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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Sobá: iguaria de Campo Grande (MS) exige muita experiência e tempo para o seu preparo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Prato tradicional de Campo Grande (MS), o sobá não é rápido e nem fácil de fazer – “Pelo contrário, é uma iguaria que exige experiência, tempo e habilidade no seu preparo”, explica a chef Vanessa Carvalho, que comanda o restaurante especializado nessa culinária Sim Sobá, instalado na capital paulista. O sobá é composto por cinco componentes básicos: uma proteína (carne bovina, carne suína, frango ou shimeji), omelete, macarrão, cebolinha e um caldo com temperos. Confira, basicamente, como cada um deles é elaborado:

Proteínas | Entre as carnes, são utilizadas alcatra (carne bovina), filé mignon suíno e peito de frango. Tudo é comprado em peças, filetado pela chef, separado e porcionado em 120 gramas, que são colocados em saquinhos plásticos selados. Tudo isso leva pelo menos duas horas de trabalho para atender em torno de 50 sobás. Elas são cozidas na hora, com diversos temperos (secretos, claro), como o shoyu, levando entre dois e três minutos para ficarem no ponto. Nos sabores de frango ou suíno, a preparação é finalizada com óleo de gergelim. Enquanto isso, outro funcionário vai montando o prato do sobá com os demais ingredientes. A proteína chega por último.

Omelete | Cada prato de sobá vem com 40 gramas de omelete, elaborada com cerca de 1,5 ovo, sal e maisena. Aqui, o maior desafio é preparar a omelete no ponto exato: bem fininha e naquele tom amarelo claro tentador. A omelete sai pronta da frigideira em peças únicas, que são enroladas com cuidado e, a seguir, fatiadas. Esse trabalho leva em torno de uma hora para 50 pratos e é realizado na própria sexta-feira, durante o dia, para atender os clientes durante todo o final de semana. A omelete não pode ser congelada, nem dura até a outra semana em caso de sobras.

A produção da massa.

Cebolinha | A cebolinha é lavada, cortada nas extremidades e colocada em pé para secar e, também, para escorrer o caule interno. No final, ela fica bem seca, o que garante um sabor mais agradável, mais frescor e durabilidade superior. Depois de secas, são fatiadas finamente. Esse trabalho leva cerca de uma hora e acontece também na sexta-feira para atender a demanda de todo o final de semana. Cada prato tem 15 gramas de cebolinha.

Macarrão | É a parte mais complicada, pois o autêntico Sobá à Moda de Campo Grande é feito com uma massa especial, caseira, diferente da que conhecemos na culinária italiana. Normalmente, a massa é elaborada entre quarta-feira à noite e quinta-feira de manhã. A massa feita numa semana não serve para a próxima semana e não pode ser congelada. Para preparar sua massa, a chef Vanessa utiliza farinha, ovo, sal, água e dois segredinhos especiais que ela prefere não revelar. Quando isso vira uma massa compacta, ela é cortada em fatias grossas que, então, são passadas no cilindro e depois por um cortador manual (que só é vendido em Campo Grande), de onde saem já no formato final, em tiras finas e achatadas. Esse produto é colocado então em um “varal” culinário, para não estragar o formato grudando uma na outra, e logo é cozido numa panela com água e sal durante 5 a 7 minutos. Depois de escorrido, vai para o resfriamento imediatamente para que a massa não continue cozinhando com seu próprio calor e, em seguida, como as proteínas, é porcionada e embalada. Cada sobá vem com 200 gramas de massa. Para se planejar para servir 50 sobás, Vanessa precisa produzir 10 kg de macarrão, portanto – o que significa cerca de 5 horas de trabalho, no mínimo.

A chef Vanessa Carvalho.

Caldo de ossobuco | Boa parte do sabor maravilhoso do sobá vem do caldo de ossobuco preparado pela chef. Cada sobá leva 350 ml deste caldo, que é entregue separado para o cliente colocar dentro do prato somente na hora de consumir. O caldo dá sabor e também aquece o prato (se o caldo estiver frio, pode ser aquecido no forno de micro-ondas antes). O caldo é preparado com ossobuco e aparas das carnes bovinas e suínas e do frango. Essas carnes são cozidas por horas para perderem toda a sua gordura; depois, são acrescidos itens como caldo de mocotó, temperos especiais de Mato Grosso do Sul (secretos), shoyu e hondashi (tempero japonês tradicional). A carne derrete e vira um caldo maravilhoso, mas leva tempo. São dois dias, ou cerca e 16 horas no total, para preparar o caldo de ossobuco.

Delivery

O restaurante funciona de sexta-feira a domingo, todas as semanas, das 18h às 22h, pelos serviços delivery e take away. A casa conta com serviço próprio de entregas. Os pedidos podem ser feitos nos telefones abaixo. Se o cliente preferir, ele pode fazer seu pedido pelas plataformas iFood e Rappi, mas os preços serão um pouco superiores nestes aplicativos.

Cardápio:

Sobá Bovino – R$40,00

Sobá Suíno – R$36,00

Sobá de Frango – R$34,00

Sobá de Shimeji – R$44,00

Sobá Vegetariano (Shimeji) – R$44,00 (caldo de legumes)

Sobá Vegano (Shimeji) – R$46,00 (caldo de legumes, massa sem ovos e sem omelete)

Serviço:

Restaurante Sim Sobá

Rua Zacarias de Góes, 1770 – São Paulo/SP

Fone: (11) 2892-0527

Fone/Whatsapp: (11) 98696-5212

Funcionamento: todas as sextas, sábados e domingos

Horário: das 18h às 22h

Pedidos pelos telefones ou pelas plataformas iFood e Rappi.

Inscrições para o 29º Maio Musical estão abertas até 29/4

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Secretaria de Cultura da Prefeitura de Indaiatuba abre as inscrições para o 29º Maio Musical, que, pelo segundo ano consecutivo será virtual. As inscrições devem ser feitas pelo site da Prefeitura até 29 de abril – serão selecionados 30 projetos divididos nas categorias Solo, Duo, Trio, Quarteto e Banda ou Grupo. A programação do evento será exibida entre os dias 14 a 30 de maio no portal Cultura Online.

O link para inscrições é www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/concursos/maio-musical/, onde também é possível conferir o Edital e o Regulamento na íntegra. Será permitida somente a habilitação e participação de interessados residentes e domiciliados em Indaiatuba. Na inscrição, é preciso enviar um breve release do projeto, um histórico da carreira do proponente e enviar um vídeo com duração máxima de três minutos, além de outras informações.

O objetivo do 29º Maio Musical Virtual é estimular os diversos elos da cadeia produtiva da música, no gênero popular ou erudito, estimulando e popularizando a música de forma geral, além de assegurar a proteção dos direitos culturais da população durante a situação de emergência em saúde, em virtude das ações de combate à pandemia de Covid-19.

Seleção | Os projetos serão selecionados mediante avaliação e decisão de uma Comissão indicada pela Secretaria de Cultura. Os critérios considerados para a seleção serão qualidade artística cultural, impacto cultural para o município, factibilidade, técnica e a originalidade apresentada nos vídeos.

A documentação apresentada será conferida e a lista dos projetos habilitados será publicada no site e Imprensa Oficial do Município no dia 4 de maio. Os valores dos cachês são de R$750 para Solo, R$1.500 para Duo/Dupla, R$2.250 para Trio, R$3.000 para Quarteto e R$3.750 para Banda/Grupo.

Para mais informações, consulte o edital completo em www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/concursos/maio-musical/ ou entre em contato pelos telefones (19) 3875-6144 ou 3894-1867 ou e-mail cultura@indaiatuba.sp.gov.br.

Agricultura de produtos nativos ameaçados do Brasil é recuperada em meio à pandemia

Serra do Mar, por Kleber Patricio

Pequenos agricultores puderam atuar em outras frentes para aproveitar safra do Cambuci, fruta típica da Mata Atlântica, com ajuda de fundo. Fotos: divulgação.

Os micro e pequenos empreendedores, que sempre se destacaram pela criatividade, tiveram, mais do que nunca, que se reinventar em meio à pandemia da Covid-19. Mas para os produtores, agricultores familiares e instituições que os apoiam por meio de eventos e feiras para comercializarem seus produtos, a dificuldade neste último ano foi ainda maior. Exemplo disso é o que aconteceu com a Rota do Cambuci, que nasceu como um roteiro de festivais gastronômicos em 2009 e, 10 anos depois, em 2019, já contava com mais de 200 produtores artesanais envolvidos, em mais de 20 municípios do entorno da Serra do Mar. Já os agricultores familiares responsáveis pela safra de 200 toneladas de cambuci, colhida entre março e maio, tiveram que se conformar com o cancelamento dos 23 festivais que ocorreriam no ano passado por conta do coronavírus.

Foi então que o Instituto Conexões Sustentáveis – Conexsus encabeçou uma ajuda financeira ao Instituto Auá, responsável pela Rota do Cambuci, a partir de uma linha de crédito emergencial, que ofereceu a organizações afetadas pela crise da Covid-19 empréstimos de até R$200 mil a juros abaixo do mercado.

Recurso foi utilizado para colocar os produtos em e-commerce.

Com o auxílio, disponibilizado pela Conexsus em setembro de 2020, o Instituto Auá conseguiu pagar os colaboradores e as contas de energia da sede da organização, em Osasco/SP. Para os produtores artesanais, o recurso foi utilizado para colocar os produtos em um e-commerce através da loja do Armazém Biomas, que será inaugurada ainda neste mês de abril. E para os agricultores, o fundo da Conexsus serviu para a diversificação de produtos feitos com a colheita das frutas nativas para o varejo e hospitais. “Só a câmara fria de armazenagem de produtos, que fica na sede do instituto, tem um custo mensal de manutenção de R$5 mil”, conta o presidente Gabriel Menezes. Sobre o desenvolvimento de novos produtos, ele revela que antes eram produzidos apenas picolés de frutas como jabuticaba, juçara com banana, uvaia e, claro, cambuci. Com a ajuda do fundo da Conexsus, foi possível fabricar sorvetes de massa em potes de 120 gramas, 2 e 5 litros, que estão sendo vendidos para indústrias, restaurantes e prefeituras.

A instituição também conseguiu, com o apoio financeiro, investir na comunicação corporativa e vai lançar uma campanha online da safra deste ano, além de um festival delivery com os restaurantes participantes. “Se não tivéssemos tido acesso ao fundo, no segundo trimestre de 2020 teríamos fechado as portas e um projeto de uma década teria chegado ao fim”, ressalta Menezes, que exalta a importância da comercialização de uma fruta típica da Mata Atlântica. “É um produto do nosso país, que sustenta centenas de pessoas. Precisa ser valorizado”.

Sobre a Conexsus | O Instituto Conexões Sustentáveis – Conexsus é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que atua para ativar o ecossistema de negócios comunitários de impacto socioambiental, ampliando sua contribuição para a geração de renda no campo e para a conservação de florestas e biomas. Seu objetivo é fortalecer as iniciativas que mantêm a resiliência territorial e climática a partir do desenvolvimento de negócios sustentáveis no Brasil, com foco na agenda climática global e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

A Conexsus trabalha para ativar os ecossistemas de agricultura familiar e florestais por meio de soluções financeiras, ampliação e fortalecimento das conexões entre os negócios comunitários e o mercado, além de assessoria de modelagem de negócio. Na pandemia, auxiliou cerca de 80 associações e cooperativas rurais focadas na sustentabilidade – foram mais de R$6,4 milhões em dinheiro emprestado a produtores que não se enquadravam nos requisitos para conseguir empréstimo em banco ou ajuda do governo.

Conheça mais sobre a safra do cambuci clicando aqui.

Arquitetura e decoração em vagões de trem: projetos vão do pet friendly ao luxo

Brasil, por Kleber Patricio

A Litorina de Luxo. Fotos: divulgação/Serra Verde Express.

Mais do que passeios sobre trilhos, a viagem turística de trem deve ser uma experiência – com essa frase, o diretor geral da Serra Verde Express, Adonai Aires de Arruda Filho, explica a atenção que dá à arquitetura e decoração de cada um dos 36 vagões e litorinas que a empresa opera no Sul e Sudeste do país. A responsável por esse trabalho detalhado é a arquiteta Lucille Amaral, que se dedica desde 2015 aos projetos ferroviários. “A Lucille veio para tornar possível o que sempre buscamos. Um passeio de trem envolve muitas questões, como a gastronomia, o trajeto e a vista da natureza pela janela. Mas a decoração, conforto e estrutura são cruciais para tornar a experiência ainda mais contemplativa”, explica o diretor.

A arquiteta aponta que, para o desenvolvimento do trabalho, é preciso entender qual proposta chegará ao público, os recursos disponíveis, o tempo de execução e a temática. “É importante saber realizar a adaptação de forma correta, bem como imprimir a personalidade do carro no momento final. Um exemplo disso foi a concepção do projeto Expresso Classique, uma experiência a bordo do trem que circula dentro da capital paranaense”, conta Lucille. Para este projeto, foi desenvolvido o Carro Imperial, um carro de passageiros clássico como um antigo restaurante da alta sociedade, com requinte e sofisticação, mas com o charme de estar a bordo de um trem. Assim como um restaurante, tem-se a fluidez entre as mesas e o requinte impresso na escolha dos objetos e materiais utilizados. “Até mesmo os parafusos foram escondidos por acabamentos metálicos dourados que compõem a proposta do design”, aponta Lucille, que explica que todos os detalhes foram minimamente pensados para tornar a experiência ainda mais luxuosa e inesquecível.

O Carro Imperial.

A madeira maciça aparece como elemento principal, acompanhada de aplicações de detalhes em marchetaria, poltronas em couro ou com tecido jacquard estampado e arandelas de cristal adaptadas à tecnologia LED ao longo do carro. Em uma das extremidades, o lounge passa a ideia de entrada de um restaurante e o ambiente é decorado com uma namoradeira em madeira maciça torneada, com o estofado revestido em veludo verde e algumas mesas de apoio em madeira e marchetaria colorida. A parede ao fundo do sofá tem tecido dourado com desenhos de folhagens que harmonizam com os demais elementos.

Além disso, o vagão seguinte conta com uma cozinha industrial, onde são preparadas as refeições dos eventos a bordo do trem e que é utilizada por renomados chefs de todo o Brasil. Para a concepção e execução do projeto, foi preciso estudar e adaptar os equipamentos de acordo com as necessidades para o funcionamento. “Projetar uma cozinha industrial já não é simples, pois há muitas normas e medidas a serem seguidas, mas adaptar tudo a um antigo carro gerador foi realmente uma conquista”, confessa a arquiteta.

Outro projeto de destaque foram os vagões pet friendly da empresa. Tanto o carro Bove, do trem que faz o trajeto Curitiba-Morretes, quanto o Anselmo Duarte, que integra a composição do Trem Republicano, no interior de São Paulo, tiveram o layout e materiais de revestimentos pensados para o bem estar dos passageiros – tanto humanos quanto pets. “Para esses projetos, busquei perceber em quais situações os pets se sentiam ou não confortáveis e comecei a desenvolver o layout. Pensei em espaços familiares, como pequenas salas onde os tutores pudessem desfrutar de um belo passeio na companhia de seus animais de estimação. Buscamos materiais que fornecessem uma situação ideal a todos os usuários. Os vagões contam com piso revestido em laminado melamínico de alta pressão, que possui uma leve textura e permite que a patinha não deslize com o balanço do trem, além de ser extremamente fácil de limpar. Os tecidos são impermeáveis e o pet possui até uma caminha exclusiva embutida no sofá. O resultado é um carro familiar que mais parece a sala de uma casa”, comenta Lucille.

A Litorina Curitiba.

A litorina com o nome de Curitiba é uma homenagem à capital paranaense. Os estofados de chenille no tom verde são uma releitura do verde das matas – assim como o couro marrom pespontado das poltronas é a cor do pinhão, o amadeirado do piso representa a araucária e o dourado dos acabamentos representa a riqueza da cidade. Tachinhas douradas no teto revestido em couro branco desenham o pinhão e a erva mate, produtos fundamentais e importantes no desenvolvimento da economia da cidade. Nos sanitários, o destaque fica a cargo do mármore branco retroiluminado que ocupa uma faixa do piso ao teto e compõe com as outras paredes revestidas por espelho bronze. “Mas nada é tão fácil quanto parece; para os espelhos não quebrarem com a trepidação, é necessário cortá-los sempre um pouco menor que o vão”, ressalta Lucille.

Para o carro Barão do Serro Azul, Lucille conta que imprimiu uma homenagem à tão ilustre figura da história brasileira, que viveu entre 1849 e 1894, época da transição do período neoclássico para o eclético, no Brasil. “Com base nas análises e diversas pesquisas, percebi o quanto ele era pioneiro e concluí que não cabia idealizar um carro com característica arquitetônica da época e, sim, algo moderno, atual, impactante. Assim, assumimos o desafio de criar a maior varanda em um carro de passageiros no país, além de janelas amplas para a contemplação da natureza, materiais sustentáveis, energia solar, iluminação por LED e vidro curvo”, detalha. O teto em cor creme claro confere amplitude à área interna e os tampos das mesas de madeira maciça trazem nobreza e sofisticação ao espaço.

Dia do Índio: #CulturaEm Casa homenageia, discute e propõe novos olhares para a situação dos povos originários do Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

“Zahy, uma fábula do Maracanã”. Imagem: divulgação.

Primeira plataforma de vídeo e streaming de conteúdo cultural, o #CulturaEmCasa, que este mês completa um ano no ar, homenageia, discute e propõe novos olhares para a situação dos povos originários do Brasil. Criada em abril do ano passado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerida pela Organização Social Amigos, a plataforma (www.culturaemcasa.com.br) já teve 5,4 milhões de visualizações em 3 mil conteúdos disponibilizados, atingindo 3.300 mil cidades e 135 países.

A ação virtual dedicada à temática terá uma programação especial a partir da próxima segunda-feira (19/4) até 30 de abril. Após esta data, os conteúdos permanecerão na plataforma para serem acessados a qualquer momento. Entre as novidades no #CulturaEmCasa está o vídeo performance Akiu’è (R-Existo). O projeto tem como objetivo manifestar o massacre da cultura indígena e a luta pela sua inclusão na sociedade sem abrir mão da ancestralidade. A direção é da artista Zahy Guajajara e co-direção de Mariana Villas-Bôas. Ambas também assinam o texto. E também Zahy – uma fábula do Maracanã, história de uma jovem líder indígena de 23 anos ao enfrentar um gigante de concreto que cerca a sua aldeia, no coração do Rio de Janeiro. A direção e roteiro são de Felipe Bragança com colaboração de Zahy Guajajara, que também está no elenco com João Nicolau (voz).

“Sidarta, em busca de si, nesse mundo de nós”. Imagem: divulgação.

Na noite do dia 19, será transmitido o espetáculo Sidarta, em busca de si, nesse mundo de nós, a partir das 19h30. Este vídeo-experimento traz passagens do/da jovem que procura sentido para a vida em meio à espiritualidade e os conflitos existentes. A encenação é dirigida por Heloísa Lyra, com dramaturgia de Eduardo Rios. É livremente inspirada na obra de Herman Hesse. E, às 21h30, será apresentado o show da rapper de etnia Mapuche Brisa Flow e Banda.

Algumas das apresentações do #Diálogos Necessários e do #Intensivão, programas da plataforma #CulturaEmCasa, fazem parte da celebração, como por exemplo contação de história Krenak, O Tupi Que Você Fala e Museus Indígenas: Desafios e Alternativas no Cenário Atual. Vídeos do Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre, da cidade de Tupã, também estão na programação por meio de parceria com a Amigos da Arte. Entre eles, Pai Nosso em Guarani, apresentação cultural do povo da aldeia Kopenoti onde é compartilhada a dança e o canto guarani; Comida Típica Indígena, o passo a passo desta culinária, e Oficina de dança e cântico Kaingang, danças e cânticos dos Kaingang com Susilene Melo, da Terra Indígena Vanuíre. “A história do país não pode ser contada se não falarmos dos nossos povos originários e de sua contribuição em diversas áreas. A reflexão e a conscientização sobre a riqueza da pluralidade cultural étnica e sobre sua força e sua resistência devem ser permanentes”, destaca Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte.

Plataforma #CulturaEmCasa

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