Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Música brasileira em destaque em Sorocaba no projeto Encontro Cultural 2021

Sorocaba, por Kleber Patricio

Zuza Homem de Mello (in memoriam) e sua esposa Ercília Lobo. Foto: Herbert Allucci.

Com o objetivo de despertar a vida cultural na cidade de Sorocaba, após praticamente 18 meses de uma pandemia sem fim, a MdA está propondo uma sequência de 8 apresentações gratuitas de Música Brasileira por meio do Projeto Encontro Cultural, o antigo Metso Cultural.

Em 16 anos, foram apresentados gratuitamente na cidade de Sorocaba, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Federal – Lei Rouanet, os maiores artistas da música popular, instrumental e jazz em atividade no Brasil, permanecendo um projeto revolucionário e fundamental na vida cultural da cidade e região.

Mantendo a tradição e o conceito que sempre pautou as escolhas artísticas do projeto cultural – ou seja, a brasilidade e variedade da música brasileira e a alta qualidade dos artistas –, a MdA escolheu propor esta sequência musical como se fosse um festival ou melhor dizendo: todas as apresentações concentradas em duas semanas, sendo uma por dia. Com uma programação que reúne poucos músicos no palco (solo, duos, trios), seguindo todas os protocolos sanitários e com uma grande organização interna para não colocar nem artistas, nem produção e nem público em risco, todos estão convidados a conhecer esta programação com apresentações híbridas; ou seja, todas as apresentações  serão ao vivo com a presença de público reduzido (30 pessoas aproximadamente) e serão gravadas para, posteriormente, serem disponibilizadas no canal do YouTube da MdA International.

Badi Assad. Foto: Edu Pimenta.

A programação que reúne 8 apresentações e 4 palestras especiais e faz referências à ancestralidade negra brasileira, a música regional, a universalidade musical brasileira e suas conexões.

Teremos Fabiana Cozza no show Dos Santos – um manifesto antirracista onde Fabiana Cozza aparece como compositora; o encontro entre as duas grandes senhoras da música brasileira: Alaíde Costa e Aurea Martins; a grande instrumentista e cantora Badi Assad; um encontro especial e inédito de 3 gerações distintas do violão brasileiro: Marco Pereira, Swami Junior e Douglas Lora; uma noite dedicada à músicos que vivem em Sorocaba: os duos Evandro Marcolino/Richard Ferrarini e Leo Ferrarini/Guilherme Fanti; o jovem cantor pernambucano considerado um dos maiores da música brasileira atual Ayrton Montarroyos; os incríveis Ana de Oliveira e Sergio Ferraz em duo de violão e violino e uma noite dedicada a homenagear os 100 anos do Piazzolla com o Thadeu Romano Trio.

Os shows acontecerão em dois horários distintos, a depender do dia da apresentação/gravação: durante a semana, serão às 19 horas; nos finais de semana serão às 18 horas.

O Prof. Dr. Sergio Molina. Foto: Mirna Modolo.

Para o público que tiver interesse em assistir pessoalmente as apresentações gratuitas no Teatro Municipal de Sorocaba, em virtude das limitações e distanciamento social será feita uma lista por ordem de interesse. Não será permitida a entrada de público que não receber a confirmação de entrada por meio do contato direto. Envie uma mensagem no WhatsApp da Mda International (15) 3211-1360 informando a apresentação em interesse e a quantidade de pessoas. Serão orientados pelo Whatsapp a disponibilidade para entrada e demais informações.

Além das apresentações, o projeto propõe 4 atividades pedagógicas gratuitas online, via plataforma Zoom. Os temas:

Música negra: reflexões sobre raça, ritmo, história e fundamentos, com o músico Ivan Sacerdote;

Música da África e Europa nas Américas – Ritmos, gêneros e hibridismos na música popular brasileira, com o prof. Dr. Sergio Molina

Música paraense além das ondas tropicais, manifestações culturais e o saber ancestral, com o professor e músico Ziza Padilha

O processo de escrita de Zuza e o novo lançamento: João Gilberto, com Ercília Lobo, uma Homenagem a Zuza Homem de Mello.

Para participar das aulas online, basta fazer a inscrição diretamente pelo Whatsapp da MdA International no número (15) 3211-1360 e receber as informações de acesso.

A Temporada tem produção da MdA International e direção artística de Marco de Almeida. Patrocínio da Metso e Outotec, copatrocínio da empresa CaseIH e Banco CNHi e apoio da Case Construction e Unimed Sorocaba.

Acesse a programação completa em https://www.mdainternational.com.br/eventos/metso-cultural-14a-temporada/.

Retomada: Jardim Botânico do Rio reabre portão principal e dispensa agendamento de visitas

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Federico Rossi.

Neste sábado (10/7), um ano após a retomada da visitação pública, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro reabrirá o acesso pela Rua Jardim Botânico, 920. O acesso central, que se abre defronte da famosa aleia das palmeiras imperiais, está fechado desde o início da pandemia, foi reformado e é um monumento histórico. Inicialmente, estará aberto apenas aos sábados, domingos e feriados, oferecendo mais uma opção de entrada e saída para o público.

No local, funcionará um posto avançado do Centro de Visitantes, onde o público também será atendido pela equipe de recepcionistas e guias, e terá à disposição todas as informações para aproveitar ao máximo o seu passeio. Também a partir deste sábado (10/7), não será mais necessário o agendamento para a visitação, medida que tinha por objetivo evitar aglomeração na bilheteria.

Além da disponibilização do novo acesso, desde abril deste ano, o visitante do Jardim Botânico do Rio pode comprar antecipadamente seu ingresso por meio do site jbrj.eleventickets.com, com PIX, cartão de crédito e boleto bancário. Presencialmente também é possível comprar o ingresso via PIX ou cartão de crédito, além de em dinheiro. Com dois pontos de entrada e saída dos visitantes e o serviço de compra antecipada de ingresso, o acesso ao Jardim Botânico do Rio será mais ágil e fácil.

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro segue as regras de ouro da Prefeitura do Rio. É aconselhável que os visitantes tragam suas garrafas com água, pois os bebedouros continuam lacrados por medida de segurança sanitária. É obrigatório o uso de máscara cobrindo boca e nariz durante a permanência no JBRJ, sendo dispensado para crianças de até 3 anos de idade, pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou quaisquer outras deficiências que impeçam de fazer o uso adequado de máscaras de proteção facial, conforme declaração médica que poderá ser obtida por meio digital (Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020).

Serviço:

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Acesso do público pelos nºs 920 (a partir de sábado, 10/7) e 1008 da Rua Jardim Botânico

Valor da entrada:

Visitantes residentes na Área Metropolitana do Rio de Janeiro: R$15,00

Visitantes residentes no Brasil: R$24,00

Visitantes estrangeiros Mercosul: R$45,00

Visitantes estrangeiros: R$60,00.

Biodiversidade do Caraça atrai atenção de pesquisadores

Minas Gerais, por Kleber Patricio

O Biólogo Douglas Henrique Silva no Santuário do Caraça.
Foto: Acervo pessoal.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Santuário do Caraça atrai turistas de todas as partes do mundo atraídos por toda a riqueza cultural, histórica, religiosa, gastronômica e ambiental. E alguns dos visitantes chegam com o objetivo de conhecer mais a fundo sobre tudo o que aquela imensidão de verde, montanhas, rios e cachoeiras. Pesquisadores de todo o Brasil e de outros países se dedicam a investigar as espécies de plantas e animais que são encontradas apenas naquela região, que entrou para a história como o cenário que encantou o Imperador Dom Pedro II quando lá esteve, imortalizando a frase: “Só o Caraça paga toda a viagem a Minas”.

O famoso lobo-guará, que costuma aparecer no Santuário do Caraça desde 1982 para se alimentar no início da noite, é apenas um dos diversos tipos de animais que habitam aquela porção do paraíso. Menos conhecida, desde 2015 a anta também tem presença constante nos arredores da construção do Santuário e vez ou outra aproveita a oportunidade para fazer um lanche. Há ainda ocorrências de jaratatacas e cachorros do mato, além de vários insetos, aves, répteis e anfíbios.

Perereca encontrada na RPPN Santuário do Caraça. Foto: Douglas Henrique Silva.

Há diversos trabalhos publicados e em desenvolvimento sobre as espécies endêmicas do Caraça. Em 2018, o então diretor da RPPN, Padre Lauro Palú, citou em um texto que o Dr. Renner Luiz Cerqueira Baptista, do Museu Nacional e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tinha catalogado cerca de 250 espécies de aranhas na região.  Ele ainda mencionou que o Instituto Butantã, em São Paulo, tem uma lista com mais de 80 aracnídeos encontrados no Santuário do Caraça.

Para preservar a biodiversidade e entender as peculiaridades da flora e fauna da região, o Santuário do Caraça possui um setor ambiental que conta com uma equipe composta por um guarda-parque, engenheiro ambiental, monitores e um biólogo. Inclusive, o profissional da área da biologia que integra o quadro de colaboradores da RPPN, Douglas Henrique Silva, é também pesquisador e tem o Santuário do Caraça como foco de uma importante investigação. O projeto de mestrado do biólogo teve como objetivo entender a distribuição das espécies de anfíbios predominantes no Caraça ao longo de um gradiente de altitude. “Os pontos de coletas, que eram riachos e brejos, estavam entre as altitudes 1300 a 2070m. Eu andava dentro dos córregos no período noturno e ficava uma hora procurando os anfíbios ao longo do curso d’água. Em um ano, foram 120 dias de trabalho de campo e cerca de 80 dias acampado”, relata o pesquisador, que se dedicava 10 dias por mês ao desenvolvimento do trabalho, focado nos picos do Sol e Inficionado, onde passava três noites em cada local.

O biólogo relata que, ao longo dos 12 meses, foram registradas e coletadas 13 espécies de anuros, grupo de anfíbios composto por sapos, rãs e pererecas. “Com os dados levantados, cheguei a conclusões interessantes. O Pico do Sol abriga 12 espécies de anuros, sendo 41% exclusivas. O Pico do Inficionado apresenta oito espécies, sendo 12,5% exclusivas. Os dois picos compartilham 53,85% das espécies registradas. A bokermannohyla martinsi foi a espécie mais frequente e ocorreu ao longo de todo gradiente altitudinal, enquanto as demais espécies ocorreram apenas em determinadas cotas de altitude, demonstrando clara preferência de algumas espécies por cotas definidas”, explica.

Barraca onde o biólogo Douglas Silva ficou acampado na RPPN Santuário do Caraça. Foto: Douglas Henrique Silva.

Douglas salienta que, além do seu trabalho, existem várias pesquisas sobre a biodiversidade do Santuário do Caraça. “Existem outros projetos que foram realizados na mesma linha que a minha, como o do pesquisador Marcelo Vasconcelos, que se propôs a investigar as aves, e o do Lucas Perillo, que investigou os animais invertebrados”, diz.

Para o biólogo, ainda há muito o que ser investigado e descoberto. “O Santuário do Caraça fica na transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado, onde também há campos rupestres. Em suas serras há nascentes, ribeirões e lagos que possuem águas de coloração escura, que carreiam material orgânico em suspensão. E, neste cenário, animais e plantas que se adaptaram às condições que só o Santuário do Caraça tem”, conclui.

A RPPN Santuário do Caraça foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, no ano de 1955, quando passou a fazer parte do rol de bens tombados pela União. Também integra a área destinada às Reservas da Biosfera da Serra do Espinhaço e da Mata Atlântica, reconhecidas pela Unesco em 2005.

O Santuário do Caraça. Foto: Pedro Thomasi.

O passado histórico da RPPN | O Santuário do Caraça é peculiar, pois uma área excepcional de 12.403 hectares foi mantida em posse de apenas dois proprietários, o Irmão Lourenço de Nossa Senhora e a Congregação da Missão, por mais de 240 anos. A área da Reserva foi constituída pela fusão de quatro propriedades: a original, adquirida pelo Irmão Lourenço por volta de 1770, na qual se acham as edificações principais do Caraça; a Fazenda da Chácara, comprada em 1823, cuja antiga sede não mais existe e que foi, durante muito tempo, o celeiro do Colégio, no antigo caminho de Catas Altas; a Fazenda do Engenho, comprada em 1858, localizada nas proximidades da Portaria de acesso à Reserva e a Fazenda do Capivari, doada pelo Coronel Manoel Pedro Cotta e por sua esposa, que, por não terem descendentes, legaram sua propriedade ao Caraça em 1870.

Hoje, turistas de todo o mundo visitam o Santuário do Caraça anualmente, seja para momento de descanso, lazer ou pesquisa ambiental e contato com a religiosidade. O local é reconhecido pela sua hospitalidade, tanto que já recebeu por duas vezes, em 2020 e 2021, o selo Traveller Review Awards da Booking.com, que premia os hotéis mais bem avaliados pelos viajantes de todo o planeta, além da chancela Travellers’ Choice 2020, do TripAdvisor, que destaca as avaliações positivas dos visitantes que passaram pelo destino turístico.

Santuário do Caraça

Local: Estrada do Caraça, Km 9 – Entre os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara

Fácil acesso pelas rodovias BR 381 e MG 436, além do cômodo acesso por trem (Estação Dois Irmãos – Barão de Cocais)

Instagram: @santuariodocaraca

Facebook: https://www.facebook.com/santuariocaraca/

Site: https://www.santuariodocaraca.com.br.

Tropicalização de projetos volta a ser tendência no paisagismo

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: José Kolya.

A mistura da movimentada e cosmopolita vida urbana atrelada ao que tem de mais rústico na natureza é a característica principal do Jardim Tropical, tendência paisagística que fez muito sucesso em meados de 2017. Em 2021, com a necessidade de se reconectar com a natureza e trabalhar home office, a tendência voltou com força em projetos no país todo.

Segundo o paisagista José Kolya, 7 a cada 10 projetos atuais feitos em seu escritório apresentam conceitos tropicais por solicitação do próprio cliente. “Isso pode mostrar uma tentativa inconsciente de deixar a vida menos reta, menos antropizada, mais natural e relaxante”, afirma Kolya.

Seguindo essa linha de conceito, apesar de pouca semelhança visual, o jardim tropical tem características parecidas com os jardins ingleses, onde são mantidos vegetais naturais nos contornos dos caminhos para trazer a sensação de nenhuma interferência humana.

A composição desses espaços, de acordo com José Kolya, é feita com espécies comuns em regiões tropicais ou subtropicais, como bananeiras, orquídeas, palmeiras, entre outras plantas de cores vivas.

Kolya explica que a manutenção do jardim tropical acaba sendo mais simples. “Este tipo de jardim permite menos compromisso com linha retas e podas muito perfeitas.  Por relatos de alguns clientes percebi que a vegetação mais “largada” do tropical é quase uma licença poética para não precisar ficar podando e arrumando o tempo todo”, conclui.

Sobre o paisagista | Formado em Geografia pela PUC Campinas com ênfase em planejamento territorial ambiental, José Kolya também é professor do curso livre de paisagismo da Arquitec Escola de Arte e Design, em Campinas. Kolya atua no mercado de projetos e consultoria e cursa extensão na USP (Universidade de São Paulo) em Fisiologia Vegetal e Nutrição das Plantas. (https://www.instagram.com/josekolya/)

Louça paulista é tema de maratona de edição com o tema “Casa Paulista” do Museu do Ipiranga

São Paulo, por Kleber Patricio

Prato Decorativo – Acervo do Museu Paulista da USP. Foto: José Rosael/Hélio Nobre/Museu Paulista da USP.

Com o tema Casa Brasileira, o Museu do Ipiranga, em parceria com o Wiki Movimento Brasil (WMB), promoveu uma série de eventos digitais em 2021. A programação incluiu maratonas de edição de verbetes que se iniciam com encontros com pesquisadores da área falando sobre as linhas de pesquisa que desenvolvem no Museu seguidos de treinamento e assistência técnica sobre a plataforma. Até agora, foram criados e editados cerca de mil artigos, gerando mais de 309 mil visualizações para os conteúdos trabalhados. O último encontro desta série acontece no dia 9 de julho, sexta-feira, a partir das 14h, com o tema Louça Paulista, via YouTube. Nesta semana, quem faz a abertura do encontro é o historiador José Hermes Martins Pereira. Às 15h, via Google Meet, a equipe do WMB oferecerá um tutorial de como editar a Wikipédia, para que novos usuários possam contribuir facilmente com a plataforma. Não é necessário conhecimento prévio. Para mais informações sobre o eixo temático e inscrições, consulte a programação abaixo.

Louça paulista

9/7, sexta-feira, às 14h – Inscrições: clique aqui

Todas as casas têm um lugar de encontro. Refeições, festas e visitas seguem regras que variam dependendo do grupo e classe social, mas compartilham da mesma intenção: consolidar os vínculos entre as pessoas. A louça desempenha um papel fundamental ao materializar a importância dessas ocasiões, servindo de ferramenta para o estabelecimento de divisões e vínculos sociais. Por meio do uso das louças, um morador mostra ao outro a sua “educação”, o seu gosto, os seus valores. No século 19, os serviços de porcelana importados da Europa se tornaram um dos mais importantes sinais de opulência e sofisticação. Os ornamentos, as dourações, os brasões e monogramas materializaram o requinte que as elites enriquecidas almejavam. Enquanto os caros serviços de porcelana decorada eram adquiridos pelas elites, as camadas médias e populares consumiam serviços mais baratos, mas também ornamentados. Mesmo com simplicidade, a função era a mesma: sinalizar as refeições e ocasiões especiais. Ao longo do século 20, as indústrias produziram serviços de café, chá e jantar para diversos tipos de público. Fábricas de porcelana estabelecidas no Brasil comercializavam similares das porcelanas europeias, enquanto outras indústrias criaram conjuntos com matérias-primas mais acessíveis.

Museu do Ipiranga e Wikipédia | Em parceria, o Wiki Movimento Brasil (WMB) e o Museu do Ipiranga traçaram um plano digital para aumentar a presença do acervo da instituição na Internet. O plano inclui maratonas de edição que, em 2020, resultaram em mais de 2.500 edições de aprimoramento de verbetes, com mais de 2,6 milhões de visualizações. No mesmo ano, o Wikiconcurso angariou 862 inscritos, adicionando 1,3 milhões de bytes na plataforma. Além disso, foram carregados 2.958 arquivos no Wikimedia Commons.

A iniciativa integra o Museu a um movimento global ao qual se unem instituições culturais, bibliotecas e arquivos de vários países. Dessa maneira, a instituição também adere a práticas de conhecimento aberto e licenças livres e, com isso, deve atingir públicos mais diversificados e fomentar novas parcerias. O plano inclui, ainda, ações estratégicas para dar visibilidade a grupos menos presentes na plataforma, como mulheres, negros e indígenas. A iniciativa tem a parceria da Fundação Banco do Brasil.

Museu do Ipiranga – USP | Fechado desde 2013, o Museu do Ipiranga é sede do Museu Paulista da Universidade de São Paulo e seguiu em atividade com eventos, cursos, palestras e oficinas em diversos espaços da cidade. As obras de restauro, ampliação e modernização do Museu são financiadas via Lei de Incentivo à Cultura. A gestão do Projeto Novo Museu do Ipiranga é feita de forma compartilhada pelo Comitê Gestor Museu do Ipiranga 2022, pela direção do Museu Paulista e pela Fundação de Apoio à USP (FUSP). As obras se iniciaram em outubro de 2019 e a expectativa é de que o museu seja reaberto em setembro de 2022 para a celebração do bicentenário da Independência do Brasil. Para mais informações sobre o restauro, acesse o site museudoipiranga2022.org.br.

O edifício, tombado pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal, foi construído entre 1885 e 1890 e está situado dentro do complexo do Parque Independência. Concebido originalmente como um monumento à Independência, tornou-se em 1895 a sede do Museu do Estado, criado dois anos antes, sendo o museu público mais antigo de São Paulo e um dos mais antigos do país. Está, desde 1963, sob a administração da USP, atendendo às funções de ensino, pesquisa e extensão, pilares de atuação da Universidade.

As obras do Novo Museu do Ipiranga são financiadas via Lei de Incentivo à Cultura. Patrocinadores e parceiros: BNDES, Fundação Banco do Brasil, Vale, Bradesco, Caterpillar, Comgás, CSN – Companhia Siderúrgica Nacional, EDP, EMS, Itaú, Sabesp, Santander, Banco Safra, Honda, Raízen, Postos Ipiranga, Pinheiro Neto Advogados, Atlas Schindler e Novalis.