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Contrabaixista Jorge Helder lança disco com Chico Buarque e Dori Caymmi

São Paulo, por Kleber Patricio

Jorge Helder e Chico Buarque. Fotos: Maria Carolina Rodrigues.

Um álbum que “refina a tradição de música instrumental e traz a canção para dentro dela como ninguém” — é assim que Caetano Veloso classifica o primeiro trabalho autoral do músico, compositor e arranjador nascido em Fortaleza e radicado no Rio de Janeiro há 34 anos. Foi na capital fluminense que Jorge Helder passou a ser requisitado pelos mais célebres cantores da música popular brasileira para fazer parte de seus conjuntos musicais, seja para entrar em estúdio ou cair na estrada em turnê. A ele, que já participou de mais de 350 discos tocando ao lado de Chico Buarque, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, João Bosco, Miúcha (1937-2018), Maria Bethânia, Gal Costa, Elza Soares, Roberto Carlos, Rosa Passos, Joyce Moreno e Adriana Calcanhoto — e por aí vai, a lista é extensa—, faltava em sua discografia um trabalho para chamar de seu. Agora, isso está completo. Neste mês, o Selo SESC, a gravadora do SESC São Paulo, lança Samba Doce, um repertório samba-jazz inteiramente autoral com a assinatura do contrabaixista. O álbum chega com exclusividade ao SESC Digital no dia 18 e, nos demais players de streaming, em 23 de setembro .

Samba Doce reúne mais de 40 artistas em dez faixas, todas compostas por Jorge Helder, sendo metade delas em parceria com Chico Buarque, Aldir Blanc (1946-2020) e Rosa Passos. “Eu quis convidar vários músicos com os quais trabalhei e aprendi ao longo da carreira. Cada faixa tem uma formação diferente pensando no estilo musical de cada um, abarcando diferentes sensibilidades”, destaca Helder.

De família musical, com passagem por um grupo de chorinho e uma banda de rock na infância e adolescência, em Samba Doce ele intercala o contrabaixo com o baixo elétrico, ficando de fora apenas da faixa Vagaroso, que traz Paulo Aragão (arranjo de cordas), Nailor Proveta (sax alto), Marcos Nimrichter (piano) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo.

Dori Caymmi e Jorge Helder. Foto: Maria Carolina Rodrigues.

Abrindo o disco, tem a sofisticação instrumental da faixa-título composta em 2017 e interpretada com a maestria do trio formado por Jorge Helder (contrabaixo), Lula Galvão (violão) e Erivelton Silva (bateria). Na sequência, uma lembrança à obra do grande compositor Aldir Blanc com a canção Dorivá, cuja letra, de sua autoria, é uma homenagem a Dorival Caymmi (1914-2008) e que em Samba Doce é cantada por Dori Caymmi.

A parceria com Chico Buarque é de longa data. Desde 1993, o mestre do contrabaixo participa da gravação de discos e de shows do cantor e compositor carioca, pelo Brasil e exterior. O ponto de partida desta combinação musical se deu com uma turnê na Europa seguida pelo disco Paratodos. A primeira parceria, Bolero Blues, foi feita em 2006 e gravada no álbum Carioca. O momento no qual Chico contou-lhe que havia feito uma letra para a sua música tem um registro audiovisual — conhecido pela reação emotiva de Helder — no documentário Desconstrução, DVD sobre os bastidores da gravação do disco.

Em Samba Doce eles dividem a autoria de Bolero Blues, com Chico no vocal; de Rubato, que traz a participação do cantor Renato Braz e do bolero Casualmente, faixa que encerra o álbum e cantada pelo grupo Boca Livre, formado por Zé Renato, David Tygel, Lourenço Baeta e Mauricio Maestro.

Capa do álbum.

A cantora Rosa Passos interpreta a parceria Inocente Blues, um blues abrasileirado. Das dez composições selecionadas para o disco, a mais antiga é Tema Novo, escrita em 1983 quando Helder ainda morava em Brasília, antes de se mudar em definitivo para o Rio de Janeiro.

Sem muitas pretensões e feito de forma muito espontânea, o disco começou a ser gravado em 2013 e ao longo do tempo o projeto foi ganhando consistência. Com ilustração assinada pelo arquiteto, compositor e poeta Fausto Nilo, parceiro de trabalho de Geraldo Azevedo, Moraes Moreira (1947-2020) e de tantos outros artistas, a capa de Samba Doce foi inspirada em uma fotografia cujo instante é de crianças saltando em uma dança, dando a impressão de que flutuam.

REPERTÓRIO DO ÁLBUM

Samba Doce – Jorge Helder

Jorge Helder (contrabaixo), Lula Galvão (violão) e Erivelton Silva (bateria)

Dorivá – Jorge Helder e Aldir Blanc

Mario Adnet (arranjo de cordas), Dori Caymmi (voz), João Carlos Coutinho (piano), Pedro Franco (violão), Jorge Helder (baixo elétrico), Marcelo Costa (percussão) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo

Passo o Ponto – Jorge Helder

Jessé Sadoc (arranjo), Stefano Bollani (piano) e Orquestra Atlântica formada por Marcelo Martins (sax tenor), Danilo Sina (sax alto), Levi Chaves (sax barítono), Jessé Sadoc e Gesiel Nascimento (trompetes), Bebeto Germano e Elias Correa (trombones), Jorge Helder (baixo elétrico), Williams Mello (bateria) e Dadá Costa (percussão)

Inocente Blues – Jorge Helder e Rosa Passos

Jessé Sadoc (arranjo de sopros), Rosa Passos (voz), Antonio Adolfo (piano), Lula Galvão (guitarra) e Orquestra Atlântica formada por Marcelo Martins (sax tenor), Danilo Sina (sax alto), Levi Chaves (sax barítono), Jessé Sadoc e Gesiel Nascimento (trompetes), Bebeto Germano e Elias Correa (trombones), Jorge Helder (contrabaixo) e Williams Mello (bateria)

Vagaroso – Jorge Helder

Paulo Aragão (arranjo de cordas), Nailor Proveta (sax alto), Marcos Nimrichter (piano) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo

Bolero Blues – Jorge Helder e Chico Buarque

Luiz Cláudio Ramos (arranjo de cordas), Chico Buarque (voz), João Rebouças (piano), Jorge Helder (contrabaixo), Jurim Moreira (bateria) e a Orquestra de Cordas de São Petersburgo

Outubro 86 – Jorge Helder

Marcelo Martins (sax tenor), Nelson Faria (guitarra), Rafael Vernet (piano), Jorge Helder (contrabaixo) e Kiko Freitas (bateria)

Rubato – Jorge Helder e Chico Buarque

Renato Braz (voz), Bruno Cardozo (piano), Marcus Teixeira (violão), Jorge Helder (baixo elétrico) e Edu Ribeiro (bateria)

Tema Novo – Jorge Helder

Ricardo Silveira (guitarra), Renato Neto (piano), Jorge Helder (contrabaixo) e Jurim Moreira (bateria)

Casualmente – Jorge Helder e Chico Buarque

Mauricio Maestro (arranjo vocal), João Carlos Coutinho (piano), Jorge Helder (contrabaixo), Pantico Rocha (bateria), Chico Batera (percussão) e o grupo Boca Livre formado por Zé Renato, David Tygel, Lourenço Baeta e Mauricio Maestro (vozes)

Ficha Técnica

Produção artística: Jorge Helder

Produção executiva: Maria Carolina Rodrigues

Ilustração da capa: Fausto Nilo

Técnico de mixagem do álbum: Roberto Lioli

Técnicos de edição: Jeronimo Orselli e Edu Costa

Mixado no Cia. dos Técnicos Studios

Agradecimentos especiais: Caetano Veloso, Paula Lavigne, João Pedro Campos, Lucas Campos, Mario Adnet, Mariza Adnet, Fausto Nilo, Kleber Augusto, todos os amigos que participaram e toda equipe do Selo SESC.

Sobre o artista

Crédito da foto: Nelson Faria.

Nas tardes com a tia em Fortaleza, no Ceará, Jorge Helder aprendeu a tocar violão e, com o pai, bandolim. Ainda na adolescência, teve contato com o baixo elétrico e depois, ao mudar-se para Brasília, estudou baixo acústico na Escola de Música de Brasília. Jorge Helder levou essa formação afetuosa e formal, popular e erudita para o Rio de Janeiro, onde vive desde 1986 tocando com artistas de variados gêneros musicais.

Ao longo de 40 anos de carreira, atuou em shows e participou de mais de 350 discos de inúmeros artistas da música brasileira e internacional. A lista é grande — dos consagrados Chico Buarque, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, João Bosco, Ivan Lins, Emílio Santiago, Maria Bethânia, Gal Costa, Elza Soares, Roberto Carlos, Adriana Calcanhoto, Miúcha e Zélia Duncan, passando por tantos outros importantes nomes como Sandra de Sá, Cássia Eller, Rosa Passos, Leila Pinheiro, Marcos Valle, Edu Lobo, Guinga e os irmãos Nana, Dori e Danilo Caymmi. Com Tom Jobim e Dorival Caymmi, gravou o DVD Meu Caro Amigo sobre a obra de Chico Buarque.

Nesta trajetória artística, Jorge Helder também dividiu estúdio e palco com Joyce Moreno, Francis Hime, Leny Andrade, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Roberta Sá, Moacyr Luz, Alexandre Pires, Ivete Sangalo, Angela Maria, Bebel Gilberto, Rita Lee, Jards Macalé, Roberto Menescal, Carlos Lyra, João Donato, Elba Ramalho, Fernanda Abreu, Fausto Nilo e Luiz Melodia. Entre os internacionais, Jorge gravou com o francês Henri Salvador, a cubana Omara Portuondo, o italiano Stefano Bollani, as portuguesas Mariza e Carminho e a japonesa Lisa Ono, só para citar esses.

Produtor musical em diversos projetos, como compositor Helder tem uma obra pequena, mas consistente. Considera-se um músico que ainda tateia no gesto de compor e que está em constante desenvolvimento através de muito estudo, da gama de referências e experiências que adquire com o contato de músicos de todos os cantos do Brasil e do mundo. Seus parceiros são Chico Buarque, Aldir Blanc, Rosa Passos, Joyce Moreno e Celso Viáfora.

Serviço:

Lançamento do álbum Samba Doce, de Jorge Helder

A partir de 18/9 no SESC Digital

A partir de 23/9 nas plataformas de streaming

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Instagram cresce na pandemia e audiência já é 31% maior que a do Facebook, revela estudo

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Webster2703 por Pixabay.

Novo estudo da Socialbakers, plataforma líder global em soluções para otimização de performance corporativa em redes sociais, revela que o Instagram ampliou sua liderança sobre o Facebook durante a pandemia. Em termos de audiência global, a rede social ampliou para 31,2% a vantagem, que era de 28% no primeiro trimestre de 2020.

O total de interações no Instagram foi 18,7 vezes maior do que no Facebook entre os meses de abril, maio e junho. As marcas, no entanto, publicaram mais conteúdo no Facebook, que recebeu cerca de 70% de todas as postagens dos 50 maiores perfis de empresas, mesmo com a interação nessa rede social sendo muito menor do que no Instagram.

O Instagram quase bateu seu próprio recorde de interações no final de junho e, durante o período, raramente ficou abaixo de 80%. Já no Facebook, o envolvimento com as postagens diminuiu significativamente, passando de 100% em março para 50,8% durante os meses de abril, maio e parte de junho, antes de aumentar novamente no final de junho, quando voltou aos níveis normais. “O Instagram está se tornando a plataforma de mídia social número um quando se trata de engajamento de marcas. Quando olhamos para o engajamento em um nível absoluto, o Instagram tem um alcance maior por marcas do que o Facebook”, explica Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers.

No Brasil, a quantidade de postagens feitas tanto no Instagram quanto no Facebook é quase a mesma; porém, ao contrário do que ocorre no mundo, a audiência das marcas ainda é maior no Facebook, mesmo que a quantidade de interações nessa mídia social seja muito menor do que no Instagram. “O Instagram teve um aumento de atividade – a plataforma quase atingiu seu pico relativo das interações no final do trimestre. Além disso, vimos um crescimento do público-alvo e interações totais no Instagram das 50 maiores marcas na rede social. Esse panorama mostra que o caminho seguirá positivo para o Instagram no futuro. A plataforma continua sendo altamente eficaz para promover o engajamento e alcançar grandes públicos e é cada vez mais o lugar certo para as empresas se mostrarem de maneira criativa, estimularem engajamento e aumentarem o reconhecimento da marca”, explica Alexandra.

Outra descoberta presente no relatório atual da Socialbakers é que os posts de carrossel, que permitem a publicação de até 10 imagens e vídeos, têm superado consistentemente a imagem e o vídeo usados separadamente. E, com a média de 150,5 interações, alcançou o maior engajamento dos últimos 15 meses.

As principais marcas publicaram mais postagens no Facebook, mas o engajamento nessas postagens não atingiu os números alcançados no Instagram. Conclusões do novo relatório Social Media Trends Report Q2 2020 da Socialbakers foram feitas com base nos 50 maiores perfis de marcas do mundo e no Brasil, entre abril e junho de 2020.

Metodologia do relatório

Os Social Media Trends Reports refletem o banco de dados da Socialbakers no início do trimestre seguinte ao trimestre do relatório. Os dados são extraídos uma vez e não são atualizados entre as liberações.

Leilão beneficente de vinhos vai arrecadar fundos para o combate à Covid-19

Curitiba, por Kleber Patricio

Imagem de 3D Animation Production Company por Pixabay.

No dia 30 de setembro, às 20h, voluntários realizarão um leilão beneficente em favor da campanha O Amor Contagia. O objetivo é arrecadar fundos para ajudar ONGs e hospitais que passam por dificuldades no contexto da pandemia da Covid-19. A iniciativa vai ajudar até 32 hospitais filantrópicos e 132 organizações sociais que solicitaram apoio para continuar atendendo a população mais vulnerável e que tiveram impacto expressivo em suas receitas.

O leilão beneficente de vinhos terá produtos icônicos doados por apoiadores como Beto Madalosso (Carlo/Madá), Carlos Beal (Festval), Lucas Guimarães (Positivo), Fernanda Toporoski (DoutorCred), Gabriel Raad (Laguna) e Leandro Lorca (SCA Curitiba).

O leiloeiro oficial Guilherme Toporoski, da Topo Leilões, conduzirá o leilão do dia 30, que contará com lotes que incluem, por exemplo, o melhor e mais prestigiado vinho da Argentina, o Angelica Zapata. Também serão arrematados exemplares do Double Magnum 3L (avaliado em cerca de R$1 mil), do italiano Brunello Di Montalcino Safra 2008, do espanhol Marqués de Vitoria Rioja Crianza, de Veuve Cliquot Brut, de DV Catena de diversas safras, do Marques de Tomares e muito mais. “O objetivo do leilão é ajudar os hospitais e ONGs que estão atendendo a população no enfrentamento do novo coronavírus. Esses locais estão passando por inúmeras dificuldades, especialmente pela queda nas doações e arrecadações e podem ter seu atendimento inviabilizado, deixando de assistir milhares de pessoas”, conta Fernanda Toporoski, uma das organizadoras do evento e sócia da Doutorcred.

Como participar

Guilherme Toporoski vai comandar o leilão beneficente. Foto: divulgação.

O leilão é aberto ao público e acontecerá de forma inteiramente digital pelo aplicativo Whatsapp via linha de transmissão. Interessados em participar podem entrar em contato pelo (41) 98856-3600. Mais informações sobre a campanha podem ser conferidas no site oficial da campanha.

A campanha

A campanha nasce de uma coalizão de organizações preocupadas com o atendimento da população mais vulnerável durante a pandemia do novo coronavírus.  Todos os recursos recebidos e doados pela campanha são totalmente transparentes e auditados (podem ser conferidos pelo site) a fim de estabelecer um canal confiável de arrecadação e destinação de recursos a instituições que enfrentam dificuldades – cerca de 70% das ONGs atendidas pela campanha relatam que não conseguirão sobreviver à pandemia sem a ajuda externa.

A iniciativa também busca destinar recursos para hospitais públicos e filantrópicos que atendem com leitos do Sistema Único de Saúde. “A ação tem o objetivo de espalhar amor e solidariedade neste momento delicado que vivemos”, detalha Fernanda, lembrando que, além do leilão, a campanha conta com duas contas bancárias em nome da Funpar que podem ser acessadas pelo link oamorcontagia.site/#doeAgora e aceitam doações de qualquer valor.

Pinacoteca e Café Orfeu lançam edição comemorativa de café especial para celebrar os 115 anos do Museu

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Pinacoteca, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, e o Café Orfeu se inspiram na história da fundação do museu para uma edição comemorativa aos 115 anos da Pina, completados em 2020. A bebida, de aroma complexo com notas florais, frutadas e de caramelo, é livre de adstringência e tem uma acidez equilibrada.

Assim que reabrir para o público pós-quarentena, os cafés em embalagens especiais poderão ser adquiridos em packs de 250g em pó ou com 10 cápsulas. As vendas só ocorrerão presencialmente na loja do museu e o estoque é limitado.

A cafeicultura fez parte da história da fundação da Pinacoteca. Muitos dos agitadores culturais e intelectuais que se organizaram para fundar o museu em 1905 eram cafeicultores ou oriundos de famílias tradicionais cafeeiras do Estado de São Paulo.

Edição especial Café Orfeu Pinacoteca

Foto: divulgação.

O rigor e a qualidade da bebida são reflexos da sua produção com grãos Arábica das variedades Bourbon Amarelo e Catuaí, cultivados de 1.100 a 1.400 metros de altitude nas montanhas da Fazenda Sertãozinho e Fazenda Rainha. Um blend de sabor agradável e persistente para a celebração de uma história que se cruza com o café desde a sua origem.

Café Orfeu

Dentro de um segmento extremamente competitivo, tendo o Brasil alcançado a posição de maior produtor e exportador da bebida, o Café Orfeu se destaca pelo alto padrão de qualidade. Certificado na Categoria de Cafés Especiais, a mais alta classificação de cafés do mundo, pela Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA), Orfeu é premiado nacional e internacionalmente. Seus blends são compostos pelos melhores grãos de cada colheita e passam por um elevado controle de qualidade, sempre em busca do grão perfeito. Orfeu é cultivado à sombra de um Jequitibá de 1500 anos nas Fazendas Sertãozinho com o uso de alta tecnologia.

Pinacoteca de São Paulo

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo.

Foto: Levi Fanan.

Seu acervo original foi formado com a transferência de 26 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo e conta hoje com cerca de 11 mil peças. Entre elas, trabalhos de autoria de importantes artistas brasileiros, como Anita Malfatti, Lygia Clark, Tarsila do Amaral, Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Candido Portinari e Oscar Pereira da Silva, entre outros.

Possui dois edifícios abertos ao público e com intensa programação: a Pinacoteca Luz e a Pinacoteca Estação. A primeira é conhecida pelos visitantes como Pina Luz, antiga sede do Liceu de Artes e Ofícios. Projetada no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, passou por uma ampla reforma no final da década de 1990, com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. O edifício comporta ainda um dos principais laboratórios de conservação e restauro do país.

Já a Pinacoteca Estação, ou Pina Estação, inaugurada em 2004, originalmente abrigou os armazéns e escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana. Seu edifício, também projetado por Ramos de Azevedo, foi totalmente reformado pelo arquiteto paulistano Haron Cohen para receber parte do programa de exposições temporárias e do acervo do museu.

No primeiro andar da Pina Estação, estão localizados o Centro de Documentação e Memória (Cedoc) e a Biblioteca Walter Wey, que apresenta um significativo acervo de publicações de artes visuais disponível para consulta pública. E, no térreo e no terceiro andar, está situado o Memorial da Resistência de São Paulo, no edifício que um dia sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP), entre os anos 1940 e 1983.

Serviço:

Orfeu Clássico/Pinacoteca de São Paulo

10 Cápsulas

R$30

Café moído 250g

R$28

Vendas: apenas presencialmente na loja da Pinacoteca após a reabertura

Pinacoteca

Horário de funcionamento: das 14h às 20h

Endereço: Praça da Luz, 2, Luz

Ingressos para visitar o Museu: R$25 apenas pelo site da Pinacoteca (www.pinacoteca.org.br)

Grátis aos sábados, mas é preciso reservar pelo site

Quando for permitida a visitação, consulte o protocolo de segurança no site do museu: www.pinacoteca.org.br.

MAM São Paulo promove curso online sobre Tropicalismo

São Paulo, por Kleber Patricio

Panis et Circencis, Assume Vivid Astro Focus, 2015, parte integrante do livro “Tropicália ou Panis et Circencis”, de Ana de Oliveira.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo lança em 18 de setembro o curso online Tropicalismo: história arrebatadora e estética libertária. Ao todo, serão quatro encontros para discutir o contexto contracultural, a intervenção estética e comportamental, a perspectiva crítica e afetuosa, o disco-manifesto, compositores e intérpretes, polêmicas e os principais fatos que marcaram a história do movimento tropicalista.

O Tropicalismo foi um dos mais instigantes fenômenos artísticos que irromperam nos anos 1960, um movimento de ruptura fundamental para a cultura brasileira. Libertário por excelência, o movimento aliou experimentalismo estético, crítica social e inconformismo político.

As aulas serão ministradas pela escritora Ana de Oliveira, autora de Tropicália ou Panis et Circencis, e os temas serão abordados em conjunto a recursos audiovisuais, como vídeos históricos e trechos de entrevistas realizadas por Ana com Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Como parte da programação, os alunos poderão apurar a escuta entre o intervalo de aulas a partir de uma playlist tropicalista elaborada especialmente para o curso.

Confira a programação completa:

Tropicalismo: história arrebatadora e estética libertária com Ana de Oliveira

Quando: 18 de setembro a 9 de outubro | sextas-feiras, das 19h às 20h20

Duração: 4 encontros

Investimento: R$400,00 em até 2 parcelas

Público: interessados em geral

Onde: Ao vivo via plataforma de videoconferência

Inscrições no site do MAM: http://mam.org.br/curso/online-tropicalismo-historia-arrebatadora-e-estetica-libertaria-com-ana-de-oliveira/.

PROGRAMA

Aula 1 – A Manhã Tropical Se Inicia

Movimento revolucionário em comportamento e linguagem

O cenário de gestação de uma contracultura tropicalista

As primeiras inquietações tropicalistas

A explosão no III Festival de Música Popular Brasileira – Record/1967

Aula 2 – Direito de Nascer e Morrer do Tropicalismo

Escândalos e polêmicas: programas de televisão, shows, debates

Vaias e provocações no III Festival Internacional da Canção – Globo/1968

O programa “Divino Maravilhoso” – Tupi/1968

A prisão e o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil

O diálogo do Tropicalismo com diferentes campos artísticos: artes visuais, cinema, teatro e poesia concreta

Aula 3 – Tropicália ou Panis et Circencis

O disco-manifesto

Crítica e afeto na experiência tropicalista

Aula 4 – Dai-nos a Graça e a Balbúrdia Divinas

Eucaristia e batucajé: cristianismo e paganismo na música tropicalista

O pop e o ancestral: justaposição de imagens contrastantes na produção estética tropicalista

Ana de Oliveira é coautora, com Gilberto Gil, do livro Disposições Amoráveis. Concebeu e editou o livro-objeto Tropicália ou Panis et Circencis, o primeiro livro sobre disco publicado no Brasil. Criou o site www.tropicalia.com.br, a maior referência de informação sobre o movimento tropicalista. Em 2017, lançou outro livro-objeto, Acabou Chorare, que reúne textos e projetos visuais inspirados nas composições do clássico LP dos Novos Baianos. Atualmente, Ana está dirigindo o filme documental Disposições Amoráveis, protagonizado por Gilberto Gil.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições abrem-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

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