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Experiência imersiva no Museu da Imigração apresenta cantigas de ninar de vários povos

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Eva Castiel, Fanny Feigenson e Fulvia Molina inauguram experiência imersiva Mátria – Êxodos Contemporâneos, no Museu da Imigração de São Paulo. Foto: divulgação.

Mátria – Êxodos Contemporâneos é o nome da instalação de arte multimídia das artistas Eva Castiel, Fanny Feigenson e Fulvia Molina no Museu da Imigração sobre mulheres imigrantes contemporâneas e o elo afetivo fundamental estabelecido entre mães e filhos por meio das cantigas de ninar, que passa a ocupar 2.900m² dos jardins do Museu.

Mátria, cujo conceito é intrinsecamente ligado às origens, histórias e antepassados de todos nós, é composta de uma instalação sonora e um vídeo. Constituída de mais de uma dezena de caixas de som espalhadas pelos jardins do entorno do museu, a instalação sonora reproduz, continuamente, canções de ninar originárias de Portugal, Argentina, China, Japão, Espanha, Itália, Hungria, Brasil e nossa Amazônia , entoadas em suas línguas de origem materna, inclusive em iídiche, por mulheres contemporâneas, gravadas especialmente para o projeto.  Estas canções estão disponíveis em uma playlist no Spotify.

Mátria também incluirá uma extensão colaborativa, paralela à instalação, para que o público possa contribuir e incluir suas canções de ninar e memórias preferidas da infância, gravadas em áudio ou vídeo, no Instagram do projeto (@expomatria), ampliando a experiência para além dos muros do Museu.

“Muitas das músicas são apenas cantadas entre os dentes: o sono vem com o ritmo sozinho e a vibração da voz nesse ritmo”, afirma o curador Márcio Seligman-Silva no texto de apresentação e, citando o poeta espanhol Federico García Lorca, destaca que as canções de ninar têm uma origem popular entre mulheres que sentem a maternidade como um desafio diante de sua pobreza contínua. “As letras das canções vão contra o sono e seu rio tranquilo. O texto provoca na criança emoções e estados de dúvida, terror, contra os quais a mão borrada da melodia tem que lutar, penteando e domando os cavalos empinados que esvoaçam nos olhos da criatura.

Mátria – Êxodos Contemporâneos, instalação de Eva Castiel, Fanny Feigenson e Fulvia Molina no Museu da Imigração. Imagem: divulgação.

O medo é tema nestas canções, despertado na criança através de personagens como o “bicho papão”, e “empurra-a para o mundo do sono, na sua busca por proteção. Também as suas mães foram empurradas de suas pátrias. Também elas buscam, aqui, construir uma Mátria entre nós”.

Já o vídeo, com o depoimento da jovem universitária venezuelana Saray, que descreve as agruras pelas quais passou – teve que parar os estudos, vender tudo que tinha, para poder sobreviver, até o desafio de migrar para um país estranho – será exibido em looping em uma instalação na antiga plataforma ferroviária, aonde chegavam os imigrantes que vinham do Porto Santos. Ela fez parte, com seu marido, do primeiro grupo de venezuelanos que chegou a São Paulo, em 2019, através da Missão Paz.

A exposição será inaugurada em 29 de outubro e ficará em cartaz até 26 de dezembro, no Museu da Imigração, edifício no qual funcionou por quase um século (1887–1978) a Hospedaria de Imigrantes do Brás, que fazia o acolhimento dos imigrantes que chegavam a São Paulo. Desde 1993, a instituição preserva a história dessas pessoas e fomenta o diálogo sobre as migrações como um fenômeno contemporâneo. “Toda a arte que se põe no mundo é política”, afirma Fulvia sobre Mátria – nome que presentifica o universo cultural, afetivo, subliminar, maternal, feminino da terra-mãe e faz um contraponto com pátria, que remete, subliminarmente, ao poder territorial, armado, colonialista, essencialmente masculino. O olhar para o outro, como mulheres, que sofrem preconceito e discriminação (de gênero, etnia e religião), é refletido no conceito da mostra, cujo propósito é o resgate, com foco na mulher migrante, da memória afetiva e da importância da mulher nas migrações, um processo sempre difícil, realizado em meio às incertezas e à dor de deixar para trás família, língua, costumes e, levando consigo a prole, a enfrentar preconceitos e o desafio de fazer a travessia para um novo ambiente físico, econômico e cultural. “Nos unimos através do viés da estrangeira. Não somos de nenhum lugar, somos de nós mesmas”, afirmam as artistas, que juntas, em 2019, apresentaram a exposição [IN]VISÍVEIS – Polacas: Memória e Resistência na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo – também sob a curadoria de Seligmann-Silva, sobre o destino de  jovens mulheres traficadas para a América.

A imigração no Brasil | A população brasileira tem suas origens na imigração, como se nota nos nomes, nos costumes, na gastronomia e nas concentrações das diferentes nacionalidades em seus bairros – como na Liberdade, com os japoneses, e o Bom Retiro, no início com os imigrantes espanhóis e italianos, seguidos de judeus e, agora, com os coreanos e bolivianos, para citar apenas dois. Na atualidade, a imigração passa por uma grande mudança e, ao invés da imigração de populações do norte, tem predominado a parcela de imigrantes do Sul Global, com a vinda de senegaleses, angolanos, haitianos, congoleses e venezuelanos, entre outros. Entre 2011 e 2019, segundo o relatório do Observatório das Migrações Internacionais, recebemos no Brasil 1.085.673 imigrantes. Outra mudança observada é que nos últimos cinco anos da década passada houve um aumento da imigração feminina, com destaque para paraguaias, venezuelanas, haitianas e cubanas. De acordo com a ONU, no mundo, entre os que trabalham e vivem fora de seu país, 272 milhões (47,9%) são mulheres. Entre 2010 e 2019, 688.367 mulheres imigrantes se estabeleceram no Brasil. “Mas elas sofrem discriminação tanto para conseguir trabalho digno como na sua remuneração. Elas ainda são submetidas a uma máquina econômica que tende à reprodução de papéis de gênero no campo laboral. Essas imigrações têm em sua origem seja questões econômicas, seja uma situação política que produziu um deslocamento forçado”, explica o curador Márcio Seligmann-Silva, tradutor, teórico e crítico literário, professor na Unicamp, ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura em 2006 e finalista na mesma premiação em 2000.

Sobre as artistas | Eva Castiel – artista multimídia, iniciou sua formação artística no final dos anos 70, sob orientação de Anna Barros, Carmela Gross e Carlos Fajardo. Nos anos 90, estuda com Menashe Kadishman em Nova York. Realizou diversas exposições individuais no Brasil e em países como Alemanha, Israel, Inglaterra, Hungria, Estados Unidos e China, entre elas: Em si, na Biblioteca Mário de Andrade; Feelings não têm fronteiras, na Galeria Mônica Filgueiras; Infinita, na Valu Oria Galeria e, Kalk, na Galeria Barsikow. Participou de várias exposições coletivas, entre elas: Corpoinstalação, no SESC Pompéia; Paralela Bienal de São Paulo; (in)corporatura, na Galeria Mônica Filgueiras e São Vito no Arte Cidade Zona Leste. Em 2018, lançou o livro Estrangeira, sua primeira monografia, em que percorre cronologicamente desde as instalações mais recentes até as pinturas dos anos 80.

Fanny Feigenson graduou-se em Comunicação e Artes pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1974), onde também fez seu mestrado em Comunicação e Artes (1996) sob orientação de Teixeira Coelho e doutorado em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo (2003) sob orientação de Carlos Fajardo, que resultou na instalação Cerejas e Framboesas, no Centro Universitário Maria Antonia, da USP. Entre várias exposições no Brasil e Alemanha, ganhou um prêmio na Bienal da Sérvia em 2004, com um vídeo que questiona a Morte. Participou no mesmo ano da Arco, em Madri, pela galeria Valu Oria, local que abrigou sua mostra individual SexShop. Em 2008 desenvolve o conceito da loja de design Chic lab de criação. A exposição Harpias XXI, de 2018, participa da coletiva com as também artistas e professoras da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Maria Augusta Pisani, Ruth Verde Zein e Ana Gabriela Gordinho Lima, no Centro Histórico e Cultural Mackenzie (CHCM). Em 2019 inicia um estágio pós doutoral na PUC/ SP no grupo de subjetividade da Pós-graduação em Psicologia Clínica, com supervisão de Peter Pal Pelbar. Atualmente é professora no curso de Design e de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e desenvolve trabalhos de arte nas áreas Moda, Design, Instalações e Intervenções Públicas. Lançou ainda o livro Ventania Solar, Pós Doc 2021.

Juntas, Eva Castiel e Fanny Feigenson participaram de diversas mostras, como A oeste o muro, que ocupou a Capela do Morumbi, em São Paulo, e foi exibida em Berlim e Colônia, na Alemanha, em 1998, Genius Loci no Instituto Maria Antônia, em 2002, e a participação na Paralela Bienal de São Paulo, 2006. A instalação e Intervenção sonora Por 1 Triz foi realizada no Ateliê de Fanny e no Museu Judaico de São Paulo, em 2016. Em Polacas, Memória e Resistência, na Oficina Oswald de Andrade, no ano de 2019, Eva e Fanny se uniram a Fulvia Molina.

A artista Fulvia Molina, nascida em Jeriquara, SP, em 1945, tem sua atenção voltada à memória política e social do país, principalmente nos aspectos ligados à violação dos direitos humanos, à condição feminina, à exclusão social e à migração. É Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP, fez residência artística na Faculdad de Bellas Artes da Universidad Politécnica de Valencia, Espanha, no Centre de Diffusion Press Papier de Québec, Canadá, e no Frauen Kunst Forum em Hagen, Alemanha.

Vivendo e trabalhando em São Paulo, tem participado de exposições internacionais em Berlim, Essen, Hagen, Québec e Madrid, entre outras cidades, como as exposições MemoriAntonia (Centro Universitário Maria Antônia, 2004); A Alma dos Edifícios (Salão Negro, Congresso Nacional, Brasília, DF, 2004); Zwischen Revolution und Revolte: 1968 in Latinamerika (Ibero-Amerikanischen Institut, Berlim, Alemanha, 2008) , Hiatus: Arte, Memória e Direitos Humanos na América Latina (Memorial da Resistência-Estação Pinacoteca, 2018) e [IN]VISÍVEIS – Polacas: Memória e Resistência (Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo, 2019).

Serviço:

Mátria – Êxodos Contemporâneos

Instalação no Museu da Imigração – de Eva Castiel, Fanny Feigenson e Fulvia Molina

De 29 de outubro a 26 de dezembro de 2021

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h).

R$10 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição

www.museudaimigração.org.br

Instagram: @expomatria

Spotify: https://open.spotify.com/show/4pMAZ2mlM8cUoEWWc7PgFz?si=50002b1bede84aed.

(Fonte: Vicente Negrão Assessoria)

Intuição Companhia de Dança apresenta “O Antropólogo Viajante” em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Intuição Companhia de Dança realiza presencialmente neste domingo, 24 de outubro, às 17h, o espetáculo O Antropólogo Viajante na Concha Acústica do Taquaral. A entrada é gratuita e o público-alvo é jovem e adulto. A quantidade de público no local será limitada obedecendo os protocolos sanitários. A apresentação tem apoio do governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo também apoia o evento.

O espetáculo interage com o meio ambiente em uma viagem com Charlie, um ambientalista contemporâneo que busca respostas sobre o presente com nossos ancestrais, desde 150 mil anos atrás. A duração é de 50 minutos e, ao término, abre uma roda de conversa com o público abordando temas como sustentabilidade, dicas de reciclagem, reutilização e redução de lixo. É obrigatório o uso de máscara e álcool em gel e distanciamento social.

As obras da Intuição Companhia de Dança abordam temas atemporais, inerentes à vida, instigando uma profunda reflexão sobre os caminhos do psicológico humano. Neste novo espetáculo, O Antropólogo Viajante, ela parte da constatação de que não fomos a única espécie de hominídeos a habitar o planeta.

A direção e coreografia é de Vinícius Anselmo, premiado em importantes festivais nacionais e internacionais de ballet como Tanzolymp (Alemanha), YAGP (Nova York) e Festival de Dança de Joinville (Brasil). Anselmo estudou em Paris, na França, o repertório e construção coreográfica de grandes nomes como Jiri Kilyan, Ohah Naharin, Cristal Pite e Sharon Eyal.

A locução é de Rodolfo Dias (Dipa) e os diálogos foram escritos por Rodrigo Vilalba, doutor em Comunicação e Letras e professor de Teoria da Comunicação, Antropologia Cultural e Filosofia. Vilalba integra o quadro da Intuição Companhia de Dança, formada ainda por professores renomados, musicistas e dez bailarinos.

Serviço:

O Antropólogo Viajante, com Intuição Companhia de Dança

Data e Horário: 24 de outubro, domingo, às 17h

Local: Concha Acústica – Auditório Beethoven. Av. Dr. Heitor Penteado, s/nº – Parque Portugal – Taquaral – Campinas/SP

Mais informações: https://www.intuicaocia.com.br.

(Fonte: Assessoria de imprensa/Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas)

Nona edição do Festival de Música Erudita do Espírito Santo aborda negação do sofrimento e morte

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Steve Buissinne/Pixabay.

Entre os dias 5 e 27 de novembro, a cidade de Vitória abrigará a 9ª edição do Festival de Música Erudita do Espírito Santo, sob a direção geral de Tarcísio Santório e Natércia Lopes.

As atividades acontecerão de forma híbrida. Serão apresentados oito concertos de câmara gratuitos com público presencial, sendo quatro deles transmitidos ao vivo pela internet, assim como as duas conversas que serão realizadas por artistas e pesquisadores convidados sobre temas ligados à programação do Festival.

Segue à frente da curadoria a encenadora Livia Sabag, que apresenta a programação de 2021 como um desdobramento da edição do ano passado, na qual o Festival percorreu os limites das fronteiras físicas e simbólicas dos tempos atuais. “A pandemia continua tornando cada vez mais evidentes as grandes desigualdades existentes entre as pessoas. Não só contrastes socioeconômicos, mas também abismos nas relações interpessoais. O choque dos primeiros momentos da pandemia tem, gradualmente, cedido lugar à banalização e mesmo à negação do sofrimento e da morte”, afirma a curadora.

A partir da necessidade de abordar essas questões, Livia propõe um olhar sobre a complexa dinâmica humana que surge entre pulsões de vida e de morte por meio de uma programação que gira em torno do eixo temático amor e morte, circundado por outros temas relacionados, como crueldade e compaixão, guerra e paz.

Imagens de Victor Braga ilustram a programação da edição do festival deste ano.

Dentre os destaques do repertório, formado por obras compostas entre o final do século XIX e começo do século XXI, estão a Sinfonia nº 14 do compositor russo Dmitri Shostakovitch, criada como um diálogo artístico com o ciclo Canções e Danças da Morte, para piano e voz, do também russo Modest Mussorgsky.

Destacam-se também o quinteto para piano e cordas Canto de Amor e de Morte, do compositor português Fernando Lopes-Graça; o Quarteto para o Fim dos Tempos, do francês Olivier Messiaen, uma das mais importantes obras de câmara do Século XX; o quarteto Terra Memoria, da compositora finlandesa Kaija Saariaho; o duo de flauta e contrabaixo Valsas do Velho Testamento, da compositora egípcia Nahla Mattar e o concerto para orquestra de cordas Canto de Amor e Paz, do compositor brasileiro Cláudio Santoro.

Além desses compositores, a nona edição apresentará composições de Sergei Rachmaninoff (Rússia), Clotilde Rosa e Joly Braga Santos (Portugal), Kilza Setti, Esther Scliar e Nathália Fragoso (Brasil), Henri Duparc, Maurice Ravel e François Poulenc (França), Dorothee Eberhardt-Lutz (Alemanha), Florence Price e Frederic Rzewski (Estados Unidos).

Para a execução destas obras, foram convidados renomados artistas e conjuntos brasileiros, como as sopranos Eliane Coelho e Ludmilla Bauerfeldt, o baixo-barítono Sávio Sperandio, os pianistas Gustavo Carvalho, Célia Ottoni, Aleyson Scopel, Fabio Bezuti e Willian Lizardo, a violinista Gabriela Queiroz, o clarinetista Cristiano Costa, o violoncelista Jonathan Azevedo, a flautista Rúbia de Moraes, o contrabaixista Felipe Medeiros, os maestros Gabriel Rhein-Schirato e Helder Trefzger, os quartetos Bratya e Camburi e a Orquestra Camerata SESI.

Além de reger o concerto de abertura, o maestro Gabriel Rhein-Schirato integra, como consultor musical, a equipe de artistas colaboradores do Festival, ao lado da musicóloga Guilhermina Lopes, assistente de curadoria e pesquisadora convidada desta edição.

Os concertos transmitidos ao vivo terão, mais uma vez, a direção de fotografia da cineasta Úrsula Dart. Seguindo a sua tradição anual, o Festival homenageará, nesta edição, a soprano Eliane Coelho e a pianista capixaba Célia Ottoni.

A realização do evento é da Cia de Ópera do Espírito Santo (COES), da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio Master da ArcelorMittal, patrocínio do Banestes; parceria do SESI e FINDES; apoio do Hotel Ilha do Boi e apoio institucional do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da FAMES, OSES, Funcultura e da Secretaria de Estado da Cultura.

PROGRAMAÇÃO*

5 de novembro, às 20h

(presencial e online)

ABERTURA OFICIAL DO FESTIVAL – HOMENAGENS

CONCERTO DE ABERTURA

Orquestra Camerata SESI

Gabriel Rhein-Schirato, regência

Eliane Coelho, soprano

Sávio Sperandio, baixo-barítono

Dmitri Shostakovitch (1906-1975)

Sinfonia n. 14 Op. 135

6 de novembro, às 20h

(presencial)

CANTO E PIANO

Eliane Coelho, soprano

Gustavo Carvalho, piano

Sergei Rachmaninoff (1873-1943)

Ti pomnish’ li vecher (Você se lembra da noite?)

Fontan Op. 26 n. 11 (Fonte)

Burya Op. 34 n. 3 (Tempestade)

Ostrovok Op. 14 n. 2 (Ilhota)

Vesennie vodi Op. 14 n. 11 (Águas de primavera)

Ne poi krasavitsa Op. 4 n. 4 (Não cante, oh bela, na minha frente)

Ne ver mne, drug Op. 14 n. 7 (Não acredite em mim, amiga)

Modest Mussorgsky (1839-1881)

Canções e Danças da Morte

Kolybel’naya (Canção de ninar)

Serenada (Serenata)

Trepak (Dança tradicional russa)

Polkovodets (Marechal de campo)

12 de novembro, às 20h

(presencial e online)

CANTO E PIANO

Ludmila Bauerfeldt, soprano

Fábio Bezuti, piano

Willian Lizardo, piano (participação especial)

Henri Duparc (1848-1933)

L’invitation au voyage

Au pays où se fait la guerre

Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

O menino de sua mãe

Henri Duparc (1848-1933)

Phidylé

Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

Onde me levas, rio que cantei

Henri Duparc (1848-1933)

Chanson triste

Maurice Ravel (1875-1937)

– Ma mère l’oye

Le jardin féerique

Pavane de la belle au bois dormant

– Trois chansons

Nicolette

Trois beaux oiseaux du Paradis

Rondelay

Francis Poulenc (1899-1963)

Priez pour paix

13 de novembro, às 20h

(presencial)

TRIO, QUARTETO E QUINTETO

Quarteto Bratya, cordas

Célia Ottoni, piano

Clotilde Rosa (1930-1917)

Trio de Cordas

Esther Scliar (1926-1978)

Movimento de Quarteto

Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

Canto de Amor e de Morte (quinteto)

19 de novembro, às 20h

(presencial e online)

QUARTETO

Aleyson Scopel, piano

Cristiano Costa, clarinete

Gabriela Queiroz, violino

Jonathan Azevedo, violoncelo

Olivier Messiaen (1908-1992)

Quatuor pour la fin du temps

20 de novembro, às 20h

(presencial)

QUARTETO

Quarteto Camburi

Florence Price (1887-1953)

Quarteto nº 2

Kaija Saariaho (1952)

Terra Memoria

26 de novembro, às 20h

(presencial)

SOLOS E DUOS

Rúbia de Moraes, flauta

Felipe Medeiros, contrabaixo

Nahla Mattar (1971)

Waltzes from Old Testament, Op. 17/1 (flauta e contrabaixo)

Frederic Rzewski (1938-2021)

Mollitude (solo flauta)

Nathalia Fragoso (1985)

Não há (solo contrabaixo)

Dorothee Eberhardt (1952)

Zusammen (flauta e contrabaixo)

27 de novembro, às 20h

(presencial e online)

CONCERTO DE ENCERRAMENTO

Orquestra Camerata SESI

Helder Trefzger, regência

Joly Braga Santos (1924-1988)

Concerto para Orquestra de Cordas

Kilza Setti (1932)

Variações para Cordas

Claudio Santoro (1919-1989)

Canto de Amor e Paz

CONVERSAS ONLINE:

(transmitidas pelo www.youtube.com/festivaldemusica)

6 de novembro às 11h

O amor e a morte segundo Shostakovich, Mussorgsky e Rachmaninoff

20 de novembro às 11h

Mesa-redonda:

Clotilde Rosa, Joly Braga Santos e Fernando Lopes-Graça – A música portuguesa no Festival de Música Erudita do Espírito Santo

FORMAÇÃO PRESENCIAL:

II ÓPERA-CIONAL

22 a 26 de novembro

Inscrições a partir de 1/11 no site do festival

Coordenação pedagógica: Luza Carvalho

Curso de Iluminação Cênica:

Prof. Fábio Retti

22 a 25 de novembro, das 18h30 às 21h30 e 26 de novembro, das 12 às 21h

Centro Cultural SESI (Vitória-ES)

Curso de Camareira:

Profª. Luza Carvalho

22 a 25 de novembro, das 19h às 21h

Centro Cultural SESI (Vitória-ES)

*programação sujeita a alterações.

Serviço:

9º Festival de Música Erudita do Espírito Santo

Local: TEATRO SESI

Endereço: R. Tupinambás, 240 – Jardim da Penha, Vitória/ES

Ingressos: Todos os concertos são gratuitos, sendo que as apresentações dos dias 5, 12,19 e 27 também terão transmissões online diretamente do Youtube. (https://www.youtube.com/festivaldemusica)

Distribuição dos ingressos presenciais: Um dia antes do concerto, na bilheteria do teatro (sujeito à lotação).

Horário de funcionamento da bilheteria: das 12h às 19h.

Classificação indicativa: 10 anos

Capacidade reduzida para 150 lugares

Acessibilidade: Sim

Protocolo Sanitário: Será exigido o passaporte da vacina no acesso à sala de espetáculo. O espectador deverá estar completamente imunizado com no mínimo duas doses ou dose única (Jansen)

Para mais detalhes sobre o festival, acesse www.festivaldemusicaerudita.com.br.

(Fonte: Assessoria de imprensa do festival)

De carro-chefe a negação: como a fome aparece no debate político brasileiro

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Roberto Parizotti/Unsplash.

Após a redemocratização, a fome tem sido abordada de diferentes formas no debate político brasileiro: enquanto alguns políticos a colocaram como carro-chefe de seu governo, como política de combate à pobreza, outros negaram a sua existência. Apesar de avanços significativos ao longo dessas três décadas, a fome nunca foi erradicada no país. Essa é a conclusão de um artigo de pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fiocruz, publicado na revista “Cadernos de Saúde Pública” na quarta (20).

O estudo tem origem na tese de doutorado da cientista Fernanda Sá Brito, com orientação de Tatiana Baptista. A pesquisadora deu início ao trabalho em 2015, quando o Brasil comemorava a saída do Mapa da Fome da ONU. “A celebração me causava um incômodo: sair do Mapa quer dizer ter menos de 5% da população em situação de fome. Para a nossa população, isso ainda significava que mais de 7 milhões de pessoas continuavam em situação de insegurança alimentar grave, em um país onde o acesso à alimentação é um direito constitucional”, diz Brito.

Com o objetivo de avaliar as abordagens da fome no debate político, a cientista analisou documentos relacionados a governos, partidos e ONGS de 1986 a 2015. A conclusão é que o uso da fome pelo discurso político é retórico, com diferentes vieses.

Brito conta, por exemplo, que, na década de 1980, o ativista e sociólogo Herbert de Sousa, o Betinho, abordava a fome para mobilização, sensibilizando pessoas sobre a causa. Mais tarde, no governo Lula, o tema ganhou outra abordagem, aparecendo como carro-chefe. “No governo atual, o presidente nega a existência de fome no Brasil”, comenta a pesquisadora. “Enquanto chefe do Executivo, ele tem uma representatividade, e isso legitima a ideia de que a fome não existe, invisibilizando a questão.”

Os dados levantados pela cientista trazem à tona os interesses políticos da inclusão da fome no debate e lembram que, apesar de o país já ter tido sucesso em políticas públicas e programas de alimentação e nutrição, a fome sempre atingiu alguma parte da população. “Independente de metas globais (como o Mapa da Fome da ONU), o uso da fome no debate deve ir além da sensibilização, resultando em mudanças estruturais até que a fome não seja mais uma realidade”.

(Fonte: Agência Bori)

Exposição Casa Chandon oferece programação cultural intensa entre 29/10 e 14/11

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens: divulgação.

Tendo como temas principais a viticultura sustentável, a diversidade e o otimismo, valores da marca, a Chandon apresenta sua nova identidade com a abertura da Casa Chandon, que acontece de 29 de outubro a 14 de novembro, em São Paulo.

Instalada na Casa de Cultura do Parque, um espaço dedicado à cultura localizado no bairro do Alto de Pinheiros em São Paulo, a Casa Chandon tem projeto assinado por Guto Requena, designer e arquiteto inovador que traduziu em cores, imagens, texturas e mobiliário o espírito Chandon, além de assinar o cardápio das experiências culturais.

Os visitantes do evento farão um tour guiado para uma experiência completa no mundo Chandon. Ao chegarem, serão recebidos e guiados em uma imersão cultural nos terroirs Chandon na Serra Gaúcha, na sala Terroir. Por meio de uma videoinstalação e de um aroma sutil que enche a sala, serão transportados a Garibaldi, com suas belas paisagens dos vinhedos.

O próximo destino é o Bar Sinestésico. Ali, ao longo de um grande balcão de linhas sinuosas serão degustados quatro cuvées da linha de espumantes por meio de uma experiência coletiva. Sensores captam as emoções dos visitantes, e esses dados, processados por computadores, são transformados em formas e cores exibidas nos grandes painéis de LED que decoram a sala. O resultado é um grande mood board que vai sendo atualizado em tempo real, se enchendo de cores a partir do fluxo de sensações e sentimentos de quem compartilha nossa grande mesa.

Na sequência, será servido um brunch Chandon no restaurante, assinado pelo BotâniKafé. A casa dispõe de um solarium com espreguiçadeiras para relaxar após o brunch.

Em um bar longe, um pequeno palco acolhe, ao longo das semanas, uma variada programação, com intervenções musicais artísticas e drinks à base de espumante preparados por jovens bartenders expoentes, como Daiane Ferreira, Ricardo Takashi Paulon, Ana Paula Gumeri e Heitor Marin, mostrando a diversidade de perfis que faz parte do DNA da marca.

Em seguida o percurso conduz ao Bar de Cima, no piso superior, onde um mirante com vista para a copa das árvores convida a brindar à natureza e faz lembrar do horizonte verde como nos terroirs Chandon nas Serras Gaúchas.

A casa conta com uma loja temática para aquisição de itens especiais da marca customizados ao vivo por artistas, como garrafas, taças, baldes e outros.

Programação Artística

30/10

Das 16h15 às 17h – Anelis Assumpção – Intimates Concert

31/10

Das 15 às 17h – Felipe Morozini

2/11- Edição especial de feriado

Das 16h15 às 17h – Alessandro Penezzi & Fabio Peron (bandolim)

6/11

Das 15 às 17h – Graça Cunha

7/11

Das 15 às 17h – Kiara Felipe

13/11

Das 16h15 às 17h – Karina Zeviani

14/11

Horário a definir – Tutu Moraes

Sobre a Chandon | Em 1973, a Chandon do Brasil foi inaugurada em Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Localizada na Serra Gaúcha, a área faz parte de uma região vinícola de renome com um microclima local temperado e de noites frescas, ideal para a elaboração de espumantes de alta qualidade. Desde então, sob a orientação do renomado enólogo francês Philippe Mével, a Chandon busca excelência e inovação. A Chandon Brasil cultiva em seus vinhedos variedades nobres das cepas Chardonnay e Pinot Noir, mudas importadas da França, e o Riesling Itálico, já cultivado na região, que foi melhorado e incorporado aos assemblages. A marca apresenta a seguinte gama de variedades: Chandon Réserve Brut, Chandon Brut Rosé, Chandon Riche Demi-Sec, Chandon Passion, Excellence Brut e Excellence Rosé. A Chandon faz parte do grupo LVMH – Louis Vuitton Moët Hennessy – o maior conglomerado de produtos de luxo do mundo.

Serviço:

Casa Chandon

Quando: de 29 de outubro a 14 de novembro

6as. feiras, sábados e domingos das 11 às 22h

Horário dos tours:

Sábado, domingo e terça (2/11): 11h; 11h30; 12h; 12h30; 13h; 13h30; 14h; 14h30

Tolerância de 15 minutos.

Onde: Casa de Cultura do Parque

Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo/SP

Ingresso: R$250,00, experiência completa: Tour + degustação + Brunch

Vendas: eventim.com.br ou App Eventim Brasil

Não serão vendidos ingressos no local

Bicicletário

Manobristas: R$35,00

*Uso de máscara obrigatório

Facebook: /ChandonBrasil

Instagram: @ChandonBrasil

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(Fonte: Mkt Mix Assessoria de Comunicação)