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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Setor de eventos quer retomar imediatamente as atividades e cobra sensibilidade dos governos

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Free-Photos por Pixabay.

O V Congresso Brasileiro dos Promotores de Evento, realizado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – Abrape, deixa duas importantes mensagens: as empresas do setor estão preparadas para retomar imediatamente as atividades com segurança e as autoridades precisam ter uma maior sensibilidade com o segmento, o mais afetado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Esta é a síntese do encontro realizado nos dias 17 e 18 de novembro no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, em São Paulo.

Ao participar do painel Cases da Retomada, Luis Fernando Davantel, CEO da WTorre, mostrou que é possível o retorno das atividades com segurança e responsabilidade: “Promovemos 45 atrações nos últimos quatro meses no Allianz Arena. Com isso, confirmamos que é possível realizar eventos com segurança, seguindo corretamente os protocolos. Em dezembro teremos o Expresso Natal no Allianz, que começa no dia 5 com um show da Claudia Leite”.

Luiz Augusto Nóbrega, da Luan Promoções, destacou no painel Grandes espetáculos e grandes desafios em meio a pandemia a força do associativismo. “A pandemia veio para unir o setor, o que nos faz pensar em dias melhores. Que os políticos se sensibilizem com o segmento e analisem caso a caso. Creditar a disseminação da pandemia às reaberturas dos eventos é um grande equívoco. Tudo deve ser feito com muita responsabilidade”, afirmou.

Aline Delmanto, gestora estadual de Turismo do Sebrae-SP, salientou que 98% de empresas atendidas pela instituição nos setores turístico, de eventos e de economia criativa foram impactadas pela pandemia, com queda de faturamento acima de 75%. “Mas houve muito aprendizado como o aprimoramento da gestão, qualificação da equipe, investimento em tecnologia e avaliação da sustentabilidade do negócio”, disse.

“Nós vamos voltar, pois a alegria do Brasil vai voltar. E essa alegria depende do nosso setor”

O empresário e presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior, fez um balanço positivo do congresso: “Eu vi um grande engajamento e isso foi muito emocionante, pois fortalece o setor na retomada. Nós vamos voltar. Alguns se adaptaram com lives, eventos com distanciamento, protocolos que podem ser cumpridos. Outros estão esperando novas etapas de flexibilização. Nós vamos voltar com força, com mais aprendizado”. Sobre a retomada, ele está otimista. “Nós vamos voltar, pois a alegria do Brasil vai voltar. E essa alegria depende do nosso setor. É a alegria da menina que compra a roupa nova para ir ao evento, do motorista de aplicativo que consegue seu dinheiro transportando as pessoas, da atração de abertura que tem a oportunidade de mostrar o talento que pode estourar nacionalmente. Vai voltar, pois não tem coisa melhor no mundo do que ver a vida ao vivo”, afirmou.

Resiliência e reinvenção são as palavras que explicam o segmento na pandemia

“No início da pandemia, intercalamos períodos de pessimismo e otimismo, pois estava tudo incerto. No entanto, nos adaptamos rápido e fortalecemos a coesão do nosso grupo para estudar a empresa e os negócios”, explicou Marcelo Beraldo, diretor de Conteúdo da T4F, maior empresa de entretenimento ao vivo do Brasil, durante o painel Grandes espetáculos e grandes desafios em meio a pandemia.

Cláudio Romano, da Dream Factory, destacou que o cenário possibilitou descobertas. “É viável fazer evento e atrair marcas mesmo neste cenário. O ponto é pensar a melhor estratégia e apresentar ao mercado. Mostramos ser resilientes e conseguimos detectar, nesta crise, que o híbrido se consolidou como tendência. O presencial é importante, mas o digital vai estar cada vez mais presente”, avaliou durante o painel Cases da Retomada.

Para Noemia Matsumoto, da Opus Entretenimento, a pandemia estimulou a reinvenção. “Tivemos resultados positivos com lives, atraindo patrocínios e criando um novo relacionamento com os artistas. Por exemplo: fizemos a lançamento de um show do Daniel e Roupa Nova por meio de uma live e já vendemos 60% dos ingressos do show que vai acontecer no ano que vem”, explicou.

Associativismo da Abrape fortalece união e força dos promotores de eventos no país

O crescimento da Abrape em 2020 é um dos grandes fatores para as conquistas que o setor vêm obtendo durante a crise. “A pandemia nos trouxe união e a necessidade de reflexão. Como sempre digo, com o meu jeito caipira de ser, capivara fora do bando é comida de onça. Queria enaltecer o brilhantismo da Abrape nas conquistas durante a pandemia que nos deram segurança para planejar e uniu o setor”, frisou Emílio Carlos dos Santos, o Kaká, vice-presidente de Os Independentes, promotora da Festa do Peão de Barretos .

Luit Marques, um dos organizadores do João Rock, vai no mesmo caminho: “Quero agradecer a Abrape não só pelo empenho na retomada das atividades mas por tudo o que tem feito pelos promotores de evento”. E completa Kaká: “As perspectivas para 2021 são animadoras. Vou ser repetitivo, mas reforço que todos precisam participar para demonstrar a união do setor. A Abrape já mostrou o caminho”.

Sobre a Abrape

Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – Abrape tem, atualmente, 350 associados que são verdadeiros expoentes nacionais na oferta de empregos diretos e indiretos e na geração de renda, movimentando bilhões de reais anualmente.

Especialista reúne em livro dicas de como cultivar e cuidar de flores e plantas

Holambra, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Marcos V. F. Pinto.

A especialista em flores e em plantas ornamentais Ana Paula Lino decidiu reunir em um livro as principais dicas de como plantar e cuidar das diferentes espécies, grande parte já disseminada nas lives que a autora realiza de domingo à quinta-feira, às 20h, no Instagram e nos vídeos postados no canal do YouTube. Por suas postagens, ora explicando sobre as plantas, ora interagindo com outros especialistas, Ana Paula conquistou mais de 100 mil seguidores, transformando-se em uma influenciadora do setor. O livro, que recebeu o sugestivo nome Verdes & Floridas – aprenda de uma vez por todas a cuidar das suas plantas, será lançado na última semana de novembro. A publicação é voltada para quem gosta de cuidar de jardins ou de manter vasos sempre floridos em casa.  Assim como em suas lives e nos cursos on-line que oferece – a maioria gratuito –, Ana Paula explica, também de forma leve, didática e simples sobre o universo da jardinagem. Os QR Codes, disponíveis em alguns capítulos, permitem ao leitor o acesso a vídeos no YouTube para obter informações adicionais oferecidas pela autora.

Nesta fase de pré-venda, o livro está sendo comercializado por R$89,00 (em até 3 x no cartão de crédito) pela Editora Taxon Brasil, com pedidos feitos pelo Instagram @taxonbr e entrega por delivery. Para as compras em novembro, o livro é autografado. Em dezembro, o preço será de R$120,00. A publicação é patrocinada pela Cooperativa Veiling Holambra, Isidorus Flores, Bosta em Lata e Pomar Floricultura. “Acredito que a melhor maneira de disseminar conhecimento é por meio de exemplos e de experiências de vida. Por isso, compartilho a minha vivência na produção da fazenda e na floricultura da minha família que existe há 50 anos como atacadista e varejista”, diz Ana Paula.

Livro será lançado na última semana de novembro. Foto: divulgação.

O momento é oportuno. Com as pessoas em home office, a procura por flores e plantas em vaso aumentou muito desde o início da pandemia, considerando os benefícios que elas trazem, tanto nos jardins como nas decorações de interiores. De acordo com o Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura, a previsão é de que o segmento de plantas verdes cresça 10% este ano e o de flores em vaso aumente em 5% em volume de vendas.

Sobre a autora

Ana Paula Lino nasceu em Pará de Minas, a 75 km de Belo Horizonte. Ela aprendeu com o pai, José Lino, técnico agrícola, a entender e a amar as flores e as plantas ornamentais. Tornou-se especialista em paisagismo e em Reabilitação Ambiental, embora seja formada em Enfermagem com especialização em Administração. A fazenda onde moravam foi sua melhor escola e onde vivenciou arrancar pela raiz as touceiras de capim, plantar a alameda de árvores no devido espaçamento e alinhamento e realizar o plantio com preparo e adubação corretos para cada espécie. “Sou uma mulher do campo, que aprendeu grande parte do que sabe na prática. E ainda tive o privilégio de acompanhar meu pai nas aulas de fruticultura na universidade onde lecionava”, conta.

A capa do livro, aliás, traz a foto da alameda da entrada da fazenda onde vivia, destacando a fileira de árvores que ela ajudou o pai a plantar, quando criança. “Escrevi esse livro para que seja usado como fonte de pesquisa, ajudando para que as pessoas tenham em casa plantas verdes, cheias de flores ou de frutas. Espero que minhas dicas auxiliem paisagistas, arquitetos que atuam no segmento paisagístico, decoradores e até a dona de casa a entenderem melhor as exigências de cada espécie”, diz.

Crédito da foto: Marcos V. F. Pinto.

As 246 páginas, ilustradas, são organizadas por temas como Jardinagem, Verdes, Floridas, Orquídeas e Mais sobre as plantas, capítulo que a autora reservou para discorrer sobre bonsais, flores e plantas de corte, frutíferas, hidrocultura, kokedamas, jardins verticais, jardins de inverno, terrários e urban jungle, entre outros. “Por onde meu pai passava, as pessoas pediam orientações sobre as plantas. E foi assim, vendo meu pai ajudando as pessoas através de sua experiência, que descobri que a minha missão no mundo é continuar o legado dele, espalhando meu conhecimento o mais longe que eu puder. Eu quero mostrar para as pessoas que me acompanham que a paz e a alegria podem ser conquistadas através das plantas, da natureza e que trabalhar com elas pode até gerar renda”, sugere.

Ana Paula vem realizando uma série de encontros e palestras para o lançamento do livro, começando por Holambra, a Cidade das Flores, localizada no interior paulista e considerada o grande berço da floricultura nacional. A partir de 2021, ela espera que o mundo já esteja preparado para evitar a Covid-19 para poder iniciar uma turnê com sessões de autógrafos por todo o país.

Pinacoteca realiza exposição dedicada à produção de artistas indígenas

São Paulo, por Kleber Patricio

Pinacoteca de São Paulo – Exposição “Véxoa: Nós Sabemos” – Foto: Levi Fanan.

A Pinacoteca de São Paulo realiza, pela primeira vez, uma exposição dedicada à produção indígena contemporânea, com curadoria da pesquisadora indígena Naine Terena. Véxoa: Nós sabemos contará com a presença de 23 artistas/coletivos de diferentes regiões do país apresentando pinturas, esculturas, objetos, vídeos, fotografias e instalações, além de uma série de ativações realizadas por diversos grupos indígenas. Os trabalhos podem ser vistos pelo público no Edifício Luz.

A mostra é um marco da representatividade dentro da Pina: “A Pinacoteca de São Paulo se dedica às artes visuais brasileiras desde sua fundação, em 1905, mas somente em 2019 incorporou ao seu acervo obras de arte brasileira produzidas por artistas indígenas. Esta exposição é fruto de um diálogo ativo durante os últimos anos entre o museu e diversos atores da arte contemporânea de origem indígena brasileira, colocando em debate a história da arte que o museu pretende contar e as que permaneceram invisíveis”, afirma o diretor-geral do Museu, Jochen Volz. A exposição tem o patrocínio do Itaú.

No ano passado, por meio do Programa de Patronos de Arte Contemporânea da Pinacoteca de São Paulo, foram adquiridas obras feitas por artistas indígenas, fato inédito na história do museu: Feitiço para salvar a Raposa Serra do Sol, de Jaider Esbell e Voyeurs, Menu, Luto, Vitrine; O antropólogo moderno já nasceu antigo e Enfim, Civilização, de Denilson Baniwa. Os trabalhos fazem parte da nova exposição do acervo da instituição, que foi inaugurada também em 31 de outubro.

Exposição

Detalhe da exposição. Foto: divulgação.

Véxoa: Nós sabemos ocupa as três novas salas para exposições temporárias localizadas no segundo andar da Pina Luz, em diálogo com a nova apresentação das coleções do museu. A doutora em educação (PUC/SP), mestre em artes (UNB) e ativista Naine Terena se dedica a uma pesquisa de longa data que tem se aprofundado no último um ano e meio. “A grande intenção é fazer uma mostra que não tenha uma centralização no pensamento do curador ou da instituição, mas que considere profundamente o local de fala dos artistas, os anseios”, comenta.

Os trabalhos selecionados, obras históricas e contemporâneas de artistas individuais e, também, de coletivos, demonstram a pluralidade da produção de artistas indígenas. São pinturas, instalações, esculturas, objetos, vídeos e fotografias que desmistificam a produção artística indígena à condição de artefato ou artesanato. Em Véxoa, a organização expositiva dos trabalhos não é cronológica, pois leva em consideração as diferentes temporalidades da produção artística indígena, que se transforma no tempo e não é efêmera ou pontual. “Por isso as obras ocupam espaços dialógicos independente da sua estrutura, localidade de origem, artista ou outra classificação, como a etnográfica”, explica Naine.

A exposição reverencia a importância de figuras históricas, trazendo trabalhos inéditos de artistas já conhecidos e também abre espaços para novos, demonstrando também a forte atuação do cinema e da fotografia indígenas, além de amplificar iniciativas de comunicação existentes, como a Radio Yandê.

Fotografia de Edgar Correa Kanayrõ.

Destaque para as obras produzidas em diferentes suportes, da fotografia ao vídeo, passando pela cerâmica, o bordado e o uso de materiais naturais, entre outros, além da presença de obras de um dos grandes pensadores indígenas brasileiros, Ailton Krenak. No tocante às pinturas, o Coletivo Huni kui Mahku, do Acre, formado por artistas plásticos indígenas que realizam murais a partir da vivência de diferentes lugares, procurará transpor para suporte da tela as distintas dimensionalidades que a Pinacoteca e a exposição carregam.

O artista plástico Jaider Esbell, indígena da etnia Macuxi, traz os diálogos interativos na obra coletiva Árvore de todos os saberes, um painel de lona de 2 metros que, desde 2013, vem sendo realizado por povos indígenas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Estado Unidos e México. Além desta produção, ele apresenta mais quatro vídeos que discutem temas como o neoxamanismo e a mercantilização dos saberes dos povos originários, denuncia os ataques aos seus parentes indígenas Makuxi e demonstra a inserção de uma nova geração de indígenas no universo das tecnologias digitais para registrar as memórias e suas experiências nos dias de hoje.

Também já conhecido do público, Denilson Baniwa, nascido na aldeia Darí, da comunidade Baturité/Barreira, no Amazonas, apresenta duas obras: uma instalação com vestígios do incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, numa referência à destruição da cultura material indígena ali preservada e realiza uma ação de plantio de flores, ervas medicinais e pimenteiras no “território” externo da Pinacoteca, que será transmitida por meio de câmeras de segurança para o interior do museu.

Olinda Muniz – Tupinambá. Foto: divulgação.

O ativismo feminino estará presente por meio da produção de Yakunã Tuxá, da etnia Tuxá na Bahia, que propõe uma reflexão sobre os desafios das mulheres, em especial as indígenas. As ilustrações abordam as suas ancestrais, a força, a beleza e os preconceitos vividos pela mulher indígena nas grandes cidades.

Na mostra também se destacam produções de “etnomídia indígena”, em que as ferramentas de mídia são utilizadas pelos próprios povos, gerando autonomia, representatividade e pluralidade dos discursos. Destacam-se Olinda Muniz Tupinambá (Tupinambá, Bahia), o Coletivo Ascuri (Mato Grosso do Sul), Anapuaká Tupinambá (Tupinambá, Bahia) e Edgar Correa Kanaykõ (Xakriabá, Minas Gerais).

A Ascuri (Associação Cultural dos Realizadores Indígenas), formada por jovens realizadores/produtores culturais que usam a linguagem cinematográfica, traz para a exposição as diferentes facetas vividas pelos povos Terena e Kaiowá, entre outros, propagando o “jeito de ser indígena” a partir de suas produções.

Foto: Levi Fanan.

Ainda no campo do vídeo, a diretora Olinda Muniz Tupinambá faz a estreia do filme Kaapora, uma produção que, segundo a diretora, é feita para seu povo e também para o público externo. Ela explica que o filme é uma forma de fortalecer a cosmovisão de sua comunidade, embora também se preocupe com o que o não índio irá entender sobre sua produção. Assim como Daiara Tukano, reconhecida ativista, apresenta uma série de pinturas, os Hori, que propõem um diálogo com a cosmovisão Tukano.

A primeira web rádio indígena do Brasil, a Rádio Yandê (Nós, em Tupi), também estará presente, representada por seu co-fundador, Anapuaká Tupinambá, realizando uma programação especialmente desenvolvida para a mostra.

Em muitos dos trabalhos, será nítida a relação entre arte e ativismo indígena, aspecto inerente às práticas desses artistas. É o caso das fotografias em preto e branco do artista Edgar Kanayrõ que retratam a dança, a pintura corporal e a luta do seu povo, os Xakriabá, pela demarcação e revisão dos limites de terra no município de Itacarambí, em Minas Gerais.

No campo das esculturas, a pataxó Tamikuã Txihi expõe Áxiná (exna), Apêtxiênã e Krokxí, que simbolizam os guardiões da memória. Em 2019, essas peças sofreram ataques motivados por racismos em relação aos povos indígenas durante a Mostra Regional M”BAI de Artes Plásticas, na cidade de Embu das Artes.

Olinda Muniz Tupinambá. Foto: divulgação.

A exposição também discute os estereótipos a respeito das artes indígenas, frequentemente associadas apenas a peças de artesanato. Para isso, os artistas Gustavo Caboco, Lucilene Wapichana, Juliana Kerexu, Camila Kamē Kanhgág, Dival da Silva e Ricardo Werá exibem objetos confeccionados por indígenas que usualmente não são considerados como tal, por carregarem símbolos e elementos que não são considerados pertencentes à cultura dos povos originários, erroneamente passam a ser desconsiderados como arte indígena.

Programação

Durante o período em que a exposição ficará em cartaz, a mostra também será composta de ativações e outras atividades. Jaider Esbell realizará uma ativação na exposição. As mulheres Terena, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, irão entoar os seus cantos lúdicos e ritualísticos. A presença dos Praiá, materialização dos encantados do povo Pankararu (comunidade que reside na grande São Paulo), também está confirmada e é outra programação que ocorrerá no período, ampliando os repertórios, conceitos e olhares de todos os visitantes. As datas dessas ações serão divulgadas posteriormente.

OPY e o Prêmio Sotheby’s 2019

A exposição Véxoa: Nós sabemos faz parte de um projeto de pesquisa com o título OPY, que é uma colaboração entre três instituições distintas, a Pinacoteca, a Casa do Povo e a aldeia Tekoa Kalipety – um museu do Estado, um centro cultural independente e uma comunidade Guarani Mbya perto do bairro da Barragem no sul da capital. OPY levanta questões ainda maiores em torno do projeto: Se olharmos a história da arte do ponto de vista do que não existe? Através de uma exposição de artistas indígenas contemporâneos e uma série de performances e seminários promovendo ações fora dos limites físicos do museu e, ao criar atrito entre a coleção de museus e as práticas de arte indígena, este projeto visa destacar a ausência de arte indígena nas coleções de museus, abordar questões de preservação, transmissão de conhecimento e ensaiar um outro Brasil. OPY recebeu o Prêmio Sotheby’s 2019, um reconhecimento da excelência da proposta curatorial e, recebendo um apoio financeiro para facilitar a exposição, a programação pública e a pesquisa são desenvolvidas pela Tekoa Kalipety.

Serviço:

Véxoa: Nós sabemos

Abertura: 31 de outubro

Horário: 12h às 20h de quarta a segunda

Ingressos: apenas no site (www.pinacoteca.org.br)

Curadoria: Naine Terena

Endereço: Praça da Luz, 2, Luz – São Paulo/SP

Ingressos: gratuitos para todos; museu aberto de quarta a segunda, mas é necessário reservar no site da Pinacoteca (https://www.pinacoteca.org.br)

Patrocínio: Itaú

Importante: O ingresso é válido para visitar a exposição Véxoa: Nós Sabemos e a exposição Acervo. Ele não é válido para visitar as salas expositivas da exposição OSGEMEOS: Segredos, que tem ingresso exclusivo e que também deve ser adquirido/reservado no site.

O renascer de um ícone: revelado o novo LEGO® Technic™ McLaren Senna GTR

Brasil, por Kleber Patricio

Modelo é o primeiro supercarro da McLaren a ser recriado na forma LEGO Technic. Foto: divulgação.

Hoje um novo e interessante integrante acelerou as pistas e o mundo dos supercarros. Radical ao máximo, como o ícone da vida real que o inspirou, o novo LEGO® Technic™ McLaren Senna GTR é garantia de emoção para os amantes de carros esportivos e fãs do automobilismo que buscam seu próximo desafio. Combinando o poder e a sofisticação incomparáveis da McLaren com a precisão de design do Grupo LEGO, o modelo de 830 peças desse supercarro não deixa a desejar quando se trata de engenharia e estilo. O modelo é o primeiro supercarro da McLaren a ser recriado na forma LEGO Technic e foi projetado para oferecer, durante sua construção, muita emoção para pessoas a partir dos 10 anos.

O McLaren Senna GTR é um carro como nenhum outro e essa incrível réplica é repleta de elementos autênticos e detalhes de design que a tornam igualmente impressionante. Com motor V8 e pistões em movimento, belas curvas aerodinâmicas, portas diédricas e uma pintura azul exclusiva, este modelo de 32 cm de comprimento certamente fará o coração bater mais forte, seja quando for levado para dar uma volta ou quando for exposto para ser admirado depois de construído.

O LEGO Technic McLaren Senna GTR estará disponível no mundo todo a partir de 1º de janeiro de 2021 no site LEGO.com, nas lojas LEGO e em varejistas em todo o mundo e também na rede mundial de varejistas da McLaren, pelo preço recomendado de 49,99 dólares*. “Recriar um carro tão radical quanto o McLaren Senna GTR usando LEGO Technic foi um desafio incrivelmente interessante”, afirma Uwe Wabra, designer sênior do LEGO Technic. “Esse carro de corrida não é como um automóvel de rua com o qual já havia trabalhado anteriormente. Há alguns detalhes únicos, como a silhueta e o incrível spoiler traseiro, que fazem a experiência de construção ser muito diferente. Assim como os excepcionais engenheiros da McLaren fazem ao projetar seus supercarros, nós realmente fizemos o máximo para que esse modelo honrasse imensamente a forma de arte que o McLaren Senna GTR expressa.”

“A equipe responsável pelo design do McLaren Senna GTR trabalhou em estreita colaboração com os colegas de design do Grupo LEGO para capturar a aparência radical, a emoção e a essência de um supercarro tão incrível para os construtores da LEGO Technic”, comenta Robert Melville, diretor de design da McLaren Automotive. “Assim como o carro real, o modelo LEGO é repleto de incríveis detalhes, desde o spoiler traseiro até os pistões em movimento no motor V8 e as portas diédricas. Estamos tão orgulhosos do modelo quanto somos do carro real.”

O LEGO Technic McLaren Senna GTR é o modelo mais recente a ser lançado como parte da longa parceria com a McLaren Automotive, que teve início em 2015 e continuou até 2019, com o lançamento do conjunto McLaren Senna LEGO® Speed Champions. Construtores LEGO de todas as idades foram capazes de criar supercarros icônicos, como o McLaren P1™, o 720S de 2017 e o McLaren Senna de 2019. As duas marcas estão unidas em busca da excelência em engenharia e do design pioneiro que tornam modelos como esse tão divertidos de construir individualmente ou em família.

Sobre a McLaren Automotive

A McLaren Automotive é criadora de supercarros de luxo e alto desempenho. Cada veículo é montado manualmente no Centro de Produção McLaren (MPC) em Woking, Surrey, na Inglaterra. Fundada em 2010, a empresa compõe hoje a maior parte do Grupo McLaren. O portfólio da empresa com modelos GT, Supercar, Motorsport e Ultimate é vendido por meio de mais de 85 varejistas em 40 lugares ao redor do mundo.

A McLaren é pioneira em ultrapassar limites. Em 1981, lançou o chassis de fibra de carbono na Fórmula 1 com o McLaren MP4/1. Depois, em 1993, projetou e construiu o carro de rua McLaren F1 – a empresa só tem construído carros com chassi de fibra de carbono desde então. A McLaren foi a primeira a oferecer um hipercarro híbrido, o McLaren P1™, como parte da série Ultimate.

Em 2019, a McLaren lançou o 600LT Spider, bem como o novo GT, o Senna GTR de pista e revelou o 620R e o McLaren Elva.

Em 2020, a McLaren lançou o 765LT. Além disso, revelou a inovadora arquitetura fabricada no Centro de Tecnologia de Compósitos da McLaren. Avaliado em £50 milhões, o centro foi inaugurado na região de Sheffield, no norte da Inglaterra e apoiará a próxima década da McLaren.

Para promover o desenvolvimento, a engenharia e a fabricação de sua linha de carros esportivos e supercarros inovadores, a McLaren Automotive faz parceria com empresas líderes mundiais para garantir conhecimento especializado, tecnologias e soluções; entre elas, estão AkzoNobel, Ashurst, Dell Technologies, Pirelli, Richard Mille e Tumi.

Sobre o Grupo LEGO

A missão do Grupo LEGO é inspirar e desenvolver os construtores de amanhã por meio do poder de brincar. O LEGO System in Play, assente nos tijolos LEGO, permite às crianças construir e reconstruir tudo o que possam imaginar. O Grupo LEGO foi fundado em Billund, Dinamarca, em 1932, por Ole Kirk Kristiansen, derivando o seu nome da junção das palavras dinamarquesas LEg GOdt, que significam Brincar Bem. Hoje, o Grupo LEGO permanece uma companhia familiar sediada em Billund, sendo os famosos tijolos vendidos em mais de 130 países.

SESC Pinheiros apresenta exposição inédita sobre o bordado na arte

São Paulo, por Kleber Patricio

“Arpillera – Centro de detencion”, 1973-1989, Autora Desconhecida | CF: Cortesia Fondo Fundación Solidaridad. Colección Museo de la Memoria y los Derechos Humanos.

Obras de arte históricas e contemporâneas — em sua maioria, nacionais — que refletem sobre o lugar do bordado na arte dos séculos XX e XXI compõem a exposição inédita Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte, em cartaz a partir de 26 de novembro no SESC Pinheiros. Com curadoria de Ana Paula Cavalcanti Simioni, a mostra reúne 39 artistas de diferentes gerações e pesquisas; nomes como Ana Bella Geiger, Bispo do Rosário, Karen Dolorez, Nazareno Rodrigues, Nazareth Pacheco, Rosana Paulino, Teresa Margolles e Zuzu Angel. Em comum, suas obras apresentam subversões dos sentidos tradicionalmente atribuídos a essa prática, tais como o de obras como sensíveis, delicadas e “femininas”.

O público poderá visitar a mostra gratuitamente de terça a sexta, das 13h às 20h e, aos sábados, das 10h às 14h, mediante agendamento prévio pelo portal SESCsp.org.br/pinheiros. O uso de máscara facial é obrigatório para todas as pessoas durante toda a visita.

‘Bai feliz buando, no bico dum passarinho nº 6’, 2012, Fábio Carvalho | CF: Cortesia do artista.

Historicamente, o bordado foi uma atividade muito semantizada e, tal como ocorreu com diversas outras práticas artísticas, como a tapeçaria, vitrais e mobiliário, foi relegado pelo circuito acadêmico que pulsava na Europa do século XVI à condição de uma “arte menor”, ao contrário do que ocorreu com a pintura e escultura, que foram, então, nobilitadas como “belas artes”.

A exposição discute a ideia do bordado como um ornamento tido como fútil ou pouco funcional por meio de obras que incitam a pensar sobre diversos tipos de violência — contra a população infanto-juvenil, violência de gênero, violência racial, violência manicomial, gordofobia e LGBTQIA — tão disseminados na sociedade contemporânea. Para a curadora Ana Paula Cavalcanti Simioni, “o bordado é uma prática artística carregada de significado. Frequentemente é associado a uma produção feminina, doméstica e artesanal. Essas associações, no entanto, não devem ser vistas como naturais e, sim, como fruto de uma história da arte e da cultura que se construiu a partir de divisões e hierarquias que, hoje, precisam e podem ser questionadas”.

Estruturada a partir de dois módulos — Artificando o Bordado e Transbordamentos — a exposição traz ao público mais de 100 obras. A disposição dos trabalhos no espaço expositivo é, simultaneamente, histórica e temática. São criações realizadas por artistas mulheres e homens que têm no bordado um meio expressivo e um contestador social.

‘Cabeças’, 2017, Jucélia da Silva | CF: Ana Pigosso.

Entre os destaques da mostra, há criações de Arpilleras, uma técnica chilena usada sobretudo por mulheres durante o período da ditadura como forma de denúncia e resistência. “O caráter intimista do bordado também é revolvido pelo sentido social que essas obras podem ter. Isso porque elas evocam tradições de um saber fazer coletivo, anônimo, que é aqui apropriado e transformado”, explica Simioni. “Essas memórias, individuais e de grupo, são costuradas ou, como bem define Rosana Paulino, suturadas. São obras que transbordam as hierarquias, os limites a que essa prática foi, historicamente, confinada. Em cada uma delas, o bordado demonstra sua potência de encantar e incomodar, seduzir e conscientizar”, finaliza a curadora.

Lista completa dos artistas que compõem a mostra

Aldo Bonadei, Anna Bella Geiger, Ana Miguel, AngelaOD, Arpilleras, Beth Moysés, Bispo do Rosário, Brígida Baltar, Caroline Valansi, Edith Derdyk, Fábio Carvalho, Fernando Marques Penteado, Janaina Barros, JeaneteMusatti, Jucélia da Silva, Karen Dolorez, Leonilson, Letícia Parente, Lia Menna Barreto, Nara Amélia, Nazareno Rodrigues, Nazareth Pacheco, Nino Cais, NiobeXandó, Paulo Lima Buenoz, Pedro Luis, Paola Fernandez, Regina Gomide Graz, Regina Vater, Rick Rodrigues, Rodrigo Lopes, Rodrigo Mogiz, Rosana Palazyan, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Sol Casal, Sonia Gomes, Teresa Margolles e Zuzu Angel.

Sobre a curadora

Ana Paula Cavalcanti Simioni é professora no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. É também orientadora credenciada junto ao programa Culturas e Identidades Brasileiras (IEB-USP) e Interunidades em Estética e História da Arte (MAC-USP). Desde 2000, dedica-se ao estudo das relações entre arte e gênero no Brasil, destacando entre suas publicações Profissão artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras, 1884-1922, EDUSP/FAPESP, 2008/2019. Foi também curadora da exposição Mulheres artistas: as pioneiras (1880-1930), com Elaine Dias, na Pinacoteca Artística do Estado de São Paulo, em 2015.

Orientações de segurança para visitantes

O SESC São Paulo retoma, de maneira gradual e somente através da reserva de horário e ingresso virtual, a visitação gratuita e presencial a exposições em suas unidades na capital, na Grande São Paulo, no interior e no litoral. Para tanto, foram estabelecidos protocolos de atendimento em acordo com as recomendações de segurança do governo estadual e da prefeitura municipal.

Para diminuição do risco de contágio e propagação do novo coronavírus, conforme as orientações do poder público, foram estabelecidos rígidos processos de higienização dos ambientes e adotados suportes com álcool em gel nas entradas e saídas dos espaços. A capacidade de atendimento das exposições foi reduzida para até 5 pessoas para cada 100 m², com uma distância mínima de 2 metros entre os visitantes e sinalizações com orientações de segurança foram distribuídas pelo local.

A entrada na unidade será permitida apenas após confirmação do agendamento feito no portal do SESC São Paulo. A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade, serão obrigatórias. Não será permitida a entrada de acompanhantes sem agendamento. Seguindo os protocolos das autoridades sanitárias, os fraldários das unidades seguem fechados nesse momento e, portanto, indisponíveis aos visitantes.

Serviço:

Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte

SESC Pinheiros

Curadoria: Ana Paula Cavalcanti Simioni

Período expositivo: 26 de novembro de 2020 a 8 de maio de 2021

Funcionamento: terça a sexta, das 13h às 20h. Sábado, das 10h às 14h.

Reserva de horário: www.SESCsp.org.br/pinheiros

Classificação indicativa: Livre

Grátis – limite de 4 ingressos por CPF

SESC Pinheiros – Rua Paes Leme, 195, Pinheiros – São Paulo/SP

Saiba +: SESC Digital

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