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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Dia do Hambúrguer: conheça o hambúrguer de camarão do Gin BBQ Bar

São Paulo, por Kleber Patricio

O hambúrguer de camarão do Gin BBQ Bar. Foto: divulgação.

Dia 28 de maio é o Dia Mundial do Hambúrguer. Popular após a Primeira Guerra Mundial, o hambúrguer está no coração do brasileiro. O consumo desse que é um dos campeões de pedidos nos deliverys aumentou 575%  desde 1994 e não para de crescer e de ser reiventado. Imagina comer um hambúrguer de camarão em uma das regiões mais tradicionais de São Paulo? Pois é essa reinvenção que é possível. Surfando a onda deste crescimento foi criada em 2017 a Hamburgueria Gin BBQ Bar, localizada em um dos corações de São Paulo, o bairro do Ipiranga e criadores do primeiro hambúrguer de camarão de São Paulo. Com conceito diferenciado de cocktails, carnes e hambúrguer artesanal na churrasqueira, o negócio cresceu cinco vezes o seu faturamento de 2019 até agora.

O crescimento é explicado em dados de mercado. Na contramão de outros setores no ano de crise, o Brasil foi responsável por quase metade dos números do delivery de comida de todo mundo (48,77%) em 2020. Outro levantamento feito pelo IBGE em 2019 evidencia que 32,8% do orçamento das famílias brasileiras é voltado para pedidos de comida.

Aliado a isso, o fundador da Gin BBQ Bar Ipiranga precisou se reiventar e adaptar o negócio ao novo momento. “Além do delivery, investimos nas redes sociais e em menos de um ano conseguimos mais de 20 mil seguidores. Afinal, quem não é visto não é lembrado”.

História da hamburgueria | A ideia da hamburgueria nasceu em 2015 com a primeira barraca, chamada Senhor Dwiche. Após dois anos atuando em feiras gastronômicas aos finais de semana, o negócio foi convidado para participar do Burguer Fest 2015. Bruno Terumoto conta que foram momentos emblemáticos: “Vendemos 1.500 hambúrgueres em menos de 24 horas”.

Com os fechamentos dos parques gastronômicos, inauguraram sua primeira loja para atender a clientela já conquistada com o Senhor Dwiche. Apenas um ano após a inauguração, o Gin BBQ Bar Ipiranga abriu suas portas e não para de crescer. “Estamos vislumbrando um futuro promissor. Vamos ter mais estrutura para conseguir dar conta do número crescente de pedidos delivery e atendimentos no salão. Estamos esperançosos que, quando tudo isso acabar, poderemos nos reunir com nossos clientes e oferecer uma nova estrutura com um atendimento cada vez melhor e mais rápido”, finaliza Bruno.

Serviço:

Gin BBQ Bar

Rua Almirante Lobo, 315 – Ipiranga, São Paulo/SP

(11) 98770-7403.

Selo SESC lança single do novo álbum de Mestre Luiz Paixão com a participação de Siba

São Paulo, por Kleber Patricio

Mestre Luiz e Siba. Fotos: divulgação.

Em junho, mês das festas juninas pelo país, o Selo SESC lança o novo disco do mestre rabequeiro Luiz Paixão, que em 2021 completa 60 anos dedicados ao instrumento. Mas no próximo dia 28 (sexta-feira) é possível conferir, nas plataformas de streaming, mais uma faixa que a gravadora do SESC em São Paulo antecipa ao público: a música Ciranda da Macaxeira, que traz a participação do cantor, compositor e músico pernambucano Siba. A plataforma SESC Digital também oferece o conteúdo de graça e sem necessidade de cadastro.

Ciranda da Macaxeira é uma composição de Luiz Paixão e Guga Santos e foi escrita durante uma turnê dos músicos pela França, entre 2018 e 2019. Uma letra – de apenas duas estrofes – ritmada e dançante, que traz o universo da roça, representado pela rabeca de Luiz Paixão, em contraste com a urbanidade do uso da guitarra de Rodrigo Samico, que intercala a interpretação com o violão de 7 cordas. Com Siba no vocal, a ciranda fica completa com os músicos Guga Santos na caixa, Mina no pandeiro, Leandro Silva no surdo, Stef Pai Véio no instrumento de percussão ganzá e com todos eles no coro, complementado pelas vozes de Sidrak, Maíca e da rabequeira, cantora, compositora e atriz Renata Rosa.

Capa do single.

A faixa integra o álbum Forró de Rabeca, que mescla forró e músicas tradicionais, incluindo inéditas e de autoria de Luiz Paixão. O repertório foi escolhido a dedo pelo mestre rabequeiro e reúne tanto suas composições preferidas, como alguns temas de domínio publico. É uma amostra de ritmos do Nordeste brasileiro: sambas, forrós, cocos, cirandas e cavalos-marinhos. Com lançamento marcado para 24 de junho, dia de São João Batista, conhecido como o Santo Festeiro, Forró de Rabeca tem direção artística, produção musical e arranjos de João Selva e foi gravado em abril de 2020 no estúdio Gargolândia, em São Paulo.

Parceria Luiz Paixão e Siba | Em 1991, o encontro entre Siba Veloso e Mestre Luiz Paixão transformaria a vida dos dois músicos. Mestre Luiz já era reconhecido na região da Zona da Mata Norte pernambucana, onde vive, pela habilidade no instrumento, quando conheceu o jovem recifense e estudante de música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O impacto da música produzida por Luiz e seus companheiros foi tão grande que influenciou a carreira artística e profissional de Siba, que logo criaria a banda Mestre Ambrósio. Por outro lado, Siba foi um dos responsáveis pela (re)introdução da rabeca na indústria fonográfica e pela renovação do interesse pelo instrumento para além dos limites da mata norte pernambucana. Três décadas depois, o mestre rabequeiro Luiz Paixão pode ser considerado uma das principais referências para a geração de músicos nordestinos surgidos a partir do movimento manguebeat e seu trabalho, admirado por diversos públicos do Brasil e exterior, também é tema de pesquisa de etnomusicólogos, estudantes e artistas mundo afora.

Mestre Luiz Paixão | Filho de agricultores e de família de músicos, Luiz Paixão (1949-) começou a trabalhar aos oito anos de idade cortando cana-de-açúcar e, a troco de uma galinha, conseguiu a sua primeira rabeca. Sempre conciliando o trabalho no campo com as noites puxando toadas e baianos e solando em grupos de forró, em 1998 “abandona o campo” de vez para empunhar a sua rabeca em palcos, festivais, cursos e oficinas. Entre os discos gravados, destaque para o autoral A Arte da Rabeca (2013) e Zunido da Mata (2002), este de Renata Rosa. Instrumentista virtuoso e compositor imaginativo, Mestre Luiz Paixão é um patrimônio vivo que carrega em si a musicalidade dos canaviais da zona da mata pernambucana.

Ficha técnica

Ciranda da Macaxeira

Vou cavar no meu jardim

Um buraco, uma toca

Para plantar mandioca

Também chamam de aipim

Bem pertinho do jasmim

Vou plantar uma macaxeira

Também tem a bananeira

De lado do alecrim

Rabeca: Luiz Paixão

Voz principal: Siba

Violão 7 Cordas e guitarras: Rodrigo Samico

Caixa: Guga

Pandeiro: Mina

Surdo: Leandro Silva

Ganzá: Stef Pai Véio

Coro: Guga Santos, Leandro Silva, Mina, Sidrak, Stef Pai Véio, Maíca e Renata Rosa.

Serviço:

Selo SESC lança o single Ciranda da Macaxeira, de Mestre Luiz Paixão

No SESC Digital e nas demais plataformas de streaming a partir de 28 de maio

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Evento acende discussão sobre aspectos que envolvem uso e aplicações da cannabis

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Add Weed/Unsplash.

A ideia de abordar de forma completa e profunda todos os aspectos que envolvem a Cannabis fez com que ativistas, pesquisadores, empreendedores e entidades e movimentos da sociedade civil se unissem para organizar nos próximos dias 9 e 10 de junho o maior evento canábico do país. A Cannabis Affair é um evento totalmente digital que vai ampliar as conversas com quem estuda, pesquisa e realiza projetos, desde os ligados à saúde até aqueles relacionados às questões sociais, que tem como foco a regulamentação inclusiva e a reparação histórica e social das injustiças, da falta de conhecimento e de oportunidades ao longo da história. “Trata-se da união de pessoas para ampliarmos a discussão sobre a Cannabis e que vai apresentar uma visão ampla dos aspectos que envolvem suas diversas aplicações, produtos e serviços”, comenta um dos idealizadores do evento, Emílio Figueiredo, advogado especialista em Cannabis.

O Brasil reúne todas as condições ambientais e econômicas para ser um importante polo de desenvolvimento e produção de produtos de Cannabis e ofertar soluções para mercados globais. Entretanto, a falta de conhecimentos e de integração dos elos dessa cadeia dificultam a construção e expansão desse mercado, impedindo que milhões de brasileiros tenham acesso aos seus benefícios. “Compartilharemos conhecimentos, experiências e iniciativas inspiradoras que ocorrem pelo Brasil e pelo mundo envolvendo entidades sociais, especialistas, pesquisadores, a iniciativa privada e comunidades locais”, completa Vagner Barbosa, diretor-executivo da Cannabis Affair.

Entre os participantes do evento, estão confirmadas as presenças da ministra do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, e o Dr. Sidarta Ribeiro, uma das maiores autoridades médicas da comunidade internacional dentre outros sessenta médicos, doutores e especialistas no assunto.

Cannabis Affair é um evento totalmente digital que acontecerá nos próximos dias 9 e 10 de junho que contará com palestras, workshops, debates e trocas de conhecimentos, divididos em quatro hubs:

SAÚDE | Voltado a todas as pessoas que querem conhecer os tratamentos já em curso, com especialistas e associações abordando as principais aplicações medicinais e os distúrbios e as doenças que podem ser tratadas. Entre os temas, A Importância da Alimentação no Tratamento com Canabinoides nas Doenças Neurológicas e Autoimunes, Canabinoides na Neurologia Infantil e Canabinoides na Medicina Veterinária.

INDÚSTRIA E SERVIÇOS | Neste hub, profissionais e especialistas apresentam as inúmeras aplicações e utilidades industriais e os serviços ligados ao emergente mercado da Cannabis – direcionado a todos que empreendem ou pretendem empreender neste setor. Como o Cânhamo Pode Ser a Força Motriz de uma Indústria Mais Sustentável? e A regulação da Cannabis no Brasil são algumas das palestras confirmadas.

PESQUISA E CONHECIMENTO | Uma rede proativa de cientistas e pesquisadores irão apresentar iniciativas de impacto, novos projetos e polos de atuação. São universidades, start ups e centros de pesquisa que trabalham constantemente para agregar novos usos e aplicações, como por exemplo, nos painéis Extratos de Cannabis na Prática: o Papel do Farmacêutico e das Universidades no Tratamento com Componentes da Cannabis e Como o Cânhamo Pode Ser Utilizado em Embalagens Biodegradáveis.

SOCIEDADE E CULTURA | Um hub direcionado às questões, aos movimentos e às ações que debatem os desdobramentos sociais, abordando, entre outros temas, o impacto nas comunidades e na sociedade brasileira com a sua futura descriminalização. Artistas, músicos, cineastas e produtores culturais trarão uma visão crítica e inspiradora sobre a Cannabis por meio de atividades interativas, debates e apresentações.

Quase 40 países no mundo já regulamentaram a Cannabis e milhões de pessoas se beneficiam de seu potencial econômico, social, medicinal e cultural. Segundo a Grandviewresearch, o tamanho do mercado global legal de Cannabis foi de 33,1 bilhões de dólares em 2020, com estimativa de chegar a 84 bilhões de dólares em 2028. Já o MarketDataForecast estima que o mercado medicinal global de Cannabis girou em torno dos 13 bilhões de dólares em 2020, podendo chegar a 44 bilhões em 2025.

A Kaya Mind estima, no relatório Impacto Econômico da Cannabis, que o tamanho de mercado canábico no Brasil é de 4,43 bilhões de dólares no 4º ano após a regulamentação no Brasil – somando as frentes de uso adulto, cânhamo e medicinal, com o dólar de 21/5/21 (R$5,34), sendo 1,78 bilhões para o mercado canábico medicinal.

Serviço:

Evento: Cannabis Affair

Datas: 9 e 10 junho

Onde: plataformas virtuais Cannabis Affair (https://www.Cannabisaffair.com.br)

Inscrição: https://www.Cannabisaffair.com.br/cadastro

Valor: R$100,00.

Com três eventos simultâneos, Monte Verde espera 500 mil turistas neste inverno

Monte Verde, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/MOVE.

Localizado no Sul de Minas, o município de Monte Verde se prepara para 64 dias de muitas atrações, decorações em Bauer – técnica de pintura alemã considerada a marca do distrito – e incentivo ao turismo consciente. Entre 11 de junho e 15 de agosto, a vila promoverá três eventos simultâneos: Amor nas Montanhas, Inverno nas Montanhas e o Festival de Gastronomia, todos organizados pela MOVE (Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região) em parceria com a Prefeitura Municipal, com recursos da Lei de Incentivo ao Turismo. A expectativa é receber cerca de 500 mil turistas e movimentar R$250 milhões na economia do segundo destino mais acolhedor do Brasil, segundo ranking anual do site de hospedagens Booking.com.

De acordo com Rebecca Wagner, presidente da MOVE, farão parte da programação cultural apresentações de cortejo na Avenida Monte Verde, espetáculos no Pátio da Galeria Suíça, gaita de fole e contação de história, entre outras ações. “Os restaurantes terão pratos que remetem ao Dia dos Namorados, toda a vila contará com decorações temáticas, teremos músicos fazendo serenatas aos casais e até mesmo um cenário decorado perfeito para propor alguém em namoro ou em casamento. Em paralelo ao Amor nas Montanhas, damos início à 8ª edição do Festival de Inverno, enquanto o Festival de Gastronomia ocorrerá no dia 13 de agosto com as melhores receitas criadas por nossos estabelecimentos”, afirmou.

Turismo consciente | A tríade de eventos nas montanhas faz parte das ações elaboradas pela MOVE para estimular a economia local e mitigar os prejuízos ocorridos durante os fechamentos do turismo em razão da pandemia do novo coronavírus. Monte Verde retomou as atividades econômicas em 17 de abril após 31 dias de lockdown e funciona com 60% da capacidade de atendimento. “É importante ressaltar que respeitamos e seguimos todos os protocolos indicados pelas autoridades de saúde e obedecemos a todos os decretos impostos, o que nos levou a ser reconhecidos como exemplo nacional de retomada segura pelo Ministério do Turismo”, ressalta Rebecca.

Clima europeu | O distrito está localizado a mais de 1,6 mil metros de altitude, na Serra da Mantiqueira, o que contribui para a manutenção da natureza preservada, com lindos Bosques de Araucária. A temperatura atinge valores negativos no inverno, principalmente em julho, chegando a -10ºC. Fenômenos como geada e até a precipitação de neve podem ocorrer. Um cenário perfeito para uma viagem a dois.

Serviço:

Eventos Amor nas Montanhas, Inverno nas Montanhas e Gastronomia nas Montanhas

Data: 11 de junho a 15 de agosto

Programação: Facebook: visitemonteverde.org | Instagram: visite.monteverde | https://monteverde.org.br/.

Artigo: “Ser cientista no Brasil: um direito também das mulheres”

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: CDC/Unsplash.

Nos últimos anos, uma série de mudanças na legislação tem tentado ampliar a promoção do acesso e financiamento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) implicando os entes federativos neste processo. A criação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2014, a modificação da Constituição Federal, em 2015, com a inserção de cláusula que permite à União, Distrito Federal e municípios legislarem conjuntamente nos temas de CT&T, e a aprovação do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2016, fazem parte destes esforços e permitiram articular a colaboração entre organizações públicas e privadas para promover o desenvolvimento científico tecnológico e a inovação.

Essas alterações fizeram com que o Estado assumisse a obrigação de oferecer políticas que permitam a fruição do direito à Ciência e Tecnologia para todos os brasileiros. Entretanto, cabe perguntar: como as mulheres usufruem deste direito constitucional? De forma específica, até que ponto a implementação de marcos jurídicos leva em consideração a situação desigual das mulheres que produzem ciência no Brasil?

Para analisar alguns desses aspectos, tomamos como exemplo os impactos do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei Nº13.243), passados cinco anos da sua aprovação, no trabalho feminino na ciência. Essa lei, que passou a regular incentivos ao desenvolvimento científico no país, pretendia reduzir alguns obstáculos legais e burocráticos presentes em normas legais anteriores, com vistas a criar um ambiente favorável à inovação nas diferentes instituições de ciência e tecnologia (ICTs), nas empresas e entidades privadas sem fins lucrativos do Brasil.

Entendemos que criar um ambiente favorável para a inovação também passa por promover equidade de gênero nas comunidades acadêmicas. Apesar das mulheres corresponderem a 54,4% do total de títulos de doutorado concedidos no Brasil, em 2019, há uma concentração de atuação em áreas como humanidades e sub-representação nas áreas de ciências exatas, como tecnologia, matemática e engenharia. As mulheres corresponderam a apenas 35,9% dos títulos concedidos na área de Ciências Exatas e da Terra, 36,6% na área de Engenharias e em Ciências Agrárias, 55,8%, segundo levantamento da Fapesp em 2021.

Cenário semelhante se dá em nível de mestrado, no qual as mulheres possuem 55,7% das titulações e apenas 30,9% das titulações em ciências exatas e da terra e 36,7%, em engenharias, segundo levantamento de 2020 do Ministério da Ciência e Tecnologia em 2020

Em nível de graduação, apesar da porcentagem de graduandas chegar a quase 55% das matrículas no país em 2019, segundo dados do MEC. Neste ano, as mulheres corresponderam a uma minoria de concluintes de cursos da engenharia, produção e construção (37%), e computação e tecnologias da informação e comunicação (13,6%). Em 2020, esses índices chegam a 75,6%, 73,8% e 72,3% nas áreas de educação, saúde e bem-estar e ciências sociais, informação e comunicação.

Nesse sentido, a RBMC assume a missão de contribuir na equidade de gênero na ciência. Uma das maneiras de atuar nesta área é formular de propostas que permitam às instituições de pesquisa reconhecerem a importância das lentes de gênero.

Outra tarefa importante que consideramos que impacta nesta realidade é a ampliação dos recursos destinados à Ciência e Educação, que sofreram uma diminuição de 29% em relação ao orçamento de 2020. Aqui não é possível ignorar a responsabilidade do Estado nesse processo. Nesse contexto de pandemia, a possibilidade de que as mulheres cientistas não consigam desenvolver suas pesquisas por causa da falta de financiamento é concreta. Efetivar o constitucional direito da ciência, tecnologia e inovação para as mulheres passa por implementar medidas de inclusão das cientistas na produção de ciência nacional, em todas as áreas.

Sobre as autoras:

Ana Claudia Farranha, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) e membro da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC).

Erica da Cruz Novaes Gonçalves Dias, doutoranda da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC).

(Fonte: Agência Bori)