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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Carlos Mélo reflete sobre o Nordeste em exposição inédita na Galeria Kogan Amaro

São Paulo, por Kleber Patricio

“SAPUKAÎA”, 2021, Carlos Mélo. Foto: acervo do artista.

As flexões semânticas são características marcantes no trabalho processual de Carlos Mélo. É a partir delas que o artista articula e ativa determinados assuntos, como a questão do lugar, especificamente o Agreste e o Nordeste, locais investigados pelo artista na exposição Transes, rituais e substâncias, em cartaz na Galeria Kogan Amaro a partir de 14 de agosto.

Pinturas, fotografias, esculturas, desenhos e painel de neon são alguns dos suportes do conjunto de 16 obras inéditas exibidas na mostra. Em comum, elas buscam desfazer a ideia de nordeste, construindo um novo campo simbólico. “Todo meu trabalho artístico em torno das questões do Nordeste tem como objetivo desmontar o seu estereótipo. A minha perspectiva é de uma região contemporânea, industrial e tecnológica, aonde as questões se dão a partir de uma realidade que não depende necessariamente da localização geográfica, mas sim de novos campos simbolistas”, explica o artista.

Três esculturas têxteis da série overlock, apontam para a forte produção da indústria de jeans no Agreste do Pernambuco. As obras são produzidas com diversos tecidos produzidos artesanalmente por uma cooperativa de costureiras que utilizam resíduos de fábricas de confecções. As esculturas criam uma forte referência às golas do maracatu e a mantos cerimoniais e trazem uma reflexão em torno da modelagem e customização (paetês e spikes) das confecções de jeans na indústria no interior do estado.

Artista com escultura da série “overlock”, 2020/2021, Carlos Mélo. Foto: Geyson Magno.

Durante o período em que se aprofundava sobre a indústria têxtil, Carlos constatou o número crescente de motos com a finalidade de transporte de mercadoria tanto no agreste, como no interior do Brasil, além do grande número de motoboys na cidade devido à pandemia. O resultado é a escultura com capacetes cascos, produzidas com resíduos de capacetes em desuso pelos motoboys de Itu, onde o artista residiu e coletou em cooperação com a Associação de Motoboys da cidade.

A série abismos apresenta três autorretratos que carregam referências ao Nordeste. Em um deles, a figura com cabeça de carranca cria uma forte relação com as mitologias do Rio São Francisco e seus projetos de transposição, representado com a cabeça de uma carranca; em outro desenho, o homem parece flutuar coberto de ossos bovinos carregando entres as mãos um ramalhete de flores e a terceira imagem traz um corpo barroco onde é possível notar um conjunto de ossos, capacete e flores sobre parte do corpo vestido com uma calça jeans.

Uma série de fotografias e um backlight advindos de uma performance de longa duração compõem a série SAPUKAÎA (ave que grita ou galinha no vocabulário tupi). Nela, o artista aparece vestido com um paletó em meio a uma paisagem com galinhas vivas sobre o seu corpo. “Os meus trabalhos artísticos ocorrem a partir do ritual e do transe. Eles surgem a partir da ativação deste lugar, deste território. No caso, este trabalho ativa novos campos simbolistas em meio ao impacto cultural e ambiental causado pela presença das indústrias na região”, pontua Carlos Mélo.

A Galeria funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 19h e, aos sábados, das 11h às 15h, com número limitado de visitantes e uso obrigatório de máscara, além da disponibilização de álcool em gel e orientação de distanciamento mínimo de 1,5 metro entre clientes e colaboradores.

O artista. Foto: Geyson Magno.

Sobre Carlos Mélo | Carlos Mélo é um artista plástico brasileiro nascido na província de Pernambuco, uma região formada por uma cultura complexa vista por várias nações africanas, algumas tribos indígenas e europeias de origem moura. Seus trabalhos passam por vídeo, fotografia, desenhos, instalação, escultura e performance, em uma investigação do lugar que o corpo ocupa no mundo. Através de anagramas e ações de performance, o artista aborda imagens e palavras praticando o contorcionismo semântico. Busca convergir o corpo em situações de interação com o ambiente e imagens conceituais que sugerem que seja definido de forma relacional, operando simultaneamente um resgate de aspectos da formação cultural brasileira. Para Suely Rolnik, “a obra de Carlos demarca um território, ou melhor, o estabelece. Como nos animais, isso é feito por meio de dispositivos sempre ritualizados, que são, sobretudo, ritmos. No entanto, diferentemente dos animais, aqui o ritual e seu ritmo mudam constantemente; são inventados a cada vez, dependendo do ambiente em que são feitos e do campo problemático que procuram enfrentar. Para isso, o artista se instala na imanência do mundo, aos pés do real vivo, apenas apreensível pelo carinho”.

Idealizou e realizou a 1ª Bienal do Barro do Brasil, Caruaru (2014). Participou de exposições coletivas como a 3ª Bienal da Bahia, Salvador (2014); No Krannert Art Museum, Universidade de Illinois, Champaign, EUA. (2013); No Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife (2010 e 1999); No Itaú Cultural, São Paulo (2008, 2005, 2002 e 1999); entre outras. Exposições individuais foram realizadas na Galeria 3 + 1, Lisboa, Portugal (2010); No Paço das Artes, São Paulo (2004); e na Fundação Joaquim Nabuco (Recife, Brasil, 2000). Foi vencedor do Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça de Artes Plásticas (2006). Vive e trabalha em Recife.

Sobre a Galeria Kogan Amaro | Localizada nas cidades mais populosas do Brasil e da Suíça, as unidades da galeria Kogan Amaro no bairro dos Jardins, em São Paulo, e no centro cultural Löwenbräu-Kunst, de Zurique, têm como norte a diversidade de curadoria e público: com portfólio composto por artistas de carreira sólida, consagrados internacionalmente, e também emergentes que já se posicionam no mercado de arte como promessas do amanhã. Sob gestão da pianista clássica Ksenia Kogan Amaro e do empresário, mecenas e artista visual Marcos Amaro, a galeria joga luz à arte contemporânea com esmero ímpar e integra as principais feiras de arte do mundo.

Serviço:

Transes, rituais e substâncias de Carlos Mélo

Curadoria: Marcos Amaro

Texto crítico: Marcio Harum

Local: Galeria Kogan Amaro

Abertura: 14 de agosto, sábado, das 11h às 17h

Período expositivo: 14 de agosto a 18 de setembro de 2021

Endereço: Alameda Franca, 1054 – Jardim Paulista – São Paulo/SP

Horário: segunda à sexta, das 11h às 19h e aos sábados, das 11h às 15h, com agendamento prévio

Informações: telefone (11) 3045-0755/0944 ou e-mail info@galeriakoganamaro.com

Instagram/GaleriaKoganAmaro | Facebook.com/galeriakoganamaro/ | https://www.galeriakoganamaro.com.

Abertas as inscrições para a edição 2021 da Jaguar Parade BH

Belo Horizonte, por Kleber Patricio

Imagem da Jaguar Parade 2019 em SP (divulgação).

A Jaguar Parade BH 2021, intervenção artística urbana que reúne esculturas de onças-pintadas estilizadas, está com as inscrições abertas para artistas que queiram imprimir seus olhares nas peças. Os interessados podem enviar seus projetos para colorir as esculturas pelo site (http://www.jaguarparade.com/bh2021) entre os dias 11 e 24 de agosto, seguindo o regulamento.

A mostra será realizada entre 6 de setembro e 5 de dezembro, com o objetivo de chamar a atenção do risco eminente de extinção do animal-símbolo da fauna brasileira: a onça-pintada. A exposição contará com mais de 60 obras de vibra de vidro (35 delas do acervo da Jaguar Parade e 26 que serão pintadas no Pátio Savassi) e vai surpreender o público trazendo entretenimento aliado à cultura e à questão da extinção dos animais. “Ao final da mostra de Belo Horizonte, as obras serão leiloadas e metade do valor arrecadado será destinado ao Onçafari, entidade brasileira com foco na preservação da onça-pintada e de seu ecossistema”, explica Carolina Barreto, diretora da Artery, empresa responsável pela concepção e organização da mostra.

De Belo Horizonte, a Jaguar Parade segue para uma edição em Nova York em 2022, realizada pela Artery em parceria com as Nações Unidas.

A Jaguar Parade BH 2021 conta com o Patrocínio Master da Unidas. O Pátio Savassi é o shopping oficial da mostra que também conta com o patrocínio do BTG Pactual, Fairfax, Usina Laguna, Nutrire e Novotel. Chamar a atenção para a degradação da fauna silvestre do país, em especial da onça-pintada, que corre risco de extinção, por meio da democratização da arte é o principal objetivo do evento. Segundo o Ibama, no Brasil essa espécie é considerada vulnerável e já se enquadra na categoria “quase ameaçada” de extinção.

Jaguar Parade BH 2021 – Calendário atividades em BH

11 a 24 de agosto: inscrição artistas para seleção na mostra

6/9 a 5/10: pinturas ao vivo e exposição no Pátio Savassi

7/10 a 15/11: exposição Pátio Savassi e abertura leilão online

16/11 a 5/12: exposição nas ruas de BH + Pátio Savassi e encerramento do leilão online

Facebook e Instagram: @jaguar.parade

Site: jaguarparade.com.

Rede TVT estreia programa infantil sobre Ciência e Cultura

São Paulo, por Kleber Patricio

Will Namen,físico e apresentador do programa.

A partir de quarta-feira, 11 de agosto, a Rede de TV Educativa TVT terá em sua grade de programação, o infantil Ciência e Cultura, vamos brincar?. O programa, desenvolvido no âmbito de um projeto do CNPq, é uma coprodução do Projeto WASH, do Movimento Nós Somos a Ciência e da Cia. Cultural Bola de Meia. O programa foi inicialmente desenvolvido para a plataforma de vídeos YouTube; contudo, devido a seu conteúdo informativo, lúdico e científico, não ficou só na web. O Ciência e Cultura, vamos brincar? é transmitido, atualmente, pela TV de Jacareí, pelo VRT Chanel, para mais de 175 países em todo o mundo e, ainda, disponibilizado no portal da Secretaria de Educação de Jacareí (SP) para os professores da rede pública municipal de ensino, como material de apoio pedagógico. “A chegada do Ciência e Cultura, vamos brincar? à grade da TVT nos impulsiona a seguir com os ideais que o WASH tem edificado desde seu início; entre eles, a democratização do acesso à Ciência. Nada disso seria possível sem o apoio constante do Cemaden,  do CNPq e dos parlamentares. O programa conta com a participação de eminentes pesquisadores do Cemaden, que trouxeram seus conhecimentos sobre clima, desastres naturais e incêndios florestais. Além disso, traz outros pesquisadores de muitas outras instituições públicas e privadas”, comenta Victor Pellegrini Mammana, coordenador do Projeto WASH junto ao CNPq.

Duas forças que se somam | No dia 11 de agosto, ao meio-dia, o programa estreia na TVT com seu episódio de lançamento para atender ao público infanto-juvenil. “A produção de conteúdo educativo é extremamente importante, principalmente quando se trata da TV aberta, que a maior parte dos lares brasileiros possui como um dos principais meios de informação. Produzir conteúdos ligados à Ciência e com preocupação com a qualidade é extremamente gratificante e cumpre com o papel social da TV aberta e das instituições de pesquisa e de fomento que deram origem ao Ciência e Cultura, vamos brincar?, comenta o apresentador do CCVB, o físico Wilson Namen.

Gravação do primeiro programa, em julho de 2020. Foto: divulgação/TVT.

“O CCVB foi concebido no contexto da pandemia com o propósito de manter as atividades do Wash, cultivar, disseminar a comunicação científica, divulgar e preservar as manifestações culturais. Em 29 de julho de 2020 fizemos a primeira gravação do programa e sua estreia foi em agosto daquele ano. Celebramos esse primeiro aniversário com a chegada do Ciência e Cultura, vamos brincar? à TVT, com vários episódios. O projeto tem muitos outros resultados, mas a presença numa TV de grande alcance é um marco para nós. É uma alegria celebrar essa nova fase em parceria com a TVT,  que generosamente nos deu a oportunidade de atingir uma nova e vasta audiência”, comenta Elaine Tozzi, idealizadora do programa.

Sobre a TVT | A TVT é uma emissora educativa outorgada à Fundação Sociedade Comunicação Cultura e Trabalho, entidade cultural sem fins lucrativos mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, que atua desde 2010. Em sua pauta, está o compromisso com a democracia, o fortalecimento da cidadania e a justiça social. Na Grande São Paulo, sintonize no Canal 44.1. No sinal digital HD aberto, pode ser assistida no canal 512 NET HD-ABC e está disponível no YouTube.

Sobre o CCVB | O Ciência e Cultura, vamos brincar? é uma coprodução entre o Projeto WASH, que oferece alfabetização e iniciação científica para as redes de ensino e instituições interessadas, vinculado ao CNPq e financiado por emendas parlamentares; o Movimento Nós Somos a Ciência, que por meio de entrevistas com os principais cientistas e personalidades do país promove a comunicação científica, aproximando a ciência da sociedade com linguagem simples e a Cia. Cultural Bola de Meia, organização social de preservação das culturas tradicionais com ênfase na cultura da infância e na cultura da Paz que  já conquistou vários prêmios; entre eles, o  Prêmio Escola Viva pelo Ministério da Cultura.

Juntos, eles reuniram suas experiências para oferecer conteúdos relacionados à Ciência e à Cultura, promovendo um ambiente de aprendizado e diversão para crianças, adolescentes, jovens, pais e responsáveis, além dos educadores; enfim, para toda a comunidade. Confira a sinopse dos episódios aqui.

Documentário que acompanha a jornada de cães de rua em busca de segurança estreia em 20/8

São Paulo, por Kleber Patricio

Still de “Vida de Cão”. Imagem: divulgação.

O filme documental Vida de Cão (Stray), dirigido por Elizabeth Lo (Hotel 22) e produzido em parceria com Shane Boris (produtor do documentário Democracia em Vertigem), estará disponível para compra e aluguel nas plataformas Claro Now, Vivo Play, Sky Play, Google Play e YouTube Filmes em 20 de agosto. Distribuída pela Synapse Distribution, a produção segue três cães vira-latas pelas ruas de Istambul. Assista ao trailer aqui e confira imagens neste link.

Nas palavras da diretora Elizabeth Lo, Vida de Cão é um experimento sobre o que aconteceria se deixássemos a narrativa de um filme para os cães”. A cineasta conta que viajou em 2017 para a Turquia por considerar a história e relacionamento do país com os cães algo único no mundo. “As autoridades turcas aniquilaram no século passado muitos cães de rua. No entanto, protestos generalizados contra esses assassinatos transformaram a Turquia em um dos únicos países onde agora é ilegal tanto a eutanásia quanto manter cativo qualquer cão. Os cães que perambulam livremente hoje são considerados um emblema de resistência”, conclui Lo.

Filmado como uma carta de amor aos cães, o filme acompanha o cotidiano do trio canino Zeytin, Nazar e Kartal em busca de comida, abrigo e segurança. Em sua jornada, os animais embarcam em aventuras solitárias pela capital da Turquia e fazem amizades com os humanos que conhecem pelo caminho. A produção propõe uma viagem sensorial para novas maneiras de enxergar o próximo.

Poster do filme.

Sobre a diretora Elizabeth Lo | O trabalho da premiada cineasta já esteve presente em muitos eventos e festivais internacionais, incluindo o Festival de Sundance, Festival de Tribeca e SXSW. Ela foi destaque em listas como a DOC NYC 40 Under 40 List e o Cannes Lions’ New Directors Showcase. Seu longa-metragem de estreia, Vida de Cão, ganhou o Prêmio do Júri no Hot Docs e foi indicado ao Independent Spirit Award após sua estreia no Festival de Tribeca 2020. Elizabeth Lo está atualmente desenvolvendo seu segundo longa-metragem sob a orientação do Concordia Studio Fellowship.

Sobre a Synapse Distribution | Parte do Grupo Sofa Digital desde 2018, a Synapse Distribution lança cerca de 40 filmes por ano. No ano de 2021, foi responsável, em parceria com a distribuidora Vitrine Filmes, por trazer ao país o ganhador do Oscar na categoria ‘Filme Internacional’ Drunk – Mais Uma Rodada. A Synapse é também responsável pela comercialização de diversos longas-metragens made for VOD nos segmentos infantil e infanto-juvenil, incluindo os filmes da franquia Luccas Neto.

Portugal participará da Bienal Internacional do Livro de São Paulo como País Convidado de Honra em 2022

São Paulo, por Kleber Patricio

Acordo foi assinado por Vitor Tavares, presidente da CBL, e Luís Faro Ramos, embaixador de Portugal em Brasília. Foto: divulgação/BLISP/Consulado Geral de Portugal em São Paulo.

No dia 31 de julho, ocorreu, no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, a assinatura do acordo que representa o compromisso para a participação de Portugal como país convidado de honra da Bienal Internacional do Livro de São Paulo (BILSP), principal acontecimento literário no Brasil. O evento acontecerá entre 2 e 10 de julho de 2022. O acordo foi assinado por Vitor Tavares, presidente da CBL e Luís Faro Ramos, embaixador de Portugal em Brasília, que representava as entidades envolvidas na organização da participação de Portugal, Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, IP e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, no quadro de uma equipe interministerial que conta ainda com o Turismo de Portugal e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

A cerimônia foi presenciada, entre outras individualidades, pelo presidente da República Portuguesa, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, Paulo Jorge Nascimento, a diretora executiva da CBL, Fernanda Gomes Garcia, e a gerente de Relações Internacionais Fernanda Dantas. “É com muito entusiasmo que assino este Acordo. Ter Portugal como país convidado de honra na 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, além de ser um privilégio, acontece em um momento muito especial – o ano de 2022 é o bicentenário da independência do Brasil; então, temos muito o que celebrar juntos”, explica Vitor Tavares, presidente da CBL.

“Aceitamos com especial satisfação este honroso convite para ser o país tema da 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, palco por excelência de difusão do conhecimento e de promoção de encontros e diálogos que estamos empenhados em aprofundar em conjunto, num ano particularmente importante para o relacionamento entre Portugal e o Brasil”, destaca João Ribeiro de Almeida, presidente do Camões, IP.

Silvestre Lacerda, diretor-geral da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, explica que “esta presença de Portugal enquanto país-tema, que considero uma honra, contribuirá certamente para uma maior divulgação da literatura portuguesa no Brasil, na qual a DGLAB se tem empenhado nos últimos anos, nomeadamente através do apoio regular a edição de autores portugueses no Brasil”.

A participação de Portugal na BILSP resulta do convite da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e tem como objetivo fortalecer a presença portuguesa no mercado editorial latino-americano, especialmente no Brasil, bem como ampliar a exportação de livros e direitos autorais entre Brasil e Portugal.

O país homenageado terá um pavilhão próprio, onde será desenvolvida uma programação literária, cultural, turística e de negócios que possibilitará o intercâmbio entre escritores, editores e público em geral. A participação de Portugal na Bienal de São Paulo tem ainda o objetivo de estreitar as relações e promover a cultura do convidado junto das mais de 600 mil pessoas que visitam este evento, que reúne editoras, livrarias, distribuidoras e outros profissionais do livro.

O ano de 2022 deverá ser um ano muito relevante para o aprofundamento das relações bilaterais entre Portugal e o Brasil. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, anunciou no início do mês, em Lisboa, por ocasião da visita do seu homólogo brasileiro, chanceler Carlos Alberto Franco França, a disponibilidade de Portugal se associar às comemorações do bicentenário da independência do Brasil.