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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Os impactos da poluição sonora para a saúde

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: @chairulfajar/Unsplash.

A qualidade acústica de ambientes externos e internos está diretamente ligada ao bem-estar e à saúde da população. Assim, vem crescendo a preocupação com a poluição sonora, ao mesmo tempo em que processos de licenciamentos ambientais tornam-se mais exigentes com empreendimentos onde há ruído excessivo. É nesse contexto que se insere a ABNT NBR 10151:2019 – Acústica – Medição e avaliação de níveis de pressão sonora em áreas habitadas – Aplicação de uso geral, publicada no dia 31 de maio de 2019 pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mas ainda desconhecida pela maioria das pessoas. Ou seja, estão com os dias cada vez mais contados os conflitos entre vizinhos – ou mesmo dentro de casa – e noites mal dormidas, além de incômodos como aquele ruído da casa de máquinas do elevador em prédios e muitos outros.

Em suas 24 páginas, a norma estabelece os procedimentos técnicos a serem adotados na execução de medição de níveis de pressão sonora em ambientes internos e externos de edificações. A revisão da norma, cuja edição anterior foi publicada em 2000 – recebendo uma Versão Corrigida em 2003 –, ficou a cargo da Comissão de Estudo de Desempenho Acústico de Edificações, que atua no âmbito do Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-002).

“Muitas vezes as pessoas acumulam estresse por uma conjunção de pequenos (ou nem tanto) motivos – ruídos, internos ou externos, a que, bem ou mal, elas vão se acostumando – barulhos como o do trânsito, da casa de máquinas do elevador do prédio, dos sapatos dos vizinhos no andar de cima etc.”, afirma David Rampazzo, da Isoltop Soluções Acústicas, responsável por obras de isolamento acústico em empresas como Petrobras, CBN Campinas, Banco de Olhos de Sorocaba e CPTM, entre outras. “Ao longo do tempo, isso acaba influindo diretamente na qualidade de vida e, consequentemente, nos níveis de estresse”, continua ele.

O consultor acústico David Rampazzo, da Isoltop: “É preciso estar atento ao fato de que, muito além do simples incômodo, a exposição contínua a ruídos intensos pode acarretar problemas de saúde – inclusive a perda auditiva”.

A solução desse tipo de problema se inicia com as medições acústicas, que registram e quantificam os índices de ruídos. Uma vez de posse do laudo acústico, é hora de definir quais tipos de solução acústica são indicados.

Sistemas de Isolamento Estrutural – Ruído de Impacto | Para reduzir o ruído de impacto – como impacto em pisos, móveis arrastados e motores, entre outros – a atenuação se dá por mantas resilientes, geralmente utilizada entre lajes, tais como cortiça Portugal, borracha Portugal, manta de polietileno, lã de vidro e lã de pet reciclado. Conforme a necessidade de isolamento, são especificadas a densidade e espessura do material a ser utilizado.

Isolamento de Ruído aéreo | O isolamento de ruído aéreo é a técnica utilizada para evitar a passagem o som de um ambiente para outro por meio do uso de diversos materiais que consigam amortecer e dissipar a energia sonora (chapas metálicas, vidros, madeira maciça, parede de tijolo maciço, mantas de borracha, cortiça, tapetes, drywall etc.). Esse tipo de isolamento tem o objetivo de impedir a passagem/saída dos sons entre ambientes distintos ou entre edificações e o ambiente.

Isolamento de Vibração | Reduz ruídos e vibrações prediais, industriais, ar condicionado, chillers, geradores, motores elétricos e combustão etc.

Tratamento Acústico |O tratamento acústico é feito para deixar os ambientes com mais definição acústica, para que todas as regiões de frequências graves, médias e agudas sejam escutadas com clareza, dando assim o tempo ideal de reverberação.

Impactos da poluição sonora na saúde | Segundo a Associação Brasileira para a Qualidade Acústica, cerca de 10% da população mundial está exposta a níveis de ruído que podem causar diversos problemas. Além dos danos à audição, o ruído causa perturbação e desconforto, prejuízo cognitivo, distúrbios do sono e doenças cardiovasculares.

Um relatório da Organização Mundial de Saúde publicado em 2018 afirmou que o barulho é um dos principais riscos ambientais à saúde física e mental na Europa e traz uma série de recomendações para que governos do continente reduzam a exposição da população ao barulho. “Mais que um incômodo, o excesso de ruído é um risco para a saúde. Ele contribui, por exemplo, para doenças cardiovasculares”, disse na ocasião a diretora do escritório regional para a Europa da OMS, Zsuzsanna Jakab.

A recomendação para o trânsito, por exemplo, é de, no máximo, 53 decibéis, limite que cai para 45 à noite – para fins de comparação, o ruído emitido por uma música calma ouvida no rádio é de 50 decibéis. Já em clubes noturnos, shows e reprodutores de música, a exposição combinada não deve exceder 70 decibéis, em média, por ano – ruído semelhante ao de um secador de cabelos.

Alessandra Giannella Samelli, professora do Curso de Fonoaudiologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da USP, adverte que os distúrbios do sono podem prejudicar a performance e o estado de alerta das pessoas durante o dia, assim como a qualidade de vida e a saúde em geral. “Sabe-se que as pessoas percebem, avaliam e reagem aos sons (ruído) mesmo quando estão dormindo. Por este motivo, o organismo pode reagir ao ruído com aumento da produção de hormônios, elevação do ritmo cardíaco, contração dos vasos sanguíneos, entre outras reações”, explica. Se a exposição ao ruído ocorrer por longo tempo, estas reações podem se tornar persistentes e afetar o organismo e a saúde como um todo (Organização Mundial da Saúde, 2011; Basner et al, 2013).

“O ser humano é resiliente a acaba, na maioria das situações, se habituando a situações de poluição sonora ou, mesmo, recorrendo a paliativos para tentar evitar seus efeitos. Mas é preciso estar atento ao fato de que, muito além do simples incômodo, a exposição contínua a ruídos intensos pode acarretar problemas de saúde – inclusive a surdez”, conclui o especialista David Rampazzo.

Prefeitura publica Edital de Chamamento Público para 6ª Mostra de Artes Cênicas

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Secretaria Municipal de Cultura de Indaiatuba tornou público o Edital de Chamamento Público para a sexta edição da Mostra de Artes Cênicas. As inscrições gratuitas terão início nesta sexta-feira, 12 de março e seguem até 25 de abril exclusivamente neste link, onde o edital completo pode ser conferido.

Podem participar da 6ª Mostra de Artes Cênicas de Indaiatuba grupos amadores, estudantis e companhias de produções teatrais, formados e sediados em Indaiatuba e demais convidados pela Secretaria. “Assim como em 2020, em virtude da pandemia de Covid-19, a sexta edição da Mostra será virtual”, comenta a secretária de Cultura Tânia Castanho. “No ano passado, contamos com 21 espetáculos de 13 grupos teatrais locais. Esperamos que todos participem novamente e apresentem novos trabalhos”.

A 6ª Mostra de Artes Cênicas de Indaiatuba tem como principal objetivo a difusão de trabalhos de grupos de pesquisa continuada, principalmente, e a contribuição para a formação de público e plateia no município. Serão contemplados até 15 grupos com apresentações de vídeo com tempo mínimo de 45 minutos e máximo de 60 minutos.

No formulário de inscrição, será preciso informar o currículo do grupo, que comprove atuação na área; a dramaturgia ou roteiro, com as adaptações realizadas pela direção e um vídeo de 5 a 8 minutos do ensaio do espetáculo ou leitura dramática dos atores e apresentação detalhada do conteúdo do projeto, para sua análise.

Inéditos | Cada grupo ou companhia poderá se inscrever na 6ª Mostra de Artes Cênicas com até duas propostas, sendo que apenas uma será selecionada. Os projetos devem ser inéditos, ou seja, nunca apresentados anteriormente em qualquer evento. Todos os espetáculos devem ter classificação indicativa Livre.

Em seguida, acontece a etapa de habilitação, quando todos os materiais serão analisados de acordo com o solicitado no Edital de Chamamento Público. As obras habilitadas serão avaliadas por uma Curadoria de Avaliação composta de três membros, que dará de 0 a 5 pontos para os critérios de qualidade artística e cultural, onde serão avaliadas a qualidade e a relevância das ações realizadas e dos projetos desenvolvidos, impacto cultural da proposta para o município e factibilidade – ou seja, coerência da proposta com o valor contemplado – qualidade técnica e originalidade.

A relação dos selecionados será divulgada no portal da Prefeitura de Indaiatuba e pela Imprensa Oficial do Município no dia 3 de maio. Cada grupo selecionado receberá R$3.500, valor que abrange todos os custos e despesas diretas ou indiretamente envolvidas na realização dos espetáculos.

Os trabalhos selecionados serão exibidos em plataforma criada pela Secretaria Municipal de Cultura. Mais informações pelos telefones (19) 3875-6144 ou 3894-1867 ou pelo e-mail cultura@indaiatuba.sp.gov.br.

Djamila Ribeiro e Leandro Karnal debatem racismo no ‘Café Filosófico’ da TV Cultura

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Neste domingo (14/3), o Café Filosófico tem a participação da filósofa Djamila Ribeiro, que fala sobre Amor e Ódio – Racismo em Debate. A edição é parte da série A Consciência Mascarada: Larvatus Prodeo, com curadoria do historiador Leandro Karnal e vai ao ar às 19h, na TV Cultura.

No programa, serão debatidos como a pandemia ressaltou a desigualdade e o racismo estrutural, entre outras questões. A crise trouxe para a cena da Internet pessoas maravilhadas com a capacidade de fazer pão em casa, ao lado de outras sem recursos para comprar comida para a família.

Como lidar com a vida real em meio ao racismo e à misoginia? Qual o papel da mulher negra na sociedade brasileira? Qual amor e qual ódio estão presentes no nosso imaginário e nas nossas práticas sociais de exclusão e de luta? – essas são algumas das questões levantadas durante o programa.

Atividade física ajuda no combate ao coronavírus; estresse prejudica

São Paulo, por Kleber Patricio

O educador físico e personal trainer Wagner Felix. Fotos: divulgação.

Atividade física ajuda no combate ao coronavírus, mas o estresse prejudica. Além da prevenção recomendada pelas autoridades de saúde, como uso de máscaras, distanciamento social e higienização constante das mãos, é fundamental estar atento ao corpo e à mente para ter uma vida mais saudável. Com recordes diários de contaminação e mortes, o Brasil é hoje o epicentro da epidemia de coronavírus no mundo, superando os Estados Unidos no número de mortes diárias. Em meio à pandemia descontrolada, um estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou que a irisina, um hormônio liberado pelos músculos durante a realização de exercícios físicos, pode ter efeito terapêutico em casos de Covid-19. “Isso reforça a necessidade de nos cuidarmos. A atividade física libera irisina e aumenta a imunidade, dificultando que o coronavírus entre na célula de gordura”, explica o mestre em anatomia humana e doutor em neuroanatomia Mario Sabha.

O educador físico e personal trainer Wagner Felix não só concorda, como acrescenta que a prática regular de atividade física pode ajudar até quem pegou a Covid-19. “Uma pessoa contaminada, que tem como hábito a prática de exercício, tende a possuir um sistema imunológico mais resistente e fortalecido, o que pode colaborar para que a doença não se agrave”, explica.

Mas a quantidade de gente que tem o hábito de praticar atividade física no país não ajuda: “Menos de 10% da população brasileira”, afirma Wagner. “É como você entrar em um campo de batalha com ou sem escudo. Se você faz atividades físicas regularmente, ao menos três vezes por semana e se alimenta corretamente, consumindo vitaminas C e D, a tendência é de que o seu sistema imunológico crie um ‘escudo’ contra as infecções. Quando não há essa prática, você estará menos protegido para a batalha”, compara o educador físico.

Mario Sabha é mestre em anatomia humana e doutor em neuroanatomia.

Além da atividade física, é preciso não se esquecer da parte emocional e procurar viver longe do estresse. Ele origina uma substância que, na contramão da irisina e, em dose elevada, pode fazer mal à saúde: o cortisol, conhecido como ‘hormônio do estresse’. “Deprime o nosso sistema imunológico e nos deixa vulneráveis a infecções. Em excesso, ele pode inclusive gerar comorbidades que se tornam riscos altos em caso de contaminação pelo coronavírus: a hipertensão e o diabetes”, alerta Mario Sabha.

Sabha diz que é preciso dosar o consumo de notícias que possam causar nervosismo em excesso, fazendo mal à saúde. “É importante saber o que está acontecendo em sua cidade, estado e país, mas tome o cuidado de não se deixar levar pelo pânico que, eventualmente, determinados assuntos podem provocar”, alerta. O doutor em neuroanatomia acrescenta que, em casos mais severos de crises emocionais, é preciso buscar tratamento. “Questões psicoemocionais também podem ser tratadas por meio de terapias metafísicas e neurolinguísticas, além da psicoterapia; o importante é escolher uma abordagem com a qual a pessoa tenha uma identificação”, finaliza.

Livro desvenda a Aurora Boreal em dez anos de registros fotográficos

Círculo Polar Ártico, por Kleber Patricio

Ilhas Foroe, abril de 2015. Foto: Marco Brotto.

O brasileiro Marco Brotto, reconhecido mundialmente pelas suas expedições, lança nesta semana o livro Aurora Boreal: amor em forma de luzes e cores para comemorar os dez anos viajando em busca de um dos fenômenos mais bonitos e intrigantes da natureza. São 220 páginas com registros das 82 viagens de Brotto nos países do Círculo Polar Ártico, simbolizando sua incrível taxa de sucesso em encontrar a Aurora em 100% das viagens e inspirando a todos que sonham em ver de perto esse acontecimento.

O livro tem prefácio de Alberto Andrich, fundador e CEO da World Adventure Society, e citações de fotógrafos renomados, como Luciano Candisani, da revista National Geographic, e Cristiano Xavier. A diagramação é de Marcelo Ferraz, da Rise New York & Partners.

Noruega, março de 2019. Foto: Marco Brotto.

“Meu desejo foi colocar no papel a verdadeira imagem da Aurora Boreal; por isso, as edições são poucas e estão o mais próximo possível da realidade, até mesmo porque transmitir luz para o papel é muito difícil. Quem ainda não teve a experiência da Aurora vai adorar e quem já teve se recordará dos momentos mágicos e inesquecíveis”, conta Brotto.

A decisão de se tornar um caçador de Aurora Boreal aconteceu na primeira vez que viu as Luzes do Norte, quando Brotto decidiu largar a vida estável de empresário para compartilhar toda essa energia com outras pessoas por meio das expedições. “Guiar pessoas em busca dos seus sonhos é meu propósito de vida”, afirma.

Os registros fotográficos de Brotto também ilustram as páginas de publicações do mundo todo, como a revista Veja, Digital Photographer e em edições internacionais da National Geographic Itália, Espanha, Japão, Taiwan e Hong Kong. “Essas fotografias trazem muitas histórias. Em muitas delas eu estava acompanhado de pessoas que naquele momento choravam ou gritavam de emoção vendo um manto de luzes nos cobrir ou uma dança frenética da Dama da Noite. Para mim não importa a força e dimensão da Aurora, ela sempre me encanta e emociona.”

Marco Brotto, o Caçador de Aurora Boreal. Foto: divulgação.

Além de fotos, o livro traz algumas referências relacionadas ao cosmos e a energia, além de depoimentos de pessoas que já presenciaram o fenômeno por meio das expedições organizadas pelo Caçador de Aurora Boreal.

Sobre Marco Brotto, o “Caçador de Aurora Boreal” | Nascido em Curitiba e com cidadania ítalo-brasileira, o Caçador de Aurora Boreal é também empresário e fotógrafo autodidata.  Encontrando Auroras desde 2011, Marco Brotto tem a experiência necessária e um amor sem igual pelo fenômeno. As buscas são muito difíceis; por isso, Brotto se especializou em ajudar as pessoas a encontrarem o fenômeno em expedições guiadas para literalmente caçar a Aurora Boreal, seja na Islândia, na tríplice fronteira entre a Suécia, Finlândia e Noruega ou no Alaska. Para saber mais sobre o livro, o Caçador de Aurora Boreal e suas expedições, acesse auroraboreal.com.br.