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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Kopenhagen inaugura flagship focada em customer experience

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação/Kopenhagen.

Em um dos pontos mais privilegiados de São Paulo – na esquina entre a Rua Clodomiro Amazonas e Horácio Lafer, no coração do Itaim, em um prédio que alia requinte à modernidade –, foi inaugurada nesse mês a nova FlagShip Kopenhagen.

Com um investimento na ordem dos R$2 milhões de reais, logo na entrada da loja já é possível viver uma experiência um tanto inusitada: uma réplica da primeira conchadeira (uma espécie de batedeira da massa do chocolate) adquirida há 93 anos pelos fundadores da Kopenhagen conta em primeira pessoa a história sobre a marca, que começou em 1928. A conchadeira histórica continua em atividade na fábrica e tem mais de cem anos. Para quem não sabe, a qualidade do chocolate, além de ingredientes de primeira, é o resultado do tempo de conchagem e aqui vale o parênteses – enquanto em média os chocolates de outras marcas passam por esse processo por no máximo 24h por conta do custo alto, o chocolate Kopenhagen fica 72 horas em conchagem, um dos inúmeros fatores que explicam por que a marca segue firme na preferência do brasileiro há quase um século.

Seguindo o fluxo de experiências da loja, o consumidor pode fazer o uso de um totem de autoatendimento. Com uma linguagem fluída e rápida, em apenas alguns cliques a pessoa pode fazer o seu pedido e retirá-lo. Nessa área da loja e seguindo a mesma esteira de autoatendimento fica o espaço de Click & Collect, para quem fez a compra via e-commerce e optou por retirar direto na loja. Quem prefere um atendimento personalizado e atencioso, vai contar com um time bem treinado de experts em chocolates.

“Não queremos em absoluto que a nossa experiência tecnológica roube o brilho do atendimento humanizado que faz parte da nossa essência como marca; muito pelo contrário, na realidade queremos que, mesmo por vias digitais, o nosso cliente viva uma experiência diferenciada e que fortaleça o vínculo que ele possui com a Kopenhagen”, explica Maricy Gattai, diretora executiva da marca.

Seguindo uma tendência forte de mercado que já estava em ascensão fora do país e que desembarcou por aqui com força nos últimos meses, a loja possui uma área específica para os pedidos feitos via delivery para que o fluxo de entregadores não congestione os caixas da loja e para que as encomendas sejam despachadas com mais cuidado e agilidade extrema.

A plataforma de saudabilidade Kopenhagen, a SoulGood, que é um fruto do DNA de inovação da marca, ganhou um espaço de destaque na loja com um toque high-tech, o Lift & Learn, onde o consumidor vai poder saber mais sobre os produtos e conhecer o conceito da linha por meio de telas interativas.

Em meio a tudo isso, os displays exclusivos dão um toque a mais de sofisticação para os clássicos da marca e demais produtos de linha. Seguindo um projeto arquitetônico bem pensado e que presa pela fluidez da experiência de compra dentro da loja, a área de mil delícias, onde o cliente pode montar o seu próprio mix de produtos, foi desenvolvida para se estender por grande parte do ambiente.

Ainda falando da arquitetura impecável do espaço, a cafeteria Kop Koffee ganhou um destaque merecido, com uma vitrine sortida e balcão para refeições rápidas iluminado com luminárias exclusivas que fazem alusão a uma Língua de Gato, um dos best-sellers da marca.

Maricy Gattai, diretora executiva da marca, e Renata Vichi, CEO.

A loja possui ainda uma área de customização de presentes com fitas, embalagens e cartões e a criançada vai poder desfrutar de um espaço todinho dedicado à linha Lingato.

Com ambientes de decks, a expectativa é que a loja vire point para happy hours e, pensando nisso, já foi criado até um corner específico para a movimentação de um DJ. “Manter uma marca de 93 anos sempre jovem e contemporânea sem perder a essência lúdica do elo emocional que traduz a verdade da Kopenhagen junto ao seu público fiel é sempre um desafio, mas eu acredito que essa loja condensa bem essa nossa necessidade de aliar o lado icônico e proprietário de Kopenhagen, com esse viés mais high-tech e antenado com as expectativas de consumo do nosso cliente, que segue sendo exigente e que espera que sejamos sempre precursores, protagonistas e inovadores”, garante Maricy.

A Kopenhagen está em franca expansão e, ainda em 2021, deve inaugurar mais 70 lojas. “Temos vivido um momento ímpar de aceleração na companhia, fruto do trabalho coeso e sólido que desenvolvemos nos últimos meses junto aos nossos franqueados, que nos permitiu uma transformação ágil e que tem nos feito crescer, no acumulado do ano, 20% em relação a 2019. Tivemos uma Páscoa 21 com performance recorde mesmo com as lojas fechadas e temos tido um crescimento bastante linear e constante, com picos relevantes nas datas sazonais, o que nos faz acreditar que vamos fechar o ano com o melhor Natal de todos os tempos. Nossa expectativa é terminar 2021 com um faturamento na ordem de R$1,75 bilhão”, revela Renata Vichi, CEO do Grupo CRM que detém as marcas Kopenhagen, Brasil Cacau e Kop Koffee.

A nova loja Kopenhagen conta com um espaço instagramável e em todo canto é possível obter insights de conteúdos sobre a marca – mais uma estratégia que foi usada para que, além de consumir cafés e chocolates, o cliente também possa se sentir tentado a fazer vários cliques e posts especiais sobre Kopenhagen e Kop Koffee nas redes sociais. “Atualmente as redes sociais e o marketing de influência são ferramentas poderosas de conversão e awareness da Kopenhagen. Explorar o poder de influência dos nossos clientes foi uma premissa na construção do projeto da flagship. Nossa expectativa é que cada cliente que passar pela loja tenha a função de disseminador da mensagem e seja essencial no poder de influência, incentivando outras pessoas a viverem as experiências únicas da nossa loja conceito”, finaliza Felipe Padilha, gerente de Marketing da Kopenhagen.

Pinacoteca de SP apresenta tour virtual da exposição “Enciclopédia Negra”

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: divulgação.

A Pinacoteca de São Paulo apresenta o tour virtual da exposição Enciclopédia Negra. A experiência online permite ao visitante explorar os espaços em 3D e conhecer as 103 obras que retratam personalidades negras da história do Brasil, a maioria até então pouco conhecida.

Ao acessar a plataforma disponível no site do museu https://www.pinacoteca.org.br (ou clique aqui), o público pode visualizar as obras em alta resolução e conferir as tags descritivas das peças e dos textos de parede. O tour virtual foi produzido pela Startup iTeleport Vivências Virtuais em parceria com a Pinacoteca de São Paulo e aproxima a Pina de pessoas que estejam em outros estados ou países.

Ao navegar pelas três salas, todos podem se debruçar sobre histórias impactantes reunidas conforme aspectos comuns. Há registros de quem liderou movimentos de resistência, negociou condições de emprego e de vida, das mulheres que tiveram de ser separadas de seus filhos, das que com seu trabalho conseguiram comprar as alforrias e dos mestres curandeiros, dos professores, advogados e artistas, entre outros.

A exposição Enciclopédia Negra é um desdobramento do livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano, publicado em março de 2021 pela Companhia das Letras. Na publicação, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 verbetes individuais e coletivos – muitos desses personagens tiveram as suas imagens e histórias de vida apagadas ou nunca registradas.

Para interromper essa invisibilidade, 36 artistas contemporâneos foram convidados a produzir 103 retratos de alguns biografados. São eles: Amilton Santos, Antonio Obá, Andressa Monique, Arjan Martins, Ayrson Heráclito, Bruno Baptistelli, Castiel Vitorino, Dalton Paula, Daniel Lima, Desali, Elian Almeida, Hariel Revignet, Heloisa Hariadne, Igi Ayedun, Jackeline Romio, Jaime Lauriano, Juliana dos Santos, Kerolayne Kemblim, Kika Carvalho, Lidia Lisboa, Marcelo D’Salete, Mariana Rodrigues, Micaela Cyrino,Michel Cena, Moisés Patricio, Mônica Ventura, Mulambö, Nadia Taquary, Nathalia Ferreira, Oga Mendonça, Panmela Castro, Rebeca Carapiá, Renata Felinto, Rodrigo Bueno, Sonia Gomes e Tiago Sant’Ana. Algumas das obras da exposição estão no caderno de imagens do livro.

Patrocínio | A exposição Enciclopédia Negra tem patrocínio de Vivo (Cota Platinum), BNY Mellon (Cota Ouro), Mattos Filho (Cota Prata), Allergan (Cota Prata) e Havaianas (Cota Bronze). O projeto Enciclopédia Negra é uma parceria com a Companhia das Letras e conta com o apoio do Instituto Ibirapitanga e com a colaboração do Instituto Soma Cidadania Criativa.

Serviço:

Tour virtual de Enciclopédia Negra

Pinacoteca – Tour Virtual produzido pela Startup iTeleport Vivências Virtuais em parceria com a Pinacoteca de São Paulo

Exposição Enciclopédia Negra

Período: até 8/11/21

Curadoria: equipe do projeto Enciclopédia Negra e da Pinacoteca de São Paulo

Ingressos com horário marcado e vendas pelo site neste link  

Edifício Pina Luz

Praça da Luz 2, São Paulo, SP

Livro:

Enciclopédia Negra, de Flávio Gomes, Jaime Lauriano e Lilia M. Schwarcz

Páginas: 789/Preço: R$89,90 – livro também será vendido na loja do museu.

Festival Santa Cruz de Cinema realiza exibições presencial e on-line de filmes apresentados em edições anteriores

Santa Cruz do Sul, por Kleber Patricio

Still de “Nova Iorque”. Crédito Alex Silva.

Em contagem regressiva para o Festival Santa Cruz de Cinema, que ocorrerá de 29 de novembro a 3 de dezembro em formato híbrido, será realizada a Mostra Retrospectiva no mês de agosto. A versão on-line do evento, que exibirá seis filmes selecionados para as edições anteriores do Festival, acontece de 20 a 31 de agosto, no site www.festivalsantacruzdecinema.com.br. Já a exibição presencial será no dia 24 de agosto, às 19h, no Cine Santa Cruz (Shopping Santa Cruz – Av. Sen. Pasqualini, 18). A participação é gratuita e os interessados devem reservar o lugar previamente pelo telefone (51) 3713-3222. As vagas são limitadas.

Serão exibidos os curtas O Vestido de Myriam (RJ) e Cabelo Bom (RJ), apresentados no festival de 2018; Nova Iorque (PE) e Amor, só de Mãe (SP), selecionados para o evento de 2019, e 4 bilhões de infinitos (MG) e O que Pode Um Corpo (RS), que estiveram na mostra da edição de 2020. O 4º Festival Santa Cruz de Cinema é realizado pelo SESC Santa Cruz do Sul, pela Universidade de Santa Cruz do Sul – Cursos de Comunicação Social e pela Pé de Coelho Filmes, e conta com o patrocínio da JTI e da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul. O Festival tem apoio do Grupo Gazeta, com apoio do Cine Santa Cruz na realização da Mostra Retrospectiva.

Mostra Retrospectiva – Festival Santa Cruz de Cinema

Evento on-Line

Data: 20 a 31/8

Como acompanhar: no site www.festivalsantacruzdecinema.com.br

Evento presencial

Data: 24/8 (Terça-feira)

Horário: 19h

Local: Cine Santa Cruz, no Shopping Santa Cruz (Av. Sen. Pasqualini, 18)

Como acompanhar: é necessário reservar o lugar previamente, pelo telefone (51) 3713-3222, de forma gratuita.

FILMES SELECIONADOS

Edição de 2018

O Vestido de Myriam (RJ)

Ficção, 15 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Sinopse: Numa casa pacata, um casal de idosos segue a vida em silêncio.

Cabelo Bom (RJ)

Documentário, 15 minutos

Classificação indicativa: Livre

Sinopse: Como as mulheres negras são pressionadas esteticamente para que se enquadrem em padrões pré-estabelecidos? O documentário de curta metragem Cabelo bom propõe fazer um recorte desse universo. O filme dá voz a três personagens que expõem a relação delas e seu cabelo crespo. Elas conseguem contar suas trajetórias de vida, histórias de preconceito e nos mostrar como a auto aceitação de suas raízes, capilares inclusive, foi e é fundamental para se afirmarem como mulheres negras num país como o Brasil.

Edição de 2019

Nova Iorque (PE)

Ficção, 24 min

Classificação indicativa: 10 anos

Sinopse: Hermila e Leandro querem fugir. Hermila e Leandro querem ficar.

Amor, só de Mãe (SP)

Documentário, 25 min

Classificação indicativa: 12 anos

Sinopse: Amor só de Mãe conta a história de três mulheres encarceradas que reflete a realidade de um sistema social desigual. Nina, Lea e Elisabette são detentas da Cadeia Pública de Franca, no estado de São Paulo. O documentário acompanha o dia a dia dessas vidas e propõe uma reflexão sobre a dor das mães e filhas enquanto aguardam suas sentenças.

Edição de 2020

4 bilhões de infinitos (MG)

Ficção, 14 min

Classificação indicativa: Livre

Sinopse: Após a morte do pai, uma família vive com a energia de casa cortada. Enquanto a mãe trabalha, seus filhos ficam em casa conversando sobre ter esperança.

O que Pode Um Corpo (RS)

Documentário, 15 min

Classificação Indicativa: Livre

Sinopse: Um bebê nasce, mas não chora. Um corpo grita e não é ouvido. As tintas que escorrem em um futuro prometido não chegam em uma pessoa com deficiência. Victor faz de si a própria tela em um universo de pintores ausentes.

ESPM lança edital para projetos da Agenda 2030

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

A ESPM, escola de negócios com foco nas áreas da Economia Criativa, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz e o Fundo de População das Nações Unidas – UNFPA, lança o Edital de Projetos e Ações Estratégicas – Plataforma Terra 2030 com o objetivo de apoiar projetos e ações de desenvolvimento de cidades e comunidades sustentáveis que envolvam os pilares educação, redução das desigualdades, saúde e bem estar.  A ideia é promover os aspectos aspiracionais da Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os projetos selecionados serão financiados com valores entre 15.000 e 45.000 reais e as inscrições vão até 2 de setembro.

O edital integra o projeto Plataforma Terra 2030, desenvolvido pelas três instituições, que prevê a realização de fóruns anuais e o desenvolvimento da Plataforma Terra 2030, que funcionará como um hub de boas práticas para auxiliar os projetos a encontrar parceiros para financiamentos e criar sinergias para divulgar a Agenda 2030.

Além do financiamento, os selecionados receberão mentorias de comunicação, design, estratégias de impacto e gestão de projetos realizadas por docentes do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental – CEDS, da ESPM Social e pela equipe do UNFPA.

Para participar do edital, é preciso que o projeto seja conduzido por um servidor ativo da Fiocruz com mestrado ou doutorado e que a ação no território seja realizada em parceria com organizações e movimentos sociais. Clique aqui para conferir o edital.

Polinização aumenta produção agrícola, mas depende de áreas de vegetação natural

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Krzysztof Niewolny/Unsplash.

No Brasil, estima-se que a polinização realizada por animais como abelhas, moscas e morcegos gere um valor econômico de 43 bilhões de reais por ano na agricultura. Pesquisadores do Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose) foram além e mapearam a importância dos polinizadores para a agricultura em cada um dos municípios brasileiros. Em artigo publicado na revista “Environmental Science & Technology” na segunda (23), eles mostram que a polinização resulta em um aumento de até 100% da produção agrícola, dependendo da cultura, trazendo maior retorno financeiro.

Os pesquisadores analisaram o papel dos polinizadores nas principais culturas agrícolas brasileiras para cada município brasileiro, focando no aumento da produção agrícola e retorno monetário. Esse conjunto envolve 90 cultivos diferentes que vão desde a abóbora e o cacau, cuja produção aumenta até 100% com a presença desses animais, até a uva (aumento de até 10%), passando pela soja, laranja e café, cuja produção pode aumentar entre 10 e 40%.

A partir de dados de produção agrícola e áreas de cultivo, os municípios foram classificados em quatro faixas de demanda por polinização. Os pesquisadores verificaram a importância dos cultivos para cada município, incluindo a diversidade agrícola – dos locais caracterizados pela monocultura e grandes propriedades àqueles com maior diversidade de cultivos característicos de pequenas propriedades rurais. O estudo também identificou a demanda de restauração de áreas naturais para garantir a presença de polinizadores nos cultivos agrícolas.

A presença de vegetação nativa próxima às áreas cultivadas maximiza a polinização e melhora a produtividade e a manutenção da cultura agrícola. “Dadas as projeções de aumento da demanda global por alimentos, há uma necessidade urgente de reverter a tendência atual de expansão agrícola, promovendo práticas agrícolas sustentáveis”, explicam os autores. Nesse contexto, é importante desenhar políticas ambientais que integrem a conservação da biodiversidade e a polinização das culturas considerando as especificidades de cada localidade, como, por exemplo, na escala de municipalidades.

“Procuramos desenvolver alguns indicadores integrando polinização, usos da terra e o cumprimento da legislação ambiental e, neste contexto, os municípios são unidades administrativas importantes e devem ser considerados de acordo com suas especificidades”, destaca Pedro Bergamo, pesquisador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e um dos autores do estudo que envolve vinte e um colaboradores do Programa SinBiose/CNPq.

Déficit de vegetação natural | Outra informação analisada diz respeito ao déficit de vegetação natural de cada município; isto é, a diferença entre a quantidade de vegetação natural existente e as áreas exigidas por lei. Os municípios foram classificados de acordo com esse déficit. De um lado, aqueles que têm poucas áreas de vegetação natural e precisam de um maior esforço de restauração. Do outro, os que já contam com áreas de vegetação natural e, portanto, precisam conservá-las para garantir o excedente da produção agrícola resultante da presença de polinizadores.

A partir da correlação entre essas métricas, foi possível elaborar um ranking de prioridades para restauração e conservação da vegetação natural que tenham como foco a importância da polinização para cada localidade.

Cidades como Anápolis (GO) e Alta Floresta (MT), que estão na zona de expansão da soja, Ilhéus (BA), na zona cacaueira, ou Itapeva (MG), na zona produtora de café, são municípios com recomendação de alta prioridade para restauração de suas áreas de vegetação natural tendo como foco o aumento da polinização e, portanto, de suas produções agrícolas. Já Apuí (AM), Xique-xique (BA) e São Félix de Balsas (MA) são municípios cuja recomendação é a prioridade da conservação de suas áreas de vegetação para garantir, assim, a produção agrícola local. “Esperamos que o estudo ajude a auxiliar no planejamento das iniciativas de restauração ecológica em sintonia com a agricultura e a polinização, reconciliando a conservação da biodiversidade e a produção agrícola”, finaliza Pedro Bergamo.

(Fonte: Agência Bori)