa de Débitos com a União da Pessoa Jurídica, que pode ser emitida pelo link https://solucoes.receita.fazenda.gov.br/Servicos/certidaointernet/PJ/emitir.

O processo de seleção terá duas etapas:

1 – Seleção prévia, de caráter eliminatório, realizada a partir de formulário de inscrição e análise documental;

2 – Audição presencial, composta de sequência coreográfica e ensaio de pequeno trecho musical da obra, para avaliação artística por parte da equipe criativa da opereta.

Serviço:

Audição opereta A Viúva Alegre

Inscrições abertas por meio de formulário publicado nas plataformas virtuais do Theatro Municipal

Site: www.theatromunicipal.rj.gov.br

Instagram: @theatromunicipalrj

Facebook: https://www.facebook.com/theatro.municipal.3

Convocatória: 18 de fevereiro

Audição: 21 de fevereiro

Resultado: 24 de fevereiro

Este é um Projeto realizado via Lei de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, com o Patrocínio oficial Petrobras. A Realização é do Ministério da Cultura e Governo Federal, União e Reconstrução.

(Com Cláudia Tisato/Assessoria de imprensa TMRJ)

Documentário campineiro resgata memórias da ditadura militar e traumas que persistem até hoje

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Uma cicatriz não é apenas um traço disforme na pele; ela pode ser um marco que guarda histórias profundas, às vezes de um homem, às vezes de um país inteiro. Desde pequena, Débora ficava intrigada com a cicatriz do pai, Claudinei, mas as explicações nunca eram satisfatórias. Muitos anos depois, a busca por respostas sobre esse passado deu origem ao documentário ‘Cicatriz’, que chega ao público de Campinas com uma proposta urgente e necessária: refletir sobre os impactos da violência institucionalizada, a importância da memória e o direito à liberdade.

Partindo da história pessoal de seu pai, ex-preso político da ditadura militar, Débora lança um olhar mais amplo sobre traumas históricos e suas reverberações na sociedade atual, entrelaçando histórias do passado com a luta atual de uma nova geração, filhos e netos que carregam a missão de manter viva a memória das vítimas da ditadura militar brasileira. “Este documentário é uma jornada de resgate, reconhecimento e resistência contra o esquecimento”, explica Débora, cujo trabalho também estabelece conexões com o presente, trazendo depoimentos de adolescentes em medidas socioeducativas. “A presença desses adolescentes no filme evidencia como estruturas de repressão e exclusão ainda operam nos dias de hoje”, prossegue.

O documentário foi inscrito e selecionado no Edital 02/2023 da Lei Paulo Gustavo de Campinas para produção de curta e média metragem. A estreia é no dia 9 de março no MIS – Museu da Imagem e do Som de Campinas, às 19h30. No dia 20, o documentário será apresentado na Casa de Cultura Aquarela, no mesmo horário, também com entrada franca.

‘Cicatriz’ é, acima de tudo, um convite ao diálogo e à reflexão sobre cidadania e direitos humanos. Para estimular esse debate, após as exibições haverá uma roda de conversa sobre o filme com a diretora Débora Castro e seu irmão Leonel Cabral, psicólogo clínico que também é personagem do filme. Especialista no tratamento da dependência química com várias formações, incluindo protocolo para tratamento de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Leonel também é supervisor institucional em programas de medida socioeducativa.

Ainda Estou Aqui

A idealização e produção do documentário Cicatriz começou muito antes do estrondoso sucesso de Ainda Estou Aqui, filme de Walter Salles inspirado no livro de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva, e Débora celebra a feliz coincidência de seu filme estrear em data tão próxima do Oscar, apesar da temática árida. “Além do orgulho pelas três indicações ao Oscar de Ainda Estou Aqui, esse sucesso todo mostra a importância do tema. O que Cicatriz tem em comum com o indicado? Ambos falam da brutalidade da ditadura”, resume ela. “Mais que a história do meu pai, o filme fala da história do país e relata a violência do Estado na ditadura e também nos dias atuais. Trazer à tona essa memória e esclarecer os traumas deixados nas famílias e no Brasil, é importante para que esse cenário nunca mais se repita”, completa Débora.

Com uma abordagem sensível e crítica, Cicatriz é uma obra necessária para quem deseja compreender as marcas deixadas pelo passado e os desafios do presente. Para mais informações, basta seguir o canal do Instagram @cicatriz.doc.

Sobre a diretora | A campineira Débora Castro Cabral é formada em Produção Audiovisual pela Universidade Paulista e em Pedagogia pela Unicamp. Atua há 17 anos no audiovisual, com experiência em longas-metragens como Vai que Dá Certo 2, O Jornaleiro, O Monstro e Café, um Dedo de Prosa, em diferentes funções, como editora e designer de produção.

Já nos curtas, trabalhou nos filmes Rainha do Maracatu, Uma mão anima a outra, Na Roça e Dudu está solteiro, entre outros. Foi vencedora de dois prêmios por videoclipes: Melhor Roteiro no Festclip 2013 e Melhor Filme Independente Nacional no Festclip 2012.

Serviço:

Cicatriz, documentário de Débora Castro (curta-metragem)

Estreia:  dia 9 de março de 2025 (domingo)

Horário: 19h30

Grátis

Local: MIS – Museu da Imagem e do Som de Campinas

Endereço: Rua Regente Feijó 859, Centro, Campinas/SP

Assista ao trailer aqui

Próximas exibições gratuitas:

20/3/2025- Casa de Cultura Aquarela, às 19h30 (R. Antônio Carlos Neves, 338 – Chácaras Campos Elíseos – Campinas/SP)

29/3/2025 – MIS Campinas, às 19h30

Ficha Técnica

Direção: Débora Castro

Produção Executiva: Janice Castro

Produção Local: Kit Menezes

Direção de Fotografia: Milton Jesus

Pesquisa: Rafael Santin

Roteiro: Débora Castro e Lidiane Volpi

Cinegrafistas: Kairo Moreno, Eduardo Sansigolo, Marini Lima

Som Direto: Eliezer Oliveira, Pedro Luiz

Elétrica: Alex Belani

Maquiagem: Tais Melo Teixeira Dias

Produtor de Áudio e Mixagem: Ric Parma

Edição: Débora Castro

Motion: Enoc Cuité

Correção de Cor: Laboratório Cisco

Still: Fabi Ribeiro

Libras: Clarice Barbosa Vieira

Audiodescrição: Bel Machado

Assessoria de Imprensa: Andréa Alves (A2N Comunicação).

(Com Andréa Alves/A2N Comunicação)