Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

MAM São Paulo e MAC USP exibem simultaneamente exposição ‘Zona da Mata’

São Paulo, por Kleber Patricio

“Sem título” (da série “Restaurante no Jardim”) 2019, Gustavo Utrabo | obra exposta no MAM São Paulo. “Sem título” (da série “Restaurante no Jardim”), 2019. Modelo de realidade – Acrílico, ramos, concreto e papel. Fotografia: Estúdio Gustavo Utrabo.

A partir de 19 de junho, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea da USP exibem, simultaneamente, a exposição Zona da Mata. Com curadoria conjunta assinada por Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC, e por Cauê Alves, do MAM, a mostra adota o termo Zona da Mata como metáfora simbólica, não apenas no sentido da geografia física, e lança luz às problemáticas latentes do Brasil atual e das relações entre cultura e natureza. “Diante do Brasil em febril convulsão, violentamente retrógrado, Zona da Mata é hoje todo o país. Alinhados ao desafio mundial, precisamos mais do que nunca nos reposicionarmos frente ao nosso pacto de país e sociedade, a começar por reconhecer saberes ancestrais que não soubemos acalentar, sem aprisioná-los em um passado histórico, mas como parte fundamental de nosso desejável presente”, afirma o trio no texto curatorial da mostra.

No MAC USP, a mostra será exibida em uma única montagem, com trabalhos de Brasil Arquitetura (Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci), Claudia Andujar, Fernando Limberger, Gabriela Albergaria, Gustavo Utrabo, Guto Lacaz, Jaime Lauriano, Julio Plaza, Leandro Lima, Gisela Motta e Claudia Andujar, Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno. Já no MAM, Zona da Mata será exibida em dois momentos, com montagens de artistas diferentes. De 19 de junho a 17 de outubro, a Sala de Vidro do MAM recebe obras de Marcius Galan, Guto Lacaz e Gustavo Utrabo, e de 23 de outubro a 6 de março de 2022, será apresentado, no mesmo espaço, trabalho do artista Rodrigo Bueno feito especialmente para o local.

“Yanomami”, da série “A floresta”, 1974-76, Claudia Andujar | obra exposta no MAC USP. Claudia Andujar (Neuchâtel, Suíça, 1931), “Yanomami”, da série “A floresta”, 1974-76. Ampliação fotográfica analógica sobre papel prata/gelatina, 83 x 100 cm. Coleção MAM, aquisição Núcleo Contemporâneo MAM São Paulo.

“A parceria entre o MAM e MAC USP é fundamental; há uma ligação histórica entre essas duas instituições que integram o eixo cultural do Ibirapuera. É essencial somarmos esforços, nos reposicionarmos a partir de parcerias e refletirmos sobre o modo como arte e arquitetura abordam a transformação da paisagem e seus vínculos com questões socioambientais”, diz Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo.

Ana Magalhães, diretora do MAC USP, lembra que “esta é a segunda parceria com projetos de exposições que o MAC USP realiza com o MAM. O estreitamento dos laços entre as duas instituições, sobretudo com a exposição Zona da Mata, vem de um desejo, pelo menos por parte do MAC USP, em reconhecer-se dentro do circuito artístico-cultural do Ibirapuera”.

Visitação presencial | O MAM São Paulo segue um rigoroso protocolo de saúde e higiene implementado em colaboração com a equipe da Consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein, além de adotar medidas de proteção estabelecidas pelos órgãos brasileiros de Saúde Pública. O MAC USP segue os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias e acompanhados pela Universidade de São Paulo. No MAM, os ingressos serão disponibilizados apenas online (https://www.mam.org.br/ingresso) e as visitas ocorrerão com hora marcada. No MAC USP a visita é gratuita, mas precisa ser agendada em https://sympla.com.br/visitamacusp. Nos dois museus, o número de pessoas por sala é limitado, o uso de máscara é obrigatório e dispositivos de álcool em gel estão distribuídos em pontos estratégicos.

“Áreas Verdes”, intervenção urbana, 2015, Guto Lacaz | obra exposta no MAM São Paulo. Guto Lacaz (São Paulo, SP, 1948). “Áreas Verdes”, intervenção urbana, 2015 – vídeo, 42”. Imagens: Edson Kumasaka/Coleção do artista.

Sobre o MAM São Paulo | Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades, que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de áudio-guias, vídeo-guias e tradução para a língua brasileira de sinais. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório e restaurante. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Sobre o MAC USP | O MAC USP foi criado em 1963, quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo MAM São Paulo, formado pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo até 1961. De posse desse rico acervo composto, o novo museu passa a atender aos principais objetivos da Universidade: busca do conhecimento e sua disseminação pela sociedade.

Realizando intenso trabalho para preservar, estudar e exibir o acervo, o MAC USP atua como um dos principais centros no hemisfério sul a colecionar, estudar e exibir trabalhos ligados às várias vertentes da arte conceitual, às novas tecnologias e obras que problematizam a tradição moderna. Ciente de seu papel como polo formador de novos profissionais nas áreas de teoria, história e crítica de arte, além daquelas conectadas aos universos da museologia e da museografia, o MAC USP é reconhecido como um importante centro em todas essas áreas, assim como naquelas ligadas à educação pela arte.

Instalado em um complexo arquitetônico criado nos anos 1950 pelo arquiteto Oscar Niemeyer e equipe, o MAC USP possui um acervo de cerca de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, tridimensionais, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações. É considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, mantendo à disposição de estudantes, especialistas e do público em geral uma biblioteca e um importante arquivo documental.

Serviço:

Local: MAM São Paulo

Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)

Horários: terça a domingo, das 12h às 18h

Telefone: (11) 5085-1300

Agendamento prévio: www.mam.org.br/ingresso

https://mam.org.br/

https://www.instagram.com/MAMoficial

https://www.twitter.com/MAMoficial

https://www.facebook.com/MAMoficial

https://www.youtube.com/MAMoficial.

Maremonti do Galleria Shopping ganha reforço de chef italiano

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A Maremonti Trattoria & Pizza do Galleria Shopping recebeu um reforço bem especial: o chef italiano Simone Brunelli acaba de assumir a cozinha da casa. Aos 46 anos de idade e 20 de profissão, o chef veio reforçar o DNA italiano do Maremonti, cujo menu oferece da pizza ao risotto, da massa às carnes, das saladas aos doces, tudo  típico de uma trattoria. O grupo trabalha com produtos do mar e monti (montanhas), a razão de seu nome. Mais italiano, impossível.

Brunelli foi contratado em razão de sua formação profissional e biografia. Já trabalhou em cinco restaurantes estrelados pelo renomado guia gastronômico francês Michelin, tanto da Itália como de alguns outros países, entre os quais o Azurmendi, situado nas imediações de Bilbao, no País Basco, reduto cultuado da melhor cozinha espanhola. Foi classificado em 14º lugar na última lista anual dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo. A seleção campeã é feita pela revista britânica Restaurant Magazine ouvindo chefs de cozinha, donos de restaurantes, críticos gastronômicos e renomados gourmets.

Mas o que mais pesou na contratação de Brunelli foram as suas características. “Ele é um chef que sabe combinar as técnicas modernas com as receitas tradicionais”, define Gerardo Landulfo, delegado em São Paulo da Accademia Italiana della Cucina, com sede em Milão. “Escolhe com rigor os ingredientes e capricha na execução dos pratos. Além disso, revela-se inquieto, busca a perfeição, não se cansa de trabalhar e, melhor ainda, empenha-se em satisfazer as pessoas que amam a boa mesa.”

Discípulo de Vincenzo Cammerucci, um dos maiores cozinheiros italianos da atualidade, com o qual começou a trabalhar na função de ajudante e em cujo restaurante qualificou-se profissionalmente, Brunelli aprendeu com o mestre que um bom restaurante italiano “exprime-se nos conceitos de simplicidade e preocupação com o bem-estar do cliente”. Ao mesmo tempo, “deve estimulá-lo a aliar o prazer estético ao sensorial”.

O novo chef do Maremonti nasceu em Cesena, comuna de porte médio da Emília-Romagna, região italiana que tem como capital a Bolonha e dispõe de um acervo de receitas clássicas com prestígio internacional: tortellini ou cappelletti in brodo, tagliatelle al ragù e lasagna alla bolognese. Na verdade, Brunelli é um emiliano-romanholo polivalente. Sabe preparar tanto pratos da cozinha da região natal como do mosaico gastronômico de seu país.

“Fora da Itália, muitas pessoas acham que nossa culinária se limita a receitas como spaghetti al pomodoro, spaghetti alla carbonara e bucatini (spaghetti grosso furado no meio) all’amatriciana. Entretanto, possuímos um acervo extremamente diversificado”, observa Brunelli. A riqueza da culinária italiana, tão distinta nas vinte regiões do país, influenciou o fogão, o forno e a mesa ocidentais.

Outra característica do novo chef do Maremonti, ressaltada por Landulfo, da Accademia Italiana della Cucina, vale repetir para ser melhor entendida: a capacidade de inovação. “Isso sem renunciar à tradição”, sinaliza Brunelli. “Minha cozinha tem dois fundamentos: a tradição é sua base e a inovação, o futuro”, enfatiza.

Apesar de recém-chegado ao Maremonti, ele já começou a trabalhar firme. Selecionou ingredientes, ajustou os caldos, os molhos e os pontos de cozimento, sobretudo da pasta (massa), e aperfeiçoou a autenticidade de pratos como a lasagna alla bolognese, por exemplo. Afinal, trata-se de seu comfort food, aquele prato que fornece um valor nostálgico ou sentimental a alguém. Brunelli passou a infância e a juventude na casa da nonna Agostina, pois o pai era oficial da Marinha Italiana e viajava sempre; a mãe tinha uma espécie de bar que vendia aperitivos e comida. O neto, criança, olhava encantado a avó preparar a porta-estandarte da gastronomia da Emília-Romagna. “Lembro até hoje do perfume da lasagna da nonna Agostina, que emanava da cozinha”, recorda Brunelli. “Na Emília Romagna, é prato do almoço familiar de domingo, junto com tortellini in brodo”. Apesar de ter mais de 90 anos, sua avó cozinha até hoje e faz, inclusive, lasagna.

O chef também já avalizou, para o cardápio do Maremonti, receitas de outras regiões da Itália, como vitello tonnato (rosbife de vitelo fatiado, ao molho cremoso com atum em conserva, do Piemonte); polipo maremonti (polvo puxado no azeite com ervas, batata e cogumelos); gnocchi con ragù di ossobuco (nhoque de batata com ragu de ossobuco, da Lombardia); ravioli Maremonti (mozzarella de búfala, molho de tomate e manjericão), pappardelle all’amatriciana (massa de tiras largas ao molho de tomate fresco, cebola roxa e pimenta calabresa, do Lácio).

Não se limitou a esses pratos. Também cuidou do risotto de ossobuco (risoto de açafrão com ossobuco, receita da Lombardia); maialino al Marsala (filé mignon suíno ao molho de vinho Marsala, ameixa e purê de batatas, da Sicília); tournedo al funghi (bife da parte mais grossa do lombo bovino, ao molho de cogumelos) e millefoglie alle fragole (massa folhada intercalada por creme de confeiteiro e morango, apreciadíssima no centro e norte da Itália).

“Minha missão no Maremonti é fazer uma comida mais próxima possível da Itália, um país situado a cerca de dez mil quilômetros do Brasil”, afirma Brunelli. “Considero isso um desafio. O Maremonti é uma trattoria”. Refere-se ao estilo de restaurante que serve comida regional, privilegiando ingredientes autênticos e frescos. “Pela primeira vez, assumi uma cozinha com target claramente definido”, completa o novo chef do Maremonti.

Brunelli sempre gostou de comer bem, até porque, como o mundo inteiro sabe, estar à mesa é para os italianos um momento de prazer e convivência. Mas, na prática, só começou a cozinhar de verdade depois de adulto, quando pediu baixa da carreira militar, na qual ingressou por influência do pai e permaneceu por três anos. “Decidi realizar os meus sonhos, que eram viajar e conhecer o mundo”, confessa. “Para me garantir financeiramente, passei a cozinhar e peguei gosto. Sou apaixonado pelo que faço. É um sentimento muito forte”.

Ele já se encontrava no Brasil, trabalhando em restaurantes de São Paulo e Curitiba. Na capital paranaense, por exemplo, passou pelo Terra Madre Ristorante e pelo La Varenne. Brunelli acredita que o talento do cozinheiro não vem apenas do berço, mas do aprendizado e da experiência. “Cuoco si diventa”, afirma ele, no sentido de que ser cozinheiro é uma aposta profissional. A frase integral, repetida por muitos dos seus colegas, seria esta: “Cuoco non si nasce, si diventa” (“Chef não nasce, torna-se”). Pura verdade. Brunelli é um dos exemplos.

O Maremonti é originário de um grupo de dez restaurantes fundado no litoral norte de São Paulo que subiu a Serra do Mar, chegou à capital em 2011 e multiplicou-se no Estado. Desde 2013, pertence ao empresário Arri Coser. No Galleria Shopping, o restaurante, que passou recentemente por uma ampliação, está localizado no segundo piso.

Zélia Duncan comemora 40 anos de carreira com show online

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/website Prefeitura de Araraquara/nenhuma violação de direitos autorais pretendida.

Zélia Duncan traz para o palco do Teatro Prudential, dia 19 de junho, o show inédito do álbum Pelespírito, que marca 40 anos de sua carreira. Ainda sem público, em respeito à vida, a cantora vai se apresentar ao lado do poeta e músico pernambucano Juliano Holanda, seu parceiro nas quinze canções do álbum, e Webster Santos, que também assina a produção. “Ainda estamos num momento delicado, onde a consciência pede o isolamento social, sempre que possível. Vamos mais uma vez deixar que a música faça a ponte entre nós. A gente se protege de longe, porém juntos no desejo de ajudar esse momento a passar, para que o quanto antes, possamos estar perto de novo”, afirma Zélia. O show será transmitido na plataforma do teatro, e as vendas serão através do site da Sympla.

O repertório do álbum foi todo produzido durante a pandemia e, segundo Zélia, é um pequeno retrato do que andamos vivendo nestes tempos. Ouvi-lo na ordem proposta pela cantora revela as fases comuns a todos nesta quarentena: o se sentir estranho (Pelespírito), mirar os olhos para o belo quando se precisa ver o mundo da janela (Eu Moro Lá), encarar “300 anos” (Nas Horas Cruas), amar simplesmente (Nossas Coisinhas), encontrar a alegria dentro da tristeza (Raio de Neon) e buscar saídas (Onde É Que Isso Vai Dar?)

Capa do álbum. Foto: divulgação.

“Tenho muito orgulho de comemorar 40 anos de carreira com um álbum de músicas inéditas. Isso não é fácil. Em um mundo no qual todos querem tudo mastigado, é importante manter esse frescor”, diz Zélia, que já soma 15 álbuns lançados. Outra data importante são os 20 anos do álbum Sortimento, o que tem Alma, um de seus grandes sucessos.

Como parte do valor arrecadado com a bilheteria será doado para um projeto social atuante no combate à fome durante a pandemia, foram disponibilizados vários valores de ingressos para que o público possa contribuir mais ou menos, de acordo com a sua possibilidade e vontade.

Protocolos de Segurança | O Teatro Prudential cumpre todas as medidas e orientações dos órgãos responsáveis, com a supervisão geral do infectologista Rodrigo Lins, vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro, devido à pandemia. Haverá monitoramento prévio e constante da saúde dos músicos e equipe, acompanhamento de um profissional responsável pela higienização de pessoas, superfícies, instrumentos e objetos, entre outros.

Crédito da foto: Denise Andrade.

Instituto Evoé | Criado em 2019, o Instituto Evoé faz a gestão e a curadoria da programação do Teatro Prudential e do Teatro Riachuelo, ambos no Rio de Janeiro, além de idealizar e comandar a inédita Cia. Teatro Transforma, companhia de formação profissional gratuita, completa e de excelência em teatro musical para jovens de baixa renda do Rio de Janeiro, e a Galeria Evoé, um novo espaço para arte contemporânea no Teatro Prudential, inaugurada com a exposição Signo, Traço, Atração, com curadoria de Isabel Portella.

Sobre a Sympla | A Sympla, maior marketplace de eventos e conteúdos digitais do Brasil, tem como um dos objetivos transformar a venda e compra de ingressos em uma experiência simples, eficiente e humana. Em 2020, lançou o Sympla Streaming e o Sympla Play, plataformas para conteúdos digitais, ao vivo ou sob demanda, com foco em experiências de qualidade e dos mais diversos temas.

Com tecnologia em seu DNA, a empresa já vendeu mais de 75 milhões de ingressos e busca atender produtores e público com soluções dinâmicas e confiáveis, em todos os segmentos em que atua. Fundada em 2012 e com mais de 110 mil produtores, a empresa possibilita o acesso a uma ampla variedade de eventos, cursos, palestras e workshops, tanto presenciais, como online e também no formato on-demand.

Serviço:

Zélia Duncan lançando o álbum Pelespírito

Teatro Prudential, Rua do Russel, 804 – Glória – Rio de Janeiro/RJ

Data: 19 de junho

Horário: sábado, às 21h

Tipo de evento: Live na plataforma do teatro

Classificação: Livre

Duração: 79 minutos

Onde comprar: Ingressos aqui.

Bitcoin se tornou refúgio para investidores em períodos críticos da pandemia

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Card Map/Unsplash.

Investir em Bitcoin deixou de ser algo para os investidores mais ousados. Segundo uma pesquisa da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/ EAESP), a criptomoeda foi considerada um investimento seguro durante o período mais crítico da pandemia, se destacando, junto com o ouro, como um refúgio para investidores protegerem seus ativos. Essas conclusões foram publicadas na revista Research in International Business and Finance.

Os pesquisadores Eduardo H. Diniz e Natália Diniz-Maganini, que analisaram o comportamento dos investimentos em Bitcoin durante março e julho de 2020, mostraram que a criptomoeda foi considerada um investimento seguro (conhecido também pela expressão safe-haven), com índices comparáveis aos investimentos em ações ou em dólar.

A pesquisa foi realizada de maneira empírica, por meio de observações dos preços do Bitcoin para testar o seu potencial como investimento seguro durante o período mais crítico da pandemia para o mercado financeiro. “Analisamos as variações de preços do Bitcoin a cada cinco minutos, verificando se a criptomoeda foi um investimento seguro na comparação com o índice internacional Morgan Stanley (MCSI), utilizado no mercado de ações, e o índice dólar, usado para investimentos cambiais”, explica Diniz-Maganini.

Os pesquisadores ressaltam que o fato do Bitcoin se comportar como uma reserva segura para os investidores é uma grande novidade. “Até o início de 2020, ninguém diria com segurança que uma criptomoeda poderia ser um ativo para qual os investidores correriam em caso de uma crise financeira”, destaca Diniz. “Isso não quer dizer que o Bitcoin se tornou um investimento sem riscos de uma hora para outra, mas que o mercado de investidores já o considera como um investimento viável e com a liquidez necessária para momentos de grande incerteza”, complementa o pesquisador.

Um dos grandes diferenciais do Bitcoin na comparação com os outros ativos, segundo os pesquisadores, tem a ver com o fato de que, no mundo das criptomoedas, ninguém tem informação privilegiada, porque o seu funcionamento é baseado em códigos que são públicos, conhecidos por todos de maneira igualitária. “Além disso, existem muitas outras criptomoedas que ainda são menos consolidadas que o Bitcoin, o que pode abrir muitas novas frentes de investimentos futuros — estudos neste campo, portanto, se tornam cada vez mais urgentes e necessários”, alertam os pesquisadores.

Os resultados da pesquisa confirmam as expectativas observadas ao longo de 2020 que consideravam a transformação do Bitcoin em um investimento mainstream, que poderá ser buscado por uma variedade maior de investidores. Para os pesquisadores, isso sinaliza que o Bitcoin deixa de ser um ativo procurado apenas por um grupo de especuladores para se tornar uma opção de investimento para uma ampla gama de empresas e investidores do mercado financeiro.

(Fonte: Agência Bori)

Violonista Cainã Cavalcante lança álbum “Sinal dos Tempos – Cainã Toca Garoto”

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Tainá Cavalcante.

O violonista Cainã Cavalcante está lançando um disco instrumental com músicas do inesquecível Garoto, um dos mais celebrados compositores de sua época e contemporâneo – com talento e sucesso equivalentes – de Noel Rosa, Pixinguinha, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Jacob do Bandolim. Suas composições, como Gente Humilde, Lamentos do Morro e Duas Contas, encantam geração após geração. Sete décadas depois de sua morte, aos 39 anos, o compositor paulistano é estudado, reverenciado e tem seus tesouros musicais gravados por notáveis como Baden Powell, Bola Sete, Guinga, João Gilberto e Yamandu Costa.

Agora é Cainã a prestar a homenagem que o violonista considera “a realização de um sonho, tamanha é a enormidade em suas harmonias, inteligência nas composições e fluência na execução”. Sinal dos Tempos – Cainã Toca Garoto terá Guto Wirtti no contrabaixo acústico e o mestre Paulinho Braga na bateria. O repertório foi pinçado em busca de um equilíbrio entre obras mais conhecidas, como Gente Humilde, Duas Contas, Jorge do Fusa e Lamento do Morro e aquelas menos ouvidas, como, por exemplo, Voltarei e Esperança.

As músicas são interpretadas de maneira alegre, apesar da necessária profundidade, com a fluência espontânea que o “gênio das cordas” imprimiu às suas composições. No disco, Cainã não se rendeu a arranjos com invencionices pseudo modernosas, ao preferir desfrutar sua criatividade atendo-se à beleza de um olhar espontâneo e certeiro sobre o trabalho da “figura mitológica” de Garoto.

Novas propostas são apresentadas: conduções rítmicas sutis e diferentes variações de divisão dos fraseados melódicos tornam-se improvisos que não desconstroem os originais, ao demonstrar total compreensão da essência do iluminado artista.

Garoto absorveu influências jazzísticas em passagem pelos Estados Unidos, ao lado de Carmen Miranda e do Bando da Lua e também dos impressionistas franceses, sem jamais perder sua majestosa brasilidade. Cainã Cavalcante fez questão de imprimir sua personalidade, sem se deixar influenciar pelas gravações dos famosos que prestaram tributo ao grande mestre. Teve a sabedoria e a maturidade de soar original sem virtuosismos gratuitos, evitando armadilhas, clichês e obviedades.

Do Olimpo onde descansa o maior compositor da história do violão popular brasileiro, Garoto vê nascer, já com feitio de clássico, um disco à altura de sua genialidade. Sinal dos Tempos – Cainã Toca Garoto será lançado pela gravadora Atração e estará disponível em formato digital em todas as plataformas a partir do dia 25 de junho.

Sinal dos Tempos – Cainã Toca Garoto – Repertório

1 – Desvairada (Garoto)

2 – Jorge do fusa (Garoto)

3 – Sinal dos tempos (Garoto)

4 – Esperanza (Garoto)

5 – Gente humilde (Garoto/Vinicius de Moraes/Chico Buarque de Hollanda)

6 – Lamentos do morro (Garoto)

7 – Gracioso (Garoto)

8 – Nosso choro (Garoto)

9 – Nosso choro (Garoto)

10 – Voltarei (Garoto)

* Todas as faixas foram gravadas em trio por Cainã Cavalcante (violão), Guto Wirtti (contrabaixo acústico) e Paulinho Braga (bateria), com exceção de Gente humilde, interpretada apenas por Cainã solo.

FICHA TÉCNICA

Disco: Sinal dos tempos – Cainã toca Garoto

Artista: Cainã Cavalcante

Produzido por Cainã Cavalcante e Guto Wirtti

Produção executiva: Wilson Souto Jr. (Atração)

Gravado por Guido Pera, no estúdio Visom Digital – RJ, nos dias 1, 2 e 3 de março de 2021

Mixado no BRC estúdios – SP por Luis Paulo Serafim

Masterizado por Gian Correa

Assistente de produção: Carla Braga

Logística: Marcelo Cabanas

Fotos: Tainá Cavalcante

Arte final: Rhudá Cavalcante (Cajueiro Comunicação)

Realização: Gravadora Atração.

Arranjos: Cainã Cavalcante.

Músicos: Cainã Cavalcante (violão), Paulo Braga (bateria) e Guto Wirtti (contrabaixo acústico)

Redes sociais: @cainacavalcante

Instagram: https://www.instagram.com/CainaCavalcante

Facebook: https://www.facebook.com/CainaCavalcante

Site: https://www.cainacavalcante.com.br

Spotify: https://bityli.com/IsKRU.

Discografia de Cainã Cavalcante

Morador do mato (2002)

Samburá (2005)

Parceria – Cainã Cavalcante e Zé Paulo Becker (2015)

Corrente (2018)

Nessa praia – Adelson Viana e Cainã Cavalcante (2019)

Sinal dos tempos – Cainã toca Garoto (2021).

Sobre o artista | Com um pouco mais de 20 anos de carreira, Cainã nutre parcerias nos palcos e em gravações com grandes nomes da música do mundo. Logo no início de sua caminhada, no ano 2000, aos 10 anos de idade, Cainã Cavalcante foi o vencedor do concurso de violão erudito Musicallis, realizado em São Paulo.

Destaque também para a parceria e o contato com seu padrinho de batismo Patativa do Assaré, lhe rendeu o poema Ao meu afilhado Cainã, registrado em seu primeiro disco Morador do Mato (2002), na regravação instrumental da canção Vaca Estrela e Boi Fubá, de autoria do poeta cearense.

Durante esse mesmo período, o encontro e início da amizade de Cainã com Yamandu Costa, que logo tratou de convidar o menino cearense para participar de seus shows em Fortaleza. É possível ver o registro dessa época na faixa Sons de Carrilhões (João Pernambuco), no disco de estreia de Cainã.

Em 2005, é lançado Samburá, segundo disco da carreira do violonista, que tem no repertório regravações de clássicos como A Marcha dos Marinheiros (Américo Jacomino) e Trem de Ferro (Lauro Maia), além da primeira composição gravada de Cainã, Mariah.

No mesmo ano, o cearense viaja à França, para participar do 19º Festival Internacional de Musique Universitaire de Ville, em Belfort. Na mesma viagem, ao retornar a Paris para concertos solo, Cainã encontra Ronaldo do Bandolim (integrante do Época de Ouro e Trio Madeira Brasil), sendo convidado para realizar concertos junto do bandolinista carioca na capital francesa.

De volta ao Brasil, a fluência do menino que já chamava a atenção de grandes nomes da música cearense e produtores culturais desencadeou em vários convites para estar nos palcos e estúdios com Belchior, Fagner (produtor e diretor artístico do segundo álbum de Cainã), Amelinha, Manassés de Sousa, Adelson Viana, Rodger Rogério, Teti e tantos outros ilustres cearenses.

Após o segundo disco, já atuando com os músicos veteranos, aos 15 anos Cainã se destaca e começa a acompanhar e a participar de shows de artistas nacionais e internacionais no Ceará, dentre eles: Leny Andrade, Leila Pinheiro, Simone Guimarães, Leandro Braga, Vander Lee, Dominguinhos, Paulinho Pedra Azul, Chico César, Renato Borghetti, Danilo Caymmi, Omar Puente (Cuba), María Toro (Espanha), até Plácido Domingos, com o honroso convite para participar do concerto do tenor espanhol na inauguração do Centro de Eventos do Ceará, em 2012.

Para além das colaborações com outros artistas e ainda morando em Fortaleza, Cainã participou por diversas vezes com concertos e ministrando oficinas nos principais festivais de música do estado, como o consolidado Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, o Festival Férias no Ceará e o Festival de Música da Ibiapaba, marcando o seu encontro com o violonista carioca Zé Paulo Becker, que na sequência convidou Cainã para um série de concertos na cidade do Rio Janeiro.

Com total afinidade entre os dois violões e receptividade do público, nasce o disco Parceria, composto por composições autorais dos violonistas, promovendo um encontro de gerações e estilos violonísticos. Com as idas ao Rio ficando mais frequentes, Cainã toca em alguns dos principais festivais, salas de concerto e espaços culturais da capital fluminense. Podemos citar o Copa Fest, realizado no Copacabana Palace, o Festival Choro na Gamboa, Concerto na Sala Baden Powell, além dos inesquecíveis concertos no saudoso Bar Semente, duo com Zé Paulo Becker, duo com Michael Pipoquinha e duo com Arismar do Espírito Santo.

Os movimentos de expansão de carreira se deram com concertos pelo Brasil, América Latina, com destaque para a turnê na Argentina, com o disco Parceria e idas frequentes à Europa (Alemanha, Áustria, Holanda, França, Letônia e Suécia). Atualmente, Cainã mora em São Paulo, tendo firmado parcerias com nomes como Hamilton de Holanda, Ney Matogrosso, Fabiana Cozza, Mestrinho, Elba Ramalho, Maria Gadú, Gian Corrêa, Rogério Caetano e Dani Black, entre outros.

Atento e sensível às questões sociais, Cainã Cavalcante, ainda na infância, teve passagem por importantes projetos sociais no Ceará, como as ONGs Taperas das Artes e a Fundação Beto Studart, além de ter estudado no Conservatório de música Alberto Nepomuceno como bolsista, tendo em vista o talento do jovem violonista. Há alguns anos, por ter tido essa vivência e acreditar na arte como ferramenta de desenvolvimento social humano, Cainã ministra oficinas, palestras e workshops no Brasil e no exterior. Atualmente foi convidado a ser embaixador da ONG cearense Casa de Vovó Dedé.