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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Livro apresenta o Brasil para expatriados

São Paulo, por Kleber Patricio

O autor Thomas Winter. Fotos: divulgação.

Com palavras de orgulho e satisfação de quem vive no Brasil há mais de 20 anos, o autor Thomas Augustin Winter acaba de lançar o livro Becoming Brazilian, que retrata o que é o Brasil para expatriados que precisam fazer negócios por aqui.

Com 320 páginas, o livro tem como propósito apresentar o país para profissionais estrangeiros que trabalham ou vivem no Brasil, de modo a que consigam ser mais produtivos e superem o choque cultural. Além disso, a proposta da obra também é trazer mais detalhes da cultura, história e celebrações das diferentes regiões do país. “Depois de ver alguns gestores expatriados frustrados com o Brasil, eu percebi o quanto era importante que estes estrangeiros fossem treinados na cultura brasileira para fazer negócios de forma mais eficaz e que os viajantes tivessem uma compreensão mais profunda do país. O Brasil é um país particularmente importante para o mundo e ainda não há bons livros que tratem do assunto”, explica Winter.

Para Winter que, nasceu em Washington D.C., nos EUA, e passou a maior parte da carreira profissional em empresas multinacionais, o Brasil é um lugar estimulante e divertido para se trabalhar e visitar – porém, burocrático. “Como gestor profissional, a complexidade e burocracia de fazer negócios no país são um desafio. Entender e tentar fazer as coisas corretamente e legalmente precisa estar esclarecido para qualquer gestor estrangeiro, pois os processos brasileiros são mais onerosos”, afirma.

Publicado pela Editora Appris, o livro é dividido em duas partes. A primeira revê o comportamento, as celebrações e as crenças brasileiras. “Como evitar pagar mico?”, “Como beber chimarrão?”, “Como trabalhar com o tempo brasileiro?” e “Como cumprimentar e dizer adeus aos brasileiros?” são alguns exemplos. O livro explora ainda todas as regiões do Brasil por meio de sua comida e história. “O livro aborda temas diversos como, Forró, Bumba Meu Boi, Jeitinho, Pomba Gira e Zé Carioca. Eu não quero que o leitor aprenda sobre estereótipos brasileiros das regiões do Brasil, mas sim que eles entendam o Brasil de Norte a Sul”, comenta Winter.

Capa do livro.

Já a segunda parte reconhece que os brasileiros e o Brasil têm alguns problemas muito antigos e sérios que todos já sabem, mas um estrangeiro que vive aqui precisa entender melhor. Desigualdade social, racismo, más perspectivas de emprego, corrupção, impunidade e violência criminal são alguns problemas que conhecemos como brasileiros. “No livro, destaco que todos esses problemas foram resultado da história colonial brasileira sob a política portuguesa. O Brasil tem uma história única de ser, o único país do hemisfério ocidental unido sob uma monarquia que foge de Portugal. Só agora, depois de muitos escândalos de corrupção e impunidade, os brasileiros estão prontos para reformar suas instituições de governo. Mesmo que os problemas do Brasil ainda existam, só de olhar para a história do país é possível medir o progresso que foi feito”, defende o autor, que acredita que o livro pode ajudar expatriados a amar o Brasil.

Com preço sugerido de R$62,00, o livro já está a disponível em inglês pela Editora Appris no site www.editoraappris.com.br e, em breve, nas principais livrarias do país, como Amazon, Travessa, Cultura etc. A versão em português de Becoming Brazilian está prevista para 2022.

Sobre Thomas Augustin Winter | Thomas Winter vive no Brasil há mais de 20 anos. A maior parte de sua carreira profissional foi com empresas multinacionais de comércio agroindustrial que atuam na América Latina. Ele tem três filhas brasileiro-americanas. Possui MBA em Gestão Internacional pela Thunderbird School of International Management e bacharel em Economia pelo Colorado College.  Atuou no conselho de administração da Escola Internacional de Curitiba e da Escola South Kent. Ele tem faixa marrom no Jiu-Jitsu brasileiro. Atualmente, mora em São Paulo, onde trabalha como consultor e auxilia organizações com formação de equipes e eventos interculturais.

Nuno Ramos estreia performance inspirada em gravuras de Goya sobre os horrores da guerra

São Paulo, por Kleber Patricio

“Os Desastres da Guerra”. Fotos: Matheus Jose Maria.

Terceiro episódio de A Extinção É Para Sempre – projeto multilinguagem e inédito idealizado pelo artista, compositor, diretor e escritor Nuno Ramos e realizado pelo SESC São Paulo, com apoio do Goethe-Institut –, a performance Os Desastres da Guerra estreia em 16 de julho e terá três apresentações transmitidas ao vivo diretamente do teatro do SESC Vila Mariana.

O trabalho é inspirado na série de gravuras homônimas do espanhol Francisco de Goya, 82 imagens, realizadas entre 1810 e 1814, em que o pintor retratou cenas de fome, miséria e violência testemunhadas por ele durante a Guerra Peninsular.

Na criação de Nuno Ramos, as obras de Goya transformam-se em quadros-vivos. Em cena, os performers recriam as imagens do pintor espanhol enquanto interpretam cinco depoimentos sobre casos de miséria e violência do estado brasileiro. São relatos reais de casos de chacina e terror, ocorridos em locais como o Complexo da Maré e a comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.

“Os Desastres da Guerra”. Foto: Matheus Jose Maria.

Soma-se a tudo isso um elemento sonoro: os depoimentos foram transpostos para o braile e, então, relidos como partituras musicais. Assim, as histórias quase impronunciáveis contadas pelo elenco são acompanhadas por sua transposição em braile projetada nas paredes e também por sua interpretação musical – uma sonoridade percussiva, tocada ao vivo. “A gente achou uma espécie de musicalidade rigorosa e científica da palavra através do braile. Eu senti que o texto era violento demais, e o braile o torna mais precioso, mais difícil de entender”, explica Nuno. Formam-se, então, várias camadas e modulações entre as vozes e a percussão.

Por fim, entra em cena um ator com deficiência visual, que ajuda a descrever textos e detalhes da performance e representa uma consciência coletiva – da nossa cegueira social.

“O espetáculo é uma tentativa de deslocamento para várias linguagens desse acesso quase impossível à violência civil do país, que é uma coisa que vem da nossa formação mesmo”, afirma Nuno. “Para vocalizar isso, precisei de várias instâncias mediadoras, que vão se distorcendo umas às outras. E o trabalho virou uma espécie de reza, uma litania, um murmúrio”, complementa o artista.

Chama | Também em julho, o projeto A Extinção É Para Sempre abre inscrições para o público participar da obra Chama. Inaugurada em maio, a obra foi criada como um monumento virtual de luto, uma chama eterna e ininterrupta em memória aos mortos que permanecerá acesa durante um ano, a obra agora está aberta a colaborações de pessoas públicas ou anônimas, artistas, coletividades ou instituições do mundo inteiro.

“A Extinção É Para Sempre – CHAMA”. Foto: Eduardo Ortega.

Por meio do formulário de inscrição disponível no site sescsp.org.br/aextincaoeparasempre, o público opta por uma data e horário para transmitir sua chama, que pode ser produzida da forma que preferir e transmitida ao vivo pela plataforma do projeto.

A ideia dessa alternância de chamas é utilizar o fogo como um ritual e também um chamado, uma convocação geral ao luto, à pausa e à dignificação de cada perda. Como explica Nuno Ramos: Chama é um memorial aos mortos”. Há um fogo principal – a “chama-mãe”, criada pelo artista –, que nunca se apaga, instalado no SESC Avenida Paulista. A obra está sendo transmitida ao vivo no site do projeto desde o dia 25 de maio desse ano, no mesmo espaço virtual onde serão veiculadas as demais chamas.

A Extinção É Para Sempre | Trata-se de um projeto que une diversas linguagens artísticas e busca expressar uma resposta urgente às incertezas do presente: o momento político e social e a situação pandêmica que o mundo atravessa. O projeto multilinguagem e inédito é idealizado pelo artista, compositor, diretor e escritor Nuno Ramos e realizado pelo SESC São Paulo com apoio do Goethe-Institut. Organizado em sete episódios e com colaboração de nomes das artes visuais, da dança, do teatro e do cinema, o laboratório teve início em janeiro de 2021 e seguirá com desdobramentos ao longo de um ano.

“Estamos vivendo um misto de queda sem fim com ataque por todos os lados. O projeto é uma tentativa de reagir, com balas múltiplas, a um ataque múltiplo, de manter a linguagem viva em vários níveis”, afirma Nuno Ramos. “É também uma forma de fazer arte ‘a quente’, uma produção em movimento, que vá contra o atual estado de apatia e responda aos assuntos que percorrem o espaço público hoje – como o luto, a violência, a ameaça às instituições e a relativização da nossa história”, completa.

“A Extinção É Para Sempre – CHÃO-PÃO”. Foto: Matheus Brant.

“Em meio à imprecisão e complexidade do momento atual, realizar tal proposta, com apoio do Goethe-Institut, é matizar possibilidades para uma travessia coletiva mais acolhedora, abastecida pelas múltiplas camadas que envolvem o fazer artístico-cultural e as descobertas infindas que a arte proporciona”, reflete Danilo Santos de Miranda, diretor do SESC São Paulo. Configurado como um laboratório artístico, o projeto tem promovido diálogos sobre as proposições com artistas de diversas origens e linguagens, como a escritora Noemi Jaffe, o cineasta Jorge Bodanzky, a diretora Tarina Quelho, a atriz Edna de Cássia, o coreógrafo Eduardo Fukushima e o encenador Antonio Araújo.

Nuno, que costuma trabalhar com diversos registros, explica que, aqui, o instinto “foi logo ir juntando muita gente. Temos de fazer, na cultura, o que a representação política não tem conseguido fazer, que é uma abertura, uma capacidade de contaminação entre o que pareceria incongruente. Isso tudo tem de somar agora, mostrar a força que as diferenças têm quando pisam num mesmo chão”, ele pontua.

Em cada um dos sete episódios, a equipe artística é reorganizada. Há participações pontuais e também um núcleo que perpassa todo o projeto. Ele é composto por Tarina Quelho, coreógrafa e diretora Tarina Quelho, o músico Romulo Fróes e os performers Allyson Amaral, Tenca Silva, Nilcéia Vicente, Ivy Souza e Leandro Souza. Esse grupo fixo, que nasceu de uma busca por novas parcerias, também irá ajudar a criar um diálogo entre todas as obras. “As ideias são muito diferentes entre si, mas formam um todo, e a gente vai carregando as ideias de um episódio para outro”, explica Nuno.

Os dois primeiros episódios, o monumento virtual Chama e a performance Chão-Pão, podem ser vistos pelo site do projeto (sescsp.org.br/aextincaoeparasempre). Os próximos trabalhos seguem em desenvolvimento no laboratório artístico e seus desdobramentos públicos estarão sujeitos às possibilidades de interação que as mudanças no contexto da pandemia venham a permitir nos próximos meses.

Ficha técnica Os Desastres da Guerra

Criação: Nuno Ramos

Direção e dramaturgia: Nuno Ramos, Tarina Quelho e Vicente Antunes Ramos

Performance e Colaboração Criativa: Allyson Amaral, Edgar Jacques, Eliana de Santana, Gabriela Silveira, Igor Caracas, Joy Catharina, Leandro Souza, Rayra Maciel, Renan Proença, Tenca e Vinícius Lordelos.

Direção musical: Igor Caracas e Romulo Fróes

Desenho e operação de luz: Gabriela Miranda e Matheus Brant

Figurino: Valentina Soares

Assistente de figurino: Caio

Direção técnica: André Boll

Direção de palco: Carolina Bucek

Direção de produção: Marisa Riccitelli Sant’ana e Rachel Brumana

Produção executiva: Giovanna Monteiro, Luiza Alves e Paulo Gircys

Execução cenográfica: William Zarella Jr

Assistente técnica e operação de vídeo: Giovanna Kelly

Sonoplastia e Consultoria audiovisual : Rodrigo Gava

Fotos divulgação: Matheus José Maria

Direção de filmagem: Pedro Nishi

Assessoria jurídica: José Augusto Vieira de Aquino

Assistência de assessoria jurídica: Paula Malfatti

Agradecimentos pela cessão de acervo de figurinos aos grupos e companhias: Cia Livre, Folias d’Arte, Mescla, Teatro Oficina Uzyna Uzona, Cia Antropofágica

Gestão e Produção: Superfície de Eventos

Realização: SESC SP

Apoio: Goethe-Institut

Ficha técnica do projeto A Extinção É Para Sempre

Realização: SESC São Paulo

Apoio: Goethe-Institut

Idealização e direção artística: Nuno Ramos

Assistência de direção: Vicente Antunes Ramos

Direção de produção: Rachel Brumana

Gestão e coordenação de produção: Marisa Riccitelli Sant’ana

Assistência de produção: Giovanna Monteiro e Luiza Alves

Direção técnica: André Boll e William Zarella Jr.

Artistas convidados e performers: Romulo Fróes, Tarina Quelho, Noemi Jaffe, Edna de Cássia, Eduardo Fukushima, Antonio Araujo, Allyson Amaral, Tenca

Serviço:

Performance Os Desastres da Guerra

16/7, sex., às 20h30, em instagram.com/sescaovivo e youtube.com/sescsp

17/7, sáb., às 20h30, em instagram.com/sescvilamariana e youtube.com/sescvilamariana

18/7, dom., às 17h, em instagram.com/sescvilamariana e youtube.com/sescvilamariana

Classificação indicativa: 14 anos.

Típico de Valais, na Suíça, raclette é novidade do Bellini Ristorante

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Os amantes de raclette não precisam cruzar o mundo ou subir as serras para degustar este típico prato suíço de Valais, muito requisitado pelos brasileiros em cidades turísticas com baixa temperatura. O Bellini Ristorante, da Rede Vitória Hotéis, em Campinas, está disponibilizando o prato neste inverno, além da carta de vinho com mais de 200 rótulos.

A palavra raclette tem origem no verbo francês “racler”, que significa raspar, uma referência à forma tradicional de preparar este prato. Há 400 anos, este queijo é degustado na região dos Alpes Suíços.

No Bellini, o queijo servido é produzido na Serra das Antas, em Minas Gerais. Ele é derretido em uma racleteira de porcelana acompanhado de batatas ao murro, presunto Parma, tomate cereja, picles de pepino e rúcula precoce. Vale destacar que o queijo de raclette da Serra das Antas foi escolhido pela sua procedência e alta qualidade, além do seu preparo artesanal, cujo sabor é semelhante aos produtos suíços, com sabor ideal para este tipo de prato, além de valorizar o produtor local.

A raclette no Bellini Ristorante é servida todas as noites, até às 23h.

Para acompanhar o prato, os clientes têm à disposição uma das adegas mais completas e variadas do interior de São Paulo. A nova carta, preparada por Cristina Róseo, gerente de Alimentos e Bebidas (A&B) do Vitoria Concept, em parceria com a especialista de uma das importadoras mais conceituadas na área de restaurantes do país, a Mistral/Vinci, disponibiliza mais de 200 rótulos de bebidas.

Uma das novidades nesta versão é a carta comentada, seguindo uma tendência já adotada em vários países e por algumas casas no Brasil. Ela traz informações importantes tanto para os iniciantes no mundo do vinho quanto para os apreciadores mais experientes e apresenta características de cada produto e produtor, além de uma breve história do país de origem da bebida – tudo para facilitar e orientar o cliente no momento da escolha do rótulo para a melhor harmonização com os pratos.

A seleção das bebidas levou em consideração a região onde está localizada a vinícola, o estilo e cortes das uvas. Também teve o cuidado de acrescentar bebidas elaboradas com uvas autóctones, encontradas em regiões especificas de cada país, como Itália e França, por exemplo. “São produtos de extrema qualidade e procuramos privilegiar os países da América do Sul, como Argentina e Chile, por ordem dos mais preferidos dos apreciadores”, explica Cristina.

Debate: o papel da tecnologia no combate à desigualdade social

São Paulo, por Kleber Patricio

No dia 20 de julho, terça-feira, às 17h, a Adobe e a Gerando Falcões – plataforma que atua em rede para acelerar o poder de impacto de líderes de periferias e colocar a desigualdade social das favelas no museu – estarão juntas em uma live gratuita e ao vivo para debater sobre tecnologias e estratégias digitais que ajudam a combater a desigualdade social no Brasil.

O evento on-line será comandado pelo general manager da Adobe Latam, Federico Grosso, que entrevistará o fundador da Gerando Falcões, Edu Lyra. Durante a transmissão, o público poderá saber mais sobre as ações da organização para combater a desigualdade social, como a #coronanoparedão, além de conhecer as tecnologias utilizadas para criar um marketing automatizado e orientado a dados com o objetivo de obter mais resultados com as doações.

A parceria entre as empresas iniciou em 2019, quando a Adobe se uniu ao propósito da Gerando Falcões de dar suporte e acelerar o trabalho de outras ONGs que atuam em favelas de todo o Brasil, doando tecnologias que apoiam o crescimento da operação.

Os interessados em assistir ao bate-papo podem realizar a inscrição gratuita pelo link.

Serviço:

Entrevista: a tecnologia a favor do combate à desigualdade social

Data: 20/7/2021, terça-feira, às 17h

Valor: gratuito

Palestrantes: Federico Grosso, general manager Adobe LATAM, e Edu Lyra, fundador do Gerando Falcões

Inscrição: https://www.eventials.com/adobe/fed-entrevista-edu-lyra-a-tecnologia-a-favor-do-combate-a-desigualdade-social/.

Golfe Chave para o Futuro: projeto social de Indaiatuba recebe visita do secretário de Esportes do Estado de SP

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Eliandro Figueira.

Na tarde de segunda-feira, 12 de julho, Indaiatuba recebeu a visita do secretário de Esportes do Estado de São Paulo Aildo Rodrigues Ferreira, que conheceu detalhes do projeto Golfe Chave para o Futuro, promovido no Sapezal Golfe Clube em parceria entre Prefeitura de Indaiatuba, Hurra e Federação Paulista de Golfe.

O secretário elogiou o projeto: “O golfe é visto como um esporte de elite, mas aqui acontece exatamente o contrário. É inclusivo, permite acesso a crianças e jovens, que estão tendo a oportunidade de praticar esta modalidade”, ressalta. Ferreira enfatizou o caráter inclusivo do Golfe Chave para o Futuro. “A prática do esporte mantém estes jovens distante do convívio com as drogas e a violência. Dentro deste projeto, eles aprendem a conviver, se relacionar e respeitar seus limites”, aponta. “Além disso, gera emprego e renda, permitindo que Indaiatuba saia na frente, sendo exemplo para os demais municípios”.

“O Golfe Chave para o Futuro, promovido com a Hurra e a Federação Paulista de Golfe, é uma parceria que vem dando muito certo”, destaca o prefeito de Indaiatuba, Nilson Gaspar. “Toda estrutura criada para atender estes jovens e suas famílias tem trazido benefícios sociais, educacionais, esportivos e de geração de empregos”.

Autoridades em visita ao Sapezal Golfe Clube.

Pioneirismo | O presidente da Federação Paulista de Golfe, Ademir Mazon, destaca o pioneirismo do projeto. “Trata-se de um projeto pioneiro no Brasil, com o propósito de deixar um legado para o golfe no Brasil”, afirma. “Também auxiliamos na formação destes jovens e oferecemos uma oportunidade de profissão, seja como jardineiro, starter, caddie, instrutor de golfe e, quem sabe, um profissional do esporte”.

A secretária municipal de Cultura, Tânia Castanho, idealizadora do projeto, lembra que o Golfe Chave para o Futuro trata sobre oportunidade. “Este projeto é de extrema importância para o município e foi idealizado com foco na juventude. Temos a possibilidade de atender 100 jovens de nossa rede de assistência social, assim como da rede estadual de ensino, e oferecer oportunidade de trabalho e conhecimento sobre um jogo que é muito praticado em Indaiatuba”, enfatiza. “Entramos no segundo ano do projeto e estamos atravessando a pandemia com todos os protocolos. Porém, o mais importante é que já estamos colhendo os frutos, com alguns jovens empregados e trabalhando em eventos, assessoramento de jogos e adquirindo conhecimento”.

Iniciado em março de 2020, o projeto Golfe Chave para o Futuro foi pioneiro na utilização da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte com a modalidade golfe e na criação da primeira escola de formação técnica para jovens entre 13 e 18 anos, que objetiva a inclusão desses educandos no mercado de trabalho e, consequentemente, a geração de renda. Tal objetivo já foi atingido no primeiro ano de existência do projeto, com a contratação de quatro jovens que iniciaram suas jornadas profissionais por meio do golfe.