Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Exposição apresenta livros raros da Coleção de Ema Klabin

São Paulo, por Kleber Patricio

Biblioteca possui acervo de 3 mil volumes e conta com exemplares raros. Coleção teve a orientação de José Mindlin. Foto: divulgação.

De 17 de julho a 1º de setembro, das 14h às 18h, a Casa-Museu Ema Klabin promove a segunda edição da exposição Vozes dos Livros.  Durante a programação, os visitantes poderão conhecer livros raros que fazem parte da coleção de Ema Klabin e ouvir trechos deles durante a visita.

Será possível apreciar desde um Programa de inauguração do Teatro Maria Della Costa até obras raras de Jean-Baptiste Debret (Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil), Mario de Andrade (Macunaíma – Cem Bibliófilos do Brasil, com ilustrações de Carybé), Jorge de Lima (Poemas Negros, com ilustrações de Lasar Segall) e Simone de Beauvoir (La Femme Rompue – ilustrada pela irmã Hélène de Beauvoir e com dedicatória da autora para Ema Klabin), entre outras.

Com o tema Identidades Paulistanas: O que eu trago? O que eu levo?, a exposição percorre diferentes narrativas de construção de São Paulo que transitam entre a literatura e as antigas livrarias da cidade, o teatro, o costume de se corresponder por cartas com os entes distantes, a atuação da mulher na vida intelectual da cidade, a presença indígena e das populações negras em obras como Macunaíma, nos poemas de Jorge de Lima, em Câmara Cascudo ou em Cecília Meireles.

Livro de Simone de Beauvoir tem dedicatória para Ema Klabin. Foto: divulgação.

Investigando essa vasta coleção em sua diversidade linguística e estilística, encontram-se vozes que falam dos paulistanos e sua diversidade – São Paulo de muitos idiomas, que agregou muitas formas de ser e viver trazidos de países distantes ou de outros estados, das populações indígenas originárias ou das populações negras que vieram escravizadas.

Instalações sonoras

A cada cômodo da casa de Ema Klabin, o público vai se surpreender com instalações sonoras com trechos marcantes de livros da coleção. Os textos foram gravados em uma curadoria minuciosa pela equipe técnica do museu. Trechos de obras de Bertolt Brecht, Câmara Cascudo, Jean Baptiste Debret e Cecília Meireles, entre outros, poderão ser apreciados.

“A ideia da exposição Vozes dos Livros é, por meio de instalações sonoras que apresentam trechos de livros, emprestar a voz para tantas outras vozes que vivem nessa incrível coleção de Ema Klabin. Também queremos convidar cada um dos visitantes a somar a sua voz e sua história à nossa. E refletir sobre o que a gente traz e o que a gente leva das nossas relações aqui em São Paulo”, explica a coordenadora do setor educativo da Fundação Ema Klabin, Cristiane Alves.

A programação contará também com oficinas e visitas fomentando um espaço de troca e diálogo entre a exposição e seus visitantes.

Serviço:

Exposição Vozes dos Livros na Fundação Ema Klabin:

Data: 17 de julho a 1º de setembro – de 4ª a domingo

Horário: das 14h às 18h

Entrada: sábados, domingos e feriados: entrada franca. De 4ª a 6ª: R$10 – Sem agendamento

Local: Fundação Ema Klabin – Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo/SP

http://emaklabin.org.br/ fone: (11) 3897- 3232

Local não possui estacionamento próprio.

Teatro Municipal de Sorocaba recebe duo de violões Siqueira Lima

Sorocaba, por Kleber Patricio

Fotos: Luis Gaioto.

O projeto Schaeffler Música – 10ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba apresenta na próxima sexta-feira, dia 19 de julho, às 20h30, no Teatro Municipal de Sorocaba, com entrada gratuita, o duo de violões Siqueira Lima. A retirada dos ingressos ocorre a partir das 19h no dia da apresentação (não é aconselhável para crianças menores de 6 anos). Haverá um ensaio aberto às 18h para deficientes auditivos com intérprete de Libras.

O projeto Schaeffler Música – Temporada de Música Clássica de Sorocaba – em sua 10ª edição, em 2019, tem como protagonista a mulher na música clássica. São 10 concertos durante a temporada, 10 oficinas/palestras e 10 ensaios abertos para deficientes auditivos. A temporada tem a produção e direção artística da MdA International, patrocínio exclusivo da Schaeffler e apoio da Unimed Sorocaba.

Duo Siqueira Lima

Ganhador do prêmio Profissionais da Música 2015 no Brasil e do Brazilian International Press Awards 2014, nos Estados Unidos, o Duo Siqueira Lima, formado pelos violonistas Cecília Siqueira e Fernando de Lima, é um duo de violões que ultrapassa várias barreiras de períodos e estilos musicais. Unanimemente reconhecido como um dos maiores fenômenos do violão da atualidade, eles são requisitados ao redor do mundo para festivais e séries de concertos, tendo como cartão de visita seus trabalhos de adaptações e arranjos inovadores da música popular brasileira.

Cecília Siqueira, do Uruguai e Fernando de Lima, do Brasil, se conheceram no II Concurso Internacional de Violão Pro-Música/SESC, em 2001, em cidade de Caxias do Sul, quando dividiram o primeiro prêmio depois de uma concorrida disputa com virtuoses de vários países. Esse evento foi decisivo para a formação do duo e o início de uma promissora carreira internacional.

Sucesso de público e de crítica, os violonistas Cecília e Fernando se apresentam por todo Brasil, América do Sul e realizam anualmente turnês pela Europa e Estados Unidos, além de incursões pela Rússia e por países da África. São sempre bem recebidos nos principais centros musicais, teatros e salas de grande prestígio, como Lincoln Center (Nova Iorque), New World Center (Miami), Het Concertgebouw (Amsterdam) e Sala São Paulo (São Paulo). A versatilidade e a total dedicação do Duo Siqueira Lima a esse trabalho renderam até o momento cinco álbuns, sendo os mais recentes lançados pelos selos GHA Records (Bélgica) e GuitarCoop (Brasil). O CD The Art of Duo Siqueira Lima (2016), onde interpretam obras de Granados, Oswald, Villa-Lobos, Piazzolla e Paschoal, foi muito bem recebido pela crítica internacional, sendo considerado pela revista francesa Guitare Classique como um dos melhores álbuns de violão do ano de 2016.

Cecília e Fernando também são requisitados para aulas e masterclasses em eminentes instituições, como University of Florida (Gainesville, Flórida – EUA), SMU Meadows School of Arts (Fort Worth, Texas – EUA), Conservatoire Royal de Liège (Bélgica) e em festivais como XIV Wiosenne Koncerty Gitarowe (Szczecin – Polônia), International Guitar Festival J.K. Mertz (Bratislava – Slovákia) e Koblenz International Guitar Festival (Koblenz – Alemanha).

Serviço:

Duo Siqueira Lima – Duo de Violões

10ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba – Schaeffler Música

Dia 19 de julho, sexta-feira, às 20h30

Teatro Municipal de Sorocaba

Entrada gratuita – Retirada dos ingressos a partir das 19h no dia da apresentação

(Não recomendada a entrada de crianças menores de 6 anos)

Informações: www.mdainternational.com.br / ou telefone (15) 3211-1360 (MdA International).

Indaiatuba é bicampeã geral da 63ª edição dos Jogos Regionais

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O coordenador do Esporte Competitivo, Rafael de Oliveira e Silva, com o prefeito de Indaiatuba, Nilson Gaspar e o secretário municipal de Esportes, Marcos Moraes. Crédito da foto: divulgação.

Indaiatuba foi consagrada bicampeã da 63ª edição dos Jogos Regionais da 4ª Região Esportiva do Estado de São Paulo. As competições começaram no dia 2 de julho e na sexta-feira (12) foi confirmada a primeira colocação para Indaiatuba, com 183 pontos. Em segundo lugar, ficou a cidade de Americana, com 178 pontos e, na sequência, Campinas, com 162 pontos. No quadro de medalhas, o município bateu novo recorde e superou o ano passado, alcançando 241 medalhas, sendo 145 de ouro, 64 de prata e 32 de bronze. Indaiatuba participou com 420 pessoas, sendo 380 atletas, 25 técnicos e 15 da delegação.

O secretário municipal de Esportes, Marcos Antonio Moraes, comemora o feito: “Estou muito feliz com esse resultado, que mostra o nosso trabalho em equipe, pois nossa gestão é compartilhada e conta com o apoio de todos os funcionários da secretaria. O clima das competições foi ótimo e vimos o esforço em todas as modalidades. Por intermédio do coordenador do Departamento de Esporte Competitivo, Rafael de Oliveira e Silva, parabenizo todos pelo resultado”, disse.

Para esta edição, Indaiatuba competiu em 22 modalidades: Atletismo masculino e feminino, Atletismo PCD masculino, Basquete masculino, Bocha, Ciclismo masculino e feminino, Futebol masculino, Futsal masculino, Ginástica Artística masculina e feminina, Ginástica Rítmica, Handebol masculino e feminino, Judô masculino e feminino, Karatê masculino e feminino, Malha, Natação masculina e feminina, Natação PCD masculina e feminina, Natação Mista, Taekwondo masculino e feminino, Tênis masculino, Tênis de Mesa masculino e feminino, Voleibol masculino e feminino, Vôlei de Praia feminino e Xadrez masculino e feminino.

O evento contou com a participação de 50 cidades: Aguaí, Águas de Prata, Águas de Lindoia, Amparo, Americana, Araras, Artur Nogueira, Atibaia, Bragança Paulista, Caconde, Campinas, Casa Branca, Conchal, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Espírito do Santo do Pinhal, Hortolândia, Indaiatuba, Ipeúna, Iracemápolis, Itapira, Itatiba, Itobi, Jaguariúna, Joanópolis, Leme, Limeira, Mococa, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Rio Claro, Santa Bárbara d’Oeste, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Gertrudes, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Valinhos, Vargem Grande do Sul e Vinhedo.

Primeiro veículo elétrico do Brasil 100% conectado à Internet começa a ser produzido ainda este ano

Campinas, por Kleber Patricio

Desenvolvido para cidades-satélites brasileiras e interior do País, Gaia roda 200 km com 8 reais e possui tecnologia que torna o veículo facilmente compartilhável. Fotos: divulgação.

O primeiro veículo elétrico do Brasil que não possui chave física e é compartilhável com outras pessoas mediante envio de autorização pela Internet deve começar a ser produzido em até quatro meses na fábrica da Startup Gaia Electric Motors, em fase de instalação em Manaus (AM). Híbrido de carro e motocicleta, com design de veículo esportivo, o Gaia apresenta-se como uma plataforma de mobilidade por suas características, que se assemelham mais às de um gadget do que de um veículo tradicional. Com uma carga de oito horas seguidas feita em tomadas comuns, o dispositivo não depende de infraestrutura pública de carregamento e possui autonomia para circular por aproximadamente 200 km a um custo médio de R$8,00. O produto foi apresentado na Automotive Business Experience (ABX) 2019, em São Paulo e a pré-reserva das unidades já teve início por meio do site http://gaiaelectric.com.br/ mediante depósito reembolsável de R$300,00.

Descrição

O Gaia foi projetado para ser mais leve do que os automóveis comuns – pesa menos de 500 kg –, a fim de viabilizar uma motorização elétrica por um valor mais acessível do que o existente no País. São dois motores elétricos com 40 KW de potência máxima, o que garante um desempenho comparável ao de um carro 1.6, porém com zero emissão.

O dispositivo é 100% conectado à internet por meio de um chip e não possui chave física. Através de um aplicativo próprio, o proprietário pode compartilhar o acesso com outras pessoas, seja por Whatsapp ou e-mail. Dessa forma, evita-se a ociosidade do veículo. “É possível autorizar outros condutores a utilizá-lo e personalizar as especificações para o uso, por região e horário, por exemplo”, explica Ivan Gorski, fundador e CEO da Gaia Electric Motors. Além disso, o proprietário tem total acesso ao seu veículo e recebe alerta pelo celular caso este apresente alguma atividade irregular, o que contribui para minimizar os problemas com segurança.

O veículo é diferente de tudo que existe hoje no Brasil – possui uma estrutura parcialmente aberta, três rodas e tem capacidade para duas pessoas. Com design futurista assinado por um escritório polonês especializado em veículos esportivos, oferece a segurança necessária para tráfego inclusive em rodovias, uma vez que ele pode chegar a até 130 km por hora.

O Gaia é considerado uma motocicleta pela legislação brasileira e para conduzi-lo é necessário ter habilitação na categoria A. Como as motocicletas possuem incentivos fiscais no polo industrial de Manaus, tal classificação ajudou a reduzir o custo do produto.

A Gaia Electric Motors não é uma montadora e, sim, uma empresa de tecnologia e mobilidade. O veículo Gaia faz parte de uma plataforma completa de mobilidade que inclui hardware e software, podendo ser facilmente implementada pelo país, seja em grande ou pequena escala. A ideia é suprir inicialmente as empresas interessadas em oferecer serviços por meio da plataforma, bem como os investidores que queiram construir a infraestrutura de serviços de mobilidade em suas regiões. “Como tivemos muita procura também por consumidores e clientes pessoas físicas, optamos por habilitar um sistema de pré-reservas que já conta com mais de 100 inscritos desde o lançamento. Estamos ofertando um veículo que deve custar metade do preço de um automóvel elétrico no Brasil, na faixa de R$80 mil”, esclarece Gorski. “Obviamente, através da economia compartilhada, esse custo é facilmente diluído”, reforça o CEO da empresa.

Propósito

O Gaia é fruto de uma demanda pessoal de Ivan Gorski. Executivo internacional de carreira em empresas de tecnologia e Internet como UOL, Yahoo e LinkedIn, ele enxergou uma demanda entre os millennials (ou geração Y – os nascidos após o início da década de 1980  até ao final da década de 1990), como ele próprio, que apresentam comportamento de consumo peculiar: preferem uma experiência positiva à posse de algum bem de luxo, como um carro, por exemplo e privilegiam alternativas sustentáveis. “Percebi que a indústria automotiva abandonou essa categoria. Hoje, o acesso por parte de jovens em seu primeiro emprego a um veículo zero quilômetro é praticamente impossível, porque é algo muito caro. Essa geração perdeu os laços com a propriedade do produto e passou a valorizar o compartilhamento”, afirma.

Dessa forma, Gorski e os demais membros da equipe desenvolveram o conceito a partir de uma cultura de inovação, unindo a infraestrutura necessária em hardware e software para atender esse público jovem e conectado e impulsionando a adoção da mobilidade elétrica no País. “Queremos liderar a transição de uma indústria bastante tradicionalista como a automotiva nesta quarta Revolução Industrial – a da Internet das Coisas – transformando o Gaia em uma opção natural de transporte para a próxima geração”, explica ele. De acordo com o empresário, o objetivo é elevar a plataforma para um nível de escala nacional, gerando grande volume de negócios no País. A meta é construir um negócio de R$1 bilhão em cinco anos, aproveitando o fato de a indústria automotiva atual avançar lentamente sobre a geração jovem.

Sobre a Gaia Electric Motors

Fundada em 2018, a empresa já passou por duas rodadas de investimentos e foi avaliada em R$10 milhões em abril deste ano. Formada por acionistas e investidores brasileiros, dentre os quais o empresário de Campinas Eduardo Lelis, a Gaia Electric Motors é uma empresa de tecnologia provedora de soluções para mobilidade elétrica. Com a participação de engenheiros e colaboradores do mundo todo, a Gaia é a primeira empresa de capital e controle nacional a introduzir no País um veículo com um chip de internet integrado, além de aplicativo próprio de compartilhamento.

Sobre Ivan Gorski

Aos 37 anos, Ivan Gorski fez carreira em empresas de tecnologia como UOL, Yahoo! e LinkedIn. Estudou Artes e se formou em Comunicação, com MBA em Gestão de Negócios pela FGV. Em sua trajetória, recebeu prêmio em 2009 pelo fundador do Yahoo!, Jerry Yang, ao liderar a inclusão de usuários em lan houses na América Latina. Foi gerente de Operações para América Latina do LinkedIn de 2012 até 2018 na divisão de Publicidade e visitou diversos países na América, Europa e Ásia. Sua trajetória permitiu reunir profundos conhecimentos de concepção de produtos, tecnologia, programação e aplicação prática em negócios. Como gestor, trabalhou com o modelo cultural de empresas abertas de tecnologia orientadas à inovação e sediadas no Vale do Silício.

Estatísticas

Conforme o relatório Electric Vehicle Outlook 2017, realizado pela Bloomberg New Energy Finance, em 2040, os carros elétricos corresponderão à metade das vendas de automóveis zero-quilômetro e um terço da frota no mundo será movido a eletricidade.

O estudo aponta que para o consumidor final, até 2030 o carro elétrico terá o mesmo valor ou será até mais barato que o carro a combustão – isso sem demandar de subsídios governamentais.

Já os mais recentes dados do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) mostram que, em 2017, os automóveis comuns de passeio foram responsáveis por quase 75% da emissão dos gases poluentes na atmosfera da cidade de São Paulo, o que os tornam os principais causadores de complicações respiratórias na população.

Código Florestal Brasileiro estabelece diretrizes para projetos de paisagismo

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Consequência da urbanização, a competição por espaço nas cidades tem valorizado áreas verdes e ambientes ecologicamente preservados. Embasada em leis florestais e trabalhada minuciosamente por paisagistas, a questão ganha cada vez mais relevância ambiental, social e econômica e justifica a importância dos projetos de paisagismo para além de finalidades decorativas – a ferramenta traz benefícios para a sociedade e evita transtornos comuns nas cidades.

Entre os resultados do paisagismo planejado estão equilíbrio entre área urbana e permeável e compatibilização com os projetos elétrico e hidráulico para evitar plantações sobre canos e galhos de árvores na fiação elétrica. Segundo o engenheiro agrônomo e paisagista Bob Trapé, de Campinas, o trabalho é fundamental também na criação do zoneamento viário, pois prevê áreas que futuramente receberão expansão de ruas e avenidas, evitando a retirada de exemplares já plantados.

A advogada Renata Franco.

Bob enfatiza que o projeto deve compor as plantas e a arquitetura em busca de estética harmônica e espaço para que o crescimento da vegetação ocorra sem perder o aspecto ornamental ao longo do desenvolvimento. “O paisagismo é a transformação da paisagem pelo homem em busca de equilíbrio entre ele e a natureza”, reforça.

Código Florestal Brasileiro nas cidades

O Código Florestal Brasileiro aponta diretrizes de preservação para os municípios, sendo um documento primordial para regularizar as iniciativas. A especialista em meio ambiente e direito regulatório Renata Franco pontua que os projetos paisagísticos devem considerar as áreas já adensadas de vegetação. Segundo ela, formar corredores verdes facilita a passagem dos animais e melhora a condição do ar e o conforto térmico.

A advogada alerta que tanto o descarte quanto a substituição de árvores necessitam de autorização da administração pública. “Em Campinas, a supressão é seguida de plantio de mudas e manutenção delas por, no mínimo, dois anos, para compensação ambiental. Em caso de árvores nativas, como jabuticabeira ou ipê, ainda que a raiz esteja deteriorando a propriedade, é necessária a autorização e a compensação de 100 mudas”, esclarece a especialista. O controle das plantas obedece também a leis estaduais, frisa Renata, como a Lei da Mata Atlântica e do Cerrado.

Espaços públicos x condomínios residenciais

O paisagista Bob Trapé.

Para Trapé, a principal diferença de paisagismo entre projetos para espaços públicos e condomínios fechados é a durabilidade das plantas. “Nas ruas, a manutenção é menor e a vegetação tem que ser resistente às variações das estações do ano”, compara.

Nos condomínios residenciais, é possível explorar mais espécies; no entanto, a ordem é evitar exemplares que exijam manutenções custosas e difíceis. “A arquitetura definida e um briefing do perfil de quem vai morar conduzem o estilo do trabalho e os tipos de plantas a serem utilizadas”, acrescenta Trapé.

Não pode faltar atenção para:

Plantas tóxicas – “comigo ninguém pode”, “bico de papagaio”, entre outros exemplares, podem causar irritações e outras reações até mesmo em um rápido contato

Árvore da espécie fícus – as raízes impactam as edificações e tubulações

Bromélias – Embora não constituam um problema epidemiológico, evitar o uso em condomínios inibe discussões entre os moradores. Trapé, no entanto, incentiva a implantação: “elas até ajudam o homem no combate ao mosquito. A água depositada pela irrigação não fica parada. O processo promove interações químicas e biológicas que fornecem nutrientes às plantas. Passarinhos, insetos e pererecas podem viver nas bromélias e, estes sim, são predadores de insetos vetores de doenças”, esclarece o engenheiro agrônomo.

Gramado – útil para passeios, piqueniques, brincadeiras, esportes e passeios com animais. Permeáveis, contribuem para a drenagem das águas da chuva e redução da temperatura ambiente.