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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Panificação artesanal: San Francisco Baking Institute ganha filial no Brasil

Curitiba, por Kleber Patricio

Marcelo Vosnika e Eduardo Freire Feliz assinam contrato da primeira filial do San Francisco Baking Institute no Brasil, com a presença virtual do fundador da escola, Michel Suas. Foto: divulgação.

De forma a suprir a demanda da panificação artesanal, os sócios Eduardo Freire Feliz e Marcelo Vosnika se uniram a Michel Suas, fundador do San Francisco Baking Institute, para abrir a primeira filial da escola norte-americana no Brasil. O contrato foi assinado em maio e a escola, que será dedicada à panificação artesanal, viennoiserie e pâtisserie, tem previsão de abertura ainda no segundo semestre de 2021. “Além da fermentação natural, que sempre foi minha paixão dentro da panificação, a oferta de cursos também vai incluir outras abordagens, como a panificação clássica, massas folheadas, croissant, brioches etc. A expectativa é grande e para nós será um prazer contribuir para a história da panificação na América Latina”, finaliza Eduardo.

O melhor dos dois mundos | Por ser berço de grandes profissionais da área e polo da indústria do trigo, além do protagonismo no movimento de panificação artesanal no país, não foi à toa que Curitiba foi escolhida para receber o Instituto. O charmoso espaço gastronômico, localizado no Petit Batel, junto ao Lucca Cafés Especiais, será o destino de muitos entusiastas. O endereço, com estrutura desenvolvida especialmente para atender os mais altos critérios da panificação, receberá grupos para aulas teóricas e práticas. O objetivo é ensinar a metodologia exclusiva do San Francisco Baking Institute, trazendo o que há de melhor aos profissionais do Brasil e América Latina. “O amor e dedicação de grandes profissionais da panificação e o desenvolvimento de uma cadeia sustentável do trigo foram alguns dos motivos que me chamaram a atenção e destacaram a liderança da região no movimento da panificação artesanal na América Latina”, declarou Michel Suas, após visita a Curitiba e região em 2019.

A sociedade realizada entre o ícone da panificação internacional, seu ex-aluno Eduardo Freire Feliz, padeiro e sócio proprietário do Lucca Cafés Especiais, e Marcelo Vosnika, presidente e sócio da Moageira Irati, tem como objetivo disseminar o conhecimento da panificação artesanal e da fermentação natural na América Latina.

A plataforma Trigo de Origem, projeto desenvolvido em conjunto entre a Moageira Irati e Eduardo Freire Feliz, tem como base a conexão genuína de todos os elos da cadeia do trigo, tornando-os protagonistas desde a pesquisa da semente e agregando produtores, moagem e padeiros. Agora aliados à etapa de ensino, estabelecem um ecossistema inédito no mundo.

Campo e indústria, ensino de qualidade e padaria artesanal com foco na melhor experiência do consumidor podem ser vistos juntos em um só empreendimento. “O SFBI é uma ferramenta para solidificar o movimento que iniciou com tanta força organicamente no Brasil. Um espaço de geração e troca de conhecimento para qualquer pessoa interessada no assunto”, ressalta Vosnika.

Segundo dados da BuyCo, uma plataforma de intermediação de negócios, a panificação está entre os seis maiores segmentos da indústria do Brasil, com participação de 36% na indústria de produtos alimentares e 920 mil funcionários empregados de forma direta na panificação.

Segundo dados da ABIP (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria), desde 2018 é crescente a busca por produtos de panificação diferenciados, como os oferecidos pela panificação artesanal. Esse movimento trouxe à tona a falta de mão de obra especializada para as padarias no Brasil, que, segundo dados do Sebrae somam mais de 63,2 mil negócios no país, com faturamento anual próximo de R$95,08 bilhões.

Sobre o San Francisco Baking Institute | O SFBI foi fundado em 1996 por Michel Suas. Nascido na França, Michel Suas é reconhecido internacionalmente como um especialista da indústria e líder de pensamento e é um forte defensor do uso da educação para promover a apreciação e a arte da panificação artesanal.

O instituto oferece uma experiência de aprendizagem única, fornecendo instrutores que são especialistas em suas áreas e dando aos alunos a oportunidade de experiência prática no “mundo real” com os mais recentes equipamentos e tecnologia de panificação, mantendo a ênfase nas técnicas e valores da panificação artesanal.

Saxofonista Eramir Neto se apresenta terça (13) no #EmCasaComSESC

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Fernando Medeiros.

Terça-feira é dia de música instrumental na programação Música #EmCasaComSESC – e do Instrumental SESC Brasil. No dia 13/7, o saxofonista Eramir Neto se apresenta do Teatro Anchieta, no SESC Consolação, para mostrar composições de Meniere (2020), seu primeiro disco solo. O repertório traz a fusão da música instrumental com a eletrônica numa grande variedade de sons, modulações e efeitos, em obras autorais como Xp, 5+1, Bananada e London’s Night. Durante o show, Eramir divide o palco com os também saxofonistas Tais Cavalcanti (Jazzmin’s), Bio Bonato (Nomade Orquestra) e Juliene Belingeri (Orquestra Jabaquara) e com a clarinetista Vaisy Alencar.

O álbum é resultado de uma pesquisa em tecnologia na criação musical iniciada em 2007 por Eramir, quando começou a utilizar equipamentos eletrônicos para modificar os sons de seus instrumentos. A organicidade do saxofone “puro” foi modificada com processadores de efeito, controladores, sintetizadores e diversos programas de composição para música eletrônica na criação de Meniere.

Foto: Bruno Diniz.

Eramir Neto é músico profissional há 13 anos. Tocou e gravou com diversos artistas, como Inezita Barroso, Anitta, Rael, Projota, IZA, Nômade Orquestra, Samuca e a Selva, Black Mantra, Don Carlos e The Pioneers. Frequentou o curso profissionalizante de Música na Fundação das Artes de São Caetano do Sul (FASCS) e a Goldsmiths University of London. Em 2012, com seu trabalho solo, realizou uma street tour de sete meses em Londres, além de tocar em clubs como Miabella Soho e Mcqueens Shoreditch. Ministra oficinas sobre tecnologia na criação musical desde 2013. Teve passagens pelo teatro e por estúdios, onde foi indicado a alguns prêmios como Festival de Guaçuí 2008, na categoria melhor trilha sonora pelo espetáculo Terra, da Cia. da M.A.T.I.L.D.E. Em 2005 e 2006, foi indicado na Categoria melhor CD de Reggae (Banda Liberte-se) e Música Instrumental (Banalizando), respectivamente, no festival Dynamite de Música Independente (antigo prêmio TIM). Em 2002 ganhou o prêmio do instituto IAV com o single Play The Electro Jazz em parceria com o DJ Alexandre Savino e o trombonista Rafael Torres na categoria “Novos Artistas – Melhor Música do Ano”. Desde 2018, vem se dedicando também a improvisação livre e integrando projetos com a SPIO Orquestra, Guilherme “Big” Peluci e Vertice.

#EmCasaComSESC em 2020 | A série #EmCasaComSESC teve início em abril de 2020 com um conjunto de transmissões ao vivo das linguagens artísticas de música, teatro e dança, espetáculos para crianças e atividades do esporte que somaram 13,5 milhões de visualizações até dezembro do ano passado, no total de 434 espetáculos. Para conferir ou revisitar o acervo completo disponível, acesse: youtube.com/sescsp.

Parte das transmissões é realizada diretamente das unidades do SESC São Paulo, sem presença do público no local e seguindo todos os protocolos de segurança de prevenção à Covid-19. Além disso, as apresentações também são transmitidas da casa ou do estúdio de trabalho dos artistas, tudo em conformidade com as medidas estipuladas pelo Plano São Paulo. As transmissões acontecem de terça a domingo, às 19h, no Instagram SESC Ao Vivo e no YouTube SESC São Paulo, exceto a apresentação para crianças, aos sábados, que ocorre às 15h .

Desmatamento favorece dispersão de malária e Covid-19 na Amazônia

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: Marizilda Cruppe/Amazônia Real | Fotos Públicas.

A dispersão de doenças como malária e Covid-19 na Amazônia está diretamente relacionada à trajetória de desenvolvimento agrícola dos municípios e à perda de biodiversidade. É o que aponta estudo publicado na terça (13) na revista “Frontiers in Public Health” de autoria de pesquisadores do Centro de Síntese em Biodiversidade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de diversas instituições, como Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outras universidades.

A pesquisa investigou a distribuição de onze doenças tropicais negligenciadas, como malária, leishmaniose, dengue e chikungunya em territórios da Amazônia com trajetórias chamadas de tecnoprodutivas e agroextrativistas a partir de uma abordagem sistêmica da epidemiologia, economia e pesquisa ambiental. As trajetórias tecnoprodutivas têm um modelo agropecuário e intensa mudança de paisagem, com promoção de grande perda da cobertura florestal. As trajetórias agroextrativistas, por outro lado, se adaptam ao bioma a partir de conhecimento local em áreas cobertas por floresta contínua.

O estudo mostra que as elevadas taxas de desmatamento e a perda de biodiversidade têm relação com a alta carga de doenças tropicais negligenciadas, como leishmaniose, doença de Chagas, dengue e malária, nas cidades da Amazônia. “A criação de gado e plantio de grãos, por outro lado, tem associação com altas taxas de desmatamento e tem se tornado trajetórias dominantes nos últimos anos”, comenta a pesquisadora Cláudia Codeço, uma das autoras do estudo.

A malária prevalece em municípios com perfil agroextrativista e com cobertura florestal; ou seja, metade do território amazônico. A dengue e chikungunya ocorrem com mais frequência em municípios de expansão urbana recente, como no limite sul da Amazônia em transição para o Cerrado. A leishmaniose cutânea prevalece em municípios com grandes rebanhos de animais onde há maiores taxas de desmatamento e perda de biodiversidade.

Já a Covid-19 se espalhou com facilidade em todos os municípios da Amazônia, pois se relaciona com o tráfego de pessoas, atingindo, depois, as comunidades rurais, ribeirinhas e que vivem nas florestas. “Esse fluxo se deu pela cadeia de contatos que envolveu os profissionais de saúde e assistentes sociais que transitam entre as regiões, assim como pelos moradores que saíram das grandes cidades rumo às áreas mais remotas”, analisa Codeço. A doença foi agravada pela desigualdade de acesso a serviços básicos de saúde e de bens e serviços que assola a região. A pesquisa abre horizontes para monitorar o potencial avanço de doenças nos municípios amazônicos.

(Fonte: Agência Bori)

História e geologia se encontram em estudo sobre a cidade de Cuiabá

Cuiabá, por Kleber Patricio

Ao lado direito da imagem está a Igreja do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, com duas torres e relógios. Fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

A geodiversidade de Cuiabá, cidade que se desenvolveu por meio da exploração de ouro, é tema do estudo Three hundred years of geodiversity in the Historic Center of the Gold City, Cuiabá, Brazil. O trabalho dos pesquisadores Ana Cláudia Dantas da Costa, Carlos Humberto da Silva, Renato Blat Migliorini (UFMT – Universidade Federal do Mato Grosso) e Marcos Antonio Leite do Nascimento (UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte) integra a edição especial sobre geoconservação do Journal of the Geological Survey of Brazil (JGSB), periódico científico do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). “O objetivo do estudo é mostrar história e geologia numa cidade com 300 anos de existência, Cuiabá. Em seu centro histórico, ambas coexistem em harmonia: as pedras e prédios antigos e a arquitetura moderna”, afirma a pesquisadora Ana Costa. O trabalho descreve elementos da geodiversidade na região central do município, que cresceu a partir da construção ordenada de edifícios localizados em locais de destaque, como topos de morros, que são compostos por metarenitos do Grupo Cuiabá.

O ouro era abundante na capital do Mato Grosso e foi o ponto de partida para o desenvolvimento da cidade. Os bandeirantes, em sua maioria procedentes de São Paulo durante o período colonial, fizeram suas expedições ao interior do Brasil primeiramente para capturar e escravizar indígenas e, nesse processo, descobriram importantes depósitos aluviais associados aos rios da região. Hoje, esse metal precioso ainda está presente e em prospecção na Baixada Cuiabana e se encontra preservado no adobe das paredes da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, por exemplo.

Segundo Ana Costa, a geoconservação é de suma importância na geração de medidas protetivas da geodiversidade local. “Esse conhecimento permite dar aos membros da comunidade e aos turistas um olhar de cuidado com elementos da geodiversidade”, diz a pesquisadora.

O estudo conclui que a geodiversidade de Cuiabá está presente em prédios históricos, um bem cultural que pode se tornar um roteiro geoturístico para o público interessado. A pedra canga, encontrada nas igrejas e parques, representa a utilização da geodiversidade ex situ (fora do local de origem). A falha do Morro da Luz pode ser classificada como um geossítio singular e representa a geodiversidade in situ (no local de origem). Segundo os geólogos, a próxima etapa é realizar um inventário catalogando elementos da geodiversidade para permitir a proposição ou identificação de geossítios que também poderiam fazer parte de um roteiro geoturístico.

Espumantes brasileiros se destacam em premiação na Espanha

Bento Gonçalves, por Kleber Patricio

Espumantes 130 Blanc de Blanc e 130 Brut Rosé da Casa Valduga recebem medalhas Grande Ouro e Ouro durante a Competição Internacional Bacchus Wine, realizada em Madri. Foto: divulgação.

Reconhecida internacionalmente por seu padrão de excelência e pela tradição na elaboração de vinhos e espumantes, a Casa Valduga conquistou duas medalhas durante a Competição Internacional Bacchus Wine, realizada em Madri, na Espanha, e comprova a ótima fase dos rótulos brasileiros no cenário internacional. O grande destaque é o já premiado 130 Blanc de Blanc. Elaborado exclusivamente com uvas Chardonnay de safras especiais por meio do método champenoise e permanecendo em autólise de leveduras por 36 meses, o espumante recebeu a medalha Grande Ouro, sendo o único brasileiro eleito um dos melhores do mundo.

O 130 Brut Rosé também foi premiado, ficando com a medalha de Ouro. Elaborado com uvas Chardonnay e Pinot Noir de safras especiais por meio do método champenoise, o rótulo também vem se destacando cada vez mais nos concursos internacionais e prova a expertise em inovação e qualidade do Grupo Famiglia Valduga.

A Competição Internacional Bacchus Wine é a única na Espanha reconhecida pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) aberta a vinhos de todos os países produtores e, durante quatro dias, degustadores nacionais e internacionais avaliam mais de 1.500 rótulos de todo o mundo.

Sobre a Casa Valduga | Localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), a Casa Valduga é mundialmente reconhecida por seu padrão de excelência e pela tradição na elaboração de vinhos e espumantes. Posicionada entre as dez maiores vinícolas do País, também foi uma das pioneiras no desenvolvimento do enoturismo com a criação do Complexo Enoturístico Casa Valduga. O portfólio de vinhos da marca Casa Valduga é composto pelos rótulos Luiz Valduga, Storia Merlot e Villa-Lobos Cabernet Sauvignon, Terroir e Terroir Exclusivo, Origem e Naturelle, além dos espumantes Arte Tradicional, RSV, 130 e Gran Reserva, complementados pelos clássicos Nature Sur Lie e Maria Valduga. Para mais informações, acesse https://www.casavalduga.com.br.