Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Lançamentos da Editora Melhoramentos ensinam e inspiram por meio de obras de arte

São Paulo, por Kleber Patricio

As obras de Tarsila do Amaral encantam crianças e adultos pela exuberância de suas cores, traços e personalidade. Agora, pais e filhos têm a chance de explorar um novo olhar e aprender juntos com algumas de suas principais pinturas em Tarsilinha e as Cores e Tarsilinha e as Formas, da Editora Melhoramentos, pela primeira vez em uma edição com acabamento especial, incluindo papel com gramatura de 120g, lombada e orelha.

Os livros trazem páginas recheadas com obras famosas da maior artista plástica do Brasil, como Abapuru, A Cuca, Antropofagia, Caipirinha, Manacá e muitas outras. Em Tarsilinha e as Cores, conhecemos a beleza das cores que compõe as pinturas da artista e as comparamos com aquilo que enxergamos no nosso dia a dia. Em Tarsilinha e as Formas, além de ensinar as formas geométricas por meio dos elementos que compõe as pinturas, a personagem mostra como podemos usá-la para desenhar uma série de coisas, como o sol, as casas e uma igreja.

Com ilustração de Cris Alhadeff, as duas histórias foram escritas por Patrícia Engel Secco, autora premiada pelo International Board on Books for Young People (IBBY), e Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta da artista e palestrante especializada em sua vida e obra.

“As pinturas da Tarsila conversam muito com o público infantil porque são alegres, coloridas e trazem bastante da infância dela. É muito legal ver as crianças mergulhando nas obras e aprendendo com elas não só na sala de aula, mas agora também com seus pais. Com esta repaginada da Editora Melhoramentos, o livro ficou ainda mais atrativo e divertido”, afirma Patrícia.

Na opinião de Tarsilinha, um dos grandes sucessos das obras de sua tia vem da conexão que ela tem com o público infantil. “Sua infância é marcante nas obras. Vemos muito do que ela viveu nas fazendas do pai, como as cores do interior, as paisagens rurais, a fauna e a flora. Na escola, as crianças aprendem sobre sua vida, que tinha 40 gatos, subia em árvore e catava maracujá. Então, achamos que seria maravilhoso trazer a própria Tarsilinha para ter esse contato com as crianças.”

A sobrinha-neta da artista conta ainda que se impressiona com o conhecimento dos pequenos sobre as pinturas. “Até os menores sabem os nomes das obras e informações que nem os pais conhecem”. A autora, que tem o mesmo nome da artista, agradece pela homenagem que seus pais fizeram. “É muito legal quando encontro as crianças e elas me confundem com a pintora. Eu acabo materializando minha tia e aproximando as crianças deste mito que foi a Tarsila. É mágico.”

Sobre as autoras | Patrícia Engel Secco dedica-se à literatura infantil há mais de vinte anos, com a certeza de que a criança que lê se torna um cidadão ciente de seus direitos e consciente de suas responsabilidades. Já publicou quase trezentos títulos, todos com temas ligados ao desenvolvimento sustentável, como cidadania, ecologia, valores humanos, qualidade de vida, direitos da criança, educação, inclusão social, saúde e pluralidade cultural. Várias obras da autora foram premiadas pelo International Board on Books for Young People (IBBY) e pela União Brasileira de Escritores (UBE), tendo em vista a qualidade e o conteúdo de seus livros, apresentados de maneira clara e sensível.

Tarsilinha do Amaral é sobrinha-neta da artista Tarsila do Amaral. Bacharel em Direito pela PUC-SP e museóloga pelo MAC-USP, também é palestrante especializada na vida e na obra de Tarsila do Amaral e já participou de inúmeras curadorias e consultorias de exposições. Entre outras obras, escreveu O Anel Mágico de Tia Tarsila (Companhia das Letras) e Tarsilinha e Um Dia para Não Esquecer (Melhoramentos), em coautoria com Patrícia Engel Secco.

Sobre a ilustradora | Cris Alhadeff é carioca. A arte sempre esteve presente na vida dela e, seguindo essa paixão, se formou em Desenho Industrial pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Depois que seus filhos nasceram e de ter trabalhado muitos anos com design e webdesign, Cris redescobriu o mundo da literatura infantil. Para fazer as ilustrações deste livro, usou tinta acrílica e lápis de cor.

FICHA TÉCNICA

Obra: Tarsilinha e as Cores

Autor: Engel Secco, Patrícia/do Amaral, Tarsilinha

Ilustrador: Alhadeff, Cris

Número de páginas: 24

Altura: 20,5 cm

Largura: 20,5 cm

ISBN: 978-65-5539-245-6

Preço sugerido: R$25,00

Obra: Tarsilinha e as Formas

Autor: Engel Secco, Patrícia/do Amaral, Tarsilinha

Ilustrador: Alhadeff, Cris

Número de páginas: 24

Altura: 20 ,5 cm

Largura: 20,5 cm

ISBN: 978-65-5539-246-3

Preço sugerido: R$25,00

Sobre a Editora Melhoramentos | Há 130 anos a Editora Melhoramentos ocupa posição de destaque nas diversas áreas em que atua, sendo referência no mercado editorial pela qualidade dos seus títulos publicados. À frente do tempo desde sua fundação, ela se distingue pelo pioneirismo, seja na seleção de autores e suas obras, seja no uso de novas tecnologias digitais, como e-book e áudio book.

Festival Paiol de Fotografia abre exposição online

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Nanah D’Luize – Oficina Fotografia Criativa.

A primeira edição do Festival Paiol de Fotografia, idealizado pelo Espaço Paiol de Arte e Cultura de Campinas, interior de São Paulo, dirigido pela fotógrafa e produtora Juliana Hilal, abriu ontem, 22 de março, a exposição 3D com trabalhos feitos pelos alunos das oito oficinas realizadas entre os dias 1° e 14 de março. A visitação é gratuita, aberta ao público em geral e pode ser acessada pelo site do Festival. Entre os dias 25 e 28 de março, ainda haverá quatro mesas redondas que discutem caminhos e possibilidades da fotografia atualmente e, de 22 a 27, as leituras de portfólio dividem com alunos os olhares de profissionais sobre seus trabalhos. Contemplado pelo Edital ProAC Expresso Lei Aldir Blanc Nº 40/2020 – Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial de Cultura, e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o Festival tem todas as atividades gratuitas e online.

As oficinas foram orientadas por grandes nomes da área no Brasil: Marcelo Greco, Gal Oppido, Nair Benedicto, Alexandre Urch, Priscila Prade, Rogério Voltan, Jacqueline Hoofendy e Wilian Aguiar. O Festival recebeu mais de 300 inscrições, de cerca de 40 cidades do interior de São Paulo e da Capital. Cada oficina teve a duração de 9 horas distribuídas em três dias, e os resultados dos projetos propostos serão conhecidos na exposição.

Foto: Vivianne Ferreira – Oficina Olhar Fotográfico.

A exposição é resultado dessa troca de saberes e experiências entre oficineiros e alunos. Para Juliana Hilal, diretora do Festival, o envolvimento de todos foi além do esperado. “Os alunos se dedicaram, participaram dos projetos propostos e se empenharam em todas as oficinas. Por outro lado, os oficineiros ministraram aulas que chegaram a durar mais do que previsto porque todos estavam muito envolvidos, compartilhando conhecimento”, coloca.

O fotógrafo Gal Oppido, responsável pela oficina Fotografia Criativa, concorda que houve surpresas de ambos as partes, de oficineiros e integrantes do curso. “Os nossos encontros se estenderam porque havia densidade entre o pedido e as soluções. Com o grupo, mesmo sendo um grupo de primeiro contato, eu me senti familiar e os resultados alcançados foram similares aos que desenvolvo normalmente. A exposição vai reunir trabalhos com elementos interessantes em termos de linguagem e frescor de imagens”, coloca.

Outro ponto é que o fato de ser online proporcionou acesso de pessoas do Estado inteiro, conseguindo atingir muito mais gente. Foi possível ampliar e democratizar o acesso, o que foi fundamental na opinião de oficineiros e direção. “O Festival Paiol teve duas funções importantes. A primeira diz respeito à própria proposta, que é a difusão do conhecimento e cultura fotográfica de forma democrática, sem custos aos participantes, permitindo assim o acesso de pessoas que de outra forma não poderiam participar. A segunda é que os profissionais que prestaram serviços nas oficinas e palestras foram remunerados adequadamente. Para isso, foram utilizados recursos da Lei Aldir Blanc. Para mim, foi um dos melhores usos que vi deste recurso público, pois beneficiou um público muito grande de pessoas, ao invés de um benefício individual”, coloca o fotógrafo Marcelo Greco, orientador da oficina de Fotografia Autoral.

Foto: Giovana Pasquini – Oficina Fotografia Criativa.

Além dessa democratização do acesso, desde o princípio, a ideia do Festival era gerar uma oportunidade para compartilhar conhecimento, troca de experiências e, principalmente, promover um encontro entre profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente e alunos de diferentes perfis e níveis. Entre os professores, há um consenso de que o resultado foi bom para os dois lados. “A oficina foi uma experiência muito feliz, resultado não só da minha experiência como educadora, mas da extrema dedicação dos alunos e do profissionalismo da equipe do festival. Tudo fluiu de maneira muito intensa e encantadora e os trabalhos finais expõem a intensidade dessa vivência artística, humana e espiritual”, afirma a fotógrafa Jacqueline Hoofendy, responsável pela oficina de Autorretrato. Rogério Voltan, orientador da oficina de Fotografia de Alimentos, concorda que houve bastante envolvimento e interação com os alunos.

Todas as atividades do Festival Paiol de Fotografia foram online por conta das restrições de circulação. “Eu achei meu curso muito legal, pois preparei um conteúdo que passava por vários temas e situações da fotografia de rua, mas também da vida de um fotógrafo na rua. No geral, achei o resultado super satisfatório; nada substitui a aula presencial, o olho no olho, mas é totalmente possível ensinar e aprender em tempos de pandemia”, afirma Alexandre Urch, responsável pela oficina de Fotografia de Rua.

Além da exposição, os participantes das oficinas receberão em suas casas os certificados de conclusão, juntamente com um caderno personalizado do festival e uma impressão fine art tamanho A4 de uma de suas fotos produzidas ou editadas durante o festival, selecionada pelo professor juntamente com a equipe de produção.

Foto: Lucio Daou – Oficina Olhar Fotográfico.

Outra atividade, a leitura de Portfólio, selecionou 32 inscritos, sendo quatro alunos para cada leitor convidado. “Como nas oficinas, o material recebido foi muito rico, com escolhas difíceis para chegarmos aos selecionados. As pessoas que se inscreveram têm realmente interesse em receber novos olhares sobre seus trabalhos e a expectativa está alta”, coloca Wilian Aguiar, responsável pela oficina Olhar Fotográfico e um dos diretores do Festival.

Mesas redondas | A principal ideia do Festival é criar um ambiente de troca artística, com disseminação do conhecimento de maneira democrática e gratuita e que promova a fotografia como linguagem e forma de expressão. Quatro Mesas Redondas completam a programação com acesso gratuito a qualquer interessado pela plataforma Zoom e pelo Canal do Youtube do Espaço Paiol de Arte e Cultura.

Os temas questionam e discutem o cenário atual do segmento: Gênero e Identidade na Fotografia, com Eduardo Mello, Gal Oppido, Johnny Moraes, Nair Benedicto, Roniel Felipe;

A Fotografia em Tempos de Isolamento Social, com Jacqueline Hoofendy, Juliana Engler, Juliana Hilal, Marcelo Greco, Priscila Prade; Por que Fotografamos?, com Gal Oppido, Marcelo Greco, Nair Benedicto, Sandra Lopes e Os Rumos da Fotografia no Séclo XXI, com Alexandre Urch, Eduardo Mello, Rogério Voltan, Rosana Horio Monteiro e Wilian Aguiar.

Serviço:

Site: Festival Paiol de Fotografia

Leituras de Portfólio: de 22 a 27 de março pela plataforma Zoom

Mesas redondas: de 25 a 28 de março pelo Zoom, com transmissão simultânea pelo Youtube

Gênero e identidade na fotografia | 25/3 | quinta-feira | 19h

A fotografia em tempos de isolamento social | 26/3 | sexta-feira | 19h

Por que fotografamos? | 27/3 | sábado | 19h

Os rumos da fotografia no século 21 | 28/3 |domingo | 19h

Exposição: a partir do dia 22 de março no site do festival.

Livros: “Autismo e Mediação” – do encerramento em si ao contato

Brasil, por Kleber Patricio

“A repetição é um mecanismo importante em todo processo de aprendizagem. Por exemplo, quando a criança aprende a pular, ela vai reproduzir esse movimento diversas vezes até dominá-lo – igual ao que os atletas fazem para melhorar seus desempenhos. O jogador de basquete vai treinar arremessos repetindo inúmeras vezes o movimento. A repetição permite aqui aperfeiçoar o domínio do gesto”Autismo e Mediação (Aller Editora)

Mas e quando a repetição não gera o aprimoramento do gesto? Os psicanalistas franceses Isabelle Orrado e Jean-Michel Vives, no recém-lançado Autismo e Mediação – publicado pela Aller Editora –, refletem sobre o que significa a repetição na clínica do autismo e como utilizá-la a favor do tratamento do sujeito.

Segundo os autores, a priori, repete-se com o fim de aperfeiçoar um gesto. Mas, para tanto, o processo deve ser modificado a cada vez que é realizado – o que não ocorre com os sujeitos autistas, para os quais repetir é encerrar-se numa teia segura de sentidos e significados e colocar-se fora do tumulto do mundo exterior, cujos estímulos eles não conseguem suportar. Dessa forma, como adentrar o universo particular de cada sujeito e utilizar seus signos próprios para mediar a comunicação deste com o mundo?

Entre os casos clínicos analisados, está o do pequeno Leo, menino autista de 4 anos que realiza um movimento de vaivém ininterrupto com seu carrinho de brinquedo, sem um objetivo além da própria repetição, comportamento este designado por Freud como “repetição coercitiva”. Quais sentidos Leo confere a esse vaivém é o enigma que os terapeutas tiveram que decifrar.

Eles constataram, assim, “que as pessoas autistas intensificam os seus recursos às estereotipias em momentos em que o mundo delas é refratado”; isto é, quando o mundo do autista é perturbado, ele se encerra mais ainda em si mesmo e em suas repetições. O trabalho do terapeuta é, portanto, interpretar o sentido da repetição e utilizá-lo para mediar o contato entre o autista e seu entorno.

Sobre a editora | A Aller Editora oferece em seu catálogo obras que se debruçam sobre os temas cruciais da teoria e da prática clínica, desde seus fundamentos até as repercussões dos debates atuais sobre o sujeito contemporâneo. Inspirada pelo verbo francês aller, que significa ir, a casa editorial convida leitores, atuantes na área de psicanálise ou não, a percorrer caminhos que cruzam fronteiras e a embarcar nesse desafio que é ler como movimento.

Sobre o autor | Jean-Michel Vives é psicanalista e professor de Psicopatologia Clínica na Universidade Côte d’Azur (França). É membro do movimento Insistance em Paris e do Corpo Freudiano – RJ (Brasil). No Brasil, Vives publicou os livros A voz no divã, A voz na clínica psicanalítica e Variações psicanalíticas sobre a voz e a pulsão invocante.

Sobre a autora | Isabelle Orrado pratica a psicanálise em Nice, é membra da Escola da Causa Freudiana e da Associação Mundial de Psicanálise. Ensina Psicologia Clínica e Patológica na Universidade Côte d’Azur.

Sarau “Viva Nordeste” 2ª Edição terá programação especial para o Dia do Circo

Campinas, por Kleber Patricio

Grupo Último Tipo. Foto: Naya El Khatib.

Com mais de 50 artistas envolvidos, chegando a quase 30 apresentações, o Sarau Viva Nordeste – 2ª edição se despede do público em ritmo circense. O evento, que celebra e valoriza a produção cultural nordestina, tem trazido desde o mês de fevereiro, espetáculos, rodas de conversa e oficinas com artistas residentes em São Paulo – especialmente da cidade de Campinas – que têm a cultura do Nordeste como referência em seus trabalhos.

Comemorado oficialmente no dia 27, o Dia do Circo começa ser celebrado na véspera. No dia 26, (6ªf), às 19h30, tem a palestra-espetáculo Encantos Circenses Nordestinos com o grupo Último Tipo, formado pelos artistas Déo Piti, Jara Carvalho, Velú Carvalho e Lya Bueno, cujo repertório tem diversas peças que misturam música e teatro de forma poética, irreverente e interativa. Em seus arranjos, costumam incluir instrumentos inusitados, como espátula de pedreiro, suporte de toalhas, concha de cozinha, cabaças, chocalhos de bebê e também instrumentos que o próprio grupo cria, como o “Pifanite” e a “Cabaça de Touca”. Com forte trabalho autoral, o grupo tem no seu espírito o teatro mambembe e o clown, fazendo, inclusive, apresentações de rua e itinerantes à moda dos trovadores medievais. Déo Piti foi também o facilitador da oficina cultural de figurino e adereços e, durante a live, vai sortear o figurino elaborado durante o curso. Para participar, basta seguir os canais do Sarau Viva Nordeste no Youtube e Facebook, marcar os amigos e, no Instagram @Ultimotipo, marcar a frase Eu quero ganhar o figurino do Déo Piti.

O Palhaço Custelinha. Foto: divulgação.

No sábado (27), o último Grande Sarau da temporada traz o Nordeste Circense como tema, a partir das 14h, com a presença do palhaço Custelinha, interpretado pelo ator, contador de histórias e pesquisador das linguagens de palhaço Ulisses Júnior. A contação de histórias e música ficam por conta da cordelista, compositora e escritora Edimaria e o contador de histórias e produtor teatral baiano Miro Cena. Já o escritor baiano Varneci Nascimento, autor de cerca de trezentas obras escritas em Cordel sobre as mais variadas temáticas, traz cordéis divertidos para o dia e a cantora e compositora Ana Person encerra a tarde. Ela, que é também arranjadora e violonista, tem dois CDs gravados e premiações na música, teatro e poesia.

Vale destacar que as atrações da semana incluem também gastronomia. Na quinta-feira, dia 25, às 19h30, o chef Marcelo Reis, especializado em cozinha afro-brasileira, participa do sarau-aperitivo Comidas Nordestinas juntamente com a cantora, cavaquinista e pesquisadora da Música Popular Brasileira Ilcéi Mirian.

Oficinas culturais | Toda programação do Sarau Viva Nordeste – 2ª edição é gratuita e aberta, com transmissão pelo Youtube e Facebook. Somente as oficinas culturais, que também são gratuitas, precisam de inscrição prévia. Ao longo da semana, ocorrem as oficinas Música Nordestina, com tradução em libras, e Construção de Bonecos com Sucata. As inscrições podem ser feitas direto pelo site www.sarauvivanordeste.com.br.

Sobre o Sarau Viva Nordeste | Ao longo dos meses de fevereiro e março de 2021, o Sarau Viva Nordeste – 2ª edição, festival virtual de homenagem à cultura nordestina, veio abrindo espaço para diversas apresentações de artistas sediados no estado de São Paulo, especialmente em Campinas/SP. Todos os eventos são transmitidos ao vivo pelas redes sociais e permanecem disponíveis no site do projeto.

Esta nova edição do Sarau do Nordeste foi selecionada pelo Edital ProAC Expresso Lei Aldir Blanc 40/2020 e tem produção da Diálogos Produções Culturais. O projeto nasceu do encontro da cordelista pernambucana, arte educadora e jornalista Dani Almeida com a produtora cultural campineira Janice Castro. Engajada em diversas atividades nos espaços culturais de Campinas, a dupla decidiu fortalecer o espaço para a cultura nordestina a partir da sua região.

Serviço:

Sarau Viva Nordeste – 2ª Edição

Até 27 de março de 2021

Programação completa: www.sarauvivanordeste.com.br

Transmissão: Youtube e Facebook

Próximos eventos:

22 a 25/3 – das 14h às 15h – Oficina Música Nordestina, com Gilber Souto Maior (necessária inscrição prévia pelo site www.sarauvivanordeste.com.br). Evento com tradução em Libras.

23 a 26/3 – das 10h às 11h – Oficina Construção de Bonecos com Sucata, com Grumaluc – Teatro de Bonecos (necessária inscrição prévia pelo site www.sarauvivanordeste.com.br)

25/3 (5ª ) – 19h30 – Sarau-aperitivo Comidas nordestinas, com chef Marcelo Reis e a cantora Ilcéi Mirian.

26/3 (6ª) – 19h30 – Palestra-espetáculo Encantos Circenses Nordestinos, com o Grupo Último Tipo.

27/3 (sáb) – 14h – Grande sarau Nordeste Circense, com Palhaço Custelinha (performance circense), Edimaria e Miro Cena (música e contação de histórias), Varneci Nascimento (cordéis divertidos)  e Ana Person (música).

Trupe sustentável faz espetáculos circenses sem público e disponibiliza sessões no YouTube

Itaboraí, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Itaboraí, município da Região Metropolitana do Rio, recebe, neste mês de março, as primeiras 32 apresentações de um circo inovador, “movido” exclusivamente a energia solar. A trupe Mundo De La Costa, cria da cidade de 220 mil habitantes, foi selecionada pela Lei Aldir Blanc para colocar de pé o espetáculo O Mágico no Mundo de La Costa, 100% sustentável do início ao fim. Por causa da pandemia, as apresentações tornaram-se virtuais, transmitidas pela internet.

A inovação na utilização da energia solar é possível graças a uma Kombi adaptada, equipada com placas solares e um gerador. O veículo é uma espécie de vedete que fica nos bastidores e fornece eletricidade suficiente para 80 minutos de luz e som. Administrado pelo casal de artistas circenses Roberto e Viviane De La Costa, o empreendimento inclui, ainda, ações de reciclagem de lixo, educação ambiental e plantio de árvores nativas da Mata Atlântica.

YouTube | As regras impostas pela pandemia causaram mudanças importantes nos planos do casal de artistas empresários. Devido às restrições, a lona montada no Clube Vera Gol, no Centro de Itaboraí, não pode sediar os espetáculos com a presença do público. As transmissões estão sendo feitas pelo canal da companhia, no YouTube. “Tínhamos todo um esquema preparado para receber a plateia, com ações de recolhimento de lixo reciclável, arrecadação de alimentos e distribuição de mudas da mata atlântica, entre outras iniciativas relacionadas à educação ambiental”, diz Roberto De La Costa, herdeiro de Aberaldo Costa, o palhaço Zé Linguiça, um dos principais parceiros do consagrado Carequinha. “Há um ditado que diz: ‘Quando não se pode fazer o que se deve, deve-se fazer o que se pode’. Estamos fazendo o que se pode para realizar os espetáculos online”, afirma o malabarista, formado pela Escola Nacional de Circo.

Utilização da energia solar é possível graças a uma Kombi adaptada, equipada com placas solares e um gerador.

Magia sustentável | No elenco, além do mágico, um dinossauro vegano – o Vaganossauro – e o próprio Roberto De La Costa animam os espectadores com música, malabarismo e números de ilusionismo que levam em conta a capacidade de transformar objetos como garrafas PET em brinquedos e outros itens, aproveitando a oportunidade para dar dicas de reciclagem e sustentabilidade a adultos e crianças. Um personagem místico oriundo da floresta, o simpático Barrigudinho, também faz parte do espetáculo.

As apresentações acontecem de 25 a 28 de março, com sessões diárias às 10h, 15h, 18h e 20h. A transmissão é na página do Circo De La Costa no YouTube. O endereço eletrônico é https://youtube.com/user/circodelacosta. Todas as apresentações são abertas e gratuitas, e ficam disponíveis para quem quiser assistir em qualquer horário. Há sessões com tradução em tempo real para surdos, na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Criado na China | O Circo De La Costa, que compõe o grupo Mundo De La Costa, foi criado há 10 anos por Roberto e Viviane De La Costa na China, quando ambos trabalhavam em circos locais no país asiático. Desde o início, a ideia era realizar espetáculos e outras ações tendo o meio ambiente como foco principal. Ao longo de uma década, além de espetáculos, o casal promove apoio a comunidades indígenas, educação ambiental e oficinas por diversas regiões do Brasil, além de plantios de árvores nativas da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro.

Serviço:

O Mágico no Mundo de La Costa

Dias: 25 a 28 de março

Horários: 10h, 15h, 18h e 20h

Transmissão gratuita: youtube.com/user/circodelacosta.