Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Humor: exposição virtual celebra a sofrência no Dia dos Namorados

São Paulo, por Kleber Patricio

Desenho de João Bosco que faz parte da exposição.

O site de notícias sertanejas Festanejo lançou na quarta-feira (9) a exposição virtual Nahumorados, com mais de 75 cartuns sobre o amor e a sofrência. O projeto faz parte da Semana da Sofrência, celebrada de 6 a 11 de junho e instituída pelo portal como forma de homenagear os solteiros.

Organizada pelo presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil, José Alberto Lovetro, a exposição conta com obras de mais de 30 desenhistas de todo o Brasil. A iniciativa demonstra que o Dia dos Namorados pode ser uma data especial e bem-humorada, estando em um relacionamento ou não.

Obra do cartunista JAL em exposição.

O portal ainda promove outras ações em celebração à Semana da Sofrência, como a entrevista com a psicóloga e terapeuta de casais Sandra Baldacci, que fala sobre a melancolia que envolve a data, como as pessoas lidam com a solteirice nos tempos modernos e dicas para um bom relacionamento.

Fãs dos principais artistas sertanejos do momento também compartilharam experiências de quando tiveram seus corações partidos. Nos depoimentos têm histórias de traição, abandono e desilusão amorosa.

A exposição Nahumorados e as outras ações estão disponíveis em www.festanejo.com.br.

Festival Internacional do Documentário Musical anuncia programação oficial de sua 13ª edição

São Paulo, por Kleber Patricio

Frame de “Toada para José Siqueira”. Imagem: divulgação.

O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que acontece de forma online, de 16 a 27 de junho, com mais de 50 filmes nacionais e internacionais inéditos no circuito comercial, anuncia a programação de 2021. Pelo segundo ano consecutivo, devido à Covid-19, o festival acontece de forma online, alcançando todo território nacional. Toda a programação estará disponível na plataforma do festival (in-edit-brasil.com). Parte da programação estará disponível também na plataforma do SESC Digital (sescsp.org.br/cinemaemcasa), com acesso gratuito e, a partir de 28 de junho até 28 de setembro, na Spcine Play (spcineplay.com.br), também com acesso gratuito.

Todos os filmes do Panorama Brasileiro, os debates e os shows desta edição terão acesso gratuito por meio do site, da plataforma e das redes sociais do festival. O acesso aos filmes do Panorama Mundial terão custo simbólico de R$3,00. Como já aconteceu na edição de 2020, toda a receita arrecadada este ano será revertida em prol de projetos sociais de amparo a pessoas especialmente afetadas pela pandemia.

O grande homenageado desta edição é o diretor D.A. Pennebacker, considerado um dos maiores nomes do documentário mundial de todos os tempos e um dos pioneiros do “Cinema Direto”. O festival apresenta dois clássicos da fase musical do cineasta, o lendário Dont Look Back (1967), sobre a turnê inglesa de Bob Dylan, e Monterey Pop (1968), sobre o evento que inaugurou a era dos grandes festivais de rock, além de curtas metragens pouco conhecidos do diretor. Completando a homenagem, o In-Edit convida a premiada diretora Chris Hegedus, sua viúva e parceira artística, para um bate-papo virtual sobre a carreira e obra do diretor.

Frame de “Raízes – Um piano na Amazônia. Imagem: divulgação.

O festival celebra mais um ano com uma notável safra de documentários musicais no Panorama Brasileiro, apesar da crise no setor. Divididos em Competição Nacional, Mostra Brasil e Curtas Brasileiros, os filmes apresentam personagens como João Ricardo (Secos & Molhados), Jair Rodrigues, Luiz Melodia, Chico Mário (irmão de Henfil e Betinho), Alzira E, o revolucionário maestro e compositor José Siqueira, o rapper Speedfreaks, a banda Made In Brazil, o road movie com Yamandu Costa e o guitarrista argentino Lúcio Yanel, Zeca Baleiro desvendando os sons do Maranhão e hip hop nacional (com Marcelo D2, Mano Brown, Karol Conká), entre outros.

Já no Panorama Mundial, o festival traz 22 títulos inéditos sobre artistas contemporâneos e que marcaram a música internacional das últimas décadas; entre eles, a banda dinamarquesa Lukas Graham, a pioneira do rock Suzi Quatro, o DJ MOBY,  o cantor Phil Lynott (da banda Thin Lizzy), a banda inglesa IDLES, o cantor Shane MacGowan (vocalista da banda The Pogues),  o cantor Shannon Hoon (da banda Blind Melon), o cantor chileno Jorge Farías (El Negro Farías), Poly Styrene (vocalista da banda X-Ray Spex) e  a banda pop The Go-go’s, que entrou para a história da música como a primeira e, até hoje, a única banda formada só por mulheres a chegar ao 1º lugar nas paradas de álbuns mais vendidos da lista da Billboard. Outros documentários se debruçam sobre histórias que merecem ser contadas, como a do Synthwave, uma corrente eletrônica underground inspirada em certas trilhas sonoras do cinema americano dos anos 80; Rockfield, a Fazenda do Rock, por onde passaram Ozzy Osbourne, Oasis e Queen, entre outros; as pioneiras da música eletroacústica e da construção de ritmos e projetos musicais de países como Gana, Uganda e Congo.

A Programação Paralela promoverá debates gratuitos com Chris Hegedus, com o diretor canadense Sam Dunn e com todos os diretores e diretoras dos longas participantes da Competição Nacional e da Mostra Brasil, além de convidados especiais, como o cantor e compositor Nasi, vocalista da banda Ira! e protagonista do documentário Você Não Sabe Quem Eu Sou, que será lançado nacionalmente durante o festival.

Frame de “The Rumba Kings”. Foto: divulgação.

Para finalizar, o cineasta Marcelo Machado, diretor de Tropicália, Com a Palavra, Arnaldo Antunes e O Piano que Conversa, entre outros, ministra uma masterclass sobre as diferentes vertentes do documentário musical, exploradas a partir de sua própria obra.

Ainda como parte da Programação Paralela, o festival apresentará shows inéditos, concebidos em diálogo com os filmes da programação, com a participação de artistas como Nasi, Alzira E, DJ Hum, João Ricardo, a banda Made in Brazil e o grupo Gritando HC, além de homenagens musicais ao maestro e José Siqueira e ao rapper Speedfreaks.

O In-Edit Brasil 2021 conta com patrocínio máster de Colombo Agroindústria, o patrocínio do Itaú, da Spcine e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e é uma realização conjunta do SESC SP, da In Brasil Cultural e do Ministério do Turismo e Governo Federal.

Classificação indicativa: Livre para toda a programação.

Confira abaixo os filmes confirmados para o In-Edit Brasil 2021.

Toda a programação no site www.in-edit-brasil.com.

Serviço:

In-Edit Brasil – 13º Festival Internacional do Documentário Musical

De 16 a 27 de junho

www.in-edit-brasil.com

@ineditbrasil.

Deezer lança canal “Cultura Queer” e homenageia artistas e criadores LGBTQI+

Brasil, por Kleber Patricio

Queer é sobre expressão de gênero, diversidade, criatividade e comportamento. Vai além do que propõe uma normatividade padrão; seja pela sua orientação sexual, identidade de gênero ou atração emocional – é sobre liberdade, relacionamentos e identidade expressadas de formas diversas e, nesse processo, a música é uma grande aliada. Para celebrar e honrar todos os artistas e as músicas que marcaram – e ainda marcam – diversas gerações, a Deezer acaba de lançar o Canal de Cultura Queer, recheado de playlists, podcasts e conteúdos especiais.

O canal será fixo na plataforma de streaming e regularmente atualizado com muita música e conteúdo de artistas queer do mundo todo, assim como playlists criadas por artistas brasileiros como Pepita, Aretuza Lovi, DAY, Davi Sabbag e Carol Biazin. Os fãs ainda poderão explorar seções exclusivas como Sons Queer, Celebre a música queer, Deezer Originals e Álbuns que fizeram história, além de playlists com nomes de referências para a cultura queer, como Ícones Queer, Hinos do Arco-Íris e Amor Livre, playlists por gênero musical (queernejo, queer rap, queer pop etc.), playlists editoriais, playlists por décadas e algumas trilhas sonoras de filmes consagrados, como Moonlight e Call me by your name, e séries queridinhas da comunidade queer, como Glee, Euphoria, Pose e Elite.

E se você estiver procurando por podcasts que falam sobre ser LGBTQI+ com criadores que representam as siglas, o canal conta uma seleção imperdível com podcasts sobre o tema, como o E aí, gay, Cultura Travesti – A Fábrica de Bonecas, Hora Queer + Doutora Drag e Bem Viados, entre outros.

“Existem diversos artistas e criadores de conteúdo que contribuíram – e ainda contribuem – para a comunidade queer ao longo das décadas. A força desses artistas nos inspiraram a criar um canal de Cultura Queer cheio de música, podcasts e audiobooks para os 365 dias de todos os anos”, comenta Fabio Santana, editor global do Canal de Cultura Queer da Deezer.

“Cultura Queer é sobre inclusão e respeito. Com esse novo canal na Deezer, nós queremos honrar e celebrar a nossa comunidade que luta por direitos há tantos anos e inspira força, diversidade e liberdade para todos se expressarem e serem quem são e quiserem ser. A música é uma grande aliada nessa luta e é uma expressão de cultura transformadora; por isso, também, que o canal de Cultura Queer ficará sempre ativo na nossa plataforma e com novidades constantes”, conta Romar Sattler, editor de música da Deezer para o Brasil.

O Canal de Cultura Queer é um projeto que dá continuidade a todas as iniciativas que a Deezer tem realizado em prol da diversidade. Em 2020, com o propósito de apoiar todos os artistas e criadores negros, a empresa lançou o Canal Black Culture. O canal vem crescendo cada vez mais no streaming e ganhando novos fãs. Na semana de lançamento do Black History Month Session pelo rapper Kalash Crimine, neste ano, o canal teve um crescimento de 225%.

Clique aqui e dê o play para ouvir as músicas mais marcantes da cultura queer, favoritar o canal e estar sempre ligado em novos artistas e conteúdos exclusivos.

Casa de Cultura do Parque apresenta trabalho de Adrianne Gallinari no projeto ‘280 x 1020’

São Paulo, por Kleber Patricio

“Paisagem”, 2018, obra de Adrianne Gallinari no projeto 280 x 1020. Fotos: Laura Jabur.

Como parte do primeiro ciclo expositivo do ano, a Casa de Cultura do Parque exibe, a partir de 19 de junho, a obra Paisagem, de 2018, da artista multimídia Adrianne Gallinari, no projeto 280 x 1020 – parede localizada entre espaço interno e externo da Casa, em varanda coberta.

Paisagem consiste em um enorme desenho, de dimensões de 260 cm x 1010 cm, feito em giz de cera sobre tecido. Sobre ele, uma série de narrativas gráficas se desenrolam – cada uma delas resultante de uma modalidade do gesto, com finalidades distintas. “Da garatuja, do risco assistemático e ocioso, ao gesto obsessivo e regular, próximo à escrita, passando por figurações tênues, esboços de pessoas, arquitetura e paisagem, o desenho de Adrianne Gallinari demonstra-nos que o gesto é o motor de tudo o que existe”, reflete o curador e crítico Agnaldo Farias.

A obra se organiza a partir do adensamento das linhas que se repetem e criam formas abstratas e uma dimensão subjetiva sobre a imagem. “Na construção tem essa questão da linha, da delicadeza, mas quando o trabalho fica pronto e vai para o espaço expositivo, ele cria essa forma sólida e densa”, pontua Adrianne.

Exibido durante exposição individual em Belo Horizonte, a obra chega à Casa de Cultura do Parque com um convite ao público: sensibilizar o olhar às diversas possibilidades e perspectivas do gesto. “Silhuetas e construções arquitetônicas enredam-se umas nas outras, números e nomes são listados um após o outro e os desenhos descolam-se do mundo, impregnam-se de energia e sentimento para se transformarem em signos ligados à memória e aos lugares por onde se viveu, até atingirem as fronteiras do tempo e espaço abstrato”, conclui Agnaldo Farias.

Sobre Adrianne Gallinari | Adrianne Gallinari nasceu em Belo Horizonte, em 1965, e hoje vive e trabalha em Salvador. Frequentou a tradicional Escola Guignard, em Belo Horizonte, e foi selecionada em 1997 para a Beca Kuitca, em Buenos Aires, onde permaneceu até 2001, participando de diversas exposições.

Começou como artista multimídia, desenvolvendo trabalhos em vídeo, mas dedicou-se, principalmente, ao desenho utilizando diversos suportes, como o papel, paredes, tecidos, tela e materiais, como grafite, nanquim, acrílica, guache e aquarela. Atualmente, percebe-se em seus desenhos uma tendência a paisagens como gênero, onde a forma humana pode aparecer, com expressões que levam a uma delicada imersão interior.

Desde 1997 tem seus trabalhos expostos em mostras individuais ou coletivas, tanto no Brasil, quanto no exterior. Participou de Bienais em Buenos Aires e na Espanha e desenvolveu trabalhos na Finlândia e Japão.

Sobre a Casa de Cultura do Parque | A Casa de Cultura do Parque, localizada em frente ao Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, é um espaço plural que busca estimular reflexões sobre a agenda contemporânea, promovendo uma gama de atividades culturais e educativas que incluem exposições de arte, shows, palestras, cursos e oficinas.

A Casa de Cultura do Parque tem como parceiro institucional o Instituto de Cultura Contemporânea – ICCo, uma oSCIP sem fins lucrativos. As duas iniciativas, de natureza socioeducativa, compartilham a mesma missão de ampliar a compreensão e a apreciação da arte e do conhecimento.

Serviço:

Paisagem infinita de Adrianne Gallinari

Curadoria: Claudio Cretti

Abertura: 19 de junho, sábado, a partir das 11h

Período expositivo: 19 de junho a 19 de setembro de 2021

Local: Casa de Cultura do Parque – Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros

Horário: de quarta-feira à domingo, das 11h às 17h.

“Jornada do Ex-Obeso”: Adriano Valenncia relata desafios da obesidade em seu primeiro livro

São Paulo, por Kleber Patricio

Apontada como mal do século XXI, a obesidade já é considerada uma epidemia global pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que, em estudos próprios, contabiliza 300 milhões de pessoas obesas em todo o mundo. No Brasil, os dados mais atualizados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) são de 2019 e revelam que a obesidade entre pessoas com mais de 20 anos atinge 26,8% da população e o excesso de peso alcança 61,7% da população adulta. Caracterizada pelo acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo, a doença é crônica; ou seja, de lento desenvolvimento e longa duração. Fator de risco para uma série de outras doenças (como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 etc.), a obesidade pode ser desencadeada por questões diversas, como hormonais, inflamatórias, medicamentosos e genéticos, por exemplo.

No caso de Adriano Valenncia, a obesidade se apresentou quando ainda era um bebê. Aos três meses de vida ele já tinha um peso que, atualmente, o colocaria nos índices de obesidade infantil. Além do fator genético, o acréscimo na balança foi potencializado pelo emocional, especialmente após o divórcio dos pais e com o bullying sofrido na escola. “Eu tinha 12 anos quando minha mãe decidiu morar com a minha avó materna, já que ela não tinha condições de arcar sozinha com o aluguel. Com isso veio uma nova escola e mais humilhações por parte dos colegas. Tornei-me uma criança revoltada e agressiva, que já não contava com a presença do pai e que, aos poucos, foi deixando a escola de lado. Acabei encontrando na comida, principalmente nos doces, o meu refúgio”, relembra ele, que é especialista em TI há mais de 20 anos.

A dificuldade para perder peso e o direcionamento das frustrações para a comida tornaram a luta contra a balança uma constante. Foram muitos especialistas, dietas e medicamentos para tentar controlar a obesidade, que tinha como grande vilão o açúcar: “Com a medicação, eu conseguia emagrecer, mas quando cessavam os remédios, voltavam os quilos. E o efeito sanfona me afetava física e psicologicamente. Nesse período, os doces eram os únicos a me acalmar e acabar com a ansiedade. Deslocado e dessocializado, tinha o açúcar como minha amiga; só não sabia que era uma falsa amiga que me tirava um pouco da abundância de vida que eu tanto desejava a cada dia”.

Entre altos e baixos, Adriano chegou a pesar 180 quilos. Optou pela bariátrica (realizada aberta e que lhe rendeu uma grande cicatriz) e viu a solução se transformar em nova frustração ao alcançar 155 quilos logo depois. Embora não exista uma comprovação científica, mais do que saciar a fome, a comida tende a servir como carinho. Numa situação de estresse ou ansiedade, o ato de comer desencadeia uma cascata de reações químicas no cérebro, do desejo à primeira mordida, que suprem aquela demanda ou necessidade em forma de afeto. O termo para este hábito é “fome emocional” – utilizado quando você recorre aos alimentos, em geral mais calóricos e com maior incidência de açúcar, sal e/ou carboidrato, para suplantar frustrações do dia a dia.

Questões psicológicas na compulsão alimentar | No longo prazo, recorrer à comida para lidar com as emoções pode se tornar um círculo vicioso que leva a vida para um desequilíbrio. Por isso é fundamental saber reconhecer e tratar um hábito que virou rotina. “Um indivíduo saudável é aquele que tem equilibrado o bem-estar físico, mental e social. Segundo a OMS, a obesidade é uma doença que impacta diretamente essas três áreas. Como muitos estudos relatam que a causa não é única e que envolve tanto fatores físicos quanto psicológicos, o tratamento deve ser realizado por multiprofissionais”, comenta a psicóloga Letícia Diniz.

Os impactos psicológicos da obesidade são inúmeros e variáveis de pessoa para pessoa, com destaque para os de cunho emocional, como a baixa autoestima, insatisfação, vergonha, preconceito, estresse, depressão, ansiedade, entre outros que trazem prejuízos para a saúde psicológica e para a qualidade de vida, especialmente quando relacionados ao corpo que não está adequado aos “padrões”. “Sofremos muitas influências do ambiente externo e, quando esse ambiente promove e estimula padrões, esbarramos em imposições de limites entre o aceitável e não aceitável. Essa dicotomia gera conflitos que afetam a vida das pessoas nos âmbitos físico, mental e social – culpa, tristeza, frustração, rejeição e insatisfação são sentimentos que emergem a partir dessa divisão e que geram estigmas em torno de uma doença. Neste sentido, é inevitável que a auto percepção, consciente ou inconsciente, seja afetada a partir de ditames externos. Por isso, é muito importante que possamos falar mais desses estigmas sociais relacionados ao corpo e acolher a obesidade como uma doença que requer tratamentos e cuidados que estão além da força de vontade pessoal e/ou a ambição por um corpo adequado”, completa Letícia.

Mudança de mindset | Mesmo com apoio psicológico, necessário para que o bariátrico seja submetido à cirurgia e mantenha-se saudável após a cirurgia, Adriano voltou a estar obeso depois do procedimento. A autoconsciência, que é a base de todo o processo, só permite transformar e curar o que nós reconhecemos. E isso pode levar um pouco mais de tempo para cada ser. “No meu caso, levou 14 anos depois da cirurgia. Precisei quase voltar ao peso antigo para entender que, para me livrar dele, precisava me livrar também de outras questões que estavam agregadas. Não era mais uma questão apenas de peso”, conta ele.

A mudança, de fato, veio quando Adriano tomou posse da autoconsciência e iniciou um trabalho de dentro para fora. Toda essa trajetória deu origem ao livro Jornada do Ex-Obeso, lançado este mês em formato físico e digital. “Eu consegui reprogramar a minha mente para traçar novas rotas e perspectivas que transformaram meus hábitos e a minha rotina de forma saudável. Hoje eu alcancei o meu peso ideal e consigo mantê-lo sem dificuldades, mas não foi um caminho fácil. Dividir essa vivência foi o que me motivou a escrever o livro, que nasceu de uma necessidade que eu enxerguei de mostrar às pessoas relatos reais sobre a obesidade. Nele eu conto minhas experiências de vida relacionadas à obesidade, meus sentimentos, dores, emoções e a forma como fui ressignificando tudo o que vivi”, encerra.

O livro impresso está à venda no site www.adrianovalenncia.com.br pelo preço de R$39,99 e pode também ser adquirido na versão online pelo Amazon por R$24,90.

Sobre Adriano Valenncia | Nascido em 1978, Adriano é casado e atua há mais de 20 anos na área de tecnologia. Nos últimos anos, tem se dedicado ao autoconhecimento, ao desenvolvimento pessoal e à liderança com o intuito de curar seus traumas emocionais e ressignificar sua mentalidade, acarretando no emagrecimento e recuperação da sua autoestima. Dessa forma, encontrou sua maior missão e paixão: contribuir na vida das pessoas para mudar mentalidades e atitudes, lutando para que todos consigam ter uma vida abundante a partir do corpo, mente e alma saudáveis.