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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Museu de Arte Sacra anuncia exposição “Imagens de roca e de vestir”

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: website Secretaria de Estado da Educação/SP.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP inicia sua agenda de exposições do ano de 2021, em conformidade com todos os protocolos definidos pelas áreas competentes, com a mostra Imagens de Roca e de Vestir, composta de 37 obras do acervo do MAS/SP, bem como da Arquidiocese de Sorocaba, Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, Catedral Metropolitana de São Paulo, Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte e da coleção Jack Luna. A curadoria é de João Rossi e Beatriz Cruz.

‘Imagem de roca’ é o nome que se dá a imagens, prioritariamente sacras, conduzidas em procissão e vestidas com trajes de tecido. Diferente das peças que existiam nas igrejas e para aliviar o peso, as imagens eram entalhadas apenas parcialmente, com acabamento só nas partes que deveriam ser vistas pelo público, como as mãos, cabeça e pés, e o restante do corpo consistia em uma simples estrutura de ripas ou armação oca coberta pela roupa de tecido. No Brasil, esse gênero tornou-se importante durante o período barroco, especialmente no século XVIII, até meados do século XIX.

Foto: Silvia Baladi.

A diferenciação entre as peças, além de sutil, não é estanque e algumas vezes está creditada a interpretações. O que se deve ressaltar é que as imagens de roca verdadeiras são as destinadas à participação em procissão e, aquelas destinadas simplesmente a serem vestidas, as imagens de vestir. “Todas as imagens de roca são também de vestir, mas nem todas as imagens de vestir são de roca”, define a autora Maria Helena Ochi Flexor.

“Dentre as diversas formas escultóricas que encontramos para representar os santos, há as chamadas imagens de roca e de vestir, cujo estudo, durante muito tempo, foi  “desprezado” pelos pesquisadores por serem consideradas como uma expressão artística de menor importância. Com grande popularidade no século XIX, eram largamente utilizadas no culto doméstico e nas procissões, principalmente as da Paixão de Cristo. Já durante os séculos XX e XXI, este tipo de representação ganhou notoriedade e renasceu, também, como objeto de desejo de colecionadores”, explica o curador João Rossi.

Foto: Silvia Baladi.

O museu | O Museu de Arte Sacra de São Paulo, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, é uma das mais importantes do gênero no país. É fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo em 28 de outubro de 1969 e sua instalação data de 29 de junho de 1970. Desde então, o Museu de Arte Sacra de São Paulo passou a ocupar ala do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz, na Avenida Tiradentes, centro da capital paulista. A edificação é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, última chácara conventual da cidade. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1943 e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico do Estado de São Paulo, em 1979. Tem grande parte de seu acervo também tombado pelo Iphan, desde 1969, cujo inestimável patrimônio compreende relíquias das histórias do Brasil e mundial. O Museu de Arte Sacra de São Paulo detém uma vasta coleção de obras criadas entre os séculos 16 e 20, contando com exemplares raros e significativos. São mais de 10 mil itens no acervo. Possui obras de nomes reconhecidos, como Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Antônio Francisco de Lisboa, o “Aleijadinho” e Benedito Calixto de Jesus, entre tantos, anônimos ou não. Destacam-se também as coleções de presépios, prataria e ourivesaria, lampadários, mobiliário, retábulos, altares, vestimentas, livros litúrgicos e numismática.

Exposição: Imagens de Roca e de Vestir

Curadoria: João Rossi e Beatriz Cruz

Abertura: 23 de janeiro – sábado – das 11h às 14h

Período: de 24 de janeiro a 30 de março de 2021

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo | MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo/SP (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Tel.: (11) 3326-5393 – informações adicionais

Horários: de terça-feira a domingo, das 10 às 17h (entrada permitida até as 16h)

Ingresso: R$6,00 (Inteira) | R$3,00 (meia entrada nacional para estudantes, professores da rede privada e I.D. Jovem – mediante comprovação) | Grátis aos sábados | Isenções: crianças de até 7 anos, adultos a partir de 60, professores da rede pública, pessoas com deficiência, membros do ICOM, policiais e militares – mediante comprovação

Ingressos devem ser adquiridos através do site do museu – ingresso

Número de obras: 37

Técnicas: madeira

Dimensões: variadas

Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP

Presidente do Conselho de Administração – José Roberto Marcellino dos Santos

Diretor Executivo – José Carlos Marçal de Barros

Diretor de Planejamento e Gestão – Luiz Henrique Marcon Neves

Museóloga – Beatriz Cruz

Midias Digitais

Site: www.museuartesacra.org.br

Instagram: https://www.instagram.com/museuartesacra/

Facebook: https://www.facebook.com/MuseuArteSacra

Twitter: https://twitter.com/MuseuArteSacra

YouTube: https://www.youtube.com/MuseuArteSacra

Google Arts & Culture: https://bit.ly/2C1d7gX.

Staedtler conta a história e a importância da escrita à mão

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagine se ninguém mais escrevesse à mão. Os escritórios poderiam ser um pouco mais arrumados, mas também ficariam vazios, sem notas autoadesivas urgentes penduradas. Não teriam mensagens divertidas espalhadas nem lembretes ou mensagens de boas-vindas. O “eu te amo” na mesa da cozinha se perderia, algumas palavras poderiam nunca ter sido ditas e outras esquecidas. Para relembrar o valor da expressão da escrita, a Staedtler Brasil – uma das mais antigas empresas industriais da Alemanha e um dos principais fabricantes e fornecedores mundiais de produtos de escrita, coloração, desenho e criatividade – conta um pouco sobre a história e importância da escrita à mão.

Significado da escrita à mão | “No Dia Mundial da Escrita à Mão, chamamos atenção para a importância dessa expressão”, diz Britta Olsen, Head Global de Marca e Comunicações da Staedtler. “A mídia digital está se tornando cada vez mais importante em nosso trabalho diário e vida pessoal e a caligrafia muitas vezes sai de nosso foco. Tendências como anotações em esboços e letras à mão mostram como isso é relevante para nós hoje. E que alegria essa forma de expressão nos traz”, completa.

Facilitação e personalização da escrita à mão | A habilidade de escrever continua a evoluir ao longo da vida. Não apenas o ajuste anatômico ao instrumento de escrita que desempenha um papel, mas também as habilidades cognitivas que são desenvolvidas com o aprender a escrever. Se as primeiras experiências de escrita das crianças forem com – por exemplo – giz de cera grosso e colorido, elas serão capazes de desenhar formas quando começarem a escola. Hoje, canetas e lápis também levam em consideração requisitos específicos até mesmo para as mãos das crianças menores. Na idade escolar, as crianças geralmente estão mais familiarizadas com os instrumentos de escrita e os movimentos tornam-se automáticos. Esse processo continua na idade adulta, pois a escrita à mão fica cada vez mais personalizada e atesta o desenvolvimento individual do escritor.

O diário de viagem de Rudolf Kreutzer de 1909 está armazenado no Arquivo Corporativo Staedtler. Para melhor legibilidade, os diários foram transcritos. Direitos de imagem: Staedtler Mars GmbH & Co. KG.

Autenticidade e emoção | Levando para um lado mais emocional, o toque pessoal da escrita – seja fácil de ler ou não – o diferencia da digitação. “Sua autenticidade e espontaneidade é o que torna as notas tão únicas. Em um pedaço de papel, não há verificação ortográfica nem padronização. É difícil de superar a autenticidade dos recados ou votos pessoais”, comenta Britta Olsen, Head de Marca e Comunicações da Staedtler.

Alguns diários de viagem, como os do cientista natural Alexander von Humboldt e a especialista em borboletas Margaret Fountaine, são relatórios, documentação e análises valiosas hoje. Não só as palavras escritas nos diários de viagem têm valor, mas também os desenhos que os pesquisadores colocaram nas entrelinhas – esboços detalhados que são mantidos até hoje. Isso torna os diários de viagem não apenas relevantes para a ciência, mas também únicos como uma digital.

No Brasil, foi encontrado um pacote com manuscritos, alguns inéditos, do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade que trazia um conjunto de 61 páginas numeradas, com poesias datadas de 1923 a 1968, abrangendo diversas fases da obra do poeta. Como Drummond publicou o primeiro livro, Algumas Poesias, em 1930, alguns dos escritos são anteriores ao início de sua carreira pública. Com certeza, esse achado traz à tona bons momentos literários do país. Além dele, Olavo Braz dos Guimarães Bilac, poeta, jornalista e membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, também deixou seus manuscritos e um deles foi apresentado na mostra cultural da Fundação Biblioteca Nacional, que trouxe o poema Estuário ao público, para reforçar – mais uma vez – quão importante, essencial e duradoura é a escrita à mão.

Escrita à mão e caligrafia | Não apenas a escrita, mas também suas formas de arte, têm uma longa tradição. Por exemplo, a arte da escrita, a caligrafia, tem sido parte integrante da cultura da escrita religiosa por séculos e continua a ser muito popular hoje. Mesmo na Idade Média, a fusão artística das letras era considerada uma decoração distinta dos livros e de suas páginas. Em Nuremberg, surgiram alguns artistas que destacaram a reputação da cidade como um “centro estilístico” para ilustrar livros. Hoje, a escrita à mão é uma tendência valorizada globalmente. “Estamos constantemente melhorando nossa linha de produtos para caligrafia, dicas criativas e tutoriais”, explica Britta Olsen. “Apresentamos esta forma de arte especial a pessoas de todas as idades e apoiamos sua criatividade.”

O significado da escrita à mão mudou com o tempo. Hoje é mais um ato de espontaneidade e de valor. “Seja para pedir ao seu colega para fechar a porta ao sair do escritório ou um bilhete de amor na mesa da cozinha. No dia 23 de janeiro, gostaríamos de reforçar que é importante tomar um tempo para escrever à mão”, finaliza a Head de Marca e Comunicações da Staedtler.

Para mais informações: https://www.staedtler.com.br.

Casa Santa Luzia celebra aniversário de São Paulo com sobremesas que contam a história da cidade

São Paulo, por Kleber Patricio

Decoração da loja tem vitrais coloridos que formam imagens dos principais pontos turísticos de São Paulo, como a Catedral da Sé, Edifício Copan e Estação da Luz. Fotos: divulgação.

São Paulo celebra 467 anos no dia 25 de janeiro de 2021. A história da cidade multicultural se mistura com a de tantos imigrantes e lugares tradicionais que mantêm suas lembranças vivas. A Casa Santa Luzia, famosa entre os paulistanos, é um desses locais. A decoração da loja com vitrais coloridos que formam imagens dos principais pontos turísticos de São Paulo, como a Catedral da Sé, Edifício Copan e Estação da Luz, já vale a visita.

A história da Casa cruza com a da cidade desde 1926, no primeiro endereço do estabelecimento em um dos pontos mais clássicos da metrópole: a esquina das ruas Augusta e Oscar Freire. O bairro dos Jardins ainda começava a despontar quando o português Daniel Lopes abriu sua casa de comércio com o propósito de oferecer produtos variados das mais diferentes nacionalidades. A loja cresceu, em 1981 ganhou novo endereço na Alameda Lorena, onde permanece até hoje e se transformou em um polo de compras gastronômico que sintetiza a mistura de culturas e tradições que a cidade representa.

Manjar branco é uma das heranças do Período Colonial.

Ao longo dos anos, a gastronomia paulistana foi recebendo várias influências nacionais e internacionais que reforçaram a diversidade de sua identidade. São Paulo, a mais cosmopolita das cidades brasileiras, revela na confeitaria sua capacidade de absorver as mais variadas referências culinárias. Para comemorar o 467º aniversário da cidade, a Casa Santa Luzia criou uma lista de doces tradicionais que relembram as transformações da cidade e ajudam a contar sua história com uma linha do tempo:

Período colonial: herança indígena e fluxos migratórios – A influência portuguesa é muito marcante, com técnicas portuguesas adaptadas aos ingredientes regionais. Doces sugeridos para lembrar o período: pudim de leite, manjar branco com calda de ameixa ou banana, doces de compota e bolos simples (de fubá e de milho).

Final do séc. XIX / início séc. XX: período de imigração – Dos 4,8 milhões de imigrantes que vieram para o Brasil entre 1820 e 1949, pouco mais da metade, 2,5 milhões, entraram no estado de São Paulo e muitos tiveram como destino a capital. Doces sugeridos para lembrar o período: italianos (pastiera di grano e crostata de damasco), portugueses (pastel de Belém e pastel de Santa Clara), alemães (strudel de maçã) e franceses (cannelé e tarte tatin).

O pavê, herança das décadas de 60, 70 e 80, na versão da Casa Santa Luzia.

Décadas de 30, 40 e 50: a cidade crescia pelo movimento de expansão do setor industrial – As correntes migratórias respondiam por grande parte do crescimento demográfico e eram geradas especialmente na região Nordeste. Heloísa Nabuco de Oliveira, membro de uma tradicional família carioca que apoiava a candidatura do Brigadeiro Eduardo Gomes, candidato da UDN à Presidência 1946, criou um doce com leite, ovos, manteiga, açúcar e chocolate e o denominou com a patente do candidato. A guloseima ganhou popularidade e se espalhou pelo resto do país. Doces sugeridos para lembrar o período: pudim de tapioca, cocada cremosa e brigadeiro.

Décadas de 60, 70 e 80: dos “anos dourados” até a década da música eletrônica – O período é marcado por grandes mudanças e modernizações culturais, arquitetônicas e nos hábitos de vida e lazer. Doces sugeridos para lembrar o período: paçoca Amor (criada na década de 60), bolo floresta negra, pavê paulista e mosaico de gelatina.

Virada do milênio: a partir da década de 90, o mundo passa a “imitar” o modelo norte americano em seu desenvolvimento industrial e modernização – Outra tendência do período foi a revisão de doces clássicos, com a introdução de novos sabores, como por exemplo, os brigadeiros e pudins. A confeitaria absorveu influências de outros países, como a banoffee, doce criado na década de 70 na Inglaterra e que virou moda na cidade em 2019. Doces sugeridos para lembrar o período: cheesecake, brownie, cupcakes, naked cakes, banoffee, pudim de sabores diversos, brigadeiros de sabores diversos.

Vários dos doces sugeridos estão disponíveis na loja. Para celebrar o aniversário da cidade este ano, a Casa preparou exclusivamente para a data opções como o Pavê Paulista e o Manjar Branco com Calda de Ameixa. Na confeitaria também estão disponíveis receitas exclusivas de brownie, cheesecake, pastiera di grano, strudel de maçã e tarte tatin. A Casa Santa Luzia conta com mais de 32 mil itens em seu catálogo com mix de produtos nacionais, importados e diversos itens exclusivos distribuídos nos mais 2000 m².

Sobre a Casa Santa Luzia | Inaugurada em 1926 pelo português Daniel Lopes quando o bairro dos Jardins já começava a despontar como um lugar nobre da cidade de São Paulo, a Casa Santa Luzia é reconhecida pela qualidade, frescor e variedade dos seus produtos, oferecendo aos clientes o que há de melhor nos mercados do Brasil e do mundo. Tem como missão proporcionar uma experiência única aos seus clientes por meio de um atendimento diferenciado e personalizado, da inovação, da alta qualidade dos serviços prestados e da seleção do mix de produtos. Tem como premissa oferecer bem-estar, praticidade, ótimos serviços e alimentação saudável.

A Casa Santa Luzia conta hoje com cerca de 32 mil itens na loja. O mix de produtos inclui um expressivo número de produtos importados, grande parte trazida pela própria empresa. No atendimento ao público e por trás das prateleiras, mais de 600 funcionários trabalham nos dois mil e duzentos metros quadrados que a empresa ocupa hoje na Alameda Lorena. Administrada pela família Lopes desde sua fundação, a Casa Santa Luzia está hoje na quinta geração, reafirmando a cada dia sua tradição em excelência em atendimento e qualidade.

Casa Santa Luzia

Alameda Lorena, 1471 – São Paulo/SP. Telefone: (11) 3897-5000.

Site/Instagram.

Lançamento de livro: “E a Terra escreveu uma carta…”

São Paulo, por Kleber Patricio

A Terra tem muito a dizer. E o novo livro de Jonas Ribeiro, E a Terra escreveu uma carta…, detalha todos os recados do planeta em que vivemos. Na verdade, a primeira obra do escritor, lançada pela Editora Melhoramentos, pode ser chamada de alerta. Escrito antes da pandemia de coronavírus, o livro foi escolhido justamente pelo seu caráter premonitório, com um recado ao mesmo tempo afetuoso e um aviso aos cidadãos de todas as nações, de todas as idades. Como diz Jonas, precisamos da ajuda de todos para salvar o mundo.

O livro parte da decisão da Mãe Terra de escrever aos seus habitantes, mostrando como gostaria de ser tratada. A carta vai parar nas mãos de uma professora que responde com a criação do Projeto Eco cidadãos, pelo qual ela e 22 alunos estudam várias maneiras de fazer economia de energia e consumir com consciência, tudo a partir do pedido da Terra. E ainda participam de uma inesquecível viagem de fim de semana para um santuário ecológico, onde podem apreciar todas as belezas da nossa Terra azul. É possível ajudar o planeta e ainda se divertir.

Uma prova disso é praticar uma lista de 100 verbos que a Terra cita como essenciais para viver melhor. Entre eles estão proteger, dialogar, abraçar, elogiar, ouvir, sonhar, cantar e tantos outros. E as ilustrações de Cris Eich são deliciosas.

Jonas, que mora em Embu Guaçu, no interior paulista, já tem uma centena de livros publicados e costuma visitar escolas e eventos literários. Em razão da pandemia, está fazendo tudo on-line. E a Terra escreveu uma carta faz um convite à reflexão, de olhar para dentro e pensar no que queremos para o futuro do nosso mundo.

Obra: E a terra escreveu uma carta

Autor: Jonas Ribeiro

Ilustrador: Cris Eich

Formato: 20,05 X 27,5 X 0,5

Páginas: 48

ISBN: 9786555390452

Preço: R$45,00.

Sobre o autor | Jonas Ribeiro é formado em Língua e Literatura Portuguesas pela PUC-SP e também pelos tantos livros que leu por prazer em bibliotecas públicas ou que garimpou em livrarias. Ele vive inventando um jeito de aproximar as pessoas dos livros. Visitou muitas escolas e uma pilha de livros. Atualmente está empenhado em preservar os amigos cúmplices. Prefere as redes de balanço às redes sociais. Jonas estuda piano, ternura e bobeira espontânea.

Sobre a ilustradora | Cris Eich nasceu em Mogi, interior paulista, em 1965. É ilustradora e artista plástica. Ainda adolescente mudou-se para São Paulo, onde frequentou ateliês de gravura, pintura, cerâmica e aquarela, técnica pela qual tem predileção. A ilustração de livros infantis possibilitou a união de duas paixões: o desenho e a literatura. Já ilustrou mais de sessenta títulos e também livros-imagem de sua autoria. Em 2017 recebeu o Selo Cátedra 10 Seleção pela ilustração do livro ABC dos Abraços.

Sobre a Editora Melhoramentos | Há 130 anos a Editora Melhoramentos ocupa posição de destaque nas diversas áreas em que atua, sendo referência no mercado editorial pela qualidade dos seus títulos publicados. À frente do tempo desde sua fundação, ela se distingue pelo pioneirismo, seja na seleção de autores e suas obras, seja no uso de novas tecnologias digitais, como e-book e áudio book.

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Vinhos produzidos a partir de vinhedos argentinos centenários chegam ao Brasil

Mendoza, por Kleber Patricio

Barril por Barril. Fotos: divulgação.

Gastronomia, cultura e identidade nacional são conceitos que caminham lado a lado. Quando pensamos na Argentina, é impossível dissociar a história da nação da longa jornada e tradição na produção de vinhos. Foi esse resgate histórico que levou Norberto Páez e Sebastián Bisole, agrônomos e enólogos argentinos, a embarcarem na aventura de produzir seu próprio vinho resgatando métodos, tradições e, acreditem, uvas, que fizeram parte da constituição da Argentina como uma das referências mundiais na produção de vinhos. Assim surgiu a vinícola Paso a Paso Wines, situada no famoso Vale do Uco, em Mendoza, que traz um conceito muito particular na produção dos seus vinhos, que agora chegam ao Brasil por meio de uma parceria com a MMV, importadora com sede em Curitiba (PR).

Os diferenciais começam pelos vinhedos. Páez e Bisole literalmente “caçam” vinhedos centenários e esquecidos em busca de uvas antigas, esquecidas e que no passado eram muito comuns nos vinhos da região. Em 2010, no início da Paso a Paso Wines, os proprietários descobriram em El Cepillo, San Carlos, um vinhedo de 72 anos com videiras da uva Bonarda, usada por camponeses no passado na produção de vinhos artesanais e caseiros. Foi o passo inicial e primeiro vinho produzido pela dupla de enólogos.

O nome Paso a Paso inclusive não é à toa. Além da garimpagem de vinícolas esquecidas, algumas centenárias, os processos de produção do vinho, desde a colheita das uvas, passando pela fermentação, envelhecimento e engarrafamento, remetem aos processos tradicionais usados no passado na busca por um vinho totalmente orgânico e menos industrial. Por ano, a Paso a Paso não produz mais que 5 mil garrafas, o que torna cada garrafa um item muito especial.

Inmemorial.

Agora no Brasil | A Paso a Paso Wines chega ao Brasil por meio de uma parceria inédita e exclusiva com a MMV Importadora. Jonas Martins, também enólogo e diretor comercial da MMV, diz que o interesse pelos vinhos da Paso a Paso surgiu desde a primeira conversa com eles: “São vinhos muito peculiares e especiais, exatamente o que procurávamos para o nosso portfólio, que tem o objetivo de trazer ao público brasileiro vinhos dessa qualidade”, ressalta Martins.

Uma das linhas trazidas pela MMV foi a Inmemorial Viñedo Ancestral, que remete às uvas “memoráveis” e chega com três blends diferentes. O Blend Blanco é um vinho branco composto por quatro uvas: a Criolla Grande e a Pedro Ximenes foram uvas trazidas pelos colonizadores espanhóis e “resgatadas” pela vinícola, a Moscatel Rosado, famosa pelos frisantes e a Torrontés, uva que surgiu na natureza do cruzamento da Criolla e Moscatel. A combinação gera um vinho branco bastante refrescante e floral, com rusticidade, acidez elevada e boa persistência.

O Blend Rosé também é feito com as mesmas uvas do Blend Blanco com o acréscimo da uva Bonarda, ignorada por muito tempo pelos produtores por ser considerada uma uva colonial. A Bonarda dá o aspecto rosé ao vinho, que tem aromas complexos por conta da variedade de uvas, sendo rústico em boca e com acidez marcante.

Ainda da linha Inmemorial, o Blend Tinto é composto pela famosa uva Malbec junto da Bonarda. O objetivo deste vinho é unir presente e passado, conferindo ao consagrado Malbec um toque de rusticidade que remete aos vinhos do passado na Argentina. É untuoso em boca, com alta acidez e final de boca longa.

Já a linha Barril por Barril vem em consonância com o nome da vinícola, Paso a Paso, para mostrar que todos os processos são bem trabalhados e pensados. Toda a linha é orgânica, não havendo produtos químicos na fermentação, além disso, as uvas vêm dos vinhedos “garimpados” por Norberto Páez e Sebastián Bisole. Também chegam em três rótulos diferentes.

O Barril por Barril Bonarda é composto 100% por esse tipo de uva e passa por nove meses de envelhecimento em barril de carvalho. De cor violácea, em boca é estruturado e encorpado, muito redondo, com leve amargor e rusticidade. O Gran Bonarda + Petit Verdot é produzido com um blend 80%-20%, apresentando taninos bem domados, estrutura em boca e um final longo, com um leve toque de baunilha.

O Cabernet Franc, uva oriunda da França, tem pré-fermentação em ovos de concreto, como era feito antigamente na Argentina. Isso faz com que o gás carbônico circule naturalmente durante a fermentação e movimente o vinho, que fica sem contato com o ambiente externo. O frescor do aroma faz referência ao método, sendo longo, maduro, um vinho para guarda.

Segundo Jonas Martins, esses vinhos chegam com um ótimo preço ao mercado brasileiro, dada a extrema qualidade oriunda do cuidadoso processo de produção: “Os vinhos Barril por Barril ficam na casa dos 200 reais a garrafa, mas facilmente competem com vinhos muito mais caros, tamanha a qualidade e valor agregado a esse produto tão especial”.

Os vinhos da Paso a Paso Wines podem ser encontrados no Balbino e Martins Lojas e Bar de Vinhos, localizado na Avenida Iguaçu, ou pelo site da MMV Importadora, em: https://www.mmvinhos.shop/.