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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Motorola acrescenta línguas indígenas da Amazônia em seus smartphones

São Paulo, por Kleber Patricio

Interface dos dispositivos Motorola com idiomas indígenas Nheengatu e Kaingang selecionados. Foto: divulgação.

A Motorola acrescentou duas línguas indígenas ameaçadas de extinção em seus dispositivos, tornando-se a primeira fabricante de telefones celulares do mundo a dar suporte a um idioma indígena falado na Amazônia. Agora, qualquer pessoa que tenha um dos novos dispositivos da Motorola, ou que seja atualizado para o Android 11, poderá acessar as línguas Kaingang e Nheengatu como parte dos outros 80 idiomas suportados na interface do Android e disponíveis em smartphones Motorola. O projeto teve como principal objetivo dar acesso às línguas indígenas por meio da tecnologia, visando também à preservação e perpetuação das mesmas no mundo digital.

A Motorola sabe que as populações indígenas estão interagindo com a tecnologia móvel e fazem parte dos diversos grupos que constituem sua base de consumidores. Com grande parte dos seus usuários presentes na América Latina, a empresa percebeu que nenhuma das línguas indígenas faladas no Brasil ou nos demais países do continente está presente no Android. E tampouco faziam parte do padrão de codificação de caracteres universal, Unicode, que compõe os fundamentos para inclusão e representação digital em uma variedade de interfaces digitais.

Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, aproximadamente 1.215 línguas eram faladas no território. E, com o tempo, muitas dessas línguas deixaram de existir. Hoje, 500 anos depois, apenas cerca de 200 delas permanecem vivas. Em menos de um século, esse número poderá chegar a zero. Quando uma língua desaparece, morre também com ela a história, a cultura e a identidade daquela população. E um patrimônio cultural é extinto.

Neste cenário, a Motorola tomou a decisão de trabalhar para preservar e revitalizar algumas dessas linguagens por meio de sua experiência de software. Atua em parceria com o professor e especialista Wilmar da Rocha D’Angelis, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e representantes de cada uma dessas comunidades indígenas para adicionar Kaingang, falada no Sul e Sudeste do Brasil, e Nheengatu, falada na Amazônia, Colômbia e Venezuela, aos seus dispositivos por meio do Android. “Estamos sendo pioneiros, dando um passo importante em direção a uma experiência móvel mais inclusiva. Nosso trabalho foi marcado pelo desejo de contribuir para a revitalização das línguas indígenas que, segundo a Unesco, estão correndo risco de extinção. Nossa meta foi viabilizar que falantes de Kaingang e Nheengatu pudessem usar a tecnologia como ferramenta de empoderamento da sua cultura”, diz Janine Oliveira, diretora executiva de Globalization Software da Motorola Mobility. “Ao compartilhar nossa inovação com outros fabricantes e profissionais da globalização, estamos ampliando o impacto desse projeto, pavimentando o caminho para que mais línguas indígenas estejam disponíveis no Android no futuro”, completou.

Como a integração de línguas nativas escrita é crucial para sua preservação, a Motorola segue trabalhando junto com o Google para disponibilizar essas línguas em AOSP e Google Gboard. Também segue atuando em parceria com o Consórcio Unicode para assegurar que todos os dados das línguas coletados com seu apoio sejam de fonte aberta.

A Motorola continua conduzindo pesquisas em comunidades indígenas e está engajada com equipes regionais para enriquecer as experiências com a marca e melhorar a vida dos consumidores.

Jovens entre 18 e 25 anos agora correspondem a 34% dos ouvintes de música clássica na Deezer

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Antoine Julien/Unsplash.

A música clássica é geralmente percebida como algo inacessível, ligado à classe alta e idades mais avançadas, mas isso tem mudado e o estilo tem ganhado cada vez mais fãs e se reinventado, como mostra o estudo musical Classical Revival, da Deezer, em parceria com a BPI e a Royal Philharmonic Orchestra (RPO). O relatório descobriu que o público entre 18 e 25 anos agora corresponde a um terço (34%) dos ouvintes de música clássica em todo o mundo – uma audiência que cresceu consideravelmente durante a pandemia.

Pensando nisso, a plataforma convidou pianistas contemporâneos mundialmente famosos como Chilly Gonzales, Sofiane Pamart e Chloe Flower para celebrar os 250 anos de um dos compositores clássicos mais renomados da história: Beethoven, considerado até hoje um músico visionário, rebelde e autor de obras atemporais. “A música clássica cativou ouvintes de todas as idades durante este momento difícil. Nosso novo álbum tem como objetivo reunir todos os tipos de amantes da música clássica, misturando batidas contemporâneas com sons tradicionais. É a primeira vez que artistas dessa “nova” cena clássica recompõem peças de um ícone como Ludwig van Beethoven”, afirma Yannick Fage, editor de Música Clássica da Deezer.

Doze pianistas contemporâneos deram seu próprio toque às peças clássicas para o Beethoven Recomposed, álbum que está disponível exclusivamente na Deezer, como parte da série Deezer Originals. Sofiane Pamart, uma das principais artistas da música clássica, gravou uma performance impressionante da Piano Sonata Nº 14 – Moonlight de Beethoven. Sofiane, que é conhecida por “quebrar os padrões do piano elitista”, criou uma nova melodia que ainda usa harmonias e acordes de Beethoven.

Outra participante é a artista, compositora, produtora e pianista Chloe Flower, que é formada em uma das principais escolas de ensino superior de música, dança e dramaturgia, a Juilliard School, e já tocou no Grammy Awards 2019 com Cardi B, além de ter colaborado com grandes artistas como Celine Dion e Timbaland. Para reinventar o Piano Concerto Nº 5: Emperor – Adagio, Chloe adicionou um toque de Chopin à melodia, trazendo mais romantismo para a composição.

Já para sua interpretação, Chilly Gonzales retirou as notas baixas originais da Piano Sonata Nº 15 – Pastorale: II. Andante. “Quando ouvi esta Sonata de Beethoven pela primeira vez, achei que soava muito moderno – a mão esquerda é como uma sequência. Você quase poderia imaginá-la em uma música techno mais lenta, como uma linha de baixo sintetizador dos anos 80. Quando me sentei para tocar, percebi que a linha do baixo estava me atrapalhando. Acabei tirando aquele elemento pop moderno e me concentrando na melodia. Achei que seria mais um desafio, essencialmente, tirar o ritmo que é tão famoso nesse movimento e ver o que posso fazer com a melodia como se fosse uma balada de jazz”, opina Chilly sobre a obra-prima.

Beethoven Recomposed inclui as 12 composições originais de Beethoven junto com as 12 novas faixas de piano para ajudar os fãs a ouvirem exatamente como cada artista deu seu próprio toque. Confira os artistas do álbum:

Sofiane PamartPiano Sonata No 14 – Moonlight

Chloe FlowerPiano Concerto No 5: Emperor – Adagio

Chilly GonzalesPiano Sonata No. 15 – Pastorale: II. Andante

Roger EnoFür Elise

Belle ChenPiano Concerto No.4 in G Major, Op. 58: I. Allegro moderato

Florian ChristlBeethoven’s String Quartet No. 13, Op. 130 – II. Presto

BalmorheaSonata Pathétique No. 8, op. 13 – Adagio Cantabile

Lise de la SallePiano Concerto No 3 – Largo (2nd Movement)

Shida ShahabiPiano Sonata No 26 Les Adieux: Andante

RIOPYSymphony No 7: Allegretto

Julia GjertsenSonata No.20 in G Major, Op.49 No.2

Carlos CipaPiano Sonata No 30 op 109: Vivace

Beethoven Recomposed ‘ apresenta 24 obras-primas novas e originais e está disponível exclusivamente no Beethoven Channel de Deezer. Todas as faixas também estão disponíveis em qualidade FLAC – alta fidelidade sonora – e novos usuários da Deezer poderão desfrutar do Deezer HiFi para ouvir o álbum com uma assinatura gratuita por três meses em http://www.deezer.com/br/offers.

Com “A Despedida”, Teatro Sérgio Cardoso lança transmissões digitais nesta quinta-feira (8)

São Paulo, por Kleber Patricio

Peça “A despedida” é a atração de estreia às 20h. Fotos: divulgação.

A partir do dia 8 de abril, tem início o projeto Teatro Sérgio Cardoso Digital com a peça A Despedida. Todas as apresentações gravadas no espaço serão transmitidas remotamente pela Sympla Streaming, plataforma criada pela Sympla com o objetivo de criar soluções para a realização de eventos online. O objetivo do Teatro Sérgio Cardoso Digital é democratizar o acesso à cultura, já que públicos de todo o mundo poderão prestigiar a sua programação, além de oferecer uma maneira segura para a fruição de espetáculos, mantendo a população conectada com a arte durante o período de isolamento social. A proposta é um caminho a ser seguido mesmo após a retomada das apresentações presenciais, que também se manterão no formato online para maior difusão da cultura.

“A importância do teatro ultrapassa fronteiras e a transmissão online permite justamente este acesso amplo. A Amigos da Arte, como instituição cultural que atua há mais de 15 anos na difusão da arte, tem esta missão – a de ampliar o acesso de conteúdos artísticos”, afirma Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte.

Além disso, segue em curso a programação da plataforma #CulturaEmCasa (www.culturaemcasa.com.br), criada pela pasta estadual e também e gerida pela Amigos da Arte, que oferece centenas de eventos artísticos de diversas naturezas, como dança, teatro, música e performance.

Sobre o Teatro Sérgio Cardoso | Em julho do ano passado, o teatro inovou e lançou a série Teatro Sérgio Cardoso 40 anos. Compositores, músicos, cantores e atores foram convidados a se apresentar no teatro vazio – uma experiência única para cada um deles e também para quem acompanhou a série pela plataforma #CulturaEmCasa. Ana Cañas, Simoninha, Raul Barreto, Nasi, Dexter, Sérgio Britto, Prettos, Chico César e a atriz Lara Córdulla são alguns dos nomes que estão nesta série.

O Teatro Sérgio Cardoso foi inaugurado em 13 de outubro de 1980 com o espetáculo Sérgio Cardoso em Prosa e Verso, uma homenagem ao ator, morto em 1972. No elenco, a ex-esposa Nydia Licia, Umberto Magnani, Emílio di Biasi e Rubens de Falco sob a direção de Gianni Rato. A peça Rasga Coração, de Oduvaldo Viana Filho, protagonizada pelo ator Raul Cortez e dirigida por José Renato, cumpriu a primeira temporada do teatro.

Segundo pesquisa do crítico José Cetra, a história do espaço começa em 1914 com a inauguração do Cine Teatro Esperia, que funcionou até 1952 na Rua Conselheiro Ramalho, no Bixiga. Em 1954, dois anos após o fechamento do Esperia, Sérgio Cardoso e sua esposa Nydia Licia avistaram o casarão abandonado e se inspiraram a criar um novo espaço cultural no local. No dia seguinte, eles fizeram contato com os proprietários do imóvel, buscaram parceiros e em 1956 fundaram o Teatro Bela Vista com o objetivo de ser o mais moderno da cidade de São Paulo. A primeira peça apresentada foi Hamlet, Príncipe da Dinamarca. Sérgio Cardoso foi o primeiro diretor brasileiro a dirigir e interpretar um texto de Shakespeare em São Paulo.

Sobre a Amigos da Arte | A Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão dos teatros Sérgio Cardoso e de Araras e do Museu de Diversidade Sexual (MDS), trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo difundir a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus mais de 15 anos, a entidade desenvolveu 58 mil ações, que atingem mais de 25 milhões de pessoas.

AGENDA

Abril

A Despedida – de 8 de abril a 9 de maio. Quinta a domingo, 20h

Genealogia Celeste de uma Dança – de 12 de abril a 5 de maio. Segundas, terças e quartas, 20h

Só se fechar os olhos – 24 de abril, sábado, 16h

Além do gesto – 25 de abril, domingo, 16h

Maio

Bonita Lampião – Estreia dia 6, quinta-feira, às 20h

Propriedades Condenadas

Junho

Monstro – Estreia dia 1º, terça-feira.

Festival premia os melhores do Cinema Fantástico na América Latina

Brasil, por Kleber Patricio

Cena de “O Cemitério das almas Perdidas”. Foto: divulgação.

Dia 30 de maio de 2021, às 21h no Brasil, acontece a grande premiação do Cinema Fantástico, o Grande Prêmio Fantlatam, que vai consagrar as melhores obras do cinema de gênero da América Latina. O evento será transmitido ao vivo pela plataforma #culturaemcasa (https://culturaemcasa.com.br/). Vinte e nove filmes concorrem ao troféu em 2021, sendo 14 longas-metragens e 15 curtas-metragens.  O evento tem realização da Aliança Latino Americana de Festivais de Cinema Fantástico (Fantlatam). Concorrem filmes vencedores de festivais que compõem a aliança. O melhor longa-metragem e curta-metragem das Américas receberão troféu e certificado da Fantlatam.

Brasil concorre com sete filmes | O Brasil concorre com três filmes de longa-metragem –  Morto Não Fala, de Dennison Ramalho; O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão e Cabrito, de Luciano de  Azevedo –, além de quatro curtas: Para Minha Gata Mieze, de Wesley Gondim; 5 Estrelas, de Fernando Sanches, Noite Macabra, de Felipe Lesbick  e Who’s That Man Inside My House, de Lucas Reis.

A brasileira Monica Trigo, diretora do Festival Cinefantasy, preside a Fantlatam. Foto: divulgação.

Em julho do ano passado, a brasileira Monica Trigo, diretora do Festival Cinefantasy, um dos mais importantes do país no gênero, foi eleita por unanimidade para ocupar a presidência da Aliança – uma gestão que consolidou o Fantlatam como o maior fórum do audiovisual latino.

De acordo com Monica Trigo, “é muito importante fortalecer a representação feminina no cinema de gênero latino-americano, seja ela nas obras ou na direção de festivais. Nosso esforço, além de diluir fronteiras, é o de construir pontes; sobretudo em um  momento onde os festivais de cinema são online e o partilhamento de conteúdos e atividades formativas são essenciais para a manutenção da produção audiovisual vibrante e criativa”, salienta.

Juri renomado | O júri é composto por três profissionais do audiovisual com vasta experiência internacional. O brasileiro Filippo Pitanga, professor, jornalista, advogado, crítico de cinema pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro e Fedération Internationale de la Presse Cinématographique, curador e júri de inúmeros festivais internacionais; a mexicana Sandra Becerril, autora de dezenas de roteiros produzidos, entre filmes e seriados, com premiações ao redor do mundo, e  o cineasta e diretor argentino Hernan Moyano, que, entre outros,  realizou seminários com Francis Ford Coppoll,  e dirigiu o documentário Pequeña Babilonia, premiado no Cóndor de Plata (2017).

Daniel de Oliveira e Fabíula Nascimento no longa  brasileiro “Morto não Fala”. Foto: divulgação.

Sobre Fantlatam | A Fantlatam – Aliança Latino Americana de Festivais de Cinema Fantástico é composta pelos mais importantes e consolidados Festivais de Cinema Fantástico das Américas do Sul, Central e do Norte.

Desde sua fundação, em setembro de 2019, a Fantlatam  une festivais de cinema fantástico, diminuindo as fronteiras, compartilhando experiências e promovendo o cinema fantástico, numa grande teia de difusão do audiovisual das Américas.

Serviço:

Grande Prêmio Fantlatam

Data: 30 de maio de 2021, às 21h no Brasil

Transmissão: https://culturaemcasa.com.br/

Instagram: @fantlatam

Facebook: https://www.facebook.com/fantlatam

Site: https://www.fantlatam.com/

Confira os filmes concorrentes:

Longas-metragens:

Al Morir La Matinée, de Maximiliano Contenti

Anomalia, de Sergio Vargas LENI de Federico Gianotti

Cabrito, de Luciano de Azevedo

Carroña, de Luciana Garraza y Eric Fleitas

Diablo Rojo, de Sol Moreno

Infección, de Flavio Pedota LA ZONA ELEGIDA de Ariel Conti

La Lista de La Muerte, de Miguel Torena

La Parte Oscura, de Max Coronel

La Zona Elegida, de Conti Ariel

Leni, de Federico Gianotti

Luz, de Juan diego Escobar Alzate

Morto Não Fala, de Dennison Ramalho

O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão

Rendez-Vous, de Pablo Olmos Arrayales

Curtas-metragens:

5 Estrelas, de Fernando Sanches

Benditos Demonios, de Sergio Beltrán

Blanes Esquina Muller, de Nicolás Botana

Bocetos Inocentes, de Juan González Henao

La Solapa, de Laura Sánchez Acosta

La Visitante, de Llao Navarra

Loop, de Juan Mirarchi

Monstruo, de Luis Mariano García Villanueva

Noite Macabra, de Felipe Iesbick

Para Minha Gata Mieze, de Wesley Gondim

Selección, de Diego G. Medina

Sundae, de Haslam Ortega

The Game, de Rogger Vergara Adrianzén

Tóxico, de Fabián Archondo

Who’s That Man Inside My House, de Lucas Reis.

‘Mostra Museu: Arte na Quarentena’ traz eixo de música com destaque para artistas brasileiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Yan Cloud discute em suas letras as vivências do jovem negro periférico. Foto: Mariana Ayumi.

Música e artes visuais se fundem na Mostra Museu: Arte na Quarentena, projeto encabeçado pela Amarello Projetos Integrados que propõe reflexões sobre as produções artísticas realizadas ao longo da pandemia. O eixo de música, que tem curadoria do jornalista, diretor e roteirista Pedro Henrique França, reúne criações de cerca de 20 nomes da música brasileira – são canções e videoclipes que estão disponíveis na plataforma da Mostra Museu (www.mostramuseu.com).

As músicas e videoclipes dos artistas curados por Pedro estarão disponíveis na plataforma por meio de playlists temáticas e também serão disponibilizadas via QR Code nos mobiliários urbanos que receberem as obras de arte selecionadas pelo núcleo de Artes Visuais da Mostra. Além disso, a Mostra está promovendo o Arte, Papo e Palinha, um ciclo de conversas com artistas pelo Instagram (@mostramuseu), que ficarão disponíveis para o público no IGTV. A próxima participante, Jup do Bairro, conversa com o curador Pedro Henrique França no dia 8 de abril, quinta-feira, 18h.

Gaby Amarantos. Foto: Rodolfo Magalhães.

As playlists disponíveis no site estão divididas pelas categorias Lado A: Agora Presente e Lado B: Olhar no Futuro. A primeira está focada em artistas consagrados que se reinventaram durante a pandemia, como Majur, Letrux, Criolo, Emicida, Gal Costa e Gaby Amarantos, que lançou recentemente a canção Vênus em Escorpião com Urias e Ney Matogrosso, entre outros. Já a segunda está centrada em novos talentos, como, Zé Manoel, Dulcineia, Marina Sena e Kaike, cantor mineiro de 14 anos que foi revelado à internet pela cantora Duda Beat. “A cultura, mais uma vez, nos ajudou a sobreviver, enquanto os artistas provedores de nossas alegrias se reinventavam em seus silêncios, sem nunca parar”, lembra Pedro.

Dentre os destaques da seleção musical figuram também Numa Ciro, artista que lançou o primeiro álbum aos 70 anos; Yan Cloud, que discute em suas letras as vivências do jovem negro periférico e Kunumi MC, rapper indígena que canta a força da natureza e dos povos originários. “O recorte curatorial revela o exercício de criatividade feito pelos artistas neste período de tantas dificuldades”, afirma Pedro França.

O curador se lembra ainda de exemplos como o de Letrux (Letícia Novaes), que havia lançado o álbum Aos Prantos uma semana antes do início da pandemia. Após suspender toda a agenda presencial de lançamentos, a artista fez lives compartilhando as novas músicas com o público e também lançou o EP Prantos Pandêmicos, composto por algumas das faixas do disco rearranjadas pelos integrantes da banda. Além das músicas, foram ainda gravados videoclipes para todas as faixas dirigidos pela própria Letrux.

Rapper indígena Kunumi MC canta a força da natureza e dos povos originários. Foto: Aruan Viola.

O rapper Baco Exu do Blues adiou o lançamento de um disco finalizado e lançou o EP Não tem Bacanal na Quarentena, gravado em apenas três dias e com composições completamente afinadas com o momento presente. Jup do Bairro, que participa do próximo Arte, Papo e Palinha, lançou o aguardado álbum-manifesto Corpo Sem Juízo, em que discute temas como sexualidade, gênero e a vida real da periferia. Já Emicida lançou o documentário AmarElo – É Tudo Pra Ontem, cujo subtítulo também nomeou um single lançado na sequência com participação de Gilberto Gil.

Segundo Chiara Paim Battistoni, idealizadora do projeto, a Mostra Museu incorpora a tecnologia como dispositivo a serviço da troca entre público, obra e artista, aspecto que reforça o pioneirismo do projeto e seu amplo alcance, potencializado pelo recorte internacional. “Se, por um lado, toda a situação que estamos vivendo escancarou também nossas fragilidades, por outro, evidenciou saídas coletivas e fortaleceu uma rede de solidariedade e empatia, essenciais para alcançá-las”, ela afirma.

A Mostra Museu:Arte na Quarentena (http://www.mostramuseu.com) é uma iniciativa da Amarello Projetos Integrados que une arte, música e tecnologia em diferentes formatos e apresenta obras de artistas de nacionalidades diversas. O núcleo de artes visuais será responsável por uma seleção de obras artísticas com curadoria de Ana Carolina Ralston e The Covid Art Museum (CAM) – museu digital criado no início da pandemia, na Espanha, por Emma Calvo, Irene Llorca e José Guerrer.

Serviço:

Mostra Museu: Arte na Quarentena

Plataforma: http://www.mostramuseu.com.br | @mostramuseu

Curadoria: Ana Carolina Ralston e co-curadoria The Covid Art Museum (eixo Arte) e Pedro França (eixo Música)

Idealização: Amarello Projetos Integrados.