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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Cia. Cabelo de Maria apresenta Live Junina no dia 26

São Paulo, por Kleber Patricio

A Cia. Cabelo de Maria. Foto: Paulo Savala.

No próximo dia 26 de junho, a Cia. Cabelo de Maria apresenta o show “São João do Carneirinho”, às 16h30, no canal do YouTube da Casa Museu Ema Klabin. Afinal, não é porque a pandemia não permite aglomerações que vamos deixar de celebrar a festa mais tradicional do mês.

O show acontece ao vivo pelo programa #TardesMusicaisEmCasa e traz clássicos como “O sanfoneiro só tocava isso” (Geraldo Medeiros e Haroldo Lobo), “Olha Pro Céu”, “São João na Roça”, “São João do Carneirinho”, “Piriri”, “Pau de Arara” e “Fogo sem Fuzil” (Luiz Gonzaga);  “Sabiá”, “Imbalança” e “Riacho no Navio” (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); “Menininha”, “Pisa o Milho” e “Masseira” (Domínio Público); “No meu Pé de Serra” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); “Para Pedro” (José Mendes), “Farofa fá” (Mauro Celso) e “Vida de Viajante” (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil).

Celebrar | “São João do Carneirinho” é um espetáculo infantil que promete agradar todas as faixas etárias. Concebido pela Cia. Cabelo de Maria, tem o intuito de celebrar o período em que se agradece pelas colheitas realizadas, se acendem as fogueiras e são feitos novos pedidos para o próximo ano.

A Casa Museu Ema Klabin. Foto: Henrique Luz.

A Cia. Cabelo de Maria é formada por Renata Mattar (voz, sanfona e direção geral), Nina Blauth (percussão e voz), Gustavo Finkler (violão, voz, arranjos e direção musical), Micaela Marcondes (violino e vocal), Clara Dum (flauta e voz) e Paulo Pixu (percussão e voz).

O espetáculo tem apoio cultural do Governo do Estado de São Paulo por meio do ProAC-ICMS da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e patrocínio da Klabin S.A.

*Como em todos os seus eventos gratuitos, é sugerido a quem aprecia a Casa Museu Ema Klabin contribuir para a manutenção das atividades e apoiá-la com uma doação voluntária no site.

Serviço:

Casa Museu Ema Klabin – #CasaMuseuEmCasa – #TardesMusicaisEmCasa

Show São João do Carneirinho – Cia. Cabelo de Maria

Data: 26 de junho, a partir das 16h30

Transmissão ao vivo no Canal do YouTube da casa museu

Gratuito*

Classificação etária: 16 anos

Acesse nas redes sociais:

Instagram: @emaklabin

Facebook:  https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin

Twitter: https://twitter.com/emaklabin

Canal do YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UC9FBIZFjSOlRviuz_Dy1i2w

Site: https://emaklabin.org.br/.

Conheça o Mapa do Vinho nacional

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Maja Petric/Unsplash.

Champagne, Bordeaux e Borgonha estão para os produtores de vinhos franceses, assim como Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Flores de Cunha estão para os brasileiros. O Brasil registrou a melhor safra de toda a história da vitivinicultura nacional em 2020. A grande maioria das garrafas vem do Sul do país, onde a geografia favorável, os anos de experiência e a adoção de tecnologia tornaram a região a nossa principal produtora de vinhos.

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) afirma que o Brasil possui cerca de 1.200 vinícolas — 61% estão localizadas no Rio Grande do Sul e outras 30% ficam entre Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia.

A Serra Gaúcha registra 90% da produção de vinho nacional, mas o cultivo de uva tem se ampliado país afora e atualmente abrange outros cantos do estado, Santa Catarina e até mesmo o árido Nordeste brasileiro.

Foto: Jeff Siepman/Unsplash.

As regiões abaixo fazem a roda girar em torno da produção das uvas. Do campo ao varejo e aos serviços associados ao bom vinho brasileiro, conheça o mapa do vinho nacional:

Rio Grande do Sul

A Serra Gaúcha é notadamente a principal região produtora brasileira. Por lá, estão as mais tradicionais vinícolas do país, como Miolo, Salton e Casa Valduga.

Bento Gonçalves é o centro da sub-região mais significativa, o Vale dos Vinhedos, que compreende também cidades como Garibaldi, Caxias do Sul e Flores da Cunha. Foi a primeira região do país a ser oficialmente reconhecida como Indicação Geográfica (IG) e posteriormente foi reconhecida como Denominação de Origem (DO).

No Vale dos Vinhedos, são produzidos rótulos que expressam a identidade de solos areno-argilosos ácidos e elevada pluviosidade. O destaque é o frescor de seus espumantes e o cuidado com seus tintos. Com 82 km², trata-se de um vale com mais de 30 produtores de vinhos e derivados da uva, com média anual de 12 milhões de garrafas envasadas. Cerca de 450 mil visitantes passam anualmente pela rota desfrutando de hospedagens, gastronomia e experiências herdadas da comunidade italiana.

O estado conta ainda com outras duas regiões representativas na produção nacional. A serra do sudeste do Rio Grande do Sul produz uvas nobres, tintas e brancas, como Merlot e Sauvignon Blanc nas cidades de Pinheiro Machado e Encruzilhada do Sul. Já da campanha gaúcha, na fronteira com o Uruguai, saem vinhos menos estruturados de uvas Tannat, Cabernet Sauvignon, Riesling, Chardonnay e Gewürztraminer. No polo de Palomas, em Santana do Livramento, e, mais recentemente, em Bagé e Candiota, passaram a ser produzidas as castas portuguesas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz.

Santa Catarina

Nos anos 2000, uma nova região vitivinícola passou a chamar a atenção. É a região dos vinhos de altitude de Santa Catarina. As cidades de São Joaquim, Caçador e Campos Novos são atualmente as regiões produtoras de maior altitude do país. Elas estão situadas entre 900 e 1400 m e contam com o clima mais frio do Brasil, que dá à videira um ciclo mais longo com colheita tardia, propiciando a produção de vinhos e espumantes de alto padrão.

Além de seu “terroir”, o que potencializou a produção na região foi a implementação de pesquisa científica e assistência técnica aos produtores, bem como a adoção de tecnologia desde que a região despontou — ao contrário da Serra Gaúcha, onde não houve preparo na década de 70.

A região tem capacidade de produzir de 600 mil a um milhão de garrafas em uma área de vinhedos superior a 400 hectares. Atualmente, já são quase 200 rótulos originados por ali por vinícolas como Thera, Villa Francioni, Pericó e Quinta da Neve.

Em outras regiões do estado, como a Carbonífera, com os municípios de Urussanga, Pedras Grandes, Braço do Norte, Nova Veneza e Morro da Fumaça, e o leste do estado, em Rodeio e Nova Trento, onde há uma histórica da produção de vinhos coloniais.

Vale do São Francisco

O Vale do São Francisco é composto por 503 municípios entre Bahia e Pernambuco. Com altitude de 400 m, solos ricos em minerais, clima semiárido de sol forte e baixa pluviosidade, o cultivo na região acontece com mais afinco há 25 anos, graças à irrigação controlada com a água do rio.

Essas peculiaridades, aliadas à poda das videiras, permite que a região faça de duas a três colheitas ao ano, ao contrário do Sul do país, que realiza apenas uma entre fevereiro e março.

O Vale do São Francisco produz cerca de 7,5 milhões de litros de vinhos finos a partir de videiras aclimatadas como Moscatel, Cabernet Sauvignon e Syrah, além de 10 milhões de litros de vinhos de mesa. A região também produz suco e uvas in natura para consumo interno e exportação.

Em Pernambuco, no município de Santa Maria da Boa Vista, a empresa Vinibrasil elabora todo o tipo de vinho da linha Rio Sol. Já no lado baiano, em Casa Nova, vinícolas mais tradicionais, como Miolo e Lovara, produzem brancos secos e doces, tintos e espumantes.

O mapa do vinho brasileiro tem potencial para continuar crescendo. Há regiões menos significativas, como o interior de São Paulo, o cerrado goiano e o estado do Paraná, que podem desabrochar como novos produtores no futuro.

(Fonte: Wine)

Filmes franceses inéditos no Brasil, “O Leão dorme esta noite” de Nobuhiro Suwa, e “Algo Acontece”, de Anne Alix, estreiam na 2ª quinzena de junho

São Paulo, por Kleber Patricio

Frame de “O leão dorme esta noite”. Imagens: divulgação.

Nesta sexta, 18/6, entra no catálogo do streaming da Supo Mugam Plus o lançamento inédito O Leão dorme esta noite (França/Japão, 2017, de Nobuhiro Suw e protagonizado por  Jean-Pierre Léaud, o eterno Antoine Doinel de Os Incompreendidos, de Pauline Etienne.

O longa conta a história de Jean, um ator preso ao passado, que descobre que sua atual filmagem está inesperadamente suspensa por um período indefinido. Ele aproveita para visitar um velho amigo e se instala, clandestinamente, em uma casa abandonada no Sul da França, onde Juliette, o grande amor de sua vida, viveu. Um grupo de jovens amigos, cineastas novatos, tropeça na mesma casa e decide que é o local perfeito para o próximo filme de terror caseiro deles.

Frame de “Coronel Redl”.

Ainda nesta semana, estreia na plataforma quatro filmes restaurados do grande diretor húngaro e vencedor do Oscar István Szabó. São eles, Pai (1966), Confiança (1980), Mephisto (1981) e Coronel Redl (1985).

Já na última sexta-feira de junho (25) é a vez do lançamento inédito Algo Acontece, de Anne Alix (França, 2018) com Lola Duenas e Bojena Horackova.  No enredo, Irma, que não parece encontrar seu lugar no mundo, cruza com Dolores, uma mulher livre que tem a missão de escrever um guia de viagem em uma área esquecida da Provença. A improvável dupla cai na estrada e descobre um mundo mais complexo e uma humanidade calorosa, lutando para existir.

Completam a lista das estreias do mês de junho dois clássicos húngaros em versão restaurada: O Meu Século 20, de Ildikó Enyedi (1989), vencedor da Câmera de Ouro do Festival de Cannes, e Praça Moscou, de Ferenc Török (2008), além de 8 curtas de animação restaurados, também da Hungria.

Frame do lançamento “Algo Acontece”.

As estreias na Supo Mungam Plus acontecem todas as sextas-feiras do mês. Disponível para todo o Brasil e focada em cinema independente e de arte, a plataforma é uma janela cinematográfica virtual para diversas histórias e culturas, lançando filmes inéditos, clássicos restaurados, obras cult e joias do cinema mundial.

Nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/SupoMungamFilms/

Instagram: https://www.instagram.com/supomungamplus/

Letterboxd: https://letterboxd.com/supomungamplus.

Serviço:

Onde assistir: www.supomungamplus.com.br

Quanto: 7 dias grátis para o assinante. Por meio de uma assinatura mensal, por R$23,90, ou anual, por R$199,90, realizada no próprio site da plataforma (www.supomungamplus.com.br), além da opção de cartão de crédito, já está disponível boleto ou PIX para o Plano Anual.

Confira as estreias e sinopses:

18 de junho

O Leão Dorme Esta Noite, de Nobuhiro Suwa (Le lion est mort ce soir, França/Japão, 2017, 103 min, Drama), com Jean-Pierre Léaud, Pauline Etienne, Maud Wyler, Arthur Harari, Isabelle Weingarten e Louis-Do de Lencquesaing. Sul da França. Dias atuais. Jean, um ator preso ao passado, descobre que sua atual filmagem está inesperadamente suspensa por um período indefinido. Ele aproveita para visitar um velho amigo e se instala, clandestinamente, em uma casa abandonada onde Juliette, o grande amor de sua vida, viveu. Um grupo de jovens amigos, cineastas novatos, tropeça na mesma casa e decide que é o local perfeito para o próximo filme de terror caseiro deles. Jean e as crianças se encontrarão cara a cara, mais cedo ou mais tarde. Estrelado por Jean-Pierre Léaud, o eterno Antoine Doinel de Os Incompreendidos e outros filmes de François Truffaut.

O Cinema de István Szabó

Pai, de István Szabó (Apa, Hungria, 1966, 88 min, Drama), com Miklós Gábor, András Bálint, Dániel Erdély, Klári Tolnay, Katalin Sólyom e Zsuzsa Ráthonyi. Budapeste, década de 50, os anos mais sombrios da era stalinista. Desde a morte de seu pai, um menino preencheu o vazio paterno com uma série de fantasias. Quando atinge a idade adulta, ele luta para viver de acordo com a imagem heroica que criou. Considerado um dos melhores filmes europeus sobre amadurecimento, Pai ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno e promoveu o nome do diretor Szabó internacionalmente.

Confiança, de István Szabó (Bizalom, Hungria, 1980, 105 min, Drama), com Ildikó Bánsági, Péter Andorai, Zoltán Bezerédi, Judit Halász, Ildikó Kishonti e Tamás Dunai. Este drama extremamente poderoso explora a natureza do amor, confiança, lealdade e traição nascidos sob o peso de circunstâncias excepcionais. Ambientado na Segunda Guerra Mundial, a história envolve um casal fugindo dos nazistas. Aclamado pela crítica e considerado um dos melhores trabalhos de Szabó, Confiança ganhou o Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

Mephisto, de István Szabó (Mephisto, Hungria, 1981, 144 min, Drama), com Klaus Maria Brandauer, Ildikó Bánsági, Krystyna Janda, Rolf Hoppe, György Cserhalmi e Péter Andorai. Um ator ambicioso e talentoso, um político motivado e sem escrúpulos, um formidável mecanismo de distorção ideológica. Com Mephisto, István Szabó disse algo fundamental sobre poder, política e arte na Europa Central durante a Segunda Guerra Mundial. O filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional, os prêmios de Melhor Roteiro e da Crítica no Festival de Cannes, entre muitos outros.

Coronel Redl, de István Szabó (Oberst Redl, Hungria, 1985, 144 min, Drama/Biografia), com Klaus Maria Brandauer, Armin Mueller-Stahl, Gyula Benkő, Hans Christian Blech, Gudrun Landgrebe e László Mensáros. Alfred Redl se suicidou em 1913, logo antes do início da Primeira Guerra Mundial. O herói de Szabó é um soldado que se esconde atrás de uniformes. A queda de seu país, o colapso do Império Austro-Húngaro e seu fiasco pessoal antecipam uma série de outros eventos do século 20. Coronel Redl ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

25 de junho

Lançamento inédito: Algo Acontece, de Anne Alix (França, 2018, 101 min, Drama), com Lola Duenas e Bojena Horackova Avignon. Irma, que não parece encontrar seu lugar no mundo, cruza com Dolores, uma mulher livre que tem a missão de escrever um guia de viagem em uma área esquecida da Provença. A improvável dupla cai na estrada e descobre um mundo mais complexo e uma humanidade calorosa, lutando para existir. Para as duas, a viagem se torna uma jornada decisiva. Estrelado por Lola Dueñas (Volver e Mar Adentro).

Clássicos da Hungria – Parte 1 (todos em versão restaurada)

O Meu Século 20, de Ildikó Enyedi (Hungria, 1989, 102 min, Drama), com Dorotha Segda, Oleg Yankovsky, Paulus Manker, Gábor Máté e Péter Andorai. Dora e Lili são suas irmãs gêmeas que foram separadas na infância. Suas vidas seguiram caminhos opostos; Dora é uma pseudoaristocrata e Lili é uma anarquista. No mesmo momento que chega o século XX, as duas voltam para a Hungria e seus caminhos se reconectam no Expresso do Oriente por meio do misterioso Sr. Z. Vencedor da Câmera de Ouro do Festival de Cannes.

Praça Moscou, de Feren Török (Hungria, 2001, 88 min, Comédia/Drama), com Gábor Karalyos, Erzsi Pápai, Eszter Balla, Vilmos Csatlós, Simon Szabó e Bence Jávor. 1989 é um ano importante na história política da Hungria. No entanto, Petya e seus amigos não se importam. Eles estão prestes a se formar no ensino médio. As únicas coisas importantes para eles são as festas, garotas e ganhar dinheiro fácil. E, claro, passar na próxima prova com as perguntas que vazaram. Melhor Primeiro Filme na Semana do Cinema Húngaro.

Animações da Hungria – Curtas-metragens

A Insaciável Abelinha, de Gyula Macskássy (A telhetetlen méhecske, Hungria, 1958, 16 min). Uma vespa se aproveita de uma abelhinha insaciável, que deixa de coletar néctar para a colmeia modernizada apenas para comê-lo sozinha. Exibido no Festival de Cannes.

O Lápis e a Borracha, de Gyula Macskássy e György Várnai (A ceruza és a radír, Hungria, 1960, 10 min). Por ser um filme de animação que reflete sobre o processo de fazer um desenho animado, os personagens-título são as duas ferramentas básicas dos animadores: o lápis e a borracha. Como Dom Quixote e Sancho Pança, os dois conquistam as folhas em branco. Melhor Animação no Festival de Karlovy Vary.

Duelo, de Gyula Macskássy e György Várnai (Párbaj, Hungria, 1960, 10 min). Representando o duelo da razão vs. retrocesso, progresso científico vs. guerra, o filme apresenta a luta do Cientista contra Marte, o deus da guerra. Menção Especial no Festival de Cannes.

O Diário, de György Kovásznai (A napló, Hungria, 1966, 10 min). Em uma história no estilo de Jules e Jim, o filme é um retrato de um dia na vida de três jovens da capital húngara que estão visitando as cenas típicas do centro de Budapeste dos anos 60. Exibido no Festival de Cannes.

O Ano de 1812, de Sándor Reisenbüchler (Az 1812-es év, Hungria, 1972, 12 min). Usando colagens recortadas, a poderosa animação do diretor Reisenbüchler foi composta com 1812, de Tchaikovsky e inspirada em Guerra e Paz, de Tolstói. Menção Especial no Festival de Cannes.

A Mosca, de Ferenc Rofusz (A légy, Hungria, 1980, 3 min). Composto por 4.000 desenhos em giz de cera, A Mosca apresenta os últimos três minutos na vida de uma mosca. Exibido no Festival de Cannes. Vencedor do Oscar de Melhor Animação em Curta-metragem.

Moto Perpetuo, de Béla Vajda (Moto perpetuo, Hungria, 1981, 8 min). Palma de Ouro de Melhor Curta no Festival de Cannes, o filme se passa em um elevador em constante movimento, repleto de cenas que vão desde situações cotidianas a histórias de tabloides e o confuso drama da alta política.

Cuidado com os Degraus!, de István Orosz (Vigyázat lépcső!, Hungria, 1989, 5 min). O filme retrata os espaços paradoxais de M. C. Escher, sem saída, e os residentes de um prédio em ruínas em Peste em meio aos ornamentos do socialismo em colapso. O filme foi feito pouco antes da queda do muro em 1989. Exibido no Festival de Berlim.

Por meio da arte, ACNUR celebra força da inclusão de pessoas refugiadas e deslocadas na América Latina e Caribe

Brasília, por Kleber Patricio

DJ Norberto Nunez compartilha cultura Warao em performance com seus familiares vivendo atualmente em Belém, no Pará. Foto: ACNUR/Divulgação.

No marco do Dia Mundial do Refugiado, o ACNUR (Agência da ONU para os Refugiados) lança ontem (16/6) o Festival JAM 2021 para celebrar a força da inclusão de pessoas refugiadas e deslocadas na América Latina e no Caribe. O festival é um espetáculo virtual pré-gravado que será exibido entre os dias 16 e 20 de junho nas redes sociais do ACNUR Brasil, em português (Facebook e YouTube), e do ACNUR nas Américas (Facebook e YouTube), em espanhol. No total, participam 17 países da América Latina e do Caribe com eventos de dança, música, poesia, teatro, entre outras atividades.

Duas apresentações irão representar as pessoas refugiadas que vivem no Brasil. No dia 17, às 21h (horário de Brasília), será o lançamento do clipe estrelando o DJ Norberto Nunez, indígena venezuelano da etnia Warao. Nesta performance, Norberto toca um de seus sucessos favoritos, com seu toque único, enquanto ele e seus familiares mostram dança tradicional ritualística, compartilhando alguns dos aspectos culturais milenares dos Warao.

Já na sexta-feira (18), às 20h, o coral Makamba de crianças refugiadas no Brasil, cujos pais vieram de Angola, República Democrática do Congo e Líbia, apresenta uma música da peça Siyahamba. Como a apresentação do trabalho foi suspensa devido à pandemia da Covid-19, as crianças, jovens e adultos realizaram um retiro para produzir um videoclipe que traz também depoimentos marcantes de crianças refugiadas para pensarem sobre sua inserção na sociedade. A produção é da Companhia Nissi de Teatro com apoio da ONG IKMR, parceira do ACNUR.

Lançado ontem, coincidindo com a visita do Alto Comissário do ACNUR, Filippo Grandi, ao Panamá, Colômbia e Equador, o Festival JAM busca criar um espaço onde pessoas refugiadas, deslocadas e as comunidades que as acolhem possam interagir, compartilhar e cuidar de si mesmas.

Mesmo com os inúmeros desafios impostos pela pandemia da Covid-19, pessoas refugiadas e deslocadas deram um passo à frente para proteger e cuidar das comunidades onde vivem para contribuir para o seu desenvolvimento e bem-estar. Um dos objetivos do festival é mostrar que, quando há oportunidades, pessoas refugiadas contribuem com suas habilidades para a construção de um mundo mais forte, seguro e vibrante.

O ACNUR, como agência que lidera a resposta mundial de proteção de pessoas que foram forçadas a deixar suas casas, sabe que a inclusão de pessoas refugiadas é essencial para a construção de sociedades mais fortes. Com milhões de pessoas deslocadas em todo o mundo, o ACNUR apela às comunidades e aos governos para incluí-los nos serviços de saúde, educação e esportes.

Clique aqui para ver a programação do Festival JAM (em espanhol)

Clique aqui para ver a programação do Dia Mundial dos Refugiados no Brasil

Acompanhe os eventos nas redes do ACNUR no Brasil:

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Clique aqui para acessar o texto no site oficial do ACNUR.

Com uso de inteligência artificial em tele saúde, cidades conseguem reduzir sobrecarga do sistema de saúde

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Engin Akyurt/Unsplash.

Tele atendimentos médicos com o uso de inteligência artificial (IA) ajudaram a reduzir a sobrecarga do sistema de saúde durante a pandemia de Covid-19. A conclusão é de um grupo de pesquisadores do Instituto Laura Fressatto (de Curitiba), da PUCPR e da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP), que analisaram o uso de uma plataforma de tele saúde em três cidades brasileiras durante a pandemia de Covid-19: Curitiba, São Bernardo do Campo e Catanduva. Os resultados da pesquisa estão nesta quinta (17) na revista científica Frontiers in Digital Health.

Os pesquisadores detectaram que, ao interagir com a plataforma de chatbot, que faz atendimentos por meio de conversas estruturadas, quase metade (45%) dos mais de 24 mil pacientes atendidos foram classificados com sintomas leves, cerca de 30% foram diagnosticados com sintomas moderados e apenas 14,2% foram apontados como casos graves de Covid-19. Dessa forma, o acesso ao sistema de saúde passa a acontecer de maneira coordenada, apenas para alguns casos em específico.

“No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é a principal fonte de atendimento para 75% da população; portanto, previa-se uma saturação do sistema com o aumento contínuo de casos. Com o uso da plataforma, a redução da sobrecarga acontece justamente pela identificação de casos leves e, eventualmente, de casos moderados, que são monitorados à distância”, contextualiza Adriano Massuda, pesquisador da FGV EAESP e um dos autores do estudo. “O uso de inteligência artificial (IA) permitiu capacitar os atendimentos de tele saúde a ajudar a resolver esse gargalo, aumentando o acesso coordenado dos pacientes ao sistema de saúde e priorizando a recomendação de buscar um hospital apenas nos casos mais graves”, analisa Massuda.

Os autores concluem que a implementação de plataformas de tele saúde com base em IA pode aumentar o acesso dos pacientes aos atendimentos de saúde de maneira segura, especialmente diante de uma situação tão inédita quanto a pandemia de Covid-19. “Implementar um sistema de tele atendimento no Brasil foi possível e pode ajudar a reduzir a sobrecarga nos sistemas de saúde”, concluem os autores.

“No entanto, para que tais atendimentos sejam bem sucedidos, é crucial que as plataformas possam se adaptar a necessidades locais, o que deve incluir a possibilidade de fazer alterações na árvore de decisão dos algoritmos dos chatbots”, pondera Hugo Morales, do Instituto Laura Fressato. Com base nos resultados do estudo, a recomendação dos autores é apostar em uma política nacional de transformação digital de saúde que possa guiar e melhorar a adoção de tecnologias inovadoras, como os chatbots de atendimento, em nível municipal.

(Fonte: Agência Bori)