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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Entenda o Hajj, a peregrinação dos muçulmanos a Meca

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Luiz Henrique de Souza.

O mês de julho é bastante especial para os muçulmanos de todo o mundo: é quando acontece o Hajj, a peregrinação à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita.

Pelo segundo ano consecutivo, haverá restrição de participantes em função a pandemia. Só poderá fazer o Hajj quem for residente ou nascido na Arábia Saudita, tiver entre 18 e 65 anos, não sofrer de doença crônica e tiver sido vacinado – de acordo com orientações do Ministério do Hajj e da Umrah saudita. Em 2019, 2,5 milhões de pessoas estiveram em Meca.

Mas o que será que mobiliza muçulmanos de diferentes partes do mundo para esta peregrinação? O vice-presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, Ali Zoghbi, explica: “O Hajj está entre os cinco pilares sagrados da religião islâmica. Os muçulmanos devem realizar este ato de fé ao menos uma vez na vida se tiverem saúde e condições financeiras para fazer a viagem”, detalha. “Foi em Meca que Mohamed, mensageiro de Deus para a fé islâmica, fez a sua primeira e única peregrinação após ser proclamado profeta, na companhia de quase 120 mil fiéis”.

Durante o Hajj, as pessoas usam vestes muito simples, brancas, simbolizando que são todas iguais. E pedem bênçãos e perdão para os pecados. “São dias intensos, marcados por muita união e solidariedade. É uma experiência muito marcante para todos os muçulmanos”.

Desde 2011, a Fambras conta com um programa que custeia a peregrinação de muçulmanos de diversos países da América Latina que não têm condições financeiras para realizar a viagem. “Este é um projeto que tem feito a diferença na vida de muitos muçulmanos. Eles se inscrevem e aguardam a seleção feita pela Federação. Auxiliamos com a documentação e vistos, além de oferecer o acompanhamento de um Sheikh. Este ano, mais uma vez em função da pandemia, não foi possível seguir com o projeto, mas nossas esperanças se renovam já pensando em 2022”, finaliza Zoghbi.

Cap D’Agde: uma cidade onde é proibido usar roupas

Cap d'Agde, França, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/CO Assessoria.

Você já ouviu falar de Cap D’ Agde? Na polêmica cidade francesa, é proibido o uso de roupas. Considerado o destino mais liberal do mundo, o nudismo vai além das praias comuns e as pessoas podem circular peladas por bancos, supermercados, restaurantes, cabeleireiros, padarias e outros. Todo o verão, a cidade recebe mais de 50 mil turistas de todos os cantos do mundo, sendo os mais comuns os franceses, belgas, alemães, italianos, estadunidenses, holandeses e canadenses.

Se pensou que os brasileiros também estavam em maioria na estatística, pelo menos ainda não. Mas o casal brasileiro Arthur O Urso e Luana Kazaki escolheu Cap D’Agde como um destino perfeito para a sua lua de mel. “Os casais podem buscar por experiências novas logo no início do casamento e não deixar esfriar”, disse Arthur.

O casal também é coach de relacionamento e vem ajudando casais a se manterem juntos na pandemia. “A cidade foi eleita como a capital do sexo, a experiência vale para iniciar um casamento com aventuras e coisas novas, além do prazer. Fizemos isso para sair da mesmice”. Apesar de ser uma cidade libertária, lá é proibido ser flagrado fazendo sexo em público. A multa pode chegar em €15 mil – R$60 mil.

Este complexo turístico é fechado e possui uma entrada especial. É necessário pagar uma taxa para poder frequentar Cap D’Agde. A estadia para um casal por 7 dias chega a custar €60 (cerca de R$353 reais) de taxa. “Vamos ficar os 7 dias para aproveitar a Lua de Mel e captar informações para o nosso documentário, uma espécie de laboratório”. Arthur e Luana estão produzindo um documentário inédito sobre as cidades mais liberais do mundo.

O Trip Advisor oferece várias informações turísticas sobre a cidade. Saiba mais clicando aqui.

A Próxima Companhia apresenta espetáculo interativo ao vivo e online

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Em temporada online, A Próxima Companhia apresenta o seu projeto de circulação do espetáculo GUERRA – uma travessia virtual. Quando inscreveu o projeto no Prêmio Zé Renato, o grupo queria expandir a discussão sobre disputa de território, apagamento cultural e outros temas sempre presentes na realidade de grandes metrópoles para outros territórios além do centro de São Paulo. O grupo leva o espetáculo para espaços em São Miguel Paulista, Brasilândia, Bexiga, Belenzinho, Santo Amaro, Morumbi e Jaguaré. A temporada segue até 31 de julho.

Para criar GUERRA, a Próxima partiu da tragédia Os Sete Contra Tebas, de Ésquilo, e foi a campo no entorno da sua sede, em Campos Elíseos, ver como algumas questões que se davam na história da Grécia antiga ainda refletiam (e de que maneira) nos dias de hoje. A direção do espetáculo é de Edgar Castro e o elenco é formado por Caio Marinho, Caio Franzolin, Gabriel Küster, Paula Praia, Juliana Oliveira e as atrizes convidadas, Rebeka Teixeira e Lígia Campos.

GUERRA – uma travessia virtual tem uma dramaturgia coletiva com orientação de Victor Nóvoa, que assina a dramaturgia da versão presencial do espetáculo. A nova dramaturgia foi construída pelo grupo a partir do texto dramatúrgico da versão presencial e nos experimentos cênicos de intervenção urbana realizados nos territórios em disputa durante a pesquisa – Largo do Arouche, Cracolândia, Santa Efigênia, Favela do Moinho, Luz, Higienópolis e Minhocão. A adaptação virtual conta com a condução do elenco de forma ao vivo e ainda com trechos audiovisuais que trazem índices documentais do processo e dos territórios antes e durante a pandemia.

Em Os Sete Contra Tebas e em GUERRA – uma travessia virtual, o que se vê é a preparação para as batalhas e no espetáculo ainda mais a luta travada todos os dias em uma das maiores capitais do mundo e também uma das mais injustas – disputa de território, preconceito, um plano de revitalização que esquece as vidas já existentes em algumas áreas da cidade, apagamento cultural, homofobia, machismo, falta de planejamento urbano e ausência de empatia são algumas das problemáticas levantadas no espetáculo.

A montagem também traz para o online uma interação com o público, buscando criar proximidade com quem assiste ao espetáculo. Além disso, o grupo está fazendo uma campanha para doação para algumas associações que ajudaram na pesquisa de GUERRA. O valor arrecadado será doado para Coletivo Arouchianos, Mulheres da Luz e Associação de Moradores da Favela do Moinho.

Um novo espetáculo | Na versão pandêmica e online do espetáculo, cada um dos atores assume o papel de corifeu de um dos territórios, trazendo com eles as questões que foram pesquisadas pela companhia naquela localidade, bem como suas memórias do processo. “Estamos em cena de diversas maneiras. A peça tem um híbrido de documental, com cenas do nosso processo de pesquisa realizado em 2019, com teatro gravado e ao vivo (porém online). A montagem tinha muita interação com o público, que tentamos também trazer para as telas, principalmente nos trechos em que cada um dos corifeus narra um pouco sobre o território que apresenta”, explica a atriz Juliana Oliveira.

Gabriel Küster completa: “o texto também foi atualizado. Conversamos com alguns grupos ou representantes das comunidades que visitamos no processo de criação do GUERRA para saber como eles estavam enfrentando esse período de isolamento e de políticas nada articuladas em torno do enfrentamento da Covid-19. Isso nos ajudou a trazer algumas questões para os dias de hoje”.

O cenário da montagem ao vivo trazia alguns elementos documentais coletados pelo grupo durante o processo de criação. Agora, com os atores em casa, seus espaços na tela também serão transformados com base nesses elementos da travessia na cidade, ajudando o público a se localizar em cada um dos territórios abordados por meio dessa ambientação.

GUERRA fala de muitos territórios e de uma realidade que se tornou ainda mais problemática desde março de 2020. Mais do que disputa de espaços, a peça continua calcada na questão humana. Partimos de questões muito particulares de algumas regiões de São Paulo para falar sobre como elas ecoam a vida do cidadão. Essas questões podem ser vistas em muitos outros locais, como o uso do crack, questões de direitos trabalhistas de prostitutas, a busca por um teto digno etc. O que falamos com GUERRA é como um modelo econômico e de sociedade atual afeta vidas humanas e esse último ano escancarou isso de uma maneira ainda mais cruel”, afirma Edgar Castro.

Site: https://www.aproximacompanhia.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/aproximacompanhia

Instagram: https://www.instagram.com/aproximacompanhia/.

Link para apresentações | O espetáculo será sempre apresentado no Youtube da Próxima Cia e no Facebook dos espaços que irão receber a montagem, que variam conforme a semana. Confira abaixo:

De 14 a 16 de julho – Paideia Associação Cultural (Região Santo Amaro) https://www.facebook.com/ciapaideiadeteatro

De 21 a 24 de julho – CEU Vila Atlântica (Região Jaguaré) https://www.facebook.com/ceuatlantica

De 28 a 31 de julho – CEU Paz (Região Brasilândia) https://www.facebook.com/CEUPazJardimParana * Esse será o único sábado com apresentação às 17 horas.

Teatro Oficina do Estudante Iguatemi terá espetáculos infantis de graça no domingo

Campinas, por Kleber Patricio

“Pinóquio” terá apresentação às 14h30. Fotos: divulgação.

O Teatro Oficina do Estudante Iguatemi Campinas apresenta dois espetáculos infantis de graça no próximo domingo (18).

Às 14h30 tem Pinóquio, com classificação livre. Inspirado na obra clássica italiana, a Cia. Arte & Manhas conta a trajetória de Gepeto e seu boneco em diversas fases. Uma montagem que mescla atores, bonecos e teatro de sombra, mostrando a história do boneco de madeira que se vê em um universo fantástico com muitos desafios. Como será que ele vai se salvar da terrível baleia e ainda se livrar do malvado dono de circo? Essas e outras aventuras são embaladas por trilha sonora especialmente composta para a montagem. Os cenários remetem ao interior da casa de Gepeto, passando pelo circo e pelo fundo do mar, que mescla o universo embaixo d’água com teatro de sombras. O espetáculo dura 50 minutos. Assista o videoclipe em HD do espetáculo em https://www.youtube.com/watch?v=5Vd059HYa1o&feature=emb_imp_woyt.

Às 17h tem Branca de Neve e os 7 anões. Esse espetáculo infantil, premiado em festivais, guarda fidelidade ao conto original e promove a interação com a plateia. A adaptação de texto e direção são de Pedro Molfi. Além de espelho mágico e da participação das crianças em algumas cenas, a montagem cativa seu público contando a célebre história da princesa criada pela madrasta, malvada e vaidosa, que se vinga da mocinha ao perder o posto de “mulher mais bela do reino”. “Ocorreram casos de crianças que voltam diversas vezes ao teatro para nos assistir só para serem personagens diferentes dentro da peça”, conta Pedro Molfi, diretor da Cia., animado com o resultado. “Buscamos estimular nas crianças o desejo de participar da história e de brincar de fazer teatro”, explica.

“Branca de Neve” terá apresentação às 17h.

A montagem busca atrair o público infantil com aspectos lúdicos e de fantasia. “Mostramos às crianças que elas podem explorar, mexer, tocar e fazer parte da magia do teatro. Buscamos estimulá-las a conhecer outras mídias, além do digital, que as incentive a pensar”, afirma Molfi. O diretor também enfatiza que a Cia. se preocupa com o impacto educacional do teatro na formação das crianças. “Histórias clássicas devem fazer parte da cultura infantil e buscamos apresentá-las de forma divertida para conquistar todas as idades”, finaliza. Este espetáculo dura 50 minutos e já esteve em cartaz em mais de 30 cidades do estado de São Paulo, tendo sido assistido por mais de 75 mil pessoas. A classificação é livre.

Serviço:

Teatro Oficina do Estudante Iguatemi Campinas

Local: 3º Piso do Shopping Iguatemi Campinas (Av. Iguatemi, 777, Vila Brandina), em Campinas

Ingressos: reserva pelo site www.ingressodigital.com

Informações pelo telefone (19) 3294-3166.

Com desmatamento, Amazônia perde sua capacidade de absorver carbono

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: Cecília Bastos/USP Imagens.

O desmatamento diminuiu a capacidade da floresta Amazônica de absorver gás carbônico da atmosfera, a transformando em uma fonte de carbono. As áreas do bioma com mais de 30% de desmatamento apresentaram uma emissão de carbono dez vezes maior do que regiões com desmatamento inferior a 20%. Os dados são de estudo liderado por uma pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicado nesta quinta (15) na revista britânica “Nature”.

Os pesquisadores recolheram em torno de 8 mil amostras em mais de 600 voos, em nove anos de estudo, em quatro localidades da Amazônia que representam cada região da floresta. Nas áreas estudadas, foram encontradas diferentes taxas de desmatamento. As regiões mais desmatadas, com uma taxa de mais de 30% de desmatamento, apresentaram uma estação seca mais estressante para a floresta: mais seca, mais quente e mais longa.

De 2010 a 2018, a Amazônia brasileira, território de 4,2 milhões de quilômetros quadrados, foi responsável por lançar 1,06 bilhões de toneladas de CO2 para a atmosfera por ano em queimadas.  O balanço de carbono, ou seja, o saldo final entre absorções e emissões, foi de 0,87 bilhões de toneladas por ano, o que significa que apenas 18% das emissões por queimada estão sendo absorvidas pela floresta. Com isso, a pesquisa aponta que, sem queimadas, a Amazônia brasileira retiraria da atmosfera 0,19 bilhões de toneladas de CO2 por ano.

A maior emissão de carbono acontece na localidade leste, nos estados do Pará e Mato Grosso, e ocorre por causa da grande quantidade de queimadas e de menor absorção de CO2 pela própria floresta. “Durante os meses de agosto, setembro e outubro, a redução de chuva é muito acentuada nestas regiões, aumentando a temperatura em mais de 2˚C, além de a duração da estação seca estar maior. Esta condição promove um aumento da inflamabilidade da floresta e da mortalidade das arvores, que são típicas de uma floresta tropical úmida”, explica a pesquisadora Luciana Gatti, uma das autoras do estudo.

A região do sul do Pará e norte do Mato Grosso apresentou o pior cenário. Além de apresentar as maiores extensões de área queimada, nesta área a floresta já é uma fonte de carbono significativa, com emissões para a atmosfera que crescem ano a ano. “Esta região da Amazônia é a que mais gera preocupação, pois a degradação é extrema, agravando a crise de mortalidade das arvores”, comenta Gatti.

O desmatamento também altera a condição climática na Amazônia, afetando também a capacidade da floresta não desmatada de absorver carbono – além de aumentar sua inflamabilidade. Por isso, Giatti é categórica ao afirmar que a redução de emissões de carbono da floresta passa por uma estratégia de combate ao desmatamento e queimadas. “Com isso, contribuiríamos também para um aumento da chuva e redução da temperatura na região, formando um ciclo positivo que também afeta o restante do Brasil, a América do Sul e o planeta”.

(Fonte: Agência Bori)