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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Mário de Andrade: 80 anos de sua morte

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Reprodução Mario de Andrade.

Mário de Andrade foi um dos principais nomes do modernismo brasileiro. Escritor, poeta e crítico literário, marcou a história da cultura nacional com obras inovadoras e sua atuação na Semana de Arte Moderna de 1922. Formado pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, iniciou sua carreira como pianista e professor. Seu primeiro livro de poemas, chamado ‘Há uma gota de sangue em cada poema’, publicado em 1917, ainda seguia a estética parnasiana. No mesmo período, aproximou-se de artistas como Oswald de Andrade e Anita Malfatti, tornando-se um dos articuladores do modernismo no Brasil.

Em 1922, lançou ‘Pauliceia Desvairada’, obra que rompeu com padrões literários da época e consolidou sua influência. Mais tarde, em 1926, publicou ‘Macunaíma’, considerado um marco da literatura nacional por sua linguagem inovadora e representação da diversidade cultural brasileira. Além da escrita, Mário teve papel essencial na criação do Departamento de Cultura de São Paulo, desenvolvendo projetos pioneiros de preservação da memória e do folclore nacional.

Sua antiga residência, a Casa Mário de Andrade, localizada na Barra Funda, é hoje um espaço cultural dedicado à preservação de sua obra. O local abriga documentos, manuscritos e objetos pessoais do modernista, além de exposições e atividades sobre literatura e cultura brasileira.

Para a historiadora Viviane Comunale, manter viva a memória do escritor é essencial para a compreensão da identidade cultural do país. “Mário não foi apenas um escritor, mas um pensador que revolucionou a forma como vemos e valorizamos nossa cultura popular”, destaca.

Foto do jazigo de Mário de Andrade no Cemitério da Consolação.

Mário de Andrade faleceu em 25 de fevereiro de 1945, aos 51 anos, vítima de um infarto. Seu sepultamento foi realizado no Cemitério da Consolação. Além do modernista, o local abriga os túmulos de seus colegas, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade. O túmulo de Mário de Andrade pode ser visitado gratuitamente. A Consolare, concessionária que administra o local, organiza visitas mediadas que proporcionam uma imersão na história e na arte tumular do cemitério.

Francivaldo Gomes, conhecido como Popó e mediador das visitas semanais, explica: “Mário de Andrade não foi apenas um escritor, mas um guardião da cultura brasileira. Caminhar pelo cemitério da Consolação e saber que aqui a sua história é preservada é muito importante para a história do Brasil.”
Visitação mediada

Para quem deseja conhecer mais sobre este e outros túmulos históricos, o Cemitério da Consolação oferece visitas mediadas:

Cemitério da Consolação (R. da Consolação, 1660 – Consolação, São Paulo).

Visitas guiadas todas as segundas-feiras, às 14h, com mediação de Francivaldo Gomes (Popó), que há mais de 20 anos conduz esse passeio pelo cemitério. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados na plataforma Sympla.

Passeio noturno: ocorre uma sexta-feira por mês, incluindo uma parada no túmulo de Mário de Andrade. A visita é conduzida por Thiago de Souza, do projeto O Que Te Assombra?, e pela historiadora Viviane Comunale. As inscrições são gratuitas e divulgadas no perfil oficial do projeto no Instagram.

(Com Agatha Alves dos Santos/FSB Comunicação)

Acessibilidade na prática: o que empresas podem fazer para criar ambientes verdadeiramente inclusivos

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Getty Images/Unsplash+.

A acessibilidade é um direito humano fundamental garantido por lei, mas que ainda enfrenta muitos desafios para se tornar realidade no Brasil. Empresas, instituições e gestores têm um papel crucial na construção de ambientes inclusivos, que não só respeitem a diversidade, mas também reconheçam o valor que ela agrega à sociedade e à economia. A inclusão, porém, vai além de rampas e banheiros adaptados. Quando pensamos em pessoas com deficiência visual, é necessário considerar desde o acesso a informações em formatos acessíveis, como braille, áudio ou texto digital, até a experiência de navegação em sites e aplicativos que sigam diretrizes de acessibilidade. Muitas vezes, as barreiras mais difíceis de superar não são as físicas, mas as atitudinais, que exigem conscientização e mudança de cultura.

Nos últimos anos, o Brasil deu passos significativos na promoção da acessibilidade e inclusão. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), sancionada em 2015, é um marco nesse sentido. Ela estabelece obrigações claras para o poder público e para a iniciativa privada, garantindo que as pessoas com deficiência tenham acesso igualitário à educação, ao trabalho, à cultura, ao transporte e a outros serviços essenciais.

Entretanto, o desafio está em transformar o que está no papel em realidade. A falta de fiscalização e de incentivos para que empresas e governos implementem medidas concretas de acessibilidade ainda é um problema e, além disso, a necessidade de formação e sensibilização das lideranças é latente. Muitos gestores ainda enxergam essas iniciativas como custo e não como investimento em um mundo mais justo e inclusivo.

Para que a inclusão aconteça na prática, é essencial que as empresas se comprometam com a acessibilidade de forma ampla. Isso significa, por exemplo, revisar processos seletivos para garantir que sejam inclusivos, oferecer treinamentos para as equipes e investir em tecnologias que promovam autonomia. Pequenas mudanças também são capazes de grandes diferenças, como a adoção de leitores de tela em sistemas internos ou a disponibilização de manuais em braile.

Porém, é preciso ir além de soluções pontuais. A construção de uma cultura inclusiva requer envolvimento genuíno e diálogo constante com pessoas com deficiência. Ouvi-las é o primeiro passo para entender suas necessidades e desenvolver iniciativas que realmente atendam às demandas.

Ainda há muito espaço para inovação na área de acessibilidade. Soluções tecnológicas, como inteligência artificial e realidade aumentada, têm o potencial de criar experiências mais inclusivas, mas sua efetividade depende de uma projeção baseada em princípios de design universal. Isso exige que profissionais de diversas áreas – tecnologia, comunicação, recursos humanos, entre outras – estejam engajados em promover uma inclusão real, e não apenas superficial.

A acessibilidade não é um benefício restrito às pessoas com deficiência – ela melhora a experiência de todos. Ambientes mais inclusivos são também mais diversos, criativos e produtivos. Empresas que abraçam essa causa tendem a se destacar não apenas por sua responsabilidade social, mas também por se tornarem mais competitivas em mercados que valorizam inovação e diversidade.

Adotar uma postura inclusiva também fortalece a reputação das empresas perante a sociedade. Consumidores e colaboradores estão cada vez mais atentos ao impacto social das organizações com as quais interagem. Empresas que investem em acessibilidade mostram, na prática, que estão alinhadas aos valores de igualdade e respeito.

É um caminho que exige compromisso e, muitas vezes, superação de preconceitos e paradigmas. Mas o resultado é transformador: uma sociedade onde todos possam viver com dignidade e igualdade de oportunidades. Cabe a cada um de nós, enquanto cidadãos e agentes de transformação, impulsionar essas mudanças e construir um futuro verdadeiramente inclusivo.

Eduardo de Oliveira é presidente do Conselho de Curadores da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

(Com Leticia Santos/RPMA Comunicação)

Projeto Viva Perifa leva grafite e arte a escolas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul

Rio Grande do Sul, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A arte e a cultura impactam positivamente as populações, principalmente em momentos difíceis. É com esse objetivo que atua o Viva Perifa, projeto cultural incentivado pela Leroy Merlin Brasil, produzido pela Yabá Consultoria e coproduzido pela Aflora Cultural, com o propósito de contribuir para a ressignificação de escolas no Rio Grande do Sul, após as enchentes e tragédias vividas pela população gaúcha, em 2024.

O projeto une arte urbana e sensibilidade, levando emoção e escuta ativa às comunidades atingidas pelas águas, permitindo que toda a população sonhe com um futuro diferente. A iniciativa valoriza artistas locais, gera trabalho e renda para comerciantes e tem conexão direta com sustentabilidade, promovendo impacto social e cultural.

O projeto cria galerias de arte a céu aberto, levando a arte urbana para as comunidades. A primeira etapa do Viva Perifa já contemplou as escolas Cândido Xavier, Castro Alves e Rui Barbosa, estas com artes já finalizadas, em São Leopoldo. Foram mais de 600 m² de muros grafitados. O trabalho foi realizado por um coletivo de mulheres muralistas e gerou emoção às crianças, pais, professores e comunidade escolar. Em breve, o Projeto Viva Perifa chegará às escolas da cidade de Porto Alegre.

Além da arte urbana, o projeto realiza oficinas temáticas nas escolas, gera oportunidade de trabalho e renda para os artistas e outros profissionais e é uma iniciativa que vai impactar diretamente mais de 10 mil pessoas entre 2024 e 2025, explica Andrea Moreira, CEO da Yabá Consultoria e idealizadora do Projeto Viva Perifa. “É uma iniciativa sensível que registra as memórias da comunidade antes da tragédia e estimula sonhos e desejos para o futuro da comunidade. A arte urbana como expressão cultural foi escolhida para ser a base de conexão do projeto com as escolas públicas que, junto com artistas locais – que também foram impactados pelas chuvas – criam o desenho integrando a comunidade no processo de restauração”, explica Andrea.

O projeto, que é viabilizado por meio da Leroy Merlin via Lei Federal de Incentivo à Cultura, também prevê a realização de oficinas culturais e exposição, além da participação como voluntário dos colaboradores da empresa.

As escolas

Na periferia, a Escola Cândido Xavier, que foi inundada pelas águas, escolheu como tema para a grafitagem ancestralidade, diversidade e superação. Liderada pela muralista Marília Drago, a equipe retratou o Baobá, símbolo da ancestralidade e da árvore da vida, destacando a resistência ao fogo e capacidade de armazenar água. “A arte no muro da escola ressignifica a simbologia da água, transformando-a em pássaro como símbolo de força e esperança. No centro, um aluno que perdeu a vida ao brincar no rio está representado sentado nas raízes de um Baobá com um arco-íris saindo de seu livro, simbolizando diversidade e trazendo cor e vida aos outros alunos”, explica Marília. Ela ainda destaca que as cores inspiram a comunidade escolar, trazendo energia e renovação.

Já o muro gigante da Escola Castro Alves recebeu artes de três muralistas: Lisiane Fangueiros, Marilia Drago e Mariana Tauchen, que contaram uma história de superação, inclusão social e respeito à diversidade e Meio Ambiente. “O mural inicia com a representação de uma mulher negra simbolizando as raízes ancestrais da comunidade e a conexão com a natureza. O livro representa a educação como meio de transmitir esse conhecimento, enquanto as PANCs (plantas alimentícias não convencionais) destacam a biodiversidade e a resistência aos padrões de consumo hegemônicos”, explica a artista Lisiane Fangueiro.

No mural da escola, o João-de-Barro e o Araçá simbolizam a fauna e flora do Rio Grande do Sul, trazendo à tona a questão da moradia após a perda de casas na comunidade. A ave representa a memória desse evento doloroso, ressignificando a tragédia sem apagá-la. Já a parte final do mural retrata a noite e o sonho de novas possibilidades, com a mariposa simbolizando transformação e esperança.

Na Escola Rui Barbosa, o tema escolhido foi Educação Ambiental. A arte produzida representa o pássaro Quero-Quero, símbolo de resistência, e folhagens que representam a fauna e flora e destacam a importância do respeito ao meio ambiente. Já a menina com elementos escolares traz a importância da educação para formação de consciência cidadã e desenvolvimento da sociedade. Outras escolas de São Leopoldo serão beneficiadas com oficinas de grafitagem, desenho e outras linguagens artísticas. Além disso, escolas de Porto Alegre serão grafitadas ao longo de 2025.

O projeto Viva Perifa nasce com o objetivo de impactar as comunidades periféricas, fortalecendo a sensibilidade da comunidade com a arte e os artistas, contribuindo inclusive para a formação de novos profissionais nesta área. “Ao integrar o plano de apoio ao Rio Grande do Sul, o Viva Perifa mantém um olhar atencioso para a população oferecendo trabalhos que, de fato, estão impactando a vida das pessoas”, finaliza Andrea Moreira.

Serviço:

Escolas beneficiadas em São Leopoldo

Escola Cândido Xavier – R. Dos Hibiscos, 2-150 – Santos Dumont, São Leopoldo – RS

Escola Castro Alves- Rua Soldado – R. Henrique Lopes, 196 – Vicentina, São Leopoldo – RS

Escola Rui Barbosa – Av. João Alberto, 135 – Vicentina, São Leopoldo – RS.

(Com Fernanda Ribeiro/Digitaltrix)

Baile nudista de Carnaval acontece em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Hush Naidoo Jade Photography/Unsplash.

No sábado de carnaval, 1º de março, a partir das 22h, o Spicy Club será palco do único baile nudista da cidade, o Nu Carnaval – Só de Máscara. A festa promete uma noite de muita liberdade e intensa diversão para os participantes.

Os convidados poderão explorar seus desejos em um ambiente seguro, discreto, de pura alegria e sensualidade. Como a festa estimula a nudez, os foliões são incentivados a usarem apenas um adereço: suas melhores máscaras. Com isso, estarão prontos para celebrar um Carnaval inesquecível.

O baile Nu Carnaval – Só de Máscara contará com atrações imperdíveis, incluindo cantora nudista, DJ animando a festa, hostess proporcionando uma recepção especial, massagens tântricas, welcome drink até as 23h30, camarote interativo e repleto de surpresas, pintura corporal artística e fotógrafo profissional capturando momentos especiais da noite (somente com autorização do participante).

O que é a balada nudista

O Nu Carnaval – Só de Máscara é uma festa do selo Balada Nudista, a primeira e única balada nudista indoor de São Paulo e do Brasil. Realizada no Spicy Club, em Moema/SP, a Balada Nudista oferece uma experiência singular, onde a vestimenta é opcional e a liberdade é obrigatória. É um espaço de expressão e libertação, provando que o nudismo é, acima de tudo, respeito e harmonia.

Ao chegarem, todos são recepcionados por uma hostess e direcionados a um local onde podem se despir e guardar seus pertences. Roberto Passero, um dos produtores da festa, explica que aos mais tímidos é sugerido o uso de ‘Trajes Nudistas’: “Aos novos adeptos, permitimos toalhas, cangas, transparências e lingeries. Queremos que as pessoas se sintam confortáveis, livres e seguras, para aproveitarem ao máximo o que essa festa sensacional oferece”.

No dia seguinte, domingo (2/3), o Spicy Club culmina sua programação especial de Carnaval com o CarnaSpicy – Bloco das Coelhinhas. A concentração começa a partir do meio-dia na Alameda dos Pamaris e o bloco promete muita animação com trio elétrico, dançarinos, diversas atrações e open bar durante toda a tarde, até as 17h. Para mais informações e valores do Abadá, acesse https://www.spicyclub.com.br/informa-es-do-evento-e-registro/carnaspicy2025.

Sobre o Spicy Club

O Spicy Club é uma casa de eventos liberais moderna e sofisticada que celebra a liberdade e as diversas expressões da sexualidade. Com infraestrutura de ponta e uma equipe altamente capacitada, o Spicy oferece um ambiente de diversão, segurança e conforto, ideal para todos que buscam um espaço acolhedor, livre de preconceitos e julgamentos.

No Spicy, a sexualidade é celebrada em sua plenitude, permitindo que cada visitante explore suas fantasias sem inibições. A casa conta com uma vibrante pista de dança com pole dances, lounges aconchegantes e bares exclusivos, além de áreas de interação com cabines individuais e camas coletivas, projetadas para atender a uma variedade de fetiches e estilos de vida.

“No Spicy, a liberdade é celebrada a cada noite, sendo a balada liberal definitiva para quem busca experiências verdadeiramente inesquecíveis”, afirma Fábio Leandro, CEO da Spicy Club.

Serviço:

Nu Carnaval – Só de Máscara

Data: 1/3 (sábado) | Horário: 22h

Local: Spicy Club – Alameda dos Pamaris, 42 – Moema – São Paulo, SP

Idade mínima: 18 anos

Formas de pagamento: todos os cartões de crédito, débito ou dinheiro

Valet parking na porta: R$50

Chapelaria: R$15

Dress Code (sugerido, não obrigatório): máscara

Ingressos antecipados: https://www.spicyclub.com.br

Mais sobre a Balada Nudista: https://www.baladanudista.com.br.

(Com Julianna Santos)

[Livro] A história do Carnaval para crianças

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Eles já contaram a história do Samba, da Bossa Nova, do Choro, da Música Caipira, da Jovem Guarda e da Tropicália. Agora, chegou a vez do Carnaval. Os jornalistas Carla Gullo e Camilo Vannuchi e a cantora e historiadora Rita Gullo narram em 56 páginas as origens da folia de Momo, seu crescimento e como se tornou a maior festa popular do Brasil.

O livro Carnaval, lançado pela Editora Moderna, é direcionado a crianças a partir de 9 anos e faz parte da coleção Ritmos do Brasil. Com linguagem fácil e divertida, a obra mescla fotos com as artes do ilustrador Thiago Lopes. Fica fácil para crianças, jovens e adultos entenderem por que as escolas de samba ganharam este nome, de onde vem a ala das baianas, os bumbos, as máscaras, os carros alegóricos, os blocos e o porquê do nome Carnaval. “Veio do latim carnem levare, o equivalente a ‘adeus à carne’. Três dias antes da Quarta-feira de Cinzas – início da Quaresma – os cristãos faziam uma grande festa regada a muita bebida e carne, que seriam proibidos nos 40 dias seguintes”, diz a autora Carla Gullo.

Ao Brasil, como se sabe, a festa foi trazida pelos portugueses, mas ganhou cores e ritmos africanos. “O brasileiro parece ter sempre se identificado com esta festa anárquica e alegre. Foi reprimido, elitizado, cresceu, mas manteve como marcas a miscigenação e a capacidade de dialogar com as questões sociais”, afirma Camilo Vannuchi.

Rita concorda com ele e diz ainda que leituras como essa são importantes para que nossa história não se perca. “As músicas, as festas e as manifestações populares são muito ricas no Brasil. Revisitar a história é uma maneira de homenageá-las e de valorizar nossas origens”, diz ela.

Sobre os autores

Carla Gullo

Apaixonada por música e filha de cantora lírica, Carla Gullo é jornalista e já trabalhou em publicações como IstoÉ, O Globo, Época São Paulo, Boa Forma e Marie Claire. Atualmente tem sua própria agência de comunicação, a Circular.

Rita Gullo

Cantora, atriz e historiadora, Rita Gullo começou a estudar música muito cedo, aos 8 anos de idade. Lançou seu primeiro disco, ‘Rita Gullo’, em 2011, e, em 2013 lançou, em parceira com o escritor Ignácio de Loyola Brandão, um CD que acompanha o livro ‘Solidão no Fundo da Agulha’.

Camilo Vannuchi

Jornalista, Camilo Vannuchi sempre teve contato com a música. Ainda criança aprendeu a tocar violão e começou a compor suas próprias letras. Teve influências de Chico Buarque, Toquinho e Vinicius de Moraes.

Ficha técnica

Título: Carnaval

Autor: Carla Gullo, Rita Gullo, Camilo Vannuchi

Ilustração: Thiago Lopes

Páginas: 56

Preço sugerido: R$52

Indicado para a partir de 8 anos.

Sobre a Moderna

A Moderna na área de Literatura desenvolve conteúdos para que o aluno-leitor – desde a Educação Infantil até o Ensino Médio – ative sua capacidade de compreender, analisar e refletir. Com obras de ficção, não ficção e arte, o selo oferece recursos para que o professor tenha a sua disposição diferentes oportunidades de ensino, tais como: um plano leitor, apresentando os níveis de dificuldades de cada livro; um projeto de leitura, sugerindo atividades criadas por especialistas; e uma assessoria pedagógica específica para a necessidade da escola. Sempre em busca de novos caminhos para a excelência de suas publicações, em uma iniciativa inédita no mercado editorial brasileiro, trouxe com exclusividade para seu catálogo todas as obras do renomado autor Pedro Bandeira, criando assim um momento importante para a literatura brasileira infantil e juvenil. O sucesso desta ação foi repetido, com a escritora e ilustradora Eva Furnari, e com o autor Walcyr Carrasco, cronista, dramaturgo, roteirista, tradutor e adaptador de clássicos da literatura.

(Com Fabio Farias/Danthi Comunicações)