“Não se combate a violência com um único modelo de enfrentamento. Cada geração exige uma abordagem diferente”, segundo advogado criminalista Davi Gebara


São Paulo
A Galeria F 28 abre sua primeira exposição virtual no Instagram no dia 1º de abril, quarta-feira, às 14h, com o fotógrafo Frâncio de Holanda. A exposição conta com uma série de 10 fotos da cidade de São Paulo, quase todas inéditas e feitas em 2019.
A ideia da galeria é ter um artista a cada cinco dias, para que nesses tempos de isolamento social seja mais um espaço onde as pessoas possam passear e ter um pouco de acesso à cultura.
Todas as obras estarão à venda e serão entregues para os eventuais compradores nas suas casas já emolduradas, sem nenhum contato físico.
A @galeriaf28 acredita que, se ficarmos em casa, vamos passar mais rápido pelo #covid19.
Para assistir a exposição: @galeriaf28.
Algumas fotos aqui.
A prova de que, quando uma mulher precisa sobreviver, ela é capaz de lutar contra todas as probabilidades. Ou um testemunho potente de como a resiliência humana pode vencer a adversidade? A viagem de Cilka, lançamento da Editora Planeta, cabe bem nas duas definições. Misturando realidade e ficção com a maestria que a levou ao topo da lista dos mais vendidos do New York Times, a escritora neozelandesa Heather Morris mostra, em seu segundo romance histórico publicado no Brasil, uma perspectiva feminina para um dos capítulos mais sombrios da humanidade, o Holocausto.
Sequência do best-seller O tatuador de Auschwitz, o livro é inspirado na história real de Cecilia Kovachova, uma jovem de 16 anos que foi feita prisioneira no campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau durante a Segunda Guerra Mundial. Em sua obra, Heather Morris a transforma na personagem Cilka, um símbolo de luta feminina que já aparece no primeiro livro e agora ganha o posto de protagonista. Afinal, se a filósofa alemã Hannah Arendt estava certa quando disse que “toda dor pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história”, a protagonista deste livro é uma prova potente da resiliência da mulher contra todas as probabilidades.
A memória como reduto da História
Se muito já foi dito e escrito sobre o cotidiano desumano dos “campos de trabalho” (como os nazistas os chamavam, em uma tentativa de suavizar o que eles de fato eram), A viagem de Cilka mostra que há sempre uma faceta desconhecida em todo fato histórico e que, para fazer justiça à História com letra maiúscula, todas as histórias com letra minúscula são peças-chave. Neste caso, é a vida de uma menina no início de sua vida adulta, aprendendo dia após dia a sobreviver em um mundo de violências e injustiças.
Com seus cabelos compridos e vitalidade de adolescente, Cilka desperta a atenção dos nazistas por sua beleza e, por esse motivo, é separada das demais mulheres pelo oficial nazista Schwarzhuber, comandante do campo. Mais tarde, ela descobre que o que lhe parecia uma vantagem era na verdade a porta de entrada para uma série de castigos físicos, trabalhos forçados, violências psicológicas e abuso sexual.
O gênero feminino representa para Cilka uma prisão em dose dupla: ela não é somente prisioneira em sua condição de judia em pleno contexto de guerra e antissemitismo, mas também por ser mulher em um cenário de patriarcado, severa opressão e extrema submissão das mulheres.
O sofrimento oculto das mulheres prisioneiras
Anos depois, Cilka é libertada de Auschwitz, mas é acusada pelo exército russo de colaborar com os nazistas. Então, tem início mais uma etapa de horror na vida da protagonista, pois ela é levada para outro campo de concentração tão ou mais brutal, conhecido como Vorkuta, no frio inóspito da Sibéria. Porém, se as circunstâncias colocam novamente a resistência de Cilka à prova, ela descobre mais uma vez como contorná-las. Ao fazer amizade com uma médica, ela passa a cuidar dos presos enfermos e é surpreendida com a oportunidade de conhecer o amor de sua vida.
Com uma narrativa direta e objetiva, em que a reviravolta dá o tom de uma impressionante biografia de protagonismo feminino, A viagem de Cilka se coloca como uma história atemporal e universal. Ao retratar uma face pouco explorada do Holocausto – a rotina de repressão e violência das mulheres dentro dos campos a partir de uma perspectiva de gênero –, o livro oferece inúmeras e instigantes possibilidades de diálogo com a luta diária de milhares de mulheres por todo o mundo. Afinal, as mulheres de hoje podem não ter sua liberdade cerceada por oficiais nazistas, mas ainda se veem prisioneiras de diversas formas de opressão e precisam superar a si mesmas todos os dias para sobreviver e ter sua voz ouvida.
Sobre a autora
Nascida na Nova Zelândia, Heather Morris é autora do best-seller número 1 do The New York Times, o livro O tatuador de Auschwitz. É apaixonada por histórias de sobrevivência, esperança e resiliência. Em 2003, enquanto trabalhava em um grande hospital de Melbourne, na Austrália, Heather conheceu um senhor que “talvez tivesse uma história para contar”. Esse senhor era Lale Sokolov, o tatuador de Auschwitz e dessa convivência nasceu o romance, que continua um enorme sucesso de vendas, com mais de 4 milhões de exemplares vendidos no mundo. A viagem de Cilka é o segundo romance da autora. Para saber mais, acesse o site oficial da escritora.
Ficha técnica
A viagem de Cilka
Título original: Cilka’s Journey (2019)
Autor: Heather Morris
Assunto: Ficção; Auschwitz; Guerra Mundial
ISBN: 978-85-422-1906-7
Formato: 16 x 23
Páginas: 304
Preço: R$49,90.
Imagem de Syaibatul Hamdi por Pixabay.
O Departamento Epidemiológico da Secretaria de Saúde de Indaiatuba recebeu na manhã de segunda-feira (30) um exame positivado para Covid-19 de laboratório particular credenciado pelo Instituto Adolfo Lutz. O anuncio do resultado foi pelo prefeito Nilson Gaspar (MDB) junto com a secretária de Saúde Graziela Garcia e a secretária de Relações Institucionais e Comunicação, Graziela Milani, durante live transmitida na página oficial da Prefeitura no Facebook.
O paciente é um homem de 36 anos e passou em rede privada de saúde, onde colheu o exame no dia 25 de março; no entanto, ele está em isolamento domiciliar desde o dia 20, quando percebeu os primeiros sintomas. A esposa do paciente também apresenta os sintomas de forma leve e colheu exame na rede particular; a filha está assintomática em monitoramento e a família está em isolamento absoluto.
Hoje o paciente passa bem e não apresenta mais os sintomas. A equipe da Vigilância Epidemiológica está monitorando o caso.
Situação epidemiológica
102 notificados
1 caso confirmado
9 casos descartados
92 aguardando resultado
3 casos suspeitos internação clínica
4 casos suspeitos em UTI
2 óbitos com suspeitas Covid-19
0 óbitos confirmados.
Casa-Museu conta com mais de 1500 obras de grandes mestres mundiais. Foto: Henrique Luz.
Nessa época de distanciamento social para diminuir o contágio de coronavírus, museus e espaços culturais estão fechados. Mas a Casa-Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, continua com sua programação cultural virtual pelo projeto #CasaMuseuEmCasa.
Estão disponíveis no site www.emaklabin.org.br uma série de ações online para levar informação, cultura, reflexão e diversão ao público.
De acordo com o curador da Casa-Museu, arquiteto Paulo Costa, o site contará com exposições virtuais, jogos educativos, concertos no canal do Youtube e podcasts, entre outras atrações. “Essas ações incluem tanto conteúdos abordados em anos anteriores, quanto material inédito que está sendo produzido neste período de isolamento, dentro da temática de 2020 “Outras Narrativas”, explica o curador.
Para se ter uma ideia, é possível realizar visitas virtuais para conhecer a Casa-Museu no Google Arts & Culture, no link https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin ou por meio da ferramenta digital Explore, no site do museu: https://emaklabin.org.br/explore/.
Caderno de Receitas de Ema Klabin
Quem está em casa pensando em fazer algo especial para o almoço pode experimentar uma das aclamadas receitas do caderno de Ema Klabin – basta fazer o download da publicação inédita Caderno de Receitas de Ema Klabin. A publicação foi criada a partir de pesquisa, encontros, cursos e palestras sobre gastronomia que aconteceram na Casa-Museu idealizados por Janka Babenco.
Entre as receitas, pratos da cozinha paulista, como paçoca de carne-seca; da culinária francesa, como o Supreme de Frango à Kiev e, também da culinária judaica, como patê de ovos.
Exposição virtual Porcelana Europeia da Coleção de Ema Klabin.
Exposição de porcelana europeia da coleção Ema Klabin. Foto: Isabella Matheus.
Além da culinária, será possível visitar virtualmente a Exposição Porcelana Europeia da Coleção de Ema Klabin. A mostra virtual traz uma seleção de 39 peças das manufaturas de Sèvres, Berlim, Viena, Meissen, Limoges e Coalport, entre outras e busca narrar a fascinante história da porcelana europeia.
Muitas dessas porcelanas fizeram parte dos jantares organizados por Ema Klabin com a presença de figuras ilustres da cultura e sociedade brasileira, como o maestro João Carlos Martins.
O público pode ainda fazer o download do catálogo dessa exposição gratuitamente.
Grafite
Ainda é possível curtir a exposição online Fragmentos, que faz uma retrospectiva da série Backdrop Grafite e realizar o download do volume um da revista Cadernos da Casa-Museu com a temática Mulheres e seus Saberes e das publicações A Casa da Rua Portugal (2014), que conta a história do bairro Jardim Europa e da construção da Casa de Ema Klabin, e do livro A coleção Ema Klabin, que marca os dez anos da instituição.
Para não perder nada, você pode acompanhar a programação pelo site e as mídias sociais da Casa-Museu Ema Klabin (Facebook, Instagram, Youtube). A casa de dona Ema Klabin será levada até você.
Sobre a Casa-Museu Ema Klabin:
Na galeria há, entre outros, dois quadros de Frans Post. Foto: Henrique Luz.
Antiga residência da colecionadora e mecenas Ema Klabin (25/1/1907 – 27/1/1994), a Casa foi convertida em espaço cultural com um acervo que abrange mais de três mil anos de história da arte.
A cada cômodo da casa, inspirada no Palácio de Sanssouci (Alemanha) e projetada por Alfredo Ernesto Becker em meados dos anos 50, o visitante se depara com obras de grandes mestres da arte – na sala de música há duas obras de Marc Chagall: No Campo (À la Campagne – França – 1925) e Noivos Com Trenó e Galo Vermelho (França, 1957). No quarto de hóspedes, o quadro de Tarsila do Amaral Rio de Janeiro (Brasil, 1923); na sala de jantar, obras de Mestre Valentim (Brasil, séc. XIX). No quarto principal, um quadro de Cândido Portinari, Galos (Brasil, 1940) e um de Di Cavalcanti, Retrato Feminino (Brasil – 1955). Na galeria, dois quadros de Frans Post: Vista de Olinda, (Holanda, 1650) e Igreja de São Cosme e São Damião (Holanda, séc. XVII). Seu jardim foi projetado pelo paisagista Burle Marx. A Casa-Museu é localizada na Rua Portugal, 43, no Jardim Europa, em São Paulo.
Serviço:
#CasaMuseuEmCasa
Já estão disponíveis:
Tour virtual (Museum View do Google Arts & Culture): https://artsandculture.google.com/partner/fundacao-ema-klabin.
Exposições Online: Fragmentos (retrospectiva da série Backdrop Grafite) e Porcelana Europeia na Coleção Ema Klabin
Publicações – A Casa da Rua Portugal (2014); Caderno de Receitas de Ema Klabin (2016) e A Coleção Ema Klabin e Porcelana Europeia (2018)
Revista Cadernos da Casa-Museu vol. 1, Mulheres e seus Saberes (2019)
Apresentações da série Tardes Musicais (YouTube)
Explore! – coleção online
Site: https://emaklabin.org.br/
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC9FBIZFjSOlRviuz_Dy1i2w
Facebok: https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin/?epa=SEARCH_BOX
Instagram: @emaklabin.
Imagem de Marta Cuesta por Pixabay.
Para informar a população sobre formas corretas e eficientes de fazer a desinfecção química contra o coronavírus, o Conselho Federal de Química (CFQ) convidou o professor doutor Jorge Macedo, bacharel em Química Tecnológica e autor da obra Desinfecção & Esterilização Química, para elaborar um roteiro simples e seguro para eliminar o novo coronavírus.
Macedo explica que a solução diluída de água sanitária é uma forma de desinfecção eficiente e alternativa ao álcool gel, que se transformou em um produto raro e inacessível para muitos brasileiros. A indicação segue as recentes informações internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
De acordo com o professor, “a solução pode ser aplicada em superfícies e nos objetos das residências, com custo menor e ao alcance da população”. Acesse aqui a íntegra do trabalho produzido a pedido do CFQ.
Veja como preparar a solução diluída de água sanitária: