Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Conservatório de Tatuí inicia inscrições para cursos de aperfeiçoamento em música e artes cênicas

Tatuí, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

O Conservatório de Tatuí, considerado a maior escola de música e teatro da América Latina, abre inscrições para seis novos Cursos de Aperfeiçoamento ministrados por professores da instituição e artistas convidados. Com temas que englobam choro, violão flamenco, audiovisual, vozes negras e a arte cênica nas tradições afroindígenas, os cursos são totalmente gratuitos e com aulas on-line.

Os Cursos de Aperfeiçoamento têm carga horária de 48 horas, sendo que datas e horários variam para cada modalidade. Alguns temas são abertos a qualquer pessoa interessada. Outros, porém, têm pré-requisitos e um processo de seleção para alunos (as) participantes ou ouvintes. Confira, a seguir, a programação completa.

Leitura de tablaturas antigas (notações musicais para instrumentos antigos) | Estudo, análise, compreensão, transcrição e interpretação. Prática da notação musical (tablatura) das composições do Renascimento e Barroco para instrumentos de cordas dedilhadas, como vihuela, alaúde renascentista, guitarra barroca e teorba.

Professora responsável: Dagma Eid – Violonista especializada em instrumentos de cordas dedilhadas históricas – alaúde, vihuela, guitarra barroca, guitarra clássico-romântica e teorba. É doutoranda em Performance Musical pela Universidade Estadual Paulista, além de ter frequentado os principais cursos e festivais de música no Brasil e na Europa. Premiada em concursos nacionais, realiza intensa atividade na área de música de câmara, integrando diversas formações instrumentais com foco na performance histórica, e acumula longa e variada experiência no ensino musical, atuando como palestrante, professora e musicista convidada de eventos artísticos importantes no Brasil. Com o Duo Favoriti, único duo brasileiro que usa réplicas da guitarra Lacôte, gravou o álbum Diversi. Recentemente, lançou seu primeiro álbum solo, intitulado Ars de Pulsatione, com um repertório que descreve bem sua trajetória como solista, usando os instrumentos que deram origem à família das guitarras. Atualmente, é professora de Violão Clássico, Cordas Dedilhadas Históricas, Música de Câmara e professora responsável da Camerata Jovem de Violões do Conservatório de Tatuí. Pré-requisitos e critérios de seleção: não há.

Aulas: segundas, das 10h às 11h30, e terças, das 13h às 14h30 | Período: 30/8 a 21/12

Inscrições: 24 a 29 de agosto

Acesse: https://forms.office.com/r/4ivh7up5WY.

O universo do choro | O curso abordará todos os aspectos relativos à linguagem do Choro e suas práticas interpretativas.

Professor: Maurício Carrilho – Arranjador, compositor, produtor musical, pesquisador de MPB, professor e nome consagrado do Choro, o violonista Maurício Carrilho é filho do flautista Álvaro Carrilho e sobrinho do também flautista Altamiro Carrilho. Atuou ao lado dos mais consagrados nomes da Música Popular Brasileira (MPB), como Joyce, Elizeth Cardoso, Nara Leão, Chico Buarque, Miúcha, Francis Hime, Paulo Moura e Paulinho da Viola, entre outros. É vice-presidente do Instituto Casa do Choro, no Rio de Janeiro, e consagrado defensor deste estilo musical. Fundador, ao lado de Pedro Aragão e Luciana Rabello, da Escola Portátil de Música e da gravadora Acari Records, a primeira especializada em chorinho. Pré-requisitos e critérios de seleção: não há.

Aulas: terças, das 15h às 18h | Período: 31/8 a 28/12

Inscrições: 24 a 27 de agosto

Acesse: https://forms.office.com/r/Wy99mbkGeR.

Violão flamenco | A arte Flamenca ganha cada vez mais espaço no panorama musical e mundial. Essa manifestação artística espanhola, que se realiza por meio do ‘toque, cante e baile’ possui algumas características de difícil compreensão para artistas que não estão inseridos(as) no contexto de sua produção – a região andaluza. Com a perspectiva de oportunizar uma melhor compreensão da música flamenca, o curso de aperfeiçoamento em violão flamenco tenta exemplificar e analisar seus principais elementos estéticos-musicais relativos estreitamente à guitarra flamenca. O curso aborda, em específico, a estética peculiar do toque flamenco, com as principais técnicas de pulgar, alzapúa, rasgueados, golpes, arpejos, tremolo, técnicas interligadas e levadas. Os (as) alunos (as) serão, também, aproximados ao toque de acompanhamento dos principais palos (estilos) mais tradicionais da música flamenca, como tangos, fandango, malagueña, tientos, soleá, buleria e alegrias, entre outros. O curso terá uma abordagem extremamente prática, com exercícios e estudos específicos propostos pelo professor.

Professor: Diego Salvetti – Nascido em Bergamo (Itália), em 1982, Salvetti é de uma família de músicos. Desenvolveu seu ouvido musical desde tenra idade, escutando os muitos gêneros musicais tocados pelos dois irmãos músicos e pelo pai – da música clássica ao jazz e o flamenco. Iniciou os estudos da teoria musical sob a guia do pai e, depois de um breve tempo, começou os estudos do violão clássico com o maestro e compositor italiano Giovanni Podera. Aos 11 anos, conquistou o 1° Prêmio Nacional do 13° Concurso de Violão em Genova “Pasquale Taraffo” na categoria juvenil. Sucessivamente, iniciou os estudos com o Maestro Giorgio Oltremari no Instituto Musical de Bergamo “G. Donizetti”, formando-se 10 anos depois com as máximas notas. No ano 2000, ganhou a renomada bolsa de estudo do 14° Concurso da Associação Bergamasca “Amici di Lino Barbisotti”. Em 2009, concluiu a pós-graduação em Didática da Música. Iniciou, então, os estudos do violão flamenco, desenvolvendo a composição e a técnica no violão de 8 cordas. Pesquisador sobre música e violão brasileiro, mora no Brasil desde janeiro de 2015 e seu trabalho vem destacando-se cada vez mais pelas participações em importantes festivais de música do país, palestras em faculdades de música, produção de livros didáticos e cursos on-line. Atualmente, é professor de Violão Clássico no Conservatório de Tatuí (Polo São José do Rio Pardo) e desenvolve trabalhos como concertista, compositor e professor, tocando e ministrando workshops em todo o Brasil.

Pré-requisitos e critérios de seleção: Interessados(as) deverão enviar link de vídeo com a execução de uma das peças a seguir. Violão brasileiro: Se ela Perguntar (D. Reis); Violão Clássico: Lagrima (F. Tarrega); Violão Flamenco: Malagueña (E. Lecuona). O vídeo deve ser disponibilizado pelo Youtube (modo não listado) e o link deve ser informado na ficha de inscrição.

Aulas: segundas e quartas, das 19h às 20h30 | Período: 1/9 a 22/12

Inscrições: 24 a 27 de agosto

Acesse: https://forms.office.com/r/X1cb7M7tyK.

Introdução ao audiovisual: imagem, som, narrativa e sentido | O curso apresenta os fundamentos da relação entre música e imagem no cinema narrativo e em outras formas contemporâneas de audiovisual, buscando desenvolver a compreensão da construção do sentido audiovisual que emerge do encontro entre a música, o ruído, a voz e a imagem em movimento.

Professor: Sérgio Basbaum – Artista e pesquisador. Músico, bacharel em Cinema (ECA-USP), mestre e doutor em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), com pós-doutorado em Filosofia (UNESP). Professor do programa de pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD) da PUC-SP e coordenador da Pós-Graduação em Música e Imagem da Faculdade Santa Marcelina, é autor de Sinestesia, Arte e Tecnologia (Annablume – Fapesp, 2002), O primado da Percepção e suas consequências midiáticas (Intermeios – Fapesp, 2016), além de diversos artigos publicados no Brasil e no exterior. Como compositor, instrumentista, produtor e arranjador, lançou dois álbuns de composições originais no terreno música instrumental e da canção popular: Capitão Nemo no Forró de Todos de Santos (1999) e PopuP – Pop é o contrário de poP (2012). Participou de diversos eventos e mostras coletivas, com trabalhos em vídeo, poesia e obras sonoras. Em 2018, lançou Redesejo – logo haicais e outros poemas (Laranja original, 2018). Atualmente, o foco de sua pesquisa tem sido a guitarra experimental e as performances audiovisuais com o trio.

Pré-requisitos e critérios de seleção: Equipamento básico de informática, conexão de boa velocidade, fone de ouvido; interesse por cinema, som e música e estar cursando, no mínimo, o Ensino Médio. Não haverá seleção.

Aulas: quartas, das 15h às 19h | Período: 2/9 a 18/11

Inscrições: 24 a 27 de agosto

Acesse: https://forms.office.com/r/6kgyHiS2gM.

Vozes negras do jazz – interpretação e improviso vocal | História, linguagem, e conceitos das principais vozes negras do jazz do começo do século XX até os nossos dias. Será mostrada uma breve história destes artistas e de suas técnicas, influências, estilos, linguagem etc. para o estudo de improviso vocal e interpretação melódica no jazz.

Professor: Cynthia Borgani – Cantora jazzista norte-americana, natural de New York (EUA). Bacharelou-se em Estudos Latino-Americanos e Étnico Musicologia pela Yale University (New Haven, Connecticut), onde participou diversas vezes como solista de Big Bands e grupos pequenos, cantando em festivais de Jazz em New Haven e New York. Atuou como solista com a Yale Concert Band pela Inglaterra e Japão. Excursionou com o grupo vocal premiado Whim ‘n Rhythm 1987 pelos estados Connecticut, New York, New Jersey, Rhode Island, Massachussetts, Texas e California. Completou seus estudos de Étnico Musicologia em 1988, como bolsista da Stanford University (Palo Alto, California), obtendo seu mestrado pelo departamento de Estudos Latino-Americanos. Cantou profissionalmente nos clubes de Palo Alto e San Francisco, tendo oportunidade de cantar para o saxofonista Stan Getz. Começou atuar como professora de canto popular com o coral de jazz da Stanford University. Foi convidada a cantar em festivais de jazz com os membros da Orquestra Sinfônica da Universidade em turnê por Singapura, Japão e Coreia do Sul. Ganhadora de vários prêmios acadêmicos pela Universidade de Chicago e começou seu doutorado em 1988. Em Chicago, trabalhou com vários grupos de Blues e Bossa Nova. Após um ano de estudos na Universidade de Chicago, decidiu dedicar-se completamente a arte de cantar e tocar. Foi premiada com uma bolsa de estudos pela Berklee College of Music (Boston, Massachussetts). Em Boston, estudou técnica vocal com a soprano lírico Nancy Armstrong. Na Berklee, estudou canto com Millie Bermejo e improvisação com Phil Wilson e Hal Crook. Atuou como solista pelos Estúdios de Gravação e Big Bands da faculdade. Graduou-se em 1992. Em São Paulo, onde vive desde 1993, foi convidada por Roberto Sion e Gil Jardim a participar como solista com a Big Band do Festival de Inverno de Campos do Jordão em 1993. De 1993 a 1995, lecionou improvisação e interpretação na Escola Livre de Música Novo Tempo. De 1994 a 1997, lecionou canto e percepção na Universidade de Campinas (Unicamp). De 1999 a 2018, trabalhou como diretora musical da igreja Americana “Our Lady Help of Christians”. Começou a lecionar canto e práticas de banda na Faculdade Souza Lima/Berklee em 2004. Apresenta-se como freelancer em São Paulo, especialmente com o trio Bloody Mary e os Caipirinhas, Clear Intentions, Banda Borgani e a premiada Jazzmin’s Big Band. Participa de gravações de jingles e locuções em inglês. Em 2009, começou atuar como tradutora de livros da Editora Souza Lima e da Editora FTD. Atualmente, grava o segundo disco duo com Fernando Correa e escreve um método de improviso vocal na música brasileira.

Pré-requisitos e critérios de seleção: Ser aluno (a) do curso de Canto Popular do Conservatório de Tatuí ou ter formação equivalente. Interessados (as) deverão enviar link de vídeo cantando a música Autumn Leaves em inglês. O acompanhamento pode ser o instrumento de sua escolha ou ‘playback’ do Youtube. Pode cantar no tom de sua preferência. O vídeo deve ser disponibilizado pelo Youtube (não listado) e o link deve ser informado na ficha de inscrição.

Aulas: sábados, das 9h às 12h | Período: 4/9 a 18/12

Inscrições: 24 a 27 de agosto

Acesse: https://forms.office.com/r/SgJ2VBB5PH.

Que brincadeira que dá? Teatro, celebrações e pelejas | O curso englobará vivências nas corporeidades e musicalidades presentes nas celebrações do Cavalo-marinho pernambucano, Reisado, Guerreiro, Bumba-meu-boi e Careta do Ceará e Reinados de Minas Gerais, entre outras. Os encontros serão realizados com a participação de mestres, mestras e atores sociais dessas tradições. Aulas reflexivas sobre fundamentos presentes em celebrações e performatividades afrodiaspóricas e afroindígenas, além da apresentação de textos de pesquisadores (as) da área. Criação de estudos cênicos a partir dos repertórios vivenciados.

Professora: Cibele Mateus – Artista do riso, atriz e educadora, desenvolve seus trabalhos cênicos referenciados em tradições afrodiaspóricas, afroindígenas e na arte de rua desde 2005. Vem fazendo sua trajetória de arte-vida em busca das máscaras de pretume, criando uma poética própria de comicidade, contribuindo com diversos espaços de formação e criação.

Pré-requisitos e critérios de seleção: Ter concluído alguma formação em artes da cena, ter disponibilidade de participação, disponibilidade para reflexão e vivência cênica a partir da proposta do curso. Interessados (as) devem enviar currículo artístico e carta de interesse.

Aulas: terças e quintas, das 19h às 22h | Período: 14/9 a 11/11

Inscrições: 24 de agosto a 3 de setembro

Acesse: https://forms.office.com/r/6WHqhtscqP.

Patrocinadores Sustenidos: Microsoft e VISA.

Sobre o Conservatório de Tatuí | Fundado em 11 de agosto de 1954, o Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” – Conservatório de Tatuí (SP), como é conhecido internacionalmente – é um dos mais respeitados conservatórios dramático-musicais da América Latina. Oferece mais de 100 cursos gratuitos nas áreas de Música Erudita (instrumentos, canto e regência), Música Popular Brasileira, Artes Cênicas e Luteria. Atende aproximadamente 2.000 alunos anualmente, vindos de todas as regiões do Brasil e, também, de outros países, como Argentina, Chile, Coreia do Sul, Equador, Estados Unidos, Japão, México, Peru, Portugal, Síria, Uruguai e Venezuela. É considerado uma das mais bem-sucedidas ações culturais do Estado, oferece ensino de excelência com a missão de formar instrumentistas, cantores, atores, regentes, educadores e luthiers de alto nível. Sua importância no cenário musical é tão acentuada que garantiu à cidade de Tatuí o título de Capital da Música, aprovado por lei em janeiro de 2007. A instituição é mantida pelo Governo do Estado de São Paulo e por empresas patrocinadoras por meio de leis de incentivo fiscal, sob a gestão da Sustenidos Organização Social de Cultura.

Conservatório de Tatuí

Rua São Bento, 415, Centro, Tatuí/SP

Tel.: (15) 3205-8444

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 17h e das 18h às 22h

Ingressos: todos os eventos realizados pela instituição têm entrada gratuita

https://www.conservatoriodetatui.org.br.

Corporação Musical Villa-Lobos homenageia Michael Jackson em concerto virtual no sábado (28)

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Eliandro Figueira.

A Corporação Musical Villa-Lobos (CMVL) realiza neste sábado (28) a partir das 20h o Concerto Virtual Tributo ao Rei do Pop. No repertório serão destaques as canções famosas do ícone do pop, Michael Jackson, com a apresentação transmitida pelo canal da corporação no Youtube. O evento conta com o apoio da Prefeitura de Indaiatuba por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Este espetáculo será realizado em homenagem aos 63 anos de Michael Jackson, que seria comemorado no próximo dia 29 de agosto. O destaque ficará por conta das músicas Tributo a Michael Jackson com arranjo do Subtenente PMESP Daniel Paulo. Além disso, o clássico Heal The World, que foi uma das canções escrita pelo cantor e gravada no sexto disco dele com foco em um viés humanitário que transmite a mensagem sobre a idealização de um mundo melhor.

Na apresentação, será realizado um pout-pourri  com músicas de quando o cantor iniciou a carreira no Jackson 5, grupo composto Michael e seus irmãos Katherine Jackson, Joseph Jackson – conhecido como “Jackie” –, Tito, Jermaine e  Marlon, sendo elas I’II Be There, I Want You Back, ABC e Never Can Say Goodbye, com arranjo de Takashi Hoshide, além da composição Smooth Criminal com o arranjo de Kazuhiro Morita. O evento será transmitido pelo link https://www.youtube.com/channel/UC8l5Ahye1jz8qbFWuqRGO1g.

“A Banda Sinfônica da CMVL escolheu homenagear Michael Jackson no mês em que ele completaria 63 anos de vida porque ele foi um dos artistas que mais influenciaram para o bem as pessoas e o mundo. Além de suas canções impactantes, que mudaram a música para sempre e de sua dança com movimentos insondáveis, ele também soube utilizar sua fama para apoiar questões mundiais: a pesquisa da cura do câncer e o tratamento para a AIDS, bem como seu apoio aos trabalhos do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Centro Martin Luther King Jr e Unicef (entre outros) por meio de suas doações. E  nós da CMVL acreditamos que podemos levar a música instrumental e, ao mesmo tempo, contribuir para o bem de toda a comunidade”, explica a escolha da homenagem ao artista o maestro Samuel Nascimento de Lima.

Serviço:

Concerto Virtual Tributo ao Rei do Pop

Data: 29 de agosto (sábado)

Horário: 20h

On-line: https://www.youtube.com/channel/UC8l5Ahye1jz8qbFWuqRGO1g.

Indaiatuba cria projeto para melhorar arborização urbana

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Bairro João Pioli será o primeiro a ser atendido. Foto: Eliandro Figueira.

A Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Indaiatuba inicia no próximo sábado (28) o Projeto Bairro Verde, com o objetivo de reforçar a arborização urbana do município. A proposta é escolher bairros menos arborizados para fazer o cadastramento e a orientação com os moradores para incentivar o plantio nas calçadas. O projeto será executado em parceria com a Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura e com o Grupo UniEduK, composto pelo Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), pelo Centro Universitário Max Planck (UniMAX) e pela Faculdade de Agronegócios de Holambra (FAAGROH), que fará a doação de parte das mudas do projeto. O bairro João Pioli será o primeiro a ser atendido e as atividades começam às 8h30. Os plantios serão realizados no dia 18 de setembro, antecipando as ações em comemoração ao Dia da Árvore.

Conforme explicou o secretário Guilherme Magnusson, equipes formadas por funcionários do Meio Ambiente, do Grupo UniEduK e por estagiários da FIEC farão visitas nas residências do bairro para explicar os benefícios da arborização urbana e fazer o cadastramento das famílias que desejarem ter uma árvore plantada na calçada de suas residências. “Nesta etapa do projeto, além da conscientização ambiental, queremos orientar a população de que serão tomados todos os cuidados com o plantio, usando espécies de tamanhos adequados, com mudas que se adaptam ao ambiente e que não trarão problema futuros – como contato com a fiação, por exemplo”.

Paralelamente às visitas nas residências, a equipe de Serviços Urbanos montará tendas dos projetos Biodiesel Urbano e do Click Árvore no bairro escolhido para orientar as pessoas que estiverem em trânsito e também para fazer a doação de mudas de árvores aos interessados. O ponto de coleta seletiva móvel da empresa Corpus estará no local para atender a população. As tendas serão instaladas na pracinha do João Pioli, localizada na Avenida Artes e Ofícios, no cruzamento com a Avenida dos Artífices. No dia 18 os plantios ficarão sob o comando da equipe do Projeto Click Árvore e serão realizados em sistema de mutirão, inclusive com a participação dos próprios moradores do bairro.

Magnusson reforça que as árvores nas calçadas trazem benefícios como a diminuição da poluição do ar, ajudam a amenizar a temperatura, protegem a biodiversidade e também aumentam a absorção de água no solo. O Projeto Bairro Verde segue as diretrizes do Plano de Arborização Urbana do município e foi criado em 2015 como um instrumento de planejamento e disciplina municipal para a execução da política de plantio, manejo, preservação e expansão da arborização urbana. No documento, estão estabelecidos os parâmetros para a arborização de passeios em vias e de áreas livres públicas; tabela de distanciamento; critérios para escolha de espécies e para plantio em calçadas, praças e avenidas; espécies indicadas para a redução da poluição e a lista de espécies arbóreas nativas frutíferas para plantio em áreas verdes públicas.

UniEduK Solidário | Com o mote A cada novo seguidor, uma árvore será plantada, a campanha UniEduK Solidário, realizada durante o mês de maio, resultou no compromisso do plantio de 860 árvores, número respectivo aos novos seguidores conquistados com essa ação na página das redes sociais. Parte desse total será plantada por meio da parceria com o Projeto Bairro Verde, que contará ainda com o suporte técnico de docentes e alunos da FAAGROH – Faculdade de Agronegócios de Holambra, que faz parte do Grupo UniEduK ao lado da UniFAJ (Jaguariúna) e UniMAX (Indaiatuba).

Pesquisa: 46% dos brasileiros já deixam de comer carne por vontade própria

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Ella Olsson/Unsplash.

O consumidor brasileiro está se mostrando cada vez mais consciente em busca de opções saborosas e que façam bem ao planeta. Pesquisa divulgada no início deste mês pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria — o antigo Ibope Inteligência aqui no Brasil), que foi encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) no início deste ano, revela que em todas as regiões do Brasil, independente da faixa etária, 46% dos brasileiros já deixam de comer carne por vontade própria ao menos uma vez na semana. Destes, 32% escolhem a opção vegana quando destacada pelo estabelecimento.

O “Veganismo é uma filosofia e estilo de vida que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra animais na alimentação, vestuário e qualquer outra finalidade e, por extensão, que promova o desenvolvimento e uso de alternativas livres de origem animal para benefício de humanos, animais e meio ambiente.” (livre tradução de The Vegan Society, grupo que criou o termo ‘veganismo’ em 1944 no Reino Unido). E os motivos são consistentes: um estudo da Universidade de Florença, na Itália, constatou que, entre os veganos, o risco de ter câncer é 15% menor, em comparação com quem consome carne e derivados. Já uma revisão publicada no British Medical Journal concluiu que a dieta vegana facilita a perda de peso e, em diabéticos, ajuda a baixar os níveis de glicose, triglicérides e colesterol.

Assim, o comércio começa a inovar e oferecer mais opções aos clientes – a exemplo do Açougue Vegano, primeira rede de franquias genuinamente brasileira e criada com a proposta de atender o público vegano e pessoas que estão querendo reduzir o consumo de carne, e outras empresas como Puravida, Positiva Eco etc.

Os chefs Celso Fortes e Michelle Rodriguez, do Açougue Vegano. Foto: Marco Brozzo.

Mas, como dito acima, essa conscientização tem que ir além da alimentação. “Se você quer respeitar os animais e decidiu não comer apenas carne, mas tolerar resíduos como queijo e ovos, está sendo incoerente. O animal de indústria vai ser morto ali dentro de qualquer jeito, exausto pela exploração de uma vida inteira. A vaca leiteira, por exemplo, é inseminada artificialmente a vida inteira (pois sem filhos = sem leite) e seus filhotes são abatidos aos 3 meses como vitela/baby beef. E, ao final de uma vida inteira de exploração, quando baixa sua produção leiteira, a vaca é mandada para o abatedouro do mesmo jeito. As galinhas poedeiras (que põem ovos) passam a vida presas em gaiolas e, no final, o destino também é o abatedouro. É bem pior ser fêmea, o sofrimento é maior do que simplesmente ser assassinada – é uma escravidão com a morte certa no final”, afirma a Associação Brasileira de Veganismo em seu site.

Enfim, se você se inclui entre os que se preocupam com uma alimentação mais saudável e com o meio ambiente, talvez esteja mais do que na hora de você começar a se informar.

Livros: cientista e jornalista se unem para explicar – e barrar – o negacionismo

Campinas, por Kleber Patricio

Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência. Fotos: divulgação/Papirus.

O mundo moderno vive um paradoxo: temos astronautas em órbita e, ao mesmo tempo, gente que jura que a Terra é plana. O descompasso vai além da astronomia, chegando a questões cruciais para a saúde humana e o meio ambiente, e evidencia-se na tranquilidade com que até autoridades constituídas muitas vezes propagam informações sem comprovação, colocando em risco a vida de milhões de pessoas. Essas premissas são o ponto de partida da microbiologista Natalia Pasternak e do jornalista científico Carlos Orsi em Contra a realidade: A negação da ciência, suas causas e consequências, lançado pela Papirus 7 Mares (192 pp., R$44,90), livro em que a dupla se debruça sobre as origens e engrenagens por trás de “movimentos” cada vez mais populares – e perigosos – para a civilização, como o terraplanismo, o criacionismo e a negação do aquecimento global.

Pasternak e Orsi explicam que a força do negacionismo resulta, em grande medida, da resposta de grupos poderosos, com forte senso de identidade, à “ameaça” imposta pelo conhecimento às suas ideologias e crenças e aos seus interesses. Segundo os autores, o ataque aos consensos científicos tendem a cumprir pelo menos uma destas três funções:

1 – confundir o debate, paralisando a tomada de decisões ou embaraçando a adoção de políticas públicas;

2 – criar um espaço psicológico que permita que certas atitudes irracionais sejam apresentadas como razoáveis ou dignas de mérito e

3 – gerar sentimento de solidariedade ideológica, lealdade e coesão interna em grupos que partilham de uma identidade comum.

Diante disso, os autores lembram que “enxergar essas funções com clareza é tão importante quanto encontrar e disseminar os fatos corretos”. Conforme eles mostram, não é de hoje que é preciso lidar com teorias negacionistas. Ao longo da história, é possível identificar diversos casos. Contra realidade é permeado de exemplos que ilustram bem isso, do terraplanismo à negação do aquecimento global, passando pela desconfiança com as vacinas e pelo medo dos alimentos transgênicos – há inclusive quem negue fatos históricos, como o Holocausto. A teoria da evolução e o movimento criacionista também são discutidos pelos autores, que ainda destacam como a história do negacionismo está atrelada à indústria do cigarro com a negação e a relativização dos riscos reais do consumo do tabaco.

Se uma pessoa acredita que um remédio inadequado vai curar determinada doença, ela não só o utiliza, como o oferece aos filhos. O mesmo acontece com quem acredita que vacinas são prejudiciais à saúde: sua tendência é evitá-las em sua família. “Tão grave quanto o estímulo a ações irresponsáveis ou prejudiciais, no entanto, é o efeito que os negacionismos têm sobre o ambiente político e cultural da sociedade”, alertam os autores. “Ao expor uma série de casos exemplares, procuramos, neste livro, armar o leitor para que possa dissecar, criticar e evitar armadilhas semelhantes que, certamente, surgirão no futuro”, concluem.

Sobre os autores:

Natalia Pasternak é microbiologista (USP) e divulgadora científica brasileira, presidente do Instituto Questão de Ciência. Atua como professora convidada na Fundação Getúlio Vargas, na escola de Administração Pública, e na Universidade de Columbia (EUA), no Departamento de Ciência e Sociedade. É colunista do jornal O Globo, da revista The Skeptic UK, do portal Medscape, publisher da revista Questão de Ciência e autora do livro Ciência no cotidiano. Em 2020, tornou-se membro do Committee for Skeptical Inquiry e recebeu o prêmio internacional de promoção do ceticismo The Ockham Award (A Navalha de Ockham) e o Brasileiros do Ano (revista IstoÉ), na categoria Ciência, além de ter sido indicada como Personalidade do Ano pelo jornal O Globo.

Carlos Orsi é jornalista (ECA-USP), escritor, editor-chefe da revista Questão de Ciência e fundador do Instituto Questão de Ciência. Tem várias obras de divulgação científica publicadas, como O livro dos milagres, Pura picaretagem, O livro da astrologia e Ciência no cotidiano. Integrante da equipe que implantou, na década de 1990, a produção de conteúdo exclusivo para internet no Grupo Estado, criou, em 1997, a seção on-line de divulgação científica Ano 2000, iniciativa pioneira no Brasil. Foi repórter especial e colunista do Jornal da Unicamp, responsável pela coluna Telescópio, e da revista Galileu, onde assinava a coluna Olhar Cético, tratando de pseudociências e da análise de temas polêmicos de uma perspectiva científica.

Ficha técnica

Título: Contra realidade: A negação da ciência, suas causas e consequências

Autores: Natalia Pasternak e Carlos Orsi

Editora: Papirus 7 Mares

Páginas: 192 pp.

Formato: 14 x 21 cm

Preço de capa: R$44,90.