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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Documentário de Ana Maria Magalhães sobre a Mangueira estreia em agosto nos cinemas

São Paulo, por Kleber Patricio

Ana Maria Magalhães. Foto: Mustapha Barat.

Em 1992, a diretora Ana Maria Magalhães realizou o vídeo-documentário Mangueira do Amanhã, que mostra a influência do samba na vida das crianças, a formação da escola mirim e o desfile de carnaval daquele ano. O vídeo documenta a tradição cultural transmitida pelos mais velhos para incentivar as crianças a desenvolverem seu talento. A ideia de realizar Mangueira em 2 Tempos surgiu nos encontros ocasionais da diretora com Wesley, hoje mestre de bateria da escola, que lhe dava notícias de seus amigos mais próximos. Eram crianças que ela conhecera durante as filmagens do vídeo e com quem estabelecera laços de confiança e amizade. Desde então, Ana Maria se interessou em acompanhar os seus percursos, mas a ideia de continuar a narrativa partiu de Wesley. Naquele período ela achou que ainda era cedo para que as suas histórias de vida pudessem ser vistas em perspectiva. O projeto nasceu vinte anos depois.

A pesquisa foi iniciada pelas entrevistas de Wesley e Danielle e foi com surpresa que Ana Maria soube que as filmagens do primeiro documentário foram os momentos mais felizes de suas infâncias. Na época, ouvir aquele menino magrinho de 12 anos dizer com um brilho no olhar que queria ser músico soou como possibilidade remota. É impressionante ver como ele realizou seu intento chegando ao comando da bateria. Já o Ailton (Buí para os amigos), não poderia imaginar que aquele garoto de seis anos que tocava em lata de óleo vazia, seria percussionista na China.

Mas as histórias de vidas são encobertas pelo contexto social e, ao realizar o documentário, a diretora foi motivada a revelar a expressão do talento e da criatividade em condições adversas, pelo desejo de ultrapassar as fronteiras da nossa linguagem musical com a fusão de samba, funk e jazz brasileiro. Esses ritmos de origem africana foram executados conjuntamente por instrumentistas de formação tradicional e percussionistas da Mangueira, realçando suas contribuições à nossa musicalidade.

A introdução do funk nos desfiles da Mangueira por um grupo do qual Wesley fez parte sugere a conexão entre samba e funk que têm em comum os dois tempos da marcação do ritmo. Como expressão universal, a música considera que o encontro entre as diferenças é elemento de desenvolvimento e fator de união.

Ana Maria tem forte ligação com a Mangueira, já que ela participou da comissão de carnaval no ano em que a escola homenageou Tom Jobim e tem amigos na comunidade.

Este é também um filme sobre o Brasil negro representado nas escolas de samba. Seus compositores fizeram história na música popular com canções conhecidas do grande público.

Mangueira em 2 Tempos foi patrocinado pelo Banco Itaú, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O filme estreia nos cinemas das principais cidades brasileiras em 5 de agosto.

Ana Maria Magalhães | Nascida no Rio de Janeiro em 1950, Ana Maria Magalhães atuou em importantes filmes brasileiros: Como era gostoso o meu francês, de Nelson Pereira dos Santos; Lucio Flavio, o passageiro da agonia, de Hector Babenco e A Idade da Terra, de Glauber Rocha.

Mestre Wesley e Ana Maria Magalhães. Foto: divulgação.

Sua mais recente atuação foi no filme O Estranho Caso de Angélica, do aclamado diretor português Manoel de Oliveira, que foi selecionado para a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes de 2010. Atuou também em novelas de TV, como Gabriela e Saramandaia, da Rede Globo.

Como diretora, seu primeiro filme foi Mulheres no Cinema, documentário sobre as mulheres cineastas do Brasil. A seguir, realizou o documentário sobre Leila Diniz Já que ninguém me tira pra dançar, uma das primeiras produções independentes veiculadas pela televisão brasileira, e alguns curtas de sucesso; entre eles, Assaltaram a gramática. Dirigiu também o longa-metragem Lara, cinebiografia da atriz Odete Lara.

Seu filme Reidy, a construção da Utopia foi premiado no Festival do Rio (Melhor Documentário de Longa-Metragem) e no Cine Eco Seia (Prêmio Pólis), em Portugal e a série de cinco episódios O Brasil de Darcy Ribeiro recebeu o prêmio de Melhor Série Documental pela TAL TV – Televisión de America Latina, em 2015.

Mangueira em 2 Tempos

Brasil, 2019, 90 min

Produção, Roteiro e Direção: Ana Maria Magalhães

Direção de Fotografia: Jaques Cheuiche

Som: Tiago Tostes e Pedro Sá Earp

Edição: Terêncio Porto

Música Original: Fernando Moura

Canção: Sala de Recepção, de Cartola, cantada por Chico Buarque

Produtor de Finalização: Ade Muri

Produção: Nova Era

Co-Produção: Canal Brasil

Distribuição: Arteplex Filmes

Entrevistados: Mestre Wesley, Érika, Buí do Tamborim, Danielle, Michele, Tathy

Participações: Alcione e Ivo Meirelles.

Sinopse: Depois de quase trinta anos, Mangueira em 2 Tempos revisita amigos de infância retratados no vídeo Mangueira do Amanhã, sobre a escola de samba mirim. Suas histórias revelam as circunstâncias brutais da vida dos moradores das favelas do Rio de Janeiro, mas também de seus surpreendentes destinos. Mestre Wesley se inspira na musicalidade local para realizar a carreira de percussionista. A narrativa de sua trajetória explora a conexão entre samba e funk, ritmos marcados pelas batidas em 2 tempos e propõe o diálogo entre o jazz e a percussão da Mangueira. Trailer: https://youtu.be/XhK8ygkvWSE.

Nova Era – Produtora | A Nova Era Produções realiza projetos audiovisuais que visam contribuir para a afirmação e divulgação de expressões artísticas relevantes, a provocar a reflexão sobre questões socioculturais e a temática feminina pela interseção entre Memória e Cultura Contemporânea. Seja pela escolha do tema ou forma de abordagem, suas obras buscam o diálogo com a sociedade sobre a nossa identidade e diversidade. Com dezesseis prêmios, inclusive em festivais internacionais, atualmente finaliza a remasterização do documentário Já que ninguém me tira pra dançar, sobre a atriz Leila Diniz.

Canal Brasil – Coprodutor | O Canal Brasil é o principal coprodutor de cinema brasileiro, com 362 longas-metragens coproduzidos em mais de uma década. Além da importância pelo volume de obras, a curadoria e o olhar apurado do canal para o cinema independente vêm se destacando, com a presença cada vez mais constante e consistente destes títulos nos principais festivais internacionais de cinema do mundo. Eventos de grande prestígio, como as mostras de Berlim, Cannes, Veneza e Sundance, entre outros, vêm concedendo láureas às produções nacionais das quais o canal é parceiro.

Eegloo: startup de lojas autônomas inaugura espaço na periferia de São Paulo para fomentar empreendedorismo nas favelas

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A Onii, loja autônoma que permite realizar compras diretamente via aplicativo, inaugurou na quarta-feira (21), em Paraisópolis, a eegloo – braço corporativo voltado para a criação de novos negócios, renda e postos de trabalho nas periferias do Brasil. O foco do projeto é o empreendedorismo social.

Realizada em parceria com o grupo G10 das Favelas e com a ONG Turma do Jiló, a ação visa implementar educação aos novos empreendedores. A ideia da Onii é capacitar as pessoas que perderam o emprego na pandemia para ser um operador eegloo. Em Paraisópolis, Daniel Cristovão passou por treinamento com mentoria e apoio jurídico e hoje já ajuda na distribuição. Por exemplo, se um morador empreendedor decide montar um eegloo em outro ponto da comunidade e os produtos acabam, é com Daniel que eles precisam falar. “Esse projeto trouxe uma ideia muito boa para nós da região”, comemora Daniel. “O bacana é que além da comunidade, os moradores podem apresentar essa solução também em seus trabalhos, nas escolas dos filhos, em todos os lugares. São ideias como essa que nos mostram que o futuro já chegou e está na periferia também”, completa.

Produtos eegloo.

O faturamento de cada loja será dividido em cinco partes: o empreendedor, o grupo G10 das Favelas, a ONG Turma do Jiló, o Instituto Kobra e a Onii, que recebe apenas o valor necessário para arcar com os custos de tecnologia e operação. O logo da obra foi feito por Eduardo Kobra, nascido na periferia de São Paulo, e o projeto conta com parceiros como a Ambev e P&G. Um dos grandes diferenciais desse modelo é que parte do que for arrecadado será reinvestido no ecossistema econômico local.

Segundo Ricardo Podval, sócio fundador da Onii, a ideia é ajudar quem mais precisa e foi afetado pela pandemia. “Estamos criando parcerias com grandes empresas e com o Sebrae para que as pessoas afetadas na pandemia possam empreender, criar seus próprios negócios, sejam licenciados eegloo e até mesmo ter os seus produtos (bolos, tortas, salgados) disponíveis em nossas lojas”. O CEO Victor Azouri Bemurdes completa: “Também queremos atender a comunidade focando em mulheres empreendedoras e na população acima dos 60 anos de idade, trazendo dignidade, geração de renda e uma cultura empreendedora para essas pessoas”.

O projeto é ambicioso: a Onii já está falando em seis comunidades do Rio de Janeiro, próxima cidade onde o eegloo será apresentado. Os planos são de chegar a 1000 eegloos, se tornando assim o maior programa de empreendedorismo social do Brasil.

eegloo

Rua Itamontiga, 100 – Paraisópolis – São Paulo/SP

Sobre a Onii | A Onii é a democratização do modelo Amazon Go, loja autônoma da varejista norte-americana, e foi criada em 2019 no ONOVOLAB, centro de inovação em São Carlos, interior de São Paulo, por Conrado Rantin, Ricardo Podval, Tom Ricetti e Victor Azouri. Acerca dos produtos disponíveis nas lojas, há ofertas tanto de grandes varejistas, como de produtos fornecidos por pequenos produtores, como leite e pães. O objetivo é facilitar a personalização dos estoques disponíveis por região, atendendo à preferência dos moradores e fomentando o mercado de fornecedores locais.

Trabalho de cartografia mapeia cerca de 120 iniciativas populares em defesa de 3 importantes rios

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Janine Moraes.

Quatro pesquisadores fizeram um trabalho inédito de cartografia para mapear cerca de 120 iniciativas populares que agem em defesa de três bacias importantes para a sustentação do sistema hidrelétrico do país. Marcela Bertelli, Damiana Campos, Bianca Lemes e Yuri Hunas foram os responsáveis pelo trabalho que sinalizou as comunidades ribeirinhas “guardiãs das águas” das bacias do São Francisco, do Rio Doce e do Jequitinhonha. O mapa interativo poderá ser acessado na plataforma digital do Festival Seres-Rios, do BDMG Cultural, que acontece de 2 a 10 de agosto.

“A cartografia expõe iniciativas e experiências da sociedade para enfrentar os problemas, como o da crise ambiental e hídrica e que estamos vivendo, da luta em defesa de territórios e da desigualdade social. É uma espécie de fotografia não estática do agora, do que está acontecendo, porque as comunidades são dinâmicas, respondem gerando movimentos a todo instante”, explica a antropóloga e curadora do festival Marcela Bertelli. “Muita gente pensa que as pessoas que vivem nessas regiões são marcadas apenas pela pobreza. Mas o que elas nos mostram é que existem formas de abundância, de produção aliada à proteção ambiental, de generosidade, de organização, de luta. São elas que estão protegendo nossos rios, nossas sementes, nossas florestas, nossa biodiversidade, nossa alimentação, ensinando algo que perdemos ou que destruímos”, acrescenta.

Marcela conta que cada um dos outros três pesquisadores ficou responsável por uma bacia em que já atuam em pesquisa e junto a movimentos populares. Os dados foram lançados em um mapa digital das bacias dos três rios que permite acesso às iniciativas das comunidades ribeirinhas marcadas por pontos que, quando clicados, abrem as informações. “Tem registro de movimentos de turismo comunitário e cultural, produção artística, cultura agrícola e alimentar. Não temos pretensão de abarcar todas as iniciativas, mas a cartografia ficará aberta para que outros registros sejam feitos. As pessoas podem enviar informações que iremos inserindo, assim que validadas”, diz.

Apolo Heringer Lisboa, um dos autores da Carta de Morrinhos, que conta com o movimento popular de quilombolas ribeirinhos e que foi mapeada na cartografia do Seres-Rios, afirma que é importante que todos saibam da existência dessas iniciativas para que apoiem, invistam e ajudem a manter. O movimento da Carta de Morrinhos, inclusive, precisa de financiamento, já que atua com lagoas imensas que precisam de fiscalização e monitoramento constante. A preservação delas é vital para o Rio São Francisco. Elas são local de desova dos peixes na piracema e funcionam como viveiros para os alevinos antes que voltem ao rio com as cheias.

(Fonte: Press Voice)

Boa ideia x oportunidade perdida: a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Mathias Reding/Unsplash.

Por Elisabetta Recine

Já ao ser anunciada pelo secretário geral da Organização das Nações Unidas, no final de 2019, a Cúpula Mundial sobre Sistemas Alimentares, que acontece em setembro de 2021, gerou questionamentos por desconsiderar instâncias existentes e processos em andamento do próprio sistema da ONU. Considerando que os sistemas alimentares impactam direta ou indiretamente em todas as dimensões da agenda de desenvolvimento sustentável para 2030, a Cúpula tem o objetivo anunciado de apresentar uma agenda de ações para impulsionar o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Atualmente, há inúmeras concepções de sistemas alimentares. Para a Cúpula foi adotado que ‘sistema alimentar’ se refere ao conjunto de atividades envolvidas na produção, transformação, transporte e consumo de alimentos. As grandes questões mundiais e nacionais como crise climática, devastação ambiental, fome, obesidade, fazem o tema ganhar importância incontestável. O relatório da revista Lancet sobre “sindemia global” argumenta que os desafios acima têm como determinante comum, justamente, o sistema alimentar agroindustrial. Portanto, nada mais potencialmente oportuno que uma ampla discussão para apontar caminhos de transformação profunda.

No entanto, o processo de organização da Cúpula de Sistemas Alimentares, sua coordenação e composição das diferentes equipes levantam dúvidas quanto aos seus resultados. A coordenação geral está nas mãos de Agnes Kalibata, ex-presidente da Aliança para a Revolução Verde na África (AGRA) e não são públicos os critérios utilizados para composição do Grupo Científico e dos cinco grupos temáticos responsáveis pelo detalhamento das propostas que comporão o documento final.

Apesar de estar sendo anunciado como a “Cúpula dos Povos”, o Mecanismo da Sociedade Civil do Comitê de Segurança Alimentar da ONU faz duras críticas ao processo por estarem “escolhendo a dedo” as representações deste setor. Os movimentos sociais e organizações que defendem transformações profundas nos sistemas alimentares decidiram não participar do processo oficial e denunciam sua captura corporativa. Esta captura se expressa na própria linguagem, quando as grandes bandeiras da sociedade civil são utilizadas, mas esvaziadas de sentido; no uso de evidências que foram geradas por pesquisadores financiados por aqueles que se beneficiam dos resultados obtidos e nos processos decisórios, onde o setor privado e suas fundações têm igual ou maior poder que governos.

A análise dos documentos atualmente disponíveis indica que as propostas a serem apresentadas poderão ampliar as iniquidades e dependência dos povos e países por expandirem processos já em andamento nos sistemas alimentares como concentração, desmaterialização, digitalização e financeirização.

Há um conjunto de visões e propostas que, infelizmente, a Cúpula não irá atender. A alimentação como um direito fundamental e não como uma mercadoria é uma dessas visões. O direito dos povos de definirem suas práticas de produção e consumo e terem as condições adequadas para exercê-las é outra visão não atendida, assim também como a proposta de mudança do paradigma que rege os sistemas alimentares na direção de uma abordagem holística, multissistêmica e agroecológica. A base desta transformação é uma governança que tenha sua centralidade nos direitos humanos, na igualdade de gênero, na autonomia das comunidades, na responsabilização e responsabilidade intergeracional e na democratização da tomada de decisões enraizada no interesse e bem-estar públicos. Com cartas já marcadas, a Cúpula perde a chance de discutir esses processos — e de propor uma mudança no nosso sistema.

Sobre a autora | Elisabetta Recine é docente da Universidade de Brasília e integra o Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional (OPSAN/UnB). Integrante de diversos coletivos como Núcleo Nacional da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, Grupo Coordenador do GT de Alimentação e Nutrição da Abrasco e Comissão Organizadora da Conferência Popular pela Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional.

6ª Mostra de Artes Cênicas de Indaiatuba reúne 12 espetáculos online

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Cena de “…E o sol avermelhou”, que abre a mostra no próximo dia 23. Foto: divulgação/website da Cia. Arte-Móvel de Teatro.

Doze espetáculos, sendo dois convidados e dez inéditos, integram a sexta edição da Mostra de Artes Cênicas de Indaiatuba, que terá início na próxima sexta-feira (23). A abertura contará com a peça convidada …E o Sol Avermelhou, da Cia. Arte-Móvel de Teatro, às 20h, acessível em Libras. Na sequência, todos os espetáculos poderão ser conferidos no canal do YouTube da Prefeitura de Indaiatuba, que promove o evento por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e também pelo portal Cultura Online.

“Mantemos a Mostra de Artes Cênicas em exibição online pelo segundo ano consecutivo, para que os artistas e companhias locais continuem produzindo, mesmo sem a possibilidade de nos apresentarmos presencialmente no teatro”, conta a secretária municipal de Cultura Tânia Castanho. “Para tanto, desafiamos todos a apresentarem um trabalho inédito, com classificação indicativa livre”.

A 6ª Mostra de Artes Cênicas de Indaiatuba tem como principal objetivo a difusão de trabalhos de grupos de pesquisa continuada, principalmente, e a contribuição para a formação de público e plateia no município. As inscrições aconteceram por meio de Edital de Chamamento Público entre os dias 12 de março e 25 de abril. As obras habilitadas foram avaliadas por uma curadoria que avaliou pontos como qualidade artística e cultural, onde foram avaliadas a qualidade e a relevância das ações realizadas e dos projetos desenvolvidos; impacto cultural da proposta para o município; factibilidade, ou seja, coerência da proposta com o valor contemplado, e qualidade técnica e originalidade.

Abertura | A Cia. Arte-Móvel de Teatro nasceu no ano de 2009 na cidade de Americana, com o intuito de aprofundar-se em um teatro pautado na reflexão. Assim, tornou-se referência no interior do Estado de São Paulo, tanto pela perpetuidade de seu trabalho quanto pelo embasamento de suas pesquisas, qualidade estética e seriedade ao tocar em temas profundos e necessários.

Em 2017, mudou-se para Santa Bárbara d’Oeste e manteve sua linguagem, com cinco espetáculos em repertório, tendo realizado importantes circuitos como ProAC (Programa de Ação Cultural de São Paulo) Editais e Viagem Teatral do SESI (Serviço Social da Indústria), sempre buscando amalgamar as técnicas do corpo expressivo, da interpretação e do movimento na potencialidade da cena, focados acima de tudo, na transformação através da arte.

Confira a sinopse do espetáculo: o Sol avermelhou e uma pequena família de retirantes migra de vilarejo em vilarejo em busca dos bens naturais perdidos. Andam, perambulam e caminham os andejos. No curso dessa vereda avistam um místico povoado onde descobrem que somente a filha da terra poderá restaurar o equilíbrio e salvar a humanidade.

E o Sol Avermelhou será disponibilizado gratuitamente por contar com financiamento público do Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura, do Governo Federal, com recursos da Lei Aldir Blanc, e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, por meio do ProAc Expresso LAB. O espetáculo será exibido até domingo, 25 de julho.

Confira abaixo todos os espetáculos da 6ª Mostra de Artes Cênicas de Indaiatuba, que serão disponibilizados no canal da Prefeitura de Indaiatuba a partir das 21 horas de sexta-feira, 23 de julho, pelo período de 30 dias:

Artportalita, com Jéssica | Em suspense que se passa na cidade de Indaiatuba, Marcos acaba de romper com sua namorada Thaís e na mesma noite conhece Jéssica no Parque Ecológico. Daí surge uma amizade e logo Marcos se vê atraído pela garota. No entanto, com o passar dos dias, descobrirá detalhes perturbadores sobre Jéssica. Duração: 46 minutos.

CHProdart, com Panela Velha Não Faz Comida Boa | Comédia sobre duas histórias envolvendo panelas que viram notícias no programa jornalístico Plantão Urgente, narradas pelo polêmico apresentador Silvera Jr. A primeira história mostra Ivanilda, uma empregada doméstica que sonha em ser atriz e trabalha para Mara, uma renomada cineasta que está viajando. Em sua desenfreada vontade de ser rica e famosa, Ivanilda vê uma oportunidade ao se passar por Mara no programa culinário Cozinhando com Famosas. Mas sua grande chance se torna uma verdadeira tragédia.

A segunda história é uma entrevista polêmica no Plantão Urgente, onde o famoso repórter investigativo Alberto Cabrito entrevista a mulher que foi acusada de matar o marido a paneladas. Duração: 47 minutos.

Coletivo Fleuma, com Meu Crânio é Maior que o Seu | Experiência teatral parte, sobretudo, de uma obsessão poética-imagética do autor Marcus Mazieri em relação ao crânio, que o leva a se colocar no desafio de criar uma peça de teatro com isso. O desenvolvimento da pesquisa para a peça acaba por levá-lo à história do crânio de Piltdown, notória farsa arqueológica realizada por Charles Dawson no início do século XX, e a sua curiosa relação com o escritor Arthur Conan Doyle. Duração: 57 minutos.

Fá Sustenido, com Enquanto Isso… no Ateliê de um Deus Qualquer | Obra mostra a rotina criativa de um deus de outra dimensão que passa seus séculos produzindo máscaras e bonecos aos quais dá vida quando os atravessa por uma porta. Vemos a rotina, a bagunça e as transformações desse ateliê, bem como as alegrias, o cansaço e os sonhos do artista que nele trabalha. Vemos também os primeiros minutos de vida de um ser muito curioso, que ele cria e envia para um lugar colorido cheio de objetos e novidades. Duração: 48 minutos.

Grupo Anankê, com A Morte do Mané Bufão | Conheça a hilária história do preguiçoso Mané Bufão, que não se levanta nem para pegar um copo de água. Sua esposa, Dona Totonha, trabalha duro e o sustenta, mas chegou ao seu limite e fez o preguiçoso procurar um trabalho.

Indignado com a atitude da esposa, ele chama pela Dona Morte, mas para sua surpresa ela surge diante dele em “carne e osso”. Após uma negociação, a Dona Morte diz que somente não levará o Mané se ele arranjar um trabalho no prazo de 24 horas. Será que Mané Bufão vai conseguir? Duração: 45 minutos.

Grupo Fântaso, com Yakecan | Yakecan é um jovem índio que conta histórias da sua tribo. As lembranças ao lado da fogueira, no terreirão, ouvindo seu avô contar lendas e contos antigos, são repassadas através de imaginação e criatividade. Com objetivos cênicos inanimados e comuns naquele lugar, ele remonta os contos e faz com que aquilo se torne quase real. Duração: 45 minutos.

Grupo de Teatro T.Art, com Carlinhos e o Gato | Conheça a história de um menino e um gato adotados por uma mulher chamada Malvada cujo único intuito é usá-los para fazer coisas erradas. No entanto, quando eles percebem isso, resolvem mudar de vida, principalmente depois de conhecer Dona Nalva e Seu Coelho, que mostram através de exemplos que uma vida desonesta não compensa. Duração: 59 minutos.

Nando Almeida, com Eu Não Sou um Cara Fácil | Monólogo teatral que retrata um artista que ama a arte além de tudo. Uma narrativa ancorada no cotidiano de um ator em decadência que, dentro dos seus perrengues diários, acaba se apaixonando pela voz de uma robô. Um espetáculo poético que busca como partida alguns poemas do pré-modernista Augusto dos Anjos.

Seremos todos robôs a ponto de evitarmos um abraço? Nessa rede de dados, números e possibilidades de compatibilidade, o SER humano ainda sofre ajustes, mesmo que inconscientemente. Duração: 45 minutos.

Sanfelix Produções, com Nós | A leitura dramática tem a função de nos remeter às possíveis nuances e intenções das personagens em uma história, roteiro, texto dramático ou texto poético. Este trabalho apresenta e narra uma história de amizade, amor e arrependimento. A história começa com o personagem Lipe, aos 30 anos, em um mirante, esperando por seu melhor amigo Rafa. As passagens narradas são marcadas por lembranças. Lipe revive os dez anos de idade, início da amizade e os vinte anos, momento de turbulência entre os amigos. Duração: 45 minutos.

TCM Produções, com Contos da Floresta | Cigarra Cici disputa com Dona Lentidão o prêmio de melhor cantora desse lado do rio. Na floresta, depois do programa, ela sai em busca de reconhecimento e encontra a Formiga Vilmar, que alerta sobre o inverno, mas ela não dá bola e segue cantando. Do outro lado, a Lebre Rosita aposta uma corrida com Dona Lentidão – quem será a mais rápida? Tudo isso comandado pelo apresentador Gambá Marcial e seu assistente Porquinho Clerosvaldo. Se sentem nos sofás e sintonizem a TV Grama, diretamente pela gota de orvalho, e assistam a mais um programa especial. Duração: 45 minutos.

WM Teatro, com Floresta Viva (peça convidada) | Dois exploradores embarcam numa aventura na Mata Atlântica para capturar plantas valiosas e animais exóticos, a fim de comercializarem estes seres indefesos. Os animais se veem ameaçados e se unem para proteger a floresta da ambição humana. Está preparado para esta grande lição?

Duração: 45 minutos.

Serviço:

6ª Mostra de Artes Cênicas de Indaiatuba

Data: 23 de julho

Horário: 20 horas

Onde assistir:

YouTube da Prefeitura de Indaiatuba – www.youtube.com/prefeituradeindaiatubaoficial

Cultura Online – www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura-online/.